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Geoestatistica parte 2 Revisando Variabilidade X indicadores médios Manejo de lavoura pelas médias gerais inutilizam a geoestatistica. Geoestatistica é completamente dependente de que os atributos a serem levadas em consideração apresentem VARIABILIDADE! Moore (1999), os principais fatores causadores da variabilidade na produção das culturas podem ser classificados em três categorias: (i) fatores fixos, difíceis de serem alterados (textura e profundidade do solo); (ii) fatores persistentes, podem ser alterados (características químicas e físicas do solo: pH, nutrientes, densidade global, etc.); (iii) fatores sazonais, alterações em curto espaço de tempo (clima e incidência de pragas e doenças Geoestatistica Geoestatística é um ramo da estatística que utiliza conceito de variáveis regionalizadas na avaliação de variabilidade espacial. Não se limita apenas em obter um modelo de dependência espacial, pretende também estimar valores de pontos nos locais onde não foram coletados (SRIVASTAVA, 1996; GOOVAERTS, 1997). Geoestatistica Destaca-se os passos: Cálculo da semivariância; Construção ajuste do semivariograma; interpolação por krigagem. Com a geoestatística pode se estimar o valor de uma dada propriedade para um local onde não foi medida, utilizando uma função de correlação espacial entre os dados sem viés e com variância mínima (VIEIRA, 2000). Para estimar esses valores, comumente se usa o método de interpolação por krigagem, cujo nome foi dado em homenagem a Daniel G. Krige. Semivariograma Alcance (a): distância dentro da qual as amostras apresentam-se correlacionadas espacialmente (dependência espacial). Na Figura 5.3, o alcance ocorre próximo de 25m. Patamar (C): é o valor do semivariograma correspondente a seu alcance (a) Deste ponto em diante, considera-se que não existe mais dependência espacial entre as amostras, porque a variância da diferença entre pares de amostras (Var[Z(x) - Z(x+h)]) torna-se invariante com a distância. Efeito Pepita (C0): idealmente, γ(0)=0. Entretanto, na prática, à medida que h tende para 0 (zero), γ(h) se aproxima de um valor positivo chamado Efeito Pepita (C0), que revela a descontinuidade do semivariograma para distâncias menores do que a menor distância entre as amostras. (diferença grande mesmo em pontos muito próximos) Semivariograma O semivariograma, após ter um aumento com a distância, se estabilize no valor da variância dos dados. A maneira como o semivariograma cresce com a distância até o alcance é que define o comportamento espacial da variável estudada (VIEIRA, 2000). Na prática... Quanto menor o efeito pepita(𝑐0); Quanto maior a contribuição (C1) Conhecendo o alcance do semivariograma sabemos a densidade amostral a ser considerada. Melhor a qualidade do mapa Geoestatistica parte 2 MODELOS TEÓRICOS O gráfico do semivariograma experimental É formado por uma série de valores, sobre os quais se objetiva ajustar uma função. É importante que o modelo ajustado represente a tendência. Deste modo, as estimativas obtidas a partir da krigeagem serão mais exatas e, portanto mais confiáveis. O procedimento de ajuste não é direto e automático, como no caso de uma regressão, por exemplo, mas sim interativo, pois nesse processo o intérprete faz um primeiro ajuste e verifica a adequação do modelo teórico. Dependendo do ajuste obtido, pode ou não redefinir o modelo, até obter um que seja considerado satisfatório. MODELOS TEÓRICOS Os modelos aqui apresentados são considerados modelos básicos, denominados de modelos isotrópicos por Isaaks e Srivastava (1989). Estão divididos em dois tipos: modelos com patamar e são referenciados na geoestatística como modelos transitivos. Alguns dos modelos transitivos atingem o patamar (C) assintoticamente. Para tais modelos, o alcance (a) é arbitrariamente definido como a distância correspondente a 95% do patamar. modelos sem patamar. não atingem o patamar, e continuam aumentanto enquanto a distância aumenta. Tais modelos são utilizados para modelar fenômenos que possuem capacidade infinita de dispersão. Os modelos transitivos mais utilizados são: modelo esférico (Sph); modelo exponencial (Exp); modelo gaussiano (Gau). Importância do ajuste Ajuste de modelo ao semivariograma é um dos aspectos mais importantes das aplicações da geoestatística porque os cálculos de geoestatística dependem do valor do modelo do semivariograma para cada distância especificada. Ajuste por métodos automáticos, embora possa ser usado, não é o mais adequado. Alguns coeficientes, como o coeficiente de correlação: raiz quadrada do erro médio (RMSE); índice de Akaike (IAC). Podem auxiliar na validação do modelo escolhido e dos parâmetros para o ajuste do semivariograma. Importancia do ajuste Segundo Vieira et al. (2000) uma poderosa ferramenta de validação é o método “jackknifing” que calcula os parâmetros do erro absoluto e reduzido da estimativa, tornandoa valiosa. Além disso indica qual a vizinhança ideal para a estimativa. McBratney e Webster (1986) indicam que os modelos mais adequados para os mais variados tipos de situações, na maioria dos casos, serão esférico, exponencial ou gaussiano. Importância do ajuste O que recomendam Vieira, Carvalho e Paz Gonzalez (2010): escolha um destes três modelos segundo o comportamento de seus semivariogramas para pequenas distâncias (menor do que o alcance), faça o ajuste usando algum método de otimização dos parâmetros C0 , C1 e a, submeta este modelo ao processo da validação pelo “jack knifing”. O método “jack knifing”. , embora trabalhoso, irá eliminar qualquer possibilidade de ajuste inadequado porque os resultados estarão dentro de alguns padrões estatísticos. Ajuste por validação cruzada Possui 2 finalidades básicas: Avaliar o melhor modelo de semivariograma e vizinhança para ser utilizado na krigagem; Estimar a eficácia da krigagem. Metodo leave-one-out: por esse método elimina-se uma amostra do conjunto de dados, após isso realizamos a krigagem com os dados restantes e o dado introduzido novamente. O processo é repetido até que todas amostras sejam retiradas e re-introduzidas. Comportamento dos modelos Nota-se na que os comportamentos destes três modelos antes do alcance são totalmente distintos. O modelo gaussiano, é o que representa os processos mais contínuos que se tem conhecimento, tem um crescimento bastante lento no início e tem um ponto de inflexão antes do alcance. Os dados mais comuns de ocorrência de modelo gaussiano são cotas topográficas. Comportamento dos modelos O modelo esférico cresce aproximadamente entre o gaussiano e o exponencial e é o modelo que mais ocorre. Possui duas estruturas, uma com a distância entre zero e o alcance e outra maior do que o alcance, onde atinge o patamar. O modelo esférico é linear até aproximadamente 1/3 do alcance (Equação 4). Resultado dos modelos Após o ajuste do semivariograma e a obtenção dos parâmetros de ajuste Zimback (2001) estabeleceu uma relação entre o patamar e o efeito pepita em que indica o Grau de Dependência (GD) espacial (se fraco 25% até 75%, forte > 75%) Função dos modelos Em agricultura de precisão, o grau de intensidade da variabilidade espacial pode ser relacionado com a viabilidade estratégica e operacional do manejo da produção por manejo localizado (PRINGLE et al., 2003). Neste sentido, a utilização de parâmetros obtidos durante o ajuste dos semivariogramas serve como componente no desenvolvimento de modelos simplificados que possam indicar quantitativamente a oportunidade de adoção da agricultura de precisão como função da variabilidade espacial das variáveis que orientam o manejo da produção (PRINGLE et al., 2003). Outro resultado relevante no uso do semivariogramaajustado com alta densidade de dados baseia-se nas funções de covariância que mais comumente melhor ajustaram os semivariogramas para fins de mensuração da estrutura de variação espacial das variáveis de produção Exigências para a correta estimativa de dependência espacial e eficiência da krigagem Estima-se que o numeto mínimo de amostras para uma boa eficiência de krigagem superior a 50 amostras. É fundamental analisar o conjunto de dados destas amostras para buscar valores anomolos, tanto para distribuição espacial quanto para efetividade da modelagem de dependência espacial CARACTERÍSTICAS ESTRUTURAIS DOS SEMIVARIOGRAMAS Os semivariogramas apresentam uma configuração que é reflexo da regionalização da variável. O estudo das feições (forma do gráfico) das variáveis regionalizadas, que possibilitam a construção de medidas consistentes dos semivariogramas, é denominado em Geoestatística de análise estrutural (Journel e Huijbregts, 1978). Suporte Define-se suporte, como o domínio geométrico de onde se obtém o valor da amostra, dotado de um volume, forma e orientação. Os semivariogramas devem ser confeccionados a partir de dados que possuam suportes iguais. Caso isso não aconteça, os suportes devem ser regularizados. ZONA DE INFLUÊNCIA O semivariograma é uma função de incremento em relação á distância orientada h. Teoricamente, á medida que essa distância aumenta, mais discrepantes serão os dados e maior será a semivariância, até atingir uma separação de total independência entre as amostras. Esta distância é denominada em Geoestatística de zona de influência, cuja medida é a amplitude variográfica. REGIONALIZAÇÕES SUPERPOSTAS Muitos fenômenos geológicos podem gerar regionalizações em várias escalas, que ficam ocultas ou “aninhadas” no contexto regional em que são executados os trabalhos de pesquisa. Os semivariogramas podem captar essas flutuações em diferentes níveis e refleti-las na sua configuração. A presença de nítidas mudanças nas curvas dos semivariogramas pode significar estruturas superpostas. REGIONALIZAÇÕES SUPERPOSTAS A presença de tendencia nos dados é verificada quando o semivariograma não atinge um patamar, ou o atinge porem com uma semivariancia muito maior do que a media. É uma sobreposição de variabilidades regionais em relação a media local, dificultando pequenas manchas Quando isso ocorre, é necessário remover a tendencia. ( método dos mínimos quadrados). Metodo dos mínimos quadrados isso a as duas componentes, uma regional outra local. ANISOTROPIAS Quando os semivariogramas apresentam configurações similares para as várias direções, o fenômeno é dito ser isotrópico, caso contrário, possui algum tipo de anisotropia. Se os semivariogramas apresentam a mesma forma, mas com diferentes amplitudes, denomina-se anisotropia geométrica. De outra forma, o zoneamento da variável ou mistura de populações distintas geram uma anisotropia mais complexa, conhecida como anisotropia zonal. Caso seja comprovada a anisometria, é necessário modelagem dos dados em software para se possa prosseguir com o processo de krigagem. Isotropia x anisotropia Na construção dos semivariogramas é preciso cuidar para: O numero mínimo de pares de pontos não deve ser inferior a 30; Quanto maior o passo (lag) utilizado, menor a confiabilidade do semivariograma (muito suavizado) (lag curto ou longo do semivariograma) O semivariograma teórico (ajustado por uma função) nem sempre ajustara todos os pontos dentro do modelo Os dados devem apresentar isotropia, ou seja, valores de uma variável e sua dependência espacial não devem depender da direção da analise dos dados. Exigências para a correta estimativa de dependência espacial e eficiência da krigagem A interpolação dos dados em geoestatítica A krigagem é um estimador geoestatístico e esta denominação foi realizada por Matheron em homenagem aos trabalhos pioneiros de Daniel Krige na década de 50 (SOARES, 2006). O objetivo da interpolação por krigagem é estimar valores para qualquer local e a estimativa será uma combinação linear de valores medidos. Havendo comprovadamente dependência espacial para a variável em estudo, por meio do ajuste de semivariograma, pode-se interpolar valores em qualquer posição no campo de estudo, sem tendência, na média não deve super nem sub estimar valores, e com variância mínima, ou seja a incerteza na estimativa tem que ser mínima. Kreigagem e suas formas Krigagem ou procedimento de interpolação geoestatistica Conjunto de técnicas de estimação e predição de superfícies baseada na modelagem da estrutura de correlação espacial por semivariogramas. Metodo mais confiável e completo de interpolação Reduz a variação existente de uma variável intensamente amostrada Krigagem ordinária – a mais utilizada Muito flexível Prioriza a estrutura de dependência espacial, requerindo hipótese de estacionariedade espacial (assume que não há tendencia nos dados, sendo necessário analise e tratamento ) . Krigagem pontual: estimador exato (mantem os valores dos pontos amostrados) Krigagem em blocos: gera superfícies suavizadas, analisa a variância em uma área estabeliecida. Krigagem indicatriz Diferença da ordinária por não trabalhar com variáveis continuas, e sim binárias. Os mapas representam a probabilidade de que determinado fenômeno aconteça. Um exemplo é a presença de determinada praga um uma região amostrada Cokrigagem e krigagem colocalizada Estimam variáveis (muitas vezes mais espaçadas) através da ocorrência de variáveis secundarias (covariáveis, mais densamente amostradas) Existe necessidade de correlação entre elas Exemplo: A condutibilidade elétrica correlacionou-se positiva e significativamente com os teores de fósforo, fósforo remanescente e zinco. Artigo: Distribuição espacial de atributos químicos do solo em áreas sob diferentes usos agrícolas. Quais os critérios avaliados? Como foi utilizado a geoestatistica? Qual foi a malha utilizada, e qual critério utilizado? Qual a importância da geoestatistica para os resultados encontrados?