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SENAIPE 2 SENAIPE 3 ARMADOR DE FERRO SENAIPE 4 Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco Presidente Jorge Wicks Côrte Real Departamento Regional do SENAI de Pernambuco Diretor Regional Antônio Carlos Maranhão de Aguiar Diretor Técnico Uaci Edvaldo Matias Diretor Administrativo e Financeiro Heinz Dieter Loges Ficha Catalográfica SENAI.DR.PE. 624.014. 2:377 Recife, SENAI / DITEC / DET. Armador de Ferro. Recife,2007. 1. ARMADOR DE FERRO 2. CONSTRUÇÃO CIVIL 3. ARMADOR DE FERRO – MATERIAL DIDÁTICO I. Título SENAIPE 5 SUMÁRIO A Indústria da Construção Civil e o Meio Ambiente 5 Segurança 12 Noções de Escala 15 Noções sobre Sistemas de Unidades de Medidas 18 Classificação dos Aços 22 Normas para Concreto Armado 24 Ferramentas e Instrumentos 28 Transporte e Armazenagem do Aço 33 Lajes 35 Tipos de Amarração do Aço 37 Estribos 39 Tipos de Vigas de Concreto Armado 41 Ler e Interpretar Projetos 44 Serviço de Corte e Dobra de Aço 51 Atividade Prática 57 Referências Bibliográficas 64 SENAIPE 6 A INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO CIVIL E O MEIO AMBIENTE É cada vez mais preocupante o desequilíbrio que o homem vem causando ao meio ambiente. Com o passar dos anos, este desequilíbrio vem aumentado e causando danos tremendos à população mundial. Foi com esta preocupação que o CONAMA – Conselho Nacional de Meio Ambiente – editou a Resolução nº 307 que traça diretrizes em relação aos resíduos sólidos gerados pela indústria da construção civil. Ela estabelece que a obrigação principal do gerador é a não geração do resíduo, secundariamente a reutilização, reciclagem e redução e, por último, a destinação compromissada. Foi solicitada pelo Ministério das Cidades uma pesquisa para saber qual era o percentual de resíduos num aterro que corresponderia a resíduos oriundos da indústria da construção civil, e foi obtido o seguinte resultado: S.J. Campos, 1995 (I&T) RCD = resíduo de construção e demolição RSS = resíduo de serviços de saúde DOM = domiciliar RCD 67% RSS 0,4% DOM 27% VOLUMOSOS 6% SENAIPE 7 Como podemos observar, a indústria da construção civil contribui com mais de 60% de resíduos num aterro, ficando claro que temos que tomar algumas atitudes em relação a esta questão. Então, o que fazer? O primeiro passo é trabalhar de forma racionalizada, ou seja, tudo começa com um bom planejamento de todas as atividades, porém não basta só planejar, temos que controlar o que foi planejado, para que possamos verificar a eficácia do nosso planejamento e tomar as ações corretivas necessárias, caso o planejado não esteja sendo cumprido. Muitos dos recursos utilizados num canteiro de obra são finitos, ou seja, um dia deixarão de existir, devendo ser substituídos por outros insumos alternativos. Sendo assim, temos a obrigação de usálos de forma racional e buscar alternativas que gerem menos impacto ao meio ambiente. Desperdiçar: gastar sem proveito, esbanjar Fig.1 Desperdício gerado de retrabalho Fig. 2 Disposição irregular de resíduos SENAIPE 8 Impacto Ambiental da Construção Civil: Extração da MatériaPrima Transporte da MatériaPrima Fabricação do produto Transporte do produto ao canteiro Processamento no canteiro Transporte do resíduo Deposição do resíduo M P Área Degradada Concorrência e mercado limitado Recursos escassos Reduzir Reutilizar Reciclar SENAIPE 9 Custo do resíduo: C C R R = = C C T T + + C C M M + + V V R R Custo do Resíduo Venda do resíduo Custo com matériaprima Custo com transporte Reciclagem A reciclagem é um processo industrial que converte o lixo descartado (matéria prima secundária) em produto semelhante ao inicial ou outro. Reciclar é economizar energia, poupar recursos naturais e trazer de volta ao ciclo produtivo o que é jogado fora. A palavra reciclagem foi introduzida no vocabulário internacional no final da década de 80, quando foi constatado que as fontes de petróleo e outras matériasprimas não renováveis estavam e estão se esgotando. Reciclar significa = Re (repetir) + Cycle (ciclo). A reciclagem traz os seguintes benefícios: • Contribui para diminuir a poluição do solo, água e ar. • Melhora a limpeza da cidade e a qualidade de vida da população. • Prolonga a vida útil de aterros sanitários. • Melhora a produção de compostos orgânicos. • Gera empregos para a população não qualificada. • Gera receita com a comercialização dos recicláveis. • Estimula a concorrência, uma vez que produtos gerados a partir dos reciclados são comercializados, em paralelo àqueles gerados a partir de matériasprimas virgens. • Contribui para a valorização da limpeza pública e para formar uma consciência ecológica. SENAIPE 10 P Pl la an no o I In nt te eg gr ra ad do o d de e G Ge er re en nc ci ia am me en nt to o d de e R Re es sí íd du uo os s d de e C Co on ns st t r ru uç çã ão o C Ci iv vi i l l G Gr ra an nd de es s G Ge er ra ad do or re es s • Caracterização • Triagem • Acondicionamento • Transporte • Destinação A grande solução para os resíduos sólidos é aquela que prevê a máxima redução da quantidade de resíduos na fonte geradora. Quando os resíduos não podem ser evitados, deverão ser reciclados por reutilização ou recuperação, de tal modo que seja o mínimo possível o que tenha como destino final os aterros sanitários. Classificação dos Resíduos de Construção: ü Classe A ð Reutilizáveis ou recicláveis para uso como agregados, pela própria atividade da construção (concretos, argamassas, cerâmicos, solos, etc.); ü Classe B ð Recicláveis ou reutilizáveis em outras atividades (madeira, metal, plástico, papel, vidro); ü Classe C ð Sem tecnologia que permita sua reciclagem ou reutilização (gesso); ü Classe D ð Perigosos (tintas, solventes, óleos, amianto). Programa Municipal de Gerenciamento de Resíduos de Construção Civil M Mu un ni ic c í íp p i io os s e e D Di is s t tr ri i t to o F Fe ed de er ra al l Projetos de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil SENAIPE 11 Recife, Lei 17072/2005 (04/01/2005): ü Cria o Programa de Gerenciamento de Resíduos de Construção Civil; ü Pequeno gerador ð até 1m³/dia (PRR – Postos de Recebimento de Resíduos); ü Grande gerador ð > 1m³/dia; ü Volumes maiores que 100 litros/dia não podem ser dispostos para coleta domiciliar; ü Cadastramento prévio de firmas especializadas para serviços de coleta, transporte, tratamento e destino final dos resíduos. O gerador dos resíduos é coresponsável por qualquer veículo não credenciado flagrado em serviço. ü O grande gerador deverá proceder à separação e identificação dos resíduos no local de origem, obedecendo à classificação estipulada na legislação vigente; ü Toda atividade geradora de mais de 1m³/dia de resíduo deve ser submetida à aprovação do órgão gestor de limpeza urbana do município por meio do Projeto de Gerenciamento de Resíduos de Construção Civil. O Projeto aprovado comporá o acervo de documentos apresentados na solicitação de Alvará junto à DIRCON/ Secretaria de Planejamento Ø Penalidades estabelecidas (Lei 17072/2005): ü Multa de R$ 100,00 a R$ 1.000,00 ð pelo não cumprimento da classificação e separação dos resíduos; ü Multa de R$ 300,00 a R$ 5.000,00 ð pela não apresentação dos Projetos de Gerenciamento de Resíduos; ü Multa de R$ 100,00 a R$ 5.000,00 ð por disposição dos resíduos em logradouros públicos municipais, áreas de interesse ambiental e em terrenos particulares sem autorização da EMLURB. ü Suspensão e cassação de licença ð por reincidênciade madeira (pontaletes e tábuas ou chapas de compensado). Ø As pilhas não devem ter contato com paredes do depósito. Ø Garantir que os sacos mais velhos sejam utilizados antes dos sacos recém entregues, atentando para que nunca se ultrapasse a data de validade do produto (na embalagem). Ø Separar por tipo de material. Ø A cobertura da área de estoque deve ser reforçada para minimizar os riscos de perda do material por goteiras ou vazamentos despercebidos. Ø Em regiões litorâneas, prever proteção contra umidade, cobrindo se o lote com uma lona plástica ( não vedar completamente), para garantir a durabilidade do cimento. Condições específicas: Argamassa colante Ø Pilhas de 20 sacos Argamassa industrializada para revestimento SENAIPE 77 Ø Pilhas de 15 sacos Cal hidratada Ø Pilhas de no máximo 20 sacos Cimento Ø Pilhas de no máximo 10 sacos, sendo permitido 15 sacos para períodos menores que 15 dias. Rejunte Ø Pilhas de aproximadamente 1,5 m de altura Gesso ensacado Ø Pilhas de no máximo 20 sacos • Material a granel (areia, brita, etc) Condições Gerais: Ø O material é depositado, o mais próximo possível da produção ou aplicação. Ø Transporte é realizado com carrinhos de mão ou padiolas. Ø Protegidos contra contaminação de resíduos (serragem, pontas de ferro, arame, pregos, folhas de árvores, etc.). Condições Específicas: Ø Baias cercadas em três laterais, em dimensões compatíveis com o canteiro e com o volume a ser estocado evitandose, assim, espalhamento, mistura e desperdício de material. Ø Em épocas de chuvas torrenciais é recomendada a cobertura do material com lonas plásticas, a fim de impedir o seu carreamento. Ø Sem contato direto com o solo. Caso o material esteja em contato direto com o solo, deverá ser desconsiderada os primeiros 15 cm em contato direto para o uso ao qual foi destinado, isto porque ele estará contaminado. Ø Areias com granulometrias diferentes deverão ser estocadas em baias separadas por tipo e granulometria, com identificação de placas. • Barras e fios de aço: Condições Gerais: Ø Sem contato direto com o solo, utilizandose de caibros ou pontaletes. Ø Em caso de longos períodos de chuvas ou logo período de estocagem, cobrir com lona plástica. SENAIPE 78 Ø Os recortes e sobras de aço devem ser estocadas em locais específicos, não havendo a necessidade de cuidados especiais no manuseio e armazenamento. Condições Específicas: Barras e fios Ø Armazenamento separados por bitola, com a etiqueta de identificação visível Cortado e dobrado Ø Separados por feixes, com etiquetas em locais visíveis. ● Tela de aço Condições Grais: Ø Durante o manuseio atentar para que o material não tenha contato direto com o solo, para não haver impregnação de sujeira em sua superfície. Ø Armazenar as telas sobre pontaletes separados por tipo, com placas de identificação, sem contato direto com o solo. Ø Em caso de longos períodos de chuvas ou logo período de estocagem, cobrir com lona plástica. Ø Atentar para a altura do empilhamento (2 rolos ou 0,5m). Quando estiver em rolos, travalos para que não rolem abaixo. ● Madeira bruta Condições gerais: Ø Estoque tabicado por bitola e tipo de madeira ou peça. Ø Local fechado, ventilado e apropriado para evitar ação da água, extravio ou roubo. Quando da necessidade de armazenamento em área descoberta, utilizar lona plástica para proteção. Ø Empilhadas sobre caibros de madeira ou em pilhas entrelaçadas (quando houver espaço). Evitar pilhas com mais de 1m de altura. Ø Os recortes e sobras de madeira devem ser estocados em locais específicos, não havendo a necessidade de cuidados especiais no seu manuseio e armazenamento. ● Componentes da madeira Condições gerais: Ø Local coberto, ventilado e apropriado para evitar ação água, extravio ou roubo. SENAIPE 79 Ø Devese ter cuidado para que os mesmos não sofram batidas ou riscos que os danifiquem. Condições específicas: Folhas de porta Ø Local fechado para evitar extravio ou roubo Ø Posição horizontalm de altura Ø Piso nivelado, deitandose a primeira folha sobre chapa de compensado também nivelada, apoiada sobre 4 caibros. Ø Pilhas de até 1,5m de altura Ø Cuidado com portas que receberão acabamento encerado evitando qualquer arranhadura, machucadura ou lascamento de cantos durante o empilhamento. Ø Em regiões de atmosferas mais agressivas, as portas devem ser armazenadas seladas. Assoalho Ø Local coberto para evitar extravio ou roubo Ø Posição horizontal Ø Sobre pontaletes de madeira, posicionados a 30 cm das bordas e um aproximadamente no centro das peças, sem contato com o solo (evitar empenamento). Chapas de compensado Ø Posição horizontal Ø A pilha não deve exceder 50cm de altura, alternada a cada 5 chapas (para facilitar o transporte). Ø Sobre 3 pontaletes de madeira, posicionados no centro da chapa e a aproximadamente 10cm de cada uma das bordas, evitandose contato com o piso. Lambril Ø Local coberto para evitar extravio ou roubo Ø Posição horizontal Ø Sobre pontaletes de madeira, posicionados a 30cm das bordas e um aproximadamente no centro das peças, sem contato com o solo ( evitar empenamento). Porta pronta Ø Na posição vertical, sobre 2 sarrafos, apoiados entre si, sem contato direto com o solo. SENAIPE 80 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS GEHBAUER, Fritz. Racionalização na Construção Civil. Recife, Projeto Competir. (SENAI, SEBRAE,GTZ). 2004.448.p.il GERDAU. Catálogo: Faça Colunas & Vigas com estribos gerdau. s.l, s.d, i.l. GERDAU. Catálogo: Aço para construção civil. São Paulo. S.d. i.l. GERDAU. Catálogo: Arme & Ganhe com corte e dobra de aço. São Paulo. S.d. i.l. SENAI/DRMA. Armador de Ferragens. 2ª ed. São Luís. Núcleo de Materiais Didáticos, 2006. 96p. SENAI/DRMA. Carpinteiro de Fôrma. 2º ed. Vol.1 – SENAI –DR – MA. 2006 SENAI/DRPE. Carpinteiro de Fôrma. 1º ed. Recife. Divisão de Educação e Tecnologia,2007.60p. SENAI/DRPE. Pedreiro de Concreto. 1º ed. Recife. Divisão de Educação e Tecnologia,2007.60p. SENAIPE 81 CRÉDITOS Elaboração Aguardando autorização para reprodução do DRMA Digitação/Diagramação Edna Maria Santos Diagramação (Revisão) Carolina Mendonça Normalização Sonia Pádua Revisão Gramatical e Pedagógica Teresa Lucrecia Santos Revisão Final Manoel Alves de Oliveira Olimpio José Torres Mendonça Editoração Divisão de Educação e Tecnologiana não apresentação do Projeto de Gerenciamento de Resíduos. SENAIPE 12 Os recipientes onde serão lançados os resíduos devem ter identificação, segundo resolução 275 CONAMA – Conselho Nacional de Meio Ambiente. SENAIPE 13 SEGURANÇA Equipamentos de proteção individual são dispositivos de uso individual, destinados a proteger a integridade física e a saúde do trabalhador. Existem equipamentos de proteção para todas as partes do corpo. As vias de exposição: Os tipos mais utilizados são: Proteção para a cabeça São os protetores usados para o crânio e para os órgãos da visão e audição. Exemplos: • Capacete; • Protetores faciais contra impacto, respingos faciais e radiações nocivas; • Óculos de segurança contra impacto; • Óculos para soldador (solda a gás); • Máscara para soldador (solda elétrica); • Protetor auditivo (tipo plug); • Protetor auditivo (tipo concha). Proteção para os membros superiores A grande parte das lesões de membros superiores pode ser evitada através do uso de luvas. As luvas impedem, portanto, um contato direto com materiais cortantes, abrasivos, aquecidos ou com substâncias corrosivas e irritantes. Exemplos: • Luvas de: raspa de couro; reforçadas de couro; lona; impermeáveis (borracha ou plástico); amianto e borracha especial (contra eletricidade); • Mangas e mangotes de raspa de couro. Proteção para os membros inferiores As pernas e os pés são partes do corpo que, além de estarem sujeitos diretamente ao acidente, ainda mantêm o equilíbrio do corpo. Por esta razão, os EPIs ganham dupla importância na proteção direta dos membros inferiores e evitam a queda que pode ter conseqüências graves. SENAIPE 14 Exemplos: • Sapato de segurança com: biqueira de aço; proteção metatársica e solado antiderrapante; • Botas de segurança e de borracha; • Perneiras de raspa de couro. Proteção do tronco Aventais e vestimentas especiais são empregados contra os mais variados agentes agressivos. Exemplos: • Avental de: raspa de couro; lona; amianto e plástico. Proteção das vias respiratórias Sua finalidade é impedir que as vias respiratórias sejam atingidas por gases ou outras substâncias nocivas ao organismo. A máscara é a peça básica do protetor respiratório: Exemplos: • Máscaras: descartável; com filtro e com suprimento de ar. Cintos de segurança Não têm a finalidade de proteger esta ou aquela parte do corpo, destinamse a proteger o homem que trabalha em lugares altos, prevenindo quedas. Exemplos: • Cinto tipo: travessão e corda para trabalhos com eletricidade. Guarda e conservação dos EPIs De um modo geral, devem ser limpos e desinfetados, cada vez em que há troca de usuário. É necessário que o operário conserve e guarde o seu equipamento de proteção individual, pois, estará se protegendo também. SENAIPE 15 Exigência Legal para Empresas e Empregados NR 06 Obrigações do Empregador: • Adquirir o tipo de EPI apropriado à atividade do empregado; • Fornecêlo gratuitamente ao seu empregado; • Treinar o trabalhador quanto ao seu uso adequado; • Tornar obrigatório o seu uso; • Substituir imediatamente o danificado ou extraviado; • Responsabilizarse pela manutenção e esterilização. Obrigações do Empregado: • Usar obrigatoriamente apenas o EPI indicado para a finalidade a que se destina; • Responsabilizarse pela guarda e conservação do que lhe for confiado; • Comunicar qualquer alteração no que o torne parcial ou totalmente danificado; • Responsabilizarse pela danificação do EPI pelo seu uso inadequado ou fora das atividades a que se destina, bem como, pelo seu extravio. SENAIPE 16 As escalas de redução são escritas com o numerador igual à unidade: Uma medida no desenho A mesma medida feita no objeto (real) NOÇÕES DE ESCALA É a relação entre cada medida do desenho a sua dimensão real no objeto, ou seja, é a razão entre a medida utilizada e a medida real, ambas na mesma unidade. Exemplo 1: Representando no desenho o comprimento de 20 metros na escala de 1:100, o comprimento no desenho será. 20 metros = 20 centímetros 100 Exemplo 2: No desenho em escala de 1:250, a distância entre dois pontos A e B mede 25 centímetros. Qual será a distância real entre os pontos A e B?. R = A distância será = 25cm X 250 = 6.250cm. A maçaneta de uma porta pode ser desenhada em seu Vista superior Escala 1:1 ou escala natural A maçaneta pode ser desenhada em tamanho reduzido: Escala 1:5 Escala 1:10 Cada 1cm do desenho representa 5 cm da peça. Para desenhar nesta escala dividese por 5 a verdadeira grandeza das medidas. 1 = D 5 R SENAIPE 17 Exemplo 3: Num desenho, cuja distância entre um ponto e outro seja 3 centímetros, correspondente a uma distância real de 600 centímetros, qual será a escala usada no desenho? 600 cm = 200 3 cm Portanto, a escala é de 1:200. Para facilitar o trabalho, simbolizamos a escala, a medida do desenho e a medida real. Assim: Escala = E Medida do desenho = d Medida real = D Vamos apresentar agora uma fórmula, pela qual será fácil descobrir a medida ou a distância do desenho. Para isto, basta dividir a medida real pela escala dada. Visualizandose ficará mais fácil a compreensão: Fórmula 1: d (distância do desenho) = D (medida real) E (escala) Queremos achar a medida d (medida do desenho), sendo que temos a medida real (D) igual a 10 metros e a escala (E) de 1:100. D = 10m = 0,1m ou 10cm 100 Fórmula 2: Se quisermos achar a distância real (D), precisamos multiplicar a medida do desenho (d) pelo valor da escala (E) da seguinte maneira: D = d x E Isto é, a medida real será igual à medida do desenho vezes o valor da escala. SENAIPE 18 Exemplo: Qual será a distância real (D) entre dois pontos, sendo que no desenho está representada por 4 centímetros (é de 1:50? Resposta: D = 4 x 50 = 200 centímetros. Fórmula 3: Para se saber qual a escala (E) usada no desenho, precisamos saber antes a distância real (D) e a marcada no desenho (d), para efetuarmos esta operação: E = D (distância real dividida pela distância marcada). d Exemplificando: calcular a escala (E) utilizada num desenho, para a distância entre dois pontos, sendo que a distância real (D) é de 400 centímetros e a medida do desenho (d) é 4 centímetros. Aplicando a fórmula, E = D d temos: E = 400m = 100 ou 1:100 4 SENAIPE 19 NOÇÕES SOBRE SISTEMA DE UNIDADES DE MEDIDAS Medidas de Comprimento A unidade de comprimento do sistema inglês mais usada é a polegada. Além da polegada há outras unidades, tais como: a jarda e o pé. Na tabela abaixo, conheça os símbolos e suas correspondências no sistema métrico. Nome Abreviatura Equivalência em polegadas Equivalência em metros Equivalência em milímetros Português Inglês Port. Inglês polegada inch “ “ 1” 0,0254 m 25,4 mm jarda yard j yd 36” 0,9144 m 914,4 mm pé foot , fe 12” 0,305 m 305 mm Representase a polegada pelo seu valor numérico, acompanhado de 2 linhas (‘’) colocadas ao alto e à direita do valor. Exemplo: ¾”. As subdivisões da polegada são sempre dadas em forma de fração ordinária e, entre estas frações, não pode haver nenhuma com o numerador par. Quando isto ocorrer, ela deve ser simplificada, ou seja, ser reduzida à sua forma mais simples. Nas medidas em frações de polegadas, por exemplo: 1/16”, 1/8”, ¾”, 13/16”, etc.., é comum se ler: Um dezesseis avos, um oitavo, três quartos, treze dezesseis avos, etc. Nunca encontramos medidas escritas da seguinte forma: 2/4”, 6/8”, 4/4”, etc.; caso isso aconteça, devemos simplificálas. Para tanto, vamosfazer uma pequena revisão sobre frações ordinárias. SENAIPE 20 Definição das Frações De modo simples, podese dizer que uma fração de um número, representada de modo genérico como a/b, designa este número a dividido em b partes iguais. Neste caso, a correspondente ao numerador, enquanto b corresponde ao denominador. Por exemplo, a fração 56/8 designa o quociente de 56 por 8. Ela é igual a 7, pois 7x8 = 56. A divisão é notese, a operação inversa da multiplicação. Os números expressos em frações são chamados de números racionais. O conjunto dos racionais é representado por Q. Tipos de Frações • própria: o numerador é menor que o denominador. Ex.: ½ • imprópria: o numerador é maior que o denominador. Ex.: 7/3 • mista: constituída por uma parte inteira e uma fracionária. Ex.: 2 1/3 • aparente: é quando o numerador é múltiplo(ou igual) ao denominador. Ex.: 4/4 • equivalente: aquelas que mantêm a mesma proporção de outra função. Ex.: 4/8 = ½ • irredutível: o numerador e o denominador são primos entre si, não permitindo simplificação. Ex.: 9/22 • unitária: o numerador é igual a 1 e o denominador é um inteiro positivo. Ex.: 1/3 SENAIPE 21 • decimal: o denominador é uma potência de 10. Ex.: 437/100 • composta: fração cujo numerador e denominador são frações: • contínua: fração constituída a partir de uma seqüência de inteiros naturais SENAIPE 22 Metrologia O metro como medida de comprimento Na medição comparase uma dimensão desconhecida com uma conhecida. A dimensão conhecida chamase medida. Para medir comprimentos usavamse nos tempos de outrora, entre outros, o palmo e o pé. Atualmente, empregase o metro, internacionalmente divulgado e conhecido. O metro é a unidade para medidas lineares, ele é dividido em decímetros, centímetros e milímetros. Exemplo: • 1m = 10dm = 100cm = 1000mm • 1dm = 10cm = 100mm • 1cm = 10mm Representação com vírgula O metro e suas subdivisões podem ser representados com vírgula, ou seja, com inteiros e uma fração decimal. Assim sendo, temos: • 1 metro = 1,00m • 1 decímetro = 1,00 dm ou 0,1 m ou 0,10m • 1 centímetro = 1,0 cm ou 0,1 dm ou 0,01 m • 1 milímetro = 1mm ou 0,1cm ou 0,01 dm ou 0,001 m Mudança de Unidade Na expressão 1,00m temos de considerar dois fatores: 1,00 é o valor, e “m” é a unidade. Graficamente representado: O Metro Quadrado Toda área tem duas dimensões: o comprimento e a largura. A fim de medila, deve ser comparada a uma unidade conhecida. A unidade para medir áreas chamase “metro quadrado”. O metro quadrado é um quadrado cujos lados têm 1,00m de comprimento cada um (ver figura). SENAIPE 23 Medidas de massa Observe a distinção entre os conceitos de corpo de massa: Massa é a quantidade de matéria que um corpo possui, sendo, portanto, constante em qualquer lugar da terra ou fora dela. Peso de um corpo é a força com que esse corpo é atraído (gravidade) para o centro da terra. Varia de acordo com o local em que o corpo se encontra. Por exemplo: A massa do homem na terra ou na Lua tem o mesmo valor. O peso, no entanto, é seis vezes maior na terra do que na lua. Explicase esse fenômeno pelo fato da gravidade terrestre ser 6 vezes superior à gravidade lunar. Obs: A palavra grama, empregada no sentido de “unidade de medida de massa de um corpo”, é um substantivo masculino. Assim 200g, lêse “ duzentos gramas” . Quilograma A unidade fundamental de massa chamase quilograma. O quilograma (Kg) é a massa de 1 dm³ de água Destilada à temperatura de 4º C SENAIPE 24 Apesar de o quilograma ser a unidade fundamental de massa, utilizamos na prática o grama como unidade principal de massa. Múltiplos e submúltiplos do grama Múltiplos Unidade principal Submúltiplos quilograma hectograma decagrma grama decigrama centigrama miligrama Kg hg dag g dg cg mg 1.000g 100g 10g 1g 0,1g 0,01g 0,001g Observe que cada unidade de volume é dez vezes maior que a unidade imediatamente inferior. Exemplos: 1 dag = 10g 1 g = 10 dg Leitura das medidas de Massa A leitura das medidas de massa segue o mesmo procedimento aplicado às medidas lineares. Exemplos: Leia a seguinte medida: 83,732 hg Kg hg dag g dg cg mg 8 3, 7 3 2 Lêse “83 hectogramas e 731 decigramas”. Leia a medida: 0,043g Lêse “43 miligramas”. SENAIPE 25 Medidas de massa (peso) – Sistema Métrico Decimal Para medir a massa de um objeto, usamos as unidades de massa. A principal unidade de massa é o grama (g). Os múltiplos e submúltiplos são: • Quilograma – kg = 1000g • Hectograma – hcg = 100g • Decagrama – dcg = 10g • Decigrama – dg = 0,1g • Centigrama – cg = 0,01g • Miligrama – mg = 0,001g Medidas de Massa (peso) A unidade principal do sistema inglês é a LIBRA (lib). Além da libra, há outras como: Libra = 453,68 Kg Onça = 28,35 g Short ton = 2000 lb = ton. pequena = 907,2 kg Long ton = 2204 lb = ton. grande = 1016 kg Polígono e perímetros – Sistema Métrico Decimal e Sistema Inglês A figura geométrica formada pela reunião de três ou mais segmentos de reta, é chamada de polígono. Conforme o número de lados, alguns polígonos recebem nomes especiais. Exemplo: Obs: A soma das medidas dos lados de um polígono é chamada de perímetro. Por exemplo: Perímetro de polígono RSTU. RS = 4cm ST= 3cm TU = 5cm UR = 4cm P = 4 + 3 + 5 + 4 = 16cm três lados triângulo quatro lados quadrilátero seis lados hexágono cinco lados pentágono SENAIPE 26 Medidas de volume (capacidade) Sistema Métrico Decimal/Sistema Inglês • Chamase volume o espaço ocupado por um corpo. • Chamase capacidade o volume de líquido que um objeto pode conter. Os volumes (capacidades) no Sistema Métrico Decimal se expressam nas seguintes unidades: A unidade principal de capacidade é o litro (ℓ): • Quilolitro – kl = 1000 ℓ • Hectolitro – hel = 100 ℓ • Decalitro – dal = 10 ℓ • Decilitro – dl = 0,1 ℓ • Centilitro – cl = 0,01 ℓ • Mililitro – ml = 0,001 ℓ SENAIPE 27 CLASSIFICAÇÃO DOS AÇOS Para fins práticos, classificamse os aços pela resistência à ruptura. Estas características mecânicas se verificam, experimentalmente, em laboratórios. A resistência à ruptura é medida em quilogramas por milímetro quadrado (abreviatura: Kg/mm 2 ). Quando se diz, por exemplo, que um aço tem a resistência de 25Kg/mm 2 , isto significa que o fio deste aço, com a seção de 1mm, rompese, quando o esforço aplicado nos extremos for de 25kg. Em ordem crescente, os aços para concreto armado assim se classificam, quanto à resistência à ruptura CA 25, CA 50, CA 60 (onde CA = concreto armado). Normalmente, o aço é classificado em tipo A e B. Aço do tipo A é aquele laminado a quente. Possui saliência externa em número elevado, proporcionando maior aderência ao concreto. Aço do tipo B, normalmente são aços de categoria inferior, deformados a frio para aumentar sua resistência. Podem ser lisos, com mossa ou saliências helicoidais. Existem também os aços para concreto protendido (aços super resistentes) empregados em pontes, viadutos, etc. O aço deve ser homogêneo, não apresentando defeitos como bolhas, fissuras, esfoliações, etc. As barras devem estar isentas de óleo, graxa, pó ou argila, bem como da ferrugem que não seja bastante aderente ao metal. Para identificar uma barra de ferro quanto à resistência, alguns fabricantes pintam a extremidade da barra de acordo com o quadro abaixo. Dureza Cor CA 25 Não é pintado CA 50 Branca CA 60 Azul SENAIPE 28 Tipos de Ferros Com o fim de aumentar a aderência entre a armadura e o concreto, foram idealizados, sobretudo naAmérica do Norte, ferros especiais com superfícies porosas, outras dentadas ou estranguladas, e outras ainda, farpadas. Os ferros foram classificados em diferentes tipos. Os três tipos mais conhecidos são: liso, morsa e estrela. Liso É o ferro comum (fig. 1) Morsa É o ferro que tem alguns frisos em seu relevo (fig. 2) Estrela Ferro formado em sua parte externa por pequenas cavidades que lhe dão grande ligação ao concreto (fig. 3) Fig. 3 Fig. 2 Fig. 1 SENAIPE 29 NORMAS PARA CONCRETO ARMADO NBR 6118 – Projeto de Estruturas de Concreto Procedimento Esta norma fixa os requisitos básicos exigíveis para o projeto de estruturas de concreto simples, armado e protendido, excluídas aquelas em que se empregam concreto leve, pesado ou outros especiais. Esta norma, também, estabelece requisitos gerais a serem atendidos pelo projeto como um todo, bem como os requisitos específicos relativos a cada uma de suas etapas. Quais são os pontos de Norma que um armador deve conhecer? Espaçamento das Barras de Armadura Lajes Na região dos maiores momentos, nos vãos das lajes, o espaçamento das barras da armadura principal não deve ter mais de 20cm. Nas lajes armadas numa única direção, esse espaçamento não deve, também, ser maior que duas vezes a altura total da laje. Os estribos nas lajes nervuradas, sempre que necessários, não devem estar afastados de mais de 20cm. A armadura de distribuição das lajes não deve ter menos de três barras por metro linear. Vigas A armadura longitudinal das vigas pode ser constituída de barras isoladas ou de feixes formados por duas, três ou quatro barras, não sendo permitido o uso de feixes de barras de mais de 25mm de diâmetro. O espaço entre barras ou feixes de armadura longitudinal de uma viga não deve ser menor que 2cm, nem menor que o diâmetro das próprias barras ou dos feixes. O espaçamento dos estribos deve ser, no máximo, igual à metade da altura total da viga, não podendo ir além de 30cm. Se houver armadura de SENAIPE 30 compressão, indicada pelo cálculo, aquele espaçamento não pode, também, ser maior que vinte e uma vezes o diâmetro das barras dessa armadura. Medidas especiais Medidas especiais de proteção devem ser tomadas quando a tensão da armadura de tração ultrapassar 1500 kg/cm 2 e sempre que elementos da estrutura se achem expostos à ação prejudicial de agentes externos, tais como ácidos, álcalis, águas agressivas, óleo e gases nocivos, altas e baixas temperaturas. Dobramento das Barras da Armadura Ganchos Todas as barras das armaduras de tração, com diâmetro superior a 7mm, devem ter, em suas extremidades, ganchos semicirculares ou em ângulo agudo, dobrados sobre pino, com diâmetro mínimo igual a 2,5 vezes este diâmetro. As barras das armaduras, exclusivamente de compressão, não devem ter ganchos. Barras curvadas A permanência das barras curvadas, na sua posição, nas zonas de tração, deve ser garantida contra a tendência à retificação, por meio de estribos convenientemente distribuídos. Devese evitar mudanças bruscas de direção, sendo preferível prolongar as barras até à zona de compressão. O raio de curvatura de uma barra curvada não deve ser menor que 5 vezes o diâmetro da barra. Emendas das Barras da Armadura Condições gerais As barras sujeitas à tração, sempre que possível, não serão emendadas. Não pode haver mais de uma emenda numa mesma seção transversal, para cada grupo de dez barras ou fração. A distância mínima permitida entre duas emendas de uma mesma barra é de 4 metros. Tipos As emendas podem ser de três tipos: A – por justaposição; B – com luvas de roscas em sentidos contrários; C – com solda. SENAIPE 31 Emendas por justaposição Nas emendas por justaposição o comprimento desta será, no mínimo, igual a 40 vezes o diâmetro das barras que, salvo o caso de armaduras exclusivamente de compressão, terão ganchos nas extremidades. Esse tipo de emendas não pode ser executado em tirantes, pendurais, nem em barras de diâmetro maior que 26mm. Emendas com luvas Nas emendas com luvas de roscas de sentidos contrários, o metal das luvas deve ter as mesmas características das barras. Nos cálculos será considerada a seção útil do aço em cada seção transversal, descontada a altura dos filetes das luvas existentes nessa seção. Emendas com soldas Só é permitido o uso da solda quando feita por processos que já tenham sido provados. Tratandose de armadura de tração, deve ser colocada uma barra adicional, com ganchos e com comprimento de 40 diâmetros, disposta simetricamente em relação a cada emenda. Essa barra adicional pode ser suprimida desde que se utilize, no máximo, a resistência da metade da seção soldada ou que se adote solda elétrica. Para o ensaio da solda, a barra deve ser dobrada no local da emenda, até um ângulo de 60º, sobre um cilindro de diâmetro igual a duas vezes o diâmetro da barra, não devendo aparecer fissura alguma. Dimensões externas das peças Espessuras das lajes A espessura das lajes não deve ser menor que: A – 5cm, em lajes de cobertura B – 7cm, em lajes que não se destinem à passagem de veículos C – 12cm, em lajes destinadas à passagem de veículos. Em lajes cogumelos, esses limites devem ser elevados, respectivamente, para 12cm e 15cm. SENAIPE 32 Altura útil das lajes A altura útil das lajes não deve ser menor que: a) 3% do vão teórico, em lajes não contínuas, se não forem engastadas em ambas as extremidades, e nos vãos extremos das lajes contínuas não engastadas na extremidade; b) 2,5% do vão teórico, em lajes engastadas nas duas extremidades e nos vãos das lajes contínuas não incluídos no item anterior. No caso de lajes nervuradas, as porcentagens acima, referindose à altura útil das nervuras, aplicamse a um vão fictício igual a 1,5 vezes o vão real. No caso de lajes armadas em cruz e apoiadas nos quatros lados, se a relação do maior para o menor vão não for superior a 1,5 as porcentagens acima aplicamse um vão fictício igual a 2/3 do vão menor. Extensão dos apoios extremos de uma laje não deve menor que a espessura desta. SENAIPE 33 FERRAMENTAS E INSTRUMENTOS O armador precisa construir armaduras, respeitando determinadas medidas. Para isso, é necessário que saiba usar o metro articulado e a trena que são os instrumentos de medição empregados comumentes nos trabalhos de construção civil: Metro articulado É uma escala de madeira ou de alumínio, tendo uma face graduada em centímetros (fig. 1) e a outra em polegadas (fig. 2). Fig. 1 Fig. 2 SENAIPE 34 Na ilustração da figura 3, vêemse detalhes ampliados da escala do metro articulado, cujas referências em centímetros são numeradas (1, 2, 3, 4,...) cada centímetro (cm) está dividido em 10 partes que se chamam milímetros (mm). A figura 4 mostra detalhes ampliados da divisão do metro articulado em polegadas, com subdivisão em meios, quartos, oitavos e dezesseis avos. Para medir um comprimento fazse coincidir o zero da escala que, no caso, é o topo do metro articulado, com uma das extremidades do comprimento a medir. O traço da escala que coincidir com a outra extremidade do comprimento indicará a medida procurada. Fig. 3 Fig. 4 SENAIPE 35 Trena É constituída de uma caixa metálica ou de plástico e uma fita métrica de 1, 2 ou 3m que é enrolada no interior da caixa (figs. 5 e 6). Devido ao seu tamanho podem ser levadas no bolso, e alguns portadores usam uma peça para prendêlas ao cinto. Para a sua conservação é necessário evitar que a terra ou areia penetre no estojo. Nas medidaslongas, como vigas , muros, lajes etc. empregamse as trenas maiores, que podem medir 10, 20, 30 ou mais metros (fig 7). Constituídas de uma cinta de aço ou de tela especial e um estojo metálico, de plástico ou de couro, a cinta enrolase no interior da caixa por meio de uma manivela. Fig.6 Fig.5 Fig.7 SENAIPE 36 Chave para dobrar ferros É uma barra de ferro com rebaixo semicircular na extremidade e que serve para dobrar ferros. Há uma medida de chave para cada diâmetro de ferro. Seu cabo é constituído de um tubo de ferro para aumentar a alavanca e diminuir o peso (fig.8). Empregamse também aparelhos especiais, constando de uma base de ferro, que se assenta num banco, ao qual é solidamente parafusada. Nesta base, articulase uma alavanca com dois pinos salientes entre si nos quais se faz entrar o ferro que será dobrado (fig. 9). Torquês e marreta É uma ferramenta de corte fabricada com aço carbono, com arestas de corte das mandíbulas em aço temperado. Empregada na construção civil pelos carpinteiros, armador de ferro, ladrilheiros, etc. A torquês de carpinteiro possui cabo curto, utilizada para cortar pregos e arames, bem como para arrancar pregos (fig. 10). Fig.8 Fig.9 Fig.10 SENAIPE 37 A torquês utilizada pelo armador de ferros é semelhante à torquês do carpinteiro, porém, possui o cabo longo, permitindo a aplicação de uma força maior sobre as mandíbulas, força essa, necessária para cortar arames e apertar os nós que prendem os ferros das armações. É encontrada no comércio sob vários tamanhos, sendo a mais utilizada a de 12” (fig. 11). Marreta Consiste em um cabo de madeira que leva em sua extremidade uma peça metálica de forma prismática (fig. 12). Tem diferentes tamanhos e serve para desempenar as barras de ferro. Tesoura para cortantes É uma ferramenta muito utilizada na construção civil para corte de ferros (redondos) na construção de pequenas armações para concreto armado. Tesoura manual para corte de ferros até 5/16” (fig. 13). Observação Quando a quantidade de ferro a ser cortada é muito grande, podemos usar máquinas manuais ou motorizadas. As manuais (fig. 14) são as mais usadas no corte de ferros, pois apresentam um bom rendimento no trabalho. São de fácil aquisição no mercado e fácil conservação. Fig. 14 Fig.11 Fig. 12 Fig.13 SENAIPE 38 TRANSPORTE E ARMAZENAMENTO DO AÇO A descarga deve ser feita o mais próximo possível do local de estocagem. Quando não for possível, e o deslocamento provisório for longe, devemos tomar as seguintes providências: a) Interromper, isolar e sinalizar a passagem de pedestre no fluxo de descarga. b) O transporte dos feixes ao local de estocagem deve ser feito somente após o término da descarga. c) Os feixes de ferro devem ser transportados por no mínimo 2 (duas) pessoas. O local de armazenagem deve ficar distante de instalações elétricas em geral, de locais de circulação, entrada e saída da obra. Deve ainda estar próximo das bancadas de armação. Os feixes devem ser armazenados sobre pontas leves, separados por bitola. SENAIPE 39 Estocagem Estocagem das barras Procedimento: estocar as barras de aço sobre estrado de madeira. Recomendação: separar por bitola para facilitar a retirada e evitar erros. Bancada Bancada de dobragem Procedimento: fabricar gabarito com chapa e pinos de ferro, para dobragem de barras de aço fixadas sobre bancada de madeira. Recomendação: Dobrar a ferragem em lotes (estribos, barras de negativos, positivos), separar e identificar, para posterior montagem. SENAIPE 40 Fig.13 LAJES As lajes podem ser simples ou contínuas. A espessura mínima das lajes é de 5cm nas coberturas e de 7cm nos pisos, alcançados até 12cm, quando servem para passagem de veículos. A espessura máxima usada na construção civil não excede, geralmente, de 10cm, pois além desta não há conveniência econômica no emprego das lajes simples. A armadura das lajes, em geral, é composta de uma rede de malhas retangulares, formando suas ordens de vergalhões, uma no sentido da menor dimensão, e outra, superior, no sentido do maior vão. As barras colocadas no sentido do maior vão, cruzam sobre as outras, e são, normalmente, de menor diâmetro (figuras 2 e 3). Barras retas Barras curvas Fig. 2 Fig. 3 Barras no sentido de maior vão Ferros no sentido de maior vão Ferros no sentido do menor vão Ferros no sentido do menor vão Fig. 4 Fig. 3 SENAIPE 41 A ferragem é amarrada nos pontos de cruzamento com arame de ferro recozido. O armador obedece exatamente ao que está no projeto. Lajes em balanço As lajes em balanço são engastadas numa extremidade e livres na outra ou são a continuação de uma laje que avança além do seu apoio. Nessas lajes, a armadura é colocada na parte superior (figs. 5 e 6). A espessura da laje na extremidade é, geralmente, igual a 2/3 daquela do engastamento ou apoio, porém, nunca inferior a 7cm. Fig. 5 Fig. 6 SENAIPE 42 TIPOS DE AMARRAÇÃO DO AÇO A substância da estrutura exige do armador que os ferros sejam corretamente distribuídos e que sejam bem amarrados. É importante amarrar bem para que os ferros não saiam da sua posição durante a concretagem. Os pontos mais conhecidos na amarração são: simples, voltaseca, laçada e flor, conforme figuras abaixo. Ponto simples Utilizado em lajes em serviços onde a amarração precisa ser muito reforçada. Ponto voltaseca Usado em paredes e muros. Ponto flor Usado nos cantos de vigas, paredes e pilares. SENAIPE 43 Ponto Laçada Usado em vigas para obrigar os ferros longitudinais a trabalharem no canto do estribo. Nota: Quando a amarração precisa de maior reforço o arame é usado em dobro. Amarrar Ferragem Amarrar ferragem é uma operação que consiste em unir peças de ferro com auxilio da torquês e do arame, dando forma às estruturas, conforme projeto de armação. Sua finalidade principal é fixar a ferragem da armadura e evitar seu deslocamento durante o lançamento do concreto. Processo de execução: 1º passo – trance o arame. a) corte uma ponta de arame com + 2m de comprimento. b) dobre o arame e iguale as pontas. c) prenda a ponta dobrada. d) torça os arames, girandoos com a mão até trançálos. 2º passo – amarre os ferros. a) dobre a ponta do arame. b) da direita para esquerda passe o arame, lançando os ferros. Fig. 1 Fig. 2 Fig. 3 Fig. 4 SENAIPE 44 ESTRIBOS Os estribos são ferros dobrados, usados nas vigas e pilares, cuja função é impedir os esforços prematuros nas barras longitudinais. Usase, em geral, o aço doce de pequeno diâmetro. Podem ser redondos, quadrados, retangulares, etc., conforme o formato da viga ou pilar. Os mais comuns são: o retangular (fig. 1) e o redondo (fig. 2). O estribo retangular, conforme se vê na figura, tem dois ganchos de 45º. Observase, também, que os cantos são arredondados. Por causa disto, deve se dar um desconto ao calcular o comprimento total do ferro. Este desconto, apesar de sofrer pequena variação em razão das diferenças dos pinos das bancadas, é calculado na base de duas vezes o diâmetro do ferro para cada dobra de 90º. Sempre que houver dobras de 90º este desconto será necessário. Nota: O raio de curvatura interno das dobras de 90º será, pelo menos, igual a 1,25 vezes o diâmetro da barra, para aço de categoria CA 25 e três vezes o diâmetro da barra para aço da categoria CA 50. O comprimento do ferro para um estribo retangular será assim calculado: a) Somamse as medidas dos quatro lados; b) Calculase o comprimento do ferro paraos dois ganchos; c) Somamse as medidas dos lados com a medida dos ganchos; d) Calculase o total dos três descontos (dobras de 90º); e) Subtraise a medida dos três descontos da soma das medidas dos lados com medida dos ganchos. Fig. 1 Fig. 2 SENAIPE 45 Variação Quando os ferros variam de comprimento, como no caso de uma rampa (con forme figura), os desenhos só trazem a medida do menor e do maior ferro. Para se obter a medida dos ferros intermediários é preciso calcular a variação existente entre eles. Para se encontrar esta variação é necessário: • subtrair a medida do ferro menor da medida do ferro maior; • a diferença encontrada dividese pelo número de ferros menos um, ou seja, pelo número de espaços, obtendose assim, a medida da variação; • a medida da variação somada à medida do ferro menor dá a medida do segundo ferro, somada com a medida do segundo ferro, dá a medida do terceiro e, assim por diante. SENAIPE 46 TIPOS DE VIGAS DE CONCRETO ARMADO As vigas de concreto armado têm, geralmente, a forma retangular com predomínio de altura (fig 1). Podem ser isoladas ou ligadas às lajes, conforme está evidenciado. (figura 2). As vigas podem abraçar um ou mais vãos: daí sua divisão em simples e contínuas. Os seus extremos podem estar apoiados e esse é o caso mais comum: engastado parcial ou totalmente. As vigas podem, também, estar em balanço, formando consolo. As vigas estão sujeitas à flexão e a sua armadura deve atender aos esforços de tração e cisalhamento. Os esforços de tração são suportados por uma armadura longitudinal, disposta na zona distendida e constituída por barras retas e curvas (cavaletes). Estas últimas destinamse a atender também aos momentos negativos que formam no apoio. Os esforços de cisalhamento são suportados pelos ferros cavaletes e pelos estribos. Peça estrutural disposta horizontalmente destinada a receber cargas de lajes, paredes etc. Para cada situação existe um determinado tipo de viga. Os tipos mais conhecidos são vigas biapoiadas, viga em balanço, viga contínua, viga baldrame, viga alavanca e viga de transição. Fig. 1 Fig. 2 Largura Largura A l t u r a A l t u u r a SENAIPE 47 Viga biapoiada Também chamada de viga simples, são vigas apoiadas em seus extremos. (fig. 3). Viga em balanço Viga em que seu apoio não se encontra em seu extremo (fig.4). Viga contínua Viga que se apóia em três ou mais apoios, sem sofrer interrupção (fig. 5). Viga baldrame São vigas situadas junto à fundação (geralmente ao nível do piso), servindo de alicerce para as paredes e interligando blocos, sapatas e pilares (fig. 6) Fig. 3 pilar pilar Balanço (consolo) pilar Fig. 4 Fig. 5 Viga baldrame Pilar Pilar Magote Fig. 6 SENAIPE 48 Viga alavanca Também chamada de viga de equilíbrio. São vigas que interligam dois blocos e têm por finalidade deslocar as cargas do pilar descentralizado mais para o centro do bloco que recebe este pilar (fig. 7). Viga de transição Vigas que servem para deslocamento e apoio do pilar recebendo toda a carga do mesmo (fig. 8). Viga de transição Fig. 8 Viga de alavanca Fig. 7 Pilar Estaca Bloco Bloco Pilar Estaca SENAIPE 49 Ferragem Negativa Ferragem Positiva s/escala Ferragem Negativa Calços (caranguejo) LER E INTERPRETAR PROJETOS Identificando Cortes Como podemos observar no corte AA e corte BB, identificamos facilmente lajes, vigas e pilares; além dos detalhes que queremos mostrar, como por exemplo, rebaixo na laje, shaft, espessura da laje, altura do fundo da viga para o piso e a altura das vigas. Identificando Detalhes Detalhe dos ferros positivos e negativos usados na execução da armação da laje L1 e L2 do nosso projeto. Vemos claramente a posição dos ferros positivos longitudinais e transversais que formam uma malha. Para a armadura negativa observamos os ferros elevados em relação ao assoalho da laje e os calços (pequenos cavaletes), cuja finalidade é manter esses ferros suspensos e bem firmes durante a concretagem. SENAIPE 50 Ferragem Positiva Ferragem Negativa SENAIPE 51 Leitura e Interpretação de Plantas Para executar uma armação perfeita se faz necessário observar as plantas, interpretálas e saber quais os primeiros ferros a serem colocados, quando se deve amarrálos, e quais os últimos a serem introduzidos, de maneira que sejam dispostos de acordo com o projeto estrutural. Detalhe da armação da viga V1 Quadro da ferragem CA50 e CA 60 Peça Nº Ø Q Comp. Ø Comp. Peso V1 1 12.5 2 775 C A 5 0 12.5 30.45 m 29 Kgf 2 12.5 1 360 3 12.5 1 285 4 12.5 2 425 5 7 2 195 6 7 2 120 7 5 32 114 C A 6 0 7 6.30 m 2 Kgf 5 36.48 m 6 Kgf Peso Total 37 Kgf SENAIPE 52 Detalhe da armação da viga V2 Quadro da ferragem CA50 e CA 60 Peça Nº Ø Q Comp. Ø Comp. Peso V2 1 10 2 505 C A 5 0 10 23.28 m 14 Kgf 2 10 2 659 3 5 2 170 4 5 28 114 C A 6 0 5 35.32 m 5 Kgf Peso Total 19 Kgf SENAIPE 53 Peça Nº Ø Q Comp. Ø Comp. Peso V2 1 10 2 364 C A 5 0 10 141.6 m 9 Kgf 2 10 2 344 3 5 12 114 C A 6 0 5 13.68 m 2 Kgf Peso Total 11 Kgf Nº Ordem de Execução Ferramenta 1 Prepare o ferro de acordo com o desenho Giz Trena Tesoura Chave Torquês 2 Dobre os ferros retos 3 Dobre os estribos 4 Arme a viga Nº Quant. Denominação e Observações Material e Dimensões Peça SENAIPE 54 SERVIÇO DE CORTE E DOBRA DE AÇO Atualmente os serviços de corte e dobra de aço permitem às construtoras dispensar a preparação manual das armações de aço nos canteiros de obra. As armações são entregues nas obras com identificação através de etiquetas. Etiquetas de Identificação As etiquetas de identificação que trazem informações detalhadas e são emitidas por computador, acompanhando cada entrega, facilitando assim, a conferência no recebimento das armaduras no canteiro de obras. Observe o exemplo de etiqueta abaixo discriminada: As cores na parte superior das etiquetas ajudam a identificar mais facilmente o elemento estrutural, exemplo: Verde – vigas Azul – pilares. Destaque do desenho do elemento estrutural. Canhoto com nº do Romaneio e o nº da Seqüência, que são destacados no recebimento, facilitando a conferência. Canhoto de controle de saída do produto da fábrica. SENAIPE 55 Desempeno e Dobra do Ferro Geralmente, uma atividade de montagem da armadura, iniciase com a operação de desempeno do ferro. No entanto, salientamos que muitas empresas fazem a opção de comprar o ferro cortado e dobrado. Esta atividade é desenvolvida por empresas especializadas, por ser um processo racionalizado, geram muito menos resíduos. As armaduras prontas e identificadas são então entregues nas obras, ficando a construtora apenas com o trabalho de montálas. No caso da construtora optar por cortar e dobrar o ferro na obra, teremos então as seguintes etapas: Desempeno do ferro Esta atividade é executada por uma máquina. Observe a figura abaixo: Esta máquina tem a finalidade de desempenar e cortar a ferragem do tamanho definido pelo projeto, facilitando a etapa de montagem. Após o desempeno do ferro e o corte, iniciase a etapa de montagem das armaduras segundo o projeto. Esta etapa exige especial atenção do armador, pois o mesmo deverá interpretar e montar a ferragem segundo a interpretação do projeto estrutural. A etapa de dobra do ferro, consiste em moldar os ferros retos nas medidas e ângulos segundo o desenho da armadura. SENAIPE 56 Não se esqueça de sempre usar os EPIs, pois são esses equipamentosde proteção individual que vão garantir um trabalho com mais segurança, evitandose assim acidentes, exemplos: luvas, capacete, óculos de segurança, botas, etc. Após a etapa de desempeno e corte, seguimos com a etapa de montagem. Nesta atividade, será necessário o uso da torquês. Existem no mercado vários tipos de torquês, neste caso, usaremos a torquês para armador de ferro. A torquês irá facilitar a etapa de montagem, pois é através desta ferramenta que iremos amarrar os estribos e ferros retos. Observe a figura abaixo: SENAIPE 57 Emendas dos ferros Muitas vezes, se faz necessário a realização de emendas. Essas emendas devem seguir recomendações da Norma NBR 6118. Existem três tipos de emendas: 1. Emendas através de solda; 2. Emendas através de luvas; 3. Emendas através de transpasse, sendo esta a mais utilizada no canteiro de obra, não devendo ser efetuadas em barras com diâmetro superior a 25mm. Existe um procedimento para o cálculo do comprimento de transpasse, é necessário levar em consideração a resistência do concreto, categoria e aderência do aço. A tarefa deste cálculo cabe ao engenheiro calculista. Alguns cuidados devem ser tomados, por exemplo: as barras sujeitas à tração, sempre que possível, não serão emendadas. Não pode haver mais de uma emenda na mesma seção transversal da peça, para cada grupo de cinco barras ou fração. Já as barras comprimidas podem ser todas emendadas na mesma seção. Observe a figura abaixo: Emenda através de solda ø 2ø 2 cm SENAIPE 58 As barras que forem suportar o esforço de tração deverão ter ganchos em suas extremidades, não precisando dos mesmos as que trabalhem sob compressão, conforme figura abaixo: Emendas supostas como na mesma seção transversal SENAIPE 59 ATIVIDADE PRÁTICA Montagem de um pilar quadrado Conforme as especificações do projeto estrutural, interprete a planta abaixo indicada, executando em seguida a sua montagem. Lista de ferro CA 50 N Ø mm Q Comprimento Total (m) Cada cm 1 8.0 04 200 8,0 2 5.0 09 720 7,20 CA 50 Ø mm Comprimento m Total Kg 8.0 200 8,0 5.0 720 7,20 CA 60 Ø mm Comprimento m Peso Kg 5.0 7,20 1,11 8.0 8,00 3,16 Peso Total 4,27 Observe o tamanho dos vergalhões, os espaçamentos dos estribos. SENAIPE 60 Coloque os vergalhões sobre os cavaletes, em seguida comece a montagem com a distribuição dos estribos ao longo dos vergalhões. Os vergalhões devem ficar nos cantos dos estribos. Amarre os estribos com arame, utilizando o ponto flor. SENAIPE 61 Montagem de viga 12 x 45 Conforme as especificações do projeto estrutural, interprete a planta abaixo indicada, executando em seguida a sua montagem. Peça Nº Ø Q Comp. Ø Comp. Peso V2 1 10 2 364 CA50 10 141.6 m 9 Kgf 2 10 2 344 3 5 12 114 CA60 5 13.68 m 2 Kgf Peso Total 11 Kgf Nº Ordem de Execução Ferramenta 1 Prepare o ferro de acordo com o desenho Giz Trena Tesoura Chave Torquês 2 Dobre os ferros retos 3 Dobre os estribos 4 Arme a viga Nº Quant. Denominação e Observações Material e Dimensões Peça SENAIPE 62 Montagem de viga 12 x 45 Conforme as especificações do projeto estrutural, interprete a planta abaixo indicada, executando em seguida a sua montagem. Coloque os vergalhões sobre os cavaletes, em seguida comece a montagem com a distribuição dos estribos ao longo dos vergalhões. Os vergalhões devem ficar nos cantos dos estribos. Faça a marcação dos espaçamentos determinados no projeto dos estribos, em seguida amarre os mesmos. Peça Nº Ø Q Comp. Ø Comp. Peso V2 1 10 2 505 C A 5 0 10 23.28 m 14 Kgf 2 10 2 659 3 5 2 170 4 5 28 114 C A 6 0 5 35.32 m 5 Kgf Peso Total 19 Kgf SENAIPE 63 Montagem de viga 12 x 45 Conforme as especificações do projeto estrutural, interprete a planta abaixo indicada executando em seguida a sua montagem. Coloque os vergalhões sobre os cavaletes, em seguida comece a montagem com a distribuição dos estribos ao longo dos vergalhões. Os vergalhões devem ficar nos cantos dos estribos. Faça a marcação dos espaçamentos determinados no projeto dos estribos, em seguida amarre os mesmos. Peça Nº Ø Q Comp. Ø Comp. Peso V1 1 12.5 2 775 C A 5 0 12.5 30.45 m 29 Kgf 2 12.5 1 360 3 12.5 1 285 4 12.5 2 425 5 7 2 195 6 7 2 120 7 5 32 114 C A 6 0 7 6.30 m 2 Kgf 5 36.48 m 6 Kgf Peso Total 37 Kgf SENAIPE 64 Montagem de um pilar retangular 15 x 25 Conforme as especificações do projeto estrutural, interprete a planta abaixo indicada, executando em seguida a sua montagem. Peça Nº Ø Q Comp. Ø Comp. Peso V10 1 125 2 344 C A 5 0 12.5 7.00 m 7 Kgf 2 10 4 140 10 5.60 m 3 Kgf 3 10 2 140 4 5 20 114 C A 6 0 5 25.60 m 4 Kgf Peso Total 14 Kgf Meça e marque nos vergalhões os espaçamentos dos estribos, amarre os estribos nos vergalhões, obedecendo as marcas. Observe figura abaixo: Nº Ordem de Execução Ferramenta 1 Prepare o ferro de acordo com o desenho Giz Trena Tesoura Chave Torquês 2 Dobre os ferros retos 3 Dobre os estribos 4 Arme a viga Nº Quant. Denominação e Observações Material e Dimensões Peça SENAIPE 65 Sapata Conforme as especificações do projeto estrutural, interprete a planta abaixo indicada, executando em seguida a sua montagem. Peça Nº Ø Q Comp. Ø Comp. Peso SP3 P3 1 12.5 12 120 C A 5 0 12.5 47.0 m 46 Kgf 2 12.5 12 270 3 7 13 174 4 7 15 154 5 5 28 115 C A 6 0 7 46.0 m 14 Kgf 5 32.0 m 5 Kgf Peso Total 65 Kgf Nº Ordem de Execução Ferramenta 1 Prepare o ferro de acordo com o desenho Giz Trena Tesoura Chave Torquês 2 Dobre os ferros retos 3 Dobre os estribos 4 Arme a viga Nº Quant. Denominação e Observações Material e Dimensões Peça SENAIPE 66 A) Seleção dos Materiais 1. Cimento Usar os sacos de no máximo 30 dias após sua saída da fabricação, cujo armazenamento deve ser em pilhas de no máximo 15 sacos, livre do contato com o piso, para não receber umidade do mesmo. Deverá ser conferido seu volume e peso adequado por amostragem, evitando dosagem errada, pois sabemos que o concreto é uma reação química. Justificamos assim ao uso do carrinho “padiola”, dimensões segundo o traço. 2. Areia A areia deverá ser grossa com granulometria controlada, sem umidade que modifique a dosagem da mistura, pois o fator água/cimento modifica a resistência do concreto, e que se previamente a umidade da areia não foi detectada, altera a resistência do concreto para resultados inferiores. Além desses cuidados devemos fazer um peneiramento, retirando toda matéria orgânica, normais no transporte e na retirada das jazidas (rios), justificando o termo areia lavada, retirando as impurezas do minério. Devemos identificar também o grau de salinidade das areias, evitando materiais vindos de trecho de rios próximos a embocaduras do mar, pois materiais com certa concentração de sais aceleram o processo de oxidação das armações de aço, do qual a estrutura será fabricada. SENAIPE 67 3. Brita A brita deverá ser granítica ou mesmo seixo rolado, desde que seja quebrado previamente a mistura que poderá ter granulometria compatível com a peça estrutural, ou seja: Fundações – brita 38 e/ou 25 Colunas – brita 25 Vigas – brita 25 Lages – brita 25 e/ou 19 Obs.: Unidades das pedras em (mm) É prudente salientar que a brita selecionada deverá ser livre de impurezas, como também sem misturas de agregados miúdos evitando modificação na dosagem do concreto. 4. Água A água deverá serselecionada previamente, por isso é que devemos armazenar em tanques construídos provisoriamente e previamente com profundidade mínima de 1,0 metro para que as impurezas da mesma decantem, como as partículas de cloro, vindas do sistema de abastecimento das cidades, ou mesmo os sais acumulados em açudes e barreiros, em construções das obras do sertão ou agreste de nossa região. 5. Madeira Devemos ter cuidados em seu armazenamento e no seu recebimento no canteiro de obras. No seu recebimento deveremos evitar tábuas sem empenamentos com dimensões mínimas de 3,0 metros e máxima de 6,0 metros para evitarmos grandes emendas e conseqüentemente pontos de deformações ou embuchamento das peças observadas após desmolde. Para armazenamento tanto as tábuas como as placas industrializadas simples ou resinadas deveremos empilhalas com altura máxima de 2,0 metros, livre lateralmente e livre do contato com o piso sobre um assoalho apoiado em barrotes de 4” x 4” distanciados à cada 50 cm para evitarmos empenamento devido a umidade do ambiente. SENAIPE 68 As tábuas deverão ter espessura de 1” com larguras comerciais de 6”,9”,12” para compormos economicamente as formas de pilares, vigas e lajes. 6. Aço O aço deverá ser armazenado em quantidade de imediata utilização e caso o canteiro seja abastecido por todo quantitativo a ser utilizado na obra deverá ser protegido por lona, evitando a oxidação do material exposto ao ar livre. Devemos também ensaiar 10 amostras de bitolas diferentes para cada 3 toneladas do material armazenado, em relação as características físicas e mecânicas, por empresa de idoneidade conhecida, aferidas pelo profissional responsável pelo projeto estrutural. B) Execução das Formas Os panos das formas de pilares e vigas deverão ser executados com madeira industrializada e se possível resinada, para termos menor aderência ao concreto, principalmente no momento do desmolde, enquanto que o enrigecimento, costelamento ou mesmo gravatas deverá ser distanciada a cada 50 cm no máximo utilizando tiras de 4” a 6” de tábuas. Quando usarmos tábuas nos panos laterais, no fundo de vigas e nos panos laterais de pilares, as mesmas antes da concretagem deverão ser umedecidas, evitando absorção das águas do concreto a madeira, que além de aderir ao recobrimento, no momento da desmoldagem, absorve as águas de reação química do concreto. Quando usamos placas industrializadas nos panos de forma das vigas e pilares é prudente usar algum desmoldante encontrado no mercado. É prudente salientar que os travamentos, emendas, escoramentos e seus apoios, contraventamentos e contraflecha deverão ser revisados antes do lançamento do concreto. A título de esclarecimento é necessário que as formas de pilares e vigas deverão estar alinhadas e bem articuladas antes da concretagem das colunas, evitando pequenos afastamentos devido os esforços mecânicos durante o lançamento e vibração do concreto. SENAIPE 69 C) Execução das Armaduras Além da fabricação das armaduras das peças estruturais serem conferidas com o projeto estrutural, bitolas, espaçamentos e quantidades é prudente termos cuidado com o recobrimento das armaduras, que para peças enterradas: sapatas, blocos e cintas deverão ser de 3cm enquanto para peças expostas 2 cm, usando espaçadores que garantam melhor e maior vida para o concreto da peça, evitando intervenções futuras de recuperação estrutural. É recomendável conferir a densidade de aço nas peças de concreto, evitando fissuras nas mesmas, obedecendo aos critérios das normas brasileiras como, por exemplo: percentual de armadura em relação ao concreto de pilares nas esperas, superiores à 8% ou então nas vigas, verificar se as bitolas de grandes diâmetros foram analisadas em relação a teoria da fissuração. D) Mistura dos Materiais A mistura dos materiais deverá ser cuidadosa, visto que, é prudente distribuirmos uniformemente a mistura em função da grande massa do concreto que utilizamos em obra. A mistura deverá obedecer a seqüência lógica na betoneira. Deverá ser colocada água na betoneira para em seguida, caso seja necessário, colocar aditivos ao concreto, exemplo: aditivos de pega rápido, de acréscimo de resistência, de pasticidade, etc. Será misturado previamente à água deixando todas as partículas envolvidas na mistura. Na seqüência deverá ser colocada a brita, para em seguida a areia, envolvendo toda massa de agregados. SENAIPE 70 Após a mistura é que deverá ser imerso o aglomerante(cimento), lentamente para que o mesmo apresente a uniformidade necessária. Uma betonada deverá ter um tempo previsto entre no mínimo de 5 minutos e no máximo de 10 minutos. A) Transporte do Concreto O concreto deverá ser transportado de modo que não haja segregação na mistura, ou melhor, não separe o agregado graúdo “brita” da argamassa “cimento/areia”, em outras palavras evitar paradas bruscas quando do transporte vertical nos guinchos ou vibrações no transporte horizontal ou mesmo sobre rampas, que deveremos evitalas com grandes inclinações, ou melhor, evitar inclinações superiores a 15%. Em virtude do exposto é justificável a grande utilização de sistema de bombeamento do concreto para grandes distâncias e alturas, pois a pressão do bombeamento elimina qualquer possibilidade de segregação. B) Lançamento do Concreto nas Formas As etapas para fabricação das peças de concreto merecem cuidados especiais, pois sabemos que o concreto é uma mistura homogênea onde seus componentes devem apresentar as mesmas proporções em todas as seções. Como o agregado graúdo “brita” tem uma maior densidade na mistura, lançamentos de grandes alturas, principalmente em pilares, podem provocar um segregação da mistura, o que modifica o conceito de fabricação do concreto. É claro que cuidados no lançamento devemos ter em relação a todas as peças estruturais: lajes, vigas, pilares e fundações, porém algumas merecem cuidados especiais por serem susceptíveis a erros construtivos. Vale ressaltar que devemos evitar emendas nos tramos de vigas e nos centros de panos das lajes, e sua concretagem deverá ser executada em camadas lentamente, evitando acréscimo de volumes além dos esborros fixados como limites construtivos. Como norma construtiva devemos evitar lançamento de concreto acima de 2,0 metros das formas, evitando a ocorrência de separação do agregado graúdo da argamassa, desfigurando a mistura. A solução de concretagem por bombeamento de concreto além da rapidez na execução da tarefa elimina riscos de segregação, pois o mangote SENAIPE 71 pode ser imenso nas peças estruturais sendo retirado à medida que as peças são preenchidas lentamente, mantendo assim a uniformidade na mistura. É lógico que essa atividade tem custos maiores que o transporte e lançamento convencional, porém aumenta a segurança na fabricação das peças, e apresenta menor risco de uma futura recuperação, o que induz uma análise melhor do custobenefício na fabricação da estrutura. C) Vibração do Concreto A fabricação de uma boa estrutura é em função do somatório de atividades com a maior eliminação de erros na construção. Estes erros são eliminados a partir da experiência que se tem, quando da correção de erros cometidos em obras anteriores. A vibração do concreto, ou melhor, a homogeneização do concreto quando lançado nas formas começa com a escolha dos vibradores adequadamente, ou seja, os diâmetros dos mangotes compatibilizados com as espessurasdas peças à serem concretadas. Sugerimos a obediência ao quadro abaixo: Ø(mangote) Peças 60mm Fundações 60m e 45m Colunas 45mm e 35mm Vigas 35mm Lajes A boa homogeneização do concreto provocada pela vibração por imersão se dará quanto mais rápida for sua penetração no concreto e quanto mais lenta sua retirada da massa. A) Cura do Concreto A cura do concreto classicamente se dará a 28 dias de sua fabricação, porém em função da rapidez que se deseja nos dias de hoje, as construções tem a necessidade de antecipação dessa etapa na concretagem, sendo assim temos a necessidade de introduzirmos aditivos à massa durante a mistura. Essa necessidade muitas vezes induzida pela rapidez e economia quando da reutilização dos escoramentos e formas. SENAIPE 72 È lógico que devemos adotar planos mais curtos no descimbramento das estruturas, com base no acompanhamento de resultado dos corpos de prova em relação aos valores adotados nps projetos estruturais (ver quadro). Tempo após a concretagem Fck 07 dias 50% fck 15 dias 75% fck 21 dias 100% fck 28 dias 125% fck Considerando uma concretagem dentro de uma normalidade, para que um concreto atinja um endurecimento sem que tecnicamente apresente imperfeições no mesmo, principalmente nos panos de lajes, para evitarmos retração, acentuadamente em nossa região, em função do grande gradiente de temperatura, é recomendado a partir de 30 minutos da concretagem umedecer os panos de lajes, repetindo a cada 2 horas nas primeiras 12 horas e na seqüência a cada 12 horas durante 3 dias. B) Desmolde das Peças de Concreto O desmolde das peças de concreto deve ser no tempo que não interfira no sólido projetado, sem que nenhum efeito mecânico na retira das formas apresente danos ás peças estruturais, porém um tempo mínimo que possamos aproveitar com repetições as formas para os tetos subseqüentes dos edifícios (veja quadro prático). Peças Tempo Mínimo Sapatas 24 horas Pilares 48 horas Pano lateral de vigas 72 horas Pano de fundo de vigas (com reescoramento das estroncas) 01 semana Taipal de lajes (com reescoramento) 10 dias Pano total de vigas 21 dias Pano total de lajes 28 dias O reescoramento de vigas e lajes deverá ser com 50% das estroncas. Sabemos que quando da concretagem das vigas e lajes, temos a obrigação de darmos uma contraflecha às peças. SENAIPE 73 É prudente consultarmos os projetistas da estrutura antes da fabricação das formas sobre as contraflexas adotadas, porém quando não tivermos essas informações deveremos atribuir valores da ordem maiores que L/300 para extremidades dos balanços e L/150 para meios de vão, tanto para vigas como para lajes cuja desmoldagem deverá ser: • Balanços – de fora para dentro • Vãos – do meio para extremidade Obs.: os valores de “L” deverão ser dados em centímetros Ex.: Para vãos de 6,0 metros: C.F = 600/300 = 2cm Para balanço de 1,5 metros: C.F= 150/150 = 1cm C) Descimbramento No descimbramento das estruturas o mais importante é que quando da retirada das formas a estrutura trabalhe como foi concebida em projeto. A princípio, a retirada dos panos de lajes deverá ser do centro para extremidade na seqüência das menores para as maiores, retirando em primeiro lugar as lajes em balanço. Após a retirada das lajes, das vigas, o mesmo das faixas de rigidez das lajes colméias ou cogumelos, deverão também ser retirados seus balanços para em seguida os vãos menores dos tramos e por último os vãos maiores na seqüência gradativa das retiradas do escoramento. (ver figura). Plano para retirada das Estroncas da Viga 1º Retirar E1 em seguida E2 2º Retirar E6 3º Retirar E8 e em seguida E7 4º Retirar E4, E5, E3 Como podemos observar no projeto de armação de uma laje temos uma planta para a ferragem positiva e outra para a ferragem negativa. No projeto da armação positiva observamos os ferros longitudinais e transversais que formam uma malha principal e com os espaçamentos de conformidade com o projeto – c/5 e c/15. Devemos observar os reforços no shaft (abertura na laje) com uma bitola maior qe as usadas para a malha positiva da laje. SENAIPE 74 Quanto à laje negativa, caso haja equipamento para o transporte, é possível montar os kits na bancada e colocar etiquetas. Quando da montagem da laje negativa, facilita em muito a montagem pois é só colocar os kits nos locais definidos. Assim que o armador montar os ferros negativos são colocados os calços (caranguejo), afim de garantir que a ferragem negativa trabalhe corretamente. lajes colméias ou cogumelos D) Regras de Estocagem • Concentração dos materiais de uma única classe em locais adjacentes a fim de facilitar as atividades de movimentação. • Separação dos estoques do mesmo material, em função de sua condição (novo ou recuperado). • Arrumação dos estoques do mesmo material, de acordo com data de recebimento de cada um, de modo a permitir que os itens estocados há mais tempo sejam fornecidos prioritariamente (primeiro a entrar, primeiro a sair). • Estocagem dos materiais de movimentação constante em locais de fácil acesso, proporcionando economia de tempo e mãodeobra. • Estocagem dos materiais pesados e/ou volumosos nas partes inferiores das unidades de estocagem, eliminandose riscos de acidentes ou avarias e facilitando as atividades de movimentação. • Uniformização do empilhamento de materiais, observandose que as pilhas devem ser formadas sempre do fundo para frente e da esquerda para a direita dos locais de estocagem. SENAIPE 75 • Conservação dos materiais nas embalagens originais, que somente devem ser abertas em ocasiões de fornecimento, inspeção e preservação. • Concentração dos estoques de reserva ao fundo da área de estocagem, em locais de pouca movimentação. • Posicionamento correto dos materiais de modo a permitir fácil e rápida leitura das informações registradas em etiquetas de identificação do material ou na própria embalagem. • Estocagem adequada dos materiais soltos em escaninhos, por meio de empacotamento ou amarração uniforme e marcação externa dos dados de identificação. Normas Especiais de Estocagem • A estocagem de materiais explosivos, inflamáveis e perecíveis, deve ser sempre em áreas e instalações próprias, observandose as normas técnicas específicas. • As áreas de estocagem de explosivos devem ser secas, ventiladas e isoladas completamente de outras áreas ou instalações destinadas à estocagem de outros materiais. • As áreas de estocagem de inflamáveis, quando situadas em áreas cobertas deverão ser bem arejadas, com paredes laterais e frontais, pisos e tetos construídos de materiais não combustíveis. Os recipientes de líquidos inflamáveis deverão ser estocados sobre estrados. E) Manuseio de Material Em linhas gerais, sugerimos algumas condições que estão relacionadas com o manuseio: • Equipamentos para manuseio adequados. • Procedimentos de manuseio adequados. • Procedimentos de manuseio formalizados. • Definição clara de cada área. SENAIPE 76 • Treinamento dos colaboradores com relação aos padrões definidos. F) Armazenamento Há necessidade de depósitos em áreas de armazenagem. Seguros, de forma a se evitar que produtos aptos a serem utilizados se danifiquem ou deteriorem. O controle de entrada e saída destas áreas deve ser apropriado, além da avaliação periódica do produto estocado, a fim de detectar problemas de deterioração. Recomendações para armazenamentos: • Ensacados: Condições Gerais: Ø Local fechado, apropriado para evitar ação da água ou umidade, extravio ou roubo, sobre estado