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28/04/2020 - Tributário I
Competência Cumulativa
A competência cumulativa ou múltipla (art. 147 da CF) diz respeito ao poder legiferante de instituição de impostos pela União, nos Territórios Federais, e pelo Distrito Federal, em sua base territorial. O dispositivo faz menção tão somente a impostos, porém é comando plenamente aplicável às demais espécies tributárias.
Emprestimo compulsório 
Lei complementar e união
Três requisitos: Calamidade pública (para justificar a criação desse referido), Guerra externa, art. 148, I e II, da CF c/c o art. 15, I e II, do CTN), Interesse Público e interesse social.
Competência remanescente residual - Regramento estrutural art. 154, I, e o art. 195, § 4. Comp res para se instituir tributos isso é possível.
A única autoridade jurídica sem ter previsão legal é a UNIAO. O STF entende q qdo falamos de tributos. Todo que desrespeito imp e contrib para seguridade social.
Diz respeito ao poder de instituir o tributo diverso daqueles já existentes.
Competencia Tributária - CF/88- princípio do federalismo (art. 60, § 4.º, I,)
O princípio do federalismo (art. 60, § 4.º, I, da CF) delimitou entre as pessoas políticas o poder de tributar. A atribuição da competência tributária às pessoas jurídicas de direito público está prevista nos arts. 153 a 156 da CF, dividindo-se, entre elas, o poder de instituir e cobrar tributos. A competência tributária é intransferível, irrenunciável e indelegável (art. 7.º, caput, do CTN), não se confundindo com a capacidade tributária ativa, que é “administrativa e delegável”. O exercício da competência tributária pode ser considerado facultativo, cabendo a cada ente tributante decidir sobre o exercício da competência tributária (art. 8.º do CTN).
Classificação da competencia tributária:
A competência tributária pode ser classificada em: privativa, comum, cumulativa, especial, residual e extraordinária. É o poder conferido aos entes federativos para instituir os impostos que estão enumerados na Constituição Federal. 
Competencia Comum: Refere-se aos tributos chamados vinculados, ou seja, às taxas e às contribuições de melhoria. 
Competencia Cumulativa (Multipla): A competência cumulativa ou múltipla (art. 147 da CF) diz respeito ao poder legiferante de instituição de impostos pela União, nos Territórios Federais, e pelo Distrito Federal, em sua base territorial. O dispositivo faz menção tão somente a impostos, porém é comando plenamente aplicável às demais espécies tributárias.
Competencia Especial: A competência especial é o poder de instituir os empréstimos compulsórios (art. 148 da CF) e as contribuições especiais (art. 149 da CF). art. 148, I e II, da CF c/c o art. 15, I e II, do CTN). 
Competencia Residual: art. 154, I, e o art. 195, § 4. Diz respeito ao poder de instituir o tributo diverso daqueles já existentes. ( Impostos e contribuições para aseguridade social)
Competência extraordinária: A competência extraordinária é o poder outorgado à União para instituir o imposto extraordinário de guerra (IEG), por meio de lei ordinária, consoante disposto no art. 154, II, da CRFB/88 c/c o artigo 76 do Código Tributário Nacional.
Importante mencionar, que diferentemente do que ocorre com o Empréstimo Compulsório, o Imposto Extraordinário de Guerra pode ser instituído por medida provisória, pois, como já mencionado acima, a instituição por medida provisória somente é vedada para os casos de reserva de lei complementar.
05/04/2020 - Tributário I
Obrigações Tributárias 
No confronto entre os ramos jurídicos do direito tributário e do direito civil, também surgirão diferenciações, vez que a relação tributária será encarada sem igualdade de condições entre os sujeitos, estando o poder público (credor) em posição privilegiada se comparado ao particular (devedor) das exações. 
DIREITO TRIBUTÁRIO - DIREITO PÚBLICO - A LEI DEFINE OBRIGAÇÕES
DIREITO CIVIL - DIREITO PRIVADO - AUTONOMIA DE VONTADE CRIA OBRIGAÇÕES
O surgimento da obrigação tributária – “OT” dar-se-á quando a hipótese de incidência tributária – “HI” (norma abstrata prevista em lei), for praticada no mundo real por algum sujeito passivo (contribuinte ou responsável tributário), externando o fato gerador – “FG”, nascendo ao sujeito ativo (fazendas públicas) o poder de exigir o crédito tributário – “CT” mediante atividade de lançamento tributário – “LÇ”. 
As obrigações tributárias nascem com a realização do fato gerador, mas apenas serão declaradas com a posterior atividade de lançamento tributário efetuada pela fazenda pública.
art. 146, III, “b”, da CF
OBRIGAÇÃO PRINCIPAL 
Obrigação principal - surge com a ocorrência do fato gerador, tem por objeto o pagamento de tributo ou penalidade pecuniária e se extingue juntamente com o crédito dela decorrente (art. 113, § 1º, do CTN). 
Em termos mais simples, a previsão abstrata e genérica prevista na lei poderá ser denominada tanto de hipótese de incidência tributária quanto de fato gerador abstrata.
OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA 
Obrigação acessória decorre da legislação tributária e tem por objeto as prestações, positivas ou negativas, nela previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos (art. 113, § 2º, do CTN).
art. 115 do CTN
São formalidades administrativas que não correspondem ao pagamento de valores da obrigação principal. 
Funções: OTIMIZAR E FISCALIZAR a arrecadação
Obrigações acessórias, outros dois aspectos merecem destaque:
· Consequência do descumprimento da obrigação acessória;
· Relativa independência entre a obrigação principal e acessória;
Art. 116 CTN
Situações de Fato ou Situações Jurídicas 
Situações de fato se atrelam aos fatos geradores que não se relacionam com outros ramos jurídicos, partindo-se de premissas exclusivas do direito tributário, que deverá disciplinar inteiramente seus efeitos.
Situações Jurídicas se desenvolveriam a partir de implicações oriundas de outros ramos jurídicos. Seus efeitos no mundo tributário dependem de elementos estruturados em outras searas, apenas incidindo quando aquele disciplinamento determinar.
OBRIGAÇÕES TRIBUTÁRIAS
A obrigação tributária surge com a realização do fato gerador do tributo e será declarada no posterior procedimento administrativo de lançamento. 
OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA PRINCIPAL
Corresponde ao pagamento do tributo ou penalidade pecuniária e tem como fato gerador situação definida na lei como necessária e suficiente à sua ocorrência (arts. 113, § 1º, e 114 do CTN).
OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA ACESSÓRIA
Prestações, positivas ou negativas, no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos, tendo como fato gerador a prática de ato ou abstenção de fato prevista na legislação tributária (arts. 113, § 2º, e 115 do CTN).
ATENÇÃO
Ressalte-se que o inadimplemento da obrigação acessória ensejará a aplicação da obrigação principal relacionada à penalidade (art. 113, § 3º, do CTN).
INDEPENDÊNCIA DAS OBRIGAÇÕES
No direito tributário existe relativa independência entre as obrigações. 
Mostra-se plenamente possível a manutenção da obrigação acessória (formalidades) mesmo que ocorra a suspensão ou desoneração da principal (tributo ou multa).
Fato Gerador 
Situações de Fato (art. 116, I, do CTN): não haverá repercussão em outros ramos jurídicos além do tributário, devendo a lei específica do tributo prevê todas as disciplinas de sua aplicação.
Situações Jurídicas: se desenvolveriam a partir de implicações oriundas de outros ramos jurídicos. Seus efeitos no mundo tributário dependem de elementos estruturados em outras searas, apenas incidindo quando aquele disciplinamento determinar.
12/05/2020 - Tributário I
CRÉDITO TRIBUTÁRIO
Crédito tributário decorre da obrigação principal e tem a mesma natureza desta (art. 139 do CTN), ou seja, corresponderá ao pagamento do tributo ou penalidade pecuniária (art. 113, § 1º, do CTN). Chamado, também, de crédito púlbico.
Momento que o crédito tributário surge: Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimentoadministrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível.
Parágrafo único. A atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional.
- Constitutivo 
- Declaratório
CARACTERÍSTICAS DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO
Procedimento administrativo - são atos administrativos que servem como etapas preparatórias para verificar a existência do crédito tributário.
Decorre de fases:
- Inicial - Fase de natureza puramente administrativa. Verifica tudo que se tem que fazer para que o crédito possa existir, sendo o fato gerador, cálculo o valor devido, identificação de quem são os contribuintes.
- Litigiosa - Dá ao devedor a oportunidade de apresentar uma defesa. Momento para exercer a ampla defesa e o contraditório. Somente após a defesa ou transcurso do prazo que haverá o lançamento de modo definitivo, tonando o crédito tributário, assim, definitivo.
- Verificar a ocorrência do fato gerador - É o momento que de fato acontece a certeza de que ocorreu o fato gerador. A autoridade administrativa vai descrever com bastante informação o afo que foi praticado pelo sujeito passivo, se não for desse jeito, pode gerar nulidades.
- Determinar a matéria tributável e calcular o montante do tributo devido - A autoridade fiscal verificia em qual lei está a hipotese de incidência praticada, ou seja, o fato gerador, e qual consequencia essa lei ensejará, e então, se calculará o montante.
- Identificar o sujeito passivo - Deve verificar quem é o sujeito passivo, quem irá arcar com as consequências. No momento do lançamento, a autoridadade administrativa deve verificar quem é o sujeito passivo da obrigação realizada.
- Propor a aplicação de penalidade cabível - Cabe, nesse momento, fazer com que efetimvamente aconteça a aplicação da pena, caso necessária. Verifica junto ao crédito, a verificação da pena.
O crédito tributário é classificado como público e utilizado em benefício de toda a coletividade na consecução de serviços públicos.
A lei que será aplicada ao lançamento tributário será aquela vigente no anterior momento do fato gerador da obrigação (Art. 144 CTN).
Alteração e modificação do lançamento - Não pode ser alterado após ser lançado. Porém, poderá ser modificado nas hipóteses de Art 145 CTN, em 3 formas.
1- Impugnação do sujeito passivo - momento oportuno que o devedor tem para apresentar suas impugnações, de descordar do que está sendo cobrado dele. Autoridade fiscal poderão modificar ou anular a cobrança, havendo realmente o erro.
o contribuinte poderá apresentar impugnação ao lançamento efetuado ainda na própria administração pública fiscal.
2- Recurso de ofício - Quando a impugnação do contribuinte for julgada procedente (contrária à vontade do próprio fisco), a respectiva lei do Processo Administrativo Tributário – PAT poderá determinar a remessa dos autos a um 2º grau recursal para confirmação da decisão tomada na 1ª instancia julgadora. Após segunda apreciação, também haverá modificação do lançamento tributário.
Obs.: Recurso voluntário é aquele que pode ser apresentado pelo contribuinte quando a decisão tomada na 1ª instância administrativa não lhe for inteiramente favorável, remetendo os autos para 2ª instância julgadora.
3- Iniciativa de ofício da autoridade administrativa - Será permitida a modificação ou anulação do lançamento por iniciativa de ofício da autoridade administrativa, sempre que necessário para correção de imprecisões ou ilegalidades que viciam o procedimento, para evitar problema posterior.
Erro de direito - Uma vez realizado o lançamento tributário, não poderá a autoridade administrativa alegar posteriormente “erro de direito” para modificar critérios jurídicos já utilizados, apenas podendolhes aplicar para os próximos fatos geradores.
Erro de fato - Autoriza a modificação do lançamento outrora realizado como forma de corrigir alguma incorreção ou vício, valendo-se de critérios meramente objetivos.
MODALIDADES DE LANÇAMENTO
Lançamento de Ofício = Apenas participação do fisco. 
Lançamento por Declaração = Participação conjunta do fisco e contribuinte. 
Lançamento por Homologação = Maior participação do próprio contribuinte.
Lançamento por Arbitramento (não é muito aceito)
Lançamento de ofício - O agente do fisco (normalmente auditores) realiza a fiscalização e verificação do fato gerador, identificando o contribuinte e a matéria tributável, calculando o montante do tributo e penalidade cabíveis, dentre outras atribuições (Art. 149 CTN).
Ex. IPTU e IPVA.
Lançamento por declaração - Lançamento misto, caracteriza-se pela divisão das atribuições do lançamento tributário entre a fazenda pública e o sujeito passivo (art. 147 do CTN). 
EX: ITBI.
Lançamento por homologação - “autolançamento”, se caracteriza pela maior participação do próprio sujeito passivo nas características que envolvem o procedimento de lançamento tributário.
Homologação expressa: a Fazenda Pública expressamente realizará, no prazo de 5 (cinco) anos, a verificação e homologação dos valores antecipadamente recolhidos.
Homologação tácita: transcorrido o prazo para homologação sem que a respectiva Fazenda Pública lhe realize expressamente, considerar-se-á tacitamente homologada.
CRÉDITO TRIBUTÁRIO - REVISÃO
Sua constituição nascerá do lançamento tributário (art. 139 do CTN).
LANÇAMENTO TRIBUTÁRIO - Consiste no procedimento administrativo responsável pela verificação da ocorrência do fato gerador da obrigação, identificação da matéria tributária e do sujeito passivo, bem como o cálculo do montante do tributo e da respectiva penalidade (art. 142 do CTN).
LEGISLAÇÃO APLICÁVEL - Valendo-se do princípio da irretroatividade (art. 150, III, “a”, da CF e art. 105 do CTN), no posterior lançamento tributário a autoridade administrativa competente deverá aplicar a legislação vigente na época do anterior fato gerador, ainda que posteriormente revogada ou modificada (art. 144 do CTN
ALTERAÇÃO & MODIFICAÇÃO DO LANÇAMENTO - por meio de impugnação do sujeito passivo, recurso de ofício e nos casos de iniciativa de ofício do fisco (art. 145 do CTN).
MODALIDADES DE LANÇAMENTO - As modalidades de lançamento tributário dividem-se em: – Ofício (art. 149 do CTN); – Declaração (art. 147 do CTN); – Homologação (art. 150 do CTN).
LANÇAMENTO DE OFÍCIO - Também denominado de Direito, se caracteriza quando apenas o fisco realizará os procedimentos necessários ao lançamento Ex. IPTU e IPVA
LANÇAMENTO POR DECLARAÇÃO - Usualmente conhecido como misto, configura-se pela atividade conjuntamente desenvolvida pelo sujeito passivo (verificando a ocorrência do fato gerador e declarando ao fisco) e do sujeito ativo que utilizará as informações para calcular o tributo e eventual penalidade devida, ultimando os atos do lançamento (ex.: II, IE, ITBI).
LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO - Conhecido como “autolançamento”, perfaz-se quando o próprio sujeito passivo passa a exercer a maioria dos procedimentos necessários ao lançamento tributário, realizando a declaração, calculando o tributo e penalidade, e realizando o pagamento antecipado dos valores devidos. O papel do fisco se resumiria em verificar a legalidade no pagamento e homologá-la no prazo de 5 (cinco) anos (ex.: ICMS, ISS, IR).
É correto afirmar que o lançamento, disciplinado pelo Código Tributário Nacional: 
a) não é ato privativo da autoridade administrativa e pode, portanto, ser delegado ao contribuinte. 
b) é um procedimento administrativo facultativo. 
c) é um procedimento administrativo discricionário. 
d) é um procedimento administrativo por meio do qual a autoridade fiscal pode aplicar penalidade.
19/05/2020 - Tributário I
Impostos
Tem como objetivo custear gastos os públicos; São pagos por qualquer pessoa.
Imposto é um encargo obrigatório, pago por pessoas físicas e jurídicas, para que o governo possa custear os gastos do Estado.Entram nesse custeio investimentos governamentais para a população em geral.
Art. 16. Imposto é o tributo cuja obrigação tem por fato gerador uma situação independente de qualquer atividade estatal específica, relativa ao contribuinte.
- Função social dos impostos - Contribuir com a redução de gastos 
- Equilibrar as contas públicas 
- Assistir o Estado na arrecadação que será gasta em benefício da população.
• Fato Gerador 
Objetivo: padronizar no território nacional os aspectos gerais sobre a disciplina dos impostos, a CF determinou a necessidade de lei complementar federal, com aplicação nacional, designar seus respectivos fatos geradores, bases de cálculo e contribuintes dos Impostos. art. 146, III, “a”, da CF.
Código Tributário Nacional (Lei 5.172/1966), recepcionado com status de Lei Complementar de normas gerais, designando os fatos geradores, bases de cálculo e contribuintes.
O Código Tributário Nacional define genericamente o fato gerador dos impostos como uma situação que independe de qualquer atividade estatal específica, relativa ao contribuinte (art. 16 do CTN).
Impostos serão aplicados sobre propriedades (bens) ou alcance de rendas, configurando-se seu fato gerador na mera manifestação de riquezas.
• Base de cálculo e contribuintes
Bases de cálculo guardam correlação com a riqueza que estaria sendo manifestada e em que quantidade.
Já contribuintes, podemos concluir que seriam exatamente aqueles sujeitos que manifestam direta e pessoalmente a respectiva riqueza.
As bases de cálculo e contribuintes dos impostos detêm relação direta com o tamanho da riqueza manifestada e por quem estaria externando-a.
• Competência para instituição
arts. 153 a 156 da CF; arts. 19 a 76 do CTN.
art. 153 da Constituição Federal
Imposto de Importação (II), Imposto de Exportação (IE), Imposto de Renda (IR), Impostos sobre Produtos Industrializados (IPI), Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), Imposto sobre a propriedade Territorial Rural (ITR) e o Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF)
Para crianção de impostos:
- Tem que haver Lei Complementar, Medida Provisória não pode criar imposto, para ele serr criado tem que haver aprovação de maioria absoluta;
- Ser não cumulativo, ou seja, o que já pagou não será cobrado, mas o excedente financeiro será tributado, aquilo que ainda não foi pago;
- Fato gerador e base de cálculo diferenciada, ou seja, só vai ser criado imposto para situação tributária inexistente, para evitar a bitributação ou bis in iden.
O “bis in idem” é uma expressão em latim que significa “repetir sobre o mesmo fato”, configurando-se no direito tributário quando o mesmo ente tributante cobra mais de uma vez sobre um único fato gerador.
Já a “Bitributação” se configuraria quando dois ou mais diferentes entes políticos tributam sobre o mesmo fato gerador .
Imposto Extraordinário de Guerra – IEG
(art. 154, II, da CF)
Instituir impostos extraordinários nos casos de guerra externa ou sua iminência, compreendidos ou não em sua competência tributária, os quais serão suprimidos gradativamente, cessadas as causas de sua criação. art. 62 da CF.
Impostos Estaduais
Imposto sobre a Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD), Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre a Propriedade de Veículo Automotores (IPVA),
Impostos Municipais
Imposto sobre a propriedade Predial de Territorial Urbana (IPTU), Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) e Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN).
Impostos do Distrito Federal
147, parte final, e 155 da CF. São comulativos, porque acunula a competência do Estado e do Município.
Impostos no Território Federal
1º) Autorização constitucional quanto à criação de novos Territórios Federais; e
2º) Obstar conflito de competência com os municípios.
art. 147 da CF que “competem à União, em Território Federal, os impostos estaduais e, se o Território não for dividido em Municípios, cumulativamente, os impostos municipais.
RESUMO:
Conceito: incidem sobre manifestações de riqueza e independem de qualquer contrapartida individualizada do poder público ao contribuinte.
Impostos Federais (arts. 153 e 154 da CF): II, IE, IR, IPI, IOF, IR, ITR, Residuais e Extraordinário de Guerra. Sujeito Ativo: União.
Impostos Estaduais (art. 155 da CF): ITCMD, ICMS e IPVA.
Impostos Municipais (art. 156 da CF): IPTU, ITBI e ISSQN.
Impostos Distritais (arts. 147 e 155 da CF): ITCMD, ICMS, IPVA, IPTU, ITBI e ISSQN.
O Art. 146, III, a, da Constituição Federal estabelece que lei complementar deve trazer a definição dos fatos geradores, da base de cálculo e dos contribuintes dos impostos previstos na Constituição. Caso não exista lei complementar prevendo tais definições relativamente aos impostos estaduais, os estados. 
a) não podem instituir e cobrar seus impostos, sob pena de violação do Art. 146 da Constituição. b) podem instituir e cobrar seus impostos, desde que celebrem convênio para estabelecer normas.
c) podem instituir e cobrar seus impostos, pois possuem competência legislativa plena até que a lei complementar venha a ser editada. (art 24, I, §3º)
d) podem instituir e cobrar seus impostos, desde que seja publicada Medida Provisória autorizando.
Segundo a Constituição Federal, compete aos Municípios a instituição de: 
a) imposto sobre a propriedade territorial rural; 
b) imposto sobre a transmissão inter vivos, a qualquer título, por ato oneroso, de bens imóveis; c) empréstimo compulsório para atender as despesas extraordinárias decorrentes de calamidade pública; 
d) taxa em razão do serviço público de gás canalizado por eles prestado diretamente; 
e) imposto sobre a transmissão causa mortis e doação, de quaisquer bens ou direitos.

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