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Parasitologia Valentina Radavelli Roman - LVII LEISHMANIOSE Agente etiológico: leishmania spp. · Doença negligenciada – ocorre em países mais vulneráveis · Duas formas: Tegumentar e visceral *causada por espécies diferentes · No brasil, maior prevalência da tegumentar no NORTE e da visceral no NORDESTE LEISHMANIA TEGUMENTAR AMERICANA · Acomete humanos e animais silvestres · Doença polimórfica e espectral da PELE E MUCOSAS · No Brasil, é comum no Norte · Diminuiu um pouco com o aumento ao acesso a saúde e melhores condições de vida · Mais comum na faixa etária de 20-34 anos maior exposição Em homens ASPECTOS BIOLÓGICOS · Gênero: leishmania Subgênero: Viannia ou Leishmania Mais comum Leishmania Viannia brasilienses Leishmania Viannia guyanensis Leishmania Leishmania amazonensis MORFOLOGIA · AMASTIGOTA ovóides ou esféricas Vacúolos no citoplasma Núcleo único em um dos polos com cinetoplasto próximo Sem flagelos Encontradas no interior de cél. Fagocitárias ou livres · PROMASTIGOTA alongadas Somente dentro do mosquito Flagelo livre ANTERIOR Cinetoplasto ANTERIOR Granulações no citoplasma e vacúolos Núcleo centralizado Estagio infeccioso · PARAMASTIGOTA – ovais ou arredondadas Cinetoplasto margeando o núcleo ou POSTERIOR a ele PEQUENO flagelo Encontrada aderida ao epitélio do intestino do vetor (flagelo – hemidesmossomos) CICLO BIOLÓGICO · Dois hospedeiros – invertebrado (vetor) e vertebrado (reservatório) · Vetores invertebrados: flebotomíneos Dipteria Lutzomyia intermedia, neivae, whitmani, wellcomei, pessoai, umbratilis, ubiquitalis Há muitas espécies vetores = mais dispersão Características: cabeça formando ângulo de 90 graus com o tórax Asas lanceoladas, corpo coberto por pelos finos Peça bucal picador pungitivo Criadouros – solo úmido, detritos ricos em matéria org, água · Hospedeiros vertebrados – reservatórios: mamíferos Grande diversidade de reservatórios também = mais dispersão 1. Mosquito lutzmania infectada injeta PROMASTIGOTO no humano 2. Promastigotas são fagocitados por macrófagos (4-8hrs) e aqui dentro delas se transformam em AMASTIGOTA que resiste ao lisossomos BIPARTIÇÃO 3. AMASTIGOTAS multiplicam até romper a membrana do macrófago e infectam outras Aqui a infecção torna-se sintomática 4. Flebotomíneos se infectam ingerindo células infectadas ao se alimentarem 5. NO VETOR amastigota se transforma em PROMASTIGOTA 6. Promastigotas sofrem divisão binária e desenvolvem-se em PARAMASTIGOTAS Isso ocorre no intestino posterior para leishmania viannia Intestino médio para leishmania leishmania 7. Promastigotas migram para Probóscide promastigotas PATOGENIA · Período de incubação 2 semanas a 3 meses · Lesões iniciais regridem espontaneamente OU permanecem estacionárias OU evolui para histiocitoma, tuberculóide e úlcera leishmaniótica · MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS · CUTÂNEA – úlcera únicas ou múltiplas na epiderme e derme Úlceras leishmanióticas, verrucosas ou framboesiformes Cutâneo-disseminada é uma variação relacionada a pacientes imunossuprimidos · CUTÂNEO-MUCOSA – leishmania brasilienses Lesões em mucosas e cartilagens Afeta nariz, faringe, boca e laringe Eritema, infiltrado inflamatório, coriza, processo ulcerativo · CUTÂNEA DIFUSA – L. amazonensis Lesões difusas não ulceradas por toda a pele Associada a imunossuprimidos PROFILAXIA · Controle com inseticidas apenas em áreas de surto · Mosquiteiro, repelente · Limpeza de quintais e terrenos · Casas com distância mínima de 500m de florestas (vetor tem baixa capacidade de voo) DIAGNÓSTICO · Clínico pela característica da lesão e histórico (residência/contato com região endêmica) · Laboratorial com pesquisa do parasito Esfregaços (lesões iniciais há amastigotas na região) Histopatológico PCR Metódos imunológicos para avaliar resposta celular (Teste de Montenegro – com inoculação do antígeno, se + há reação inflamatória no local com formação de nódulo RIFI, ELISA TRATAMENTO · Antimoniais pentavalentes – Antimoniato de N-metilglucamina- Glucantime® Estibugluconato de sódio - Pentostan® · Isotianato de pentamidina e Anfotericina B para cardíacos e gravidas LEISHMANIOSE VISCERAL OU CALAZAR · Crônica, grave e de alta letalidade · Mais comum no nordeste · Mais prevalente entre 35 a 50 anos e em crianças · É mais letal por afetar órgãos e vem aumentando o número de casos pois há mais pessoas sem imunidade ASPECTOS BIOLÓGICOS · Leishmania Leishmania infantum chagasi Leishmania Leishmania donovani · Vetor (hospedeiro invertebrado) – lutzomyia longipalpis Apenas 1 vetor = dificulta disseminação · Hospedeiro vertebrado – cães e raposas Apenas 2 = dificulta disseminação TRANSMISSÃO · Pelo vetor · Acidentes de lab · Transfusão sanguínea · Uso de drogas injetáveis · Congênita e venéreas · Aumenta após períodos de chuva, pois aumenta o número de flebotomíneos PATOGENIA Ciclo biológico é igual · A pele é a porta de entrada, a picada do mosquito atrai células fagocitarias no local · Há reação inflamatória local e formação de nódulo · Dissemina pelo sangue e linfa (amastigotas) · Afeta principalmente tecidos esplênico, hepático, sanguíneo, pulmonar e renal · Período de incubação de 2-7 meses depende da virulência, carac genética do hospedeiro e estado nutricional-imunológico · Difícil diagnosticar · ASSINTOMATICO – áreas endêmicas · OLOIGOSSINTOMÁTICA OU SUBCLINICA – febre BAIXA, tosse seca, sudorese · AGUDA – febre ALTA, tosse seca, sudorese · CRONICA – esplenomegalia e hepatomegalia PROFILAXIA Tratamento de casos de humanos infectados Diagnostico e tratamento de cães infectados Vacinação de cães Uso de coleira repelente Combate ao vetor image4.png image5.png image6.png image7.png image8.png image9.png image1.png image2.png image3.png