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Relatório Biologia Molecular__ Prática 4

Relatório de prática de Biologia Molecular sobre extração de DNA vegetal. Apresenta objetivo e fundamentação, lista de materiais e método detalhado (morango, banana, cebola; solução com detergente e NaCl; filtração e precipitação com álcool), resultados com fotos do DNA precipitado e discussão.

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PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS 
BIOMEDICINA – 5º PERIODO 
 
 
 
 
 
 
 
Relatório: Extração DNA Vegetal 1 
 
 
 
 
 
 
 
Ana Clara Gonçalves Pereira 
Ana Luiza de Oliveira 
Andressa Carvalho Silva 
 
Fevereiro 2025 
POÇOS DE CALDAS 
 
 
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA – PUC MINAS 
CAMPUS POÇOS DE CALDAS 
GRADUAÇÃO EM BIOMEDICINA 
DISCIPLINA: BIOLOGIA MOLECULAR 
2025 
 
Aluno(a): Ana Clara Gonçalves Pereira. 
Grupo: Ana Clara Gonçalves Pereira, Ana Luiza de Oliveira e Andressa Carvalho Silva. 
Prática 4: Extração de DNA Vegetal 
1. INTRODUÇÃO 
Este presente relatório disserta os resultados obtidos do experimento da quarta aula 
prática de biologia molecular, realizado no dia 26 de fevereiro de 2025. O experimento, 
auxiliado pelo Prof. Lázaro Medeiros, visou familiarizar de forma dinâmica os alunos com 
o trabalho no laboratório, realizando processos de extração de DNA. Foi utilizado o 
morango para tal experimento, seguindo os critérios estabelecidos no roteiro. 
 
2. OBJETIVO GERAL 
Realizar a extração de DNA vegetal. 
 
3. OBJETIVO ESPECÍFICO 
Realizar os procedimentos de extração do DNA a partir de amostras de banana, morango 
e cebola. 
 
4. FUNDAMENTO 
O isolamento de DNA de plantas e de material vegetal proveniente de cultura de tecidos 
é uma etapa importante na análise da estrutura e organização do genoma de plantas. 
Essas análises necessitam, frequentemente, usar enzimas de restrição, que cortam o 
DNA em fragmentos, para ser que é utilizado em Southern blot ou em construção de 
bibliotecas genômicas. Preparações de DNA vegetal também são, comumente, utilizadas 
como substratos em reações de PCR para estudos filogenéticos ou no desenvolvimento 
de marcadores moleculares como os microsatélites e os gerados por RAPD. 
Independentemente do tipo de estudo molecular, as preparações de DNA devem produzir 
amostras puras suficientes para não inibir os tratamentos enzimáticos ou causar 
interferências nos padrões de migração em gel de eletroforese. 
 
5. MATERIAIS E MÉTODOS 
Utilizou-se os seguintes materiais: 
• Morangos; 
• Saco plástico (ZIP LOC); 
• Bastão de vidro; 
• Solução de extração (detergente, NaCl e água); 
• Água destilada; 
• Tubo de ensaio e suporte; 
• Tubo eppendorf; 
• Micropipeta e ponteira; 
• Centrífuga; 
• Congelador para a amostra de DNA; 
Os procedimentos realizados foram: 
Preparo da solução de extração: 
• Separou-se 25 ml de detergente; 
• Separou-se 7,5 gramas de NaCl (sal de cozinha) = 2 colheres de chá; 
• Separou-se 450 ml de água (H2O), de preferência mineral; 
• Foram misturados todos os materiais até a dissolução total do sal. 
 
 
 
Extração do DNA: 
• Colocou-se a banana e o morango em um saco plástico (ZIP LOC) e a cebola 
picada em um almofariz; 
• Esmagou-se as bananas e os morangos com o punho (ZIP LOC) e a cebola no 
almofariz por, no mínimo, 2 minutos; 
• Misturou-se tudo, apertando com as mãos (ZIP LOC) e com o pistilo por 1 minuto; 
• A solução foi filtrada com gaze ou papel filtro; 
• Passou-se parte do filtrado para um tubo de ensaio; 
• Derramou-se vagarosamente o álcool gelado até a metade do tubo de ensaio; 
• Verificou-se a formação de três camadas no tubo de ensaio; 
• Mergulhou-se o bastão de vidro na camada intermediária formada no tubo de 
ensaio e retirar; 
• Foi feita a análise do material formado. 
OBS.: Todos os procedimentos devem ser feitos utilizando todos os EPIs necessários. 
 
6. RESULTADOS 
Após a realização do experimento, o resultado obtido, de forma visível, foi apresentado 
abaixo: 
 
Figuras 1 e 2- Extração do DNA 
 
Fonte: Arquivos pessoais 
 
Dessa forma, através das imagens, é possível visualizar o DNA precipitado, na forma de 
uma nuvem esbranquiçada. Por meio desta prática, foi possível a obtenção e extração do 
DNA. 
 
7. DISCUSSÃO 
Através das figuras 1 e 2, é possível visualizar a formação de três fases: a fase 
alcoólica/aquosa, a fase intermediária (onde o DNA está contido) e a fase orgânica 
(composta pelo material, com restos de organelas, proteínas, lipídios e estruturas 
sedimentadas). Na primeira imagem (figura 1), estas fases estão mais claras. Porém, na 
segunda imagem (figura 2), o DNA se encontra na superfície. Isso se deve ao fato da 
baixa densidade do DNA que, com o tempo é ressuspendido, passando a ficar na 
superfície. Além disso, a “nuvem branca” formada não contém apenas DNA, mas também 
açúcares, pectina (fibra) e proteínas desnaturadas, que acabam passando também. 
(GONÇALVES, 2021) 
Os protocolos para extração de DNA envolvem três etapas básicas: lise das membranas, 
limpeza de contaminantes (proteínas e macromoléculas) e a precipitação do DNA, além 
da reidratação do DNA para armazenamento. Posteriormente esse DNA extraído pode ser 
processado para que ocorra sua replicação, mutação e o reparo do DNA. (RODRIGUES 
et al., p. 3) 
As membranas plasmáticas e nucleares são formadas, em grande parte, por lipídios. Além 
disso, nas células eucariontes apresentam organelas e compartimentos membranosos. O 
detergente atua desorganizando essas moléculas lipídicas, levando à ruptura das 
membranas celulares. Com isso, todo o material dentro da célula, incluindo o DNA, é 
liberado na solução. (EXTRAÇÃO..., p. 1) 
Ademais, é possível inferir que a utilização do álcool gelado é essencial. A presença do 
NaCl (sal), que se dissocia em Na+ e Cl-, propicia um ambiente favorável para a extração 
do DNA, visto que estes íons interagem com fosfatos e histonas das moléculas de DNA, 
neutralizando-as e estabilizando-as. Assim, o DNA fica menos solúvel em contato água. 
Quando as moléculas são insolúveis em água, elas se agrupam, ficando visíveis. O sal, 
junto com o álcool, auxilia na separação do DNA, que aparecerá na interface entre o álcool 
e a mistura aquosa (fase orgânica). (DOGO, 2017) 
O álcool desidrata o DNA, de forma que este não mais fica dissolvido no meio aquoso e 
precipita. Além disso, o DNA tende a não ser solúvel em álcool e, deste modo, suas 
moléculas se agrupam. Como o DNA tem menor densidade que os outros constituintes 
celulares, ele surge na superfície do extrato. Quanto mais gelado o álcool, menos solúvel 
será o DNA. (EXTRAÇÃO..., p. 2) 
Como o material utilizado foi o morango, a extração do DNA e a realização do 
procedimento não apresentou um grande nível de complexidade e o grupo não apresentou 
muitas dificuldades. 
Nesta prática, não é possível a visualização da estrutura em dupla hélice da molécula de 
DNA. Portanto, ao final do processo, foi possível a obtenção e extração do DNA, que foi, 
posteriormente, congelado a –20 °C. 
 
8. CONCLUSÃO 
O processo de extração do DNA do morango foi realizado com sucesso, permitindo a 
visualização do material genético precipitado. Também foi possível observar a separação 
das fases e a movimentação do DNA para a superfície devido à sua baixa densidade. 
Assim, devem ser cumpridos todos os passos, realizando a prática laboratorial seguindo 
as medidas de biossegurança e cuidados para preservação, obtenção e não degradação 
da amostra para uso posterior. 
A extração de DNA é comumente seguida por sua amplificação por meio da técnica de 
PCR, uma das mais utilizadas por cientistas para investigar alterações em nível celular, 
muito abaixo da quantidade geralmente necessária para estudos sobre parasitas. A PCR 
teve um papel crucial no avanço da sistemática e epidemiologia parasitária, no estudo da 
imunologia e das interações entre parasita e hospedeiro, no desenvolvimento de vacinas 
de DNA recombinante e, mais recentemente, na análise de genomas completos. 
 
9. REFERÊNCIAS 
 
1. GONÇALVES, Tiago Maretti. Extraindo o DNA de vegetais: uma proposta de aula 
prática para facilitar a aprendizagem de Genética no Ensino Médio. 27 abr. 2021. 
Disponível em: https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/21/15/extraindo-o-
dna-de-vegetais-uma-proposta-de-aula-pratica-para-facilitar-a-aprendizagem-de-genetica-no-ensino-medio. Acesso em: 1 mar. 2025. 
2. RODRIGUES, Helyandro Manoel et al. TÉCNICAS DE EXTRAÇÃO DE DNA: 
revisão de literatura. UNIFAN, p. 1-6. Disponível em: 
https://www.unifan.edu.br/unifan/aparecida/wp-
content/uploads/sites/2/2023/03/TECNICAS-DE-EXTRACAO-DE-DNA-revisao-de-
literatura.pdf. Acesso em: 1 mar. 2025. 
3. EXTRAÇÃO de DNA- Orientação para o professor. USP, p. 1-2. Disponível em: 
https://www.ieb.usp.br/wp-content/uploads/sites/512/2019/08/extração-
professor.pdf. Acesso em: 1 fev. 2025. 
4. DOGO, Camila Ranzatto. Extração de DNA de morangos :: LabCiência. 6 nov. 
2017. Disponível em: https://laboratorio-
experimental.webnode.page/news/extracao-de-dna-de-morangos/. Acesso em: 1 
mar. 2025. 
 
	PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS

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