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<p>R2/LETRAS/INGLÊS</p><p>PAPEL DO PROFESSOR NAS AULAS DE LÍNGUA INGLESA</p><p>Maira da Silva Carvalho1</p><p>RESUMO</p><p>Hoje já temos algumas facilidades, como acesso à tecnologia e formas de aprimorar ainda mais esse</p><p>aprendizado. No entanto, o presente cenário educacional está em um processo de inovação, que</p><p>requer a busca do aprimoramento da prática pedagógica do educador, levando a reflexões e</p><p>reconstruções das práticas docentes. Justifica se por saber que os PCN (2001) afirmam que é direito</p><p>de todos os brasileiros o aprendizado da língua estrangeira conjuntamente com a língua materna. O</p><p>objetivo geral reconhecer as práticas pedagógicas e desafios enfrentados nos anos quanto ao</p><p>processo de ensino aprendizagem da Língua Inglesa. O artigo está dividido em três partes: a primeira</p><p>uma breve apresentação do tema, justificativa e objetivo. Na segunda parte o referencial teórico que</p><p>dá embasamento ao estudo e por fim na terceira parte as considerações finais com uma reflexão</p><p>acerca do tema proposto. Sob a perspectiva dos conteúdos, não é possível perceber uma sequência</p><p>de estudos definida e sistematizada entre as séries ou entre os anos letivos tal como é entre as</p><p>disciplinas ditas regulares.</p><p>Palavras-chave: Aprendizado. Língua Estrangeira. Prática Pedagógica.</p><p>1 Professora do ensino médio e Eja de Matemática. Graduada em Ciências Contábeis. Pós graduada</p><p>em Auditoria e Contabilidade Pública. Email:maira.carvalho.mc@gmail.com</p><p>2</p><p>1 INTRODUÇÃO</p><p>Tendo em vista a importância da língua Inglesa na sociedade contemporânea,</p><p>e os problemas existentes em seu ensinamento nas escolas, adquirir o</p><p>conhecimento de uma segunda língua (Inglês) torna se para muitos, uma qualidade</p><p>rara em sua formação, e essa qualificação pode ser vista como um instrumento de</p><p>trabalho no mundo moderno.</p><p>No entanto, o presente cenário educacional está em um processo de</p><p>inovação, que requer a busca do aprimoramento da prática pedagógica do</p><p>educador, levando a reflexões e reconstruções das práticas docentes. Essas</p><p>mudanças geram as necessidades de se refletir e ampliar os objetivos dos</p><p>educadores, buscando, consequentemente, a ruptura de arquétipos, que leva o</p><p>ensino de inglês na escola a ser visto como uma disciplina complementar</p><p>Justifica se por saber que os PCN (2001) afirmam que é direito de todos os</p><p>brasileiros o aprendizado da língua estrangeira conjuntamente com a língua</p><p>materna. Entretanto, ao analisar o contexto educacional brasileiro, nota-se que não</p><p>são oferecidas condições de ensino ao educando no que se refere à língua</p><p>estrangeira. Sob a perspectiva dos conteúdos, não é possível perceber uma</p><p>sequência de estudos definida e sistematizada entre as séries ou entre os anos</p><p>letivos tal como é entre as disciplinas ditas regulares.</p><p>A problemática do estudo está em torno de questionamentos como: Quais</p><p>metodologias são utilizadas nas aulas de Língua Inglesa? Quais os principais</p><p>desafios enfrentados no processo de ensino aprendizagem da Língua Inglesa?</p><p>Quais os fatores que favorecem o processo de ensino aprendizagem da Língua</p><p>Inglesa na escola?</p><p>O objetivo geral reconhecer as práticas pedagógicas e desafios enfrentados</p><p>nos anos quanto ao processo de ensino aprendizagem da Língua Inglesa, e como</p><p>objetivos específicos de verificar através de dados históricos como foi inserida a</p><p>Língua Inglesa como disciplina nas escolas; identificar as metodologias utilizadas na</p><p>sala de aula para facilitação no processo de ensino aprendizagem; apontar os</p><p>desafios enfrentados pelo professor no ensino da Língua Inglesa com olhos para as</p><p>práticas de ensino em sala de aula.</p><p>3</p><p>Sendo o estudo organizado e dividido em tópicos como introdução, referencial</p><p>teórico, procedimentos metodológicos, apresentação e discussão dos resultados,</p><p>considerações finais e referências.</p><p>2 REFERENCIAL TEÓRICO</p><p>2.1 CONCEPÇÃO DA LÍNGUA INGLESA</p><p>Para uma abordagem mais detalhada em relação à concepção da Língua</p><p>Inglesa, é necessário compreender o conceito de Língua em sua estrutura e forma,</p><p>ao qual nesta perspectiva Santanna, Spaziani e Góes (2014, p. 11) consideram que</p><p>“a língua, fato social representada principalmente pela linguagem oral, evidencia seu</p><p>diacronismo a partir dos duelos entre povos dominantes e dominados”, que durante</p><p>o processo de evolução histórica a língua foi encontrando seu espaço, nas guerras</p><p>travadas pelos povos que dantes existiam, através da junção de diversos dialetos</p><p>caracterizando os povos a definir uma identidade cultural específica para os</p><p>mesmos.</p><p>Segundo Colet (2019, p.20) “a língua, como prática social, está intimamente</p><p>conectada ao pensamento linguístico dos sujeitos falantes como linguagem existente</p><p>num conjunto de contextos existentes”, portanto a língua se adequa conforme a</p><p>cultura dos falantes e os contextos ao qual convivem, ressaltando suas</p><p>características sociais e estabelecendo a relação de ideias compartilhadas a partir</p><p>da linguagem que a língua transforma envolvendo pensamentos, fala e</p><p>comunicação.</p><p>A linguagem é um recurso de comunicação que caracteriza o homem, e</p><p>traduz sua evolução desde sua forma primitiva (pictórica) até a capacidade</p><p>de ler e escrever. [...] a utilização da linguagem envolve não apenas a</p><p>linguagem verbal, mas linguagens musical, visual e corporal, mobilizadas</p><p>integralmente na vida social, construindo, saberes múltiplos que permitem</p><p>ao homem atuar efetivamente. (COLET, 2019, p. 20).</p><p>De certo, que a partir dessa definição de linguagem, pode-se então adentrar</p><p>com mais ênfase concernente ao processo de construção da língua inglesa e do seu</p><p>ensino entre os povos primitivos até os povos contemporâneos para então chegar ao</p><p>ápice da relevância do ensino da Língua Inglesa para a formação de cidadãos</p><p>4</p><p>críticos e que tipo de influência é exercido sobre os seus falantes nativos ou falantes</p><p>como segunda língua adquirida, demarcando seus interesses e tradições.</p><p>A evolução da língua como citado acima pela autora contempla as formas</p><p>como cada povo se desenvolve, seja através dos superiores (dominantes) como</p><p>através dos inferiores (dominados), neste contexto, a estrutura da língua inglesa</p><p>começa a criar raízes para então se tornar uma língua franca e universal.</p><p>Crystal (2011, p. 30) questiona “até onde temos que voltar para encontrar as</p><p>origens do inglês global? Compreendendo a importância de se entender tal</p><p>narrativa, para então ressaltar em seguida que “em certo sentido, a linguagem</p><p>sempre esteve em movimento.</p><p>Assim que chegou à Inglaterra, vinda do norte da Europa, no Século V,</p><p>começou a espalhar-se pelas Ilhas Britânicas” (CRYSTAL, 2011, p. 30) e esse</p><p>espalhar se deu de início pela invasão dos Anglos e Saxões as terras britânicas que</p><p>trouxeram consigo traços da cultura germânica, misturando-se com os traços da</p><p>cultura romana e das linguagens já presentes antes de sua chegada as terras</p><p>europeias construindo novos traços da língua inglesa, por serem consideradas umas</p><p>das três maiores nações Germânicas do norte, a considerar a nação dos Jutos, que</p><p>pouco tiveram influência sobre o que a língua inglesa representa hoje, portanto o</p><p>autor citado acima enfatiza que “o inglês é um membro do ramo ocidental da família</p><p>germânica de línguas e é a mais próxima em estrutura do frísio, embora quase nada</p><p>se saiba sobre os antigos frísios e seu papel nas invasões da Grã-Bretanha.”</p><p>(CRYSTAL, 2019, p.6).</p><p>Para tanto, propomos uma pesquisa bibliográfica, cujo objetivo é refletir o</p><p>contexto da língua inglesa nos aspectos da aprendizagem nas séries iniciais. Nosso</p><p>embasamento teórico tem como referência os trabalhos de autores como Brown</p><p>(2001), Lemes (2019), Silva (2016), Alarcão (2007) entre outros.</p><p>2.2 O LUGAR DA LÍNGUA INGLESA NAS ESCOLAS</p><p>Para uma compressão significativa, o nosso estudo expõe toda importância</p><p>do conteúdo na introdução e divide-se nos seguintes tópicos:</p><p>O ensino de língua</p><p>estrangeira na perspectiva dos documentos oficiais; O lugar da língua inglesa nas</p><p>escolas; O ensino de inglês para crianças nas séries iniciais e o papel docente em</p><p>língua inglesa.</p><p>5</p><p>Na formação de profissionais competentes, o caráter reflexivo torna-se a base</p><p>para uma construção de identidade profissional transformadora. Nessa perspectiva,</p><p>o professor reflexivo se caracteriza como um ser humano criativo, capaz de pensar,</p><p>analisar, questionar a sua prática, a fim de agir sobre ela, e não como um mero</p><p>reprodutor de ideias e práticas que lhes são exteriores.</p><p>De acordo com Schõn (2000):</p><p>A formação de profissionais reflexivos está relacionada a ideia de formação</p><p>de professores capazes de repensar criticamente a sua pratica pedagógica,</p><p>em um movimento de “reflexão na ação”, modificando em combinação às</p><p>necessidades de aprendizagens dos educandos.</p><p>Por conseguinte, espera-se que o professor reflexivo seja capaz de atuar de</p><p>forma mais autônoma, inteligente, flexível, buscando construir e reconstruir</p><p>conhecimentos. Segundo Almeida Filho (2004), caracteriza o professor</p><p>contemporâneo em três dimensões formadoras distintas:</p><p>A primeira delas é o profissional que atende às exigências e expectativas</p><p>correntes. Isso seria estar de acordo com os requisitos que um profissional</p><p>necessita: formação específica na área com certificação de licenciado. A</p><p>segunda, o professor que se auto avalia. Seriam os profissionais abertos a</p><p>pensar a profissão, que refletem sobre suas práticas e procuram soluções</p><p>coerentes para os problemas relacionados a ela. A terceira dimensão diz</p><p>respeito ao profissional chamado a ensinar sob o signo pós-estruturalista da</p><p>abordagem comunicacional, que trata a língua como instrumento de</p><p>comunicação, dando a possibilidade de os alunos se tornarem capazes de</p><p>interagir como acontece em situações reais.</p><p>Ainda, segundo Valadares (2002, p. 193) afirma que,</p><p>A prática reflexiva é entendida com um propósito claro: incluir os problemas</p><p>da prática em uma perspectiva de análise que vai além de nossas intenções</p><p>e atuações pessoais. Implica colocar-se contexto de uma ação, participar de</p><p>uma atividade social e tomar decisões frente a ela.</p><p>Além disso, a imagem do professor de educação pública nos últimos anos</p><p>tem sofrido grandes impactos, esses contribuíram para a desconstrução da figura do</p><p>professor, uma vez que a desvalorização deste profissional ocorre de diversas</p><p>formas, começando por sua graduação, que na maioria das vezes é superficial, já</p><p>que os cursos de licenciaturas, em geral, ensinam sobre a língua e sua estrutura</p><p>gramatical e não aprofundam conhecimentos na área especifica de aprendizagem</p><p>6</p><p>de língua estrangeira, cabendo ao profissional buscar sozinho um aprimoramento</p><p>para sua formação.</p><p>Para Santos (2009, p. 18), outro desafio no ensino da língua inglesa é que,</p><p>em grande parte das escolas públicas, o ensino da LI está limitado à apresentação</p><p>das regras gramaticais mais básicas, exemplificadas com frases curtas e</p><p>descontextualizadas, em que geralmente são treinadas em exercícios escritos de</p><p>repetição e de substituição, em que o aluno escuta e reproduz. Isso quando se tem o</p><p>ensino do idioma, uma vez que somente é contemplado com o ensino da LI apenas</p><p>parte do ensino fundamental.</p><p>A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, publicada em 1996,</p><p>aponta que no currículo escolar: “será incluído, rigorosamente, a LI a partir da quinta</p><p>série. Onde o ensino de pelo menos uma língua estrangeira moderna será vista em</p><p>sala de aula. A escolha ficará a cargo da comunidade escolar, dentro das</p><p>possibilidades da instituição” (BRASIL, 1996, p. 26).</p><p>A escola, enquanto base de ensino busca a inserção de métodos que</p><p>potencializem a aprendizagem e cidadania do educando, mas nem sempre a</p><p>demanda na rede pública oportuniza ações que corroboram com a necessidade</p><p>institucional.</p><p>Estudar inglês possibilita o educando circular por outras culturas e diferentes</p><p>práticas sociais, bem como ler o mundo de distintas formas. Rajagopalan (2003, p.</p><p>18) enfatiza que, por meio do aprendizado do inglês, emergem-se novas relações</p><p>entre pessoas de diferentes lugares no planeta com as mais variadas línguas, etnias</p><p>e tradições culturais que ultrapassam as barreiras linguísticas.</p><p>No PCN (Parâmetros Curricular Nacional) de Língua Estrangeira (LE), se</p><p>pontua o levantamento de que o ensino da língua inglesa no âmbito escolar</p><p>brasileiro é compreendido como uma ferramenta de conexão, entre diferentes</p><p>culturas, um encontro com novas perspectivas e visões sobre o mundo, e mesmo</p><p>com as falhas em oferecer um ensino de boa qualidade, muitos jovens e</p><p>adolescentes têm se aventurado em conhecer mais dessa língua que tanto atrai</p><p>olhares, seja através de músicas, filmes, séries, documentários, cursos online, onde</p><p>se percebem que mesmo com pouca estrutura, muitos cidadãos brasileiros, não</p><p>importando a classe social, têm se empenhado em acompanhar este avanço e</p><p>globalização da Língua Inglesa em todas as esferas que atuam como</p><p>relacionamentos pessoais, economia, política, escolas, faculdades e universidades.</p><p>7</p><p>Ao considerar a partir desta perspectiva que o perfil de “alunos matriculados</p><p>nas escolas públicas são aqueles que têm menores condições financeiras e que</p><p>assim dependem do ensino público para obterem uma formação adequada e de</p><p>qualidade” (TEIXEIRA; SILVA, 2017, p. 166), é exercida uma cobrança ainda maior</p><p>no ensino público brasileiro quanto à capacitação dos mesmos para preencher</p><p>vagas de empregos que exijam em seu currículo tais requisitos, porém devido à falta</p><p>de infraestrutura física e humana, a maior parte das escolas públicas não</p><p>conseguem alcançar o resultado esperado quanto a aprendizagem da língua no</p><p>âmbito escolar e frequente do cidadão de média ou baixa renda.</p><p>É fundamental, que os alunos reconheçam a função da língua inglesa nas</p><p>escolas, porém é necessário que seja desenvolvido um programa dentro</p><p>das escolas públicas que tenha como objetivo ajudar o aluno a reconhecer a</p><p>importância de se estudar a língua inglesa e que diferenças esse</p><p>conhecimento trará em sua vida profissional futura [...]. (TEIXEIRA; SILVA,</p><p>2017, p. 170).</p><p>Esta relevância quanto à função e importância da LI precisa ser reconhecida</p><p>por todos que fazem parte do processo educacional, sejam alunos e professores que</p><p>estão diretamente ligados a este processo, como a direção da escola em parceria</p><p>com os órgãos de esferas governamentais. Para isso, ambos precisam concentra se</p><p>de que o resultado futuro é no que se deve refletir em relação às atitudes de hoje, e</p><p>o aluno é uma parte fundamental para o desenvolvimento do ensino de LI como</p><p>língua a ser estudada nas escolas públicas, com o objetivo de conceder aos alunos</p><p>uma visão diferente sobre si e sobre o mundo.</p><p>Segundo Castilho, Castilho e Santos (2014, p.2) “a escola pública atende um</p><p>público de classe baixa e média que não tem condições financeiras para custear um</p><p>curso de inglês extraclasse, por esse motivo os alunos das escolas públicas</p><p>deveriam aprender a língua inglesa em sala de aula”, porém a realidade é</p><p>completamente diferente do que se espera.</p><p>A busca de melhoria do processo de ensino aprendizagem do ensino de</p><p>Inglês deve-se ater a questões sociais, com o objetivo de gerar igualdade e</p><p>oportunidades para os alunos presentes na escola pública sem necessitar pagar por</p><p>um curso de inglês extracurricular, e ainda questões econômicas, promovendo o</p><p>desenvolvimento do país. Na padronização de currículos e no suporte dos</p><p>planejamentos das aulas de inglês, ao qual em sua concepção torna-se de grande</p><p>8</p><p>auxílio para os professores que são mediadores deste ensino do Inglês como</p><p>segunda língua.</p><p>O professor através de seus métodos criativos, e manutenção das suas ações</p><p>buscando as novas tendências no ensino e as inovações em abordagens por meio</p><p>de participações em</p><p>seminários e pesquisas, só aumentam a sua capacidade em</p><p>atuar como aquele que é essencial na busca da aprendizagem.</p><p>A partir deste ponto de vista, percebe-se o aluno como uma das peças</p><p>fundamentais para que o ensino se concretize, pois sem o aluno, não há a quem</p><p>ensinar. Portanto, cabe ao professor, que é o mediador, trabalhar em metodologias</p><p>adequadas visando à aquisição de conhecimento a partir de uma aula ministrada</p><p>pelo mesmo. Para uma melhor analise e então chegar à definição das metodologias</p><p>utilizadas, torna-se necessário conceituar as teorias de aprendizagem e linguagem,</p><p>assim como as abordagens criadas a partir das mesmas, conforme destaca ainda</p><p>Mourão (2012, p. 32) ao falarmos de ensino de LE abre-se um leque de</p><p>possibilidades que precisam ser filtradas, selecionadas e agrupadas de forma a se</p><p>tornarem um bloco consistente capaz de atingir as metas definidas pela abordagem</p><p>escolhida.</p><p>Assim como foi necessário compreender quem são os alunos, é de suma</p><p>importância entender também quem é o professor e de que forma o mesmo contribui</p><p>no processo de ensino aprendizagem de LI, diante desta colocação Harmer (2002,</p><p>p. 3) propõe que “uma resposta simples à pergunta ‘O que faz um bom professor?’,</p><p>portanto, é que os bons professores se importam mais com a aprendizagem de seus</p><p>alunos do que com o seu ensino” e então são colocadas em pauta as didáticas</p><p>desenvolvidas por ele, a esperar mais pela aprendizagem eficaz do seu aluno do</p><p>que o destaque pelo ensino bem sucedido, propondo que quando se foca na</p><p>aprendizagem, certamente na preparação do ensino foi priorizado o aprender do</p><p>aluno.</p><p>3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS</p><p>A monografia trata de uma pesquisa bibliográfica sobre a importância do</p><p>papel do professor nas aulas de língua inglesa na qual serão realizadas pesquisas e</p><p>análise do assunto em discussão.</p><p>9</p><p>A fonte da busca de dados científicos na base eletrônica da SCIELO</p><p>(Scientific Eletronic Librery on line), e pelo endereço eletrônico</p><p>scholar.google.com.br, usando como palavras chaves para pesquisa: papel do</p><p>professor e aulas de língua inglesa, autores de livros e artigos científicos</p><p>relacionados ao tema proposto. A pesquisa será realizada no período de setembro</p><p>a outubro de 2024. Serão realizados os levantamentos de dados, avaliação e</p><p>discussão dos resultados de todo o material estudado com a temática proposta.</p><p>4 APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS</p><p>A postura dos educadores permanece ativa, porém direcionando o</p><p>protagonismo para os seus alunos. Eles devem falar, treinar, conversar e resolver</p><p>situações em inglês. Sem o dinamismo proposto por um professor, o aluno</p><p>permanecerá inerte e desinteressado diante do conteúdo apresentado.</p><p>O novo papel do professor no ensino de inglês é justamente o de envolver,</p><p>trazer o aluno para perto do conteúdo. E qual a melhor forma de fazer isso?</p><p>Entendendo o que o estudante necessita.</p><p>Somente o olhar apurado de um professor é capaz de identificar as</p><p>particularidades de seus alunos, bem como suas necessidades. Esse profissional</p><p>tem as ferramentas ideais para propor aulas dinâmicas, envolventes.</p><p>Refletindo sobre os papéis do professor propostos pelos enfoques</p><p>comportamentalista ou behaviorista, humanista e sócio interacionista, sabe-se que o</p><p>primeiro enfoque tem uma maior história no processo ensino e aprendizagem de</p><p>línguas. E considerando as características delineadoras da abordagem</p><p>comunicativa, nas três últimas décadas, durante a sua prática docente, o professor</p><p>tem recebido influências de novos métodos e propostas de ensino, os quais revelam</p><p>o professor como o facilitador do enfoque humanístico e o mediador do sócio</p><p>interacionismo.</p><p>De um modo geral, sabe-se que entre todos os papéis que um professor pode</p><p>representar na sala de aula de LE, o principal se refere ao papel de instrutor.</p><p>Segundo Lindgreen, esse papel define o professor como aquele que “executa as</p><p>ações de iniciar, dirigir a aula e avaliar a aprendizagem”, ]ou seja, ele é o</p><p>“responsável” pela aprendizagem. O papel de instrutor é inicialmente um papel</p><p>10</p><p>central, o qual recorre a outros papéis auxiliares para atender novas propostas ou</p><p>objetivos durante a aula.</p><p>A prática pedagógica do professor de Língua Inglesa não está ligada apenas</p><p>a seu domínio de conteúdo, mas também a tudo que está ao seu redor que</p><p>demanda atenção para que a construção do conhecimento seja realmente efetiva.</p><p>Diante disso, podem surgir desafios e situações adversas que surgem dentro da sala</p><p>de aula. Mesmo ainda não estando em exercício naquele momento, pudemos</p><p>pensar através das epistemologias teóricas que adquirimos no curso de Letras,</p><p>maneiras de ressignificar práticas pedagógicas para desvencilhar da sala de aula</p><p>tais problemáticas encontradas.</p><p>5 CONSIDERAÇÕES FINAIS</p><p>Em contrapartida percebeu-se que os fatores que favorecem o processo de</p><p>ensino aprendizagem da Língua Inglesa na escola, em parte se dão pelo</p><p>reconhecimento do ensino da língua apontando sua relevância, tanto do aluno,</p><p>quanto dos professores, analisando então que é necessário envolvimento direto de</p><p>ambos, assim como o uso de atividades complementares para dinamizar a aula,</p><p>como seminários, dinâmicas, jogos educativos.</p><p>Este estudo mostra a relevância para novas pesquisas no âmbito do processo</p><p>de ensino aprendizagem da língua inglesa em escolas e teve os objetivos</p><p>alcançados, a partir da verificação e análise de falhas encontradas neste processo e</p><p>a identificação dos desafios externos e internos, assim como os fatores que</p><p>contribuem para melhoria, que guiam o professor e a instituição.</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. 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