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RESUMO DIREITOS HUMANOS
1 – Direitos Humanos e Direito Internacional
São considerados sujeitos de direitos internacional: os Estados, as Organizações Internacionais, a Santa Fé, as Coletividades Não Estatais (insurgentes, beligerantes e movimentos de libertação nacional), a Cruz Vermelha, a Ordem de Malta e o indivíduo (os três últimos não podem firmar tratados.
Tratado é gênero, cujas as espécies são: pactos, convenções, declarações, cartas, estatutos, acordos, atos, compromissos, concordatas, convênios e protocolos.
Ressalta-se que um simples costume internacional posterior pode revogar um tratado solenemente firmado antes, e o vice-versa.
São fontes primárias do Direito Internacional: os tratados, os costumes e os princípios gerais do direito internacional.
A Convenção de Viena (art. 19) prevê a possibilidade de reservas na formação de tratados, o que significa o aceite parcial do contratante, desde compatíveis com o objeto e fim do tratado. Todavia, tratados que versem sobre direitos humanos não deveriam comportar reservas.
Ademais, contratantes não podem invocar disposições de seu direito interno como justificativa ao descumprimento de um tratado.
a) Formação e incorporação dos tratados
CF, art. 49, I, e art. 84, VIII.
Formação: Competência privativa do presidente da república compor atos de negociação, conclusão e assinatura do tratado. O ato de assinatura assegura que o texto não será mudado, além de vincular o Estado a não adotar qualquer medida contrária a ele. Depois, o tratado vai a referendo do Congresso Nacional.
Incorporação: ratificação (cartas trocadas ou depositadas, de conteúdo expresso, irretratável e irretroativo) --> promulgação (através de Decreto Presidencial) --> publicação (através de Decreto Legislativo) --> ato de registro perante o Secretariado da ONU. A ratificação é veiculada por meio de decreto, publicado em língua portuguesa na Imprensa Oficial; é o ato final pelo qual o tratado é incorporado ao nosso sistema jurídico.
b) Status normativo dos tratados de DH
Antes da EC nº 45/2004 – status infraconstitucional (supralegal). Art. 102, III, b, da CF já dava aos tratados internacionais de DH o status de norma constitucional. O STF entendia que até os tratados de DH possuíam status de lei ordinária.
Após a EC nº 45/2004 – art. 5º, § 3º: tratados aprovados em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por 3/5 dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais. Entende-se que os tratados de DH são materialmente constitucionais e, por isso, possuem status jurídico de norma constitucional, não importando o quórum de votação e se foram ratificados antes da EC nº 45 (art. 5º, § 2º da CF). O § 3º do art. 5º só diz respeito à possibilidade de atribuição de status formalmente constitucional aos tratados.
Para tratados de DH apenas materialmente constitucionais, a retirada se dá por denúncia (ato unilateral do Estado que gera efeitos no campo internacional). Já os tratados de DH formalmente constitucionais, uma vez integrados, não podem ser retirados do ordenamento pátrio, a menos que o próprio tratado preveja a possiblidade de denúncia.
A atual posição do STF é de que os tratados de DH possuem status infraconstitucional (supralegal), mas acima das leis ordinárias (RE n. 466.343).
No caso da prisão do depositário infiel, o Pacto de S. José da Costa Rica tem efeito paralisante com relação à legislação infraconstitucional. Depois, o STF editou a Súmula Vinculante nº 25, que proíbe a prisão do depositário infiel, qualquer que seja a modalidade de depósito.
c) Incorporação
Teoria dualista: o tratado internacional só surte efeito no ordenamento pátrio se incorporado por ele (incorporação legislativa).
Teoria monista: a incorporação é automática, pois direito interno e direito internacional forma um todo harmônico.
No Brasil, os tratados de DH seguem a teoria monista, enquanto que os demais tratados internacionais requerem regular trâmite para sua incorporação – promulgação do tratado (teoria dualista). Ou seja, adotou-se um sistema misto de incorporação dos tratados.

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