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Anestésicos • Os anestésicos são fármacos que promovem um estado de anestesia. A anestesia que significa “sem sensação” é o estado de ausência de resposta, seja ela, consciente (local) ou inconsciente (geral) à estímulos externos. • Os anestésicos podem ser: impedem a formação de sinapses no SNC impedem a propagação do potencial de ação em nervos aferentes (sensoriais) no SNP. • O sistema nervoso é dividido em sistema nervoso central e sistema nervoso periférico. No SNC contém sinapses excitatórias e sinapses inibitórias. As excitatórias criam novos impulsos nervosos, por exemplo, as sinapses mediadas por receptores de glutamato (NMDA) ou acetilcolina. Já as inibitórias impedem a criação de novos impulsos nervosos, por exemplo, as sinapses mediadas por receptores de GABA e glicina. E os anestésicos gerais impedem essas sinapses. No SNP há a presença dos nervos aferentes que sentem o ambiente e transmitem informações do corpo para o SNC, portanto, são vias de entrada para o cérebro e estão associadas as nossas funções sensoriais de dor, calor, pressão e quaisquer alterações no ambiente. E os anestésicos locais impedem essa propagação do potencial nesses nervos. Anestésicos gerais: esses anestésicos causam uma depressão reversível do SNC, ou seja, uma redução da atividade elétrica central, com perda da percepção e de resposta a todos os estímulos externos. Esta depressão deve ser profunda a ponto de permitir cirurgias e outros procedimentos desagradáveis ou dolorosos. • Um bom anestésico deve oferecer: Perda da consciência e amnésia (propolol) Imobilidade à estímulo doloroso (propolol e atracúrio) Inibição da resposta autonômica à estímulo doloroso (propolol e atracúrio) Analgesia (fentanil) Sedação e diminuição da ansiedade (Diazepam) Relaxamento da musculatura esquelética (atracúrio). Isso tudo sem oferecer efeitos tóxicos! Não existe um único fármaco com todas essas características • Adicionalmente os anestésicos gerais podem ser usados para neuroproteção em pacientes com lesão cerebral aguda (trauma, hemorragia, isquemia, epilepsia), em tratamento por hipotermia ou que estejam convulsionando. Os anestésicos reduzem a demanda metabólica do SNC, aumentam a tolerância à isquemia cerebral, reduzem o fluxo sanguíneo cerebral e reduzem a pressão intracraniana. • Adicionalmente os anestésicos gerais fazem parte do kit intubação e podem ser usados para facilitar a ventilação mecânica ao permitir a sincronia entre o paciente e o ventilador. • Existem alguns anestésicos gerais que não são mais utilizados como: Etanol (por ter baixa potência e ser tóxico) Éter etílico (por ser inflamável) Clorofórmio (por ser hepatotóxico) Ciclopropano (por ser explosivo) • Dos anestésicos gerais usados atualmente, eles podem ser de dois tipos: possuem uma indução rápida Propofol – anestésico que causou a morte do Michael Jackson Etomidato Quetamina – droga de abuso Tiopental – anestésico que causou a morte do Elvis Presley possuem uma indução lenta Óxido nitroso (N2O) – gás hilariante Isoflurano Desflurano Sevoflurano Halotano Xenônio – gás nobre Fases de uma anestesia: são três fases: essa fase representa o tempo necessário para o paciente entrar em anestesia profunda. Nessa fase é ideal o uso de anestésicos intravenosos, pois eles tem ação rápida. essa fase representa o tempo que a anestesia precisa durar e por esse motivo nessa fase é ideal o uso dos anestésicos inalatórios, pois eles tem ação lenta. Essa fase ainda é caracterizada pelo monitoramento dos sinais vitais e anestésicos injetáveis não são usados pois causam um grande tempo de recuperação. essa fase representa o tempo entre a retirada do anestésico e a retomada da consciência, portanto é caracterizada pelo monitoramento dos sinais tardios. Profundidade de uma anestesia: o ideal é que a profundidade atinja 3 estados para que uma cirurgia tenha início e conclusão sem nenhum problema. esse estágio é caracterizado pela interferência na transmissão sensorial, na amnésia e redução da percepção da dor. Gases halogenados esse estágio é marcado pelo delírio e o comportamento combativo do paciente, pela irregularidade na PA e na respiração. Este estágio em específico não é desejado e para diminuir ou eliminar esse estágio são administrados fármacos de ação rápida. este estágio deve ser rápido, é marcado pela perda do tônus muscular e reflexos, relaxamento dos músculos esqueléticos com eventual perda dos movimentos espontâneos. É nesse estágio em que a cirurgia pode ser iniciada. este estágio é o mais perigoso pois é nele que pode ocorrer uma grave depressão da respiração provocando uma parada cardíaca, ausência do movimento ocular e depressão dos centros vasomotores. Nesse estágio é exigido o monitoramento atento dos sinais vitais com suporte de ventilação mecânica. Este estágio também pode levar a morte do paciente. Mecanismos de ação – anestésicos gerais: Ativação de sinapses inibitórias que impedem a criação de novos impulsos nervosos. Todas hiperpolarizam a membrana do neurônio pós sináptico. a) Ativação de receptores GABA (canal de cloreto): Tiopental, Propofol, Etomidato e Gases halogenados Aumentam a sensibilidade do receptor ao GABA Não competem com o GABA, são efetores alostéricos positivos. b) Ativação de receptores de Glicina (canal de cloreto): Tiopental, Propofol e Gases halogenados Aumentam a sensibilidade do receptor à glicina Não competem com a glicina, são efetores alostéricos positivos. c) Abertura de canais de potássio (também estabelecem o potencial de membrana basal): Gases halogenados, Xenônio e Óxido Nitroso. Promovem a abertura dos canais aumentando a permeabilidade da membrana ao potássio. Inibição de sinapses excitatórias que criam novos impulsos nervosos. Inibem a despolarização do receptor pós sináptico. a. Inibição do receptor de Glutamato NMDA (canal de cálcio) Estes receptores se abrem quando a membrana já está despolarizada promovendo a modulação da sinapse e a potenciação de longa duração. Quetamina, Óxido Nitroso e Ciclopropano. Inibem a abertura do canal - a ligação dos anestésicos impede a abertura dos canais b. Inibição do receptor de Acetilcolina Neuronal (canal de sódio) Gases anestésicos – a ligação dos anestésicos impede a abertura dos canais Inibem a abertura do canal. Efeitos adversos dos anestésicos gerais: isto inclui praticamente todos. vasodilatação periférica, depressão do miocárdio, perda de sensibilidade dos barorreceptores, redução da estimulação simpática. é obrigatória a disponibilidade de ventilação mecânica ao se aplicar anestésicos gerais. ocorre por diminuição da taxa metabólica, vasodilatação periférica e perda de calor corporal. ocorre no período pós operatório por estimulação do quimiorreceptor na zona de gatilho. Anestésicos intravenosos: • São moléculas pequenas e lipofílicas. • Promovem rápida indução e aprofundamento da anestesia, ou seja, rapidamente penetram no SNC devido a alta perfusão e lipofilicidade do cérebro. • Promovem rápida recuperação da anestesia, pois são prontamente redistribuídos do cérebro para o tecido adiposo reduzindo rapidamente a concentração plasmática. • A eliminação é dependente da metabolização hepática por enzimas CYP e UGT. • Estes fármacos apresentam uma cinética bicompartimental com uma meia vida inicial curta (devido à distribuição do fármaco para o tecido adiposo) e uma meia vida final longa (devido ao metabolismo de eliminação hepática). • Podem ser usados como agente único em dose única para procedimentos de curta duração ou podem ser usados em infusão contínua ou em combinação com anestésicos inalatórios para procedimentos longos: Quando usados em infusão contínua ou em múltiplas doses, o tempo de recuperação da anestesia pode se estenderpor diversas horas devido ao depósito e acumulação no tecido adiposo. Por esse motivo raramente são usados como agentes únicos em procedimentos de longa duração. A preferencia é o uso de agentes anestésicos intravenosos apenas para a indução da anestesia, enquanto que a manutenção da anestesia é mantida por agentes inalatórios promovendo uma rápida recuperação. • Possuem curta duração do efeito. Tiopental – 3 mg/kg: Apresenta rápida indução anestésica (em 30s) e possui uma duração do efeito de 5-8 minutos. Ação ultracurta, hipnótico sedativo potente, fraco analgésico. É preferencialmente substituído pelo Propofol como indutor. É agonista do GABA e Glicina, portanto estimula as sinapses inibitórias. Reduz o consumo de O2, a perfusão cerebral e pressão intracraniana. Dependendo da dose ele reduz a PA provocando uma vasodilatação periférica transitória. É um depressor respiratório provocando apneia É um ácido fraco, portanto a administração com outros ácidos pode prolongar o efeito e aumentar a toxicidade provocando um aprisionamento iônico. É eliminado lentamente por metabolismo hepático (meia vida = 12 horas) Pode ser usado como antiepilético e anticonvulsivante. Propofol – 2 mg/kg: É o mais usado atualmente É um óleo insolúvel em água com aspecto leitoso. ▪ O Fospropofol é um pró-fármaco solúvel em água. Possui rápida indução anestésica (em 10s) e uma duração do efeito de 8 minutos. Ação ultracurta, hipnótico sedativo potente, fraco analgésico É agonista do GABA e Glicina, portanto estimula as sinapses inibitórias. Reduz o consumo de O2., a perfusão cerebral e pressão intracraniana. Dependendo da dose pode reduzir a PA provocando uma vasodilatação periférica transitória. É um depressor respiratório provocando apneia É eliminado por metabolismo hepático através da conjugação (meia vida = 40 minutos), por isso é preferido em relação ao Tiopental, pois tem recuperação mais rápida. Pode causar PRIS = Síndrome de infusão do Propofol causando: ▪ Acidose metabólica ▪ Hiperlipidemia ▪ Rabdomiólise ▪ Hepatomegalia. Etomidato – 0,2-0,4 mg/kg: É reservado para pacientes em risco de hipotensão e isquemia miocárdica É pouco solúvel em água Possui rápida indução anestésica (em 10s) com duração do efeito de 4-8 minutos. Ação ultracurta, hipnótico sedativo potente, fraco analgésico É agonista do GABA, mas não da Glicina Reduz o consumo de O2, a perfusão cerebral e a pressão intracraniana. Não reduz a PA e por isso é o mais seguro para pacientes cardíacos, causando um pequeno aumento da FC. É um depressor respiratório, comparado ao Propofol é menos. É eliminado por metabolismo hepático (meia vida = 3 horas) e por isso é preferido em relação ao Tiopental, pois tem recuperação mais rápida. Pode causar convulsões, náuseas e vômitos e por isso é contraindicado para a manutenção da anestesia, apenas indução. Quetamina – 0,5-1,5 mg/kg: É reservado para pacientes com asma, pois é um broncodilatador, ou seja, não é um depressor respiratório. É solúvel em água e por isso pode ser administrado via IV, IM, VO ou retal. Possui rápida indução anestésica (em 10s) e a duração de efeito de 10-15 minutos. Promove anestesia dissociativa É um potente analgésico. O paciente fica acordado (olhos abertos) mas com amnésia, movimentos involuntários, não responde a comandos e respiração normal. É antagonista do Glutamato NMDA Aumenta a PA, FC e débito cardíaco, possuindo uma atividade simpatomimética (inibe a recaptação de catecolaminas). É eliminado por metabolismo hepático (meia vida = 3 horas) É indicado para indução ou manutenção Causa alucinações, portanto é uma potencial droga de abuso. Anestésicos inalatórios: Interfere no metabolismo mitocondrial dos ácidos graxos. • São gases ou líquidos com uma pressão de vapor elevada. • A administração é feita regulando a pressão parcial do gás misturado com ar ou O2 • Apresentam diferentes solubilidades no sangue, cérebro e gordura. Quanto menor a solubilidade do gás no organismo mais rapidamente ele irá atingir o equilíbrio. O equilíbrio é atingido quando o paciente expira o gás na mesma pressão parcial que ele inspira (indicando que o organismo está saturado do gás). Os gases mais solúveis em gordura podem levar muitas horas para atingir o equilíbrio, por isso os gases não são indicados para a indução da anestesia. • A potência anestésica é medida como a pressão parcial do gás necessária para atingir a MAC = mínima concentração alveolar (CAM) • A eliminação dos gases ocorre principalmente por expiração, na mesma velocidade em que o equilíbrio foi atingido, ou seja, os gases mais solúveis em gordura têm uma recuperação mais lenta. Halotano – CAM 1%: É um gás halogenado com líquido à temperatura ambiente. Possui alta partição no sangue/gás e gordura/sangue, portanto é um gás muito solúvel com um tempo de indução muito longo e recuperação lenta É usado em crianças. 80% é eliminado como o gás e 20% é metabolizado via CYP ▪ Um dos metabólitos pode trifluor-acetilar proteínas causando necrose hepática (raro). Reduz a PA por depressão miocárdica, provoca bradicardia e perda de sensibilidade de barorreceptores. Apresenta respiração rasa e aumento da PCO2. Sevoflurano – CAM 2%: Apresenta baixa solubilidade no sangue É pouco pungente É usado em indução inalatória. Desflurano – CAM 6%: Apresenta baixa solubilidade no sangue Estimula o reflexo respiratório Não é usado em indução inalatória. Isoflurano: possui uma indução em menos de 10 minutos (3% em O2 – dose de ataque) e manutenção (1,5-2,5%). A dose maior é dada inicialmente para atingir rapidamente o efeito terapêutico. Farmacocinética: são metabolizados e são eliminados pelos pulmões em partículas lipossolúveis ▪ Coeficiente de partição: ✓ Sangue/gás (1,4); sangue/cérebro (2,6) e gordura/sangue (45) ✓ A indução e a recuperação é mais rápida que o halotano. ▪ Metabolismo: ✓ Mais de 99% é eliminado pelo pulmão ✓ 0,020% é metabolizado pelo citocromo P450 ✓ Não forma metabólitos que possam ser tóxicos. Efeitos colaterais: ▪ Sistema cardiovascular: diminuição da pressão arterial provocando vasodilatação periférica, taquicardia e hipertensão transitória. ▪ Sistema respiratório: diminuição da ventilação superficial provocando um aumento da PCO2 tendo cuidando com a PO2. ▪ Sistema nervoso central: aumento da pressão intracraniana. Óxido nitroso – CAM 105% A concentração alveolar mínima pode causar anestesia maior que 100% ▪ Ou seja, é impossível usar este gás para causar anestesia, pois o paciente receberia 0% de oxigênio. Entretanto, o N2O é um potente analgésico e por isso é usado para causar analgesia, mas não anestesia. Pode ser usado em combinação com outros gases que são capazes de induzir a anestesia. Age inibindo os receptores Glutamato NMDA É usado muito em odontologia É pouco solúvel no sangue, portanto, tem rápida indução e recuperação. Não deprime a respiração, não causa relaxamento muscular, possui um efeito moderado a nulo no sistema cardiovascular e é menos hepatotóxico, portanto, é mais seguro. Não irrita as vias aéreas. Pode causar confusão mental. Anestésicos locais Anestesia local: é a supressão temporária de todos os tipos de sensibilidade de uma determinada área do organismo, sem perda da consciência. Anestésicos locais: são substâncias capazes de impedir, de modo reversível, a gênese e a condução de impulsos nas fibras nervosas sensitivas. • Essas substâncias podem ser diferenciados de acordo com suas estruturas e classificações que podem ser: Ésteres Amidas Metabolismo e excreção: as amidas são metabolizadas no fígado pelo citocromo P450 e liberadas na urina. Não sofrem hidrólise e a sua meia vida é longa. Exemplos de anestésicos locais derivados de amida: Prilocaína– meia vida = 1,5 horas. Lidocaína – meia vida = 1,6 horas Mepivacaína – meia vida = 1,9 horas Bupivacaína – meia vida = 3,5 horas Ropivacaína – meia vida = 4,2 horas. podem ser metabolizados tanto no fígado pelo citocromo P450 quanto no plasma pela colinesterase plasmática sendo liberadas ambas na urina. É facilmente hidrolisado pelas esterases e por isso sua meia vida é curta. Exemplos de anestésicos locais derivados de ésteres: Cocaína – meia vida = 0,71 minutos Procaína – meia vida = 0,14 minutos Cloroprocaína – meia vida = 0,11 minutos Propriedades químicas: eles podem se apresentar de duas formas: Base ou ácido conjugado Não ionizado ou ionizado Apolar e solúvel em lipídeos ou polar e solúvel em água A base não é a forma ativa enquanto que o ácido conjugado é a forma ativa. A forma predominante é a forma ionizada (ácido conjugado). promovida pelo anel aromático. Quanto maior a lipofilicidade maior é a potência, maior a meia vida, menor a hidrólise, porém, maior a toxicidade. Mecanismos de ação: os anestésicos locais são inibidores reversíveis dos canais de sódio dependentes de voltagem em neurônios (de qualquer tipo), portanto eles inibem a propagação do potencial de ação sem causar outros danos ao neurônio. Eles impedem a abertura dos canais de sódio, portanto, não existe a formação e/ou propagação do potencial de ação. Locais de ação: • Os anestésicos locais se ligam na porção interna do poro do canal de sódio. Eles estabilizam a forma inativa do canal impedindo a passagem, ou seja, mantem o canal fechado de íons de sódio. Para se ligar nesta região interna, o anestésico local precisa penetrar na célula atravessando a membrana plasmática e para que isso ocorra, a molécula precisa estar na sua forma não ionizada (base) e por esse motivo os anestésicos locais são influenciados pelo pH do meio. • Quanto mais ácido for o pH, menor será a potência dos anestésicos locais. • As fibras de diâmetro menor e não mielinizadas são bloqueadas antes e por isso a sequência de perda de sensibilidade é: ▪ Perda de sensibilidade à dor, temperatura e toques leves ▪ Perda de sensibilidade à pressão intensa ▪ Perda motora. • os anestésicos locais são administrados juntos com vasoconstritores (agonistas adrenérgicos alfa 1 – adrenalina) por dois motivos: Aumento da duração do efeito. Isso acontece, pois, a vasoconstrição reduz a absorção sistêmica dos anestésicos locais contribuindo para manter o anestésico em contato com o nervo prolongando seu efeito. Diminuição da toxicidade. Novamente a vasoconstrição reduz a quantidade e a velocidade com que os anestésicos locais atingem a circulação sistêmica onde eles poderiam causar efeitos adversos tóxicos. • Entretanto a associação de anestésicos locais com vasoconstritores não pode ser aplicada em tecidos pouco vascularizados como as pontas dos dedos e regiões ricas em cartilagem, pois esses locais podem sofrer necrose pela isquemia promovida pelos vasoconstritores. Efeitos colaterais sistêmicos: Confusão, agitação, tremores, convulsão e depressão respiratória (altas doses). Depressão miocárdica (ação sobre o músculo), provocando redução da excitabilidade, condução e força de contração. Vasodilatação (lipotimia – desmaio por hipotensão) Efeito antiarrítmico (clinicamente útil). Inibição de contração intestinal (ação direta no músculo) Anestesia epidural pode aumentar o tônus da musculatura lisa por bloquear os nervos simpáticos. Doses muito altas podem bloquear os receptores nicotínicos de acetilcolina e promover o bloqueio da junção neuromuscular. Principalmente causadas por amidas. Dermatite, broncoconstrição, angioedema, urticária, anafilaxia (mais comum com esteres). Cocaína: além dos efeitos de anestésico local, a cocaína inibe a recaptação de catecolaminas (NE e DA), portanto ela têm efeito de vasoconstrição periférica, midríase, taquicardia e estimulação central. Sendo assim não é usada. Lidocaína: É uma amida que sofre metabolismo pelo citocromo CYP Pode ser administrada de forma injetável, tópico, oftálmico e transdérmico. Possui ação rápida e intensa com uma duração intermediária Pode ser usada como antiarrítmico. Bupivacaína: É mais lipofílica É uma amida que sofre metabolismo pelo citocromo CYP Possui uma ação mais prolongada que a lidocaína e é usado no trabalho de parto. Pode ser usada em cateteres para infusão contínua ou múltiplas doses (diluída). É mais cardiotóxica que a lidocaína. Tetracaína: é lipofílica. É um éster, entretanto, tem longa duração por bastante lipofílica. É muito usada por oftalmologistas. Prilocaína: pode causar metahemoglobina se cair na circulação sanguínea. Procaína: possui uma lenta duração e baixa potência. Usos terapêuticos: usada no olho, nariz, boca, árvore brônquica (procedimentos diagnósticos em pacientes acordados) – lidocaína, tetracaína, benzocaína. é usada em uma injeção direta para alcançar os ramos terminais nervosos. Usadas em cirurgias menores (comumente em associação com adrenalina – não em dedos da mãe ou do pé – lesão isquêmica) – maioria dos anestésicos. usado um manguito para parar o fluxo sanguíneo (cirurgia de membros) – lidocaína e prilocaína. usada uma injeção do anestésico próximo aos troncos (plexos) nervosos. É usado em cirurgias e na odontologia – lidocaína e mepivacaína (60-120 min); bupivacaína, ropivacaína e tetracaína (400-450 min). o anestésico é injetado no espaço peridural (epidural). É um processo mais lento e necessita de maior quantidade de anestésico – lidocaína, tetracaína, bupivacaína e ropivacaína. a agulha ultrapassa a dura máter, mas não atinge a medula – lidocaína e bupivacaína (glicose para restrição da via). É usada para cirurgia das pernas, abdome inferior (apendicite, útero, ovário, bexiga) e cesarianas.