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P r o f . E d i c r E i a a n d r a d E d o s s a n t o s
Análise de Demonstrativo 
Financeiro e Indicativo 
de Desempenho
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Rua Clara Vendramin, 58 Mossunguê | CEP 81200-170 
Curitiba PR Brasil | Fone: (41) 2106-4170 
www.intersaberes.com | editora@editoraintersaberes.com.br
Informamos que é de inteira responsabilidade da autora a emissão de conceitos.
Nenhuma parte desta publicação poderá ser reproduzida por qualquer meio ou 
forma sem a prévia autorização da Editora InterSaberes.
A violação dos direitos autorais é crime estabelecido na Lei n. 9.610/1998 e punido 
pelo art. 184 do Código Penal.
consElho Editorial
Dr. Ivo José Both (presidente)
Drª. Elena Godoy
Dr. Neri dos Santos
Dr. Ulf G. Baranow
Editora-chEfE
Lindsay Azambuja
suPErvisora Editorial
Ariadne Nunes Wenger
analista Editorial
Ariel Martins
caPa E ProjEto gráfico
Kátia P. Irokawa Muckenberger
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io c on v Ers a inic i a l . 0 4
con t E x t ua l iz a ndo . 0 4
Tema 1_ Demonstrações Contábeis: objetivos e abrangência . 06
Tema 2_ Balanço Patrimonial (BP) . 09
Tema 3_ Demonstração do Resultado . 13
Tema 4_ Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC) . 17
Tema 5_ Outras demonstrações contábeis . 20
t roc a ndo idE i a s . 2 4
n a Pr át ic a . 2 4
sín t E sE . 26
rEfErênci a s . 26
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A contabilidade é, objetivamente, um sistema de informa-
ção e avaliação com o escopo de prover seus usuários com 
demonstrações e análises de natureza econômica, financeira, 
física e de produtividade, com relação à entidade objeto de contabi-
lização. Nesse entendimento, enfatiza-se que é um sistema de infor-
mação por se tratar de um conjunto articulado de dados, técnicas 
de acumulação, ajustes e elaboração de relatórios que possibilita 
tratar e transmitir as informações com a maior relevância possível.
As informações transmitidas pela contabilidade são do interesse 
de diversos tipos de usuários, sejam estes internos ou externos à 
entidade, e que tenham algum interesse na avaliação da situação e 
do progresso desta. Assim sendo, a contabilidade tem por objetivo 
básico prover de informações os modelos decisórios de seus usuá-
rios. Portanto, os registros contábeis evidenciados nos demonstra-
tivos financeiros devem possuir validade atestada, principalmente 
no que se refere aos usuários externos, caso em que há necessidade 
obrigatória de registros realizados conforme padrões estabelecidos 
pelos instrumentos normativos. A estrutura conceitual básica da 
contabilidade, como o próprio título indica, busca, por meio de con-
ceitos, fornecer um conjunto de princípios e normas, com o intuito 
de conduzir a prática contábil no atendimento de seus objetivos, e 
é sobre tal assunto que esta aula tratará.
A té o início do século XX, os estudiosos da área contábil bus-
cavam descrever as práticas observadas a fim de construir 
regras pedagógicas para classificá-las. A partir da década 
de 1930, a preocupação era apresentar as práticas que deveriam ser 
adotadas. Todavia, em 1929, houve a quebra da Bolsa de valores de 
Nova York, fato que trouxe sérios prejuízos à economia americana e 
que foi um dos principais eventos que desencadearam a busca pelo 
referencial teórico da contabilidade internacionalmente.
Relata-se que, a partir deste evento, as entidades americanas que 
viessem a negociar suas ações na bolsa de valores teriam que publi-
car suas demonstrações em conformidade com práticas contábeis 
amplamente aceitas, com uniformidade e consistência, e deveriam 
ser auditadas por contadores certificados por legislações locais ou 
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nacionais. Já Hendriksen e Van Breda (1999, p.76) argumentam que a busca por informações 
contábeis uniformes é anterior a esse período, e foi iniciada, principalmente, com “o cres-
cimento rápido das aplicações em ações de empresas, particularmente, durante os primei-
ros anos seguintes à Primeira Guerra Mundial e gerou novas necessidades de informação 
contábil”. Ainda para estes autores nesse período, as informações disponibilizadas pela 
contabilidade passaram a ter um novo enfoque, deixando de direcionar suas informações 
principalmente para os administradores e credores, passando a ter como ponto central 
investidores e acionistas. (HENDRIKSEN; VAN BREDA, 1999)
Deste modo, salienta-se que as demonstrações contábeis são obrigatórias para todas as 
empresas com ou sem fins lucrativos, diferenciando- se apenas pelas exigências específicas 
para os tipos de empresas.
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T e m a 1
Demonstrações Contábeis: 
objetivos e abrangência
A Contabilidade é uma ciência que coleta o máximo de dados possíveis, para assim 
gerar informações úteis e, por efeito, permitir a tomada de decisões. Entretanto, tais 
informações devem ser apresentadas de maneira resumida e ordenada, de modo 
a constituir os relatórios contábeis.
Os relatórios ou demonstrações contábeis de uma entidade são apresentados periodica-
mente, de acordo com a necessidade de seus usuários. Esses podem variar de empresa para 
empresa, considerando igualmente o porte da entidade.
De acordo com item 9 do CPC 26 (2011 – Apresentação das Demonstrações Contábeis), as 
demonstrações contábeis são uma representação estruturada da posição patrimonial e finan-
ceira e do desempenho da entidade. Seu objetivo é prover informações acerca da posição 
patrimonial e financeira, do desempenho e dos fluxos de caixa da entidade que sejam úteis 
para um grande número de usuários em suas avaliações e tomada de decisões econômicas. 
Ademais, elas também objetivam apresentar os resultados da atuação da administração, em 
face de seus deveres e responsabilidades na gestão diligente dos recursos que lhe foram 
confiados. Para satisfazer a esse objetivo, as demonstrações contábeis proporcionam infor-
mação da entidade acerca dos seguintes elementos: a) ativos; b) passivos; c) patrimônio 
líquido; d) receitas e despesas (incluindo ganhos e perdas); e) alterações no capital próprio 
mediante integralizações dos proprietários e distribuições a eles; f) fluxos de caixa.
Essas informações, juntamente com outras informações constantes das notas explicativas, 
ajudam os usuários das demonstrações contábeis a prever os futuros fluxos de caixa da 
entidade e, em particular, a época e o grau de certeza de sua geração. Agora, em relação 
ao tratamento dessas demonstrações, haverá variação de acordo com o tipo da empresa. 
Usualmente, nos deparamos com dois tipos: as sociedades anônimas (S.A.) e a sociedade 
por quotas de responsabilidade limitada (LTDA).
A sociedade anônima – também chamada de companhia – é aquela em que o capital está 
dividido em partes iguais, sendo essas partes denominadas ações, e possui grande número 
de proprietários. Esse tipo de empresa deve obrigatoriamente publicar suas demonstrações 
contábeis no Diário Oficial da União ou em algum jornal de grande circulação da localidade 
em que se situa a empresa.
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A sociedade limitada, por sua vez, é aquela que apresenta o capital dividido em quotas; 
ao contrário das S.A., o número de proprietários é bastante reduzido. Nesse caso, não é 
obrigatória a publicação das demonstrações no Diário Oficial ou em jornal, mas se deve 
apresentá-las com o imposto de renda (IR) pelo preenchimentoda declaração deste, ou 
para atender ao Código Civil.
Em relação à publicação das demonstrações, a lei das S.A (Lei nº 6.404/1976), define que, 
ao fim de cada período de doze meses a empresa obrigatoriamente deverá apresentar as 
demonstrações financeiras. Esse período é denominado exercício social, ou período contábil. 
Vale ressaltar que não é necessário o fim do exercício social ser igual ao fim do ano civil, ou 
seja, não há obrigatoriedade sobre compreender o período entre 01/01/XX a 31/12/XX.
No entanto, a empresa pode apresentar suas demonstrações em períodos menores (semes-
tral, bimestral, mensal) – o que ocorre principalmente, nas organizações de grande porte, 
dado seu grande número de movimentações, de modo a facilitar a geração de sua demons-
tração ao fim do exercício. Enfatiza-se aqui que as companhias de capital aberto que são 
listadas no mercado de capitais (bolsas de valor, como a BM&F Bovespa) apresentam seus 
relatórios trimestralmente.
No que concerne ao enquadramento das normas de publicação, as demonstrações deverão 
atender a alguns requisitos, a começar pela parte superior, que deverá obrigatoriamente 
conter o nome da empresa, referenciar de que demonstração se trata, e a data do exercício 
social.
As demonstrações apresentam duas colunas de valores, nas quais constam os valores do 
ano corrente e os do exercício anterior, respectivamente. Tal prática viabiliza a realização 
de comparações de maneira mais rápida. Quando a empresa apresentar grandes valores, 
podem-se eliminar os três últimos dígitos (três casas decimais) para facilitar a elaboração. 
No entanto, ao realizar essa prática deve ser colocado no cabeçalho da demonstração a 
expressão: “em $ milhares” ou outra unidade que seja utilizada.
Com o advento da Lei nº 11.638/2007 e a Lei nº 11.941/2009, a contabilidade brasileira pas-
sou pelo processo de convergência às Normas Internacionais de Contabilidade (International 
Financial Reporting Standards – IFRS); acompanhando a evolução do sistema contábil brasi-
leiro, o Conselho Federal de Contabilidade (CFC) e o Comitê de Pronunciamentos Técnicos 
Contábeis (CPC) editaram inúmeras normativas técnicas que tratam de assuntos eminente-
mente contábeis. Com relação às demonstrações contábeis que obrigatoriamente deverão 
ser incluídas no livro diário, como regra geral, destacamos o conjunto completo das demons-
trações contábeis que está previsto no CPC 26.
 ■ Balanço Patrimonial (BP);
 ■ Demonstração do Resultado do Exercício/Período (DRE);
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 ■ Demonstração do Resultado Abrangente (DRA);
 ■ Demonstrações de Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL);
 ■ Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA);
 ■ Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC);
 ■ Demonstração do Valor Adicionado (DVA);
 ■ Notas explicativas (NE).
Ressalta-se que as demonstrações irão variar de acordo com o tipo da empresa. Por 
exemplo, para as pequenas e médias empresas (PME) podem, por opção, adotar a NBC TG 
1000 – Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas. A citada norma, no que se refere às 
demonstrações contábeis, apresenta como conjunto completo das demonstrações contábeis 
conforme: a) BP; b) DRE; c) DRA; d) DMPL; e) DFC; f) notas explicativas.
Ainda com relação a que demonstrações contábeis são obrigatórias, ressaltamos que pode 
ser observado um tratamento diferenciado pelas Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno 
Porte (EPP), isso considerando a resolução do CFC 1.418/12, que aprovou a ITG 1000. Esta 
define como obrigatória a elaboração do BP, a DRE e a apresentação das Notas Explicativas 
ao final de cada exercício social. Apesar de não serem obrigatórias para as ME e EPP, a ela-
boração da DFC, a DRA e a DMPL são estimuladas pelo CFC.
Destaca-se que as ME e EPP tratam-se de sociedades empresárias, de sociedades simples 
e de empresas individuais de responsabilidade limitada ou de empresário a que se refere o 
Art. 966 da Lei nº 10.406/2002, que tenha auferido, no ano calendário anterior, receita bruta 
anual até os limites previstos nos incisos I e II do Art. 3º da Lei Complementar nº 123/2006.
As sociedades anônimas (S.A.) podem ser de capital aberto e fechado. De acordo com a 
Resolução CFC nº 1.255/2009, as sociedades por ações, fechadas (sem negociação de suas 
ações ou outros instrumentos patrimoniais, ou de dívida no mercado e que não possuam 
ativos em condição fiduciária perante um amplo grupo de terceiros), mesmo que obriga-
das à publicação de suas demonstrações contábeis, são tidas, para fins de publicação dos 
demonstrativos, como pequenas e médias empresas, desde que não enquadradas pela Lei 
nº. 11.638/2007 como sociedades de grande porte. Já as companhias de capital aberto (S.A) 
devem apresentar todas as demonstrações contábeis conforme síntese da Tabela 1.
Tabela 1 Síntese das demonstrações obrigatórias
Demonstr.
contábil
ME e EPP
(ITG 1000)
PME
(NBC TG 1000)
Regra geral S.A de capital
aberto
B.P Obrigatório Obrigatório Obrigatório Obrigatório
D.R.E Obrigatório Obrigatório Obrigatório Obrigatório
(Continua)
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Demonstr.
contábil
ME e EPP
(ITG 1000)
PME
(NBC TG 1000)
Regra geral S.A de capital
aberto
D.R.A Facultativa Facultativa Obrigatório Obrigatório
D.L.P.A Facultativa Facultativa Facultativa Facultativa
D.M.P.L Facultativa Facultativa Obrigatório Obrigatório
D.F.C Facultativa Obrigatório Obrigatório Obrigatório
D.V.A Facultativa Facultativa Facultativa Obrigatório
N.E Obrigatório Obrigatório Obrigatório Obrigatório
A seguir serão demonstrados breves conceitos sobre as demonstrações contábeis e suas 
estruturas básicas.
T e m a 2
Balanço Patrimonial (BP)
O Balanço Patrimonial (BP) é uma demonstração contábil instituída pelo artigo 178 
da Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976, e tem como finalidade evidenciar a 
situação patrimonial e financeira de uma entidade. Por meio dele também é pos-
sível identificar qual a política que a empresa adota para obtenção e aplicação de recursos. 
De acordo com esta lei, a expressão balanço vem de “equilíbrio”: Ativo = Passivo + Patrimônio 
Líquido, ou então de “igualdade”: Aplicações = Origens. Desta maneira, suas contas são clas-
sificadas segundo os elementos do patrimônio que as registrem, e são agrupadas de modo 
a facilitar o conhecimento e a análise da situação financeira da companhia.
Nesta direção as contas do Ativo são dispostas em ordem decrescente de grau de liquidez 
dos elementos nelas registrados, elencadas nos seguintes grupos: a) Ativo Circulante; b) Ativo 
Não Circulante – composto por Ativo Realizável a Longo Prazo, Investimentos, Imobilizado 
e Intangível.
As contas do Ativo serão classificadas da seguinte forma:
 ■ Ativo Circulante: as disponibilidades, os direitos realizáveis no curso do exercício 
social subsequente e as aplicações de recursos em despesas do exercício seguinte.
(Tabela 1 – conclusão)
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 ■ Ativo Realizável a Longo Prazo: os direitos realizáveis após o término do exercício 
seguinte, assim como os derivados de vendas, adiantamentos ou empréstimos a 
sociedades coligadas ou controladas, diretores, acionistas ou participantes no lucro 
da companhia, que não constituírem negócios usuais na exploração do objeto da 
companhia.
 ■ Investimentos: as participações permanentes em outras sociedades e os direitos 
de qualquer natureza, não classificáveis no Ativo Circulante, e que não se destinem à 
manutenção da atividadeda companhia ou da empresa.
 ■ Imobilizado: os direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à 
manutenção das atividades da companhia ou da empresa ou exercidos com essa 
finalidade, inclusive os decorrentes de operações que transfiram à companhia os 
benefícios, riscos e controle desses bens.
 ■ Intangível: os direitos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à 
manutenção da companhia ou exercidos com essa finalidade, inclusive o fundo de 
comércio adquirido.
No Passivo, as contas serão classificadas nos seguintes grupos: a) Passivo Circulante; b) Passivo 
Não Circulante; c) Patrimônio Líquido (dividido em Capital Social, Reservas de Capital, Ajustes 
de Avaliação Patrimonial, Reservas de Lucros, Ações em Tesouraria e Prejuízos Acumulados).
As contas do Passivo serão classificadas do seguinte modo:
 ■ Passivo circulante: as obrigações da companhia, inclusive financiamentos para 
aquisição de direitos do ativo não circulante, que vencerem no exercício seguinte.
 ■ Passivo não circulante: as obrigações que tiverem vencimento superior ao 
encerramento do próximo exercício social.
As contas do Patrimônio Líquido serão classificadas como:
 ■ Capital Social: a conta discriminará o montante subscrito e, por dedução, a parcela 
ainda não realizada (Capital a Integralizar).
 ■ Reservas de Capital: i) A contribuição do subscritor de ações que ultrapassar o valor 
nominal e a parte do preço de emissão das ações sem valor nominal que ultrapassar a 
importância destinada à formação do capital social, inclusive nos casos de conversão 
em ações de debêntures ou partes beneficiárias; ii) O produto da alienação de partes 
beneficiárias e bônus de subscrição; iii) O resultado da correção monetária do capital 
realizado, enquanto não capitalizado.
 ■ Ajustes de Avaliação Patrimonial: registram os valores das contrapartidas de 
aumentos ou diminuições de valores atribuídos a elementos do ativo e do passivo, em 
decorrência da sua avaliação a valor justo, enquanto não computadas no resultado do 
exercício em obediência ao regime de competência.
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 ■ Reservas de Lucros: constituídas pela apropriação de lucros da companhia (Legal, 
Estatutárias, Contingências, Retenção de Lucros, Reserva de Incentivos Fiscais, Lucros 
a Realizar).
 ■ Ações em Tesouraria: redutora do patrimônio líquido, que registra o montante de 
recursos aplicados na aquisição de ações da própria companhia.
De forma detalhada, apresentamos a seguir os aspectos conceituais para Ativos.
Hendriksen e Van Breda (1999, p. 281-3) afirmam que “ativos são essencialmente reservas de 
benefícios futuros”. E mencionam a definição do Financial Accounting Standards Board (FASB) 
encontrada em seu referencial conceitual, no SFAC 62, como sendo os “benefícios econômi-
cos futuros prováveis, obtidos ou controlados por uma empresa em consequência de tran-
sações ou eventos passados”. Para o FASB (1980), incorporar um benefício futuro provável 
é característica essencial dos ativos. Ausente tal característica, não se pode reconhecer a 
existência do ativo em termos contábeis. Nesse raciocínio, Hendriksen e Van Breda (1999, 
p. 285), analisando a necessidade de existência de direito específico a benefícios futuros, 
ressaltam que “o direito deve produzir um benefício positivo; os direitos com benefícios 
nulos ou negativos em potencial não são ativos”.
Iudicibus (2000, p. 130) destaca três aspectos a serem observados na definição de ativos: 
a) o ativo deve ser considerado à luz de sua propriedade e/ou à luz de sua posse e controle – 
normalmente as duas condições virão juntas; b) precisa estar incluído no ativo, em seu bojo, 
algum direito específico a benefícios futuros ou, em sentido mais amplo, o elemento precisa 
apresentar uma potencialidade de serviços futuros (fluxos de caixa futuros) para a empresa; 
c) o direito precisa ser exclusivo da entidade.
Um ativo é algo que existe agora e tem a capacidade de render serviços ou benefícios no 
período corrente e no futuro. Os benefícios econômicos futuros prováveis, obtidos ou con-
trolados por uma dada entidade em consequência de transações ou eventos passados, são 
considerados como ativos.
Para ser um ativo, a forma física não é essencial, como as marcas e patentes, por exemplo, 
que são intangíveis, porém se gerarem benefícios econômicos futuros e serem controlados 
pela empresa são classificados como parte do ativo. Dessa forma, os ativos da empresa 
procedem de transações passadas ou de outros fatos passados.
O reconhecimento de um item do ativo refere-se, ao processo de incorporar no balanço patri-
monial um recurso econômico. Um item do ativo para ser reconhecido como tal deve satis-
fazer a definição de materialidade, probabilidade de ocorrência e confiabilidade da medida.
Na sequência apresentamos os aspectos conceituais de Passivo e de Patrimônio Líquido, con-
forme apresentado pelos pronunciamentos contábeis por Hendriksen e Van Breda (1999):
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Os passivos são prováveis sacrifícios futuros de benefícios econômicos decorrentes de obri-
gações presentes de uma dada organização quanto à transferência de ativos ou prestação 
de serviços a outras entidades no futuro, em consequência de transações ou eventos passa-
dos. Dessa forma, podemos resumir um passivo como uma obrigação presente da entidade, 
derivada de eventos passados, cuja liquidação se espera que resulte em saída de recursos 
capazes de gerar benefícios econômicos.
O passivo resulta da obrigação presente com uma ou mais entidades, que implica a liquida-
ção do bem por provável transferência futura ou uso de ativos em uma data especificada ou 
determinável, na ocorrência de um evento específico. Um passivo deve ser reconhecido no 
balanço patrimonial quando for provável que uma saída de recursos envolvendo benefícios 
econômicos seja exigida em liquidação de uma obrigação presente e o valor para qual essa 
liquidação se dará possa ser determinado em bases confiáveis.
A liquidação de uma obrigação presente implica na utilização, pela empresa, de recursos 
capazes de gerar benefícios econômicos a fim de satisfazer o direito da outra parte. A obri-
gação também pode ser eliminada por outros meios, tais como pela renúncia do credor ou 
pela perda dos seus direitos. Passivos derivam de transações ou outros fatos passados, dessa 
maneira, a compra de bens e o uso de serviços dão origem a contas a pagar (a não ser que 
pagos à vista) e o recebimento de empréstimo bancário implica na obrigação de honrá-lo 
na data do vencimento. Dessa forma, a empresa também pode ter a precisão de reconhe-
cer como passivo os futuros abatimentos fundamentados no volume das compras anuais 
dos clientes. Nesse caso, a venda de bens no passado é a ligação que dá origem ao passivo.
Alguns passivos são mensurados por meio do emprego de um determinado nível de estima-
tiva. Segundo Martins et al. (2013), tais passivos, no Brasil, são chamados de provisões; caso 
a provisão abranja uma obrigação presente e satisfaça aos demais critérios da definição, ela 
será um passivo, mesmo que seu montante precise ser estimado.
Por sua vez, o Patrimônio Líquido (PL) é o interesse residual nos ativos da empresa depois de 
deduzidos todos os seus passivos. Apesar de o PL ser visto como algo residual, ele apresenta 
subclassificações no BP, como na sociedade por ações, recursos aportados pelos sócios, 
reservas resultantes de detenções de lucros e reservas de ajustes para manutenção do capi-
tal podem ser demonstrados de maneira separada (CPC 00 R1, 2011). Essas classificações do 
PL podem ser relevantes para a tomada de decisãoquando recomendarem restrições legais 
ou de outra natureza sobre a capacidade que a empresa tem de disseminar ou aplicar de 
outra forma os seus recursos patrimoniais.
O PL está relacionado de forma direta com os elementos da equação patrimonial (PL = ativo–
passivo). De maneira geral, representa a diferença entre aplicações de recursos e obrigações, 
ou seja, a diferença entre ativos e passivos. Ele representa o interesse residual nos ativos 
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da entidade depois de deduzir todos os seus passivos, ou seja, o valor residual dos ativos 
da empresa, depois de deduzidos todos os seus passivos.
A visualização das fontes do PL ocorre por meio dos valores do reconhecimento do capital 
social e suas derivações. A forma de evidenciar o PL ajuda na tomada de decisão, ao refletir 
a capacidade de distribuir ou aplicar recursos. O PL divide-se em: Capital Social, Reservas 
de Capital, Reservas de Lucros, Ajustes de Avaliação Patrimonial, Ações em Tesouraria e 
Prejuízos Acumulados.
O valor pelo qual o PL é exposto no BP depende da mensuração dos ativos e passivos. 
Geralmente, o valor agregado do PL corresponde ao valor de mercado das ações da empresa 
ou da soma que poderia ser obtida pela venda dos seus ativos líquidos, ou da entidade 
como um todo.
Para finalizar, aqui se apresenta um modelo sintético da estrutura do BP.
Quadro 1 Estrutura do Balanço Patrimonial
Ativo Passivo e Patrimônio Liquido
Circulante Circulante
Não circulante
Realizável a longo prazo
Investimentos
Imobilizado
Intangível
Não circulante
Exigível a longo prazo
Patrimônio líquido
T e m a 3
Demonstração do Resultado
L egalmente apresentada como demonstração do resultado e comumente chamada 
como Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) ou do Período, é a demonstração 
financeira que tem por objetivo mostrar o resultado do exercício, podendo esse ser 
lucro ou prejuízo. Ela foi instituída pelo artigo 187 da Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 
1976, e tem como objetivo fornecer o resultado do exercício, bem como elencar quais os 
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elementos que a compõem, por isso apresenta ordenadamente as receitas e despesas da 
empresa no período do exercício social, geralmente correspondente ao ano civil (CPC 26/2011).
De acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 26/2011, a DRE deve, no mínimo, incluir as 
seguintes rubricas: a) receitas; b) ganhos e perdas decorrentes de baixa de ativos financeiros 
mensurados pelo custo amortizado; c) custos de financiamento; d) parcela dos resultados de 
empresas investidas reconhecida por meio do método da equivalência patrimonial; e) tributos 
sobre o lucro; f) em atendimento à legislação societária brasileira vigente, a demonstração 
do resultado deve incluir ainda as seguintes rubricas: (i) custo dos produtos, das mercado-
rias e dos serviços vendidos; (ii) lucro bruto; (iii) despesas com vendas, gerais, administrati-
vas e outras despesas e receitas operacionais; (iv) resultado antes das receitas e despesas 
financeiras; (v) resultado antes dos tributos sobre o lucro; (vi) resultado líquido do período.
A DRE ainda apresenta como finalidades informar seus usuários sobre o resultado das ope-
rações, demonstrar perante as instituições financeiras a rentabilidade das empresas para 
atender aos financiamentos solicitados, mostrar aos investidores as reais condições de via-
bilidade econômico-financeira e para que os próprios administradores meçam sua eficiência 
e necessidade de alterar a política de negócios da empresa, como realizar a alteração de 
preços, aumento de produção, expansão da propaganda, dentre outros.
A DRE é disposta na vertical, de forma dedutiva, ou seja, das receitas subtraem-se as despe-
sas e, em seguida, indica-se o resultado: lucro ou prejuízo. Quando as contas de Receitas e 
Despesas são encerradas ao final do exercício, ocorre a transferência do saldo da DRE para 
lucros ou prejuízos acumulados. Este confronto entre receitas e despesas provoca variações 
na estrutura do PL afetando diretamente a grandeza patrimonial de uma empresa, conforme 
o esquema exposto a seguir:
Quadro 2 Relações da DRE e do Balanço Patrimonial
BALANÇO PATRIMONIAL
DRE
Ativo Passivo
1. Ativo circulante
(Capital circulante ou 
de giro)
1. Passivo circulante
2. Passivo não circulante
(Capital de terceiros)
(+) Receitas
(−) Despesas/Custos
2. Ativo não circulante
(Capital não circulante)
3. Patrimônio líquido
(Capital próprio) (=) Lucro ou Prejuízo
(aumenta/diminui PL)
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As contas de resultados representam as variações patrimoniais e dividem- se em contas de 
despesas e de receitas (CPC 26/2011):
 ■ Despesas caracterizam-se pelo consumo de bens e utilização de serviços, objetivando 
a obtenção de Receita. Exemplos: energia elétrica consumida, materiais de limpeza, 
materiais de expediente, a utilização de serviços telefônicos.
 ■ Receitas são decorrentes da venda de bens e da prestação de serviços. Exemplos: 
vendas de mercadorias, descontos obtidos, serviços prestados, recebimento de 
aluguéis, recebimento de juros.
Existem contas de resultados que podem aparecer tanto no grupo das despesas quanto no 
grupo das receitas. É o caso dos aluguéis, dos juros e dos descontos, que são diferenciados 
por seus adjetivos empregados. Exemplo:
 ■ A conta descontos concedidos é Despesa.
 ■ A conta descontos obtidos é Receita.
Na sequência, há um modelo de Demonstração do Resultado da companhia de capital aberto 
Natura Cosméticos S.A., listada na bolsa de valores – BM&F Bovespa.
Quadro 3 DRE da Natura Cosméticos S.A. – (BM&F Bovespa)
Conta Descrição 01/01/2015
a 31/12/2015
01/01/2014
a 31/12/2014
01/01/2013
a 31/12/2013
3.01 Receita de Venda de Bens e/ou Serviços 7.899.002 7.408.422 7.010.311
3.02 Custo dos Bens e/ou Serv. Vendidos −2.415.990 −2.250.120 −2.111.120
3.03 Resultado Bruto 5.483.012 5.158.302 4.899.191
3.04 Despesas/Receitas Operacionais −4.226.243 −3.793.630 −3.483.195
3.04.01 Despesas com Vendas −2.998.825 −2.680.091 −2.449.437
3.04.02 Despesas Gerais e Administrativas −1.293.208 −1.133.346 −1.042.617
3.04.02.01 Despesas Gerais e Administrativas −1.293.208 −1.133.346 −1.042.617
3.04.03 Perdas pela Não Recup. de Ativos – – –
3.04.04 Outras Receitas Operacionais 65.790 19.807 8.859
3.05 Resultado Antes do Resultado Financeiro e dos 
Tributos
1.256.769 1.364.672 1.415.996
3.06 Resultado Financeiro −381.399 −268.279 −158.250
(Continua)
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Conta Descrição 01/01/2015
a 31/12/2015
01/01/2014
a 31/12/2014
01/01/2013
a 31/12/2013
3.06.01 Receitas Financeiras 1.927.228 703.805 364.222
3.06.02 Despesas Financeiras −2.308.627 −972.084 −522.472
3.07 Resultado Antes dos Tributos sobre o Lucro 875.370 1.096.393 1.257.746
3.08 Imposto de Renda e Contribuição Social sobre 
o Lucro
−352.638 −355.172 −409.940
3.09 Resultado Líquido das Operações Continuadas 522.732 741.221 847.806
3.10 Resultado Líquido de Operaçõe Descontinuadas – – –
3.11 Lucro/Prejuízo Consolidado do Período 522.732 741.221 847.806
3.11.01 Atribuído a Sócios da Empresa Controladora 513.513 732.818 842.608
3.11.02 Atribuído a Sócios Não Controladores 9.219 8.403 5.198
3.99 Lucro por Ação – (Reais/Ação) – – –
3.99.01 Lucro Básico por Ação – – –
3.99.01.01ON 1,19340 1,70640 1,96180
3.99.02 Lucro Diluído por Ação – – –
3.99.02.01 ON 1,19280 1,70570 1,95860
Fonte: Disponível em: .
A DRE tem como finalidade demonstrar a formação do resultado do exercício (lucro ou pre-
juízo), pela confrontação entre as receitas realizadas e as despesas incorridas no decorrer 
do exercício social. Partirá da receita de vendas da empresa para mostrar quanto, afinal, 
sobrou após um determinado período, assim fornecendo ao investidor uma ideia da qua-
lidade do lucro.
(Quadro 3 – conclusão)
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T e m a 4
Demonstração dos 
Fluxos de Caixa (DFC)
O Demonstrativo do Fluxo de Caixa (DFC) tem por objetivo analisar a variação do 
saldo da conta de caixa e bancos durante um certo período, buscando listar as 
origens (entradas de dinheiro) e aplicações (saídas de dinheiro) da empresa.
De acordo com o CPC 03 (R2), as informações contidas no DFC, quando utilizadas em conjunto 
com as informações das outras demonstrações contábeis proporciona informações que 
permitem aos usuários avaliarem mudanças nos ativos líquidos da entidade, sua estrutura 
financeira (inclusive sua liquidez e solvência), e sua capacidade para mudar os montantes e a 
época de ocorrência dos fluxos de caixa, a fim de adaptá-los às mudanças nas circunstâncias 
e oportunidades. As informações sobre os fluxos de caixa são úteis para avaliar a capacidade 
de a entidade gerar caixa e equivalentes de caixa e possibilitam aos usuários desenvolver 
modelos para avaliar e comparar o valor presente dos fluxos de caixa futuros de diferentes 
entidades. A DFC também concorre para o incremento da comparabilidade na apresentação 
do desempenho operacional por diferentes entidades, visto que reduz os efeitos decorrentes 
do uso de diferentes critérios contábeis para as mesmas transações e eventos.
A DFC reflete as transações de caixa das atividades operacionais, das atividades de investi-
mento e das atividades de financiamento, conforme:
I. Atividades Operacionais: são explicadas pelas receitas e gastos decorrentes 
da industrialização, comercialização ou prestação de serviços da empresa. Estas 
atividades têm ligação com o capital circulante líquido da empresa.
II. Atividades de Investimento: são os gastos efetuados no realizável a longo prazo, em 
Investimentos, no Imobilizado ou no Intangível, bem como as entradas por venda dos 
ativos registrados nos referidos subgrupos de contas.
III. Atividades de Financiamento: são os recursos obtidos do passivo não circulante e 
do patrimônio líquido. Devem ser incluídos aqui os empréstimos e financiamentos de 
curto prazo. As saídas correspondem à amortização destas dívidas e aos valores pagos 
aos acionistas a título de dividendos e distribuição de lucros.
Há dois métodos de DFC: direto e indireto. O método direto caracteriza- se por apresentar os 
componentes dos fluxos por seus valores brutos, ao menos para os itens mais significativos 
dos recebimentos e dos pagamentos. Neste, devem ser apresentados no mínimo os seguintes 
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tipos de recebimentos e pagamentos relacionados às operações: (i) recebimento de clientes; 
(ii) juros, lucros e dividendos recebidos; (iii) pagamentos a fornecedores e empregados; juros 
pagos; (v) imposto de renda pago; (vi) outros recebimentos e pagamentos.
Quadro 4 Demonstração do Fluxo de Caixa – Método Direto
Fluxo de Caixa – Direto R$
Das Atividades Operacionais
(+) Recebimentos de Clientes e outros
(−) Pagamentos a Fornecedores
(−) Pagamentos a Funcionários
(−) Recolhimentos ao Governo
(−) Pagamentos a Credores Diversos
(=) Disponibilidades geradas pelas (aplicadas nas) Atividades Operacionais
Das Atividades de Investimentos
(+) Recebimento de Venda de Imobilizado
(−) Aquisição de Ativo Permanente
(+) Recebimento de Dividendos
(=) Disponibilidades geradas pelas (aplicadas nas) Atividades de Investimentos
Das Atividades de Financiamentos
(+) Novos Empréstimos
(−) Amortização de Empréstimos
(+) Emissão de Debêntures
(+) Integralização de Capital
(−) Pagamento de Dividendos
(=) Disponibilidades geradas pelas (aplicadas nas) Atividades de Financiamento
Aumento / Diminuição Nas Disponibilidades
DISPONIBILIDADES: no início do período
DISPONIBILIDADES: no final do período
O método indireto consiste na demonstração dos recursos provenientes das atividades ope-
racionais a partir do lucro líquido, ajustados pelos itens que afetam o resultado (tais como 
depreciação, amortização e exaustão), mas que não modificam o caixa da empresa (CPC 03).
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Quadro 5 Demonstração do Fluxo de Caixa – Método Indireto
Fluxo de Caixa–Indireto R$
ATIVIDADES OPERACIONAIS
Lucro Líquido
(+/−) Ajustes
Depreciação
Variações nos Ativos e Passivos
Variação em duplicatas a receber
Variação em estoques
Variação em fornecedores
Variação em imposto de renda a recolher
Caixa líquido atividades operacionais
ATIVIDADES DE INVESTIMENTO
Aquisição de Ações (Participação em Outras Cias)
Aquisição de Móveis e Utensílios
Aquisição de Terrenos
Caixa líquido atividades de investimento
ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO
Aquisição empréstimos a curto prazo
Aumento de capital
Pagamento de dividendos
Caixa líquido atividades de financiamento
Variação de Caixa e Equivalentes
Saldo Inicial de Caixa e Equivalentes
Saldo Final de Caixa e Equivalentes
Saiba mais:
CPC 03 (R2) – Demonstração dos Fluxos de Caixa. CPC – Comitê de Pronunciamentos 
Contábeis. Disponível em: 
.
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Outras demonstrações 
contábeis
A seguir serão destacadas as outras Demonstrações Contábeis presentes na lista de exi-
gência da legislação nacional.
a. Demonstração do Resultado Abrangente (DRA)
De acordo com a Resolução CFC nº 1.185/2009 e o CPC 26 a Demonstração do 
Resultado Abrangente (DRA) é obrigatória, mesmo não sendo prevista na Lei 
nº 6.404/1976. Por resultado abrangente pode-se entender como uma alteração no 
PL de uma empresa durante um período, oriundo de transações e de outros eventos 
e circunstâncias não originadas dos sócios. Pode-se incluir todas as mudanças no 
patrimônio durante o período, com exceção daquelas resultantes de investimentos 
dos sócios e distribuições aos sócios.
A DRA é um relatório que de acordo com o princípio de competência de exercícios, 
atualiza o capital próprio dos sócios, por meio do registro no PL (e não no resultado) 
das receitas e despesas incorridas, porém de realização financeira “incerta”, uma 
vez que decorrem de investimentos de longo prazo, sem data prevista de resgate ou 
outra forma de alienação. Na prática, seu objetivo é apresentar os ajustes efetuados 
no PL como se fosse um lucro da empresa. Por exemplo, a conta ajuste da avaliação 
patrimonial, registra as modificações de ativos e passivos a valor justo, que pelo 
princípio da competência não entram na DRE. No entanto, estas variações serão 
computadas no lucro abrangente, a fim de apresentar o lucro o mais próximo da 
realidade econômica da empresa.
De acordo com o CPC 26, aprovado pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC), 
recomenda queo lucro abrangente seja calculado com base no lucro líquido apurado 
na DRE. Isto posto, a DRA deve, no mínimo, incluir as seguintes contas: a) resultado 
líquido do período; b) cada item dos outros resultados abrangentes classificados 
conforme sua natureza; c) parcela dos outros resultados abrangentes de empresas 
investidas reconhecida por meio do método de equivalência patrimonial; d) Resultado 
abrangente do período.
Segundo o pronunciamento do CPC 26 a apresentação do resultado abrangente deve 
ser feita separada da DRE. Todavia, considerando que no Brasil a DMPL é obrigatória 
para as companhias abertas, existe ainda a possibilidade da apresentação da DRA 
aparecer como parte da DMPL. Deste modo, a própria regulamentação emitida pelo 
CPC autoriza tal publicação, contudo, a entidade deve divulgar o montante do efeito 
tributário relativo a cada componente dos outros resultados abrangentes, incluindo 
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os ajustes de reclassificação na demonstração do resultado abrangente ou nas notas 
explicativas.
b. Demonstrações de Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL)
De acordo com o artigo 186, parágrafo 2º, da Lei das S.A (nº 6.404/1976) a elaboração 
da Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL) é facultativa. A DMPL é 
uma demonstração bastante abrangente e completa, uma vez que evidencia todas as 
movimentações ocorridas no patrimônio. Pode ainda englobar a DLPA.
De acordo com o CPC 26, a entidade deve apresentar a DMPL com as seguintes 
informações: a) o resultado abrangente do período, apresentando separadamente o 
montante total atribuível aos proprietários da entidade controladora e o montante 
correspondente à participação de não controladores;
para cada componente do PL, os efeitos da aplicação retrospectiva ou da 
reapresentação retrospectiva, reconhecidos de acordo com o Pronunciamento Técnico 
CPC 23 – Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro; c) para cada 
componente do patrimônio líquido, a conciliação do saldo no início e no final do 
período, demonstrando-se separadamente as mutações decorrentes: do resultado 
líquido; de cada item dos outros resultados abrangentes; e de transações com os 
proprietários realizadas na condição de proprietário, demonstrando separadamente 
suas integralizações e as distribuições realizadas, bem como modificações nas 
participações em controladas que não implicaram perda do controle.
Para cada componente do PL, a entidade deve apresentar, ou na DMPL ou nas notas 
explicativas, uma análise dos outros resultados abrangentes. O PL deve apresentar o 
capital social, as reservas de capital, os ajustes de avaliação patrimonial, as reservas 
de lucros, as ações ou quotas em tesouraria, os prejuízos acumulados, se legalmente 
admitidos os lucros acumulados e as demais contas exigidas pelos Pronunciamentos 
Técnicos emitidos pelo CPC.
A entidade deve apresentar, na DMPL ou nas notas explicativas, o montante de 
dividendos reconhecidos como distribuição aos proprietários durante o período e o 
respectivo montante dos dividendos por ação. Os componentes do patrimônio líquido, 
por exemplo, cada classe de capital integralizado, o saldo acumulado de cada classe 
do resultado abrangente e a reserva de lucros retidos.
As alterações no PL da entidade entre duas datas de balanço devem refletir o 
aumento ou a redução nos seus ativos líquidos durante o período. Com a exceção das 
alterações resultantes de transações com os proprietários agindo na sua capacidade 
de detentores de capital próprio (tais como integralizações de capital, reaquisições 
de instrumentos de capital próprio da entidade e distribuição de dividendos) e dos 
custos de transação diretamente relacionados com tais transações, a alteração global 
no patrimônio líquido durante um período representa o montante total líquido de 
receitas e despesas, incluindo ganhos e perdas, gerado pelas atividades da entidade 
durante esse período.
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c. Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA)
A demonstração das mutações do patrimônio é importante, tendo em vista informar 
resumidamente toda a movimentação ocorrida com as contas integrantes do 
PL, a partir do saldo inicial até o final do exercício, contendo, portanto, além da 
demonstração do que ocorreu com as demais contas do PL: capital social, reservas de 
capital, reservas de reavaliação, reservas de lucros e ações em tesouraria. Uma vez 
que a empresa publica a DMPL, a DLPA torna- se facultativa (CPC 26/2011).
A DLPA apresenta adicionalmente às informações requeridas pela DRE e DRA: i) 
lucros ou prejuízos acumulados no início do período contábil; ii) dividendos ou outras 
formas de lucros declarados e pagos ou a pagar durante o período; iii) ajustes nos 
lucros ou prejuízos acumulados em razão de correção de erros de períodos anteriores; 
iv) ajustes nos lucros ou prejuízos acumulados em razão de mudanças de práticas 
contábeis; v) lucros ou prejuízos acumulados no fim do período contábil. Sua estrutura 
representa, de forma ordenada e racional, da conta de razão de Lucros ou Prejuízos 
Acumulados. Todavia, essa demonstração somente deve ser feita após todos os 
ajustes finais, ou seja, após levantado o BP (CPC 26/2011).
d. Demonstração do Valor Adicionado (DVA)
A Demonstração do Valor Adicionado (DVA) é o informe contábil que tem por objetivo 
evidenciar de forma sintética, os valores correspondentes à formação da riqueza 
gerada pela empresa em determinado período e sua respectiva distribuição. Por 
se tratar de um demonstrativo contábil, suas informações devem ser extraídas da 
escrituração, com base nas normas contábeis vigentes e tendo como base o princípio 
contábil da competência (CPC 26/2011).
A utilização do DVA como ferramenta gerencial pode ser resumida da seguinte 
forma: 1) como índice de avaliação do desempenho na geração da riqueza, ao medir 
a eficiência da empresa na utilização dos fatores de produção, comparando o valor 
das saídas com o valor das entradas, e 2) como índice de avaliação do desempenho 
social à medida que demonstra, na distribuição da riqueza gerada, a participação dos 
empregados, do governo, dos agentes financiadores e dos acionistas (CPC 26/2011).
O valor adicionado demonstra, ainda, a efetiva contribuição da empresa, dentro de 
uma visão global de desempenho, para a geração de riqueza da economia na qual está 
inserida, sendo resultado do esforço conjugado de todos os seus fatores de produção. 
Ressalta-se que o DVA, que também pode integrar o Balanço Social, constitui desse 
modo uma importante fonte de informações à medida que apresenta esse conjunto 
de elementos que permitem a análise do desempenho econômico da empresa, 
evidenciando a geração de riqueza, assim como dos efeitos sociais produzidos pela 
distribuição dessa riqueza (CPC 26/2011).
e. Notas Explicativas (NE)
De acordo com o CPC 26, as Notas Explicativas (NE), que proporcionam informação 
acerca da base para a elaboração das demonstrações contábeis e das políticas 
contábeis específicas, podem ser apresentadas como seção separada das 
demonstrações contábeis.
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As NE devem: a) apresentar informação acerca da base para a elaboração das 
demonstrações contábeis e das políticas contábeis específicas utilizadas, b) divulgar a 
informação requerida pelos Pronunciamentos Técnicos, Orientações e Interpretações 
do CPC que não tenha sido apresentada nas demonstrações contábeis; c) proverinformação adicional que não tenha sido apresentada nas demonstrações contábeis, 
mas que seja relevante para sua compreensão.
As NE devem ser apresentadas, tanto quanto seja praticável, de forma sistemática. 
Nesta determinação (de forma sistemática), a entidade deve considerar os efeitos 
sobre a compreensibilidade e comparabilidade das suas demonstrações contábeis. 
Cada item das demonstrações contábeis deve ter referência cruzada com a respectiva 
informação apresentada nas NE.
Saiba mais
Você sabia que as demonstrações contábeis que eram obrigatórias para as empresas em 2008 
sofreram alteração com a Medida Provisória nº 449/2008, a qual originou a Lei nº 11.491/2009, 
na qual as demonstrações obrigatórias eram o Balanço Patrimonial (BP), a Demonstração 
do Resultado do Exercício (DRE), a Demonstração de Origens e Aplicações de Recursos 
(substituída pela DMPL), Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA) e Notas 
Explicativas (NE).
Para mais informações, pesquise:
Dúvidas sobre as empresas Ltda, S.A. de capital aberto e S.A de capital fechado? Acesse:
,
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A s demonstrações contábeis são de grande relevância para 
que uma organização financeira, sócios da empresa ou um 
novo investidor possa tomar suas decisões. É por meio delas 
que é possível, por exemplo, conseguir financiamentos bancários, 
pois elas demonstram se a empresa pode ou não arcar com a dívida 
proposta ou analisar se os seus investimentos estão surtindo efeito, 
ou até mesmo verificar se o montante de seus gastos e custos estão 
condizentes com o retorno da empresa. Desse modo, podemos falar 
que as demonstrações contábeis são as principais informantes da 
saúde de uma organização e podem ser úteis para usuários de suas 
informações tanto internos quanto externos. Assim sendo, você já 
observou se a empresa em que trabalha elabora demonstrações 
contábeis? Você já teve contato com as demonstrações elaboradas 
pela empresa e em sua opinião, seria importante que os funcioná-
rios soubessem dos números (resultados) obtidos pela organização? 
Compartilhe sua opinião com os colegas.
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ti
ca A s demonstrações contábeis são extremamente importantes 
para as empresas. Por isso, considere a companhia Comercial 
Águia e faça a classificação dos seguintes itens, conforme o 
critério de: 1. Ativo; 2. Passivo; 3. Contas de Resultado.
1. Ativo
1.1 Circulante
1.2 Não Circulante
1.2.1 Realizável a longo prazo
1.2.2 Investimentos
1.2.3 Imobilizado
1.2.4 Intangível
2. Passivo
2.1 Circulante
2.2 Não 
Circulante
2.3 Patrimônio 
Líquido
3. Contas de 
resultado
3.1 Receita
3.2 Custo
3.3 Despesa
Classifique os itens:
Itens Classificação Itens Classificação
Caixa e bancos Estoques
Veículos Reserva Legal
Empréstimos a Coligadas Depreciação Acumulada
Obras de Arte Despesa de Depreciação
(Continua)
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Itens Classificação Itens Classificação
Terrenos Fornecedores
CMV Despesa Administrativa
Despesa de venda Salários Pagos Antecipados
Salários a Pagar Despesa de Seguro
Seguro Juros a pagar
Juros Pagos antecipados
Respostas
Classifique os itens:
Itens Classificação Itens Classificação
Caixa e bancos 1.1 Estoques 1.1
Veículos 1.2.3 Reserva Legal 2.3
Empréstimos a Coligadas 1.2.2 Depreciação Acumulada 1.2.4
Obras de Arte 1.2.2 Despesa de Depreciação 3.3
Terrenos 1.2.2 Fornecedores 2.1
CMV 3.2 Despesa Administrativa 3.3
Salários a Pagar 2.1 Despesa de Seguro 3.3
Seguros pagos 1.1 Salários Pagos Antecipados
(redutor do Passivo)
2.1
Juros Pagos antecipados
(redutor do Passivo)
2.1 Despesa de Seguro 3.3
Seguros pagos 1.1 Juros a pagar 2.1
Juros Pagos antecipados
(redutor do Passivo)
2.1
(Conclusão)
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N esta aula você aprendeu um pouco mais sobre as demonstra-
ções contábeis obrigatórias as empresas. Vimos a estrutura 
do Balanço Patrimonial (BP), demonstração do Resultado 
do Exercício (DRE), Demonstração do Lucro ou Prejuízo Acumulado 
(DLPA), Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC), Demonstração do 
Valor Adicionado (DVA) e Notas Explicativas (NE).sí
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s BRASIL. Lei n. 6.404, de 15 de dezembro de 1976. Congresso Nacional. 
Disponível em: . Acesso em: 23 de jan. 2017.
____. Lei n. 11.638, de 28 de dezembro de 2007. Congresso Nacional. Disponível 
em: . Acesso em: 23 de jan. 2017.
____. Lei n. 11.941, de 27 de maio de 2009. Congresso Nacional. Disponível 
em: . Acesso em: 
23 de jan. 2017.
CFC – Conselho Federal de Contabilidade. Resolução CFC nº 1.255/09, 
de 10 de dezembro de 2009. Disponível em: . Acesso em: 
23 jan. 2017.
____. Pronunciamento Técnico Contábil: 2010. Disponível em: . Acesso em: 23 jan. 2017.
CVM – COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS. Disponível em . Acesso em: 23 jan. 2017.
CPC – Comitê de Pronunciamentos Contábeis. CPC 00 (R1): Estrutura 
conceitual para elaboração e divulgação de relatório 
contábil-financeiro. Disponível em: . Acesso em: 23 jan. 2017.
____. CPC 03 (R2): Demonstração dos fluxos de caixa. Disponível em: 
. Acesso em: 23 jan. 2017.
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CPC – Comitê de Pronunciamentos Contábeis. CPC 26 (R1): Apresentação das demonstrações 
contábeis. Disponível em: . Acesso em: 23 jan. 2017.
Demonstrações contábeis obrigatórias. JUCERN – Junta Comercial do Rio Grande do Norte. Disponível 
em: . Acesso em: 23 
jan. 2017.
HENDRIKSEN, E. S.; VAN BREDA, M. F. Teoria da contabilidade. Tradução de Antonio Zoratto 
Sanvincente. São Paulo: Atlas, 1999.
IBRACON. Disponível em: http://www.ibracon.com.br/ibracon/Portugues/detInstitucional.php?cod=1. 
Acesso em: 23 jan. 2017.
MARTINS, E.; GELBCKE, E. R.; SANTOS, A.; IUDICIBUS, S. Manual de contabilidade societária. 2 ed. 
São Paulo: Atlas, 2013.
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