Prévia do material em texto
INSTITUTO DE ENSINO SUPERIOR FRANCISCANO – IESF Reconhecido e Publicado pelas Portarias Ministeriais Nº 223 de 14 de março de 2007 e Nº 259 de 23 de março de 2007 PÓS-GRADUAÇÃO LATO-SENSU Disciplina: Leitura, Produção de Textos e Formação Docente ELENILDE DIAS DE SOUSA SILVA A IMPORTÂNCIA DA LEITURA NA EDUCAÇÃO E PRODUÇÃO DE TEXTOS CIENTÍFICOS NO AMBITO ACADÊMICO Trabalho de Conclusão de Disciplina COLINAS – MA 2024 APRESENTAÇÃO Nos dias atuais a prática da leitura está se tornando cada vez mais rara entre os educandos, o que favorece fracos desenvolvimento e desempenho na produção textual. Nas escolas, na maioria das vezes, a produção textual está sendo feita de forma mecânica, como treinamento da escrita. Dessa forma o produtor (aluno) acaba escrevendo um texto incoerente e superficial. Assim, podemos perceber que, através da prática da leitura, o aluno torna–se capaz de conhecer novas palavras e aprender novas estruturas gramaticais, aperfeiçoando sua escrita. É de grande importância ressaltar também que é necessário haver um comprometimento não só por parte da Escola (professores), mas também um incentivo familiar, para que os alunos percebam que a leitura é o alicerce da interação da palavra com o mundo. Nos dias de hoje percebemos que a leitura e, consequentemente, uma eficaz produção textual estão se tornando uma prática defasada nas nossas escolas, os alunos parecem não gostar de ler e encaram a leitura de um texto ou livro como, muitas vezes, um castigo. Isso acontece porque nem a escola, nem os professores levam em consideração o cotidiano e o conhecimento “extra-escolar” do aluno, fazendo com que estes elaborem textos que valorizem apenas a norma culta, com o único objetivo de avaliação que será feita pelo professor. A respeito dessa afirmação, Freire (1996) diz que a leitura de mundo antecede a leitura da palavra, e que a leitura desta implica na continuidade da leitura daquele, isto é, da leitura de mundo. Desse modo, vemos o quanto a leitura é importante na formação de cidadãos (leitores) críticos, tornando–os capazes, ainda, de compreender os acontecimentos do mundo que os cercam. Já para Mortatti (2004, p. 98), o conceito de letramento se liga às funções da língua escrita em sociedades letradas. Segundo a autora, em sociedades grafocêntricas, a escrita possui uma importância de proporção muito grande, uma vez que tudo se organiza em torno dela. O letramento influencia a relação, não somente dos sujeitos com as sociedades, mas também com outros sujeitos. DESENVOLVIMENTO O conhecimento de mundo, as multirreferências e a busca de informações de cada um são realmente diferentes. As pessoas têm necessidades informacionais diversificadas, sendo que a internalização dos conteúdos difere de uma pessoa para outra e, assim, o acesso de cada um ao conhecimento é diferente. O acesso ao conhecimento, em um mercado tão competitivo, não é igual para todos, haja vista a clara divisão entre as organizações que sabem, que detêm o conhecimento e as que não sabem; pessoas que têm acesso ao conhecimento e outras que não têm. Freire (1996) diz que a leitura de mundo precede a leitura da palavra, e que a leitura desta, ou seja, da palavra, implica na continuidade da leitura daquela, isto é, da leitura de mundo. Desse modo, vemos o quanto a leitura é importante na formação de cidadãos (leitores) críticos, como também nos torna capazes de compreender os acontecimentos do mundo que nos cerca. Percebemos, assim, que a leitura, tanto de mundo quanto da própria palavra, é importante, pois proporciona ao aluno/leitor uma visão mais ampla da sociedade em que ele está inserido. Dessa forma, constatamos que a leitura oferece subsídios técnicos e não-técnicos para que o aluno seja capaz de realizar uma produção textual eficaz. Com isso, percebemos o ato de ler como algo maior do que apenas o decifrar de códigos, tendo mais união e ligação com o compreender para poder aplicar na realidade, fazendo com que tudo tenha sentido para o leitor, que lê o mundo a sua volta e torna seu conhecimento evidente e manifesto. Para tanto, é notório que além de desempenhar influência no psicológico, cognitivo e social dos indivíduos, a prática de leitura facilita a aprendizagem, entretanto, isso depende do real objetivo no qual baseia-se esta ação, assim sendo, Isabel Solé (1998, p. 93 – 100), aponta que a leitura pode cumprir com alguns fins, como ler apenas para obter determinada informação especifica, não atentando-se para os detalhes mais além que tal texto proporciona, ou diferentemente do primeiro caso, ler para desencadear uma informação mais geral, abrangente, sem deixar de lado algumas partes que integram o texto. Para que a produção textual seja eficaz, se faz necessário que o produtor esteja em contato com textos coesos e coerentes. Assim, podemos compreender que a leitura é um importante veículo para um melhor desenvolvimento da escrita, portanto estando em proximidade com textos bem redigidos, o aluno começará a assimilar os componentes que devem constar na elaboração de um texto. Entre esses componentes, nós encontramos a coesão e a coerência textual. A relação da leitura com a pesquisa está na abertura de um caminho para o mundo do conhecimento. Logo, observa-se que a leitura como instrumento proporciona melhoria da condição social e humana, permite uma visão mais crítica para a elaboração do texto que problematiza leitura e pesquisa de significativa importância para a produção do conhecimento. A leitura possibilita o acesso à informação e ao conhecimento. A leitura propicia modificações substanciais na forma de pensar e de agir das pessoas, a fim de que estas possam, de forma consciente, intervir no processo de construção e de reconstrução do conhecimento nos diversos aspectos político, econômico, social e cultural. O professor deve propor uma leitura sistemática de uma pequena apresentação, do título, do nome do autor e da fonte completa, depois dessa fase, inicia-se uma roda de conversa para que os alunos possam ter suas conclusões e antecipações de função, e sentido do texto então apresentado. Dessa forma o intuito é que os alunos diante do proposto em sala de aula possam criar e produzir pequenos textos, ou de forma oral com maior clareza através da prática da alfabetização e letramento no ambiente escolar. As atividades literárias estimulam vários sentidos nas crianças que vão da linguagem materna até mudanças na rotina das crianças principalmente quando iniciam o ensino fundamental por volta dos 6 anos. CONCLUSÃO Diante do que foi visto, notamos que a partir da prática da leitura, o aluno/leitor começará a conhecer mecanismos que lhe ajudará a administrar melhor sua produção, e irá dessa maneira, ampliar sua visão de mundo, enriquecer seu vocabulário, reconhecer os elos coesivos e a coerência textual. Entendemos que através do hábito e do gosto pela leitura o sujeito irá adquirir uma bagagem de conhecimento essencial para ampliar seus horizontes, o que poderá contribuir para que tenhamos produtores de textos com mais conteúdo, com clareza e criticidade. Portanto, é perceptível que a leitura propõe um conceito amplo, mas que, no geral, refere-se a observação de algo e as conclusões que são retiradas, sendo dos fatos cotidianos (leitura de mundo), ou das produções textuais, visto que, ambas são de suma importância no desenvolvimento crítico, cognitivo ou cidadão, e isso dependerá do objetivo pela qual seja realizada a leitura. A ausência do hábito de ler influencia o hábito de investigar, de pesquisar e de reinventar. Desta maneira, a leitura implica em aprender a ler porque sem a internalização do conteúdo, não ocorre a absorção da informação. Conclui-seque, a leitura permite uma visão mais crítica para a elaboração do texto que problematiza leitura e pesquisa de significativa importância influenciando a produção do conhecimento. REFERÊNCIAS BAKHTIN, Mikhail. Estética da criação verbal. Trad. Maria Ermantina Galvão G. Pereira. São Paulo: Martins Fontes, 2010. FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 37 ed. São Paulo: Paz e Terra, 1996. MORTATTI, Maria do Rosário Longo. Educação e letramento. São Paulo: UNESP, 2004. SOARES, Magda B. Alfabetização e letramento. São Paulo: Editora Contexto, 2012. ______. Letramento: um tema em três gêneros. Belo Horizonte: Autêntica, 1998. SOLÉ, Isabel. Estratégias de Leitura. Porto Alegre: Artmed, 1998. INSTITUTO DE ENSINO SUPERIOR FRANCISCANO – IESF Reconhecido e Publicado pelas Portarias Ministeriais Nº 223 de 14 de março de 2007 e Nº 259 de 23 de março de 2007 PÓS-GRADUAÇÃO LATO-SENSU Disciplina: Leitura, Produção de Textos e Formação Docente ELENILDE DIAS DE SOUSA SILVA A IMPORTÂNCIA DA LEITURA NA EDUCAÇÃO E PRODUÇÃO DE TEXTOS CIENTÍFICOS NO AMBITO ACADÊMICO Trabalho de Conclusão de Disciplina COLINAS – MA 2024 APRESENTAÇÃO Nos dias atuais a prática da leitura está se tornando cada vez mais rara entre os educandos, o que favorece fracos desenvolvimento e desempenho na produção textual. Nas escolas, na maioria das vezes, a produção textual está sendo feita de forma mecâni... Assim, podemos perceber que, através da prática da leitura, o aluno torna–se capaz de conhecer novas palavras e aprender novas estruturas gramaticais, aperfeiçoando sua escrita. É de grande importância ressaltar também que é necessário haver um compro... Nos dias de hoje percebemos que a leitura e, consequentemente, uma eficaz produção textual estão se tornando uma prática defasada nas nossas escolas, os alunos parecem não gostar de ler e encaram a leitura de um texto ou livro como, muitas vezes, um c... A respeito dessa afirmação, Freire (1996) diz que a leitura de mundo antecede a leitura da palavra, e que a leitura desta implica na continuidade da leitura daquele, isto é, da leitura de mundo. Desse modo, vemos o quanto a leitura é importante na for... Já para Mortatti (2004, p. 98), o conceito de letramento se liga às funções da língua escrita em sociedades letradas. Segundo a autora, em sociedades grafocêntricas, a escrita possui uma importância de proporção muito grande, uma vez que tudo se organ... DESENVOLVIMENTO O conhecimento de mundo, as multirreferências e a busca de informações de cada um são realmente diferentes. As pessoas têm necessidades informacionais diversificadas, sendo que a internalização dos conteúdos difere de uma pessoa para outra e, assim, o... Freire (1996) diz que a leitura de mundo precede a leitura da palavra, e que a leitura desta, ou seja, da palavra, implica na continuidade da leitura daquela, isto é, da leitura de mundo. Desse modo, vemos o quanto a leitura é importante na formação d... Percebemos, assim, que a leitura, tanto de mundo quanto da própria palavra, é importante, pois proporciona ao aluno/leitor uma visão mais ampla da sociedade em que ele está inserido. Dessa forma, constatamos que a leitura oferece subsídios técnicos e ... Com isso, percebemos o ato de ler como algo maior do que apenas o decifrar de códigos, tendo mais união e ligação com o compreender para poder aplicar na realidade, fazendo com que tudo tenha sentido para o leitor, que lê o mundo a sua volta e torna s... Para tanto, é notório que além de desempenhar influência no psicológico, cognitivo e social dos indivíduos, a prática de leitura facilita a aprendizagem, entretanto, isso depende do real objetivo no qual baseia-se esta ação, assim sendo, Isabel Solé (... Para que a produção textual seja eficaz, se faz necessário que o produtor esteja em contato com textos coesos e coerentes. Assim, podemos compreender que a leitura é um importante veículo para um melhor desenvolvimento da escrita, portanto estando em ... A relação da leitura com a pesquisa está na abertura de um caminho para o mundo do conhecimento. Logo, observa-se que a leitura como instrumento proporciona melhoria da condição social e humana, permite uma visão mais crítica para a elaboração do text... A leitura propicia modificações substanciais na forma de pensar e de agir das pessoas, a fim de que estas possam, de forma consciente, intervir no processo de construção e de reconstrução do conhecimento nos diversos aspectos político, econômico, soci... O professor deve propor uma leitura sistemática de uma pequena apresentação, do título, do nome do autor e da fonte completa, depois dessa fase, inicia-se uma roda de conversa para que os alunos possam ter suas conclusões e antecipações de função, e s... Dessa forma o intuito é que os alunos diante do proposto em sala de aula possam criar e produzir pequenos textos, ou de forma oral com maior clareza através da prática da alfabetização e letramento no ambiente escolar. As atividades literárias estimul... CONCLUSÃO Diante do que foi visto, notamos que a partir da prática da leitura, o aluno/leitor começará a conhecer mecanismos que lhe ajudará a administrar melhor sua produção, e irá dessa maneira, ampliar sua visão de mundo, enriquecer seu vocabulário, reconhec... Portanto, é perceptível que a leitura propõe um conceito amplo, mas que, no geral, refere-se a observação de algo e as conclusões que são retiradas, sendo dos fatos cotidianos (leitura de mundo), ou das produções textuais, visto que, ambas são de suma... A ausência do hábito de ler influencia o hábito de investigar, de pesquisar e de reinventar. Desta maneira, a leitura implica em aprender a ler porque sem a internalização do conteúdo, não ocorre a absorção da informação. Conclui-se que, a leitura permite uma visão mais crítica para a elaboração do texto que problematiza leitura e pesquisa de significativa importância influenciando a produção do conhecimento. REFERÊNCIAS BAKHTIN, Mikhail. Estética da criação verbal. Trad. Maria Ermantina Galvão G. Pereira. São Paulo: Martins Fontes, 2010. FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 37 ed. São Paulo: Paz e Terra, 1996. MORTATTI, Maria do Rosário Longo. Educação e letramento. São Paulo: UNESP, 2004. SOARES, Magda B. Alfabetização e letramento. São Paulo: Editora Contexto, 2012. ______. Letramento: um tema em três gêneros. Belo Horizonte: Autêntica, 1998. SOLÉ, Isabel. Estratégias de Leitura. Porto Alegre: Artmed, 1998.