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Projeto de ensino
Pedagogia (Unopar)
Digitalizar para abrir em Studocu
A Studocu não é patrocinada ou endossada por nenhuma faculdade ou universidade
Projeto de ensino
Pedagogia (Unopar)
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Baixado por Deborah Vitoria (deborahvsborges@gmail.com)
lOMoARcPSD|23486086
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Brasília de Minas
2021
EVELYN APARECIDA SOUZA BRITO FERREIRA
 SISTEMA DE ENSINO PRESENCIAL CONECTADO
 PEDAGOGIA
PROJETO DE ENSINO EM PEDAGOGIA
“O Trabalho com Contos de Fadas e sua Importância na Leitura e na
Formação Integral dos Alunos no Ensino Fundamental I (anos iniciais)”
Baixado por Deborah Vitoria (deborahvsborges@gmail.com)
lOMoARcPSD|23486086
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PROJETO DE ENSINO EM PEDAGOGIA
“O Trabalho com Contos de Fadas e sua Importância na Leitura e na
Formação Integral dos Alunos no Ensino Fundamental I (anos iniciais)”
Projeto de Ensino apresentado à Universidade
Norte do Paraná - UNOPAR, como requisito
parcial para a obtenção do título de Pedagogo.
Tutora Eletrônica: Ana Maria Martins
Tutora Presencial: Maria Tereza Braga Araújo
EVELYN APARECIDA SOUZA BRITO FERREIRA
Baixado por Deborah Vitoria (deborahvsborges@gmail.com)
lOMoARcPSD|23486086
SUMÁRIO
 Introdução..................................................................................................................03
1 Tema.......................................................................................................................04
2 Justificativa..............................................................................................................05
3 Participantes............................................................................................................06
4 Objetivos..................................................................................................................07
5 Problematização......................................................................................................08
6 Referencial Teórico.................................................................................................09
7 Metodologia.............................................................................................................15
8 Cronograma.............................................................................................................18
9 Recursos.................................................................................................................19
10 Avaliação...............................................................................................................20
 Considerações Finais................................................................................................21
 Referências...............................................................................................................22
Baixado por Deborah Vitoria (deborahvsborges@gmail.com)
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INTRODUÇÃO
 
 A escola é um espaço que visa à formação integral do sujeito. É
preciso transmitir além de conhecimentos, valores morais. A leitura é um caminho de
grande valor, através da leitura se adquire informação e conhecimento.
 Diante dessa linhagem, compreendemos a importância que a leitura
possui tanto no aspecto da oralidade e escrita, quanto na aquisição de valores que
são adquiridos nos contos. O fato é que a criança não nasce com o gosto pela
leitura, o que cabe a família e a escola estimularem e incentivar desde a educação
infantil o hábito de ler.
 Sendo assim, este projeto de ensino tem a finalidade de certificar a
relevância que a leitura possui no aprendizado e na formação de um sujeito critico e
emancipado. 
 Este estudo é organizado de forma em que temos a introdução, que
é a apresentação do projeto; a apresentação do tema, que aborda a temática
apresentada; a justificativa parte em que a relevância do tema é justificada; os
participantes, á quem o projeto é destinado; os objetivos, o que se pretende alcançar
com a metodologia trabalhada; a problematização, o problema questionado; o
referencial teórico, que sustenta e fundamenta o projeto; a metodologia, a forma
como será desenvolvido; o cronograma, organização das atividades propostas na
metodologia; os recursos utilizados; a avaliação e finalmente as considerações finais
que é o fechamento do estudo.
 
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Baixado por Deborah Vitoria (deborahvsborges@gmail.com)
lOMoARcPSD|23486086
1 TEMA 
 
 Trataremos neste estudo acerca da temática “O Trabalho com
Contos de Fadas e sua Importância na Leitura e na Formação Integral dos Alunos no
Ensino Fundamental I (anos iniciais)” Partimos da ideia que na imaginação da
criança ela aproxima sua realidade aos contos da literatura infantil se identificando e
se descobrindo enquanto sujeito da leitura.
 A leitura dos contos de fadas é importante porque contribui com a
formação da criança. Os contos de fadas são histórias bem antigas e até os dias de
hoje são verdadeiras obras de arte, pois seus enredos falam de sentimentos e
emoções relacionadas a nós como inveja, ódio, medo, rejeição, ambição e outras.
Através desses contos que essas emoções são descobertas para serem
compreendidas e trabalhadas contribuindo com a formação dessa criança.
 Dessa forma a criança desenvolve o seu intelecto e seu cognitivo
além de desenvolver o seu interesse pela leitura, algo que é de suma importância
para a vida toda. De acordo com Coelho (2010), através das emoções que a história
proporciona que os personagens ajam no inconsciente da criança para que a mesma
possa resolver seus conflitos.
 A criança não nasce gostando da leitura, na verdade ela aprende a
gostar através dos estímulos e incentivos, seja dos professores ou da família. 
 Dessa forma, faz-se necessário buscar estratégias de incentivo de
forma que as crianças tenham experiências positivas em relação à leitura. Cabe aos
pais e professores apresentar a leitura de forma cativante despertando na criança,
curiosidade, simpatia e admiração pelos livros.
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2 JUSTIFICATIVA
 A leitura é fundamental na formação integral do sujeito, essa
questãojustifica a relevância de abordar a temática apresentada neste estudo.
 Por meio da leitura, examinamos os nossos próprios valores e
conhecimentos com os dos outros. Tal como as pessoas, os livros podem ser
surpreendentes, formar e informar leitores, nos transportar para outros mundos
possíveis e fazer de nós, indivíduos aprendizes e mestres. Escutar histórias é o
início da aprendizagem para ser um bom leitor, tendo um caminho absolutamente
infinito de descobertas e de compreensão do mundo.
 A imaginação é aguçada através dos contos de fadas, o que leva a
criança a ter curiosidade, que prontamente é respondida no transcorrer da leitura
dos contos. É uma possibilidade de descobrir o mundo colossal dos conflitos, dos
impasses, das soluções que todos vivem e atravessam, de um jeito ou de outro,
através dos problemas que vão sendo encarados ou não, resolvidos ou não, pelas
personagens de cada história. Dessa forma, a leitura dos contos de fadas na
Educação Infantil faz-se importante na formação das crianças que através deles
poderão formar-se e informar-se sobre a vida e os ambientes que as cercam.
 O primeiro contato que a criança tem com a leitura é através da
audição, alguém está lendo para ela. É por meio dessa prática que a leitura vai se
apresentando para a criança. Segundo Villardi (1999, p. 11): “Há que se desenvolver
o gosto pela leitura, afim de que possamos formar um leitor para toda vida”. Quando
chega a escola, a criança encontrará através da leitura, um mundo mágico, habitado
por seres incríveis e que chamam a atenção dela. 
 “A leitura seria a ponte para o processo educacional eficiente,
proporcionando a formação integral do indivíduo”. (MARTINS, 1994, p.25). Por esse
motivo notamos que é função primordial da escola ensinar a ler. É função essencial
da escola ampliar o domínio da leitura e orientar por meio dos professores a escolha
dos materiais de leitura. Cabe formalmente a escola desenvolver as relações entre
leitura e indivíduo em todas as suas interfaces.
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3 PARTICIPANTES
Este projeto é voltado para a linha da docência e se destina ao
segmento do Ensino Fundamental I (anos iniciais) sendo trabalhado em uma turma
do 5° ano regular. O projeto conta com a participação de alunos, professores, equipe
pedagógica, equipe gestora e a família.
 
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4 OBJETIVOS
Geral
 Incentivar o gosto peça leitura, estimulando a oralidade e a escrita.
Específicos
● Desenvolver aulas divertidas com os contos de fadas;
● Aguçar a curiosidade, criatividade e imaginação das crianças;
● Aprimorar o vocabulário das crianças;
● Trabalhar a motricidade fina e o tato;
● Promover a musicalidade.
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5 PROBLEMATIZAÇÃO 
 Atualmente a tecnologia vem conquistando cada vez mais espaço
na sociedade. A facilidade em ter contato com jogos eletrônicos, e interagir
assistindo vídeos, faz com que grande parte das crianças não pratique o hábito da
leitura. Diante deste cenário, a escola precisa planejar e promover estratégias para
que o gosto pela leitura seja despertado desde a infância.
 Assim, o trabalho com projeto de leitura é positivo neste sentido,
tendo em vista que a infância é um período repleto de informações e estímulos que
a criança, desde pequena, desenvolve-se e, com isso, segundo Freire (1988) faz
sua “leitura de mundo” , leitura essa inicialmente realizada pelos seus cinco
sentidos: audição, visão, tato, olfato e paladar. A partir dessa capacidade de
distinção, a criança poderá classificar o que mais a agrada, ou seja, antes mesmo de
aprender a decodificar os símbolos, o ser humano é capaz de fazer sua própria
leitura por meio de sua exploração sensorial em torno do seu ambiente (REGO,
2005). 
 Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) que tratam da
Língua Portuguesa (BRASIL, 1998) esclarecem como a leitura exerce sua função
numa sociedade. Por ser ela a responsável por promover a construção de
conhecimentos, será a partir dela que o educando se tornará capaz de desenvolver
suas habilidades e competências tanto nas disciplinas escolares quanto no seu dia a
dia. Os PCNs declaram que leitura é algo extremamente favorável à condução da
escrita dentro e fora da escola, sendo que é por meio dela que se encontra o
conteúdo para se escrever um texto. Ela possui um papel crítico e social
significativo, pois fornece à criança a vantagem de fazer uma escolha, a apreciação
típica da realidade (BRASIL, 1998).
 A literatura não instrui somente uma criança de cada vez, mas toda
uma geração que, ao compartilhar histórias comuns, acaba por adquirir certa visão
do mundo, uma compreensão, uma cultura e mesmo uma ideologia. 
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6 REFERENCIAL TEÓRICO
 
 O primeiro contato que a criança tem com a leitura é através da
audição. Apesar de não saber ler nessa fase, a criança é capaz de reconhecer
letras, números e também pode interpretar as imagens apresentadas nos livros. De
acordo com Soares (2020) é nesse contexto que ocorre o processo de alfabetização
e letramento eles são simultâneos, ou seja, a criança aprende a ler, escrever e
interpretar no mesmo processo.
 Para Dúbios (2014), escutar histórias é o início da aprendizagem,
através disso que trilhamos um caminho de descobertas e compreensão de mundo.
Através da leitura é possível examinar nossos valores e conhecimentos uns com os
outros. Assim como as pessoas, os livros podem formar e informar leitores fazendo
de cada um leitores e mestres. Além disso, o incentivo que a criança recebe a levará
compreender a importância e o funcionamento da linguagem e da escrita na
sociedade.
 A Contação de história é uma das práticas mais antigas e
interessantes de ser usadas nas escolas. Essa prática é usada principalmente na
educação infantil, pois incentiva a criatividade, a expressão e a interação entre os
colegas. Para Coelho (2010), a interação proporcionada através da leitura além de
trazer para a criança segurança para se expressar, também possibilita a descoberta
de diferentes gêneros culturais.
 De acordo com Vygostsky (1996), um grande estudioso do
desenvolvimento cognitivo da criança, a aprendizagem está relacionada aos
estímulos que a mesma recebe do ambiente externo. Segundo o autor, a criança
internaliza tudo o que vê as pessoas fazerem e dizerem e cria sua visão de mundo.
Ou seja, é a partir da experiência e da ação sobre o meio que a criança se
desenvolve sendo capaz de construir seu conhecimento e a si como sujeito. 
 Para Vygostsky (1996), a experiência influencia o desenvolvimento
da criança ao ponto da mesma ser capaz de realizar tarefas além do seu nível de
desenvolvimento se for estimulada. Nesse sentido, o desenvolvimento e a
aprendizagem estão interligados desde o primeiro ano de vida da criança.
 Para Piaget (1991), um grande defensor da concepção
construtivista, o desenvolvimento e a aprendizagem do ser humano estão muito
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relacionados não só com o ambiente, mas também com as relações pessoais e a
influência da cultura. Ou seja, ao nascer à criança é capaz de se adaptar ao meio e
a realidade para conviver em sociedade. Nesse sentido Piaget buscou estruturar sua
teoria de desenvolvimento mental no processo de acomodação e assimilação. Trata-
se de um processo gradual em que a criança vai se capacitando seguindo uma
sequência lógica. Assim sendo o incentivo a leitura dos contos de fadas na educação
infantil faz-se importante a criança aprende a avaliar fatos, personagens,
comportamentos e atitudes.
 Para Coelho (2000), a literatura é uma forma de linguagem que
contribui com o desenvolvimento e organização de pensamento, pois a fala dos
personagens se tornam significativas para o receptor, uma vez que, os contextos
das histórias estão relacionados com a realidade. De acordo com Pereira (2010), os
contos de fadas estão envolvidos no maravilhoso universo que denota fantasia,
partindo sempre duma situação real, concreta lidando com emoções que qualquer
criança já vive. Porque se passa num lugar que é apenas esboçado fora dos limites
do tempo e do espaço, mas onde qualquer um pode caminhar. Porque todo esse
processo é vivido através da fantasia e do imaginário, com intervenção de entidades
fantásticas como, bruxas, fadas, duendes, animais falantes, plantas sabias, entre
outras.
 Portanto a literatura tem um papel importantíssimo no que diz
respeito à aquisição de conhecimento das crianças, uma vez que, pode despertar
nas crianças as habilidades de refletir, escutar opiniões diversas, questionar e
reformular o seu pensamento através da interação com a leitura. Bettetlheim (2002),
afirma que:
"Quanto mais tentei entender a razão destas estórias terem tanto êxito no
enriquecimento da vida interior da criança, tanto mais percebi que estes
contos, num sentido bem mais profundo do que outros tipos de leitura
começam onde a criança realmente se encontra no seu ser psicológico e
emocional. Falam de suas pressões internas graves de um modo que ela
inconscientemente compreende e sem menosprezar as lutas interiores mais
sérias que o crescimento pressupõe- oferecem exemplos tanto soluções
temporárias quanto permanentes para dificuldades prementes”. (Bettelheim,
2002, p. 6)
Trabalhar os contos de fadas é uma forma de estimular os alunos a despertar o
gosto pela leitura, através do encantamento percebendo seus diferentes valores
literários. A leitura de mundo fantasioso e mágico faz com que a criança associe ou
diferencie os acontecimentos de sua vida real, fazendo suas preferências e
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formando seus próprios conceitos.
 Na Educação a apresentação da leitura tem por obrigação de vir
acompanhada de entusiasmo pelo professor, e este, deve atuar como mediador para
que a leitura se desenvolva com todo vigor entre os pequenos. “Para formar leitores
devemos ter paixão pela leitura”. (KLEIMAN, 2007, p. 15). Ao ouvir a leitura ou relato
de uma história, as crianças, mesmo caladas, participam ativamente do enredo
narrativo, conseguem caracterizar as personagens e comunga da linguagem em que
o relato vai sendo feito. 
 O primeiro contato com a leitura deve ser uma fonte de
entretenimento, prazer e valorização da própria leitura. Algumas crianças têm a sorte
de morar num lar que a leitura faz-se presente desde berço. Outras só têm a sorte
de encontrá-la ao chegar à escola. É muito importante que pais e professores
valorizem e incentivem o ato de ler. É comum observarmos crianças da Educação
Infantil que têm exemplos de leitores em casa, pegar um livro e começar a lê-lo sem
saber ler. Segundo Lajolo (2002, p. 7): 
“quanto mais abrangente a concepção de mundo e de vida, mas
intensamente se lê, numa espiral quase sem fim, que pode e deve começar
na escola, mas não pode (nem costuma) encerrar-se nela”. 
O incentivo ou estímulo é a peça-chave para formar leitores. O tempo que o
professor tem em contato com as crianças dentro da escola é muito valioso e
durante esse tempo, ele deve propor situações para que estas possam tornar-se
leitores apaixonados pela leitura. Como explica Micotti (2009, p. 103), 
 [...] a leitura instrui as crianças a serem mais críticas, a discernir, a se
tornarem viajantes do mundo, e assim se tornarem a cada dia mais leitoras
e, ao mesmo tempo, ela proporciona prazer, contentamento diante de
histórias fantásticas, contos fantasiosos. Essa é a verdadeira função da
leitura: instruir e oferecer prazer.
 
 Diante dessas possibilidades, Coelho (2000) explana que a literatura tem uma
função primordial a realizar nesta sociedade em desenvolvimento, ou seja, ser
agente de formação, sendo espontaneamente por meio do leitor/livro, seja na
interação leitor/texto motivado pela escola.
 
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 Segundo os PCNs, 1997, p.58: “para tornar os alunos bons leitores
para desenvolver, muito mais do que a capacidade de ler, o gosto e o compromisso
com a leitura – a escola terá de mobilizá-los internamente, pois aprender a ler (e
também ler para aprender) requer esforço”. Esse esforço deve ser entendido como
do professor na tentativa de fazer uma apresentação da leitura de forma cativante,
despertando nas crianças curiosidades, simpatia e admiração pelo livro. Também
deve ser entendido como do aluno, no sentido dele querer aprender a ler, gostar de
ler e também dos incentivos dos pais que fará diferença na formação de crianças
leitoras. De acordo com o Referencial curricular nacional para a Educação Infantil,
1998, p.135:
O ato de ler é cultural. Quando o professor faz uma seleção prévia da
história que irá contar para as crianças, independente da idade delas, dando
atenção para a inteligibilidade e riqueza do texto para a beleza das
ilustrações, ele permite às crianças construírem um sentimento de
curiosidade pelo livro (ou revista, gibi, etc) e pela escrita.
É interessante que os professores da Educação Infantil organizem um ambiente
especial para os livros na sala de aula, criem rodas de leituras, num clima
aconchegante e prepare um ambiente que entusiasme os alunos, fazendo com que
eles construam uma relação prazerosa com a leitura. Os professores podem e
devem ler contos de fadas para cativar as crianças.
 A literatura infantil é uma arte capaz de propiciar ao leitor diferentes
experiências: tanto pode fazer com que ele transcenda o espaço real e adentre o
universo imaginário como, também, levá-lo a experimentar o medo, a solidão e a
tristeza, mesclando fantasia e realidade. É nesse mundo de sonhos que o ato
criador desabrocha, podendo o leitor ser provocado e criar ou recriar outras
histórias, sentindo, então, a necessidade de fazer parte dessa construção de forma
periódica, ou seja, no seu dia a dia. 
 A criança, por meio da literatura, desenvolve as capacidades
psicossociais necessárias para sua vida adulta. A maneira como esse processo é
trabalhado durante a Educação Infantil possui fundamental importância, visto que,
conforme assevera Coelho (2009), durante esse período, a criança é conduzida a se
identificar, a se ver como herói bom e belo, não por sua bondade ou beleza, mas por
perceber nele a própria personificaçãode seus problemas infantis, como seu
inconsciente desejo de bondade e beleza e, sobretudo, sua necessidade de
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segurança e proteção. Desse modo, domina o medo que a impossibilita de encarar
os perigos e ameaças que pressente à sua volta, podendo atingir, progressivamente,
o equilíbrio adulto. 
 De acordo com Cagneti (2008), é na faixa etária dos quatro/cinco
anos que a criança descobre que é capaz de inventar e registrar seu invento,
escrevendo, desenhando ou construindo. Por isso, é necessário que se criem
espaços onde ela possa exercitar o processo criador: imaginar, criar, construir e
registrar. Prosseguindo, a autora nos explica que, se de um lado a experiência ajuda
a fantasia, isto é, a partir do que se conhece, experimenta-se algo do que é relatado
ou lido; de outro, a fantasia enriquece a experiência, visto que, ao se defrontar com
o registro literário de um acontecimento alegre ou triste, imediatamente se reage a
ele, elaborando uma imagem correspondente, completando ou complementando o
real na imaginação. Destarte, fantasia e realidade se interagem, produzindo novas
experiências e emoções.
 Bettelheim (2012) assegura que, por meio do conto de fadas, a
criança tem vivências marcantes na vida, fato que contribui para o seu
desenvolvimento. À medida que diverte a criança, o conto de fadas lhe oferta
esclarecimentos referentes à sua própria existência, auxiliando, pois, a formação de
sua personalidade. Complementando, Cagneti (2008) afirma que as histórias lidas
ou contadas constituem sempre uma fonte de sentimentos e emoções que não
acabam quando chegam ao fim. A história incorpora-se na mente da criança como
um alimento de sua imaginação criadora, abrindo caminhos para as suas próprias
produções. 
 À vista disso, o conto de fadas torna-se ferramenta e/ou
instrumento imprescindível na Educação Infantil. Construído por meio de uma
linguagem metafórica, polissêmica e plurissignificativa, esse gênero se liga ao
pensamento fértil da criança, impulsionando-a a refletir sobre sua vida, posto que, ao
ouvir ou ler um conto de fadas, concomitantemente, protagoniza-se nesse processo,
vê-se personagem principal desse instigante enredo que trata de múltiplos dilemas
pelos quais o homem passa. E, assim, advém a contribuição da Psicanálise dos
contos de fadas na Educação Infantil, por analisar os significados simbólicos dos
contos maravilhosos, corroborando, desse modo, a função desse gênero nas
instituições de ensino.
 Maia (2007) argumenta que a leitura, seja pela força obrigatória da
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tradição, seja pelo seu reconhecimento como instrumento de integração e
participação nos quadros culturais da sociedade em que vive, seja ainda, pelo êxito
e difusão dos ideais democráticos, ou por tudo isso em conjunto, tanto nas escolas
de ontem como nas de hoje, tanto nas escolas tradicionais de “ler, escrever e
contar”, quanto nas escolas progressivas, cuja finalidade essencial é a formação da
criança, vem sendo sempre considerada como sério problema. E isso ocorre porque
tal prática possui uma dimensão funcional que transcende o Ensino Fundamental,
que ultrapassa o Ensino Médio, que vai além mesmo do Ensino Superior,
estendendo-se pela vida afora, por ser técnica fundamental da cultura.
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5.1 METODOLOGIA
 A metodologia tem a função de alcançar os objetivos propostos
neste projeto de ensino, sendo assim, serão trabalhadas atividades que envolvam a
ludicidade, a criatividade, a imaginação e que principalmente agucem o gosto pela
leitura. Dessa forma, o projeto acontecerá durante duas semanas, onde as
atividades serão realizadas sempre nos dois últimos horários da aula.
 Na primeira semana a professora apresentará o projeto para os
alunos, explicando como funcionará. O trabalho será desenvolvido a cerca do conto
de fada “Chapeuzinho Vermelho” onde os métodos serão os seguintes:
1° Semana:
 Segunda-feira: A professora irá fazer a leitura da história para as crianças e
em seguida será iniciada uma roda de conversa sobre o que os alunos
compreenderam do conto trabalhando assim a oralidade.
 Terça-feira: Acontecerá a leitura compartilhada, onde a professora irá entregar
aos alunos uma cópia impressa com a história. Logo, a professora iniciará a
leitura e apontará ao caso para um aluno que dará sequencia na leitura, e
assim acontecerá sucessivamente. Os alunos serão orientados a realizarem
em casa novamente a leitura. Em seguida, Serão realizadas atividades de
interpretação da história, praticando a escrita.
 Quarta-feira: Os alunos irão assistir no auditório ao filme da história de
“Chapeuzinho vermelho” promovendo assim o uso da tecnologia.
 Quinta-feira: A professora conversará com os alunos sobre os valores que
podemos trabalhar em relação ao conto apresentado. Responsabilidade,
bondade, solidariedade, amor, obediência e confiança. Para essa atividade,
será entregue aos alunos letras eu formam os valores citados, imagens,
figuras, cartolina, cola, enfim, materiais necessários para a confecção de
cartazes. A turma será dividida em grupos, cada grupo ficará encarregado de
montar um cartaz relacionado á um dos valores apresentados. Esta atividade
além da criatividade estimula a oralidade.
 Sexta-feira: A professora organizará os grupos para que os alunos
apresentem os cartazes que foram montados na aula anterior. Cada grupo irá
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à frente, mostrando o cartaz construído. A professora atuará como mediadora,
aguçando nos alunos o desejo de falar sobre o que a palavra exposta (o valor
trabalhado) representa para eles. Depois que todos os grupos apresentarem,
a professora realizará um diálogo com os alunos, explicando sobre os valores
trabalhados e sobre os cuidados que devemos ter em relação à violência, ao
abuso, orientando os estudantes a manterem sempre vínculo com os pais e
responsáveis, não esconder quando acontecer alguma coisa e sempre
conversar sobre medos, dúvidas, ser amigo da família e manter sempre
obediência aos ensinos e ordens que forem conferidos a eles pelos pais e
pelas pessoas que cuidam de sua segurança.
2° Semana:
 Segunda - feira: A professora fará um apanhado de tudo que foi abordado na
semana anterior. Serão oferecidas aos alunos atividades impressas que
instiguem os estudantes a relembrar os valores que foram compreendidos
através dos estudos relacionados à história trabalhada no projeto. A
professora conversará com os alunos sobre o teatro que acontecerá no
encerramento do projeto, os alunos que manifestarem desejo em fazer pare
da apresentação se manifestarão e haverá então a escolha dos alunos que
serão os personagens. 
 Terça-feira: Serão iniciados os ensaios para a o teatro, os alunos que irão
apresentar serão encaminhados para a biblioteca e irão ensaiar com o auxílio
da bibliotecária. Enquanto isso os demais alunos realizarão a atividade de um
ditado de palavras da história, praticando a ortografia.
 Quarta-feira: Os alunos da apresentação irão ensaiar. Para os demais,a
professora colocará músicas e será entregue aos alunos desenhos dos
personagens para que os alunos pintem. Em seguida será aberto um espaço
para que os alunos façam o reconto da história, será um espaço livre onde o
aluno que desejar poderá ir à frente e recontar. Neste dia os alunos levarão
um bilhete convidando os pais e/ou responsáveis a comparecerem na escola
na sexta-feira (encerramento do projeto) para assistirem ao teatro e
participarem de uma palestra. Serão convidados também a equipe gestora, a
especialista em educação e um psicólogo.
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 Quinta-feira: Os alunos da apresentação farão o ensaio final no auditório,
espaço onde acontecerá o encerramento do projeto. Os alunos que não estão
participando do ensaio serão encaminhados para o pátio onde poderão
brincar sobre os cuidados da supervisora. Enquanto isso, a professora junto
com a bibliotecária ornamentará o auditório.
 Sexta-feira: Acontecerá o encerramento do projeto. Os alunos, pais, e
convidados serão direcionados para o auditório onde acontecerá a
culminância. Inicialmente a professora agradecerá a participação de todos, e
apresentará os convidados da mesa. Na sequência, o psicólogo convidado
fará uso da palavra, realizando uma breve palestra sobre a importância da
ligação entre a família e a criança e sobre a relevância de ensinar os valores
trabalhados no projeto. Dando continuidade, acontecerá a apresentação do
teatro preparado pelos alunos e em seguida será apresentado um vídeo
contendo momentos registrados pelos alunos durante as atividades do
projeto. Encerrando será servido um lanche para todos os presentes.
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5.2 CRONOGRAMA
 
Turmas 1°Semana 
De segunda-feira à 
sexta-feira:
2° Semana
De segunda-feira à 
quinta-feira:
2° Semana
Sexta-feira:
5° ano do 
Ensino 
Fundamenta
l I (anos 
iniciais)
 Atividades em 
sala.
 Filme no 
auditório.
 Atividades em sala
 Brincadeiras no 
pátio
Enceramento
do projeto.
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5.3 RECURSOS 
 Recursos Humanos:
Professores, auxiliares, coordenadores, supervisores e alunos.
Recursos Materiais:
Papel;
Caneta;
Data show;
Maquina Fotográfica; 
Caixa de som;
Xerox;
Bloco para anotações;
Tinta Guache;
Cola;
Tesoura;
Cartolina;
Livros;
Impressão de fotos ilustrativas.
 
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AVALIAÇÃO
 A avaliação configura-se como uma forma ferramenta para analisar
se os objetivos propostos foram alcançados. Sendo assim, é necessário que o
docente acompanhe durante todo o processo o envolvimento do aluno na execução
das atividades, assim como suas participações, envolvimento com o que foi
apresentado e registar tudo o que foi feito e executado. Contudo, será feita a
avaliação de acordo com o interesse dos alunos em relação atividades propostas. 
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CONSIDERAÇÕES FINAIS
 
 É comum as crianças pequenas terem a capacidade de sonhar,
imaginar, fantasiar um mundo divertido, irreal, colorido, dando vazão a seus
sentimentos, suas percepções e sensações. Nesse período, almeja descobrir tudo o
que está à sua volta, vivenciar novas experiências. Nesse contexto, chegam à
escola ansiosa por descobertas, quer desbravar os mistérios, compartilhar suas
vivências e construir outros conhecimentos. 
 Os contos de fadas, importante gênero da Literatura Infantil,
podem contribuir para o desenvolvimento da criança, visto que, conforme
verificamos por meio dos estudos realizados nesta pesquisa, ele desperta a atenção
dos pequenos, acompanhando gerações. Histórias como Chapeuzinho Vermelho,
Branca de Neve, Cinderela e os Três Porquinhos fazem parte das memórias de
várias gerações e cada qual possui uma finalidade. Na Historia de Chapeuzinho
Vermelho que foi o conto trabalhado no projeto, percebemos que o fato de não
obedecer a uma ordem da mãe, a filha teve um problema, ou seja, uma
consequência. 
 Conectada a esse universo, a criança aprende a ser, por exemplo,
obediente, solidária, ter autonomia, a lidar com conflitos, ser leitora no futuro e ter
prazer em descobrir um mundo diferente a cada história, mesmo que seja por ela,
ainda ouvida, pois ouvir histórias tem uma importância que ultrapassa o prazer
proporcionado, já que serve para a efetiva iniciação das crianças na construção da
linguagem, ideias, valores e sentimentos, enfim, levar para a sua adolescência e
fase adulta modelos de como enfrentar suas culpas, seus desejos, seus medos, até
porque a criança tem grande capacidade de recepção e reprodução.
 Finalmente, podemos afirmar que os contos de fada podem ser
utilizados de inúmeras maneiras, em metodologias diversas e sempre com a
intenção de estimular o hábito da leitura e aguçar a imaginação da criança.
 
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REFERÊNCIAS
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2012.
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	SUMÁRIO
	INTRODUÇÃO
	1 TEMA
	2 JUSTIFICATIVA
	3 PARTICIPANTES
	4 OBJETIVOS
	5 PROBLEMATIZAÇÃO
	6 REFERENCIAL TEÓRICO
	5.1 METODOLOGIA
	5.2 CRONOGRAMA
	5.3 RECURSOS
	CONSIDERAÇÕES FINAIS
	REFERÊNCIAS

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