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UC12 - CHEP: CÂNCER COLORRETAL SAMYA H. MEHANNA - MEDICINA UFPR - - MÉDICA PATOLOGISTA HUEM / TITULADA SBP - - MESTRE EM ENSINO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE FPP - - DOUTORANDA EM CIÊNCIAS DA SAÚDE PUC/PR - 2024 PRIMEIRA PARTE INTESTINO GROSSO: HISTOLOGIA Intestino grosso: onde ocorre a última etapa do processo digestivo, a absorção da água e a formação da massa fecal - aproximadamente 1,5 m de comprimento. -A parede do IG é composta pelas quatro camadas características do trato gastrointestinal: mucosa, submucosa, muscular e adventícia/serosa. INTESTINO GROSSO: HISTOLOGIA - Mucosa: Epitélio: SEM vilosidades. Células absorventes: células colunares simples com microvilosidades. Células caliciformes numerosas: secretam muco para lubrificação. Criptas intestinais de Lieberkuhn Lamina Própria: abundante entre as seções transversais das criptas. Muscular da mucosa - SUBMUCOSA - MUSCULAR (PŔOPRIA) - SEROSA INTESTINO GROSSO: HISTOLOGIA Mucosa Submucosa Muscular Serosa INTESTINO GROSSO: HISTOLOGIA Epitélio colunar simples: células absortivas Lâmina própria Muscular da mucosa Células caliciformes Criptas de Lieberkühn FIN AL DA SEGUNDA PARTE PÓLIPOS INTESTINAIS - Massas tumorais polipóides que se projetam em direção à luz intestinal. - Localização mais frequente: cólon. PÓLIPOS INTESTINAIS: COLONOSCOPIA PÓLIPOS INTESTINAIS: TIPOS HISTOLÓGICOS NÃO NEOPLÁSICOS: Pólipo hiperplásico, pólipo inflamatório, hamartomatoso. NEOPLÁSICOS: Adenomas, lesões polipoides serrilhadas. PÓLIPOS INTESTINAIS NEOPLÁSICOS: ADENOMAS ADENOMAS CONVENCIONAIS COLORRETAIS Esporádicos ou associados à síndromes Maioria dos casos esporádicos são acima de 60 anos Predisposição familiar associada Adenomas – passam a ser acompanhados → seguimento colonoscópico (a depender do risco e características do adenoma) PÓLIPOS INTESTINAIS NEOPLÁSICOS: ADENOMAS - Características: atividade mitótica na superfície do pólipo, longe da proliferação normal da base das criptas, em associação com algum grau de desdiferenciação das células. - Proliferação + desdiferenciação → ? - Os adenomas convencionais tubulares/vilosos tem algum grau de displasia! - As células displásicas são menos diferenciadas que a mucosa colônica normal, com diminuição da mucina e núcleos hipercromáticos. PÓLIPOS INTESTINAIS NEOPLÁSICOS: ADENOMAS PÓLIPOS INTESTINAIS NEOPLÁSICOS: ADENOMAS PÓLIPOS INTESTINAIS NEOPLÁSICOS: ADENOMAS - Fiz diagnóstico histológico de Adenoma convencional → Descrever: 1- ARQUITETURA: tubular, vilosa ou túbulo-vilosa. 2- DISPLASIA: baixo ou alto grau PÓLIPOS INTESTINAIS NEOPLÁSICOS: ADENOMAS ADENOMA TUBULAR ADENOMA TÚBULO-VILOSO ADENOMA VILOSO TÚBULOS + VILOSIDADES TÚBULOS/ CRIPTAS > 75% VILOSIDADES > 50% PÓLIPOS INTESTINAIS NEOPLÁSICOS: ADENOMAS - ARQUITETURA - Adenomas vilosos tendem a evoluir mais rapidamente para malignidade! PÓLIPOS INTESTINAIS NEOPLÁSICOS: ADENOMAS - DISPLASIA PÓLIPOS INTESTINAIS NEOPLÁSICOS: LESÃO SERRILHADA SÉSSIL - Criptas complexas/bizarras, geralmente chamadas de “bota ou âncora” → está distorção da cripta ‘basal’ é o critério mais utilizado para o diagnóstico. Adendos: * LESÃO SERRILHADA COM DISPLASIA * ADENOMA SERRILHADO TRADICIONAL PÓLIPOS INTESTINAIS NEOPLÁSICOS: LESÃO SERRILHADA SÉSSIL PÓLIPOS INTESTINAIS NEOPLÁSICOS: SEGUIMENTO COLONOSCÓPICO FIN AL DA PRIMEIRA PARTE CÂNCER COLORRETAL: PROGRESSÃO CÂNCER COLORRETAL: CARCINOGÊNESE CÂNCER COLORRETAL: CARCINOGÊNESE - INCA - 2020: 41.010 novos casos de câncer colorretal (20.540 em homens e 20.470 em mulheres) no Brasil. Terceiro em mortalidade! - Mundo: terceiro mais incidente - 1,9 milhão de casos (OMS, 2019) CÂNCER COLORRETAL: EPIDEMIOLOGIA QUAL O TIPO HISTOLÓGICO MAIS COMUM? CÂNCER COLORRETAL - Tipo histológico mais comum: ADENOCARCINOMA (≅ 95%) Subtipos: SOE (tubular), Mucinoso, com células em anel de sinete, Adenoescamoso etc - Carcinomas neuroendócrinos - GIST (tumor estromal gastrointestinal) - Sarcomas (origem mesenquimal) - Linfomas CÂNCER COLORRETAL ADENOMA ADENOCARCINOMA - >90% dos casos - Mais comum – Esporádicos. - Casos – Hereditariedade (≅ 5% dos casos): Polipose Adenomatosa Familiar (PAF); síndrome de Lynch - Maior prevalência na 6ª e 7ª décadas de vida - Localização mais comum: ≅ 55% Cólon Sigmóide CÂNCER COLORRETAL FATORES DE RISCO: - Idade (>50 anos) - Histórico familiar e pessoal de câncer - Genética (PAF) - Doença inflamatória intestinal - Obesidade, Tabagismo - Fatores comportamentais e ambientais CÂNCER COLORRETAL SINTOMAS: - sangue nas fezes; - alteração do hábito intestinal (diarreia e constipação alternados); - dor ou desconforto abdominal; - fraqueza e anemia; - perda de peso involuntária; - avançado: massa (tumoração) abdominal CÂNCER COLORRETAL VARIÁVEIS CONFORME LOCALIZAÇÃO! CÂNCER COLORRETAL: MACROSCOPIA CÂNCER COLORRETAL: MACROSCOPIA CÂNCER COLORRETAL: MACROSCOPIA CÂNCER COLORRETAL: MICROSCOPIA CÂNCER COLORRETAL: MICROSCOPIA CÂNCER COLORRETAL: ESTADIAMENTO Tumor primário (T): - pTis: Carcinoma in situ/carcinoma intramucoso. - pT1: Tumor invade a submucosa. - pT2: Tumor invade a muscular própria. - pT3: Tumor invade através da muscular própria para os tecidos pericolorretais. - pT4: Tumor invade o peritônio visceral ou invade/adere ao órgão/estrutura adjacente. Linfonodos Regionais (N): - pN0: Linfonodos negativos. - pN1: Um a três linfonodos regionais são positivos ou qualquer número de depósitos tumorais estão presentes. - pN2: Quatro ou mais linfonodos regionais são positivos. Metástases à distância (M): - pM1: Presente CÂNCER COLORRETAL: INSTABILIDADE DE MICROSSATÉLITES - Microssatélites são unidades de repetição de pares de bases do DNA: sequências repetidas de 1–6 nucleotídeos, distribuídos e principalmente localizados perto da região de codificação. - O sistema normal de reparo do DNA do tecido, denominado reparo de incompatibilidade (MMR), pode corrigir os erros de replicação do DNA no processo. - Inativação/ausência do DNA desses genes: INSTABILIDADE DE MICROSSATÉLITES → aumenta a possibilidade de mutação gênica! CÂNCER COLORRETAL: INSTABILIDADE DE MICROSSATÉLITES - A instabilidade microssatélite está presente em 10 a 15% casos esporádicos de Câncer Colorretal. - Presente em casos de paciente com Síndrome de Lynch (doença autossômica dominante – outros cânceres) - Lembrar da instabilidade em casos de pacientes jovens, tumores sincrônicos, características histológicas, história familiar. CÂNCER COLORRETAL: INSTABILIDADE DE MICROSSATÉLITES COMO PESQUISAR INSTABILIDADE MICROSSATÉLITE? CÂNCER COLORRETAL: INSTABILIDADE DE MICROSSATÉLITES CÂNCER COLORRETAL: RASTREIO EXAME DE RASTREIO: COLONOSCOPIA - PACIENTES ACIMA DOS 50 ANOS DE IDADE ANTES SE TIVER HISTÓRICO FAMILIAR! OBRIGADA!