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RETRATAMENTO ENDODÔNTICO · · Procedimento para remover materiais obturadores de canais e novamente modelar, limpar e obturar os canais · Usualmente realizado devido o tratamento original parecer inadequado, ou ter falhado, ou haver exposição do canal ao meio oral por tempo prolongado · A intervenção é um procedimento realizado sobre um dente que já recebeu uma tentativa anterior de tratamento definitivo resultando numa condição que requer intervenção endodôntica adicional para a obtenção de um resultado em sucedido · Critérios: · Clínico: sintomatologia dolorosa, dor á palpação, dor à percussão, fístula, edema intra/extraoral, profundidade de sondagem isolada · Radiográfico: formação de lesão periapical, manutenção ou aumento de tamanho da lesão periapical já existente, espaçamento do ligamento periodontal, perda de continuidade da lâmina dura · Histológico · Critério radiográfico (tempo de controle e classificação de cura) · Radiografia anterior – padronização · Interpretações radiográficas – discrepâncias de opiniões · Esquematização – controle pós 1 ano / até 4 anos · Tomografia computadorizada – para monitoramento de lesões endodônticas; especialmente para dentes posteriores · Consequências e estratégias para lidar com infecção residual do canal radicular pós-tratamento · A ausência de rarefação apical não garante a ausência de lesão óssea · Cortical íntegra – não visualização radiográfica · Lesões com até 8mm podem estar presentes e não serem visualizadas · Em casos selecionados – tomografia computadorizada odontológica (cone beam) · A razão do insucesso do caso pode não estar evidente e radiograficamente. Nestes casos, o uso da TCCB pode ser de grande auxílio para revelar a provável causa da patologia presente, incluindo: · Canais não tratados ou canais adicionais · Canais pobremente tratados · Fraturas radiculares · Perfurações · Variações anatômicas aberrantes · Espaço do ligamento periodontal: por ser o primeiro tecido de sustentação do dente envolvido no processo inflamatório e o último a se regenerar em casos de periodontite, a solução de continuidade dessa linha na região apical pode ser considerada um indicador dessa doença · Uma análise detalhada do espaço do ligamento periodontal, lâmina dura, padrão trabecular e espaços medulares é mandatória para o diagnostico radiográfico da doença periapical · Tempo de controle e classificação de cura · Critério histológico · Estudos demonstram que quando o critério histológico é considerado, a presença e Periodontite Apical é frequente · Ferramenta de pesquisa · Alteração e perda de integridade das estruturas periapicais · Manutenção do processo inflamatório · Ausência de regeneração das fibras do ligamento periodontal adjacentes · Etiologia do insucesso endodôntico · Fatores microbianos - Microrganismos presentes no sistema de canais radiculares têm se mostrado como a principal causa de insucesso da terapia endodôntica - Devido a seus produtos metabólicos e o efeito do biofilme que pode colonizar os canais acessórios, istmos, deltas apicais e túbulos dentinários - Dificulta sua eliminação pela instrumentação - PRIMÁRIA – persistente (persistiu apesar do tratamento) - SECUNDÁRIA – emergente (surgiu após tratamento), RECORRENTE (que reaparecem tardiamente após terem sido reparadas) - As infecções endodônticas apresentam uma natureza polimicrobiana - A composição a microbiota pode variar entre indivíduos, entre os tipos de infecção, se primária ou secundária, de acordo com o tempo de infecção, de acordo com o quadro clínico e ainda de acordo com a localização - As infecções persistentes são causadas por microrganismos remanescentes de infecções primárias, que resistiram aos procedimentos intracanais de desinfecção - Estudos utilizando métodos de cultura têm revelado que Enterococcus faecalís é a espécie mais frequentemente encontrada em casos de fracasso em até 90% dos casos - Em canais adequadamente obturados, algumas baterias podem permanecer vivas, gerando um risco potencial para o fracasso do tratamento endodôntico ou ficando em estado de latência - A microbiota de dentes com insucesso do tratamento endodôntico é composta predominantemente de bactérias gram-positivas anaeróbias facultativas - Envolvimento microbiano: · SELAMENTO APICAL falho: sobreobturação ou subobturação (percolação de fluidos teciduais para o interior do sistema de canais radiculares) · SELAMENTO CORONÁRIO falho: infiltração · Fatores não microbianos - Erro de diagnóstico - Dificuldades anatômicas - Iatrogênicas: acesso insatisfatório à cavidade, canais não localizados, canais inadequadamente preparados e obturados, complicações na instrumentação (degraus, perfurações ou instrumentos fraturados) · A terapia radicular inicial pode resultar em insucesso por inúmeras razões · Principal causa do insucesso do tratamento endodôntico - Presença de microrganismos resistentes - Introdução de novos microrganismos durante o TE - Complexidades anatômicas e regiões não atingidas pela ação do PQM e MIC - Selamento apical insatisfatório - Selamento coronário inadequado · Taxas de insucesso: DOENÇA PERIODONTAL · Alta prevalência de insucesso (PA): dentes com perda óssea alveolar com mais de 4mm · Exposição dos túbulos dentinários: perda do cemento radicular · Insucesso em casos bem tratados · Infecção intrarradicular: biofilmes · Infeção extrarradicular: grânulos/cistos · Cistos verdadeiros: dinâmico independente do canal, é autossuficiente, não sendo influenciado por um tratamento de canal · Cristais colesterol: atuam como importante fonte para o processo inflamatório crônico · Reação de corpo estranho: algodão, guta-percha, cones de papel · Seleção dos casos · Considerações do paciente (motivação, custos, tempo) · Considerações do dente (complexidade anatômica, local da infecção, perfurações, questões periodontais/restauradoras) · Considerações do operador (capacidade técnica, material e equipamento adequados, experiencia, tempo disponível) · Tentativas prévias de tratamento (possibilidade de novas técnicas, equipamento específico e operadores mais treinados em novas tentativas) · Indicação de nova intervenção 1. Proservação 2. Retratamento 3. Cirurgia parendodôntica 4. Implante · Cirurgia Periapical: - Dentes bem obturados, onde o retratamento não ofereça um melhor prognóstico - O acesso é impossível ou há grande risco para acidentes - Dentes já submetidos ao retratamento e que não evoluíram satisfatoriamente - Onde houver a necessidade de uma biópsia · RETRATAMENTO NÃO CIRÚRGICO – ETAPAS CLÍNICAS 1. Seleção dos casos 2. Acesso 3. Esvaziamento – Desobturação 4. Repreparo 5. MIC 6. Obturação · ACESSO: · Anatomia dental interna/ canais extras e variações · Calcificações · Coroas e retentores protéticos · Inclinação do dente na arcada/número de canais/interferências (desgastes compensatórios) · Radiografias · Utilização de magnificação e iluminação (lupas microscópio) · Insertos ultrassônicos · COROAS E RETENTORES · Remoção da coroa: tecido alterado; linhas de fratura; acesso adequado; visualização da anatomia · Acesso através da coroa: inclinação; exame radiográfico; visualização dos limites da coroa · Desgastes: - Porcelana ou resina: pontas diamantadas esféricas ou tronco-cônicas novas (primeiro uso) – movimentos de pincelamento e irrigação intensa - Coroas metálicas ou metalo-cerâmicas: brocas esféricas vídea ou tronco-cônicas transmetal novas - Material de preenchimento: insertos diamantados ou lisos · ESVAZIAMENTO · Instrumentos aquecidos · Brocas (Gates Glidden, Largo, Ação mecânica – calor, melhoram a negociação do canal) · Solventes (Clorofórmio, xilol, eucaliptol, óleo de casca de laranja) · Limas (tipo k- corte na ponta e pouca flexibilidade, em conjunto com o solvente, abrir espaço na massa obturadora); (tipo H – pode causar desgastes excêntricos na dentina, maior risco de fratura, tração de cones extravasados); (PREPARADAS – mais curto e rígido, favorece da GP, seguro no inicio da desobturação); (mecanizadas – seguras: especialmenteapós a abertura de espaço na massa obturadora com limas mauais, rapidez: superiores às técnicas manuais) · ultrassom image1.png image2.png image3.png image4.jpeg image5.png