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Complexo de Histocompatibilidade (MHC) e transplantes Andrea Santos Lima, PhD Receptor de linfócito T (TCR) e Complexo Principal de Histocompatibilidade Andrea Santos Lima, PhD Anticorpo e TCR Heterodimeros ligados por pontes dissulfídricas. Com porções variáveis e porções constantes. Propriedades dos receptores Ig e TCR Ig TCR Formas transmembrânicas sim sim Formas secretadas sim não Isotipos com funções sim não diversas TCR - Receptor de Linfócito T e Moléculas acessórias Abbas, 2003 Moléculas acessórias CD4 E CD8 As moléculas de CD4 e CD8 se associam ao TCR e ligam-se também a molécula de MHC. Essa ligação é necessária para um resposta efetora do linfocito T Aumentando a sensibilidade das células T ao antígenos em ate 100 vezes Embora tenham estruturas diferentes demonstram funções similares de co-receptores. CD4 e CD8 TCR - Receptor de Linfócito T e Moléculas acessórias Abbas, 2003 Abbas, 2003 COMPLEXO PRINCIPAL DE HISTOCOMPATIBILIDADE – MHC E LINFÓCITOS T Os Linfócitos T reconhecem antígenos expressos na superfície celular através do seu receptor (TCR). O TCR só reconhece o complexo – MHC:Peptídeo Os Linfócitos T podem ser CD4 e CD8 e esses dois tipos diferem na classe de molécula MHC que eles reconhecem. MHC Classe I MHC Classe II MHC Revendo Conceitos - Genes O gene é uma seqüência de nucleotídeos em uma molécula de DNA, que contêm a informação necessária para sintetizar uma molécula de RNA mensageiro para, a partir dele construir uma proteína. Existem cerca de 100.000 genes distribuídos nos 46 cromossomos da espécie humana. Cada gene se localiza em um ponto específico do cromossomo chamado lócus. Genes Alelos Os genes que ocupam o mesmo locus em cromossomos homólogos. Cada uma das várias formas alternativas de um mesmo gene. COMPLEXO PRINCIPAL DE HISTOCOMPATIBILIDADE - MHC 1940 – Transplantes de tumores entre diferentes linhagens de animais. O MHC foi descoberto em um locus genético cujos produtos eram responsáveis pela rápida rejeição dos enxertos de tecidos transplantados entre espécies isogênicas de camundongos. COMPLEXO PRINCIPAL DE HISTOCOMPATIBILIDADE - MHC A partir de 1964 foram estabelecidas a maior parte da estrutura dessas proteínas, a organização genômica e a distribuição dessas moléculas em diferentes grupos populacionais. A região que codifica essas protéinas é chamada de MHC (Major histocompatibility complex) e essas moléculas chamadas moléculas MHC. Na espécie humana, o MHC se encontra no Cromossomo 6. O MHC compreende diversos genes (Poligenia) com elevado Polimorfismo (variantes alélicas). COMPLEXO PRINCIPAL DE HISTOCOMPATIBILIDADE - MHC Existem três grandes grupos de MHC: Classe I, Classe II e Classe III. As moléculas de Classe I e de Classe II estão envolvidas na apresentação de antígenos e são a base do reconhecimento de antígenos pelos linfócitos T. As moléculas de Classe III possuem diferentes funções e codificam diferentes proteínas, algumas envolvidas na resposta imune (TNF, Sistema Complemento...). COMPLEXO PRINCIPAL DE HISTOCOMPATIBILIDADE - MHC As moléculas MHC humanas são chamadas de antígenos leucocitários humanos (HLA) e equivalem às moléculas H-2 em camundongos. MHC Classe I Glicoproteína de membrana Células nucleadas Duas cadeias polipeptídicas ligadas de forma não-covalente Peptídeos contendo de 8 a 11 aminoácidos Servem de sinal para células T citotóxicas (CD8) Complexo Principal de Histocompatibilidade Complexo Principal de Histocompatibilidade 1. Síntese de proteínas no citosol 2. Degradação proteolítica das proteínas no proteossoma 3. Transporte de peptídeos do citosol para o Reticulo Endoplasmático 4. Montagem de complexos peptídeo-MHC I no Reticulo Endoplasmático 5. Transporte através do Complexo de Golgi 6. Expressão superficial de complexos peptídeo-MHC I Complexo Principal de Histocompatibilidade Complexo Principal de Histocompatibilidade MHC Classe II Glicoproteína de membrana Células dendríticas, linfócitos B, macrófagos Duas cadeias polipeptídicas ligadas de forma não-covalente Peptídeos contendo de 13 a 30 aminoácidos Servem de sinal para células T auxiliares (CD4) Complexo Principal de Histocompatibilidade 1. Captação de proteínas extracelulares para compartimentos vesiculares de APCs 2. Processamento de proteínas interiorizadas em vesículas endossômicas 3. Biossintese e transporte de moléculas do MHC II para os endossomos 4. Associação de peptídeos processados com moléculas de MHC II em vesículas 5. Expressão de complexos peptídeo-MHC II na superfície da APC Complexo Principal de Histocompatibilidade Complexo Principal de Histocompatibilidade Complexo Principal de Histocompatibilidade MOLÉCULAS DE MHC DE CLASSE I Normalmente apresentam peptídeos endógenos aos linfócitos T CD8+. Expressas em células nucleadas. MOLÉCULAS DE MHC DE CLASSE II Normalmente apresentam peptídeos exógenos aos linfócitos T CD4+. Expressas em células apresentadoras de antígenos (APCs). Complexo Principal de Histocompatibilidade Localização Degradado Peptídeos ligam-se Apresentado a Efeito sobre a célula Complexo Principal de Histocompatibilidade Complexo Principal de Histocompatibilidade Complexo Principal de Histocompatibilidade Cromossomo 6 Paterno Cromossomo 6 Materno DR4 B43 Cw3 A23 DR10 B7 Cw5 A33 Haplótipo 1: DR4, B43, Cw3, A23 Haplótipo 2: DR10, B7, Cw5, A33 Complexo Principal de Histocompatibilidade Os genes são co-dominantes, isto é, cada um de nós, apresenta duas moléculas HLA para cada lócus, uma oriunda do cromossomo 6 paterno e outra oriunda do cromossomo 6 materno. O conjunto de genes do MHC encontrados em um cromossomo denominamos de Haplótipo. Assim, cada indivíduo possui dois cromossomos homológos, e portanto, dois haplótipos: Crossing over resultando em novos haplótipos Poligenia: Vários genes de classes I e II codificam proteínas com distintas propriedades de ligação a peptídeos Polimorfismo: Há múltiplos alelos em cada lócus. Os genes do MHC formam o grupo de genes mais polimórfico conhecido. Complexo Principal de Histocompatibilidade Importância do MHC Importante na resposta imune Importante no transplante de órgãos Importante na predisposição à doenças Major Histocompatibility Complex Resposta imune: Ligam-se a peptídeos reconhecidos pelos LT Transplantes: envolvidos na rejeição Doenças: Alguns marcadores MHC estão envolvidos com a pré-disposição ao desenvolviemnto de doenças auto-imunes Tipos de Transplante Tipos de Transplante Autoenxerto Transplante de órgãos ou tecidos procedentes do próprio indivíduo Não se desenvolve resposta imune Exemplos: Ponte de Safena/Mamária Enxerto de pele Transplante de MO Tipos de Transplante Isoenxerto Transplante de órgãos ou tecidos entre indivíduos geneticamente idênticos Não há desenvolvimento de resposta Tipos de Transplante Aloenxerto Transplantes entre indivíduos da mesma espécie, geneticamente diferentes Enxerto é rejeitado Grande maioria dos enxertos tecidos ou órgãos transplantados entre membros da mesma espécie, geneticamente diferentes. Nos seres humanos todos os transplantes de um individuo para outro são deste tipo, com excepção dos gêmeos monozigóticos. Sendo este tecido geneticamente diferente do receptor, este tipo de transplante é normalmente reconhecido como non-self pelo sistema imunitário resultando na sua rejeição Tipos de Transplante Xenoenxerto Transplantes entre indivíduos de espécies diferentes Enxerto fortemente rejeitado Mecanismos efetores da rejeição de aloenxertos Podem ocorrer três tipos principais de rejeição Hiperaguda Aguda Crônica Sinais de perigo: Febre,hipertensão,edema, aumento súbito de peso,mudança de ritmo cardíaco e dor no local do transplante. Rejeição Hiperaguda Minutos, horas ou poucos dias após a intervenção cirúrgica Reação de Anticorpos préformados Sedimentação de eritrócitos/microtrombos nos glomérulos Função do órgão afetada: Deposição de anticorpos Ativação do complemento Destruição vascular Transplantes renais são mais susceptíveis Prevenção : Detecção do Ac (Cross-Matching) Reação Aguda É a mais comum Primeiros seis meses após a transplantação Mediada por linfócitos T Infiltração do Tx e destruição das células que o compõe Drogas imunossupressoras: eficazes em conter essa rejeição - inibição da proliferação celular Rejeição Crônica Função lentamente perdida Fibrose/Hipertrofia Coração Doença da a. coronária Rins Fibrose intersticial Fígado Destruição do Epitélio biliar Etiologia não muito clara Não há tratamento padrão Terapia Imunossupressora O objetivo da terapia imunossupressora após a transplantação é prevenir o reconhecimento dos aloantígenos como non-self e a subsequente destruição do tecido transplantado HLA e associação a doenças “Diagnóstico muitas vezes é mais uma arte do que uma ciência.” Allison Cameron em HOUSE M.D. andreasantoslima@hotmail.com image1.jpeg image2.jpeg image3.gif image4.jpeg image5.jpeg image6.jpeg image7.jpeg image8.png image9.png image10.png image11.png image12.png image13.jpeg image14.jpeg image15.png image16.jpeg image17.png image18.jpeg image19.jpeg image20.jpeg image21.jpeg image22.jpeg image23.jpeg image24.jpeg image25.jpeg image26.png image27.jpeg image28.jpeg image29.jpeg