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RADIOLOGIA
THYAGO OLIVEIRA DOS REIS 
RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA: MICROBIOLOGIA BÁSICA
SÃO PAULO 
2024
THYAGO OLIVEIRA DOS REIS 
RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA: MICROBIOLOGIA BÁSICA
Trabalho apresentado à Universidade UNOPAR, como requisito parcial para a obtenção de média semestral nas disciplinas norteadoras do semestre letivo.
Tutor (a): Deisiane Angelica Ferreira
SÃO PAULO 
2024
 SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO	3
2 DESENVOLVIMENTO	4
ATIVIDADE PROPOSTA 01	4
 ATIVIDADE PROPOSTA 02	6
ATIVIDADE PROPOSTA 03	8
 ATIVIDADE PROPOSTA 04	10
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS	13
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS	14
	
1 INTRODUÇÃO
Este relatório detalha os resultados de uma aula prática que se propõe a atingir diversos objetivos. Esses objetivos incluem fomentar o pensamento crítico sobre a técnica de lavagem das mãos, bem como delinear a importância da antissepsia das mãos nos serviços médicos. Além disso, o relatório pretende fornecer uma discussão abrangente sobre a classificação de bactérias com base na sua composição GRAM. O relatório também aborda a identificação de estruturas de cultura fúngica e o procedimento de solicitação de antibiograma na prática médica. Para atingir esses objetivos, a turma realizou atividades práticas no laboratório virtual ALGETEC, bem como realizou pesquisas bibliográficas necessárias.
2 DESENVOLVIMENTO
ATIVIDADE PROPOSTA 01 
a) Reflexão sobre a importância da lavagem das mãos nos serviços de saúde:
O ato de lavar as mãos de forma higiênica é considerado essencial e crítico para conter a propagação de doenças associadas aos cuidados de saúde. Como resultado, tem sido reconhecido como um constituinte crucial na dissuasão e no manejo de infecções no setor de saúde, incluindo aquelas causadas por microrganismos multirresistentes, conforme declarado pela ANVISA em 2009. Os profissionais de saúde consideram as mãos o seu principal instrumento, pois é através delas que executam as suas funções. Dessa forma, garantir a segurança dos pacientes nesses serviços depende da prática frequente e meticulosa da higiene das mãos pelos profissionais de saúde. Em 12 de maio de 1998, foi instituída a Portaria nº 2.616 do Ministério da Saúde (MS). Esta portaria descreve as medidas essenciais a serem tomadas para reduzir sistematicamente a frequência e a gravidade das infecções relacionadas com os cuidados de saúde. Também enfatiza a necessidade crucial de uma higiene adequada através da lavagem das mãos nos ambientes de saúde. Posteriormente, foi emitida a Resolução do Conselho de Administração (RDC) nº 50 da Anvisa, em 21 de fevereiro de 2002. Essa resolução especifica os padrões e projetos físicos exigidos para estabelecimentos de saúde que necessitem de lavatórios ou pias para lavagem higiênica das mãos. Estas regulamentações formais enfatizam ainda mais a importância desta prática, pois é o elemento mais significativo de prevenção e controle de infecções relacionadas à saúde. Para além do cumprimento das obrigações morais e legais, a implementação de medidas de controlo de infecções nas instalações de saúde, tais como a prática de lavar as mãos de forma higiénica, é fundamental para melhorar o padrão dos serviços de saúde e dos cuidados aos pacientes. As vantagens dessas práticas são inegáveis, pois auxiliam na redução da prevalência de mortalidade e morbidade de pacientes, bem como nos gastos com tratamento de doenças contagiosas.
b) Pesquisa da técnica correta da lavagem das mãos de acordo com o Ministério da Saúde:
Segundo a Anvisa, a duração típica de uma ida ao banheiro é estimada em algo entre 40 e 60 segundos. Este processo inclui: Para limpar as mãos sem tocar na pia, comece tocando na água. Em seguida, limpe qualquer sujeira presente em suas mãos, evitando o contato com a pia. Para garantir a máxima limpeza, é recomendável usar a quantidade adequada de sabonete líquido. Este valor pode ser determinado consultando as instruções do fabricante. Depois de determinar a quantidade apropriada, coloque-a na palma da sua mão e certifique-se de cobrir cada centímetro da superfície de suas mãos. Comece ensaboando as palmas das mãos com sabão e depois esfregue-as com movimentos de massagem. Para realizar esta ação, comece esfregando a palma da mão direita nas costas da mão esquerda. Em seguida, entrelace os dedos e repita o movimento no sentido oposto, esfregando a palma da mão esquerda nas costas da mão direita. Junte os dedos e investigue os espaços entre eles. Para realizar esta ação, segure os dedos de uma mão com a palma da outra e mova-os em movimentos circulares contra a parte inferior dos dedos. Em seguida, mova os dedos para frente e para trás contra a palma da mão de maneira semelhante. Para realizar esta ação, comece esfregando o polegar de uma das mãos em movimentos circulares usando a palma da mão oposta. Em seguida, repita a mesma ação para o outro polegar usando a palma da outra mão. Para utilizar corretamente o recipiente, recomenda-se esfregar as almofadas digitais e as unhas da mão esquerda contra a palma da mão direita e, a seguir, repetir o processo com as mãos opostas, garantindo que o recipiente permaneça fechado. Certifique-se de fazer movimentos circulares para obter o efeito desejado. Para criar um movimento circular, esfregue suavemente o pulso esquerdo com a palma da mão direita. Da mesma forma, você pode produzir um movimento circular esfregando o pulso direito com a palma da mão esquerda. Depois de aplicar o sabonete, enxágue bem as mãos para remover qualquer resíduo de sabonete da pele. É importante evitar qualquer contato físico entre a pessoa ensaboada e a torneira durante esse processo. Comece o processo de secagem das mãos usando uma toalha de papel descartável. É importante começar pelas mãos e continuar até os pulsos. Se a torneira necessitar de funcionamento manual, é fundamental utilizar papel toalha para fechar a torneira.
c) Preparo do etanol 70%:
O álcool etílico hidratado 70º INPM, comumente conhecido como Álcool 70, é um desinfetante de eficácia média a baixa. Esta solução é composta por uma combinação de álcool etílico e água deionizada, especificamente uma mistura contendo 70g de etanol por 100g de composição (etanol + água).
ATIVIDADE PROPOSTA 02
a) Pesquisa da técnica da Coloração de Gram:
A técnica de Gram, também conhecida como coloração de Gram, é um processo que distingue bactérias com base em suas paredes celulares. A técnica foi criada em 1884 pelo médico dinamarquês Hans Christian Joachim Gram. Uma vez desenvolvido, Gram documentou a eficácia do método na identificação das diferenças nas estruturas das paredes das bactérias através do uso de compostos químicos específicos.
O processo compreende um tratamento passo a passo de um revestimento bacteriano que fica imóvel através da aplicação de calor. Os reagentes utilizados incluem violeta de genciana, lugol, álcool-acetona (descolizante) e fucsina. As bactérias Gram-positivas são identificadas pela sua tonalidade azul, enquanto as bactérias Gram-negativas são facilmente reconhecíveis devido à sua coloração vermelha.
Em laboratórios de microbiologia e análises clínicas, a coloração de Gram está entre os métodos de coloração mais importantes. Normalmente é a etapa inicial na identificação de amostras bacterianas. Este método é clinicamente relevante porque várias bactérias associadas a infecções podem ser observadas e classificadas como Gram-negativas ou Gram-positivas no pus ou em outros fluidos corporais. Esse conhecimento auxilia os médicos no monitoramento da infecção enquanto aguardam a disponibilização da cultura. Também é possível examinar múltiplas placas em uma lâmina, permitindo a comparação de amostras clínicas. Além disso, os slides podem ser utilizados para criar montagens permanentes e servir como documentação.
O processo começa com o tratamento de uma seção do meio de crescimento da cultura bacteriana com violeta de genciana, um coranteprimário, e depois com um fixador chamado lugol. Bactérias Gram-positivas e Gram-negativas utilizam esses agentes da mesma maneira, resultando em uma cor roxa devido à criação de um complexo solúvel envolvendo cristal violeta e iodo em seu citoplasma. A próxima fase envolve a aplicação de um solvente orgânico, etanol-acetona, à mistura. O solvente dissolve a porção lipídica das membranas externas das bactérias Gram-negativas, resultando na remoção do complexo violeta-iodo e no branqueamento das células. Em contraste, o solvente desidrata as espessas paredes celulares das bactérias Gram-positivas, fazendo com que os poros do peptidoglicano se contraiam, tornando-os impermeáveis ​​ao complexo. Como resultado, o corante primário é retido e as células ficam coradas. A fase de descoloração é crítica, uma vez que a exposição prolongada ao solvente pode fazer com que o cristal violeta seja removido de ambos os tipos de bactérias, resultando em resultados imprecisos. Como resultado, a permanência do corante primário é determinada pelas características físicas e químicas das paredes celulares bacterianas, incluindo espessura, densidade, porosidade e integridade (LABORCLIN, 2018).
Depois de tratar a amostra com um corante secundário chamado fucsina básica, as células Gram-positivas aparecerão em um tom de violeta escuro ao microscópio, enquanto as células Gram-negativas aparecerão em vermelho escuro ou rosa. Células bacterianas Gram-positivas, células mortas ou células com envelopes danificados devido a agentes físicos ou químicos tendem a perder o cristal violeta, indicando um potencial para algumas células da mesma amostra bacteriana aparecerem coradas como Gram-negativas. A utilização de material novo é crucial para obter resultados precisos. A omissão do tratamento com etanol-acetona pode levar a resultados "falsos Gram-positivos".
b) Observar as diferenças entre as bactérias Gram-positivas e Gram-negativas, a forma e o arranjo das células bacterianas:
As células microbianas com coloração roxa escura são classificadas como Gram positivas, enquanto aquelas com coloração vermelha são classificadas como Gram negativas. Células epiteliais, leucócitos e muco são exemplos de células que apresentam tonalidade avermelhada. As bactérias Gram-positivas possuem parede celular com maior concentração de peptidoglicano e presença de ácidos teicóicos. A composição da parede celular bacteriana é notavelmente mais complexa nas bactérias Gram-negativas.
c) Compreender a importância da coloração de Gram para a classificação morfotintorial das bactérias permitindo assim que muitas bactérias associadas a infecções são prontamente observadas e caracterizadas permitindo ao clínico monitorar a infecção até que os dados da cultura estejam disponíveis:
O processo de coloração de Gram desempenha um papel fundamental na identificação e categorização preliminar de bactérias. Este método de coloração é essencial porque permite ver as bactérias e descrever a sua composição ao microscópio óptico. Sem esta coloração seria impossível observá-los ou analisá-los.
A ferramenta de diagnóstico conhecida como Gram é um componente essencial de qualquer laboratório de microbiologia. É usado para classificar microrganismos com base em suas propriedades de coloração, forma, tamanho e composição celular, todos essenciais para muitos procedimentos laboratoriais. Este processo de classificação ocorre antes da etapa final da leitura da apresentação.
O exame de microrganismos em amostras é um aspecto crucial, pois pode fornecer informações sobre a administração de antibióticos para um determinado grupo de patógenos. Além disso, é imperativo que o meio utilizado para cultivo seja escolhido meticulosamente para garantir o crescimento bacteriano suficiente.
ATIVIDADE PROPOSTA 03
a) Pesquisa das diferenças estruturais dos fungos filamentosos e leveduriformes:
Os fungos filamentosos contêm vários núcleos em sua estrutura. Esses fungos podem se aclimatar a uma faixa mais ampla de níveis de pH, normalmente variando entre 1,5 e 11. No processo de reprodução, o fungo produz conídios de tamanhos variados, sendo os microconídios menores e os macroconídios maiores. Esta colônia em particular apresenta uma textura pulverulenta que lembra a aparência de algodão ou tecido. Os fungos de levedura, sendo eucariontes, possuem uma estrutura nuclear singular. Apesar de sua aparência física como um aglomerado de colônias, apresentam textura pastosa ou cremosa e consistem em organismos unicelulares com capacidade reprodutiva e vegetativa. No entanto, fungos semelhantes a leveduras são vulneráveis ​​aos elevados níveis de pH em solos alcalinos e não podem prosperar em tais condições.
b) Compreender a importância das práticas de laboratório no reconhecimento dos fungos, especialmente aqueles de importância médica pelo seu potencial prejuízo à saúde do homem:
Os fungos são organismos complexos que trazem benefícios e riscos. Por um lado, têm a capacidade de fornecer uma grande variedade de alimentos, incluindo cogumelos comestíveis, pão e bebidas alcoólicas, bem como produtos farmacêuticos como a penicilina e a ciclosporina. Por outro lado, os fungos também podem representar uma ameaça significativa para humanos, animais e plantas. Suas infecções podem resultar em alergias respiratórias leves a graves e infecções do trato respiratório superior ou inferior e, em alguns casos, podem até levar a infecções fatais ou crônicas. Além disso, os fungos podem causar doenças nos cereais, o que impacta negativamente a produtividade agrícola ao afetar as plantas.
Os fungos são organismos predominantes encontrados em vários ambientes, incluindo solo, água, plantas e até mesmo a atmosfera. Embora se calcule que existam cerca de 250 espécies de fungos, apenas menos de 150 delas foram identificadas como capazes de causar doenças em seres humanos.
Os fungos com propriedades medicinais são importantes no campo da medicina e podem ser divididos em dois grupos; leveduras unicelulares e bolores multicelulares ou fungos filariais. Além disso, existem outras micoses notáveis que são influenciadas pela temperatura, níveis de CO2 e fatores nutricionais, chamadas de fungos dimórficos.
A capacidade de representar visualmente estruturas fúngicas em imagens médicas é essencial para o diagnóstico de infecções fúngicas. Como resultado, exames microscópicos que visam identificar a presença de fungos nas imagens dos pacientes são fundamentais para o diagnóstico de uma infecção fúngica. É importante ter cautela na interpretação dos resultados com base no tipo de material e localização da lesão, pois o fungo frequentemente faz parte da flora da área e pode não ter impacto clínico significativo. A análise microscópica da amostra é realizada por diversos métodos, que são determinados pelo tipo de amostra e pela suspeita clínica.
ATIVIDADE PROPOSTA 04
a) Pesquisa do método de disco difusão (Método de Kirby Bauer):
Em 1966, Bauer e Kirby delinearam inicialmente o teste de difusão em disco de ágar. Este método é de natureza qualitativa e é uma das técnicas mais simples, confiáveis ​​e amplamente utilizadas em laboratórios de microbiologia. O conceito fundamental do teste é distribuir uniformemente o agente antimicrobiano sobre a superfície do ágar. Isto é conseguido usando um disco impregnado com uma quantidade igual do agente antimicrobiano. Para a realização do teste, discos de papel filtro são colocados sobre a superfície do ágar, e esses discos são pré-carregados com uma concentração específica de antibióticos. O inóculo bacteriano é então semeado, com aproximadamente 1 a 2 x 108 UFC/mL (ANVISA, 2008).
De acordo com a regulamentação da Anvisa de 2008, para evitar qualquer forma de perturbação que possa prejudicar a interpretação ou legibilidade dos halos após a incubação, é implementado um processo de padronização.
A placa com diâmetro de 150 mm tem capacidade máxima para 12 discos.
Podem ser dispostos no máximo cinco discos em uma placa de 90 milímetros de diâmetro.
Antes de os resultados serem determinados,as placas são deixadas a incubar numa sala com ar ou 5 a 7% de CO2 a 35°C durante um período de 18 a 24 horas.
b) Compreender a técnica de disco de difusão e a importância sobre as práticas de laboratório no reconhecimento da sensibilidade de um antimicrobiano que possa ser uma estratégia terapêutica efetiva no tratamento de infecções:
Uma das tarefas mais cruciais em um laboratório de microbiologia é a realização de testes de suscetibilidade a antibióticos (ATS). Este teste não só ajuda na escolha da terapia antibiótica mais eficiente, mas também desempenha um papel significativo no acompanhamento da progressão da resistência bacteriana. Além disso, serve como complemento à implementação de medidas de controle que evitem a transmissão de múltiplas bactérias resistentes, conforme declarado pela ANVISA em 2008. Em certas circunstâncias, pode ser considerado desnecessário administrar o teste TSA se existirem outros métodos para determinar a sensibilidade. Um exemplo é a detecção de beta-lactamases, que pode ser usada para prever a resposta de amostras de Moraxella catarrhalis à ampicilina. Organizações como as listadas abaixo padronizaram todos os procedimentos envolvidos na condução do TSA. Isto inclui a seleção dos antibióticos a serem testados e a interpretação dos resultados. A instituição conhecida como Clinical and Laboratory Standards Institute (CLSI), localizada nos Estados Unidos da América. A sociedade no Reino Unido que se concentra no estudo da quimioterapia antimicrobiana é conhecida como Sociedade Britânica de Quimioterapia Antimicrobiana (BSAC). A tarefa de gerar o Antibiograma é da competência do Comitê de Resistência aos Antibióticos da Sociedade Francesa de Microbiologia (CA-SFM, França). Vários especialistas contribuem para documentos de consenso criados por estas organizações. Os documentos traçam recomendações para a realização e interpretação de testes delicados, conforme descrito nas diretrizes de 2008 da ANVISA.
c) Debata a dificuldade destes exames laboratoriais serem adequados à identificação de novos mecanismos de resistência bacteriana, um fenômeno biológico cada vez mais frequente:
O conceito de resistência é comumente entendido como uma ocorrência ecológica que resulta de mutações, transdutores ou seletores. Estas alterações podem ser causadas por bactérias em resposta ao emprego de antibióticos e à sua existência no ambiente circundante. Isto pode resultar em modificações no conjunto genético, não apenas dentro de diferentes géneros, mas também dentro de várias estirpes do mesmo género. No passado, a resistência bacteriana limitava-se principalmente aos hospitais, mas hoje em dia pode ocorrer por vários meios e afetar até indivíduos saudáveis.
As bactérias que desenvolveram imunidade aos antibióticos possuem genes que permitem ao antibiótico funcionar através de mecanismos que não dependem do nome do antibiótico. Além disso, esses genes podem ser modificados e disseminados através de plasmídeos.
O antibiograma, também conhecido como Teste de Sensibilidade Antimicrobiana (AST), é um procedimento médico que determina a suscetibilidade e resistência de fungos e bactérias aos antibióticos. Ao examinar os resultados do antibiograma, os médicos podem identificar o antibiótico mais eficaz para tratar a infecção de um indivíduo. Isto garante que antibióticos ineficazes não sejam prescritos, reduzindo assim a probabilidade de resistência aos antibióticos. Normalmente, o antibiograma é realizado após a identificação de diversos microrganismos no sangue, urina, fezes e outros tecidos. O médico determina então o nome do microrganismo e seu perfil de sensibilidade, o que permite a recomendação do tratamento mais eficaz. A utilização de antibióticos que não são eficazes ou adequados para um microrganismo específico pode atrasar a recuperação, tratar apenas parcialmente a infecção e promover o desenvolvimento de mecanismos de resistência exclusivos do microrganismo. Isto pode levar a maiores dificuldades no tratamento da infecção.
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A aplicação prática da aula foi exposta neste estudo, que foi construído a partir de fatos pressupostos e teve como objetivo atingir diversos objetivos. Esses objetivos incluíam estimular a reflexão sobre a técnica de lavagem das mãos, estimular o pensamento crítico sobre o tema, reconhecer a importância da antissepsia das mãos nos serviços de saúde, compreender a classificação de bactérias pela coloração GRAM e reconhecer a importância da solicitação de antibiograma na prática médica. Isto foi conseguido através da implementação de atividades práticas no laboratório virtual ALGETEC e da realização da necessária pesquisa bibliográfica.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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FREITAS, V. R. PICOLI, S. U. A Coloração de Gram e as Variações na sua Execução. Newslab, 2007. Disponível via URL em: http://people.ufpr.br/~microgeral/arquivos/pdf/pdf/Gram.pdf. Acesso em: 25. ago. 2023.
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KASVI. Fungos. Disponível em: https://kasvi.com.br/fungos-doencas-diagnostico-medico/. Acesso em: 25. ago. 2023.
LABORCLIN. Coloração de Gram. Disponível em: https://www.laborclin.com.br/wp-content/uploads/2019/05/coloracao_de_gram_620520_620521_620181_621000_620511_620511_621218_621219_620515.pdf. Acesso em: 25. ago. 2023.
LEMOS, M. Antibiograma: como é feito e como entender o resultado. Disponível em: https://www.tuasaude.com/antibiograma/. Acesso em: 25. ago. 2023.
SANTOS NQ. A resistência bacteriana no contexto da infecção hospitalar, v.13, Universidade Federal De Santa Catarina, Santa Catarina, 2004, pp 65-66.
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