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RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS - EaD 
 
AULA ____ 
DATA: 
 
______/______/______ 
VERSÃO:01 
 
 
RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA: FISIOLOGIA HUMANA E BIOFÍSICA 
 
DADOS DO(A) ALUNO(A): 
 
NOME: ANDRESSA DA SILVA MARINHO MATRÍCULA:01698786 
CURSO: Estética cosméticos POLO: Cidade nova 
PROFESSOR(A) ORIENTADOR(A): Juliana Gonçalves 
 
ORIENTAÇÕES GERAIS: 
 
• O relatório deve ser elaborado individualmente e deve ser escrito de forma clara e 
• concisa; 
• O relatório deve conter apenas 01 (uma) lauda por tema; 
• Fonte: Arial ou Times New Roman (Normal e Justificado); 
• Tamanho: 12; 
Margens: Superior 3 cm; Inferior: 2 cm; Esquerda: 3 cm; Direita: 2 cm; 
• Espaçamento entre linhas: simples; 
• Título: Arial ou Times New Roman (Negrito e Centralizado). 
 
 
RELATÓRIO: 
 
1. A homeostase é um processo importante para diversas funções do corpo. Como a 
dinâmica ocorre entre o meio interno e externo das células? 
 
A homeostase é um processo fundamental que permite aos organismos manter 
um ambiente interno estável, mesmo diante de variações externas. Esse equilíbrio é 
crucial para a manutenção das funções celulares e do organismo como um todo (Brito, 
2017). O meio interno, que se refere ao fluido que envolve as células, é composto por 
uma variedade de substâncias, como íons, nutrientes e gases, que precisam ser 
regulados para que as células funcionem adequadamente (Teixeira, 2021). 
A dinâmica entre o meio interno e externo das células ocorre por meio de 
diferentes mecanismos de transporte. A membrana celular, que é semipermeável, 
desempenha um papel vital nesse processo. O transporte ativo e passivo são os 
principais modos pelos quais as células interagem com seu ambiente. No transporte 
passivo, como a difusão e a osmose, as substâncias se movem de áreas de maior 
concentração para áreas de menor concentração, sem o gasto de energia. Por outro 
lado, o transporte ativo requer energia para mover substâncias contra o gradiente de 
concentração (Oliveira, 2015). 
Os íons, como sódio e potássio, são exemplos clássicos que ilustram a 
dinâmica homeostática. As células utilizam bombas iônicas, como a bomba de sódio 
e potássio, para manter as concentrações adequadas desses íons no meio interno. 
Essa regulação é essencial para a transmissão de impulsos nervosos e a contração 
muscular, demonstrando como a homeostase está interligada a funções vitais do 
 
 
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corpo. A desregulação desse equilíbrio pode levar a consequências graves, como 
desidratação ou problemas cardíacos (Júnior et al. 2009). 
Além disso, a homeostase envolve a regulação da temperatura, pH e níveis de 
glicose. O corpo humano, por exemplo, utiliza mecanismos como a sudorese e a 
vasodilatação para dissipar o calor em resposta a ambientes quentes, enquanto a 
vasoconstrição e tremores ajudam a conservar o calor em ambientes frios. Esses 
ajustes são essenciais para manter a temperatura corporal em torno de 37°C, 
condição ideal para as reações bioquímicas (Orquiza, 2023). 
Dessa forma, a comunicação entre as células e o ambiente externo é mediada 
por sinais químicos, como hormônios e neurotransmissores. Esses sinais ajudam a 
coordenar respostas a mudanças no meio externo, permitindo que as células ajustem 
suas atividades para manter a homeostase. Esse processo é vital, pois a saúde do 
organismo depende da capacidade de adaptação e resposta a essas flutuações. 
Assim, a dinâmica entre o meio interno e externo das células é um processo complexo 
e interdependente, essencial para a sobrevivência e o funcionamento adequado do 
organismo. A homeostase, portanto, é mais do que um simples equilíbrio; é uma 
orquestração contínua de processos que garantem a integridade e a eficiência das 
funções biológicas. 
 
 
2. Os reflexos neurológicos são importantes para verificar as atividades e tempo de 
resposta, bem como, a relação do SNC e o SNP. Qual teste pode ser realizado para 
verificar esse reflexo? Qual mecanismo fisiológico conseguimos verificar? E quais 
doenças podem estar relacionadas a alteração dessa função. 
 
Os reflexos neurológicos desempenham um papel fundamental na avaliação 
da funcionalidade do sistema nervoso e na resposta a estímulos externos. Um teste 
amplamente utilizado para investigar esses reflexos é o teste do reflexo patelar. Neste 
teste, um golpe leve na região do joelho provoca uma resposta rápida do músculo 
quadríceps, que se contrai e levanta a perna. Essa ação é um exemplo do arco reflexo, 
onde a informação é processada rapidamente pelo sistema nervoso (Mantovani, 
2008). 
O mecanismo fisiológico envolvido no reflexo patelar começa com a ativação 
de um neurônio aferente, que transmite a informação da estimulação ao sistema 
nervoso central (SNC). O SNC, então, processa essa informação e envia um impulso 
de resposta por meio de um neurônio eferente, resultando na contração muscular. 
Esse processo não só demonstra a eficiência da comunicação entre os neurônios, 
mas também destaca a rapidez necessária para a proteção do corpo em situações de 
potencial perigo, permitindo reações automáticas a estímulos, como o toque ou a dor 
(Silva et al. 2014). 
Além do reflexo patelar, a avaliação de reflexos pode incluir testes de 
percepção sensorial, como a resposta a estímulos térmicos. Por exemplo, a exposição 
das mãos a diferentes temperaturas permite que se observe como o SNC processa e 
responde a essas informações sensoriais. Essa interação entre o ambiente e a 
percepção sensorial é crucial para a manutenção da homeostase e a adaptação do 
corpo a diferentes condições externas (Avelar et al. 2010). 
 
 
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As alterações na resposta reflexa podem estar relacionadas a várias condições 
patológicas. Doenças como neuropatia periférica (Costa et al. 2015), esclerose 
múltipla (Cassino et al. 2020) e lesões medulares (Santos et al. 2011) podem afetar a 
condução dos impulsos nervosos, resultando em respostas reflexas diminuídas ou até 
mesmo ausentes. Essas condições comprometem a comunicação eficiente entre o 
SNC e o sistema nervoso periférico (SNP), levando a dificuldades motoras e 
sensoriais. Além disso, doenças que afetam a motricidade, como a doença de 
Parkinson (Carvalho et al. 2021), refletindo uma deterioração do funcionamento 
neurológico. 
Em suma, os reflexos neurológicos são indicadores cruciais da saúde do SNC 
e do SNP. Testes como o reflexo patelar não apenas avaliam a funcionalidade desses 
sistemas, mas também oferecem insights valiosos sobre possíveis condições 
neurológicas que podem exigir intervenção médica. A compreensão dos mecanismos 
fisiológicos envolvidos nessas respostas reflexas é essencial para um diagnóstico 
preciso e para o planejamento de tratamentos adequados, contribuindo assim para a 
eficácia do cuidado em saúde. 
 
3. A aferição da glicose pode indicar diversos aspectos fisiológicos, descreva como foi 
realizada essa medição e sua aplicabilidade para o paciente 
 
A aferição da glicose é um procedimento fundamental para monitorar a saúde 
metabólica e avaliar a presença de hiperglicemia, especialmente em pacientes 
diabéticos. Essa medição é realizada com um dispositivo chamado glicosímetro, que 
permite verificar rapidamente os níveis de glicose no sangue periférico, fornecendo 
dados valiosos para o manejo da condição (Ribeiro, 2022). 
O processo de medição inicia-se com a coleta de uma amostra de sangue, 
geralmente feita por meio de uma leve punção no dedo do paciente, utilizando uma 
lanceta. Antes da punção, é importante realizar a assepsia da região para evitar 
contaminações. Após a punção, uma gota de sangue é colocada em uma fita 
específica, que deve ser inserida corretamente no glicosímetro para garantir uma 
leitura precisa. O aparelho lê a amostra e fornece o resultado em miligramas por 
decilitro (mg/dL), permitindouma avaliação rápida e prática (Mosquér et al. 2023). 
Os níveis normais de glicose em jejum devem ser abaixo de 100 mg/dL, 
enquanto após uma refeição, esse valor pode chegar a até 140 mg/dL. Essa distinção 
é crucial para entender como a glicemia do paciente varia ao longo do dia. A aferição 
é especialmente útil para pacientes diabéticos, pois permite avaliar como diferentes 
alimentos, especialmente aqueles com alto índice glicêmico, impactam a glicemia. Por 
exemplo, alimentos como banana e melão, que são ricos em açúcar, podem provocar 
um aumento significativo nos níveis de glicose após a refeição (Sá, 2014). 
Após a ingestão de alimentos ricos em glicose, a aferição é repetida para 
monitorar as mudanças nos níveis de glicemia. Esse acompanhamento é vital para a 
gestão do diabetes, pois ajuda a identificar padrões e ajustar o tratamento conforme 
necessário. Caso os níveis de glicose ultrapassem os valores desejáveis, o paciente 
pode precisar de intervenções, como ajustes na dieta, aumento da atividade física ou 
ajustes nas doses de medicamentos. 
 
 
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Além de seu papel no monitoramento da glicemia, a aferição da glicose também 
proporciona um feedback importante para o paciente. Isso pode motivá-lo a adotar 
hábitos mais saudáveis, já que ele pode visualizar como suas escolhas alimentares e 
estilos de vida impactam diretamente sua saúde. O entendimento dos efeitos dos 
alimentos na glicemia ajuda os pacientes a fazer escolhas mais informadas e a evitar 
alimentos que podem causar picos de glicose, melhorando assim o controle geral da 
condição (Ribeiro, 2022). 
A aferição da glicose é uma prática essencial na monitorização da saúde de 
pacientes com diabetes, fornecendo dados cruciais sobre a resposta do organismo a 
diferentes alimentos e auxiliando na prevenção de complicações associadas ao 
controle glicêmico inadequado. Essa prática não só orienta o tratamento, mas também 
empodera os pacientes, permitindo que eles se tornem participantes ativos na gestão 
de sua saúde. 
 
4. A pressão arterial é um dos mecanismos homeostáticos mais conhecidos, explique como 
foi realizada a medição, sua importância e associação com fisiologia cardíaca. 
 
A pressão arterial é um indicador crucial da saúde cardiovascular e é regulada 
por mecanismos homeostáticos complexos. A medição da pressão arterial é 
geralmente realizada com um esfigmomanômetro, um dispositivo que consiste em um 
manguito inflável e um manômetro. O processo de medição envolve alguns passos 
fundamentais (Feliciano, 2008). 
Primeiramente, o paciente deve estar em repouso, preferencialmente sentado, 
com o braço apoiado na altura do coração. Isso ajuda a garantir leituras precisas, 
evitando variações devido a atividade física ou estresse. Em seguida, o manguito é 
colocado ao redor do braço, geralmente no esquerdo, com espaço suficiente para 
permitir um dedo entre o manguito e a pele. É importante que o manguito não esteja 
muito apertado para evitar desconforto (França, 2015). 
Após a colocação do manguito, o ar é insuflado até que a pressão seja 
suficiente para interromper o fluxo sanguíneo na artéria braquial, o que pode ser 
sentido pela ausência de pulso. A pressão no manguito é então gradualmente 
liberada, e o manômetro mede a pressão em dois momentos: a pressão sistólica 
(maior) é registrada quando o fluxo sanguíneo começa a ser ouvido novamente, 
indicando a pressão máxima durante a contração do coração (sístole). A pressão 
diastólica (menor) é registrada quando o som do fluxo sanguíneo desaparece, 
indicando a pressão mínima entre as batidas do coração (diástole) (França, 2015). 
A importância da medição da pressão arterial está ligada à sua capacidade de 
fornecer informações sobre a saúde cardiovascular do paciente. Valores normais, que 
geralmente variam entre 120 mmHg (sistólica) e 80 mmHg (diastólica), são indicativos 
de um sistema cardiovascular saudável. A pressão arterial elevada, como hipertensão 
leve (130-139 mmHg sistólica) ou hipertensão grave (acima de 180 mmHg), pode ser 
um sinal de problemas como obesidade, diabetes e falta de atividade física (Sá, 2023). 
Associando isso à fisiologia cardíaca, os batimentos cardíacos e o volume de 
sangue bombeado pelo coração influenciam diretamente a pressão arterial. A sístole 
e a diástole determinam a pressão exercida nas artérias. Quando o coração se contrai, 
a pressão sistólica aumenta; quando relaxa, a pressão diastólica diminui. Esse ciclo é 
vital para manter a perfusão adequada de órgãos e tecidos. 
 
 
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Além disso, a pressão arterial é influenciada por fatores como resistência 
vascular periférica e elasticidade arterial. A medição da pressão arterial é um 
componente fundamental da avaliação clínica que reflete a interação entre a fisiologia 
cardíaca e os mecanismos de homeostase, permitindo identificar riscos e orientar 
intervenções de saúde. Monitorar a pressão arterial regularmente é essencial para a 
prevenção de doenças cardiovasculares e a manutenção de um estilo de vida 
saudável, garantindo que o sistema circulatório funcione de maneira eficiente e eficaz. 
 
 
Referências Bibliográficas 
 
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christiane. Prática 3-membrana plasmática: permeabilidade seletiva e 
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ORQUIZA, João Carlos. “Qual é a Energia que Move o Mundo?” Uma Perspectiva 
Biológica sobre Emoções, Homeostase e a Energia Humana.2023. 
 
RIBEIRO, Giovanni Monteiro. Protocolos em fisiologia humana. 2022. 
 
SANTOS, Ralmony de Alcantara et al. Modulação autonômica durante o exercício 
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SILVA VARGAS, Liane et al. Conhecendo o sistema nervoso: ações de divulgação e 
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SÁ, Rodrigo Cimino; ALVES, Silvio Rubens; DE ARAÚJO NAVAS, Edna Aparecida 
Ferraz. Diabetes mellitus: avaliação e controle através da glicemiaem jejum e 
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SOUZA, Emmina Lima da Cruz de. Efeitos agudos do exercício isométrico de handgrip 
na variabilidade da pressão arterial e na função e regulação cardiovascular em 
pessoas com hipertensão arterial sistêmica: um ensaio clínico cruzado. 2023. 
 
TEIXEIRA, Daniele de Araújo. Fisiologia humana. Teófilo Otoni: UNIPAC, p. 36-43, 
2021.

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