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Unidade 01
Modelagem de novos negócios - Princípios do empreendedorismo e da organização empresarial
Quais os principais elementos da economia e fontes de inovação que mais influenciam o empreendedorismo no Brasil?
Conforme demonstra o Relatório Global Entrepreneurship Monitor (2019), nos últimos anos, no Brasil, empreender tem sido impulsionado mais por necessidade do que por vocação. Empreender e inovar são objetivos perseguidos tanto por grandes empresas já estabelecidas quanto para novos empreendimentos. Para empreender com sucesso, a utilização de ferramentas de gestão é um requisito. O domínio desse instrumental teórico faz diferença no mercado.
Objetivos
Nesta unidade, iremos:
· Considerar os conceitos de empreendedorismo para sua aplicação no desenvolvimento de negócios.
· Combinar os tipos de processo de inovação para o desenvolvimento de novos produtos e processos.
· Utilizar os conceitos de empreendedorismo e inovação nas organizações empresariais modernas.
1 - Conceito de empreendedorismo e suas origens e evolução
Os estudos sobre empreendedorismo começaram nos Estados Unidos da América. Inicialmente, pensava-se que o principal requisito para se empreender era a oferta de crédito. Porém, as primeiras pesquisas diagnosticaram que, embora necessário, o crédito não é suficiente — o conhecimento de gestão é fundamental.
No Brasil, além da pouca oferta de crédito, das baixas taxas de crescimento da economia e da consequente alta taxa de desemprego, o empreendedorismo cresceu por necessidade, tornando ainda mais urgente o conhecimento de seu ecossistema, visando a redução das taxas de fracasso dos negócios.
Empreendedorismo no Brasil
Segundo a reportagem Pandemia faz Brasil ter recorde de novos empreendedores, de Pedro Rafael Vilela, publicado no site da Agência Brasil em 5 de outubro de 2020, o empreendedorismo tem crescido de forma consistente no Brasil, particularmente no ano de 2020, como alternativa de busca de renda durante a pandemia de Covid-19 e seus impactos na economia global e nacional.
O Relatório Global Entrepreneurship Monitor – GEM (BRASIL, 2019) apresenta os resultados de uma pesquisa realizada diretamente com empreendedores brasileiros entre 2002 e 2019. O GEM começou em 1999 como um projeto conjunto entre a Babson College (EUA) e a London Business School (Reino Unido).
O consórcio tornou-se a fonte mais rica em informações sobre empreendedorismo. Em 2019, o Brasil completou seu 20º ciclo de participação neste que é um dos mais significativos projetos mundiais de pesquisa socioeconômica. A pesquisa qualifica os diferentes tipos de empreendedores, taxas de mortalidade, motivação para empreender, ambiente empreendedor brasileiro, entre outros.
A leitura permite que o perfil do empreendedor brasileiro seja conhecido e introduz a questão dos riscos de atividades inovadoras nos empreendimentos, inerentes à operação empreendedora.
Identifique os conceitos de empreendedorismo para sua aplicação no desenvolvimento de negócios no Brasil.
Acesse o site do Instituto Brasileiro de Produtividade e Qualidade e leia o Relatório Global Entrepreneurship Monitor.
Empreendedorismo na prática: mitos e verdades do empreendedor de sucesso
A busca pelo reconhecimento de características que diferenciam os empreendedores de sucesso dos demais tem sido estudada para que potenciais empreendedores e investidores identifiquem se possuem características que auxiliam no desenvolvimento de soluções para o mercado.
Em seu livro Empreendedorismo na prática: mitos e verdades do empreendedor de sucesso, da página 03 até a página 12 e na página 105, o autor José Dornelas – professor e especialista em empreendedorismo e plano de negócios – compila uma série de resultados de estudos sobre o perfil dos empreendedores em diversos países. Há muita semelhança nos resultados de vários estudos e algumas características empreendedoras são mencionadas na maioria deles, como é o caso, por exemplo, de “busca de realização” e “assumir riscos”, atualmente consideradas características intrínsecas aos empreendedores.
A provocação de Willian Gartner em seu artigo Quem é o empreendedor?, publicado em 1989, ainda permanece em evidência. Por mais que os pesquisadores continuem a definir novas características, não se chegou a uma resposta única sobre quem é o empreendedor.
Em sua leitura encontre as principais características presentes em empreendedores para que tenham maior probabilidade de sucesso no desenvolvimento de negócios.
Acesse a "Minha Biblioteca" e leia: DORNELAS, J. C. A. Empreendedorismo na prática: mitos e verdades do empreendedor de sucesso. 3. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2015. p. 3–12 e 105. ISBN 978-85-216-2865-1.
Empreendedorismo e inovação: a evolução dos fatores que influenciam o empreendedorismo corporativo
O artigo Empreendedorismo e inovação tem por objetivo mostrar a evolução de fatores que influenciam o empreendedorismo corporativo por meio da análise de que interferem no processo de inovação e no empreendedorismo no Brasil. Para tanto, foi feita uma revisão de literatura sobre os fatores que influenciam o processo de inovação e o empreendedorismo corporativo. Com base em dados coletados pelo Global Entrepreneurship Monitor (GEM), definiram-se os fatores que determinam os níveis nacionais de atividade empreendedora, determinaram-se variáveis ligadas a inovação, apresentaram-se as variáveis no período de 2001 a 2015 e por fim, relacionaram essas variáveis com os fatores de influência. Os principais resultados demonstram relações de fatores como percepção de oportunidades e capacidades e aspirações de crescimento e inovação, capacidade percebida e liderança. Apresentam, ainda, a relação de alguns fatores que influenciam o desenvolvimento de negócio e o processo de inovação no Brasil.
Marque no artigo os fatores que influenciam o empreendedorismo corporativo, que contribuem para que o empreendedor colaborador (funcionário) atinja suas aspirações dentro das empresas.
Para ler o artigo, acesse: Empreendedorismo e inovação.
2 - Inovações de produto, processo e organização: disruptivas e incrementais
Para alcançar sucesso em um negócio é preciso ter um diferencial em relação aos concorrentes. Um dos caminhos disponíveis para que pequenas e médias empresas se diferenciem no mercado é a inovação.
As inovações podem ser:
· Pequenas modificações em produtos, como os carros que ajustam o retrovisor quando em marcha a ré.
· Disruptivas, como foi a criação de modelos totalmente novos como o introduzido pela Uber na mobilidade urbana.
Inovação e empreendedorismo
Empreender e inovar são processos interligados que estão presentes nas mais diversas atividades humanas, não só nos negócios como também, por exemplo, nos esportes e na vida pessoal.
O vídeo Inovação e empreendedorismo apresenta a inovação como ferramenta para que o empreendimento atinja seus objetivos financeiros e societários, mostrando exemplos de pessoas inovadoras que modificaram o processo de execução das tarefas e, com isso, destacaram-se em relação aos concorrentes. Adaptando características particulares e não tradicionais, Usain Bolt inovou a forma de correr, tornando-se o homem mais veloz do mundo. Ao fim, abordaremos a história do economista bengali Muhammad Yunus, ganhador do Nobel da Paz em 2006, considerado o pai do microcrédito e dos negócios sociais.
Reconheça em cada uma das histórias do vídeo características desses empreendedores de sucesso no desenvolvimento de seu processo inovativo.
Para assistir ao vídeo, acesse: Inovação e Empreendedorismo
Gestão do conhecimento e inovação
Na maioria das vezes os empreendimentos de sucesso são inovadores. Inovar significa aplicar conhecimentos adquiridos na prática e na teoria. Armazenar e distribuir esse conhecimento é um dos meios de integração do conhecimento no processo inovativo das empresas.
O artigo Gestão do conhecimento: um estudo de modelos e sua relação com a inovação nas organizações faz uma revisão da literatura sobre modelos de gestão de conhecimento e sua relação com a inovação. A partir dessarevisão, o autor procura identificar os modelos de gestão de conhecimento mais efetivos para o processo de inovação nas empresas.
Após a leitura do artigo reconheça os modelos de gestão do conhecimento para o desenvolvimento de inovação nas empresas.
Para ler o artigo, acesse: Gestão do conhecimento: um estudo de modelos e sua relação com a inovação nas organizações.
Tipologias de inovação
A inovação pode estar presente não só em produtos como também em processos produtivos e gestão de marketing como modelo de negócio. A aplicação do processo inovativo está presente em grandes e em pequenas empresas.
O artigo Tipologias de Inovação – Um estudo exploratório em organizações empreendedoras pretende identificar como ocorre o processo inovativo em duas organizações de segmentos distintos: a empresa Isca e a empresa Kalmar. A metodologia utilizada tem características qualitativas e exploratórias, e procurou analisar como acontece o processo de introdução de inovações em empresas de pequeno porte, além de evidenciar os mecanismos organizacionais que favorecem o desenvolvimento delas.
Os dados foram coletados por meio da análise de documentos e entrevistas estruturadas, realizadas com os empreendedores dessas pequenas empresas e analisados pela técnica de análise de conteúdo. A partir desse estudo, foram evidenciadas na empresa Isca as tipologias de inovação de produto, processo, mercado, comportamental e estratégica, e na empresa Kalmar foram identificadas apenas as tipologias de inovação de produto.
A partir da leitura do artigo identifique os diferentes tipos de inovação presentes na literatura e nos estudos de caso apresentados.
Para ler o artigo, acesse: Tipologias de Inovação – Um estudo exploratório em organizações empreendedoras.
3 - Organização Empresarial nos tempos modernos
A organização das empresas precisa ser dinâmica para adequar-se a um mundo volátil, complexo, incerto e ambíguo — o chamado mundo VUCA. Para isso, os planos de negócios precisam ser ágeis e orientados para os stakeholders (partes interessadas) do negócio.
Para elaborar esses planos, o empreendedor precisa conhecer e aplicar métodos e ferramentas como o Modelo Canvas e o Design Thinking, que requerem a participação de clientes e parceiros no processo de definição de produtos e serviços.
Metodologias e ferramentas
Visando às soluções de problemas empresariais, vamos conhecer algumas metodologias e ferramentas essenciais para a organização de uma empresa. O vídeo Empreendedorismo – Metodologias e ferramentas para prover soluções de problemas apresenta ferramentas para gestão empresarial: a matriz SWOT, que permite um diagnóstico dos ambientes interno e externo; o método do Design Thinking e suas etapas, com a utilização de técnicas de brainstorming e matriz de posicionamento, até a implementação por meio de protótipos. Finalmente, o vídeo aborda os nove blocos do Modelo Canvas.
Relembre as ferramentas de gestão apresentadas e sua utilização para a criação de um novo negócio.
Para assistir ao vídeo, acesse: Empreendedorismo – Metodologias e ferramentas para prover soluções de problemas
Recursos empresariais
A necessidade de gestão dos recursos é primordial para que a organização atinja seus objetivos. O vídeo Empreendedorismo – Gestão do quê? E por quê? aborda os processos e os recursos utilizados em processos industriais denominados gestão da produção — decisões envolvendo o desenho do processo produtivo, o uso de máquinas e estruturas gerenciais visando uma produção eficiente. Além disso, o vídeo destaca o papel dos recursos humanos, tecnológicos e financeiros que gera os lucros que permite a remuneração do capital investido.
Identifique os tipos de recursos utilizados pelas empresas em processos operacionais e de gestão para otimização de suas operações.
Para assistir ao vídeo, acesse: Empreendedorismo – Gestão do quê? E por quê?
Tipos de Inovação nas Organizações
No mundo contemporâneo de negócios, é fundamental que as empresas busquem desenvolver os mais variados tipos de inovação para a conquista de uma melhor competitividade. Sendo assim, é importante conhecer os tipos de inovação existentes, bem como a importância dos mesmos para alavancar o desempenho de uma organização.
Para assistir ao vídeo, acesse: Tipos de Inovação nas Organizações
Encerramento
Nesta unidade você conheceu os diferentes perfis dos empreendedores, além de um raio-X do empreendedorismo no Brasil a partir da pesquisa com empreendedores brasileiros. Pôde relembrar os conceitos de empreendimento e sua relação com os diferentes tipos de inovação. Aprendeu a utilizar diversas ferramentas de gestão, aplicáveis desde o processo de modelagem de um novo negócio. Foram apresentadas a matriz SWOT para o diagnóstico dos ambientes interno e externo das empresas, o método de Design Thinking e as ferramentas de apoio a cada uma de suas etapas: Mapa da Empatia para etapa de Inspiração, Matriz de Posicionamento para etapa de Ideação e o Modelo Canvas para a etapa de Implementação.
Esses conhecimentos nos levam a responder à pergunta norteadora: Quais os principais elementos da economia e fontes de inovação que mais influenciam o empreendedorismo no Brasil?
Segundo a pesquisa (GEM, 2019) o baixo crescimento econômico dos últimos anos e uma alta taxa de desemprego fez com 88,4% dos respondentes considerassem que a principal motivação para empreender é a escassez de empregos. Já a inovação tanto de produto quanto de tecnologia tem crescido nos novos empreendedores em relação aos já estabelecidos de uma média de 4% para 10%. Esses números demonstram que inovação ainda tem muito a crescer no empreendedorismo brasileiro.
UNIDADE 02
Modelagem de negócios - Modelos de negócios tradicionais e modelos de negócios na era digital
O modelo Canvas apresenta os elementos principais de um negócio, a saber, proposta de valor, segmentos de clientes e recursos-chave em um conjunto integrado de nove blocos. Nesse contexto, quais são os impactos da transformação digital nas diversas dimensões do modelo de negócio?
A globalização e a digitalização dos negócios tornaram fluída a tradicional fronteira entre indústrias e mercados. A visão orgânica dos mercados incorporou o conhecimento dos ecossistemas naturais, com suas interdependências e cooperação entre participantes, ao ambiente empresarial. Assim, o uso da pesquisa de mercado e da modelagem de negócios, cada vez mais digitais, é o cenário dominante que se apresenta aos novos profissionais e empreendedores de diversos setores.
Objetivos
Nesta unidade, iremos:
· Usar o conceito de ecossistemas de negócios para o mapeamento de partes interessadas no negócio.
· Utilizar ferramentas de pesquisa de mercado para estimação de potencial venda de produtos e segmentação de públicos-alvo.
· Construir o modelo Canvas para o desenho de negócios tradicionais e digitais.
1 - Visão de mercado e visão de ecossistema de negócios
A complexidade e a interligação da economia atual levaram a análise ambiental de negócios a absorver conceitos oriundos dos ecossistemas naturais, quando os entes não só competem, mas também cooperam entre si. Para identificar oportunidades e ameaças, os planejadores precisam conhecer profundamente os diversos métodos e ferramentas de pesquisas, seus usos, premissas e limitações para construir cenários mais abrangentes para a evolução dos negócios.
Ecossistema de negócios
A complexidade do ambiente empresarial atual, em que as empresas estruturam seus negócios a partir de projetos desenvolvidos por diversos atores, leva o gestor a ter que explorar o caráter de interdependência e coevolução compreendidos incialmente pela análise dos ecossistemas naturais.
A autora Luciana Almeida, no capítulo de Introdução (p. 15-23) de sua dissertação de mestrado Análise de Riscos em Ecossistemas de Negócios usando a Abordagem Blueprint de Valor: um Estudo Empírico, apresenta a evolução do processo empresarial a partir dos anos 1990, criando um ambiente complexo com novas relações entre os envolvidos no negócio, no qual as cadeias tradicionaisde valor já não representam a dinâmica das relações entre seus componentes.
Identifique no material os movimentos econômicos e tecnológicos que levaram ao crescimento da quantidade de participantes no processo de geração de valor, que, em função da sua complexidade e interconexão, passou a ser caracterizado como um ecossistema de negócios.
Para ler a dissertação, acesse: Análise de Riscos em Ecossistemas de Negócios usando a Abordagem Blueprint de Valor: um Estudo Empírico (p. 15-23).
Pesquisa de mercado
Para modelar um negócio, além de uma boa ideia, o empreendedor precisa estudar o mercado por meio de pesquisas que lhe possibilitem avaliar a aderência de sua proposta de valor, seus concorrentes potenciais e outros elementos que irão reduzir os riscos do negócio.
O vídeo Empreendedorismo – Como fazer uma pesquisa de mercado? apresenta um exercício de determinação do potencial de mercado e estimação de receita de uma loja de venda de roupas femininas, no bairro de Copacabana, no Rio de Janeiro. A primeira parte mostra o passo a passo de uma pesquisa, por intermédio da internet, identificando fontes secundárias e segmentando o público-alvo desejado. A próxima etapa é pesquisar os gastos dos consumidores do segmento desejado para projetar as vendas do empreendimento.
Reconheça, no vídeo apresentado, as ferramentas utilizadas para pesquisa de mercado e sua aplicação no planejamento de um negócio.
Para assistir ao vídeo, acesse: Empreendedorismo – Como fazer uma pesquisa de mercado?
Pesquisa de mercado – processo e atores
Pesquisa de marketing é uma etapa crítica na modelagem de negócios. Realizar pesquisas de marketing também é uma oportunidade para prestação de serviços tornando-se um ferramental valioso para se utilizar como profissional de marketing ou como consultor.
Em seu livro Pesquisa de marketing: uma orientação aplicada, o autor Naresh Malhotra apresenta, da página 1 até a página 20, as definições de pesquisa de marketing e classifica as diferentes aplicações para identificação de problemas. A perspectiva explanada aplica-se tanto para o gestor de marketing responsável pelas decisões quanto para o pesquisador de marketing.
Durante a leitura, identifique os possíveis problemas da empresa relativos ao composto de marketing.
Acesse a "Minha Biblioteca" e leia: MALHOTRA, N. Pesquisa de marketing: uma orientação aplicada. 7. ed. Tradução: Nivaldo Montingelli Jr. e Alfredo Alves de Farias. Porto Alegre: Bookman, 2019. p. 1-20.
Obra originalmente publicada sob o título Marketing Research: An Applied Orientation, 7th Edition, ISBN 9780134734842.
Pesquisa de mercado – concepção de pesquisa
Uma vez definido o objetivo de uma pesquisa de marketing, o pesquisador precisa escolher o método correto para o nível de conhecimento sobre o objeto de estudo e objetivo da empresa. A escolha do ferramental correto para o problema vai diferenciar a eficiência e a eficácia da elaboração e aplicação das diretrizes geradas a partir das pesquisas de mercado.
No Capítulo 3 do livro Pesquisa de marketing: uma orientação aplicada, Malhotra define e classifica os tipos de pesquisa de forma ampla, utilizando como exemplo o caso real da franquia de cafeterias Starbucks. O autor aborda a estrutura dos diferentes tipos de pesquisa a partir das categorias de pesquisa exploratória e conclusiva, apresentando casos para discussão dos diferentes tipos de pesquisa, finalizando com uma discussão sobre a aplicação de pesquisas nas redes sociais e as diversas fontes de erro em projetos de pesquisa.
Relembre as fontes de erros nos resultados produzidos para os diferentes tipos de pesquisas e estratégias para mitigar esses ruídos.
Acesse a "Minha Biblioteca" e leia: MALHOTRA, N. Pesquisa de marketing: uma orientação aplicada. 7. ed. Tradução: Nivaldo Montingelli Jr. e Alfredo Alves de Farias. Porto Alegre: Bookman, 2019. p. 56-74.
Obra originalmente publicada sob o título Marketing Research: An Applied Orientation, 7th Edition. ISBN 9780134734842.
2 - Modelo Canvas (O que, para quem, como, fontes de receitas e custos)
A estruturação e a implementação de um negócio são, cada vez mais, um processo colaborativo que envolve parceiros de negócio, clientes e investidores potenciais. O modelo Canvas surgiu como uma ferramenta visual em que o empreendedor introduz os principais elementos do seu negócio e, por meio de um único quadro, consegue enxergar o negócio como um todo, assim como apresenta-lo aos demais stakeholders.
Modelo Canvas
Na matéria intitulada A primeira impressão é a que fica. Dicas fundamentais na hora de apresentar seu negócio, o empreendedor e fundador da Anjos do Brasil, Cassio Spina, destaca a importância de apresentar com clareza no seu negócio. O Canvas,é um modelo que permite que se apresente um negócio de forma gráfica e integrada para eventuais investidores e demais partes interessadas no negócio.
O vídeo Canvas do Modelo de Negócios descreve a lógica do processo de elaboração Canvas e sua utilidade para a estruturação de ideias e inovação. Lembra a função estratégica do modelo de negócio e sua importância para o sucesso deste. São apresentados cada um dos nove blocos e a sequência na qual devem ser preenchidos. Termina com recomendações para elaboração do modelo e os atores que devem ser envolvidos.
Combine os blocos de construção do Canvas para identificação de oportunidades e para a criação de novas fontes de receita.
Para assistir ao vídeo, acesse: Canvas do Modelo de Negócios.
Modelo de negócio: como fazer?
O mundo mudou, os clientes mudaram e, consequentemente, a forma de fazer negócios também mudou. É preciso cada vez mais velocidade, eficiência e visão do mercado. Nesse contexto, muitas empresas não sabem exatamente para onde estão indo. Entender o papel das diferentes partes interessadas para geração de valor dos negócios é crucial para a sustentabilidade das empresas.
O Kit completo de ferramentas para construir o seu Modelo de Negócios disponibiliza o Modelo Canvas e seus nove blocos constituintes e o processo de desenvolvimento de forma detalhada. Apresenta o SWOT como uma ferramenta de análise ambiental e seu uso para avaliação do modelo de negócio construído a partir do Canvas.
Identifique as relações entre os blocos constituintes do Canvas e a variáveis identificadas na análise ambiental.
Para ler o material, acesse: Kit completo de ferramentas para construir o seu Modelo de Negócios.
3 - Modelos de negócios na era digital
A tecnologia de informação e de telecomunicações tem levado a uma redução exponencial de custos de comunicação e de soluções tecnológicas descentralizadas. As novas empresas passaram a ter:
· Estruturas horizontais – lean startups.
· Possibilidade de utilizar diversas aplicações tecnológicas no modelo pay per use (pague pelo uso).
Esse ambiente permite a construção de negócios globais a partir da digitalização de processos operacionais, de relacionamento e de pagamentos e recebimentos.
O que é transformação digital?
A transformação digital é um processo ainda pouco explorado pelas empresas em todo seu potencial. Algumas acreditam que apenas por colocarem seus negócios na “nuvem”, fizeram essa transformação. A mudança mais efetiva deve envolver toda a empresa, do desenvolvimento de produtos à relação com os stakeholders (públicos de interesse).
No vídeo O que é transformação digital? Christian Barbosa, especialista em Gestão do Tempo, apresenta o histórico de mudança dos processos e produtos que impactam há bastante tempo os negócios — como o caso clássico das fotos digitais, que praticamente sepultou as películas fotográficas e o mercado de impressão de fotos. Nos dias de hoje, essa transformação envolve a experiência do consumidor.
O autor também mostra os principais pilares do processo de transformação digital, a saber:
· Engajamento do consumidor.
· Empoderamento dos colaboradores.
· Otimização de operações.
· Transformação do produto.
Analise os pilares da transformação digital e sua utilização para o aproveitamento das relações existentes no ecossistema do negócio.
Para assistirao vídeo, acesse: O que é transformação digital?
Jornada ágil de liderança
Compreender os princípios da agilidade para satisfazer o cliente por meio da entrega frequente de valor, requer a adoção de estratégias derivadas da agilidade no contexto corporativo para a criação de produtos e no exercício da liderança.
No cenário atual, em uma organização, cada profissional deve manter em mente a possibilidade de que tudo pode mudar a todo instante, trazendo caos, incerteza, volatilidade e complexidade à tomada de decisões, alterando assim toda a dinâmica estratégica, tática e operacional do negócio.
No livro Jornada Ágil de Liderança (Parte I – A importância da liderança ágil), da página 9 até a página 17 os autores descrevem as tecnologias da chamada Revolução Industrial 4.0, como robôs, Big Data, IOT (Internet das Coisas), entre outras.
Identifique as tecnologias presentes na Revolução Industrial 4.0 para a geração de valor pelas empresas no mundo VUCA (Volátil, Caótico, Complexo e Ambíguo).
Acesse a "Biblioteca Virtual Pearson" e leia: MUNIZ, A. et al. Jornada ágil de liderança: entenda como desenvolver times protagonistas para resultados inovadores e sustentáveis no mundo digital. Rio de Janeiro: Brasport, 2020. p. 9-17. ISBN: 9786588431054.
Integração do produto/serviço digital ao modelo de negócio
O estudo de casos é uma ferramenta que permite entender como as empresas aplicam os conceitos a seus negócios para que possam avaliar os riscos e oportunidades do desenvolvimento de produtos digitais.
O estudo de caso O modelo de negócio como elemento no design de produtos e serviços digitais: uma análise do Amazon Zshops explora a compreensão do modelo de negócios como variável projetual no design de produtos e serviços digitais. Discute conceitos e abordagens que relacionam design e modelos de negócios e sua incorporação nos campos da gestão estratégica, da inovação e do empreendedorismo. Conclui com recomendações para incorporação de aspectos tecnológicos e de experiência do usuário, tendo o modelo de negócio como princípio norteador.
Reconheça as limitações do design de produtos centrado no usuário sem considerar as demais dimensões do negócio, especialmente aquelas relacionadas a geração de resultados financeiros.
Para ler o artigo, acesse: O modelo de negócio como elemento no design de produtos e serviços digitais: uma análise do Amazon Zshops.
Negócios digitais
A área de tecnologia da informação — assim como outras áreas do campo da gestão de negócio como marketing e finanças — utiliza vários termos, cujos significados devem ser claramente entendidos pelo empreendedor para que ele possa relacionar-se de forma eficiente com parceiros-chave nessa área.
A Unidade 1 do livro Negócios eletrônicos, da página 13 até a página 49, apresenta:
· Um breve histórico do ambiente digital e da infraestrutura e funcionamento da internet.
· O conceito do E-business e suas formas de utilização a partir de sites e Market places.
· O passo a passo para a construção de um site.
Identifique as diferentes categorias de comércio eletrônico disponíveis para construção de modelos de negócios digitais.
Acesse a "Biblioteca Virtual Pearson" e leia o e-PUB: FERNANDES, M. E. (org.). Negócios eletrônicos. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2015. p.13-49. ISBN: 9788543016771.
Modelagem de Negócios Através do CANVAS
O planejamento de um negócio, quando bem realizado, é o primeiro passo para o sucesso empresarial. Neste momento, é importante que os líderes de um empreendimento possam usar as devidas ferramentas de modelagem de negócios. Uma das melhores e mais utilizadas ferramentas existentes é o chamado CANVAS do Modelo de Negócios, descrito em detalhes no vídeo.
Para assistir ao vídeo, acesse: Modelagem de Negócios Através do CANVAS
Encerramento
Nesta unidade você desenvolveu competências para a criação de modelos de negócios tradicionais e digitais por meio de conceitos, métodos e tecnologias capazes de gerar valor a uma empresa, inserindo-a na era transformação digital.
A transformação digital está presente no negócio como um todo, com uso de inteligência artificial e robôs digitais e outras tecnologias, seja na criação produtos e agregação de valor a produtos e serviços existentes nos recursos operacionais, nos canais e formas de relacionamento com clientes, parceiros e colaboradores ou permitindo redução de custos e criando fontes de receita.
UNIDADE 03
Modelagem de negócios - Inclusão das dimensões ambiental, social e governança (esg) nos negócios
Segundo o Guia para CEOs sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS):
Os ODS são considerados uma nova agenda que têm o potencial de desencadear a inovação, o crescimento econômico e o desenvolvimento em uma escala sem precedentes e podem ser avaliados, no mínimo, em 12 trilhões de dólares por ano em oportunidades de mercado, e de gerar até 380 milhões de novos empregos até 2030. (CEBEDS, 2019)
O conceito de desenvolvimento sustentável, apresentado inicialmente pelo relatório Brundtland intitulado Nosso Futuro Comum (Our Common Future), publicado em 1987, elaborado pela Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, apresentou uma visão orientada para os governos (macroeconômica). A partir da reunião desta comissão, no Rio de Janeiro, em 1992, o protagonismo começa a migrar para o setor privado, movimento que se consolidou na reunião de 2012, chamada Rio+20.
Nos dias atuais, os riscos existentes nas áreas ambiental, social e econômica, além de requerer das empresas medidas para mitigá-los, também criaram uma série de oportunidades para novos negócios.
Neste contexto, quais seriam os riscos e as oportunidades mais relevantes para empreendedorismo no Brasil, nas áreas ambiental e social?
Objetivos
Nesta unidade, iremos:
· Examinar a evolução dos conceitos do desenvolvimento sustentável para sua aplicação em empreendimentos.
· Identificar riscos e oportunidades ESG na busca da incorporação dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável em novos negócios.
· Revisar modelos de gestão de riscos para identificação de riscos ao negócio.
1 - Conceito do desenvolvimento sustentável e sua evolução
Utilizar recursos disponíveis, sejam eles econômicos, sociais ou ambientais para geração de riqueza sem comprometer o direito das gerações futuras ao acesso a, pelo menos, esses mesmos recursos, é a base para o desenvolvimento sustentável. As responsabilidades de pessoas e empresas passou a ser intergeracional.
Para orientar países membros da ONU nesta missão foram definidos os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), uma agenda mundial adotada em setembro de 2015 durante a Cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, composta por 17 objetivos e 169 metas a serem atingidos até 2030.
Integrar esses objetivos nos negócios passou a ser mais que uma oportunidade para as empresas: passou a ser um dever.
Conceito do desenvolvimento sustentável e sua evolução
Desenvolvido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, o vídeo Objetivos de Desenvolvimento Sustentável apresenta o histórico do processo que levou à criação dos objetivos de desenvolvimento sustentável estabelecidos pela Organização das Nações Unidas – ONU desde os Objetivos do Desenvolvimento do Milênio (ODM) apresentados pela ONU na Declaração do Milênio em 2000.
Observe o processo evolutivo que levou à definição dos ODS e as relações entre os ODM e os ODS.
Para assistir ao vídeo, acesse: Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.
Descrição e aplicação dos ODS
Produzido pelo Centro de Sustentabilidade do Sebrae, o vídeo ODS Geral apresenta uma visão dos 17 objetivos do desenvolvimento sustentável da ONU e suas possíveis aplicações em pequenos negócios. São citados exemplos para reaproveitamento de água em uma lavanderia e geração de energia limpa em um salão de beleza. Em ambos os casos, as ações geram benefícios ambientais e econômicos.
Identifique as oportunidades de negócio associadas a cada um dos ODS.
Para assistir ao vídeo, acesse: ODS Geral.
Sustentabilidade corporativae criação de valor
O artigo Sustentabilidade corporativa e criação de valor: o caso “Dow Jones Sustainability Index” procura verificar se as empresas incluídas no DJSI (índice de empresas sustentáveis da Bolsa de Nova York) geram benefícios econômicos e estratégicos refletidos na valorização de suas ações no mercado. Nesse contexto, os autores apresentam conceitos de sustentabilidade corporativa, destacando o Tripple Bottom Line, desenvolvido por Elkington, em 2001.
As hipóteses propostas foram testadas a partir da análise dos resultados públicos de 123 empresas que constam na listagem do DJSI, edição 2013/2014, e que comercializam suas ações na Bolsa de Valores de Nova York.
Observe as variáveis e métodos utilizados pelos pesquisadores para mensurar o desempenho das empresas nas dimensões ambiental, social e de governança e sua relação com o valor das ações das empresas na bolsa de valores.
Para ler o artigo, acesse: Sustentabilidade corporativa e criação de valor: o caso “Dow Jones Sustainability Index”.
2 - Conceituação e modelos básicos de gestão de riscos ESG (tomada de decisão)
Iuri Rapoport, co-head de ESG do banco de investimentos brasileiro BTG Pactual, disse em entrevista à Revista Exame: “No futuro, investimentos serão ESG ou não existirão.”
ESG é a sigla em inglês para ambiental, social e governança. A frase de Rapoport ilustra que a sustentabilidade no ambiente corporativo levou empresas a serem cobradas não apenas por sua missão, mas também por seu propósito que, em última análise, é servir a sociedade.
Ao identificar riscos ESG as empresas podem desenvolver estratégias para mitigar e até transferir esses riscos por meio de seguros, bem como explorar oportunidades de novos negócios — como acontece, entre outros, com:
· A produção de energia solar e eólica.
· As práticas de agricultura sustentável.
· A produção de alimentos orgânicos.
Categorias de riscos aos negócios
O capítulo intitulado Tipos de riscos (p. 49 - 59) do livro Análise de riscos conceitua os riscos aos quais os investimentos e as empresas estão sujeitos. Discute as relações entre risco econômico e risco financeiro e seus efeitos no risco de mercado e as áreas do mercado associadas, como as taxas de câmbio e o preço de ações. Aborda também os riscos que podem atuar de forma conjunta, como taxa de juros e de câmbio e sua relação com o poder de compra dos consumidores.
Observe os diferentes tipos de riscos discutidos e as variáveis que influenciam cada uma das categorias de risco apresentadas.
Acesse a "Minha Biblioteca" e leia: ANTONOVZ, T. Análise de riscos. Revisão técnica: Gisele Lozada. Porto Alegre: SAGAH, 2018. (p.49 - 59) ISBN 9788595023093. E-book.
Ecossistemas e riscos de negócios
O artigo Análise e Design de Ecossistemas de Negócios usando a abordagem Blueprint de valor: um estudo empírico analisa a criação de startups em condições de extrema incerteza e riscos, abordando os benefícios econômicos para a região onde essas empresas estão localizadas.
Os autores Luciana Almeida e Cleidson de Souza enfatizam um aspecto importante dessas startups: o ecossistema de negócios em que elas estão inseridas e a gestão dos riscos associados a esse ecossistema. A pesquisa utiliza a abordagem conceitual de Blueprint de valor, aplicada em um estudo empírico, mostrando como esse instrumental pode auxiliar um conjunto de startups.
Observe a utilização do método de blueprint de valor para identificação dos componentes de um ecossistema de negócio.
Para ler o artigo, acesse: Análise e Design de Ecossistemas de Negócios usando a abordagem Blueprint de valor: um estudo empírico.
Análise e gerência de riscos em engenharia de software
A autora Luciana Almeida, no capítulo Fundamentação Teórica (p.24 - p.47) de sua dissertação de mestrado Análise de Riscos em Ecossistemas de Negócios usando a abordagem Blueprint de valor: um estudo empírico, apresenta uma breve revisão da literatura do ferramental para análise de riscos em negócios intensivos em tecnologia ao expor ferramentas para modelagem e planejamento em negócios utilizando diferentes métodos para gestão de riscos.
Observe as razões palas quais a nova teoria evolucionária da mudança econômica propõe que a inovação seja tratada como uma força fundamental para as organizações.
Observe a utilização do método de blueprint de valor para identificação dos componentes de um ecossistema de negócio.
Para ler a dissertação, acesse: Análise de Riscos em Ecossistemas de Negócios usando a abordagem Blueprint de valor: um estudo empírico (p. 24 - 47).
3 - Inclusão dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 no negócio
A Agenda 2030 é um instrumento relacionado aos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) que oferece às empresas sugestões para incluir em sua proposta de valor um ou mais desses objetivos.
Inserção dos ODS na estratégia das empresas – riscos e oportunidades
O Guia para CEOs sobre os ODS desenvolvido pelo Conselho Empresarial Brasileiro para Desenvolvimento Sustentável (CEBEDS) a partir do guia do Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável (WBCSD) apresenta os possíveis custos de não agir frente aos riscos ESG e as oportunidades do alinhamento das estratégias empresariais aos objetivos do desenvolvimento sustentável definidos pela ONU.
Observe os diferentes tipos de riscos enfrentados pelas empresas e os impactos financeiros que estas podem ter — seja por questões regulatórias, de produto ou de imagem.
Para ler o guia, acesse: Guia dos ODS.
O Desenvolvimento Sustentável nas Organizações
A atuação de uma empresa deve considerar aspectos que vão além da questão do lucro. De nada adianta uma empresa buscar o lucro a qualquer custo, colocando em risco a sociedade e o meio-ambiente. Sendo assim, é imprescindível desenvolver uma consciência de atuação sustentável perante os líderes das organizações contemporâneas, buscando garantir o lugar destas no mercado, sem que isso implique na degradação do meio ambiente.
Para assistir ao vídeo, acesse: O Desenvolvimento Sustentável nas Organizações
Encerramento
Nesta unidade você desenvolveu competências para lembrar a evolução dos conceitos dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU e a compreender os riscos ambientais, sociais e de governança aos quais as empresas estão expostas. Aprendeu a partir do exame da evolução dos conceitos do desenvolvimento sustentável, da identificação de riscos e oportunidades ESG na busca da incorporação dos ODS em novos negócios e analisou métodos de gestão e riscos em modelos de negócios intensivos em tecnologia.
As empresas brasileiras enfrentam riscos ambientais associados às mudanças climáticas, perda de biodiversidade, gestão de recursos hídricos, poluição; na área social, riscos relativos à igualdade de gênero, problemas de saúde provocados pelo homem, envelhecimento da população; já na área de governança, questões envolvendo, ética e princípios, alinhamento de interesses — apenas para citar alguns riscos. Com todos esses problemas, soluções de geração de energia limpa, gestão de água e resíduos (residenciais e industriais) endereçam riscos ambientais, negócios voltados para terceira idade ou grupos LGBTQI+ são oportunidades na área social; e finalmente negócios associados à gestão da transparência das empresas para com todos seus stakeholders e sua presença digital relacionados à governança corporativa representam oportunidades para se empreender.
UNIDADE 04
Modelagem de negócios - Ferramentas para o suporte dos negócios
As soluções de sistemas de informação evoluíram a partir da segunda metade do século XX por meio de aplicações voltadas para contabilidade e finanças que envolvem todas as operações, desde o chão de fábrica, passando por sistema de BI (inteligência de negócios), até a gestão de relacionamento com clientes e análise de concorrentes.
Os sistemas de relacionamento com clientes atuais evoluíram, tanto em relação a componentes analíticos como a componentes operacionais.
Nesse contexto, como seriam descritas a Gestão Integrada do Relacionamentocom Clientes – GIRC e os processos e táticas relacionados?
Objetivos
Nesta unidade, iremos:
· Comparar as ferramentas de análise de dados para a gestão de negócios.
· Utilizar a estrutura básica e ferramentas de análise de dados e CRM (Gestão de relacionamento com Clientes) em ambientes de alto volume de dados.
· Considerar métodos de seleção de ferramentas tecnológicas para escolhas orientadas às necessidades e recursos da empresa.
1 - Métodos de pesquisa e seleção de ferramentas
A pesquisa de marketing e a pesquisa de mercado, embora muitas vezes tratadas como sinônimos, têm algumas diferenças sutis. Quando uma empresa quer resolver um problema específico, como avaliar a sensibilidade do consumidor ao preço de um produto, temos uma pesquisa de marketing. Agora, se a análise considera a opinião de quem consome, essa também é uma pesquisa de mercado.
O domínio dos métodos e ferramentas de pesquisa de marketing servem tanto para profissionais de empresas quanto para empreendedores que prestam esse serviço, o que requer uma série de conhecimentos técnicos específicos.
Ferramentas de gestão de projetos
Na Unidade 4 - Tópicos essenciais para a gestão de projetos do livro Gestão de Projetos, são apresentadas ferramentas que vão facilitar sua atuação como gestor de projetos, auxiliar no contorno de problemas, aplicando bom senso e ponderação. Você conhecerá melhor o tipo de formação do gestor de projetos e aprenderá como perceber quando um projeto apresenta um risco tão alto que é melhor adiá-lo ou cancelá-lo.
Identifique as ferramentas essenciais para a gestão de projetos e os limites de atuação de um gestor de projetos.
Acesse a "Biblioteca Virtual Pearson" e leia o e-PUB: CARVALHO, F. C. A. Gestão de projetos. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2012. p. 107-124. ISBN: 9788564574571.
Ferramentas de planos de negócio
Após o processo de modelagem, é necessário elaborar um plano financeiro para o negócio, calculando investimentos, vendas, impostos e resultados. Para esse fim existem ferramentas públicas, como a cartilha Como Elaborar - Plano de Negócios, disponível para download no site do Sebrae Minas Gerais.
O Capítulo 5 da cartilha, intitulado Plano Financeiro (p. 66-104), ensina como:
· Definir investimentos e impostos.
· Projetar vendas e custos.
· Produzir um demonstrativo de resultados – DRE.
· Calcular os principais indicadores de viabilidade financeira.
Para ler o artigo, acesse:
Como elaborar – Plano de Negócios. (p. 66-104).
Reconheça no material os processos e formas de cálculos dos principais indicadores financeiros que devem constar de um plano de negócios, para sua avaliação por potenciais investidores.
2 - Ferramentas de análise de dados (Data Analytics) e CRM
Atualmente, vivemos conectados. A pandemia da Covid-19 acabou por:
· Acelerar tendências tecnológicas como home office, telemedicina e e-commerce.
· Intensificar o uso das redes sociais, do consumo de produções artísticas via streaming, dos serviços financeiros digitais e da e internet das coisas.
Essa “digitalização” da vida levou a um aumento exponencial de dados disponíveis em diferentes canais e bases de dados. Para entender as preferências e interagir com consumidores, tecnologias como Big Data e CRM passaram a fazer parte do dia a dia das organizações, desde grandes corporações até pequenas empresas.
Desafio do Big Data
O termo Big Data está associado a grandes volumes de dados. O gerenciamento e a análise de Big Data requerem recursos específicos, tanto de hardware quanto de software. No capítulo intitulado Particionamento de dados, do livro Framework de Big Data, você conhecerá os tipos de dados que são analisados a partir das ferramentas de Big Data e as variáveis que definem essas ferramentas — os 5Vs (volume, velocidade e veracidade, variabilidade e valor).
Além disso, o autor Daniel Brandão descreve uma técnica do Big Data, na qual os dados são separados em diferentes bases segundo suas características (dados estruturados, não estruturados etc.). Esse método se chama particionamento de dados.
Reconheça os diferentes tipos de dados que podem ser carregados e analisados em um sistema de gestão de bases de dados de grande volume (Big Data).
Acesse a "Minha Biblioteca" e leia: BRANDÃO, D. S. Particionamento de dados. In: PEREIRA, M. A. et al. Framework de Big Data. Porto Alegre: SAGAH, 2019. p. 14-20.
Marketing de Relacionamento: origens, objetivos e estratégias
O Capítulo 4 do livro Gestão do relacionamento e customer experience: a revolução na experiência do cliente (p. 81-107) aborda o processo e os principais marcos na evolução das técnicas de marketing direto a partir da década de 1960 até a gestão da experiência do consumidor. Tal abordagem se dá por meio de ferramentas analíticas com o Database marketing (DBM) e CRM (Customer Relationship Marketing), passando por plataformas de contato como telemarketing e call center, até a gestão integrada de canais (OmniChannel).
Além disso, o autor Roberto Madruga apresenta listas de objetivos e estratégias de Marketing de Relacionamento e programas de fidelização.
Identifique no texto os marcos históricos do desenvolvimento das tecnologias para gerenciamento e operação do relacionamento com clientes.
Acesse a "Minha Biblioteca" e leia: MADRUGA, R. Gestão do relacionamento e customer experience: a revolução na experiência do cliente. São Paulo: Atlas, 2018. (p. 81-107) ISBN 9788597017199.
3 - Ferramentas de gestão da experiência do cliente (Customer Experience)
A migração do marketing de massa para o marketing de relacionamento iniciou-se com o crescimento do marketing direto. Esse processo começou no século XIX com a exploração do ouro no oeste americano, quando os produtos fabricados na costa leste eram solicitados por meio de catálogos e entregues pelas diligências da Wells Fargo, hoje um grande banco. A busca por um marketing mais assertivo integrou a tecnologia de marketing com o banco de dados (DBM), evoluindo desde a gestão de relacionamento com clientes (CRM) até a administração da experiência do cliente, independentemente do canal escolhido para comunicação com a marca.
Mapeamento da experiência do consumidor
Com base em sua experiência internacional, Gustavo Vanetti Burnier, diretor de operações digitais da Almap/BBDO, apresenta no vídeo Você mapeia a experiência do consumidor com a marca? como as empresas estão mapeando a experiência do consumidor e como esse processo orienta a produção de conteúdo segmentado para cada um dos canais — site, redes sociais, mobile e outros.
Identifique no vídeo o processo de mapeamento da experiência do consumidor e sua utilização no desenvolvimento de canais para geração de valor para as marcas.
Para assistir ao vídeo, acesse: Você mapeia a experiência do consumidor com a marca?
Implantando o Customer Experience (CX)
O autor Roberto Madruga apresenta no primeiro capítulo do livro Gestão do Relacionamento e Customer Experience (p.01-26) experiências inovadoras de empresas como Amazon, com a entrega por meio de drones; da IKEA, automatizando a iluminação das lojas; e o uso de chat-bots como Alexia e Siri, que permitem conexões autônomas entre clientes em seu atendimento.
Além disso, Madruga:
· Define a gestão da experiência do cliente – CEM.
· Sugere estratégias de CEM;
· Indica premissas para o mapeamento da experiência dos clientes.
· propõe uma metodologia para o mapeamento da experiência do consumidor.
Recorde as ferramentas utilizadas pelas empresas para automação da gestão dos contatos com os clientes.
Acesse a "Minha Biblioteca" e leia: MADRUGA, R. Gestão do relacionamento e customer experience: a revolução na experiência do cliente. São Paulo: Atlas, 2018. (p. 01-26). ISBN 9788597017199.
Sistemas de Apoio à Gestão Organizacional
A Gestão Organizacional é apoiada pelo uso de diversas ferramentas de tecnologia da informação. Dentre as mais utilizadas, é possível citar o sistema de gestão empresarial (ERP) e o sistema de gerenciamento do relacionamento com os clientes (CRM). Através destes, as empresas podem melhorar significativamentea eficiência de seus processos e, por consequência, atender aos desejos de seus clientes de uma forma mais adequada.
Para assistir ao vídeo, acesse: Sistemas de Apoio à Gestão Organizacional
Encerramento
Nesta unidade você foi apresentado a uma série de recursos que permitem desenvolver habilidades para avaliar ferramentas tecnológicas de suporte a gestão de negócios para otimização de contatos na construção de ações de relacionamento com clientes. Para desenvolver essa competência, você aprendeu a comparar as ferramentas de análise de dados Big Data e CRM, além de ter compreendido a evolução de estratégias e tecnologias de marketing de relacionamento — desde o telemarketing da década de 1970 até o Customer Experience da atualidade. Você também pôde recordar as técnicas e as ferramentas disponíveis para um gerenciamento eficiente de projetos.
A partir desse conhecimento podemos responder à pergunta norteadora da Unidade 4: como seriam descritas a Gestão Integrada do Relacionamento com Clientes (GIRC) e os processos e táticas relacionados? GIRC é um processo que se inicia a partir da análise de perfil e propensões de compra e preferências dos clientes realizados pelo módulo analítico do CRM. A partir daí passa a integrar as estratégias de marketing de relacionamento; customer experience com diversas tecnologias associadas; marketing digital, vendas consultivas e atendimento a clientes em todos os canais (físico e digitais) dentro de uma estratégia de OmniChannel.

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