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ORGANIZAÇÃO MUNICIPAL E 
POLÍTICA URBANA 
AULA 3 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Prof. Hélio Lechinewski 
 
 
2 
CONVERSA INICIAL1 
Nesta abordagem, serão explorados os fundamentos e as práticas 
relacionadas à gestão pública municipal, com foco nas questões urbanas e na 
política tributária. Será abordado um tema essencial para a administração local, 
o Sistema Tributário Municipal. Relacionado a essa temática, são discutidos 
elementos pertinentes às receitas do Município, aos princípios tributários 
municipais, aos tipos de tributos municipais, aos tributos compartilhados e à 
gestão tributária. 
No que diz respeito às receitas do Município, são contempladas as fontes 
de recursos financeiros que os municípios têm para financiar suas atividades e 
investimentos, tais como os tributos, as transferências constitucionais e as 
receitas patrimoniais. Na sequência, são abordados os princípios tributários 
municipais, com enfoque nos princípios constitucionais que regem a tributação 
municipal, como a legalidade, a irretroatividade, a anterioridade, a igualdade e a 
proporcionalidade. Serão analisados também os tipos de tributos municipais, 
como o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), o Imposto sobre Serviços de 
Qualquer Natureza (ISSQN), o Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis 
(ITBI) e a Taxa de Coleta de Lixo, entre outros. 
Outro tema que será considerado são tributos compartilhados, ou seja, 
aqueles que são arrecadados pelos municípios, mas que são partilhados com 
outros entes federativos, como os Estados e a União, como o Imposto sobre 
Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Fundo de Participação dos 
Municípios (FPM). Ao final, a gestão tributária municipal é discutida, 
particularmente as atividades relacionadas à administração, arrecadação, 
fiscalização e cobrança dos tributos municipais. De modo geral, serão 
apresentados e analisados fatores inerentes às boas práticas de gestão 
tributária, visando à eficiência na arrecadação e à redução da sonegação fiscal, 
de modo que os desafios enfrentados pelos municípios sejam superados e 
favoreçam uma gestão tributária eficaz. 
 
 
1 Este texto tem como referência a obra Organização municipal e política urbana do Professor 
Dr. Jorge Bernardi, especificamente o capítulo 3, que trata do sistema tributário municipal. 
 
 
3 
TEMA 1 – AS RECEITAS DO MUNICÍPIO 
A receita pública é um dos pilares da gestão financeira do setor público, 
tanto para a União, os Estados e os municípios; ela compreende o conjunto de 
recursos financeiros que ingressam nos cofres públicos por meio da arrecadação 
de tributos, taxas, contribuições, transferências constitucionais, entre outros. A 
finalidade da receita pública é fornecer os recursos necessários para que o 
governo possa cumprir suas obrigações, promovendo os serviços e 
investimentos necessários à sociedade. 
Nesse contexto, os municípios têm competência para instituir impostos, 
tributos e taxas como suas "rendas próprias", ou seja, como fontes de receitas 
que são arrecadadas diretamente pela administração municipal. A Constituição 
Federal de 1988 estabelece quais são os tributos que os municípios podem 
instituir, sendo eles o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), o Imposto 
sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) e o Imposto sobre Transmissão 
de Bens Imóveis (ITBI). Os municípios também têm competência para instituir 
taxas, que são tributos cobrados em razão do exercício do poder de polícia ou 
pela utilização efetiva ou potencial de serviços públicos específicos e divisíveis. 
Um exemplo de taxa municipal é a Taxa de Coleta de Lixo, que é cobrada dos 
contribuintes em contrapartida pela prestação do serviço de coleta e destinação 
adequada dos resíduos descartados pela população. 
Além dos impostos e taxas, que são tributos obrigatórios cobrados pela 
administração municipal, as receitas do município também podem ser 
compostas pelos chamados "Preços". Eles consistem em “pagamentos que a 
população efetua ao poder público de forma voluntária, quando negocia ou utiliza 
determinados serviços ou bens públicos” (Bernardi, 2012, p. 175). Esses 
pagamentos não são impostos, taxas ou contribuições de melhoria, mas, sim, 
contraprestações por serviços ou bens disponibilizados pela administração 
municipal. 
Os "Preços" podem estar relacionados a uma série de serviços ou bens 
públicos, como a cobrança de ingressos em parques municipais, taxas de 
estacionamento regulamentado, locação de espaços públicos para eventos, 
entre outros. 
 
 
 
4 
Esses pagamentos são estabelecidos com base em critérios como a 
demanda, a qualidade e a disponibilidade dos serviços ou bens públicos, e são 
mais uma forma de o município obter recursos financeiros para custear sua 
operação e manutenção. 
Esse tipo de fonte de recurso público é uma importante fonte de receita 
para o município, pois permite que a administração municipal diversifique suas 
fontes de financiamento e reduza a dependência exclusiva dos impostos e taxas. 
Além disso, a cobrança de "Preços" pode estimular a eficiência na prestação dos 
serviços públicos, uma vez que a população tem a opção de pagar somente 
pelos serviços que efetivamente utiliza, incentivando a busca pela qualidade e 
efetividade na gestão dos recursos públicos. Esse tipo de arrecadação tem duas 
formas características, as tarifas e os pedágios. 
A primeira delas consiste em valores que são cobrados pela utilização de 
determinados serviços ou bens públicos e podem ser estabelecidos não apenas 
pela própria prefeitura, mas também por concessionárias ou permissionárias que 
atuam em setores como transporte público, saneamento básico, estacionamento 
regulamentado, entre outros. As tarifas são definidas com base em critérios 
como a qualidade dos serviços oferecidos, os custos de operação e manutenção, 
e a necessidade de equilíbrio econômico-financeiro dos contratos de concessão 
ou permissão. 
Já os pedágios são valores cobrados pela utilização de determinadas 
vias, no caso dos municípios, as ruas centrais, por exemplo. Eles têm como 
finalidade a manutenção e melhorias desses acessos, mas ao estabelecê-los, é 
fundamental assegurar que exista pelo menos um caminho alternativo, como 
outros modais, para garantir a liberdade de ir e vir dos cidadãos. Os pedágios 
podem ser cobrados por concessionárias que administram as vias, e os valores 
são estabelecidos com base em critérios como a extensão dos trajetos, os custos 
de manutenção e ampliação e a necessidade de investimentos na infraestrutura 
viária. 
As receitas próprias dos municípios são de fundamental importância para 
o financiamento das atividades e investimentos municipais, permitindo que os 
gestores públicos possam prover os serviços essenciais à sociedade, como 
saúde, educação, transporte, infraestrutura, entre outros. 
 
 
 
5 
TEMA 2 – OS PRINCÍPIOS TRIBUTÁRIOS MUNICIPAIS 
No contexto do sistema tributário municipal brasileiro, os princípios 
tributários municipais compõem diretrizes fundamentais que norteiam a 
arrecadação de tributos pelos municípios e são essenciais para uma boa gestão 
pública. Entre esses princípios, o primeiro a destacar é a Legalidade, que 
estabelece que os tributos municipais devem ser instituídos por lei, ou seja, que 
essa fonte de arrecadação somente será instituída mediante aprovação de um 
projeto de lei pelo poder legislativo municipal e em consonância com o arcabouço 
legal pertinente. Isso significa que a criação de novos tributos ou o aumento das 
alíquotas de tributos já existentes deve ser feita mediante uma alteração na 
legislação tributária municipal. 
Essa exigência de legalidade na instituição dos tributos municipais tem 
como objetivo garantir a transparência, a previsibilidade e a segurança jurídica 
na arrecadação de tributos. Ao serem instituídos por lei, os tributos municipais 
são submetidos aodebate democrático no poder legislativo, permitindo a 
participação da população e a fiscalização dos atos do poder público. A 
legalidade também assegura que os tributos sejam cobrados de acordo com as 
normas e limites estabelecidos pela legislação, evitando abusos e 
arbitrariedades por parte do poder público. Outro aspecto importante do princípio 
da Legalidade é a proibição de que a União e o Estado instruam tributos que 
sejam de competência dos municípios, e vice-versa; isso significa que cada ente 
federativo tem sua esfera de competência tributária, definida pela Constituição 
Federal, e não pode invadir a competência tributária do outro. 
Outro princípio fundamental que rege a arrecadação de tributos pelos 
municípios é a irretroatividade tributária, que estabelece que os tributos não 
podem retroagir, ou seja, não podem ser cobrados em relação a fatos geradores 
ocorridos antes da data de sua instituição ou majoração. Isso significa que a lei 
que cria ou altera um tributo municipal passa a produzir efeitos somente a partir 
de sua entrada em vigor, não podendo atingir fatos geradores ocorridos em 
momento anterior. Essa característica da irretroatividade tributária tem como 
objetivo garantir a segurança jurídica e a proteção dos direitos dos contribuintes, 
evitando surpresas e arbitrariedades por parte do poder público. 
 
 
 
6 
Ao estabelecer que os tributos não podem retroagir, a irretroatividade 
tributária assegura que os contribuintes tenham conhecimento prévio das 
obrigações tributárias a serem cumpridas, possibilitando o planejamento de suas 
atividades econômicas de forma adequada. 
A irretroatividade tributária também tem implicações relevantes para a 
gestão pública do município, já que, ao obedecer a esse princípio, os gestores 
municipais garantem a conformidade com a legislação tributária vigente e evitam 
a cobrança de tributos com base em fatos geradores ocorridos em momento 
anterior à sua instituição ou majoração. Isso evita questionamentos judiciais, 
autuações fiscais e passivos tributários, promovendo uma gestão pública 
responsável e aderente aos princípios constitucionais. Cabe ressaltar que a 
irretroatividade tributária não impede a aplicação de normas tributárias mais 
benéficas ao contribuinte, conhecidas como "normas mais favoráveis". Isso 
significa que se uma nova lei tributária municipal for instituída, reduzindo ou 
extinguindo um tributo, por exemplo, ela poderá retroagir para beneficiar o 
contribuinte. 
 Associado ao princípio da irretroatividade, há o preceito da anterioridade 
ou anualidade, que estabelece que uma lei, ao instituir ou majorar um tributo, só 
pode produzir efeitos no exercício financeiro seguinte ao de sua publicação, ou 
seja, é necessário aguardar o próximo ano fiscal para que a nova obrigação 
tributária entre em vigor. Esse princípio é imposto pela Constituição Federal de 
1988, em seu art. 150, inciso III, como uma salvaguarda contra mudanças 
abruptas e imprevisíveis na carga tributária. Pode-se afirmar que a 
irretroatividade tributária e o princípio da anterioridade ou anualidade estão 
intimamente relacionados. Enquanto a irretroatividade tributária impede que a lei 
tributária retroaja para atingir fatos geradores ocorridos antes de sua vigência, o 
princípio da anterioridade ou anualidade estabelece um prazo mínimo de espera 
para que uma nova lei tributária entre em vigor, garantindo aos contribuintes um 
tempo razoável para se adaptarem às mudanças fiscais. 
 Entre os princípios tributários que norteiam a atuação dos municípios, 
destaca-se, ainda, o preceito da Igualdade, que visa assegurar que todos os 
contribuintes sejam tratados de forma igualitária pelo poder público municipal, 
independentemente de sua ocupação profissional, função exercida ou a 
natureza de seus rendimentos, títulos ou direitos. 
 
 
7 
O princípio da Igualdade tributária municipal é consagrado no art. 150, 
parágrafo II, da Constituição Federal de 1988, que estabelece que é vedado ao 
município instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em 
situação equivalente, proibida qualquer distinção em razão de ocupação 
profissional ou função por eles exercida, independentemente da denominação 
jurídica dos rendimentos, títulos ou direitos. Em outras palavras, esse princípio 
visa garantir que o tratamento tributário seja isonômico, ou seja, que todos os 
contribuintes em situação equivalente sejam tratados de forma igual, sem 
qualquer tipo de discriminação ou benefício excepcional. A observância desse 
princípio contribui para a construção de um ambiente tributário justo, 
transparente e equitativo, que promove a igualdade de oportunidades para todos 
os cidadãos. 
 Ainda dentro do contexto do sistema tributário municipal e seus princípios, 
um preceito que também merece destaque é o da proporcionalidade ou 
razoabilidade. Esse princípio estabelece que um tributo não pode ser 
configurado como um confisco, ou seja, não pode ser excessivo a ponto de 
comprometer de forma desproporcional o patrimônio do contribuinte que tem a 
obrigação de pagá-lo. O princípio da proporcionalidade é, portanto, um limite ao 
poder de tributar dos municípios, garantindo que os tributos sejam justos e 
adequados à capacidade contributiva dos cidadãos. A proporcionalidade é um 
princípio que também está previsto na Constituição Federal de 1988 e é aplicável 
a todos os entes federativos, incluindo os municípios. Essa diretriz permite que 
o tributo seja adequado e justificado em relação à finalidade para a qual ele está 
sendo criado, pois um tributo municipal que não atenda aos critérios de 
razoabilidade pode ser considerado ilegítimo e passível de questionamento 
judicial. 
TEMA 3 – TRIBUTOS MUNICIPAIS 
Os tributos municipais desempenham um papel fundamental no sistema 
tributário brasileiro, uma vez que são uma das principais fontes de receitas da 
municipalidade. Esses tributos são cobrados no âmbito local e têm como 
finalidade financiar a atuação do poder público municipal na prestação de 
serviços públicos e no desenvolvimento das atividades municipais. 
 
 
 
8 
A aplicação dos tributos municipais ocorre por meio de leis municipais, 
que são elaboradas pelo poder legislativo local e devem estar em conformidade 
com a Constituição Federal e com a legislação tributária vigente. Os tributos 
municipais são cobrados de acordo com a capacidade contributiva dos cidadãos, 
ou seja, levando em consideração a sua capacidade financeira para arcar com 
o pagamento dos tributos. 
O processo de cobrança dos tributos municipais envolve a identificação 
dos contribuintes, a determinação da base de cálculo e da alíquota aplicável, a 
emissão dos documentos de arrecadação, o controle e o lançamento dos valores 
devidos pelos contribuintes e a fiscalização do cumprimento das obrigações 
tributárias municipais. A inadimplência no pagamento dos tributos municipais 
pode acarretar penalidades previstas na legislação tributária, como multas e 
juros, bem como a inscrição do débito em dívida ativa e a possibilidade de 
execução fiscal. 
 No processo do sistema tributário municipal, os impostos têm um papel 
de destaque, já que compreendem a principal fonte de arrecadação no âmbito 
do município. Conforme estabelecido pelo Código Tributário Nacional, o imposto 
é um tipo de tributo cuja obrigação tem por fato gerador uma situação 
independente de qualquer atividade estatal específica, relativa ao contribuinte 
(art. 16). Segundo a Constituição Federal de 1988 (art. 156), há três tipos de 
impostos municipais, um que trata da propriedade predial e territorial urbana; um 
que trata da transmissão "inter vivos" de bens imóveis e outro que contempla a 
prestação de serviços de qualquer natureza pela administração pública local. 
Entre esses impostos municipais, o mais conhecido é o Imposto Predial e 
Territorial Urbano (IPTU), que incide sobrea propriedade de imóveis urbanos. A 
sua base de cálculo é o valor venal do imóvel, que é determinado pela 
administração municipal, com base em critérios estabelecidos em lei. A alíquota 
do IPTU pode variar de acordo com a localização, o tipo e o valor do imóvel. Já 
o Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) incide sobre a transferência 
de propriedade de imóveis urbanos por ato oneroso. Sua base de cálculo é o 
valor venal do imóvel ou o valor da transação, prevalecendo o maior, e a alíquota 
é estabelecida pelo município. 
 
 
 
9 
Por sua vez, o imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISQN ou 
ISS) é cobrado na prestação de serviços realizados no município, seja por 
pessoas físicas ou jurídicas, e sua base de cálculo é o valor do serviço prestado, 
e a alíquota varia de acordo com a natureza do serviço. 
No entanto, é importante destacar que nem todos os tributos relacionados 
à propriedade de imóveis no âmbito municipal são de competência 
exclusivamente local. No caso do Imposto Territorial Rural (ITR), não se trata de 
um imposto municipal, mas, sim, um imposto federal, conforme estabelecido pelo 
art. 153 da Constituição Federal de 1988. No entanto, embora a União tenha a 
prerrogativa de legislar sobre esse tema, há a possibilidade de que o município 
que deseje solicite a competência para cobrar, arrecadar e fiscalizar o ITR, de 
modo que o município fique com a integralidade dos valores aferidos por meio 
desse tributo. Portanto, a principal função desse imposto para o Governo Federal 
não seria orçamentário, mas, sim, uma forma de fiscalização da arrecadação da 
Receita Federal e um canal para a obtenção de dados para a orientação da 
política agrária no país. 
Além dos impostos, os municípios têm a prerrogativa de instituir taxas 
para a prestação de um serviço estabelecido pelo município, ou caso o serviço 
seja compartilhado com uma concessionária, a possibilidade de divisão em 
partes para cada um dos beneficiários. As taxas municipais somente podem ser 
cobradas em razão de serviços efetivamente prestados aos cidadãos, ou seja, 
quando há uma contrapartida direta do município para com o cidadão. Um 
exemplo disso é a fiscalização de obras, em que o município realiza a 
fiscalização de obras de construção civil, emitindo alvarás e certificados de 
regularidade. Outro exemplo é a limpeza pública, em que o município realiza a 
coleta e destinação adequada do lixo produzido pela população. A emissão de 
certidão negativa de débito também pode ser cobrada como uma taxa, uma vez 
que é um serviço prestado pelo município para comprovar a regularidade fiscal 
de uma pessoa ou empresa, ou ainda, a renovação de alvarás, que é cobrada 
periodicamente para a continuidade da autorização de funcionamento de 
estabelecimentos comerciais e de serviços. 
Outra importante forma de tributação municipal é a contribuição de 
melhoria, espécie de tributo decorrente de obras públicas realizadas pela 
prefeitura, que, de algum modo, geram uma valorização dos imóveis dos 
contribuintes. 
 
 
10 
Essa valorização pode ocorrer, por exemplo, quando uma obra de 
infraestrutura, como a pavimentação de uma rua, a construção de uma ponte ou 
a instalação de uma rede de esgoto, valoriza os imóveis situados na área 
beneficiada por essa obra. Um aspecto importante a ser destacado é que o limite 
que a prefeitura pode cobrar de contribuição de melhoria é o montante da 
valorização do imóvel, não o valor total da obra realizada. Isso significa que a 
contribuição de melhoria deve ser proporcional à valorização efetiva do imóvel 
do contribuinte em decorrência da obra pública, evitando a cobrança de valores 
excessivos e injustos. 
Além disso, é vedado por lei que o município arrecade mais por meio da 
contribuição de melhoria do que o próprio valor da obra que a motivou. Ou seja, 
o montante arrecadado com a contribuição de melhoria não pode ultrapassar o 
custo total da obra pública realizada, garantindo, assim, que o tributo seja 
utilizado exclusivamente para o financiamento da obra que gerou a valorização 
do imóvel. Para que esse tipo de tributo seja estabelecido, é necessário que a 
prefeitura promulgue uma lei municipal que normatize sua aplicação. Essa lei 
deve definir, por exemplo, prazos para pagamento, procedimentos de 
impugnação, publicização dos atos relacionados à cobrança e cálculo do valor 
da contribuição. É fundamental que a lei seja clara e transparente, 
proporcionando aos contribuintes o pleno conhecimento dos critérios utilizados 
para a referida cobrança. 
Como se pode constatar, os tributos municipais têm uma grande 
importância para o funcionamento dos municípios no Brasil, sendo uma das 
principais fontes de receitas para a prestação de serviços públicos e o 
desenvolvimento local. A sua aplicação ocorre por meio de leis municipais, 
seguindo os princípios constitucionais e a legislação tributária vigente, e o seu 
processo de cobrança envolve uma série de etapas que visam garantir o 
cumprimento das obrigações tributárias pelos contribuintes. 
TEMA 4 – TRIBUTOS COMPARTILHADOS 
No conjunto de elementos que compõem o sistema tributário municipal do 
Brasil, além dos impostos exclusivos e próprios que o município arrecada, como 
o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), o Imposto Sobre Serviços de 
Qualquer Natureza (ISS) e o Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), 
existe também a participação do município em tributos de competência da União 
 
 
11 
e dos Estados, conhecidos como tributos compartilhados. Essas formas de 
arrecadação são aquelas de competência da União ou de Estados, nas quais 
uma parte do montante arrecadado é destinada aos municípios. Essa destinação 
é feita de acordo com critérios estabelecidos em lei, e o município não tem 
ingerência sobre a arrecadação desses tributos, ficando apenas com a 
participação na divisão do montante arrecadado. 
Cabe ressaltar que a transparência e a publicização dos atos 
governamentais são princípios fundamentais do sistema tributário no Brasil. 
Nesse sentido, o art. 162 da Constituição Federal estabelece que até o último 
dia do mês subsequente à arrecadação, os entes federados, incluindo a União, 
Estados, Municípios e o Distrito Federal, devem divulgar o montante dos tributos 
arrecadados, os recursos recebidos, os valores de origem tributária entregues e 
a entregar, e a expressão numérica dos critérios de rateio. Essa divulgação é 
fundamental para garantir a transparência na gestão dos recursos públicos e 
permitir o acompanhamento pelos municípios e pelos próprios cidadãos, 
possibilitando uma maior fiscalização e controle social. Além disso, a 
publicização dos atos governamentais relacionados à arrecadação dos tributos 
compartilhados promove a accountability, ou seja, a prestação de contas por 
parte dos entes federados, fortalecendo a responsabilidade na gestão dos 
recursos públicos. 
No Brasil, o principail tributo compartilhado é o Imposto de Renda (IR), um 
tributo privativo da União que incide sobre a renda e os proventos de qualquer 
natureza dos indivíduos. Esse imposto é arrecadado pela Receita Federal, órgão 
vinculado ao Ministério da Economia, e sua destinação é definida pela 
Constituição Federal, que estabelece que parte dos recursos arrecadados com 
o Imposto de Renda deve ser repassada aos Estados e Municípios, por meio do 
Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE) e do Fundo de 
Participação dos Municípios (FPM), respectivamente. 
O Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal é composto 
por 21,5% do montante arrecadado com o Imposto de Renda, sendo distribuído 
entre os Estados e o Distrito Federal de acordo com critérios estabelecidos em 
lei, como o Valor Adicionado Fiscal (VAF). Já o Fundo de Participação dos 
Municípios é composto por 22,5% do montante arrecadado com o Imposto de 
Renda, sendo distribuído entre os Municípiosde acordo com o número de 
habitantes e critérios estabelecidos em lei. 
 
 
12 
Cabe destacar que a distribuição dos recursos do Imposto de Renda, para 
os Estados e Municípios por meio dos fundos de participação, tem como objetivo 
promover a redistribuição de recursos entre os entes federados, buscando 
reduzir as desigualdades regionais e promover um maior equilíbrio no 
financiamento das atividades governamentais. Especificamente sobre o repasse 
dos recursos do Imposto de Renda para os Municípios, cabe destacar que a 
Constituição Federal estabelece que a distribuição desses recursos deve ser 
realizada de forma automática e sem necessidade de convênios ou acordos 
específicos entre os entes federados. 
Além do imposto de renda, há outros tributos que são repartidos entre os 
diferentes entes federativos, ou seja, União, Estados e Municípios, de acordo 
com critérios estabelecidos na Constituição Federal. Outro desses tributos 
compartilhados é o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Trata-se de 
um tributo federal que incide sobre a industrialização de produtos, e uma parte 
de sua arrecadação é destinada aos municípios. Essa parcela é repartida de 
acordo com o valor adicionado nas operações relativas à circulação de 
mercadorias e serviços realizadas no território do município, o que significa que 
quanto maior for a atividade industrial no município, maior será a sua 
participação na arrecadação do IPI. Como visto anteriormente no item sobre os 
tributos municipais, o Imposto Territorial Rural (ITR) é um tributo federal que 
incide sobre a propriedade de imóveis rurais de cada localidade, e uma parcela 
de sua arrecadação também é destinada aos municípios em que estão 
localizados os imóveis rurais. 
Há ainda o Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), 
tributo estabelecido no âmbito estadual, que incide sobre a propriedade de 
veículos automotores e cuja arrecadação destina uma parcela aos municípios. A 
repartição do IPVA é realizada com base no local de licenciamento do veículo, 
ou seja, onde o veículo está registrado, e os municípios que têm maior 
quantidade de veículos registrados em seu território têm uma participação maior 
na arrecadação do tributo. Os Estados arrecadam ainda o Imposto sobre 
Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que incide sobre a circulação de 
mercadorias e a prestação de serviços de transporte interestadual e 
intermunicipal e de comunicação, e uma parte de sua arrecadação é destinada 
aos municípios em que ocorre a circulação de mercadorias ou a prestação de 
serviços. 
 
 
13 
No caso dos impostos federais, o repasse aos municípios é feito 
principalmente por meio do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), cujo 
objetivo é redistribuir os recursos arrecadados pelo Imposto de Renda e pelo IPI 
aos municípios de forma proporcional. A distribuição desses recursos é feita com 
base em critérios como o número de habitantes e a renda per capita dos 
municípios, visando promover uma maior equidade entre os entes municipais. 
Além do FPM, existe uma vasta gama de formas de repasse dos recursos 
arrecadados por meio dos tributos compartilhados. No geral, eles estão 
associados a destinações específicas, como é o caso dos repasses atrelados ao 
Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (FUNDEB) voltado para o 
financiamento da educação infantil no âmbito dos municípios2. 
Além dos tributos próprios e compartilhados, os municípios também 
contam com outras fontes de receitas, tais como as Contribuições e 
Compensações Financeiras, empréstimos, títulos da dívida pública, 
financiamentos, auxílio e subvenções concedidos pela União e Estados. Nesse 
contexto, é importante destacar algumas dessas fontes de receitas municipais. 
As contribuições de funcionários, por exemplo, são descontadas diretamente dos 
salários dos servidores municipais, geralmente com o objetivo de financiar os 
regimes próprios de previdência social dos servidores municipais, ou seja, os 
regimes de aposentadoria e pensões dos servidores públicos municipais. No 
caso dos royalties, os recursos são provenientes de repasses oriundos da 
tributação sobre a exploração de recursos naturais, como petróleo, gás natural, 
minérios, entre outros, em território municipal. Os municípios que têm áreas de 
produção desses recursos naturais têm direito a uma parcela dos royalties e 
compensações financeiras pagas pelas empresas que exploram esses recursos. 
Os municípios também podem recorrer a outras fontes de receitas, como 
empréstimos, títulos da dívida pública, financiamentos, auxílio e subvenções 
concedidos pela União e Estados. Os municípios podem buscar recursos por 
meio de empréstimos e financiamentos com instituições financeiras (públicas ou 
privadas), visando à realização de investimentos em áreas como infraestrutura, 
transporte, saneamento básico, entre outros. 
 
2 Para conhecer mais sobre o repasse dos recursos federais para os municípios, acesse: 
. Acesso em: 31 maio 2023. 
 
 
14 
Também é possível a emissão de títulos da dívida pública, que são valores 
mobiliários emitidos pelos municípios com o objetivo de captar recursos de 
investidores para financiar projetos e investimentos de longo prazo. 
Adicionalmente, a União e os Estados podem conceder auxílio e 
subvenções aos municípios como forma de apoio financeiro para o 
desenvolvimento de projetos e ações específicas. Esses recursos podem ser 
destinados para áreas como saúde, educação, assistência social, cultura, 
esporte, entre outras, e contribuem para a melhoria dos serviços públicos 
oferecidos pelos municípios à população. A busca por recursos e fontes de 
receitas alternativas é uma estratégia comum aos municípios brasileiros, uma 
vez que muitos enfrentam dificuldades financeiras para fazer frente às demandas 
da população e aos investimentos necessários para o desenvolvimento local. 
TEMA 5 – GESTÃO TRIBUTÁRIA 
A Gestão Tributária no âmbito dos municípios no Brasil é fundamental 
para a manutenção da saúde financeira dessas localidades, e como a maior 
parte da arrecadação municipal provém de tributos, a implementação de um 
sistema de gestão tributária eficiente é essencial para garantir o adequado 
funcionamento das finanças municipais. Como visto ao longo desta abordagem, 
as prefeituras contam com um conjunto variado de fontes de recursos, os 
principais são os impostos, taxas e contribuições de melhoria. A arrecadação 
desses tributos é essencial para a provisão dos serviços e infraestrutura 
necessários à população local, como educação, saúde, transporte, segurança e 
manutenção das vias públicas, entre outros. 
Para que a administração municipal atinja esses objetivos, é necessário 
implementar uma gestão tributária eficiente para garantir a correta arrecadação 
dos tributos municipais e o cumprimento das obrigações fiscais pelos 
contribuintes. Isso inclui atividades como a instituição dos tributos, o lançamento, 
a arrecadação, a fiscalização e a cobrança destes. Para tanto, é necessário que 
os municípios tenham procedimentos claros e transparentes, bem como equipes 
capacitadas e tecnologia adequada para o desempenho dessas atividades. A 
implementação de um sistema de gestão tributária eficiente traz diversos 
benefícios para os municípios, um dos principais é o aumento da receita 
municipal, uma vez que permite a identificação e correção de possíveis erros ou 
inconsistências na arrecadação dos tributos. 
 
 
15 
Além disso, a gestão tributária adequada contribui para o combate à 
sonegação fiscal, elisão e evasão fiscal, práticas prejudiciais à receita pública 
que podem comprometer a capacidade financeira dos municípios. 
Nesse sentido, é muito importante que o município esteja atento às 
diretrizes estabelecidas pela Lei de Responsabilidade Fiscal(LRF, Lei 
Complementar n. 101/2000), pois trata-se de uma legislação que apresenta uma 
série de normas voltadas para o equilíbrio das finanças públicas municipais, 
trazendo regras específicas para a gestão tributária da administração pública 
brasileira, como os parâmetros para a elaboração da Lei de Diretrizes 
Orçamentárias (LDO) e da Lei Orçamentária Anual (LOA). 
A gestão tributária no âmbito dos municípios no Brasil, conforme 
estabelecido pela LRF, tem como objetivo aprimorar a arrecadação dos tributos 
municipais e garantir a correta utilização desses recursos, de forma a cumprir 
com as obrigações e limites previstos na legislação vigente. Uma das principais 
diretrizes da Lei Complementar n. 101/2000 em relação à gestão tributária é a 
busca pela eficiência na arrecadação dos tributos municipais. Ela determina que 
os municípios devem adotar mecanismos que assegurem a efetiva arrecadação 
dos tributos de sua competência, buscando maximizar a receita pública sem ferir 
os princípios da legalidade, da moralidade, da impessoalidade, da publicidade e 
da eficiência. Isso inclui aprimorar a fiscalização tributária, combater a 
sonegação fiscal, promover a educação fiscal e utilizar tecnologias e sistemas 
de informação que facilitem a gestão e o controle dos tributos municipais. 
De forma complementar à estruturação e implementação de um sistema 
de gestão tributária, a fiscalização é um elemento-chave na gestão tributária 
municipal, uma vez que permite a identificação de possíveis irregularidades, bem 
como a correção de eventuais erros ou inconsistências na arrecadação dos 
tributos. Por meio da fiscalização, é possível garantir que os contribuintes 
estejam cumprindo corretamente suas obrigações tributárias, contribuindo, 
assim, para a justa distribuição da carga tributária e para a manutenção do 
equilíbrio fiscal do município. 
Uma boa política fiscal é aquela que busca minimizar a concessão de 
anistias fiscais e dispensa de penalidades, uma vez que tais práticas podem criar 
incentivos para a inadimplência e prejudicar a arrecadação municipal. A 
concessão indiscriminada de anistias e a dispensa de penalidades podem levar 
a uma fragilização progressiva do sistema de arrecadação, já que beneficia os 
 
 
16 
maus contribuintes e desestimula a adimplência voluntária aos tributos. Portanto, 
é necessário que as normas municipais estabeleçam critérios claros e rigorosos 
para a concessão de anistias fiscais e dispensa de penalidades, de forma a 
garantir a justiça fiscal e a manutenção da saúde financeira do município. 
É também essencial que os créditos tributários não quitados no prazo 
estabelecido por lei sejam devidamente registrados no Livro de Inscrição de 
Dívida Ativa, conforme determina a legislação vigente. Esse procedimento 
formaliza a existência do crédito tributário e permite a adoção de medidas legais 
para a sua cobrança, como ajuizamento de execução fiscal, garantia por meio 
de penhora de bens, entre outros. O registro adequado no Livro de Inscrição de 
Dívida Ativa é fundamental para garantir a efetividade da cobrança dos créditos 
tributários não quitados, contribuindo para a recuperação dos valores devidos 
aos cofres municipais e para a manutenção do equilíbrio fiscal do município. 
NA PRÁTICA 
A compreensão das finanças públicas municipais é um tema relevante, 
uma vez que permite entender como são destinados e empregados os recursos 
do município em que residem. Nesse sentido, realizar uma pesquisa sobre as 
finanças públicas do município é uma oportunidade de exercitar os 
conhecimentos adquiridos neste conteúdo e compreender a realidade da 
localidade em que se vive. Com o advento da Lei de Responsabilidade Fiscal 
(LRF, Lei Complementar n. 101/2000) e, posteriormente, com a aprovação da 
Lei de Acesso à Informação (Lei n. 12.527 de 2011), há no Brasil um cenário 
favorável para a conhecimento das finanças públicas pelos cidadãos. 
Para iniciar o estudo, é importante buscar informações em fontes 
confiáveis e atualizadas, como o site oficial da prefeitura do município, que 
geralmente disponibiliza informações sobre as finanças públicas, como o 
orçamento municipal, a execução orçamentária, os gastos por área e os 
investimentos realizados. É possível também consultar os Relatórios de Gestão 
Fiscal (RGF) e as Prestações de Contas Anuais (PCA) do município, que são 
documentos obrigatórios e disponibilizados pelos órgãos de controle e 
fiscalização. 
Outra fonte relevante é o Portal da Transparência (), que além do Governo Federal, é uma ferramenta 
disponibilizada também por diversos Estados e municípios, em que é possível 
 
 
17 
consultar informações detalhadas sobre a receita e a despesa pública, os 
contratos, as licitações, as obras em andamento, entre outros. É importante 
verificar se o município de interesse tem um Portal da Transparência e como ele 
está estruturado para facilitar a busca de informações relacionadas às finanças 
públicas. 
Além disso, é válido realizar consultas em documentos como as Leis 
Orçamentárias Anuais (LOAs), as Leis de Diretrizes Orçamentárias (LDOs) e os 
Planos Plurianuais (PPAs) do município, que são documentos que detalham a 
programação dos recursos públicos e as metas estabelecidas para um 
determinado período. Esses documentos podem ser encontrados no site da 
prefeitura ou nos órgãos responsáveis pela gestão das finanças municipais. 
Outras fontes de consulta importantes são os relatórios de auditoria e 
fiscalização realizados pelos órgãos de controle externo, como o Tribunal de 
Contas do Estado (TCE) e o Ministério Público de Contas (MPC), que geralmente 
avaliam a regularidade, a eficiência e a efetividade na gestão dos recursos 
públicos municipais. 
Ao realizar a pesquisa, é importante analisar as informações de forma 
crítica, identificando a destinação dos recursos e avaliando se os gastos estão 
de acordo com as necessidades e prioridades do município. É possível também 
comparar os dados com outros municípios da mesma região ou porte, buscando 
identificar boas práticas e possíveis áreas de melhoria na gestão das finanças 
municipais. 
FINALIZANDO 
Ao longo desta abordagem sobre o sistema tributário municipal, foram 
tratados temas como as fontes de receita dos municípios, os princípios tributários 
municipais, os tributos municipais, os tributos compartilhados e a gestão 
tributária municipal, assuntos que estão interligados e compõem um conjunto de 
conhecimentos essenciais para compreender a dinâmica financeira e 
administrativa dos municípios. É evidente que o conhecimento do sistema 
tributário municipal é um fator fundamental para a boa administração pública 
local, pois possibilita uma atuação mais eficiente e transparente dos gestores 
municipais na arrecadação e aplicação dos recursos públicos. 
 
 
 
18 
Contribui também para uma maior compreensão dos cidadãos sobre a 
importância dos tributos no financiamento dos serviços públicos locais e na 
participação ativa na fiscalização e acompanhamento das ações do poder 
público. 
 
 
 
19 
REFERÊNCIAS 
BERNARDI, J. Organização municipal e a política urbana. Curitiba: 
Intersaberes, 2012. 
MURAKAMI, E. B. L. Noções gerais sobre orçamento público e 
responsabilidade fiscal. Curitiba: Intersaberes, 2021.

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