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Prévia do material em texto

SENAI­PE 
2
SENAI­PE 
3 
ARMADOR DE FERRO
SENAI­PE 
4 
Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco 
Presidente 
Jorge Wicks Côrte Real 
Departamento Regional do SENAI de Pernambuco 
Diretor Regional 
Antônio Carlos Maranhão de Aguiar 
Diretor Técnico 
Uaci Edvaldo Matias 
Diretor Administrativo e Financeiro 
Heinz Dieter Loges 
Ficha Catalográfica 
SENAI.DR.PE. 
624.014. 
2:377 
Recife, SENAI / DITEC / DET. Armador de Ferro. Recife,2007. 
1.  ARMADOR DE FERRO 
2.  CONSTRUÇÃO CIVIL 
3.  ARMADOR DE FERRO – MATERIAL DIDÁTICO 
I.  Título
SENAI­PE 
5 
SUMÁRIO 
A Indústria da Construção Civil e o Meio Ambiente  5 
Segurança  12 
Noções de Escala  15 
Noções sobre Sistemas de Unidades de Medidas  18 
Classificação dos Aços  22 
Normas para Concreto Armado  24 
Ferramentas e Instrumentos  28 
Transporte e Armazenagem do Aço  33 
Lajes  35 
Tipos de Amarração do Aço  37 
Estribos  39 
Tipos de Vigas de Concreto Armado  41 
Ler e Interpretar Projetos  44 
Serviço de Corte e Dobra de Aço  51 
Atividade Prática  57 
Referências Bibliográficas  64
SENAI­PE 
6 
A INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO CIVIL E O MEIO AMBIENTE 
É cada vez mais preocupante o desequilíbrio que o homem vem causando ao 
meio ambiente. Com o passar dos anos, este desequilíbrio vem aumentado e 
causando danos tremendos à população mundial. 
Foi  com  esta  preocupação  que  o  CONAMA  –  Conselho  Nacional  de  Meio 
Ambiente  –  editou  a  Resolução  nº  307  que  traça  diretrizes  em  relação  aos 
resíduos sólidos gerados pela indústria da construção civil. Ela estabelece que 
a obrigação principal do gerador é a não geração do resíduo, secundariamente 
a  reutilização,  reciclagem  e  redução  e,  por  último,  a  destinação 
compromissada. 
Foi solicitada pelo Ministério das Cidades uma pesquisa para saber qual era o 
percentual de resíduos num aterro que corresponderia a resíduos oriundos da 
indústria da construção civil, e foi obtido o seguinte resultado: 
S.J. Campos, 1995 (I&T) 
RCD = resíduo de construção e demolição 
RSS = resíduo de serviços de saúde 
DOM = domiciliar 
RCD 67% 
RSS 0,4%  DOM 27% 
VOLUMOSOS 6%
SENAI­PE 
7 
Como podemos observar, a indústria da construção civil contribui com mais de 
60%  de  resíduos  num  aterro,  ficando  claro  que  temos  que  tomar  algumas 
atitudes em relação a esta questão. 
Então, o que fazer? 
O primeiro passo é trabalhar de forma racionalizada, ou seja, tudo começa com 
um  bom  planejamento  de  todas  as  atividades,  porém  não  basta  só  planejar, 
temos que controlar o que foi planejado, para que possamos verificar a eficácia 
do  nosso  planejamento  e  tomar  as  ações  corretivas  necessárias,  caso  o 
planejado não esteja sendo cumprido. 
Muitos dos recursos utilizados num canteiro de obra são finitos, ou seja, um dia 
deixarão  de existir, devendo  ser  substituídos  por  outros  insumos  alternativos. 
Sendo  assim,  temos  a  obrigação  de  usá­los  de  forma  racional  e  buscar 
alternativas que gerem menos impacto ao meio ambiente. 
Desperdiçar: gastar sem proveito, esbanjar 
Fig.1 Desperdício gerado de retrabalho 
Fig. 2 Disposição irregular de resíduos
SENAI­PE 
8 
Impacto Ambiental da Construção Civil: 
Extração da 
Matéria­Prima 
Transporte da 
Matéria­Prima 
Fabricação do 
produto 
Transporte do 
produto ao canteiro 
Processamento no 
canteiro 
Transporte do 
resíduo 
Deposição do 
resíduo 
M 
P 
Área Degradada 
Concorrência e 
mercado limitado 
Recursos 
escassos 
Reduzir 
Reutilizar 
Reciclar
SENAI­PE 
9 
Custo do resíduo: 
C C R R  = =  C C T T  + +  C C M M + +  V V R R 
Custo do Resíduo 
Venda do resíduo 
Custo com matéria­prima 
Custo com transporte 
Reciclagem 
A reciclagem é um processo industrial que converte o lixo descartado (matéria­ 
prima  secundária)  em  produto  semelhante  ao  inicial  ou  outro.  Reciclar  é 
economizar  energia,  poupar  recursos  naturais  e  trazer  de  volta  ao  ciclo 
produtivo o que é jogado fora. 
A  palavra  reciclagem  foi  introduzida  no  vocabulário  internacional  no  final  da 
década  de  80,  quando  foi  constatado  que  as  fontes  de  petróleo  e  outras 
matérias­primas não renováveis estavam e estão se esgotando. 
Reciclar  significa  =  Re  (repetir)  +  Cycle  (ciclo). 
A reciclagem traz os seguintes benefícios: 
• Contribui para diminuir a poluição do solo, água e ar. 
• Melhora a limpeza da cidade e a qualidade de vida da população. 
• Prolonga a vida útil de aterros sanitários. 
• Melhora a produção de compostos orgânicos. 
• Gera empregos para a população não qualificada. 
• Gera receita com a comercialização dos recicláveis. 
• Estimula  a  concorrência,  uma  vez  que  produtos  gerados  a  partir  dos 
reciclados  são  comercializados,  em  paralelo  àqueles  gerados  a  partir  de 
matérias­primas virgens. 
• Contribui  para  a  valorização  da  limpeza  pública  e  para  formar  uma 
consciência ecológica.
SENAI­PE 
10 
P Pl la an no o I In nt te eg gr ra ad do o d de e G Ge er re en nc ci ia am me en nt to o d de e R Re es sí íd du uo os s d de e C Co on ns st t r ru uç çã ão o C Ci iv vi i l l 
G Gr ra an nd de es s G Ge er ra ad do or re es s 
• Caracterização 
• Triagem 
• Acondicionamento 
• Transporte 
• Destinação 
A  grande  solução  para  os  resíduos  sólidos  é  aquela  que  prevê  a  máxima 
redução da quantidade de  resíduos na  fonte geradora. Quando os resíduos 
não  podem  ser  evitados,  deverão  ser  reciclados  por  reutilização  ou 
recuperação,  de  tal  modo  que  seja  o  mínimo  possível  o  que  tenha  como 
destino final os aterros sanitários. 
Classificação dos Resíduos de Construção: 
ü  Classe  A ð  Reutilizáveis  ou  recicláveis  para  uso  como  agregados,  pela 
própria  atividade  da  construção  (concretos,  argamassas,  cerâmicos,  solos, 
etc.); 
ü Classe  B  ð  Recicláveis  ou  reutilizáveis  em  outras  atividades    (madeira, 
metal, plástico, papel, vidro); 
ü  Classe  C  ð  Sem  tecnologia  que  permita  sua  reciclagem  ou  reutilização 
(gesso); 
ü  Classe D ð Perigosos (tintas, solventes, óleos, amianto). 
Programa Municipal 
de Gerenciamento de 
Resíduos de 
Construção Civil 
M Mu un ni ic c í íp p i io os s e e D Di is s t tr ri i t to o F Fe ed de er ra al l 
Projetos de 
Gerenciamento de 
Resíduos da 
Construção Civil
SENAI­PE 
11 
Recife, Lei 17072/2005 (04/01/2005): 
ü  Cria o Programa de Gerenciamento de Resíduos de Construção Civil; 
ü  Pequeno  gerador  ð  até  1m³/dia  (PRR  –  Postos  de  Recebimento  de 
Resíduos); 
ü  Grande gerador ð > 1m³/dia; 
ü  Volumes maiores  que  100  litros/dia  não  podem ser  dispostos  para coleta 
domiciliar; 
ü  Cadastramento  prévio  de  firmas  especializadas  para  serviços  de  coleta, 
transporte, tratamento e destino final dos resíduos. 
O gerador dos resíduos é co­responsável por qualquer veículo não credenciado 
flagrado em serviço. 
ü  O  grande  gerador  deverá  proceder  à  separação  e  identificação  dos 
resíduos  no  local  de  origem,  obedecendo  à  classificação  estipulada  na 
legislação vigente; 
ü  Toda atividade geradora de mais de 1m³/dia de resíduo deve ser submetida 
à aprovação do órgão gestor de limpeza urbana do município por meio do 
Projeto de Gerenciamento de Resíduos de Construção Civil. 
O  Projeto  aprovado  comporá  o  acervo  de  documentos  apresentados  na 
solicitação de Alvará junto à DIRCON/ Secretaria de Planejamento 
Ø  Penalidades estabelecidas (Lei 17072/2005): 
ü  Multa  de  R$  100,00  a  R$  1.000,00  ð  pelo  não  cumprimento  da 
classificação e separação dos resíduos; 
ü  Multa  de  R$  300,00  a  R$  5.000,00 ð  pela  não  apresentação  dos 
Projetos de Gerenciamento de Resíduos; 
ü  Multa de R$ 100,00 a R$ 5.000,00 ð por disposição dos resíduos em 
logradouros públicos municipais, áreas de  interesse ambiental e em 
terrenos particulares sem autorização da EMLURB. 
ü  Suspensão  e  cassação  de  licença  ð  por  reincidênciade madeira (pontaletes e tábuas 
ou chapas de compensado). 
Ø  As pilhas não devem ter contato com paredes do depósito. 
Ø  Garantir  que  os  sacos  mais  velhos  sejam  utilizados  antes  dos 
sacos recém entregues, atentando para que nunca se ultrapasse 
a data de validade do produto (na embalagem). 
Ø  Separar por tipo de material. 
Ø  A  cobertura  da  área  de  estoque  deve  ser  reforçada  para 
minimizar  os  riscos  de  perda  do  material  por  goteiras  ou 
vazamentos despercebidos. 
Ø  Em regiões litorâneas, prever proteção contra umidade, cobrindo­ 
se o lote com uma lona plástica ( não vedar completamente), para 
garantir a durabilidade do cimento. 
Condições específicas: 
Argamassa colante 
Ø  Pilhas de 20 sacos 
Argamassa industrializada para revestimento
SENAI­PE 
77 
Ø  Pilhas de 15 sacos 
Cal hidratada 
Ø  Pilhas de no máximo 20 sacos 
Cimento 
Ø  Pilhas de no máximo 10 sacos, sendo permitido 15 sacos para períodos 
menores que 15 dias. 
Rejunte 
Ø  Pilhas de aproximadamente 1,5 m de altura 
Gesso ensacado 
Ø  Pilhas de no máximo 20 sacos 
• Material a granel (areia, brita, etc) 
Condições Gerais: 
Ø  O  material  é  depositado,  o  mais  próximo  possível  da  produção  ou 
aplicação. 
Ø  Transporte é realizado com carrinhos de mão ou padiolas. 
Ø  Protegidos contra contaminação de resíduos (serragem, pontas de ferro, 
arame, pregos, folhas de árvores, etc.). 
Condições Específicas: 
Ø  Baias  cercadas  em  três  laterais,  em  dimensões  compatíveis  com  o 
canteiro  e  com  o  volume  a  ser  estocado  evitando­se,  assim, 
espalhamento, mistura e desperdício de material. 
Ø  Em  épocas  de  chuvas  torrenciais  é  recomendada  a  cobertura  do 
material com lonas plásticas, a fim de impedir o seu carreamento. 
Ø  Sem contato direto com o solo. Caso o material esteja em contato direto 
com o solo, deverá ser desconsiderada os primeiros 15 cm em contato 
direto  para  o  uso  ao  qual  foi  destinado,  isto  porque  ele  estará 
contaminado. 
Ø  Areias com granulometrias  diferentes  deverão ser  estocadas  em baias 
separadas por tipo e granulometria, com identificação de placas. 
• Barras e fios de aço: 
Condições Gerais: 
Ø  Sem contato direto com o solo, utilizando­se de caibros ou pontaletes. 
Ø  Em caso de longos períodos de chuvas ou logo período de estocagem, 
cobrir com lona plástica.
SENAI­PE 
78 
Ø  Os recortes e sobras de aço devem ser estocadas em locais específicos, 
não  havendo  a  necessidade  de  cuidados  especiais  no  manuseio  e 
armazenamento. 
Condições Específicas: 
Barras e fios 
Ø  Armazenamento  separados  por  bitola,  com  a  etiqueta  de  identificação 
visível Cortado e dobrado 
Ø  Separados por feixes, com etiquetas em locais visíveis. 
●  Tela de aço 
Condições Grais: 
Ø  Durante o manuseio atentar  para que o material não  tenha contato 
direto com  o  solo,  para  não  haver  impregnação  de  sujeira  em  sua 
superfície. 
Ø  Armazenar as telas sobre pontaletes separados por tipo, com placas 
de identificação, sem contato direto com o solo. 
Ø  Em  caso  de  longos  períodos  de  chuvas  ou  logo  período  de 
estocagem, cobrir com lona plástica. 
Ø  Atentar  para  a  altura  do  empilhamento  (2  rolos  ou  0,5m).  Quando 
estiver em rolos, trava­los para que não rolem abaixo. 
●  Madeira bruta 
Condições gerais: 
Ø  Estoque tabicado por bitola e tipo de madeira ou peça. 
Ø  Local  fechado,  ventilado  e  apropriado  para  evitar  ação  da  água, 
extravio  ou  roubo. Quando  da necessidade de  armazenamento  em 
área descoberta, utilizar lona plástica para proteção. 
Ø  Empilhadas  sobre  caibros  de  madeira  ou  em  pilhas  entrelaçadas 
(quando houver espaço). Evitar pilhas com mais de 1m de altura. 
Ø  Os  recortes  e  sobras  de  madeira  devem  ser  estocados  em  locais 
específicos,  não  havendo  a  necessidade  de  cuidados  especiais  no 
seu manuseio e armazenamento. 
●  Componentes da madeira 
Condições gerais: 
Ø  Local coberto, ventilado e apropriado para evitar ação água, extravio 
ou roubo.
SENAI­PE 
79 
Ø  Deve­se  ter  cuidado  para  que  os  mesmos  não  sofram  batidas  ou 
riscos que os danifiquem. 
Condições específicas: 
Folhas de porta 
Ø  Local fechado para evitar extravio ou roubo 
Ø  Posição horizontalm de altura 
Ø  Piso  nivelado,  deitando­se  a  primeira  folha  sobre  chapa  de 
compensado também nivelada, apoiada sobre 4 caibros. 
Ø  Pilhas de até 1,5m de altura 
Ø  Cuidado  com  portas  que  receberão  acabamento  encerado 
evitando  qualquer  arranhadura, machucadura  ou  lascamento  de 
cantos durante o empilhamento. 
Ø  Em regiões de atmosferas mais agressivas, as portas devem ser 
armazenadas seladas. 
Assoalho 
Ø  Local coberto para evitar extravio ou roubo 
Ø  Posição horizontal 
Ø  Sobre pontaletes de madeira, posicionados a 30 cm das bordas e 
um aproximadamente  no  centro  das  peças,  sem  contato  com  o 
solo (evitar empenamento). 
Chapas de compensado 
Ø  Posição horizontal 
Ø  A  pilha  não  deve  exceder  50cm  de  altura,  alternada  a  cada  5 
chapas (para facilitar o transporte). 
Ø  Sobre 3 pontaletes de madeira, posicionados no centro da chapa 
e a aproximadamente 10cm de cada uma das bordas, evitando­se 
contato com o piso. 
Lambril 
Ø  Local coberto para evitar extravio ou roubo 
Ø  Posição horizontal 
Ø  Sobre pontaletes de madeira, posicionados a 30cm das bordas e 
um aproximadamente  no  centro  das  peças,  sem  contato  com  o 
solo ( evitar empenamento). 
Porta pronta 
Ø  Na  posição  vertical,  sobre  2  sarrafos,  apoiados  entre  si,  sem 
contato direto com o solo.
SENAI­PE 
80 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
GEHBAUER,  Fritz.  Racionalização  na  Construção  Civil.  Recife,  Projeto 
Competir. (SENAI, SEBRAE,GTZ). 2004.448.p.il 
GERDAU. Catálogo: Faça Colunas & Vigas com estribos gerdau. s.l, s.d, i.l. 
GERDAU. Catálogo: Aço para construção civil. São Paulo. S.d. i.l. 
GERDAU. Catálogo: Arme & Ganhe com corte e dobra de aço. São Paulo. 
S.d. i.l. 
SENAI/DR­MA. Armador de Ferragens.  2ª ed. São Luís. Núcleo de Materiais 
Didáticos, 2006. 96p. 
SENAI/DR­MA. Carpinteiro de Fôrma. 2º ed. Vol.1  – SENAI –DR – MA. 2006 
SENAI/DR­PE. Carpinteiro de Fôrma. 1º ed. Recife. Divisão  de Educação e 
Tecnologia,2007.60p. 
SENAI/DR­PE. Pedreiro de Concreto. 1º ed. Recife. Divisão de Educação e 
Tecnologia,2007.60p.
SENAI­PE 
81 
CRÉDITOS 
Elaboração 
Aguardando autorização para reprodução do DR­MA 
Digitação/Diagramação 
Edna Maria Santos 
Diagramação (Revisão) 
Carolina Mendonça 
Normalização 
Sonia Pádua 
Revisão Gramatical e Pedagógica 
Teresa Lucrecia Santos 
Revisão Final 
Manoel Alves de Oliveira 
Olimpio José Torres Mendonça 
Editoração 
Divisão de Educação e Tecnologiana  não 
apresentação do Projeto de Gerenciamento de Resíduos.
SENAI­PE 
12 
Os  recipientes  onde  serão  lançados  os  resíduos  devem  ter  identificação, 
segundo resolução 275 CONAMA – Conselho Nacional de Meio Ambiente.
SENAI­PE 
13 
SEGURANÇA 
Equipamentos  de  proteção  individual  são  dispositivos  de  uso  individual, 
destinados  a  proteger  a  integridade  física e a saúde do  trabalhador.  Existem 
equipamentos de proteção para todas as partes do corpo. 
As vias de exposição:  Os tipos mais utilizados são: 
Proteção  para  a  cabeça  ­  São  os  protetores  usados 
para o crânio e para os órgãos da visão e audição. 
Exemplos: 
• Capacete; 
• Protetores faciais contra impacto, respingos faciais e radiações nocivas; 
• Óculos de segurança contra impacto; 
• Óculos para soldador (solda a gás); 
• Máscara para soldador (solda elétrica); 
• Protetor auditivo (tipo plug); 
• Protetor auditivo (tipo concha). 
Proteção  para  os  membros  superiores  ­  A  grande 
parte  das  lesões  de  membros  superiores  pode  ser 
evitada  através  do  uso  de  luvas.  As  luvas  impedem, 
portanto,  um  contato  direto  com  materiais  cortantes, 
abrasivos,  aquecidos  ou  com  substâncias  corrosivas  e 
irritantes. 
Exemplos: 
• Luvas  de:  raspa  de  couro;  reforçadas  de  couro;  lona;  impermeáveis 
(borracha ou plástico); amianto e borracha especial (contra eletricidade); 
• Mangas e mangotes de raspa de couro. 
Proteção para os membros inferiores ­ As pernas e os pés 
são  partes  do  corpo  que,  além  de  estarem  sujeitos 
diretamente ao acidente, ainda mantêm o equilíbrio do corpo. 
Por  esta  razão,  os  EPIs  ganham  dupla  importância  na 
proteção direta dos membros inferiores e evitam a queda que 
pode ter conseqüências graves.
SENAI­PE 
14 
Exemplos: 
• Sapato de segurança com: biqueira de aço; proteção metatársica e solado 
antiderrapante; 
• Botas de segurança e de borracha; 
• Perneiras de raspa de couro. 
Proteção do tronco ­ Aventais e vestimentas especiais 
são  empregados  contra  os  mais  variados  agentes 
agressivos. 
Exemplos: 
• Avental de: raspa de couro; lona; amianto e plástico. 
Proteção das vias respiratórias ­ Sua finalidade é impedir 
que  as  vias  respiratórias  sejam  atingidas  por  gases  ou 
outras  substâncias  nocivas  ao  organismo.  A  máscara  é  a 
peça básica do protetor respiratório: 
Exemplos: 
• Máscaras: descartável; com filtro e com suprimento de ar. 
Cintos de segurança ­ Não têm a finalidade de proteger esta 
ou aquela  parte  do  corpo, destinam­se  a  proteger o  homem 
que trabalha em lugares altos, prevenindo quedas. 
Exemplos: 
• Cinto tipo: travessão e corda para trabalhos com eletricidade. 
Guarda e conservação dos EPIs 
De  um  modo  geral,  devem  ser  limpos  e  desinfetados,  cada  vez  em  que  há 
troca  de  usuário.  É  necessário  que  o  operário  conserve  e  guarde  o  seu 
equipamento de proteção individual, pois, estará se protegendo também.
SENAI­PE 
15 
Exigência Legal para Empresas e Empregados ­ NR 06 
Obrigações do Empregador: 
• Adquirir o tipo de EPI apropriado à atividade do empregado; 
• Fornecê­lo gratuitamente ao seu empregado; 
• Treinar o trabalhador quanto ao seu uso adequado; 
• Tornar obrigatório o seu uso; 
• Substituir imediatamente o danificado ou extraviado; 
• Responsabilizar­se pela manutenção e esterilização. 
Obrigações do Empregado: 
• Usar obrigatoriamente apenas o EPI indicado para a finalidade a que se 
destina; 
• Responsabilizar­se pela guarda e conservação do que lhe for confiado; 
• Comunicar  qualquer  alteração  no  que  o  torne  parcial  ou  totalmente 
danificado; 
• Responsabilizar­se pela danificação do EPI pelo seu uso inadequado ou 
fora das atividades a que se destina, bem como, pelo seu extravio.
SENAI­PE 
16 
As escalas de redução são escritas 
com o numerador igual à unidade: 
Uma medida no desenho 
A mesma medida feita no objeto 
(real) 
NOÇÕES DE ESCALA 
É a relação entre cada medida do desenho a sua dimensão real no objeto, ou 
seja,  é  a  razão  entre  a medida  utilizada  e  a  medida  real,  ambas  na mesma 
unidade. 
Exemplo 1: 
Representando no desenho o comprimento de 20 metros na escala de 1:100, o 
comprimento no desenho será. 
20 metros 
=  20 centímetros 
100 
Exemplo 2: 
No  desenho em escala  de  1:250,  a  distância  entre  dois  pontos  A  e B mede 
25 centímetros. Qual será a distância real entre os pontos A e B?. 
R = A distância será = 25cm X 250 = 6.250cm. 
A maçaneta de uma 
porta pode ser 
desenhada em seu 
Vista superior       Escala 1:1 ou escala natural 
A maçaneta pode 
ser desenhada 
em tamanho 
reduzido:  Escala 1:5                          Escala 1:10 
Cada 1cm do desenho representa 
5 cm da peça. 
Para desenhar nesta escala 
divide­se  por 5 a verdadeira 
grandeza das medidas. 
1 
= 
D 
5  R
SENAI­PE 
17 
Exemplo 3: 
Num  desenho,  cuja  distância  entre  um  ponto  e  outro  seja  3  centímetros, 
correspondente  a  uma  distância  real  de  600  centímetros,  qual  será  a  escala 
usada no desenho? 
600 cm 
=  200 
3 cm 
Portanto, a escala é de 1:200. 
Para  facilitar  o  trabalho,  simbolizamos  a  escala,  a  medida  do  desenho  e  a 
medida real. 
Assim: 
Escala = E 
Medida do desenho = d 
Medida real = D 
Vamos apresentar agora uma fórmula, pela qual será fácil descobrir a medida 
ou a distância do desenho. Para  isto, basta dividir a medida real pela escala 
dada. Visualizando­se ficará mais fácil a compreensão: 
Fórmula 1: 
d (distância do desenho)  = 
D (medida real) 
E (escala) 
Queremos achar a medida d (medida do desenho), sendo que temos a medida 
real (D) igual a 10 metros e a escala (E) de 1:100. 
D  = 
10m 
=  0,1m ou 10cm 
100 
Fórmula 2: 
Se  quisermos  achar  a  distância  real  (D), precisamos multiplicar  a medida  do 
desenho (d) pelo valor da escala (E) da seguinte maneira: 
D = d x E 
Isto é, a medida real será igual à medida do desenho vezes o valor da escala.
SENAI­PE 
18 
Exemplo: 
Qual  será a distância  real  (D) entre dois pontos, sendo que no desenho está 
representada por 4 centímetros (é de 1:50? 
Resposta: D = 4 x 50 = 200 centímetros. 
Fórmula 3: 
Para se saber qual a escala (E) usada no desenho, precisamos saber antes a 
distância real (D) e a marcada no desenho (d), para efetuarmos esta operação: 
E  = 
D  (distância real dividida pela distância marcada). 
d 
Exemplificando: calcular a escala (E) utilizada num desenho, para a distância 
entre  dois  pontos,  sendo  que  a  distância  real  (D)  é  de  400  centímetros  e  a 
medida do desenho (d) é 4 centímetros. 
Aplicando a fórmula, 
E  = 
D 
d 
temos: 
E  = 
400m 
=  100 ou 1:100 
4
SENAI­PE 
19 
NOÇÕES SOBRE SISTEMA DE UNIDADES DE MEDIDAS 
Medidas de Comprimento 
A unidade de comprimento do sistema  inglês mais usada é a polegada. Além 
da polegada há outras unidades,  tais como: a  jarda e o pé. Na tabela abaixo, 
conheça os símbolos e suas correspondências no sistema métrico. 
Nome  Abreviatura  Equivalência 
em 
polegadas 
Equivalência 
em 
metros 
Equivalência 
em 
milímetros 
Português  Inglês  Port.  Inglês 
polegada  inch  “  “  1”  0,0254 m  25,4 mm 
jarda  yard  j  yd  36”  0,9144 m  914,4 mm 
pé  foot  ,  fe  12”  0,305 m  305 mm 
Representa­se a polegada pelo seu valor numérico, acompanhado de 2 linhas 
(‘’) colocadas ao alto e à direita do valor. Exemplo: ¾”. 
As subdivisões da polegada são sempre dadas em forma de fração ordinária e, 
entre estas frações, não pode haver nenhuma com o numerador par. Quando 
isto ocorrer, ela deve ser simplificada, ou seja, ser reduzida à sua forma mais 
simples. 
Nas medidas em  frações de polegadas, por  exemplo:  1/16”,  1/8”, ¾”,  13/16”, 
etc..,  é  comum  se  ler:  Um  dezesseis  avos,  um  oitavo,  três  quartos,  treze 
dezesseis avos, etc. Nunca encontramos medidas escritas da seguinte  forma: 
2/4”,  6/8”,  4/4”,  etc.;  caso  isso  aconteça,  devemos  simplificá­las.  Para  tanto, 
vamosfazer uma pequena revisão sobre frações ordinárias.
SENAI­PE 
20 
Definição das Frações 
De modo simples, pode­se dizer que uma fração de um número, representada 
de  modo  genérico  como  a/b,  designa  este  número  a  dividido  em  b  partes 
iguais. Neste caso, a correspondente ao numerador, enquanto b corresponde 
ao denominador. 
Por exemplo, a  fração 56/8 designa o quociente de 56 por 8. Ela é  igual a 7, 
pois 7x8 = 56.  A divisão é note­se, a operação inversa da multiplicação. 
Os  números  expressos  em  frações  são  chamados  de  números  racionais.  O 
conjunto dos racionais é representado por Q. 
Tipos de Frações 
• própria: o numerador é menor que o denominador. Ex.: ½ 
• imprópria: o numerador é maior que o denominador. Ex.: 7/3 
• mista: constituída por uma parte inteira e uma fracionária. Ex.: 2 1/3 
• aparente: é quando o numerador é múltiplo(ou  igual) ao denominador. 
Ex.: 4/4 
• equivalente: aquelas que mantêm a mesma proporção de outra função. 
Ex.: 4/8 = ½ 
• irredutível:  o  numerador  e  o  denominador  são  primos  entre  si,  não 
permitindo simplificação. Ex.: 9/22 
• unitária: o numerador é igual a 1 e o denominador é um inteiro positivo. 
Ex.: 1/3
SENAI­PE 
21 
• decimal: o denominador é uma potência de 10. Ex.: 437/100 
• composta: fração cujo numerador e denominador são frações: 
• contínua:  fração  constituída  a  partir  de  uma  seqüência  de  inteiros 
naturais
SENAI­PE 
22 
Metrologia 
O metro como medida de comprimento 
Na medição compara­se uma dimensão desconhecida com uma conhecida. A 
dimensão conhecida chama­se medida. 
Para medir  comprimentos  usavam­se  nos  tempos  de  outrora,  entre  outros,  o 
palmo e o pé. Atualmente, emprega­se o metro, internacionalmente divulgado e 
conhecido. 
O  metro  é  a  unidade  para  medidas  lineares,  ele  é  dividido  em  decímetros, 
centímetros e milímetros. 
Exemplo: 
• 1m = 10dm = 100cm = 1000mm 
• 1dm = 10cm = 100mm 
• 1cm = 10mm 
Representação com vírgula 
O metro  e  suas  subdivisões  podem  ser  representados  com  vírgula,  ou  seja, 
com inteiros e uma fração decimal. Assim sendo, temos: 
• 1 metro = 1,00m 
• 1 decímetro = 1,00 dm ou 0,1 m ou 0,10m 
• 1 centímetro = 1,0 cm ou 0,1 dm ou 0,01 m 
• 1 milímetro = 1mm ou 0,1cm ou 0,01 dm ou 0,001 m 
Mudança de Unidade 
Na expressão 1,00m temos de considerar dois fatores: 1,00 é o valor, e “m” é a 
unidade. Graficamente representado: 
O Metro Quadrado 
Toda área tem duas dimensões: o comprimento e a largura. A fim de medi­la, 
deve  ser  comparada  a  uma  unidade  conhecida. A  unidade para medir  áreas 
chama­se “metro quadrado”. O metro quadrado é um quadrado cujos lados têm 
1,00m de comprimento cada um (ver figura).
SENAI­PE 
23 
Medidas de massa 
Observe a distinção entre os conceitos de corpo de massa: 
Massa  é  a  quantidade  de  matéria  que  um  corpo  possui,  sendo,  portanto, 
constante em qualquer lugar da terra ou fora dela. 
Peso de um corpo é a força com que esse corpo é atraído (gravidade) para o 
centro da terra. Varia de acordo com o local em que o corpo se encontra. Por 
exemplo: 
A  massa  do  homem  na  terra  ou  na  Lua  tem  o  mesmo  valor.  O  peso,  no 
entanto, é seis vezes maior na terra do que na lua. 
Explica­se esse fenômeno pelo fato da gravidade terrestre ser 6 vezes superior 
à gravidade lunar. 
Obs: A palavra grama, empregada no sentido de “unidade de medida de massa 
de  um  corpo”,  é  um  substantivo  masculino.  Assim  200g,  lê­se  “ duzentos 
gramas” . 
Quilograma 
A unidade fundamental de massa chama­se quilograma. 
O quilograma (Kg) é a massa de 1 dm³ de água 
Destilada à temperatura de 4º C
SENAI­PE 
24 
Apesar  de o quilograma  ser  a  unidade  fundamental  de massa,  utilizamos  na 
prática o grama como unidade principal de massa. 
Múltiplos e submúltiplos do grama 
Múltiplos  Unidade 
principal  Submúltiplos 
quilograma  hectograma  decagrma  grama  decigrama  centigrama  miligrama 
Kg  hg  dag  g  dg  cg  mg 
1.000g  100g  10g  1g  0,1g  0,01g  0,001g 
Observe  que  cada  unidade  de  volume  é  dez  vezes  maior  que  a  unidade 
imediatamente inferior. Exemplos: 
1 dag = 10g 
1 g = 10 dg 
Leitura das medidas de Massa 
A  leitura  das  medidas  de  massa  segue  o  mesmo  procedimento  aplicado  às 
medidas lineares. Exemplos: 
Leia a seguinte medida: 83,732 hg 
Kg  hg  dag  g  dg  cg  mg 
8  3,  7  3  2 
Lê­se “83 hectogramas e 731 decigramas”. 
Leia a medida: 0,043g 
Lê­se “43 miligramas”.
SENAI­PE 
25 
Medidas de massa (peso) – Sistema Métrico Decimal 
Para medir a massa de um objeto, usamos as unidades de massa. A principal 
unidade de massa é o grama (g). 
Os múltiplos e submúltiplos são: 
• Quilograma – kg  =  1000g 
• Hectograma – hcg  =  100g 
• Decagrama – dcg  =  10g 
• Decigrama – dg  =  0,1g 
• Centigrama – cg  =  0,01g 
• Miligrama – mg  =  0,001g 
Medidas de Massa (peso) 
A unidade principal do sistema inglês é a LIBRA (lib). Além da libra, há outras 
como: 
Libra = 453,68 Kg 
Onça = 28,35 g 
Short ton = 2000 lb = ton. pequena = 907,2 kg 
Long ton = 2204 lb = ton. grande = 1016 kg 
Polígono e perímetros – Sistema Métrico Decimal e Sistema Inglês 
A figura geométrica formada pela reunião de três ou mais segmentos de reta, é 
chamada de polígono. Conforme o número de lados, alguns polígonos recebem 
nomes especiais. 
Exemplo: 
Obs: A soma das medidas dos lados de um polígono é chamada de perímetro. 
Por exemplo: Perímetro de polígono RSTU. 
RS = 4cm ST= 3cm TU = 5cm UR = 4cm 
P = 4 + 3 + 5 + 4 = 16cm 
três lados  triângulo  quatro lados  quadrilátero  seis lados          hexágono  cinco lados  pentágono
SENAI­PE 
26 
Medidas  de  volume  (capacidade)  ­  Sistema  Métrico  Decimal/Sistema 
Inglês 
• Chama­se volume o espaço ocupado por um corpo. 
• Chama­se capacidade o volume de líquido que um objeto pode conter. 
Os  volumes  (capacidades)  no  Sistema  Métrico  Decimal  se  expressam  nas 
seguintes unidades: A unidade principal de capacidade é o litro (ℓ): 
• Quilolitro – kl  =  1000 ℓ 
• Hectolitro – hel  =  100 ℓ 
• Decalitro – dal  =  10 ℓ 
• Decilitro – dl  =  0,1 ℓ 
• Centilitro – cl  =  0,01 ℓ 
• Mililitro – ml  =  0,001 ℓ
SENAI­PE 
27 
CLASSIFICAÇÃO DOS AÇOS 
Para  fins  práticos,  classificam­se  os  aços  pela  resistência  à  ruptura.  Estas 
características mecânicas se verificam, experimentalmente, em laboratórios. A 
resistência  à  ruptura  é  medida  em  quilogramas  por  milímetro  quadrado 
(abreviatura: Kg/mm 2 ). 
Quando se diz, por exemplo, que um aço tem a resistência de 25Kg/mm 2 , isto 
significa  que  o  fio  deste  aço,  com  a  seção  de  1mm,  rompe­se,  quando  o 
esforço aplicado nos extremos for de 25kg. 
Em  ordem  crescente,  os  aços  para  concreto  armado  assim  se  classificam, 
quanto  à  resistência  à  ruptura  CA  25,  CA  50,  CA  60  (onde  CA  =  concreto 
armado). 
Normalmente,  o  aço  é  classificado  em  tipo  A  e  B.  Aço  do  tipo  A  é  aquele 
laminado  a  quente.  Possui  saliência  externa  em  número  elevado, 
proporcionando maior aderência ao concreto. Aço do tipo B, normalmente são 
aços  de  categoria  inferior,  deformados  a  frio  para  aumentar  sua  resistência. 
Podem  ser  lisos,  com  mossa  ou  saliências  helicoidais.  Existem  também  os 
aços  para  concreto  protendido  (aços  super  resistentes)  empregados  em 
pontes, viadutos, etc. 
O aço deve ser homogêneo, não apresentando defeitos como bolhas, fissuras, 
esfoliações, etc. 
As  barras  devem  estar  isentas  de  óleo,  graxa,  pó  ou  argila,  bem  como  da 
ferrugem que não seja bastante aderente ao metal. 
Para  identificar  uma  barra  de  ferro  quanto  à  resistência,  alguns  fabricantes 
pintam a extremidade da barra de acordo com o quadro abaixo. 
Dureza  Cor 
CA 25  Não é pintado 
CA 50  Branca 
CA 60  Azul
SENAI­PE 
28 
Tipos de Ferros 
Com  o  fim  de  aumentar  a  aderência  entre  a  armadura  e  o  concreto,  foram 
idealizados, sobretudo naAmérica do Norte,  ferros especiais com superfícies 
porosas, outras dentadas ou estranguladas, e outras ainda, farpadas. 
Os ferros foram classificados em diferentes tipos. 
Os três tipos mais conhecidos são: liso, morsa e estrela. 
Liso 
É o ferro comum (fig. 1) 
Morsa 
É o ferro que tem alguns frisos em seu relevo (fig. 2) 
Estrela 
Ferro  formado  em  sua  parte  externa  por  pequenas  cavidades  que  lhe  dão 
grande ligação ao concreto (fig. 3) 
Fig. 3 
Fig. 2 
Fig. 1
SENAI­PE 
29 
NORMAS PARA CONCRETO ARMADO 
NBR 6118 – Projeto de Estruturas de Concreto ­ Procedimento 
Esta norma fixa os requisitos básicos exigíveis para o projeto de estruturas de 
concreto  simples,  armado  e  protendido,  excluídas  aquelas  em  que  se 
empregam concreto leve, pesado ou outros especiais. 
Esta  norma,  também,  estabelece  requisitos  gerais  a  serem  atendidos  pelo 
projeto  como  um  todo,  bem  como  os  requisitos  específicos  relativos  a  cada 
uma de suas etapas. 
Quais são os pontos de Norma que um armador deve conhecer? 
Espaçamento das Barras de Armadura 
Lajes 
Na  região  dos  maiores  momentos,  nos  vãos  das  lajes,  o  espaçamento  das 
barras da armadura principal não deve  ter mais de 20cm. Nas  lajes armadas 
numa única direção, esse espaçamento não deve, também, ser maior que duas 
vezes a altura total da laje. 
Os  estribos  nas  lajes nervuradas, sempre  que  necessários,  não devem estar 
afastados de mais de 20cm. 
A  armadura de  distribuição das  lajes  não deve  ter menos de  três  barras  por 
metro linear. 
Vigas 
A armadura  longitudinal das vigas pode ser constituída de barras  isoladas ou 
de feixes formados por duas, três ou quatro barras, não sendo permitido o uso 
de feixes de barras de mais de 25mm de diâmetro. 
O  espaço  entre  barras  ou  feixes  de  armadura  longitudinal  de  uma  viga  não 
deve ser menor que 2cm, nem menor que o diâmetro das próprias barras ou 
dos feixes. 
O  espaçamento  dos  estribos  deve  ser,  no máximo,  igual  à metade  da  altura 
total  da  viga,  não  podendo  ir  além  de  30cm.  Se  houver  armadura  de
SENAI­PE 
30 
compressão,  indicada  pelo  cálculo,  aquele  espaçamento  não  pode,  também, 
ser maior que vinte e uma vezes o diâmetro das barras dessa armadura. 
Medidas especiais 
Medidas  especiais  de  proteção  devem  ser  tomadas  quando  a  tensão  da 
armadura  de  tração  ultrapassar  1500  kg/cm 2  e  sempre  que  elementos  da 
estrutura se achem expostos à ação prejudicial de agentes externos, tais como 
ácidos,  álcalis,  águas  agressivas,  óleo  e  gases  nocivos,  altas  e  baixas 
temperaturas. 
Dobramento das Barras da Armadura 
Ganchos 
Todas  as  barras  das  armaduras  de  tração,  com  diâmetro  superior  a  7mm, 
devem  ter,  em  suas  extremidades,  ganchos  semicirculares  ou  em  ângulo 
agudo,  dobrados  sobre  pino,  com  diâmetro  mínimo  igual  a  2,5  vezes  este 
diâmetro.  As  barras  das  armaduras,  exclusivamente  de  compressão,  não 
devem ter ganchos. 
Barras curvadas 
A  permanência  das  barras  curvadas,  na  sua  posição,  nas  zonas  de  tração, 
deve  ser  garantida  contra  a  tendência  à  retificação,  por  meio  de  estribos 
convenientemente  distribuídos. Deve­se  evitar mudanças bruscas  de  direção, 
sendo  preferível  prolongar  as  barras  até  à  zona  de  compressão.  O  raio  de 
curvatura de uma barra curvada não deve ser menor que 5 vezes o diâmetro 
da barra. 
Emendas das Barras da Armadura 
Condições gerais 
As barras sujeitas à tração, sempre que possível, não serão emendadas. Não 
pode haver mais de uma emenda numa mesma seção transversal, para cada 
grupo  de  dez  barras  ou  fração.  A  distância  mínima  permitida  entre  duas 
emendas de uma mesma barra é de 4 metros. 
Tipos 
As emendas podem ser de três tipos: 
A – por justaposição; 
B – com luvas de roscas em sentidos contrários; 
C – com solda.
SENAI­PE 
31 
Emendas por justaposição 
Nas emendas por  justaposição o comprimento desta será, no mínimo,  igual a 
40  vezes  o  diâmetro  das  barras  que,  salvo  o  caso  de  armaduras 
exclusivamente de compressão, terão ganchos nas extremidades. Esse tipo de 
emendas  não  pode ser  executado  em  tirantes,  pendurais,  nem em barras  de 
diâmetro maior que 26mm. 
Emendas com luvas 
Nas emendas com  luvas de  roscas de sentidos contrários, o metal das  luvas 
deve ter as mesmas características das barras. Nos cálculos será considerada 
a seção útil do aço em cada seção transversal, descontada a altura dos filetes 
das luvas existentes nessa seção. 
Emendas com soldas 
Só é permitido o uso da solda quando feita por processos que já tenham sido 
provados. Tratando­se  de armadura  de  tração,  deve ser  colocada  uma barra 
adicional,  com  ganchos  e  com  comprimento  de  40  diâmetros,  disposta 
simetricamente  em  relação  a  cada  emenda.  Essa  barra  adicional  pode  ser 
suprimida desde que se utilize, no máximo, a resistência da metade da seção 
soldada ou que se adote solda elétrica. 
Para o ensaio da solda, a barra deve ser dobrada no local da emenda, até um 
ângulo de 60º, sobre um cilindro de diâmetro igual a duas vezes o diâmetro da 
barra, não devendo aparecer fissura alguma. 
Dimensões externas das peças 
Espessuras das lajes 
A espessura das lajes não deve ser menor que: 
A – 5cm, em lajes de cobertura 
B – 7cm, em lajes que não se destinem à passagem de veículos 
C – 12cm, em lajes destinadas à passagem de veículos. 
Em lajes cogumelos, esses limites devem ser elevados, respectivamente, para 
12cm e 15cm.
SENAI­PE 
32 
Altura útil das lajes 
A altura útil das lajes não deve ser menor que: 
a)  3% do vão  teórico, em  lajes não contínuas, se não  forem engastadas em 
ambas  as  extremidades,  e  nos  vãos  extremos  das  lajes  contínuas  não 
engastadas na extremidade; 
b)  2,5%  do  vão  teórico,  em  lajes  engastadas  nas  duas  extremidades  e  nos 
vãos das lajes contínuas não incluídos no item anterior. 
No caso de lajes nervuradas, as porcentagens acima, referindo­se à altura útil 
das nervuras, aplicam­se a um vão fictício igual a 1,5 vezes o vão real. 
No caso de lajes armadas em cruz e apoiadas nos quatros lados, se a relação 
do  maior  para  o  menor  vão  não  for  superior  a  1,5  as  porcentagens  acima 
aplicam­se um vão fictício igual a 2/3 do vão menor. 
Extensão dos apoios extremos de uma laje não deve menor que a espessura 
desta.
SENAI­PE 
33 
FERRAMENTAS E INSTRUMENTOS 
O  armador  precisa  construir  armaduras,  respeitando  determinadas  medidas. 
Para isso, é necessário que saiba usar o metro articulado e a trena que são os 
instrumentos  de  medição  empregados  comumentes  nos  trabalhos  de 
construção civil: 
Metro articulado 
É  uma  escala  de  madeira  ou  de  alumínio,  tendo  uma  face  graduada  em 
centímetros (fig. 1) e a outra em polegadas (fig. 2). 
Fig. 1 
Fig. 2
SENAI­PE 
34 
Na  ilustração  da  figura  3,  vêem­se  detalhes  ampliados  da  escala  do  metro 
articulado, cujas referências em centímetros são numeradas (1, 2, 3, 4,...) cada 
centímetro (cm) está dividido em 10 partes que se chamam milímetros (mm). 
A  figura  4 
mostra detalhes ampliados da divisão do metro articulado em polegadas, com 
subdivisão em meios, quartos, oitavos e dezesseis avos. 
Para medir um comprimento faz­se coincidir o zero da escala que, no caso, é o 
topo do metro articulado, com uma das extremidades do comprimento a medir. 
O  traço  da  escala  que  coincidir  com  a  outra  extremidade  do  comprimento 
indicará a medida procurada. 
Fig. 3 
Fig. 4
SENAI­PE 
35 
Trena 
É constituída de uma caixa metálica ou de plástico e uma fita métrica de 1, 2 ou 
3m que é enrolada no interior da caixa (figs. 5 e 6). 
Devido  ao  seu  tamanho  podem  ser  levadas  no  bolso,  e  alguns  portadores 
usam uma peça para prendê­las ao cinto. 
Para  a  sua conservação é  necessário  evitar  que  a  terra  ou areia  penetre  no 
estojo. 
Nas medidaslongas, como  vigas  , muros,  lajes  etc.  empregam­se  as  trenas 
maiores, que podem medir 10, 20, 30 ou 
mais metros (fig 7). 
Constituídas  de  uma  cinta  de  aço  ou  de 
tela  especial  e  um  estojo  metálico,  de 
plástico ou de couro, a cinta enrola­se no 
interior  da  caixa  por  meio  de  uma 
manivela. 
Fig.6 Fig.5 
Fig.7
SENAI­PE 
36 
Chave para dobrar ferros 
É  uma  barra  de  ferro  com  rebaixo  semicircular  na  extremidade  e  que  serve 
para dobrar ferros. 
Há uma medida de chave para cada diâmetro de ferro. 
Seu  cabo  é  constituído  de  um  tubo  de  ferro  para  aumentar  a  alavanca  e 
diminuir o peso (fig.8). 
Empregam­se também aparelhos especiais, constando de uma base de ferro, 
que  se  assenta  num  banco,  ao  qual  é  solidamente  parafusada.  Nesta  base, 
articula­se  uma  alavanca  com  dois  pinos  salientes  entre  si  nos  quais  se  faz 
entrar o ferro que será dobrado (fig. 9). 
Torquês e marreta 
É uma ferramenta de corte  fabricada com aço carbono, com arestas de corte 
das mandíbulas em aço temperado. 
Empregada  na  construção  civil  pelos  carpinteiros,  armador  de  ferro, 
ladrilheiros, etc. 
A  torquês  de  carpinteiro  possui  cabo  curto,  utilizada  para  cortar  pregos  e 
arames, bem como para arrancar pregos (fig. 10). 
Fig.8 
Fig.9 
Fig.10
SENAI­PE 
37 
A  torquês  utilizada  pelo  armador  de  ferros  é  semelhante  à  torquês  do 
carpinteiro, porém, possui o cabo  longo, permitindo a aplicação de uma  força 
maior  sobre  as  mandíbulas,  força  essa,  necessária  para  cortar  arames  e 
apertar os nós que prendem os ferros das armações. 
É encontrada no comércio sob vários  tamanhos,  sendo a mais utilizada a de 
12” (fig. 11). 
Marreta 
Consiste  em  um  cabo  de  madeira  que  leva  em  sua  extremidade  uma  peça 
metálica de  forma prismática (fig. 12). Tem diferentes  tamanhos e serve para 
desempenar as barras de ferro. 
Tesoura para cortantes 
É  uma  ferramenta  muito  utilizada  na  construção  civil  para  corte  de  ferros 
(redondos) na construção de pequenas armações para concreto armado. 
Tesoura manual para corte de ferros até 5/16” (fig. 13). 
Observação 
Quando  a  quantidade  de  ferro  a  ser  cortada  é  muito 
grande,  podemos  usar  máquinas  manuais  ou 
motorizadas. As manuais (fig. 14) são as mais usadas no 
corte de ferros, pois apresentam um bom rendimento no 
trabalho.  São  de  fácil  aquisição  no  mercado  e  fácil 
conservação. 
Fig. 14 
Fig.11 
Fig. 12 
Fig.13
SENAI­PE 
38 
TRANSPORTE E ARMAZENAMENTO DO AÇO 
A descarga deve ser feita o mais próximo possível do local de estocagem. 
Quando  não  for  possível,  e  o  deslocamento  provisório  for  longe,  devemos 
tomar as seguintes providências: 
a)  Interromper,  isolar  e  sinalizar  a  passagem  de  pedestre  no  fluxo  de 
descarga. 
b)  O transporte dos feixes ao local de estocagem deve ser feito somente após 
o término da descarga. 
c)  Os  feixes  de  ferro  devem  ser  transportados  por  no  mínimo  2  (duas) 
pessoas. 
O local de armazenagem deve ficar distante de instalações elétricas em geral, 
de locais de circulação, entrada e saída da obra. Deve ainda estar próximo das 
bancadas de armação. 
Os feixes devem ser armazenados sobre pontas leves, separados por bitola.
SENAI­PE 
39 
Estocagem 
Estocagem das barras 
Procedimento: estocar as barras de aço 
sobre estrado de madeira. 
Recomendação: separar por bitola para 
facilitar a retirada e evitar erros. 
Bancada 
Bancada de dobragem 
Procedimento: fabricar gabarito com 
chapa e pinos de ferro, para dobragem 
de barras de aço fixadas sobre bancada 
de madeira. 
Recomendação:  Dobrar  a  ferragem  em  lotes  (estribos,  barras  de  negativos, 
positivos), separar e identificar, para posterior montagem.
SENAI­PE 
40 
Fig.13 
LAJES 
As lajes podem ser simples ou contínuas. 
A espessura mínima das  lajes é de 5cm nas coberturas e de 7cm nos pisos, 
alcançados até 12cm, quando servem para passagem de veículos. 
A  espessura  máxima  usada  na  construção  civil  não  excede,  geralmente,  de 
10cm, pois além desta não há conveniência econômica no emprego das  lajes 
simples. 
A  armadura  das  lajes,  em  geral,  é  composta  de  uma  rede  de  malhas 
retangulares, formando suas ordens de vergalhões, uma no sentido da menor 
dimensão, e outra, superior, no sentido do maior vão. 
As barras colocadas no sentido do maior vão, cruzam sobre as outras, e são, 
normalmente, de menor diâmetro (figuras 2 e 3). 
Barras retas 
Barras curvas 
Fig. 2 
Fig. 3 
Barras no sentido de maior vão 
Ferros no sentido de maior vão 
Ferros no sentido 
do menor vão 
Ferros no sentido 
do menor vão 
Fig. 4 
Fig. 3
SENAI­PE 
41 
A  ferragem  é  amarrada  nos  pontos  de  cruzamento  com  arame  de  ferro 
recozido. 
O armador obedece exatamente ao que está no projeto. 
Lajes em balanço 
As  lajes em balanço são engastadas numa  extremidade e  livres  na outra  ou 
são a continuação de uma laje que avança além do seu apoio. Nessas lajes, a 
armadura é colocada na parte superior (figs. 5 e 6). 
A  espessura  da  laje  na  extremidade  é,  geralmente,  igual  a  2/3  daquela  do 
engastamento ou apoio, porém, nunca inferior a 7cm. 
Fig. 5 
Fig. 6
SENAI­PE 
42 
TIPOS DE AMARRAÇÃO DO AÇO 
A substância da estrutura exige do armador que os ferros sejam corretamente 
distribuídos e que sejam bem amarrados. 
É  importante  amarrar  bem  para  que  os  ferros  não  saiam  da  sua  posição 
durante  a  concretagem.  Os  pontos  mais  conhecidos  na  amarração  são: 
simples, volta­seca, laçada e flor, conforme figuras abaixo. 
Ponto simples 
Utilizado em lajes em serviços onde a amarração precisa ser muito reforçada. 
Ponto volta­seca 
Usado em paredes e muros. 
Ponto flor 
Usado nos cantos de vigas, paredes e pilares.
SENAI­PE 
43 
Ponto Laçada 
Usado em vigas para obrigar os ferros longitudinais a trabalharem no canto do 
estribo. 
Nota: 
Quando a amarração precisa de maior reforço o arame é usado em dobro. 
Amarrar Ferragem 
Amarrar  ferragem é  uma operação que consiste  em unir peças  de  ferro com 
auxilio da torquês e do arame, dando forma às estruturas, conforme projeto de 
armação. 
Sua  finalidade  principal  é  fixar  a  ferragem  da  armadura  e  evitar  seu 
deslocamento durante o lançamento do concreto. 
Processo de execução: 
1º passo – trance o arame. 
a)  corte  uma  ponta  de  arame  com  +  2m  de 
comprimento. 
b)  dobre o arame e iguale as pontas. 
c)  prenda a ponta dobrada. 
d)  torça os arames, girando­os com a mão até 
trançá­los. 
2º passo – amarre os ferros. 
a) dobre a ponta do arame. 
b) da direita para esquerda passe o arame, lançando os ferros. 
Fig. 1 
Fig. 2  Fig. 3 
Fig. 4
SENAI­PE 
44 
ESTRIBOS 
Os  estribos  são  ferros  dobrados,  usados  nas  vigas  e  pilares,  cuja  função  é 
impedir os esforços prematuros nas barras  longitudinais. Usa­se, em geral, o 
aço doce de pequeno diâmetro. Podem ser redondos, quadrados, retangulares, 
etc.,  conforme o  formato  da viga ou pilar. Os mais comuns são: o  retangular 
(fig. 1) e o redondo (fig. 2). 
O estribo retangular, conforme se vê na figura, tem dois ganchos de 45º. 
Observa­se, também, que os cantos são arredondados. Por causa disto, deve­ 
se dar um desconto ao calcular o comprimento  total do  ferro. Este desconto, 
apesar  de  sofrer  pequena  variação  em  razão  das  diferenças  dos  pinos  das 
bancadas, é calculado na base de duas vezes o diâmetro do  ferro para cada 
dobra de 90º. 
Sempre que houver dobras de 90º este desconto será necessário. 
Nota: 
O raio de curvatura  interno das dobras de 90º será, pelo menos,  igual a 1,25 
vezes  o  diâmetro  da  barra,  para  aço  de  categoria  CA  25  e  três  vezes  o 
diâmetro da barra para aço da categoria CA 50. 
O comprimento do ferro para um estribo retangular será assim calculado: 
a) Somam­se as medidas dos quatro lados; 
b) Calcula­se o comprimento do ferro paraos dois ganchos; 
c) Somam­se as medidas dos lados com a medida dos ganchos; 
d) Calcula­se o total dos três descontos (dobras de 90º); 
e) Subtrai­se a medida dos três descontos da soma das medidas dos lados 
com medida dos ganchos. 
Fig. 1 
Fig. 2
SENAI­PE 
45 
Variação 
Quando os ferros variam de comprimento, como no caso de uma rampa (con­ 
forme  figura),  os  desenhos  só  trazem  a  medida  do menor  e  do maior  ferro. 
Para se obter a medida dos ferros intermediários é preciso calcular a variação 
existente entre eles. 
Para se encontrar esta variação é necessário: 
• subtrair a medida do ferro menor da medida do ferro maior; 
• a diferença encontrada divide­se pelo número de ferros menos um, ou seja, 
pelo número de espaços, obtendo­se assim, a medida da variação; 
• a medida  da  variação  somada  à  medida  do  ferro menor  dá  a medida  do 
segundo  ferro, somada com a medida do  segundo  ferro, dá  a medida  do 
terceiro e, assim por diante.
SENAI­PE 
46 
TIPOS DE VIGAS DE CONCRETO ARMADO 
As  vigas  de  concreto  armado  têm,  geralmente,  a  forma  retangular  com 
predomínio de altura (fig 1). 
Podem ser isoladas ou ligadas às lajes, conforme está evidenciado. 
(figura 2). 
As  vigas  podem  abraçar  um  ou  mais  vãos:  daí  sua  divisão  em  simples  e 
contínuas. 
Os  seus  extremos  podem  estar  apoiados  e  esse  é  o  caso  mais  comum: 
engastado parcial ou totalmente. As vigas podem, também, estar em balanço, 
formando consolo. 
As vigas estão sujeitas à flexão e a sua armadura deve atender aos esforços 
de tração e cisalhamento. 
Os esforços de tração são suportados por uma armadura longitudinal, disposta 
na  zona distendida e constituída  por barras  retas  e curvas  (cavaletes). Estas 
últimas destinam­se a atender  também aos momentos negativos que  formam 
no apoio. 
Os esforços de cisalhamento são suportados pelos  ferros  ­ cavaletes e pelos 
estribos. 
Peça estrutural disposta horizontalmente destinada a receber cargas de lajes, 
paredes etc. 
Para  cada  situação  existe  um  determinado  tipo  de  viga.  Os  tipos  mais 
conhecidos  são  vigas  biapoiadas,  viga  em  balanço,  viga  contínua,  viga 
baldrame, viga alavanca e viga de transição. 
Fig. 1  Fig. 2 
Largura Largura 
A 
l 
t 
u 
r 
a 
A 
l 
t 
u 
u 
r 
a
SENAI­PE 
47 
Viga biapoiada 
Também chamada de viga simples, são vigas apoiadas em seus extremos. 
(fig. 3). 
Viga em balanço 
Viga em que seu apoio não se encontra em seu extremo (fig.4). 
Viga contínua 
Viga que se apóia em três ou mais apoios, sem sofrer interrupção (fig. 5). 
Viga baldrame 
São vigas situadas junto à fundação (geralmente ao nível do piso), servindo de 
alicerce para as paredes e interligando blocos, sapatas e pilares (fig. 6) 
Fig. 3 
pilar 
pilar 
Balanço 
(consolo) 
pilar 
Fig. 4 
Fig. 5 
Viga baldrame 
Pilar  Pilar 
Magote 
Fig. 6
SENAI­PE 
48 
Viga alavanca 
Também chamada de viga de equilíbrio. São vigas que interligam dois blocos e 
têm  por  finalidade  deslocar  as  cargas  do  pilar  descentralizado  mais  para  o 
centro do bloco que recebe este pilar (fig. 7). 
Viga de transição 
Vigas que servem para deslocamento e apoio do pilar recebendo toda a carga 
do mesmo (fig. 8). 
Viga de transição 
Fig. 8 
Viga de alavanca 
Fig. 7 
Pilar 
Estaca 
Bloco 
Bloco 
Pilar 
Estaca
SENAI­PE 
49 
Ferragem Negativa 
Ferragem Positiva 
s/escala 
Ferragem Negativa 
Calços (caranguejo) 
LER E INTERPRETAR PROJETOS 
Identificando Cortes 
Como  podemos  observar  no  corte  AA  e  corte  BB,  identificamos  facilmente 
lajes,  vigas  e  pilares;  além  dos  detalhes  que  queremos  mostrar,  como  por 
exemplo, rebaixo na laje, shaft, espessura da laje, altura do fundo da viga para 
o piso e a altura das vigas. 
Identificando Detalhes 
Detalhe dos  ferros positivos e negativos usados na execução da armação da 
laje L1 e L2 do nosso projeto. Vemos claramente a posição dos ferros positivos 
longitudinais e transversais que formam uma malha. Para a armadura negativa 
observamos  os  ferros  elevados  em  relação  ao  assoalho  da  laje  e  os  calços 
(pequenos cavaletes), cuja finalidade é manter esses ferros suspensos e bem 
firmes durante a concretagem.
SENAI­PE 
50 
Ferragem Positiva 
Ferragem Negativa
SENAI­PE 
51 
Leitura e Interpretação de Plantas 
Para  executar  uma  armação  perfeita  se  faz  necessário  observar  as  plantas, 
interpretá­las e saber quais os primeiros ferros a serem colocados, quando se 
deve  amarrá­los,  e  quais  os  últimos  a  serem  introduzidos,  de  maneira  que 
sejam dispostos de acordo com o projeto estrutural. 
Detalhe da armação da viga V1 
Quadro da ferragem CA­50 e CA ­ 60 
Peça  Nº  Ø  Q  Comp.  Ø  Comp.  Peso 
V1 
1  12.5  2  775 
C
A
­5
0 
12.5  30.45 m  29 Kgf 
2  12.5  1  360 
3  12.5  1  285 
4  12.5  2  425 
5  7  2  195 
6  7  2  120 
7  5  32  114 
C
A
­6
0  7  6.30 m  2 Kgf 
5  36.48 m  6 Kgf 
Peso Total  37 Kgf
SENAI­PE 
52 
Detalhe da armação da viga V2 
Quadro da ferragem CA­50 e CA ­ 60 
Peça  Nº  Ø  Q  Comp.  Ø  Comp.  Peso 
V2 
1  10  2  505 
C
A
­5
0 
10  23.28 m  14 Kgf 
2  10  2  659 
3  5  2  170 
4  5  28  114 
C
A
­6
0  5  35.32 m  5 Kgf 
Peso Total  19 Kgf
SENAI­PE 
53 
Peça  Nº  Ø  Q  Comp.  Ø  Comp.  Peso 
V2 
1  10  2  364 
C
A
­5
0 
10  141.6 m  9 Kgf 
2  10  2  344 
3  5  12  114 
C
A
­6
0  5  13.68 m  2 Kgf 
Peso Total  11 Kgf 
Nº  Ordem de Execução  Ferramenta 
1  Prepare o ferro de acordo com o desenho  Giz 
Trena 
Tesoura 
Chave 
Torquês 
2  Dobre os ferros retos 
3  Dobre os estribos 
4  Arme a viga 
Nº  Quant.  Denominação e Observações  Material e Dimensões 
Peça
SENAI­PE 
54 
SERVIÇO DE CORTE E DOBRA DE AÇO 
Atualmente  os  serviços  de  corte  e  dobra  de  aço  permitem  às  construtoras 
dispensar a preparação manual das armações de aço nos canteiros de obra. 
As armações são entregues nas obras com identificação através de etiquetas. 
Etiquetas de Identificação 
As  etiquetas  de  identificação  que  trazem  informações  detalhadas  e  são 
emitidas  por  computador,  acompanhando  cada  entrega,  facilitando  assim,  a 
conferência no recebimento das armaduras no canteiro de obras. 
Observe o exemplo de etiqueta abaixo discriminada: 
As cores na parte superior 
das etiquetas ajudam a 
identificar mais facilmente o 
elemento estrutural, 
exemplo: 
Verde – vigas 
Azul – pilares. 
Destaque do desenho do 
elemento estrutural. 
Canhoto com nº do 
Romaneio e o nº da 
Seqüência, que são 
destacados no 
recebimento, facilitando a 
conferência. 
Canhoto  de  controle  de 
saída  do  produto  da 
fábrica.
SENAI­PE 
55 
Desempeno e Dobra do Ferro 
Geralmente,  uma  atividade  de  montagem  da  armadura,  inicia­se  com  a 
operação de desempeno do ferro. 
No  entanto,  salientamos  que muitas  empresas  fazem  a  opção  de  comprar  o 
ferro  cortado  e  dobrado.  Esta  atividade  é  desenvolvida  por  empresas 
especializadas,  por  ser  um  processo  racionalizado,  geram  muito  menos 
resíduos. As armaduras prontas e identificadas são então entregues nas obras, 
ficando a construtora apenas com o trabalho de montá­las. 
No caso da construtora optar por cortar e dobrar o ferro na obra, teremos então 
as seguintes etapas: 
Desempeno do ferro 
Esta atividade é executada por uma máquina. Observe a figura abaixo: 
Esta máquina tem a finalidade de desempenar e cortar a ferragem do tamanho 
definido pelo projeto, facilitando a etapa de montagem. 
Após  o  desempeno  do  ferro  e  o  corte,  inicia­se  a  etapa  de  montagem  das 
armaduras segundo o projeto. 
Esta  etapa  exige  especial  atenção  do  armador,  pois  o  mesmo  deverá 
interpretar e montar a ferragem segundo a interpretação do projeto estrutural. 
A etapa de dobra do  ferro, consiste em moldar os ferros retos nas medidas e 
ângulos segundo o desenho da armadura.
SENAI­PE 
56 
Não  se  esqueça  de  sempre  usar  os  EPIs,  pois  são  esses  equipamentosde 
proteção  individual  que  vão  garantir  um  trabalho  com  mais  segurança, 
evitando­se assim acidentes, exemplos: luvas, capacete, óculos de segurança, 
botas, etc. 
Após  a  etapa  de  desempeno  e  corte,  seguimos  com a  etapa  de montagem. 
Nesta atividade, será necessário o uso da torquês. Existem no mercado vários 
tipos de torquês, neste caso, usaremos a torquês para armador de ferro. 
A  torquês  irá  facilitar  a etapa de montagem, pois é  através  desta  ferramenta 
que iremos amarrar os estribos e ferros retos. Observe a figura abaixo:
SENAI­PE 
57 
Emendas dos ferros 
Muitas  vezes,  se  faz  necessário  a  realização  de  emendas.  Essas  emendas 
devem seguir recomendações da Norma NBR 6118. 
Existem três tipos de emendas: 
1.  Emendas através de solda; 
2.  Emendas através de luvas; 
3.  Emendas através de transpasse, sendo esta a mais utilizada no canteiro de 
obra, não devendo ser efetuadas em barras com diâmetro superior a 25mm. 
Existe  um  procedimento  para  o  cálculo  do  comprimento  de  transpasse,  é 
necessário  levar  em  consideração  a  resistência  do  concreto,  categoria  e 
aderência do aço. 
A  tarefa deste cálculo cabe ao engenheiro calculista. Alguns cuidados devem 
ser  tomados,  por  exemplo:  as barras sujeitas  à  tração, sempre  que possível, 
não serão emendadas. 
Não pode haver mais de uma emenda na mesma seção transversal da peça, 
para cada grupo de cinco barras ou fração. Já as barras comprimidas podem 
ser todas emendadas na mesma seção. Observe a figura abaixo: 
Emenda através de solda 
ø 
2ø 
2 cm
SENAI­PE 
58 
As barras que forem suportar o esforço de tração deverão ter ganchos em suas 
extremidades, não precisando dos mesmos as que trabalhem sob compressão, 
conforme figura abaixo: 
Emendas supostas como na mesma seção transversal
SENAI­PE 
59 
ATIVIDADE PRÁTICA 
Montagem de um pilar quadrado 
Conforme  as  especificações  do  projeto  estrutural,  interprete  a  planta  abaixo 
indicada, executando em seguida a sua montagem. 
Lista de ferro CA 50 
N  Ø 
mm 
Q  Comprimento  Total (m) 
Cada cm 
1  8.0  04  200  8,0 
2  5.0  09  720  7,20 
CA 50 
Ø 
mm 
Comprimento 
m 
Total 
Kg 
8.0  200  8,0 
5.0  720  7,20 
CA 60 
Ø mm  Comprimento 
m 
Peso 
Kg 
5.0  7,20  1,11 
8.0  8,00  3,16 
Peso Total  4,27 
Observe o tamanho dos vergalhões, os espaçamentos dos estribos.
SENAI­PE 
60 
Coloque os vergalhões sobre os cavaletes, em seguida comece a montagem 
com a distribuição dos estribos ao longo dos vergalhões. Os vergalhões devem 
ficar nos cantos dos estribos. 
Amarre os estribos com arame, utilizando o ponto flor.
SENAI­PE 
61 
Montagem de viga 12 x 45 
Conforme  as  especificações  do  projeto  estrutural,  interprete  a  planta  abaixo 
indicada, executando em seguida a sua montagem. 
Peça  Nº  Ø  Q  Comp.  Ø  Comp.  Peso 
V2 
1  10  2  364 
CA­50 
10  141.6 m  9 Kgf 
2  10  2  344 
3  5  12  114 
CA­60 
5  13.68 m  2 Kgf 
Peso Total  11 Kgf 
Nº  Ordem de Execução  Ferramenta 
1  Prepare o ferro de acordo com o desenho  Giz 
Trena 
Tesoura 
Chave 
Torquês 
2  Dobre os ferros retos 
3  Dobre os estribos 
4  Arme a viga 
Nº  Quant.  Denominação e Observações  Material e Dimensões 
Peça
SENAI­PE 
62 
Montagem de viga 12 x 45 
Conforme  as  especificações  do  projeto  estrutural,  interprete  a  planta  abaixo 
indicada, executando em seguida a sua montagem. 
Coloque os vergalhões sobre os cavaletes, em seguida comece a montagem 
com a distribuição dos estribos ao longo dos vergalhões. Os vergalhões devem 
ficar nos cantos dos estribos. 
Faça a marcação dos espaçamentos determinados no projeto dos estribos, em 
seguida amarre os mesmos. 
Peça  Nº  Ø  Q  Comp.  Ø  Comp.  Peso 
V2 
1  10  2  505 
C
A
­5
0 
10  23.28 m  14 Kgf 
2  10  2  659 
3  5  2  170 
4  5  28  114 
C
A
­6
0  5  35.32 m  5 Kgf 
Peso Total  19 Kgf
SENAI­PE 
63 
Montagem de viga 12 x 45 
Conforme  as  especificações  do  projeto  estrutural,  interprete  a  planta  abaixo 
indicada executando em seguida a sua montagem. 
Coloque os vergalhões sobre os cavaletes, em seguida comece a montagem 
com a distribuição dos estribos ao longo dos vergalhões. Os vergalhões devem 
ficar nos cantos dos estribos. 
Faça a marcação dos espaçamentos determinados no projeto dos estribos, em 
seguida amarre os mesmos. 
Peça  Nº  Ø  Q  Comp.  Ø  Comp.  Peso 
V1 
1  12.5  2  775 
C
A
­5
0 
12.5  30.45 m  29 Kgf 
2  12.5  1  360 
3  12.5  1  285 
4  12.5  2  425 
5  7  2  195 
6  7  2  120 
7  5  32  114 
C
A
­6
0  7  6.30 m  2 Kgf 
5  36.48 m  6 Kgf 
Peso Total  37 Kgf
SENAI­PE 
64 
Montagem de um pilar retangular 15 x 25 
Conforme  as  especificações  do  projeto  estrutural,  interprete  a  planta  abaixo 
indicada, executando em seguida a sua montagem. 
Peça  Nº  Ø  Q  Comp.  Ø  Comp.  Peso 
V10 
1  125  2  344 
C
A
­5
0 
12.5  7.00 m  7 Kgf 
2  10  4  140  10  5.60 m  3 Kgf 
3  10  2  140 
4  5  20  114 
C
A
­6
0  5  25.60 m  4 Kgf 
Peso Total  14 Kgf 
Meça  e  marque  nos  vergalhões  os  espaçamentos  dos  estribos,  amarre  os 
estribos nos vergalhões, obedecendo as marcas. Observe figura abaixo: 
Nº  Ordem de Execução  Ferramenta 
1  Prepare o ferro de acordo com o desenho  Giz 
Trena 
Tesoura 
Chave 
Torquês 
2  Dobre os ferros retos 
3  Dobre os estribos 
4  Arme a viga 
Nº  Quant.  Denominação e Observações  Material e Dimensões 
Peça
SENAI­PE 
65 
Sapata 
Conforme  as  especificações  do  projeto  estrutural,  interprete  a  planta  abaixo 
indicada, executando em seguida a sua montagem. 
Peça  Nº  Ø  Q  Comp.  Ø  Comp.  Peso 
SP3 
P3 
1  12.5  12  120 
C
A
­5
0 
12.5  47.0 m  46 Kgf 
2  12.5  12  270 
3  7  13  174 
4  7  15  154 
5  5  28  115 
C
A
­6
0  7  46.0 m  14 Kgf 
5  32.0 m  5 Kgf 
Peso Total  65 Kgf 
Nº  Ordem de Execução  Ferramenta 
1  Prepare o ferro de acordo com o desenho  Giz 
Trena 
Tesoura 
Chave 
Torquês 
2  Dobre os ferros retos 
3  Dobre os estribos 
4  Arme a viga 
Nº  Quant.  Denominação e Observações  Material e Dimensões 
Peça
SENAI­PE 
66 
A)  Seleção dos Materiais 
1.  Cimento 
Usar  os  sacos  de  no máximo  30  dias  após  sua  saída  da  fabricação,  cujo 
armazenamento deve ser em pilhas de no máximo 15 sacos, livre do contato 
com o piso, para não receber umidade do mesmo. 
Deverá  ser  conferido  seu  volume  e  peso  adequado  por  amostragem, 
evitando  dosagem  errada,  pois  sabemos  que  o  concreto  é  uma  reação 
química. 
Justificamos assim ao uso do  carrinho “padiola”, dimensões segundo o traço. 
2.  Areia 
A  areia  deverá  ser  grossa  com  granulometria  controlada,  sem  umidade  que 
modifique  a  dosagem  da  mistura,  pois  o  fator  água/cimento  modifica  a 
resistência  do  concreto,  e  que  se  previamente  a  umidade  da  areia  não  foi 
detectada, altera a resistência do concreto para resultados inferiores. 
Além desses cuidados devemos fazer um peneiramento, retirando toda matéria 
orgânica, normais no  transporte e na retirada das  jazidas (rios),  justificando o 
termo areia lavada, retirando as impurezas do minério. 
Devemos  identificar  também  o  grau  de  salinidade  das  areias,  evitando 
materiais  vindos  de  trecho  de  rios  próximos  a  embocaduras  do  mar,  pois 
materiais  com  certa  concentração  de  sais  aceleram  o  processo  de  oxidação 
das armações de aço, do qual a estrutura será fabricada.
SENAI­PE 
67 
3.  Brita 
A brita deverá ser granítica ou mesmo seixo rolado, desde que seja quebrado 
previamente  a  mistura  que  poderá  ter  granulometria  compatível  com  a  peça 
estrutural, ou seja: 
­ Fundações – brita 38 e/ou 25 
­ Colunas  – brita 25 
­ Vigas  – brita 25 
­ Lages  – brita 25 e/ou 19 
Obs.: Unidades das pedras em (mm) 
É  prudente  salientar  que  a  brita  selecionada  deverá  ser  livre  de  impurezas, 
como  também  sem  misturas  de  agregados  miúdos  evitando  modificação  na 
dosagem do concreto. 
4.  Água 
A  água  deverá  serselecionada  previamente,  por  isso  é  que  devemos 
armazenar  em  tanques  construídos  provisoriamente  e  previamente  com 
profundidade  mínima  de  1,0  metro  para  que  as  impurezas  da  mesma 
decantem,  como  as  partículas  de cloro,  vindas  do sistema  de  abastecimento 
das  cidades,  ou  mesmo  os  sais  acumulados  em  açudes  e  barreiros,  em 
construções das obras do sertão ou agreste de nossa região. 
5.  Madeira 
Devemos  ter  cuidados  em  seu  armazenamento  e  no  seu  recebimento  no 
canteiro de obras. 
No  seu  recebimento  deveremos  evitar  tábuas  sem  empenamentos  com 
dimensões  mínimas  de  3,0  metros  e  máxima  de  6,0  metros  para  evitarmos 
grandes  emendas  e  conseqüentemente  pontos  de  deformações  ou 
embuchamento das peças observadas após desmolde. 
Para armazenamento tanto as tábuas como as placas industrializadas  simples 
ou  resinadas  deveremos  empilha­las  com  altura máxima de  2,0 metros,  livre 
lateralmente  e  livre  do  contato  com  o  piso  sobre  um  assoalho  apoiado  em 
barrotes de 4”  x 4” distanciados à cada 50 cm para evitarmos empenamento 
devido a umidade do ambiente.
SENAI­PE 
68 
As  tábuas  deverão  ter  espessura  de  1”  com  larguras comerciais de  6”,9”,12” 
para compormos economicamente as formas de pilares, vigas e lajes. 
6.  Aço 
O aço deverá ser armazenado em quantidade de imediata utilização e caso o 
canteiro seja abastecido por todo quantitativo a ser utilizado na obra deverá ser 
protegido  por  lona,  evitando  a  oxidação  do  material  exposto  ao  ar  livre. 
Devemos  também  ensaiar  10  amostras  de  bitolas  diferentes  para  cada  3 
toneladas  do  material  armazenado,  em  relação  as  características  físicas  e 
mecânicas,  por  empresa  de  idoneidade  conhecida,  aferidas  pelo  profissional 
responsável pelo projeto estrutural. 
B) Execução das Formas 
Os panos das formas de pilares e vigas deverão ser executados com madeira 
industrializada  e  se  possível  resinada,  para  termos  menor  aderência  ao 
concreto,  principalmente  no  momento  do  desmolde,  enquanto  que  o 
enrigecimento,  costelamento  ou  mesmo  gravatas  deverá  ser  distanciada  a 
cada 50 cm no máximo utilizando tiras de 4” a 6” de tábuas. 
Quando  usarmos  tábuas  nos  panos  laterais,  no  fundo  de  vigas  e  nos  panos 
laterais de pilares, as mesmas antes da concretagem deverão ser umedecidas, 
evitando absorção  das  águas  do concreto a madeira,  que  além de  aderir  ao 
recobrimento,  no  momento  da  desmoldagem,  absorve  as  águas  de  reação 
química do concreto. 
Quando usamos placas industrializadas nos panos de forma das vigas e pilares 
é prudente usar algum desmoldante encontrado no mercado. 
É  prudente  salientar  que  os  travamentos,  emendas,  escoramentos  e  seus 
apoios,  contraventamentos  e  contra­flecha  deverão  ser  revisados  antes  do 
lançamento do concreto. 
A  título  de  esclarecimento  é  necessário  que  as  formas  de  pilares  e  vigas 
deverão estar alinhadas e bem articuladas antes da concretagem das colunas, 
evitando  pequenos  afastamentos  devido  os  esforços  mecânicos  durante  o 
lançamento e vibração do concreto.
SENAI­PE 
69 
C) Execução das Armaduras 
Além da fabricação das armaduras das peças estruturais serem conferidas com 
o  projeto  estrutural,  bitolas,  espaçamentos  e  quantidades  é  prudente  termos 
cuidado  com  o  recobrimento  das  armaduras,  que  para  peças  enterradas: 
sapatas, blocos e cintas deverão ser de 3cm enquanto para peças expostas 2 
cm, usando espaçadores que garantam melhor e maior vida para o concreto da 
peça, evitando intervenções futuras de recuperação estrutural. 
É recomendável conferir a densidade de aço nas peças de concreto, evitando 
fissuras nas mesmas, obedecendo aos critérios das normas brasileiras como, 
por  exemplo:  percentual de armadura  em  relação ao concreto  de pilares nas 
esperas, superiores à 8% ou então nas vigas, verificar se as bitolas de grandes 
diâmetros foram analisadas em relação a teoria da fissuração. 
D) Mistura dos Materiais 
A  mistura  dos  materiais  deverá  ser  cuidadosa,  visto  que,  é  prudente 
distribuirmos  uniformemente  a  mistura  em  função  da  grande  massa  do 
concreto que utilizamos em obra. 
A mistura deverá obedecer a seqüência lógica na betoneira. 
Deverá ser colocada água na betoneira para em seguida, caso seja necessário, 
colocar aditivos ao concreto, exemplo: aditivos de pega  rápido, de acréscimo 
de  resistência,  de  pasticidade,  etc.  Será  misturado  previamente  à  água 
deixando todas as partículas envolvidas na mistura. 
Na  seqüência  deverá  ser  colocada  a  brita,  para  em  seguida  a  areia, 
envolvendo toda massa de agregados.
SENAI­PE 
70 
Após a mistura  é  que  deverá ser  imerso  o aglomerante(cimento),  lentamente 
para que o mesmo apresente a uniformidade necessária. 
Uma betonada deverá  ter um tempo previsto entre no mínimo de 5 minutos e 
no máximo de 10 minutos. 
A) Transporte do Concreto 
O concreto deverá ser  transportado de modo que não haja segregação 
na mistura,  ou melhor,  não  separe  o  agregado  graúdo  “brita”  da  argamassa 
“cimento/areia”,  em  outras  palavras  evitar  paradas  bruscas  quando  do 
transporte  vertical  nos  guinchos  ou  vibrações  no  transporte  horizontal  ou 
mesmo  sobre  rampas,  que deveremos evita­las com grandes  inclinações,  ou 
melhor, evitar inclinações superiores a 15%. 
Em virtude  do exposto é  justificável a grande  utilização de sistema de 
bombeamento do concreto para grandes distâncias e alturas, pois a pressão do 
bombeamento elimina qualquer possibilidade de segregação. 
B) Lançamento do Concreto nas Formas 
As  etapas  para  fabricação  das  peças  de  concreto  merecem  cuidados 
especiais, pois sabemos que o concreto é uma mistura homogênea onde seus 
componentes devem apresentar as mesmas proporções em todas as seções. 
Como o agregado graúdo  “brita”  tem uma maior densidade na mistura, 
lançamentos  de  grandes  alturas,  principalmente  em  pilares,  podem  provocar 
um  segregação  da  mistura,  o  que  modifica  o  conceito  de  fabricação  do 
concreto. 
É claro que cuidados no lançamento devemos ter em relação a todas as peças 
estruturais:  lajes,  vigas,  pilares  e  fundações,  porém  algumas  merecem 
cuidados especiais por serem susceptíveis a erros construtivos. 
Vale ressaltar que devemos evitar emendas nos  tramos de vigas e nos 
centros  de  panos  das  lajes,  e  sua  concretagem  deverá  ser  executada  em 
camadas  lentamente,  evitando  acréscimo  de  volumes  além  dos  esborros 
fixados como limites construtivos. 
Como norma construtiva devemos evitar  lançamento de concreto acima 
de  2,0 metros  das  formas,  evitando  a  ocorrência  de  separação  do agregado 
graúdo da argamassa, desfigurando a mistura. 
A  solução  de  concretagem  por  bombeamento  de  concreto  além  da 
rapidez na execução da  tarefa elimina  riscos de segregação, pois o mangote
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pode ser imenso nas peças estruturais sendo retirado à medida que as peças 
são preenchidas lentamente, mantendo assim a uniformidade na mistura. 
É  lógico  que  essa  atividade  tem  custos  maiores  que  o  transporte  e 
lançamento  convencional,  porém  aumenta  a  segurança  na  fabricação  das 
peças, e apresenta menor  risco de uma futura recuperação, o que  induz uma 
análise melhor do custo­benefício na fabricação da estrutura. 
C) Vibração do Concreto 
A  fabricação  de  uma  boa  estrutura  é  em  função  do  somatório  de 
atividades com a maior eliminação de erros na construção. 
Estes erros são eliminados a partir da experiência que se  tem, quando 
da correção de erros cometidos em obras anteriores. 
A  vibração  do  concreto,  ou  melhor,  a  homogeneização  do  concreto 
quando  lançado  nas  formas  começa  com  a  escolha  dos  vibradores 
adequadamente, ou seja, os diâmetros dos mangotes compatibilizados com as 
espessurasdas peças à serem concretadas. 
Sugerimos a obediência ao quadro abaixo: 
Ø(mangote)  Peças 
60mm  Fundações 
60m e 45m  Colunas 
45mm e 35mm  Vigas 
35mm  Lajes 
A  boa homogeneização do concreto  provocada pela vibração por  imersão se 
dará quanto mais  rápida  for sua penetração no concreto e quanto mais  lenta 
sua retirada da massa. 
A)  Cura do Concreto 
A cura do concreto classicamente se dará a 28 dias de sua fabricação, 
porém em função da rapidez que se deseja nos dias de hoje, as construções 
tem a necessidade de antecipação dessa etapa na concretagem, sendo assim 
temos a necessidade de introduzirmos aditivos à massa durante a mistura. 
Essa  necessidade  muitas  vezes  induzida  pela  rapidez  e  economia 
quando da reutilização dos escoramentos e formas.
SENAI­PE 
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È  lógico  que  devemos  adotar  planos  mais  curtos  no  descimbramento 
das  estruturas,  com  base  no  acompanhamento  de  resultado  dos  corpos  de 
prova em relação aos valores adotados nps projetos estruturais (ver quadro). 
Tempo após a concretagem  Fck 
07 dias  50% fck 
15 dias  75% fck 
21 dias  100% fck 
28 dias  125% fck 
Considerando uma concretagem dentro de uma normalidade, para  que 
um  concreto  atinja  um  endurecimento  sem  que  tecnicamente  apresente 
imperfeições  no  mesmo,  principalmente  nos  panos  de  lajes,  para  evitarmos 
retração, acentuadamente em nossa região, em função do grande gradiente de 
temperatura, é recomendado a partir de 30 minutos da concretagem umedecer 
os  panos  de  lajes,  repetindo  a  cada  2  horas  nas  primeiras  12  horas  e  na 
seqüência a cada 12 horas durante 3 dias. 
B) Desmolde das Peças de Concreto 
O desmolde das peças de concreto deve ser no tempo que não interfira 
no sólido projetado, sem que nenhum efeito mecânico na retira das formas 
apresente  danos  ás  peças  estruturais,  porém  um  tempo  mínimo  que 
possamos aproveitar com repetições as formas para os tetos subseqüentes 
dos edifícios (veja quadro prático). 
Peças  Tempo Mínimo 
Sapatas  24 horas 
Pilares  48 horas 
Pano lateral de vigas  72 horas 
Pano  de  fundo  de  vigas  (com  reescoramento  das 
estroncas) 
01 semana 
Taipal de lajes (com reescoramento)  10 dias 
Pano total de vigas  21 dias 
Pano total de lajes  28 dias 
O reescoramento de vigas e lajes deverá ser com 50% das estroncas. 
Sabemos  que  quando  da  concretagem  das  vigas  e  lajes,  temos  a 
obrigação de darmos uma contra­flecha às peças.
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É prudente consultarmos os projetistas da estrutura antes da fabricação 
das formas sobre as contra­flexas adotadas, porém quando não tivermos essas 
informações  deveremos  atribuir  valores  da  ordem  maiores  que  L/300  para 
extremidades dos balanços e L/150 para meios de vão, tanto para vigas como 
para lajes cuja desmoldagem deverá ser: 
• Balanços – de fora para dentro 
• Vãos – do meio para extremidade 
Obs.: os valores de “L” deverão ser dados em centímetros 
Ex.: ­ Para vãos de 6,0 metros: 
C.F = 600/300 = 2cm 
­ Para balanço de 1,5 metros: 
C.F=  150/150 = 1cm 
C) Descimbramento 
No descimbramento das estruturas o mais importante é que quando da 
retirada das formas a estrutura trabalhe como foi concebida em projeto. 
A  princípio,  a  retirada  dos  panos  de  lajes  deverá  ser  do  centro  para 
extremidade na seqüência das menores para as maiores, retirando em primeiro 
lugar as lajes em balanço. 
Após a retirada das lajes, das vigas, o mesmo das faixas de rigidez das 
lajes  colméias  ou  cogumelos,  deverão  também  ser  retirados  seus  balanços 
para em seguida os vãos menores dos tramos e por último os vãos maiores na 
seqüência gradativa das retiradas do escoramento. (ver figura). 
Plano para retirada das Estroncas da Viga 
1º ­ Retirar E1 em seguida E2 
2º ­ Retirar E6 
3º ­ Retirar E8 e em seguida E7 
4º ­ Retirar E4, E5, E3 
Como podemos observar no projeto de armação de uma laje temos uma planta 
para  a  ferragem  positiva  e  outra  para  a  ferragem  negativa.  No  projeto  da 
armação positiva observamos os ferros longitudinais e transversais que formam 
uma malha principal e com os espaçamentos de conformidade com o projeto – 
c/5 e c/15. Devemos observar os reforços no shaft (abertura na laje) com uma 
bitola maior qe as usadas para a malha positiva da laje.
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Quanto  à  laje  negativa,  caso  haja  equipamento  para  o  transporte,  é 
possível montar os kits na bancada e colocar etiquetas. Quando da montagem 
da  laje  negativa,  facilita  em muito  a montagem pois  é só colocar  os  kits nos 
locais  definidos.  Assim  que  o  armador  montar  os  ferros  negativos  são 
colocados  os  calços  (caranguejo),  afim  de  garantir  que  a  ferragem  negativa 
trabalhe corretamente. 
lajes colméias ou cogumelos 
D) Regras de Estocagem 
• Concentração  dos  materiais  de  uma  única  classe  em  locais 
adjacentes a fim de facilitar as atividades de movimentação. 
• Separação  dos  estoques  do  mesmo  material,  em  função  de  sua 
condição (novo ou recuperado). 
• Arrumação dos estoques do mesmo material, de acordo com data de 
recebimento de cada um, de modo a permitir que os itens estocados 
há mais  tempo  sejam  fornecidos prioritariamente  (primeiro  a  entrar, 
primeiro a sair). 
• Estocagem dos materiais de movimentação constante em  locais de 
fácil acesso, proporcionando economia de tempo e mão­de­obra. 
• Estocagem  dos  materiais  pesados  e/ou  volumosos  nas  partes 
inferiores  das  unidades  de  estocagem,  eliminando­se  riscos  de 
acidentes ou avarias e facilitando as atividades de movimentação. 
• Uniformização do empilhamento de materiais, observando­se que as 
pilhas  devem  ser  formadas  sempre  do  fundo  para  frente  e  da 
esquerda para a direita dos locais de estocagem.
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• Conservação dos materiais nas embalagens originais, que somente 
devem  ser  abertas  em  ocasiões  de  fornecimento,  inspeção  e 
preservação. 
• Concentração  dos  estoques  de  reserva  ao  fundo  da  área  de 
estocagem, em locais de pouca movimentação. 
• Posicionamento  correto  dos  materiais  de  modo  a  permitir  fácil  e 
rápida  leitura  das  informações  registradas  em  etiquetas  de 
identificação do material ou na própria embalagem. 
• Estocagem adequada dos materiais soltos em escaninhos, por meio 
de empacotamento ou amarração uniforme e marcação externa dos 
dados de identificação. 
Normas Especiais de Estocagem 
• A  estocagem  de  materiais  explosivos,  inflamáveis  e  perecíveis, 
deve ser sempre em áreas e instalações próprias, observando­se 
as normas técnicas específicas. 
• As  áreas  de  estocagem  de  explosivos  devem  ser  secas, 
ventiladas  e  isoladas  completamente  de  outras  áreas  ou 
instalações destinadas à estocagem de outros materiais. 
• As  áreas  de  estocagem  de  inflamáveis,  quando  situadas  em 
áreas cobertas deverão ser bem arejadas, com paredes laterais e 
frontais, pisos e tetos construídos de materiais não combustíveis. 
Os  recipientes  de  líquidos  inflamáveis  deverão  ser  estocados  sobre 
estrados. 
E)  Manuseio de Material 
Em  linhas  gerais,  sugerimos  algumas  condições  que  estão  relacionadas 
com o manuseio: 
• Equipamentos para manuseio adequados. 
• Procedimentos de manuseio adequados. 
• Procedimentos de manuseio formalizados. 
• Definição clara de cada área.
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• Treinamento  dos  colaboradores  com  relação  aos  padrões 
definidos. 
F)  Armazenamento 
Há  necessidade  de  depósitos  em  áreas  de  armazenagem.  Seguros,  de 
forma a se evitar que produtos aptos a serem utilizados se danifiquem ou 
deteriorem. 
O controle de entrada e saída destas áreas deve ser apropriado, além da 
avaliação  periódica  do  produto  estocado,  a  fim  de  detectar  problemas  de 
deterioração. 
Recomendações para armazenamentos: 
• Ensacados: 
Condições Gerais: 
Ø  Local fechado, apropriado para evitar ação da água ou umidade, 
extravio ou roubo, sobre estado

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