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O poder da Argumentação Lógica
O Sono da razão produz monstros – Francisco de Goya - 1799
Este quadro faz parte da série chamada Caprichos. Nela, o artista retratou-se sentado, dormindo sobre suas anotações. O seu corpo está contorcido e transmite a ideia de desconforto, da transição entre o estado alerta e um sono que não pode ser evitado.
 
Atrás do artista estão morcegos e corujas, criaturas noturnas que espreitam o sono do pintor. Essas criaturas são interpretadas como os fantasmas, medos e obsessões de Goya, conhecido por pinturas enigmáticas e de sentimentos fortes.
O universitário e a universidade
A quarta revolução industrial e o conhecimento
O valor da Filosofia
Concepções da Verdade
A pós-verdade
A boa argumentação e as fake News.
Escrevam no chat: O que é persuadir?
O Ato de Argumentar - Koch, 2002, p.19
 Como ser dotado de razão e vontade, o homem, constantemente, avalia, julga, critica, isto é, forma juízos e valor. Por outro lado, por meio do discurso – ação verbal dotada de intencionalidade – tenta fluir sobre o comportamento do outro ou fazer com que compartilhe determinadas de suas opiniões. É por esta razão que se pode afirmar que o ATO DE ARGUMENTAR constitui o ato linguístico fundamental, pois A TODO E QUALQUER MOMENTO SUBJAZ UMA IDEOLOGIA, na acepção mais ampla do termo. A neutralidade é apenas um mito: o discurso que se pretende “neutro”, ingênuo, contém também uma ideologia – a da sua própria objetividade.
O Diálogo:
 “Um diálogo é uma sequência de trocas de mensagens ou atos de fala entre dois ou mais participantes”, ou melhor, "é uma troca de perguntas e respostas entre duas partes". No contexto do diálogo, os participantes devem cooperar no interesse de alcançar seus objetivos. Um mau argumento surge quando essa obrigação básica deixa de ser cumprida. WALTON, Douglas
Tipos de diálogo
Altercação (contenda, controvérsia, debate, discussão, litígio, polêmica, hostilidade)Pessoal: 
diálogo caracterizado pela perda de perspectiva equilibrada, "por ataques pessoais agressivos, apelo às emoções e vontade de vencer a discussão a qualquer custo". A meta é atacar ou atingir o oponente de qualquer forma. É caracterizada pelo falacioso ataque ad hominem (ataque contra a pessoa e não contra o argumento) e o uso de argumentos emocionais.
Diálogo Persuasivo ou Discussão Crítica (o mais significativo): 
dois participantes, duas teses (conclusão) a provar. Cada participante procura provar sua própria tese "através de regras de inferência [raciocínio] baseadas nas concessões do outro". 
O processo persuasivo transcorre buscando provar sua tese a partir de premissas que o outro aceita ou com as quais está comprometido. Também coopera com o outro na tentativa de provar a tese dele. Exige respostas úteis e honestas sendo, portanto, normativo. Há um comprometimento plausível baseado em prova racional, mas não conclusiva. 
Podem ser usados dois tipos de prova:
 
a. Prova interna: "cada participante infere uma proposição a partir da concessão do outro" (método básico);
 
b. Prova externa: introdução de 'novos fatos' nos argumentos através de opinião de fontes especializadas. Quando uma prova externa é aceita na discussão, "pode-se recorrer a ela como uma [nova] premissa para uma prova interna".
 
Situação Inicial: diferença de opinião / Meta: persuadir o outro / Método: prova interna e prova externa.
Diálogo Investigativo: 
o método investigativo procura avançar tirando conclusões de premissas estabelecidas com base sobre provas sólidas. "As premissas só podem ser proposições reconhecidamente verdadeiras, aceitas como informação confiável por todas as partes". "A meta não é provar conclusivamente nenhum dos lados", mas obter "incrementos de conhecimento", o máximo de certeza com as evidências disponíveis. Na investigação os investigadores são neutros em busca de uma verdade objetiva, conclusiva. Eles são mais cooperativos que conclusivo. É essencialmente cumulativo. Parte de um ponto inicial e busca “certo grau de falta de conhecimento a ser superado”.
 
Situação Inicial: falta de prova / Meta: estabelecer provas / Método: argumentação baseada em conhecimento
Qual é o processo de persuasão?
Chamemos “argumento” à tentativa de persuadir alguém. Desde o tempo de Aristóteles que este 
termo , ou algum dos seu equivalentes, tornou-se corrente. 
Frases declarativas:
Este tema é muito interessante.
Já viveram seres inteligentes em Marte.
Ninguém imagina as dificuldades que já vivi.
Frases não declarativas:
Feche a porta!
Quantas vezes tenho de te dizer para limpar os pés antes de entrar em casa?
Quem me derá ser milionário!
No entanto, nem todas as frases declarativas são verdadeiras ou falsas: “os sonhos verdes dormem em paz” é uma frase declarativa, mas não é verdadeira nem falsa – não tem sentido. Vamos dar um nome “aquelas frases que são verdadeiras ou falsas, isto é, que têm valor de verdade.
Asserção:
uma asserção é uma frase declarativa que pode ser encarada como verdadeira ou falsa ( mas não ambas as coisas.
Exemplos p.5 –
Argumento
Um argumento é uma coleção de afirmações, uma das quais se chama “conclusão” e cuja verdade procura-se estabelecer; as outras afirmações chamam-se “premissas”, e estas afirmações pretendem conduzir à conclusão (ou apoiá-la, ou persuadir-nos da sua verdade).
Argumento: em lógica, um argumento é um conjunto de enunciados, um dos quais é chamado de conclusão, e os restantes, de premissas. (ABBAGNANO, 2007, p. 90)
. Ex.: Estudarei bastante sobre as normas do bom argumento. Logo, saberei avaliar melhor a posição de cada argumentador.
O objetivo de um argumento é persuadir-nos da verdade de uma afirmação – a conclusão. À conclusão chama-se às vezes “o objetivo do argumento” ou a questão em discussão. 
Um argumento é uma viagem lógica (Walter Carnielli)
Um argumento é uma ‘viagem lógica’' que vai das premissas à conclusão. Um bom argumento é aquele em que há boas razões para que as premissas sejam verdadeiras, e, para além disso, as premissas apresentam boas razões para suportar ou apoiar a conclusão.
Princípio da acomodação racional
O princípio exige que devemos tentar entender o ponto de vista do oponente em sua forma mais forte e persuasiva antes de submeter sua visão à nossa avaliação. 
Dessa forma, devemos primeiro fazer todos os esforços para esclarecer as premissas e a conclusão do oponente, inclusive ajudando-o a reparar os pontos fracos. Só então, após essa atitude respeitosa, é que devemos gentilmente apontar a ela ou a ele onde suas premissas são falhas ou duvidosas, e/ou porque tais premissas não apoiam a conclusão.
Em outras palavras, o Princípio da Acomodação Racional impõe que interpretemos as afirmações dos outros de forma a maximizar a verdade ou racionalidade do adversário, tanto quanto isso seja possível. É a maneira mais respeitosa e produtiva de manter uma discussão honesta
Pensamento Crítico é o que nos habilita a determinar se nos devemos deixar persuadir que uma afirmação é verdadeira ou que estamos perante um bom argumento; é oque nos capacita também em saber formular bons argumento. 
Exemplos p.9
Leia os exemplos e traga comentários.
Tarefa da semana
Pesquise sobre o poder das fake News dentro das bolhas epistêmicas.
Leia o Amor é uma Falácia.
Pesquise o que são falácias Lógicas. 
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