Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

1 
 
 
 
 
CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIFAVENI 
DANIELA DENISE DOS SANTOS RAMOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RELATÓRIO FINAL DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SÃO PAULO /SP 
2024 
 
 
2 
 
 
 
 
CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIFAVENI 
DANIELA DENISE DOS SANTOS RAMOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RELATÓRIO FINAL DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO 
 
 
Relatório final do Estágio 
Supervisionado apresentado ao 
curso de 2ª Licenciatura em Letras 
Português/Inglês –EAD 
 
 
 
 
. 
 
 
 
 
 
 
 
 
SÃO PAULO /SP 
2024 
 
 
3 
 
 
 
1.INTRODUÇÃO 
 
 
O estágio referente a 2ª Licenciatura em Letras - Português/Inglês – EAD que 
realizei na E. E. Professor Mário Bombassei Filho, embora tenha sido breve, foi 
bastante produtivo em termos de reflexão tanto sobre o processo de ensino e 
aprendizagem de acordo com a realidade dos alunos e da própria escola, quanto em 
relação a metodologia tradicional, que segui em minhas participações e, 
principalmente, nas regências que exerci, devido aos planos de aula pré-elaborados 
pela professora titular. 
 
Apesar disso, se tivesse mais possibilidades, com criatividade e resiliência, 
introduziria as metodologias ativas e a gamificação, na intenção de tornar as aulas 
de Português e Ingles mais produtivas e fáceis de serem assimiladas pelos discentes, 
sejam eles do Ensino Médio ou Ensino Fundamental II, pois percebi que alguns deles 
tinham dificuldades para entender os conteúdos propostos. 
 
 
2.DESENVOLVIMENTO 
 
Durante meu estágio em Letras - Português e Inglês, no qual apliquei parte do 
conhecimento adquirido no ambiente virtual, em virtude do curto tempo de 
participação e regência, momentos em que também pude me valer da experiência que 
já tenho em sala de aula, observei que as professoras de Português e Inglês da E. E. 
Professor Mário Bombassei Filho seguiam o método tradicional de ensino, ou seja, 
elas passavam conteúdo teórico por meio de anotações na lousa para os alunos 
copiarem, explicavam detalhadamente, elucidavam dúvidas e, por fim, empregavam 
o livro didático adotado, orientando os discentes a estudarem e fazerem os exercícios 
que eram corrigidos em sala de aula. 
 
O esforço delas era grande e dava resultados, apesar de muitos alunos 
apresentarem dificuldades e terem que receber atenção individual em meio a aula 
cotidiana, o que emperrava o aprender coletivo. Portanto, durante minhas regências 
 
4 
 
 
 
optei por seguir o método delas, para não provocar nenhum rompimento do processo 
de ensino e aprendizagem proposto e desenvolvido pela escola, tanto que também 
recorri aos planos de aula previamente traçados para elaborar minhas aulas. 
 
Foi durante esse período que pude sentir que os alunos se interessavam muito 
mais em aprender inglês que, em relação ao Português tem menos aulas, porque, 
aparentemente, saber um segundo idioma dá mais status a eles, do que em empregar 
o Português correto, não por desconhecer totalmente nossa língua oficial, mas por 
influência do meio. Portanto, a realidade deles e da própria escola também influencia 
o aprendizado e isso se reflete tanto na fala quanto na escrita dos discentes que, as 
vezes, usam a linguagem coloquial, além de gírias, no momento de escrever, como 
na produção de texto, algo que deve ser e é constantemente corrigido. 
 
Em consequência, ensinar de acordo com as exigências da Base Nacional 
Comum Curricular (BNCC) acaba por se tornar um grande desafio para os 
professores, que se ressentem, principalmente, da falta de recursos, inclusive 
tecnológicos, para explorar e estimular os alunos que, de forma totalmente ambígua, 
mesmo não usado a linguagem padrão do nosso idioma em ocasiões adequadas, não 
respeitam a diversidade linguística de colegas ou pessoas mais velhas, 
principalmente, em relação a pronúncia, o que chega a provocar brincadeiras, 
correções e até desavenças entre eles mesmos. 
 
Somasse a esse fato, a crença discente que o Inglês irá abrir portas no futuro, o 
que realmente pode acontecer, por influência da mídia e da internet, porém os alunos 
também não percebem e nem são alertados que o Brasil não é um país monolíngue, 
como a maioria de nós ainda imagina: em território nacional existe em torno de 250 
línguas, incluindo a língua portuguesa em sua ampla diversidade, as línguas 
indígenas, das comunidades de imigração, de sinais, crioulas e afro-brasileiras, que 
formam inúmeras outras formações linguísticas. 
 
Da mesma forma, conforme frisa BERTAGLIA, eles também ignoram que a 
linguagem é utilizada como instrumento de dominação e diferenciação de pessoas e 
 
5 
 
 
 
quanto mais distante do padrão estabelecido, maior a marginalização e discriminação 
de certos grupos, principalmente, os periféricos. Consequentemente, aprender Inglês 
é essencial, mas seguir o padrão normativo da nossa língua conforme o contexto 
adequado de comunicação, que é bem maior que o grupo de amigos e do próprio 
entorno de cada aluno, é extremamente fundamental, inclusive para a sonhada 
mobilidade social e independência econômica. 
 
Nesse caso, além de regras gramaticais, cada aluno que já aprendeu 
concordância verbal e nominal, por exemplo, deve se autovigiar para não continuar 
empregando o “é nóis”, em situações indevidas. Esse deslize de comunicação pode 
dificultar o entendimento da mensagem emitida se o receptor ocupa outro patamar 
cultural. Logo, adequar o linguajar discente é uma habilidade que deve ser trabalhada 
diariamente pelo docente em sala de aula. 
 
Diante dessas constatações, como futura docente de Letras, pretendo trabalhar 
esses aspectos de maneira direta para posicionar os alunos em relação a importância 
do aprendizado da nossa língua, o Português, por meio, inclusive de metodologias 
ativas e gamificação, para estimulá-los no sentido de descobrir a riqueza do nosso 
idioma, no qual há muitas palavras para designar a mesma coisa, mas para se fazer 
entendido, seja pela fala ou pela escrita, por qualquer pessoa de Norte a Sul, 
independente da faixa etáira, condição socioeconomica e cultural dela, basta recorrer 
ao padrão formal para se comunicar. 
 
3- CONCLUSÃO 
 
Acredito que meu estágio foi extraordinário para a observação, reflexão e análise 
tanto do ensino de Português e Inglês na periferia das cidades quanto para entender 
que a falta de recursos tecnológicos e a não adoção de metodologias variadas 
dificultam o aprendizado entre os alunos do Ensino Fundamental II e do Ensino Médio, 
bem como a forma com a qual é tratada a falta de consciência discente sobre a 
importância do nosso idioma, a ponto dos alunos valorizarem mais o Inglês, ensinado 
como segunda língua. 
 
6 
 
 
 
 
Tais aspectos e contradições, despertados com mais intensidade enquanto fazia 
o estágio, serão norteadores na minha futura atuação docente em Letras, seja em 
Português ou em Inglês. Por isso, agradeço tanto a professora de Português quanto 
a de Inglês da E. E. Professor Mário Bombassei Filho por terem me acolhido de igual 
para igual, mesmo sendo só uma estagiária, e permitido tanto as participações quanto 
as regências que realizei sob supervisão. Ambas me possibilitam interações com os 
alunos que, sua por vez, ao confiarem suas principais dificuldades a mim, fizeram-me 
transformá-las se em objetos de pesquisas e estudos que, desde então, passaram a 
me direcionar em busca de novas metodologias para estimular os alunos a aprender 
de fato. 
 
Referências 
 
BAGNO, M. A norma oculta: língua e poder na sociedade brasileira. São Paulo: 
Editora Parábola, 2013. 
 
BECHARA, E. Ensino da gramática. Opressão? Liberdade? 4ª ed. São Paulo: 
Editora Ática, 1989. 
 
BERTAGLIA, R. Preconceito linguístico: o que é, exemplos, e como combater? 
Disponível em: https://www.handtalk.me/br/blog/preconceito-linguistico/. Acesso 
28/12/2023. 
 
BRASIL. Base Nacional ComumCurricular (BNCC). Disponível em: 
https://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/ 
 
GOMES, M. L. de C. Metodologia do ensino de língua portuguesa. Curitiba: Editora 
Ibpex, 2011. 
 
GUINSKI, L. D. de A. Estudos Literários e Culturais na sala de aula de língua 
portuguesa e estrangeira/ Curitiba: Editora Ibpex, 2008. 
 
MOROSOV, I.; MARTINEZ, J. Z. A didática do ensino e a avaliação da 
aprendizagem em língua estrangeira. Curitiba: Editora Ibpex, 2008. 
 
 
https://www.ceale.fae.ufmg.br/glossarioceale/referencia/bagno-m-a-norma-oculta-l-ngua-e-poder-na-sociedade-brasileira-s-o-paulo-par-bola-2013-
https://www.ceale.fae.ufmg.br/glossarioceale/referencia/bagno-m-a-norma-oculta-l-ngua-e-poder-na-sociedade-brasileira-s-o-paulo-par-bola-2013-
https://www.handtalk.me/br/blog/preconceito-linguistico/
https://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/

Mais conteúdos dessa disciplina