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Hepatite a hepatite consiste em uma inflamação do parênquima hepático, resultando em um processo inflamatório e uma necrose hepatocelular uma grande distinção entre a hepatite é se ela é aguda ou crônica: -Hepatite aguda ocorre em menos de 6 meses, aumenta o TGO e TGP; O corpo por si só elimina o vírus -Hepatite crônica ocorre por mais de 6 meses, ocorre aumento de TGO, TGP e alterações histológicas. O corpo não consegue eliminar o vírus de forma espontânea -Hepatite fulminante é quando ocorre a falência hepática, normalmente na hepatite aguda, levando a um processo de coagulopatia (pela falta dos fatores de coagulação) e encefalopatia hepática (aumento de compostos nitrogenados que vão para o SNC) pode ser causada pelos vírus HAV, HBV, HCV, HDV e HEV existem outros vírus que podem atingir o fígado, devido ao seu hepatotropismo, como por exemplo: citomegalovírus, herpes simples, Epstein Barr, febre amarela e dengue, sarampo, rubéola, influenza e herpes genital Características dos vírus: -Hepatite A (RNA): inclui enterovírus e rinovírus, a sua viremia não ultrapassa 7 dias, com período de incubação de 2-6 dias. Não evolui para hepatite crônica. Transmissão é oral-fecal, seja pra água e consumo de alimentos contaminados, como também por via sexual -Hepatite B (DNA): leva a uma infecção aguda, todavia o vírus pode vir a levar sintomas por mais de 6 meses, ou seja, tanto leva a uma infecção aguda quanto crônica, pode chegar a ser assintomática. sua tramsnissão ocorre pelo sexo, sangue e flúidos e perinata. Possui período de incubação de 4 a 26 semanas. -Hepatite C (RNA): leva a uma hepatite "aguda" e crônica. É# assintomática na maioris dos casos. Pode ser transmitido por sexo, sangue e flúidos e perinatal. Sua forma de transmissão é por sexo, por sangue e flúidos e perinatal. Possui período de incubação de 15 a 150 dias -Hepatite D (RNA): leva a uma infecção crônica principalmente, mas que passa por sua fase aguda. OBS: para que ocorra sua infecção é necessário uma infecção prévia por HBV. A primeira forma é uma co-infecção, por HBV e HDV. A segunda forma é por uma superinfecção por HPV e posteriormente o HDV -Hepatite E (RNA): leva principalmente a infecção aguda. Se contato é oral- fecal. A doença no geral é benigna. O período de incubação é em torno de 6 semanas Fisiopatologia • Replicação de vírus de RNA: o os vírus entram na célula por endocitose e liberam seu material genético para dentro do citoplasma o no citoplasma ele vai em direação aos ribossomos e o utiliza para codificar proteínas para se replicarem o a produção de polimerazes dependentes de RNA faz com que a produção de mais RNA se torne cíclica o a combinação das variadas estruturas virais leva a formação de um novo vírus • Replicação de vírus de DNA: o O vírus entra em contato com a célula o O DNA entra no núcleo celular e com o auxílio de enzimas de reparo termina de concluir a sua fita dupla de DNA. o Logo depois com o auxílio das RNA polimerase quebra a fita de DNA. o O RNA por sua vez pode ser utilizado para a síntese de proteínas pelos ribossomos como também pode se tonar RNA genômico, esse RNA genômico possui uma proteína chamada de transcriptase reversa, que por sua vez tem a capacidade de transformar RNA em DNA o *como parte do DNA está dentro do núcleo celular ele acaba por continuar sua síntese, ou seja, um retrovírus Necrose A necrose pode ser explicada pela morte induzida pelo vírus, que ao "terminar de usar o maquinário celular" mata a célula hospedeira, levando consequentemente a morte dos hepatócitos, necrose e posteriormente fibrose Outra forma é a metabolização de antígenos (proteínas virais) e consequentemente levar um processo de " auto- opsonização" consequentemente ativando o sistema imune através da apresentação de moléculas de mhc- 1 A atividade imune mediada por linf, t citotóxicos (cd8), leva a liberação de perfurinas que quebrar a membrana celular dos hepatócitos, como também vão liberar granzimas, que induzem a apoptose Um quadro de hepatite crônica (b, c e d) aumenta o risco de desenvolver cirrose pela fibrose do fígado como também aumanta o rispco de desenvolver displasia (mediada por exemplo pela proteína X) e consequentemente um carcinoma hepatocelular Quadro clínico • fase de incubação, normalmente é assintomática • fase pré- ictérica/ prodrômica: dura de 2-3 semanas o a morte de hepatócitos leva a liberação de interleuina- 1, 6 e TNF alfa. A liberação desses fatores atua no SNC e induzem a liberação dfe PG- E2, F2, levando a febre o a alta concentração de hepatotoxinas leva a uma resposta do tronco cerebral que leva a uma hiperativação do TGI levando a um reflexo de retroperistaltismo, levando a náusea, vômito e diarreia. A desidratação e perda de eletrólitos causa um distúrbio eletrolítico • fase ictérica: Dura de 1 a 2 semanas • nesse caso, a hemoglobina é quebrada e um de seus produtos é a bilirrubina não conjugada, que no fígado normal é metabolizada em UGT que por sua vez conjuda a bilirrubina. Quando ocorre a morte doa hepatócitos leva a uma liberação de bilirrubina conjugada e não conjugada no sangue. • outro fato interessante é que a inflamação no fígado leva a uma inflamação das vias biliares, consequentemente pode levar a liberação de sais biliares para a corrente sanguínea • a elevada liberação desses produtos acaba culminando em sua deposição em tecidos do corpo, como por exemplo na esclera. Outros elementos dos hepatócitos vão para a corrente sanguínea, como fosfatases, fatores de coagulação, que serão liberados e não serão mais sintetizados. Logo, ocorre um problema na coagulação que estará dimuinuída. Somado a isso a infecção viral causa uma plaquetopenia, e uma anemia hemolótica, e neutropenia e linfocitose • nos rins acabam se sobrecarregando pela alta concentração de metabólitos na corrente sanguínea, tornando a urina mais escura • como não há bilirrubina no intestino as fezes ficam cor de argila • ocorre dor devido a inflamação do fígado, como também hepatomegalia • *a hepatite B e C pode atingir outros tecidos. Pela via da associação do antígeno (vírus) e anticorpo, levando a formação e deposição de imunocomplexos, nas articulações causando artralgia, nos vasos sanguíneos, levando a vasculite, no miocárdio que causa miocardite e pericardite e glomerulonefrite • fase de convalescência- resolução do problema. o O paciente percebe uma melhora, pode durar por semanas ou meses *colúria, acolia fecal e Icterícia- colestase acolia fecal colúria icterícia Diagnóstico • Enzimas hepáticas demonstram lesão: o Hepatocelular: vias biliares: GGT, ALP-FA (fosfatase alcalina) • Enzimas hepáticas de função: o Albumina, TP, TTPA, bilirrubina, fatores de coagulação, globulinas, amônia, lipídios Existem exames: • Inespecíficos, como: o Transaminases (TGO mais específica, TGP), bilirrubinas e coagulograma, Albumina normalmente baixa, por conta da insuficiência hepática • Específicos, como • sorologia: o importante lembrar que o IgG fica para o resto da vida e o o IgM mostra que uma infecção está ativa ▪ Hepatite A: anti- HAV e IgM ambos os positivos; e detecção de RNA viral no soro, fígado e fezes do paciente ▪ Hepatite B: um marcador importante é o anti HBS que significa que o paciente está curado ou que o indivíduo foi vacinado; outra forma de diagnóstico é por anti HBC que vai mostrar os níveis de IgM e IgG, consequentemente diagnosticando se a infecção é aguda ou crônica. Existe o AgHBs que é uma proteína codificada pelo vírus que fica na superfície, já positiva antes de desenvolver sintomas. Pode ser pesquisado o DNA viral no soro, fezes ou fígado ▪ Hepatite C: anticorposanti- VHC, quantificação do RNA do vírus no soro por PCR ▪ Hepatite D: marcador de anticorpo antidelta (anti- HD) ▪ Hepatite E: marcador sorológico, anticorpos anti- HEV; ou por detecção de |RNA viral por PCR Hepatite A O vírus da hepatite A (HAV) é do tipo RNA, classificado entre os picornavírus. O HAV é transmitido principalmente por via fecal-oral e esse tipo de hepatite não cronifica. DIAGNÓSTICO: IgM – 2 a 3 semanas após infecção. IgG – 1 a 2 semanas após IgM, ficando o resto da vida (imunidade). AST/ALT: aparece após a resposta humoral. Hepatite B O vírus da hepatite B (HBV) é do tipo DNA, classificado entre os hepaDNAvírus. A transmissão ocorre pelo contato com os líquidos corporais, em especial o soro, bem como o sangue, sêmen, saliva, suor, lágrima e leite materno. Resultados possíveis de uma infecção por hepatite B em adultos, com a frequência estimada nos Estados Unidos. DIAGNÓSTICO: - Hepatite B aguda: HBsAg, HBeAg, IgM anti-HBc, AST e ALT. - Hepatite B crônica: HBsAg, HBeAg, IgG anti-HBe e IgG anti-HBc. Hepatite c O vírus C da hepatite (HCV) é do tipo RNA, semelhante aos flavivírus e classificado atualmente como um hepacivírus. Geralmente, ela é silenciosa (sem sintomas por 10, 20 ou 30 anos). Não tem vacina para ela. O HCV transmite-se por via parenteral, através do sangue ou seus derivados. Os fatore de risco são transfusão de sangue ou TX órgãos antes de 1992, uso de drogas injetáveis, nascimento de mães infectadas, tatuagens, piercings, manicure, hemodiálise longo prazo e múltiplos parceiros sexuais. O principal teste diagnóstico para a infecção por HCV tem sido o ensaio de segunda geração para detecção de anticorpos anti-HCV. Esse teste detecta a presença de anticorpos para um dos quatro antígenos virais diferentes, em 10 a 12 semanas após a infecção. O conteúdo de anticorpos anti-HCV total normalmente persiste por toda a vida do paciente, embora possa desaparecer quando da recuperação da infecção por HCV. O teste primário empregado na confirmação da persistência da infecção por HCV é o teste para HCV- RNA, que detecta o vírus por meio de várias técnicas de amplificação. Tratamento Não existe tratamento específico para as formas agudas, indica-se repouso relativo, aumento de ingesta calórica, tratar os sintomas (antitérmicos, antieméticos), evitar bebidas alcóolicas e medicamentos hepatotóxicos, como paracetamol, por 6 meses. Caso a hepatite seja fulminante, é necessário o transplante hepático. Em relação à Hepatite B, vale ressaltar a importância da vacinação como forma de prevenção. • Hepatite C: caso o paciente esteja sintomático, é importante dosar o HCV-RNA 12 semanas após o início do quadro, caso continue persistente, tratar com terapia antiviral específica; porém, se o paciente estiver assintomático, o tratamento deve ser imediato. A droga utilizada é o interferon associado ou não com a ribavirina. Já nas formas crônicas, existem alguns critérios para o tratamento • Hepatite B: HbsAg positivo por mais de seis meses, HBeAg positivo ou HBV-DNA > 30 mil cópias/mL (replicação); ALT/AST > 2 vezes o limite de normalidade; biópsia hepática com atividade inflamatória intensa e, por fim, ausência de contraindicação à o tratamento é feito com interferon durante 4 meses • Hepatite C: anti-HCV positivo e HCV-RNA positivo; ALT/AST > 1,5 vezes o limite de normalidade; biópsia hepática sugerindo atividade inflamatória intensa e ausência de contraindicação à caso seja genótipo 1, administra-se interferon associado à ribavirina via subcutânea por 12 meses ou ribavirina sem associações; caso seja genótipo 2 ou 3, usa- se interferon ou ribavirina por 6 meses. Tratamentos • Cuidados de suporte • Tratamento da hepatite C aguda, em parte para prevenir a transmissão a outros Nenhum tratamento atenua a hepatite viral aguda. Deve-se evitar a ingestão de álcool, pois pode haver piora da lesão hepática. Não existem evidências científicas que apoiem o uso de restrições dietéticas ou de atividades, incluindo o repouso no leito habitualmente prescrito. Deve-se tratar os pacientes com infecção aguda por HCV com terapia antiviral no diagnóstico inicial, sem esperar a resolução espontânea, para prevenir a transmissão a outros. Devido à alta eficácia e segurança, os mesmos esquemas recomendados para a infecção crônica pelo HCV são recomendados para a infecção aguda (1). Para a hepatite colestática, o uso de colestiramina, 8 g por via oral uma ou duas vezes ao dia, pode melhorar o prurido. Deve-se relatar a ocorrência de hepatite viral às autoridades de saúde locais. Hepatite A A infecção pelo HAV, na maioria das vezes, é autolimitada e o tratamento consiste no suporte sintomático. Assim, não há medicação específica para o tratamento da hepatite A e a maioria dos pacientes evolui com melhora espontânea. O paciente é orientado a manter repouso e usar sintomáticos (antitérmicos e antieméticos). Não há recomendação de dieta específica, que deve ser ofertada de acordo com o apetite e a aceitação do paciente. Ele não deve usar drogas hepatotóxicas, nem ingerir bebidas alcoólicas por 6 meses a 1 ano. Para profilaxia de hepatite A, estão disponíveis a imunoglobulina (IG) e a vacina inativa. Para a profilaxia e pós exposição dos contatos íntimos (domiciliares, contatos sexuais, institucionais), a IG deve ser usada até no máximo duas semansd esse contato. Não há necessidade de fazer profilaxia nos indivíduos já vacinados e nos contatos casuais (escritório, fábrica, escola ou hospital). As vacinas inativadas são seguras, imunogênicas e efetivas na prevenção da hepatite A. São aprovadas para uso em indivíduos com mais de 1 ano de idade e parecem proporcionar proteção a partir de 4 semanas da aplicação. Os pacientes que não tiveram hepatite A ou que não foram vacinados (Anti-HAVIgG negativos) podem receber profilaxia após o contato com o vírus da hepatite A. Tal estratégia é efetiva se realizada até 2 semanas após o contato com o vírus (quanto mais precoce melhor). As recomendações para a profilaxia são as seguintes: • Indivíduos saudáveis entre 12 meses e 40 anos - dose única da vacina com vírus inativado. • Menores de 12 meses e maiores de 40 anos, imunodeprimidos, hepatopatas ou com contraindicação à vacina - imunoglobulina humana 0,02 ml/kg, intramuscular. Hepatite B O vírus da hepatite B acopla-se ao DNA do indivíduo infectado e, mesmo que haja clareamento viral, sempre teremos partícula viral no genoma do hospedeiro. Qual é a importância disso? Em algumas situações, mesmo que tenha ocorrido “cura” da hepatite B, há risco de reativação viral. E que situações são essas? Especialmente quando o indivíduo vai ser submetido a imunossupressão grave, seja por uso de medicações como antiCD 20 (rituximabe) e antiCD 52 (alemtuzumab), quimioterapia para neoplasias hematológicas ou transplante de medula óssea. Nesses casos, indivíduos com antiHBc positivo devem receber profilaxia antes do início do tratamento, independentemente dos níveis de HBV-DNA e mesmo que o HBsAg seja negativo. A profilaxia vai ser realizada idealmente com entecavir, podendo ser usada lamivudina ou tenofovir quando a primeira não está disponível, e deve ser mantido por 6 meses a 1 ano após o término do tratamento. Se a profilaxia não for realizada, deve-se manter monitorização do HBV-DNA e ALT a cada 2 meses, para diagnóstico precoce da reativação viral e início de tratamento. https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/dist%C3%BArbios-hep%C3%A1ticos-e-biliares/hepatite/hepatite-c-cr%C3%B4nica https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/dist%C3%BArbios-hep%C3%A1ticos-e-biliares/hepatite/hepatite-c-cr%C3%B4nica https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/dist%C3%BArbios-hep%C3%A1ticos-e-biliares/hepatite/vis%C3%A3o-geral-da-hepatite-viral-aguda#v69552390_ptHepatite c O tratamento da hepatite C mudou recentemente e foi revolucionado! Atualmente, TODO paciente com diagnóstico de hepatite C tem indicação de tratamento, independentemente do grau de fibrose, inflamação ou qualquer outro fator. Isso faz parte do Plano de Eliminação da Hepatite C no Brasil, que tem como objetivo a ampliação do diagnóstico e do tratamento. A meta é a eliminação da hepatite C do Brasil até 2030. O objetivo primário do tratamento é a erradicação do vírus do organismo e a cura, atingindo a resposta virológica sustentada (RVS). O que é a RVS? É a carga viral negativa 12 ou 24 semanas após o término do tratamento. Essa diferença tem relação com a modalidade de tratamento. Em tratamentos à base de interferon peguilado, a RVS ocorre após 24 semanas de tratamento e 12 semanas após os tratamentos sem interferon, com os antivirais de ação direta (DAA). Em geral, está indicado o tratamento com os antivirais de ação direta, em esquema duplo, por 8 a 24 semanas. São drogas orais muito eficazes e bem toleradas! A saber: daclatasvir com sofosbuvir, ledipasvir/sofosbuvir, elbasvir/grazoprevir, glecaprevir/pibrentasvir e velpatasvir/sofosbuvir. A ribavirina pode ser associada em situações especiais, visando aumento da chance de cura. Os esquemas indicados para pacientes com disfunção renal, com depuração de creatinina inferior a 30ml/min, são elbasvir/grazoprevir ou glecaprevir/pibrentasvir. Nesses casos, o sofosbuvir pode ser usado com cautela e de forma individualizada, considerando-se os riscos e benefícios potenciais da terapia antiviral, uma vez que não há recomendação para o seu uso. Como os esquemas disponíveis atualmente são altamente efetivos, a escolha deverá dar-se pelo melhor custo x benefício, disponibilidade e facilidade posológica. O interferon peguilado e ribavirina ainda podem ser prescritos na população pediátrica de 3 a 11 anos, por 48 semanas, já que nesse grupo os DAAs são contraindicados. É importante saber que, com os esquemas atuais, livres de interferon, não há contraindicação ao tratamento de pacientes com cirrose descompensada, Child-Pugh B ou C, apesar de terem menor chance de resposta e necessitarem de tratamento mais longo! O tratamento do HCV costuma cursar com melhora das manifestações extra-hepáticas da hepatite C, incluindo a resolução da crioglobulinemia mista e do acometimento renal. Mas é importante ter em mente que esse não é o objetivo primário do tratamento e será decorrente da negativação da carga viral. Por outro lado, é importante saber que a cura da hepatite C não elimina o risco de evolução para carcinoma hepatocelular naqueles pacientes com fibrose avançada e cirrose, sendo fundamental manter o rastreamento periódico para o tumor. Hepatite E A hepatite crônica ocorre, quase que exclusivamente, em pacientes imunodeprimidos. Em alguns casos, a simples redução da dose do imunossupressor é capaz de erradicar o vírus (negativação do RNA-HVE por 12 semanas), em até 30% dos casos. Se o paciente usar tacrolimus, esse deve ser o primeiro medicamento a ter a dose reduzida. Para os pacientes que não usam imunossupressor ou que não podem reduzir a dose da medicação, a ribavirina pode ser usada. A dose recomendada é de 600 a 1.000 mg/dia, em duas doses diárias. O efeito adverso mais comum é a anemia, que pode ser abordada com a redução da dose do medicamento, uso de eritropoetina ou transfusão de sangue. Com o uso do antiviral, recomenda-se a avaliação do hemograma, creatinina, transaminases, Gama-GT, fosfatase alcalina e bilirrubinas, com quatro semanas de tratamento, com avaliações subsequentes, dependendo desses resultados iniciais. O hemograma deve ser avaliado com 8 e 12 semanas de tratamento para observação da anemia. A ribavirina é teratogênica e não deve ser usada em gestantes. Os indivíduos que viajarão para áreas endêmicas devem ser orientados quanto aos cuidados no consumo de água e alimentos. Devem evitar a ingestão de água de natureza desconhecida, assim como o consumo de carnes e frutos do mar mal-cozidos e vegetais crus.