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ATIVIDADE 2 - MAT - PRÁTICA DE ENSINO: ETNOMATEMÁTICA E HISTÓRIA DA MATEMÁTICA - 51_2025 Período:03/03/2025 08:00 a 23/03/2025 23:59 (Horário de Brasília) Status:ABERTO Nota máxima:0,50 Gabarito:Gabarito será liberado no dia 24/03/2025 00:00 (Horário de Brasília) Nota obtida: 1ª QUESTÃO Knijnik et al. (2012) nos alertam para a tendência de desvalorizar as práticas matemáticas presentes em diferentes culturas, por não se ajustarem aos padrões formais e universais da Matemática escolar. Os autores defendem que essas práticas, embora distintas, são igualmente válidas e devem ser consideradas no processo educativo. Fonte: KNIJIK, G. et al. Etnomatemática em movimento. Belo Horizonte: Autêntica, 2012. Com base nessa reflexão, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas: I. A incorporação de elementos culturais nas práticas pedagógicas da Matemática, incluindo a valorização das linguagens matemáticas próprias de cada cultura, é fundamental para uma educação mais justa e inclusiva. PORQUE II. A Etnomatemática, ao estudar as diferentes formas de fazer e entender a Matemática em diversos contextos culturais, oferece ferramentas e conhecimentos para que os professores possam integrar esses elementos em suas aulas, tornando o ensino da Matemática mais significativo e relevante para os estudantes. A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta: ALTERNATIVAS As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I. As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I. A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa. A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira. As asserções I e II são proposições falsas. 2ª QUESTÃO Em meados de 1980, após o declínio do Movimento da Matemática Moderna, começaram a ganhar destaque, no cenário brasileiro, discussões e práticas voltadas para a Educação Matemática, em que pesquisadores destacaram a Resolução de Problemas e aspectos cognitivos, linguísticos, antropológicos e sociais como apoio às experiências de ensino da Matemática, conforme sugerido pela Agenda para Ação do Conselho Nacional dos Professores de Matemática (NCTM) dos Estados Unidos. Tais discussões, com valorização dos aspectos socioculturais da aprendizagem, em consonância com as tendências internacionais, contribuíram para o desenvolvimento de uma área de pesquisa e prática pedagógica mais rica e complexa. Fonte: NOGUEIRA, C. M. I.; OLIVEIRA, W. P. Prática de ensino: etnomatemática e história da matemática. Maringá: UniCesumar, 2021. Sobre a Educação Matemática, analise as afirmativas a seguir: I. A Educação Matemática é uma área de conhecimento que integra a Didática da Matemática e outras dimensões das relações pedagógicas em sua constituição, considerando o entorno cultural e social. II. A Educação Matemática é uma área de conhecimento que se preocupa com a produção do conhecimento matemático e a aplicação de conceitos em situações particulares pelos matemáticos, como a solução de problemas. III. A Educação Matemática é uma área de conhecimento que se preocupa com as aplicações dos conceitos matemáticos, em que o aluno precisa, ao longo das aulas, fazer repetidamente os exercícios para conseguir aplicá-los na prova e ser aprovado ao fim do ano letivo. IV. A Educação Matemática é uma área de conhecimento que se preocupa com os processos de ensino e aprendizagem da Matemática, recebendo contribuições da Psicologia, Didática, Antropologia e outras áreas do conhecimento. É correto o que se afirma em: ALTERNATIVAS II e III, apenas. I e IV, apenas. I, II e III, apenas. II, III e IV, apenas. I, II, III e IV. 3ª QUESTÃO D'Ambrosio (1996, p. 13), tratando sobre a atuação do professor de Matemática, afirma que esse compreende-se como um “ . . . educador que tem a matemática como sua área de competência e seu instrumento de ação, mas não como um matemático que utiliza a educação para a divulgação de suas habilidades e competências”. Fonte: D’AMBROSIO, U. Educação matemática: da teoria à prática. Campinas. São Paulo: Papirus, 1996. Considerando essa afirmação, assinale a alternativa correta: ALTERNATIVAS A reflexão indica que o matemático, enquanto profissional, aplica suas competências na escola. A reflexão indica que o papel do professor de matemática é equiparável ao do matemático profissional. A reflexão indica que o professor de matemática desempenha um papel semelhante ao do matemático profissional em sua atuação. A reflexão expressa que o professor de matemática utiliza a matemática como instrumento para transformação por meio da educação. A reflexão evidencia que o professor de matemática pode verificar na educação uma oportunidade de demonstrar suas habilidades matemáticas. 4ª QUESTÃO O Colégio de Jesus da Bahia foi fundado em fins do ano de 1549. Com instalações e acomodações pequenas, que lhe impunham uma limitação no número de alunos, nunca contou com mais de 25 alunos internos (entre órfãos, índios e mamelucos). Também frequentavam as aulas de ler e escrever alguns alunos externos (em sua maioria filhos de colonos portugueses). O colégio oferecia aos seus alunos internos e externos, além do ensino de grau primário e secundário, o ensino artístico, ou seja, a matemática ainda não estava no currículo. SHIGUNOV NETO, A.; MACIEL, L. S. B. O ensino jesuítico no período colonial. Educar, Curitiba, n. 31, Editora UFPR. p. 169-189, 2008. (adaptada). Considerando o breve relato do contexto histórico educacional brasileiro, e a importância dos padres da Companhia de Jesus, os primeiros registros da matemática nas salas de aula de maneira sucinta, avalie as afirmações a seguir. I. No curso de Ciências Naturais do Colégio da Bahia, por volta do ano de 1572. II. No Colégio do Rio de Janeiro, onde se aprendia os algarismos e as quatro operações básicas. III. Em 1826, quando se torna obrigatória do território brasileiro depois da reforma de Januário Cunha Barbosa. É correto o que se afirma em: ALTERNATIVAS I, apenas. III, apenas. I e II, apenas. II e III, apenas. I, II e III. 5ª QUESTÃO Segundo pesquisadores, a recomendação em utilizar a História da Matemática no ensino de Matemática se sustenta por vários motivos, entre eles, por considerar a História “como um princípio de sustentação da cognição matemática”, e a História da Matemática “como um princípio unificador da matemática escolar ensinada pelos professores”, com potencialidades pedagógicas de se constituir como um “ . . . reorganizador cognitivo capaz de justificar as origens e os porquês matemáticos dos conteúdos ensinados na escola” (MENDES; FOSSA; VALDÉS, 2006, p. 12). MENDES, I. A.; FOSSA, J. A.; VALDÉS, J. E. N. A História como um agente de cognição na Educação Matemática. Porto Alegre: Sulina, 2006. Analise nas alternativas a seguir, possibilidades de prática em sala de aula para que a História da Matemática possa ser utilizada e satisfazer essas condições. I. Pode ser utilizada a partir de uma análise histórica que subsidie a constituição de um processo pautado na problematização e investigação acerca de um conceito. II. Pode ser utilizada mediante a apresentação de um problema igual ao de origem, buscado na história, seguido da explicação dos métodos e técnicas que o resolve. III. Pode ser utilizada a partir da apresentação de problemas históricos, culminando na produção de outros problemas, porém, contextualizados. IV. Pode ser utilizada para a formulação de situações-problema que desencadeie um processo de compreensão do pensamento lógico-matemático semelhante ao utilizado na história. Das afirmativas acima, é correto o que se afirma em: ALTERNATIVAS I e II, apenas. II e IV, apenas. I, II e IV, apenas. I, III e IV, apenas. II, III e IV, apenas. 6ª QUESTÃO Considere a seguinte situação-problema: Imaginem vocês que estão perdidos em uma ilha totalmente deserta devido a um naufrágio ocorrido com nosso barco.Os únicos pertences que nos restaram foram as roupas do corpo e um pedaço de pano branco. Como vocês não têm comida, precisam sair o mais rápido possível da ilha e, para isso, dependerão da ajuda de outro barco qualquer, que deve passar perto da ilha nos próximos dias, visto que este local faz parte de uma rota marítima de embarcações turísticas. Para isso, vocês deverão amarrar o pano branco no ponto mais alto possível, na esperança de que outro barco perceba a presença do grupo. Além disso, o grupo deverá construir uma escada com madeira e cipó, visando facilitar a subida e descida deste ponto da árvore, pois, assim, ficaria mais fácil avistar a aproximação de outros barcos. O problema maior é que o local onde as madeiras e o cipó apropriados para a construção estão localizados fica a uma grande distância da árvore e ficaria mais fácil para o grupo saber a altura exata da mesma, para que a escada fosse construída no mesmo local onde se encontra a matéria-prima, ou seja, a madeira adequada e o cipó. Como calcular então a altura da árvore? (BORGES, 2004, p. 46-47). Com base na situação, analise as seguintes afirmações: I. Essa situação-problema é um exemplo de atividade baseada na História da Matemática, que pode ser proposta ao estudante e ao se sentir desafiado, ela pode provocar efeitos semelhantes àquela que deu origem, isto é, o desenvolvimento do conceito. II. Essa situação-problema é um exemplo de atividade que descaracteriza a História da Matemática e que deve ser evitada, pois pode estimular o estudante a arriscar-se em situações de risco e seus efeitos contribuem para uma compreensão geográfica e não matemática. III. Essa situação-problema pode ser utilizada para que os alunos a investiguem matematicamente e um caminho possível para a sua solução é utilizar o Teorema de Tales. IV. Essa situação-problema pode ser utilizada para que os alunos a investiguem matematicamente e um caminho possível para a sua solução é utilizar o Teorema de Euler. Em relação às afirmações anteriores é correto o que se afirma em: ALTERNATIVAS I, apenas. I e III, apenas. II e IV, apenas. II, III e IV, apenas. I, II, III e IV. 7ª QUESTÃO D'Ambrosio (2018) discorre sobre o ensino tradicional utilizando uma metáfora da gaiola para ilustrar que, por mais belo e funcional que seja, ele pode aprisionar o pensamento, impedindo-o de voar para além de seus próprios limites. Nas palavras do autor, “conhecimento tradicional é comparado a uma gaiola de pássaros, onde os pássaros se comunicam em uma linguagem própria, alimentam-se do que está disponível na gaiola, voam apenas dentro do espaço limitado por ela e percebem apenas o que as grades da gaiola permitem. Reproduzem-se, mas não têm visão da cor exterior da gaiola” (D’Ambrosio, 2018, p. 199). Fonte: D’AMBROSIO, U. Etnomatemática, justiça social e sustentabilidade. Estudos Avançados, [s. l.], v. 32, n. 94, p. 189-204, 2018. Analisando tal metáfora e relacionando-a com a perspectiva da Etnomatemática, analise as afirmativas a seguir: I. Valorizar as práticas matemáticas das diferentes culturas no ensino significa sair das gaiolas que, ao longo dos anos, têm sido construídas no âmbito escolar. II. Valorizar as práticas matemáticas das diferentes culturas no ensino implica adentrar nas gaiolas e fechar- se dentro delas. III. Valorizar as práticas matemáticas das diferentes culturas no ensino é apreciar a matemática como uma linguagem exata, de uma epistemologia única. IV. Valorizar as práticas matemáticas das diferentes culturas no ensino é reconhecer e apreciar as outras cores externas às "gaiolas". É correto o que se afirma em: ALTERNATIVAS I, apenas. I e IV, apenas. II e III, apenas. II, III e IV, apenas. I, II, III e IV. 8ª QUESTÃO A pesquisa intitulada: “Etnomatemática no Contexto dos Pescadores Artesanais” (Miranda et al., 2016), os autores desenvolveram atividades com estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA), pescadores da Ilha da Torotama, situada na Cidade de Rio Grande (RS) e, uma delas consistiu em: Em relação à essa prática, analise as seguintes afirmações quanto à Etnomatemática: I. Nessa atividade o conteúdo de Matrizes pode ser explorado por relacionar o cálculo da quantidade de crustáceos coletados ao longo de determinados períodos, com soma de matrizes. Assim, aproxima-se da Etnomatemática ao problematizar, no contexto, um conteúdo matemático. II. Nessa atividade o conteúdo de Matrizes fica inviável de ser trabalhado porque limita a um cálculo com duas linhas e três colunas. Assim, só se aproxima da Etnomatemática, mas não cumpre o seu papel de generalizar o cálculo para Matrizes de qualquer ordem. III. O registro dia a dia realizado pelo pescador pode ser diferente do apresentado na tabela que é mensal. Desse modo, qualquer tentativa em compreender o cálculo, a operação soma dos valores pode ser em vão, porque, na realidade, a forma de organização é diferente. IV. O registro dia a dia realizado pelo pescador pode ser diferente da tabela que é mensal. Pode ser que ele não sabia que o que fazia era um conteúdo de matemática, mas também por fazer isso, o ajudou na aula, percebendo que são os mesmos cálculos. Em relação às afirmações anteriores é correto o que se afirma em: ALTERNATIVAS II, apenas. I e IV, apenas. III e IV, apenas. I, II e III, apenas. I, II, III e IV. 9ª QUESTÃO Entre as justificativas para o uso da História da Matemática como um recurso pedagógico nas aulas de Matemática está a resposta para alguns porquês por parte do professor que, além de conhecer a trajetória histórica do seu objeto de trabalho/conhecimento, pode questionar “ . . . o levantamento e a discussão dos porquês, isto é, das razões para a aceitação de certos fatos, raciocínios e procedimentos por parte do estudante” (MIGUEL; MIORIM, 2004, p. 46). No que se refere a esses porquês, Jones (1969) apontou três, cronológicos, lógicos e pedagógicos. JONES, P. S. The History of Mathematics as a Teaching Tool. Nat Counc Teachers Math Yearbook (31st), v. 1, n. 17, p. 69, 1969. MIGUEL, A.; MIORIM, M. Â. História na Educação Matemática: propostas e desafos. Belo Horizonte: Autêntica, 2004. Considerando alguns exemplos desses porquês, indique a alternativa que, respectivamente, os representa. ALTERNATIVAS Os porquês cronológicos se referem à causa, portanto, de natureza lógica; os lógicos, ao desenvolvimento histórico; e os pedagógicos, aos procedimentos metodológicos para a abordagem em sala de aula. Os porquês cronológicos se referem à causa, portanto, de natureza histórica; os lógicos, ao encadeamento lógico; e os pedagógicos, aos procedimentos metodológicos para a abordagem em sala de aula. Os porquês cronológicos se referem à causa, portanto, de natureza teórica; os lógicos, ao desenvolvimento lógico- matemático; e os pedagógicos, aos procedimentos históricos para a abordagem em sala de aula. Os porquês cronológicos se referem à causa, portanto, de natureza lógica; os lógicos, ao encadeamento hierárquico do conceito; e os pedagógicos, aos procedimentos da pedagogia histórico-crítica em sala de aula. Os porquês cronológicos se referem à causa, portanto, de natureza atemporal; os lógicos, ao encadeamento lógico; e os pedagógicos, aos procedimentos, especificamente, adotados pelo estudante na abordagem em sala de aula. 10ª QUESTÃO Bianchi (2006), em seu estudo, apresenta uma categorização acerca da inserção da História da Matemática presente nos livros didáticos. As categorias são denominadas: menção histórica como motivação; menção histórica como informação; menção histórica como estratégia didática; e menção histórica como uso imbricado. Fonte: POMMER, W. M.; ALMEIDA JÚNIOR, P. P. de. A presença da História da Matemática no desenvolvimento da Trigonometria do Triângulo Retângulo nos livros didáticos de Matemática do Ensino Médio. REMAT: Revista Eletrônica da Matemática, Bento Gonçalves, v. 6, n. 1, p. 1-17, 2020. Observe a imagem a seguir: Fonte: DANTE, L. R. Matemática: contexto e aplicações(1º ano do EM). 3. ed. São Paulo: Ática, 2016. p. 246. Com base no exposto, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas: I. Ao ser apresentado no início do segmento sobre Relações Métricas no Triângulo Retângulo, esse texto/imagem tem como intuito motivar os estudantes, o que se enquadra em "menção histórica como motivação". O autor discorre sobre a relevância do triângulo retângulo na história, remetendo-nos ao antigo Egito, onde triângulos retângulos com nós espaçados de forma equidistante eram comumente utilizados. Entretanto, esse contexto também se relaciona com outra categorização. PORQUE II. Embora faça referência à "menção histórica como motivação", a imagem pode também ser associada à "menção histórica como didática", convidando os alunos a realizarem uma pesquisa em dupla, como elucidado na área pontilhada no canto inferior esquerdo da imagem. A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta: ALTERNATIVAS As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I. As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa da I. A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa. A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira. As asserções I e II são proposições falsas.