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Todo tecido, ao ser lesado, gera uma resposta inflamatória, mas, quando a causa é removida, acontece a cura da lesão Reparo tecidual após tratamento endodôntico ➢ Estimula o aumento da permeabilidade dos vasos periféricos, ➢ Extravasamento de plasma sanguíneo e células de defesa ➢ Células migram em direção ao tecido conjuntivo lesado ➢ Aumento do fator VEGF (fator de crescimento vascular endotelial) ➢ Angiogênese formação de novos vasos sanguíneos ➢ Revascularização da área Resposta inflamatória aguda RESPOSTA INFLAMATÓRIA Reparo tecidual O reparo é o processo de cura que pode levar ao restabelecimento da conformação inicial do tecido ➢ Regeneração ✓ Recuperando sua arquitetura e função ✓ Substituição por um tecido conjuntivo fibroso cicatricial ➢ Reparação ➢ O que determina se teremos regeneração ou reparação? ✓ O tipo de tecido (ex.: neurônios, em geral, não se regeneram) ✓ O tipo de lesão ✓ O tamanho da lesão (ex.: lesões extensas tendem a um reparo com tecido fibroso) O que determina se teremos regeneração ou reparação? ➢ Séptica ✓ Cárie ➢ Asséptica ✓ Trauma ou agentes físicos ➢ Em qualquer um dos casos, o desenvolvimento da lesão periapical está correlacionado pela presença de infecção bacteriana ➢ Se a necrose pulpar se mantiver estéril, uma patologia perirradicular não se desenvolverá Necrose tecidual COMBATER MICRORGANISMOS CONHECER A ANATOMIA CONCEITOS NA ENDODONTIA COMBATER MICRORGANISMOS CONHECER ANATOMIA rootcanalanatomy.blogspot.com Sucessos e insucessos na endodontia Fatores para análise do sucesso do tratamento endodôntico ▶Ausência de dor; ▶Ausência de edema; ▶Ausência de fístula; ▶ Estrutura óssea periapical normal: ▶uniformidade da lâmina dura; ▶espaço periodontal normal; ▶ausência ou redução de rarefação óssea; ▶ausência ou interrupção de reabsorção radicular; ▶ Dente em função; ▶ Presença de selamento coronário perfeito. TRATAMENTO ENDODÔNTICO OBJETIVO Manutenção do elemento dental em função no sistema estomatognático, sem prejuízos à saúde do paciente. SUCESSO x INSUCESSO Princípios científicos, mecânicos e biológicos. (ESPÍNDOLA et al., 2002; GABARDO et al., 2009; OCCHI et al., 2011) FALHAS Relacionada com a manutenção ou nova infecção bacteriana. Erros nos procedimentos de preparo dos canais; Erros de obturação e restauração. ▶Melhor taxa de sucesso em dentes que estão vitais ao invés de dentes que já tiveram uma necrose pulpar. (ESPÍNDOLA, 2002; SOARES & CÉSAR, 2001; TRAVASSOS et al., 2003; PEREIRA JUNIOR et al., 2010). ▶ A maior causa de falhas: ▶Obliteração incompleta do canal; ▶ Perfuração da raiz. ▶Falhas na obturação ⬄ falhas no preparo biomecânico. Insucesso Endodôntico ▶presença de lesão periapical, decorrente da disseminação e invasão de microrganismos resistentes na região do periápice, em conjunto com a resposta sintomatológica. (GABARDO et al., 2009; OCCHI et al., 2011; ESPINDOLA et al., 2002; OLIVEIRA et al., 2011). Insucesso Endodôntico Retratamento Endodôntico Conceito Intervenção em dentes previamente tratados, cuja terapia anterior fracassou e que mais uma vez precisam ser limpos, instrumentados e re-obturados. Retratamento Endodôntico Conceito atual Consiste na realização de um novo tratamento, seja porque o anterior fracassou ou, simplesmente, porque se deseja fazer um tratamento mais correto ou adequado, principalmente nos casos em que surgiu a necessidade de os elementos dentários servirem de suporte a trabalhos protéticos. Sucesso/Insucesso: • Critérios clínicos (análise dos sinais e sintomas) • Critérios radiográficos Tratamento Endodôntico Sucesso • Espaço do ligamento normal ou espessamento insignificante (menor que 1 mm) • Dente assintomático • Em função e firme no alvéolo (mobilidade normal) • Tecidos moles normais Associação Americana de Endodontia, 1994 •Lâmina dura íntegra; •Eliminação de uma prévia rarefação; •Ausência de reabsorção • Radiografia Tratamento Endodôntico Insucesso • Presença de sintomatologia • Tecidos moles anormais • Mobilidade • Exame radiográfico • Exposição da massa obturadora ao meio bucal ✓ Lesão periapical permaneceu a mesma ✓ Lesão apenas diminuiu de tamanho ✓ Lesão apareceu após tto endodôntico ✓ Lesão pré-existente aumentou de tamanho ✓ Espaço do ligamento aumentado (>2mm) ✓ Dados conflitantes em relação ✓ Sintomas ✓ Resposta tecidual ✓ Análise radiográfica Exame Radiográfico Insucesso Fracassos Técnica Endodôntica • Obturação parcial ou sobreobturação • Ausência de condesação lateral • Desvio do trajeto original do canal, do forame,fratura de instrumento • Canais radiculares não tratados Opções terapêutica Cirurgia Parendodôntica Insucesso da terapia endodôntica ▶RETRATAMENTO NÃO-CIRÚRGICO ▶ RETRATAMENTO CIRÚRGICOX ▶ Acesso ao canal;???? ▶ Localização e situação anatômica do dente; ▶ Envolvimento com peças protéticas (custos); ▶Qualidade do tratamento endodôntico; ▶ Envolvimento periodontal Apurar riscos e benefícios é preciso! DIAGNÓSTICO DUVIDOSO FATORES ANATOMOPATOLÓGICOS: ▶Modificações na anatomia interna; ▶ Dilacerações excessivas; ▶ Calcificações da cavidade pulpar; FATORES IATROGÊNICOS: ▶Perda do comprimento de trabalho; ▶Degrau, perfuração, fratura de instrumento; INSUCESSOS ENDODÔNTICOS: ▶ Pinos extensos; ▶ Cones de prata FATORES RELACIONADOS AO PACIENTE: ▶ Doenças sistêmicas. É possível melhorar ????? É possível melhorar ????? Momento oportuno Momento oportuno Solventes de guta percha Toxicidade •Clorofórmio •Xilol •Halotano •Terebintina •Eucaliptol •Óleo de casca de laranja Alta toxicidade e potencial carcinogênico Técnicas de remoção da guta-percha ▶Solventes • Facilitam a penetração dos instrumentos endodônticos; • Reduzem o risco de fraturas; • Citotóxicos; Técnicas de remoção da guta-percha ▶ Instrumentos aquecidos Técnicas de remoção da guta-percha Limas ➢ LIMAS MANUAIS TIPO H; • Poder de corte; • Remoção de material obturador; • Desgaste da dentina; • Índice de fratura . ➢ LIMAS MANUAIS DE AÇO INOXIDÁVEL TIPO K; • Pouca flexibilidade; • Associadas aos solventes (ANTUNES, 2014) Técnicas de remoção da guta-percha Limas Preparadas • Lima convencional; • Cortada na parte ativa; • Instrumento mais curto; • Pouco flexível; • Maior poder de corte; • Facilita penetração na guta; • Usado no início da desobturação. (ANTUNES, 2014) (ANTUNES, 2014) (ANTUNES, 2014) Técnicas de remoção da guta-percha Limas rotatórias de Ni-Ti •Acionadas com auxílio de micro-motor elétrico; •Mais rápido; Ex: Protaper® d1, d2, d3 R-endo re ®, r1, r2 e r3 Fatores Clínicos Relacionados com a Remoção de Guta-percha Qualidade da obturação ➢ Obturações inadequadas: ➢ Parciais ➢ Incompletas ➢ Mal adaptadas às paredes do canal ➢ Pouca densidade MAIS FÁCEIS DE SEREM REMOVIDAS! Fatores Clínicos Relacionados com a Remoção de Guta-percha Qualidade da obturação ➢Obturações adequadas; • Preenchimento completo do canal; • Bem adaptados às paredes do canal; • Boa densidade; Mais difícil de serem removidas! •Fator de risco; - Prognóstico negativo; - Remoção do material extravasado é difícil; - Indicação de cirurgia apical ou extração? Fatores Clínicos Relacionados com a Remoção de Guta-percha Qualidade da obturação ➢Obturações com sobre extensão vertical (ANTUNES, 2014)