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PENINCILINAS INDICAÇÃO: Indicada para combater diversos tipos de bactérias sendo as mais comuns na infecção de garganta (faringite, amigdalite), infecção de ouvido (otite), a sinusite e pneumonia. Pode ser usada também no tratamento de algumas doenças sexualmente transmissíveis (DST´s) MECANISMO DE AÇÃO: As penicilinas são antibióticos bactericidas, que atuam inibindo a síntese da parede celular bacteriana, interferindo na transpeptidação, tanto de bactérias gram-positivas quanto de gram-negativas. Atua através das PBP (Penicilin Binding Protein), que são proteínas presentes na membrana plasmática das bactérias, ligando-se a elas e impedindo estabelecimento de ligações transpeptidásicas durante a síntese de peptideoglicano. Absorção: após a administração oral das penicilinas, a absorção varia muito entre estes fármacos, alterando de acordo com a estabilidade em ácido e a ligação às proteínas. A nafcilina é inapropriada para uso oral, pois sofre absorção errática. Já a ampicilina, amoxicilina e dicloxacilina são relativamente bem absorvidas e estáveis em ácido. • Distribuição: a nafcilina se liga fortemente às proteínas e conseqüentemente atinge concentrações menores no soro do que as penicilinas que não se ligam tão fortemente às proteínas (penicilina G ou ampicilina). A benzatina e a procaína foram desenvolvidas para retardar a absorção, levando a concentrações prolongadas no sangue e nos tecidos. • Excreção: a excreção renal ocorre rapidamente, porém, outras vias também participam, dentre elas a excreção no escarro e no leite. A ampicilina e as penicilinas de espectro ampliada sofrem secreção mais lenta do que a penicilina G. A oxacilina é excretada tanto por via renal como biliar, portanto não é necessário fazer ajuste da dose em casos de insuficiência renal. Já depuração da nafcilina ocorre principalmente por excreção biliar. POSOLOGIA: As dosagens indicadas no público adulto correspondem a: Faringoamigdalite de Bactérias: 1.200.000 UI em uma dosagem, apenas. Sífilis :2.400.000 UI em uma dosagem, apenas. Prevenção da febre reumática :1.200.000 UI de três em três ou quatro em quatro semanas. Infecção Estreptocócica A :público infantil até 27 kg – injeção única de 300.000 a 600.000U; público maior – injeção única de 900.000U; público adulto – injeção única de 1.200.000U; Crianças Entre a Faixa Etária de 2 a 12 Anos , Dosagens com ajuste, conforme a posologia adulta. Febre Reumática e da Glomerulonefrite :A indicação é fazer uso periódico, de três em três ou quatro em quatro semanas da dosagem de 1.200.000U. Ainda que as taxas de incidência da febre reumática tenha baixa, o uso em regime de quatro em quatro semanas, é possível considerar o consumo de três em três semanas, se o indivíduo tiver histórico de múltiplas incidências, bem como: lesões valvulares; incidência de administração entre 4 em https://www.stoodi.com.br/blog/2018/07/09/doencas-causadas-por-bacterias/ 4 semanas; o especialista deve fazer a avaliação dos vantagens das injeções de maior frequência em combate a possível redução e aceitação do indivíduo a tal procedimento. INTERAÇÃO MEDICAMENTOSA: PROBENECIDA: a probenecida pode inibir a excreção renal da penicilina, prolongando seu efeito. ANTICONCEPCIONAIS: a utilização de penicilinas pode reduzir a eficácia dos anticoncepcionais orais. CARBENICILINA: as penicilinas antipseudomonas como a carbenicilina podem inativar a gentamicina ou tobramicina, se forem administradas em conjunto na mesma mistura. Devido a isso, precisam ser administradas separadamente quando a associação é necessária. RAMs: A classe das penicilinas é extremamente diversificada, o que provoca gama variada de potenciais efeitos adversos. Os efeitos adversos das penicilinas que você precisa obrigatoriamente saber são: Toxicidade renal;Neurotoxidade;Reações de hipersensibilidade; Toxicidade hematológica; Manifestações cutâneas; 1. Toxicidade renal: a manifestação mais frequente é a nefrite intersticial alérgica, e é mais comum com oxacilina. Além de febre o paciente apresenta “rash”, hematúria e eosinofilia. Este quadro é revertido com a suspensão imediata do medicamento, porém se o uso for mantido pode ocorrer insuficiência renal irreversível. 2. Neurotoxicidade: quando o paciente utiliza doses elevadas de penicilinas e possui insuficiência renal podem ocorrer convulsões e problemas musculares. É importante salientar que as convulsões cessam apenas com a retirada do antimicrobiano, pois são refratárias aos anticonvulsivantes. 3. Reações de hipersensibilidade: as reações de hipersensibilidade (alergia) com as penicilinas, especialmente com as benzilpenicilinas, ocorrem com aproximadamente 8% dos pacientes, apesar de estes fármacos apresentarem pouca toxicidade. Essas reações podem variar desde uma reação urticariforme até choque anafilático. É importante lembrar que a penicilina deve ser administrada apenas em instituições de saúde, pois existe a possibilidade de ocorrer reação grave, portanto não deve ser administrada em farmácias já que o teste cutâneo não impede a ocorrência de choque anafilático. 4. Toxicidade hematológica: ocorrem raramente porém é importante citar a trombocitopenia e a anemia hemolítica. Pode ocorrer leucopenia dose e tempo-dependente e desordens hemorrágicas, devido a alterações na agregação plaquetária, do mesmo modo que ocorre com a aspirina. 5. Manifestações cutâneas: ocorrem mais frequentemente com as aminopenicilinas, geralmente de forma tardia e entre 1 a 10% dos pacientes. Podem variar desde rubor (eritema), rash cutâneo (erupções vermelhas), placas urticariformes, até síndrome de Stevens-Johnson em casos mais raros. É importante saber que devido ao risco de anafilaxia, se houver histórico de alergia as penicilinas, deve-se utilizar um fármaco substituto CUIDADOS COM CRIANÇAS,IDOSOS E OUTROS: As penicilinas são contraindicadas aos pacientes com história de reações alérgicas graves à penicilina. Como as penicilinas, exceto a nafcilina, atingem níveis elevados na urina, a posologia deve ser reduzida para os pacientes com insufi ciência renal grave. A probenecida inibe a secreção tubular renal de muitas penicilinas, aumentando seus níveis séricos. Algumas vezes ela é usada simultaneamente para manter os níveis sanguíneos elevados. Na penicilina injetável, ter o cuidado com a prescrição e administração desse medicamento por reconhecerem e se compadecerem com a dor inflingida à criança/adolescente e sua família, somada a administração unicamente por via intramuscular (IM), que exige do profissional além de habilidade técnica, conhecimentos de anatomia, farmacologia, interações e reações locais e sistêmicas após a aplicação, atentando ao risco de lesionar o nervo ciático, formação de hematomas, abscessos e necrose tecidual. EXEMPLOS DE MEDICAMENTOS: Amoxicilina,Ampicilina,Carbenicilina,Dicloxacilina,Nafcilina,Oxacilina,Penicilina G,Penicilina V,Piperacilina,Ticarcilina CARBAPENÊMICOS INDICAÇÃO: Os carbapenêmicos são fármacos antimicrobianos da classe dos β-lactâmicos, a qual também pertencem as penicilinas, as cefalosporinas e os monobactâmicos, porém com espectro de ação significativamente mais amplo que esses outros. São drogas relativamente seguras e utilizadas com muita frequência para o tratamento de pacientes em terapia intensiva, sendo praticamente reservados para uso nesse contexto. Indicação em pacientes graves com quadros de infecção abdominal, pneumonia, infecções ginecológicas e no SNC, infecção no trato urinário. MECANISMO DE AÇÃO: Assim como os outros β-lactâmicos, os carbapenêmicos têm, em sua estrutura, um anel β-lactâmicoque lhes confere a capacidade de se ligar às proteínas de ligação da penicilina (PBPs), que são enzimas que catalisam a construção das cadeias dissacarídicas, que, por sua vez, compõem a camada de peptideoglicana, componente principal da parede celular da maioria das bactérias. Dessa forma, ao se ligar às PBPs, os carbapenêmicos inibem a síntese de parede celular, o que desencadeia a morte da bactéria. Por este motivo, os β-lactâmicos são classificados como bactericidas. Os carbapenêmicos diferem das outras drogas com mecanismo de ação semelhante pois apresentam resistência à maioria das β-lactamases, que são enzimas que hidrolisam o anel β-lactâmico do fármaco, inativando sua ação bactericida. Entretanto, essa característica não os protege de todas as β-lactamases, como veremos mais adiante. POSOLOGIA: IMIPENEM: • adultos – 500mg de 6/6h EV; infecções por Pseudomonas aeruginosa: 1g de 6/6h EV • dose pediátrica – 60mg/kg/dia ÷ de 6/6h (máximo 4g/dia) MEROPENEM: • adultos – 500mg a 1g de 8/8h EV; meningite: 2g de 8/8h EV • dose pediátrica – 60 a 100mg/kg/dia ÷ de 8/8h EV; meningite: 120mg/kg/dia ÷ de 8/8h EV ERTAPENEM: •adultos: 1g/dia EV (dose única). INTERAÇÃO MEDICAMENTOSA: O uso associado a ganciclovir aumenta a possibilidade de convulsões. Diminui concentrações de ácido valpróico, reduzindo a atividade anticonvulsivante. Pode aumentar as concentrações de ciclosporina, com aparecimento de agitação, confusão e tremores. RAMs: Apesar de não implicarem em elevado grau de toxicidade, oscarbapenêmicos não estão isentos de efeitos adversos, sendo necessária cautela na sua administração. A alergenicidade cruzada em pacientes com alergia às penicilinas não está bem estabelecida, porém estima-se que até 11% dos pacientes com histórico de alergia à penicilina, sem teste cutâneo confirmatório, apresentem também reações com carbapenêmicos. Por outro lado, naqueles com história de alergia, em que foi realizado o teste cutâneo confirmatório, a administração de carbapenêmico não resultou em reação em 99%.As convulsões podem ser causadas por praticamente qualquer β-lactâmico em altas concentrações, porém o risco é um pouco maior com os carbapenêmicos, sendo oimipenem o mais frequentemente envolvido. O mecanismo é a redução do limiar convulsivo, ou seja, a quantidade de estímulo para desencadear uma convulsão se torna menor com o uso da droga. Portanto, pacientes com lesões no sistema nervoso central, o que já predispõe as convulsões, são os de maior risco para esse efeito adverso. CUIDADOS COM CRIANÇAS,IDOSOS E OUTROS: Não usar imipenem na meningite (risco de convulsões em pacientes com insuficiência renal, idosos, doenças do SNC e/ou em uso de doses elevadas). EXEMPLOS DE MEDICAMENTOS: Imipeném, Doripeném,Ertapeném,Meropeném CEFALOSPORINA INDICAÇÃO: As cefalosporinas são frequentemente prescritas na prática clínica, elas possuem amplo espectro de ação, são facilmente administradas, possuem baixa toxicidade e, além disso, apresentam perfil farmacocinético favorável. Apesar de apresentarem extensa e diversificada farmacologia suas principais características podem ser descritas de forma sucinta e clara. Esta classe de antibióticos, assim como a penicilina, pertence ao grupo dos beta-lactâmicos. A presença deste anel é essencial para a atividade antimicrobiana. As cefalosporinas são frequentemente prescritas para tratar as seguintes doenças: infecções de pele, partes moles, faringite estreptocócica, infecção urinária e profilaxia de várias cirurgias. MECANISMO DE AÇÃO: As cefalosporinas, assim como todos os beta-lactâmicos, exercem ação antimicrobiana ao se ligarem e inativarem uma enzima chamada proteína ligadora de penicilina (PBP penicillinbindingprotein), este processo impede a síntese da parede celular e provoca a lise osmótica da bactéria. Este mecanismo de ação é considerado bactericida, pois provoca a morte da célula. Um ponto importante a ser lembrado é que com o passar do tempo algumas bactérias desenvolveram a capacidade de produzir enzimas capazes de provocar a hidrólise dos medicamentos antes que eles atinjam seu sítio ativo, um exemplo são as beta-lactamases, elas destroem o anel beta-lactâmico dos antibióticos, causando resistência. POSOLOGIA: 1ª Geração: Cefalexina:Via de administração: oral Apresentação: Comprimido revestido de 500mg ou 1g ou suspensão oral de 100mg/ml ou 250mg/5ml. Crianças: 25-50mg/kg/dia, divididos em 3-4x/dia (dose máxima de 1g/dia). Adultos: 250-500mg 6-6h Cefadroxil: Via de administração: oral Apresentação: cápsula de 500mg ou suspensão oral de 50mg/ml Crianças: 15-30 mg/kg/dia 12/12 hs Adultos: 500mg, 12/12h. Cefalotina: Via de administração: intravenosa Apresentação: 1g Posologia: 80 a 150 mg/kg/dia de 4/4 ou 6/6h Cefazolina: Via de administação: intravenosa Apresentação: 1g Posologia: 25 a 100 mg/kg/dia de 8/8h Cefuroxime: Via de administração: oral ou intravenosa Apresentação: 250 ou 500mg Dose usual: 250mg, 12/12h Cefoxitina: Via de administração: intravenosa Apresentação: 1g Dose usual: 1-2g, de 8/8h 3ª Geração Ceftriaxone: Via de administração: intravenosa ou intramuscular Apresentação: 500mg ou 1 g Dose usual: 1-2g de 12/12h ou 1x ao dia. Dose máxima de 4g/dia Cefotaxima: Via de administração: intravenosa Apresentação: 500mg ou 1 g Ceftazidme: Via de administração: intravenosa Apresentação: 1 ou 2g Dose usual: 1-2g de 8/8h. (máximo 12g/dia) Dose usual: 2g de 8/8h INTERAÇÃO MEDICAMENTOSA: Cefalexina: O uso concomitante aumenta os níveis e a atividade da metformina, por diminuir sua secreção tubular. Cefaclor: Não há interações medicamentosas importantes destacadas na literatura. Atenção deve ser dada aos fármacos com excreção renal, associados ao cefaclor, no paciente com insuficiência.Ceftriaxona: Quanto utilizada via intravenosa, não deve ser administrada com soluções ricas em cálcio (gliceptato de cálcio, cloreto de sódio, solução de Ringer, solução de Ringer + lactato, acetato de cálcio e gliconato) pelo risco de ocorrer precipitação de ceftriaxona cálcica em neonatos. RAMs: O uso de cefalosporinas tem sido associado a reações adversas medicamentosas (RAMs), variando de erupções cutâneas e diarreia à anafilaxia, reações adversas cutâneas graves (cicatrizes), anemia hemolítica, nefropatia, Clostridium difficile infecção e morte. As frequências relativas de RAMs graves associadas às cefalosporinas são pouco conhecidas. Muitos médicos ainda temem a anafilaxia associada à cefalosporina em indivíduos com história de “alergia” a penicilina. CUIDADOS COM CRIANÇAS,IDOSOS E OUTROS: As cefalosporinas passam para o leite materno e podem alterar a flora intestinal do lactente. Assim, a sua utilização durante o aleitamento costuma ser desencorajada; A ceftriaxona não deve ser administrada a lactentes prematuros com hiperbilirrubinemia porque a ceftriaxona in vitro pode deslocar a bilirrubina da albumina sérica, provocando icterícia nuclear; Pacientes com insuficiência renal grave devem usar com cuidado. Essa condição requer observação clínica e exames laboratoriais frequentes, pois a dose segura poderá ser menor do que a usualmente recomendada. Não há recomendações e advertências quanto ao uso de por idosos. Estes medicamentos não devem ser utilizados por mulheres grávidas sem orientação médica. EXEMPLOS DE MEDICAMENTOS: 1ª Geração: Cefalotina, Cefazolina, Cefadroxila e Cefalexina. 4ª Geração Cefepime: Via de administração: intravenosa Apresentação: 1 ou 2g Dose usual: 2g de 8/8h 5ª Geração Ceftaroline: A dose recomendada é de 600 mg administrados a cada 12 horas por infusão intravenosa durante 60 minutos em pacientes ≥ 18 anos de idade. https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/pediatria/dist%C3%BArbios-metab%C3%B3licos-eletrol%C3%ADticos-e-t%C3%B3xicos-em-rec%C3%A9m-nascidos/icter%C3%ADcia-nuclear • 2ª Geração:Cefoxitina, Cefuroxima e Cefaclor. • 3ªGeração: Ceftriaxona, Cefotaxima e Ceftazidima. • 4ª Geração: Cefepime e Cefpiroma. • 5ª Geração: Ceftaroline e Ceftobiprole. AMINOGLICOSÍDEOS INDICAÇÃO: Aminoglicosídeos são antimicrobianos usados principalmente no tratamento de pacientes com infecções graves causadas por bactérias gram-negativas aeróbias. São ineficazes contra anaeróbios1. Os principais representantes de uso corrente são gentamicina, amicacina, estreptomicina e tobramicina. São bactericidas e todos têm eficácia semelhante. MECANISMO DE AÇÃO: Os aminoglicosídeos são inibidores da síntese das proteínas e têm como local de ação a subunidade 30S do ribossoma bacteriano. A sua ligação a um determinado local do rRNA 16S da subunidade 30S do ribossoma reflete-se na tradução do mRNA. Com isso, são incorporados aminoácidos incorretos na cadeia polipeptídica durante a síntese proteica, tendo como consequência proteínas “non sense”, que, ao serem integradas na membrana citoplasmática da bactéria, altera a sua permeabilidade seletiva. POSOLOGIA: A dosagem de 1 vez/dia IV é preferida para a maioria das indicações, exceto endocardite por enterococo. Aminoglicosídios IV s ão administrados lentamente (30 minutos para doses diárias divididas ou 30 a 45 minutos para dosagem de uma vez ao dia). Nos pacientes com função renal normal, a administração uma vez ao dia é: Gentamicina ou tobramicina: 5 mg/kg (7 mg/kg se os pacientes forem graves) a cada 24 h Amicacina: 15 mg/kg a cada 24 h Se os pacientes responderem clinicamente à dose de 7 mg/kg de gentamicina e a função renal continua normal, a dose uma vez ao dia pode ser reduzida para 5 mg/kg após os primeiros dias de terapia. https://www.medicinanet.com.br/pesquisas/aminoglicosideos.htm INTERAÇÃO MEDICAMENTOSA: Gentamicina: Ciclosporina – pode potencializar os feitos desse fármaco; • Carboplatina – pode potencializar efeitos de ototoxicidade;Ciclosporina, tacrolimus e vancomicina – podem potencializar efeitos de nefrotoxicidade;Anfotericina B, furosemida, vancomicina e AINEs – os feitos da gentamicina podem ser potencializados por esses fármacos;Penicilinas (ampicilina, oxacilina, piperazina, ticarcilina e penicilina G) – pode ocorrer diminuição na eficácia da gentamicina de antagonismo entre os fármacos.Trobamicina: Penicilinas – pode ocorrer diminuição na eficácia da tobramicina. Administrar com intervalo de uma a duas horas;Carboplatina – pode potencializar os efeitos de ototoxicidade;Ciclosporina e tacrolimus – podem potencializar os efeitos de nefrotoxicidade;Indometacina, furosemida e vancomicina – pode ocorrer aumento nos efeitos ototóxicos e nefrotóxicos. RAMs: Todos os aminoglicosídios produzem:Toxicidade renal (em geral, reversível)Toxicidade vestibular e auditiva (em geral, irreversíveis) .Prolongamento dos efeitos dos bloqueadores neuromuscularesSinais e sintomas do dano vestibular são vertigem e ataxia.Fatores de risco associados às toxicidades renal, vestibular e auditiva são:doses altas ou frequentes; Níveis sanguíneos muito altos; Terapia de longa duração (em particular, mais de 3 dias); Idade avançada; Doença renal preexistente; A coadministração de vancomicina, ciclosporina ou anfotericina B, contrastes iodados ou outras nefrotoxinas ; Para toxicidade auditiva, predisposição genética, problemas auditivos preexistentes ou coadministração de diuréticos de alçaDoses elevadas administradas duran te um longo período de tempo tipicamente geram mais preocupação com a toxicidade renal, mas mesmo doses baixas dadas por um curto período de tempo podem piorar a funç ão renal.Pacientes que recebem aminoglicosídios por tempo superior a 2 semanas e aqueles em risco de toxicidade vestibular e auditiva devem ser monitorados por meio de audiogramas seriados. Ao primeiro sinal de toxicidade, o fármaco deve ser suspenso (se possível) ou ter sua dose ajustada.Os aminoglicosídios podem pr olongar o efeito de bloqueio neuromuscular Outros efeitos neurológicos incluem parestesias e neuropatia periférica.Reações de hipersensibilidade são incom uns, exceto para dermatite de contato por causa de neomicina tópica. Altas doses orais de neomicina podem produzir má absorção. CUIDADOS COM CRIANÇAS,IDOSOS E OUTROS: Para os aminoglicosídeos, evidências sugerem risco fetal (p. ex., toxicidade auditiva), mas os benefícios clínicos podem superar o risco. Se um aminoglicosídeo for usado durante a gestação ou se a paciente engravidar enquanto estiver tomando um aminoglicosídeo, ela deve ser informada sobre o potencial risco para o feto.Os aminoglicosídios passam para o leite materno, mas não são bem absorvidos por via oral. Portanto, são considerados compatíveis com o uso durante o aleitamento EXEMPLOS DE MEDICAMENTOS: • Amicacina, • Gentamicina • Canamicina • Neomicina • Estreptomicina • Tobramicina SULFONAMÍDEOS INDICAÇÃO: As sulfonamidas são ativas contra um amplo espectro de bactérias Gram-positivas, muitas Gram-negativas;Plasmodium e Toxoplasma spp A sulfassalazina pode ser usada por via oral para tratar doenças inflamatórias do intestino.Sulfonamidas são mais comumente usadas com outros fármacos (p. ex., para nocardiose, infecções do trato urinário e malária falcípara resistente à cloroquina).Várias sulfonamidas estão disponíveis para uso tópico: Queimaduras: sulfadiazina prata e acetato de mafenida; Vaginite: creme vaginal e supositórios com sulfanilamida;Infecções oculares superficiais: sulfacetamida oftálmica. MECANISMO DE AÇÃO: As sulfonamidas têm efeito bacteriostático e inibem o metabolismo do ácido fólico, por mecanismo competitivo. As células humanas conseguem aproveitar o folato exógeno para o metabolismo, enquanto as bactérias dependem da produção endógena.O sulfametoxazol é comumente empregado em associação com o trimetoprim, uma diamino-pirimidina, associação mais conhecida como cotrimoxazol. O efeito das duas drogas é sinérgico, pois atuam em passos diferentes da síntese do ácido tetra-hidrofólico (folínico), necessária para a síntese dos ácidos nucléicos. O sulfametoxazol inibe um passo intermediário da reação e o trimetoprim a formação do metabólito ativo do ácido tetra-hidrofólico no final do processo. POSOLOGIA: A dose inicial recomendada é de 75 mg/kg e a dose de manutenção é de 150mg/kg ao dia fracionada em 4 tomadas,ou uso tópico. INTERAÇÃO MEDICAMENTOSA: As sulfonamidas podem potencializar sulfonilureias (com consequente hipoglicemia), fenitoína (com aumento dos efeitos adversos) e anticoagulantes cumarínicos. https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/doen%C3%A7as-infecciosas/protozo%C3%A1rios-extraintestinais/mal%C3%A1ria https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/doen%C3%A7as-infecciosas/protozo%C3%A1rios-extraintestinais/toxoplasmose https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/dist%C3%BArbios-gastrointestinais/s%C3%ADndrome-do-intestino-irrit%C3%A1vel-sii/s%C3%ADndrome-do-intestino-irrit%C3%A1vel-sii https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/doen%C3%A7as-infecciosas/bacilos-gram-positivos/nocardiose https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/dist%C3%BArbios-geniturin%C3%A1rios/infec%C3%A7%C3%B5es-do-trato-urin%C3%A1rio/infec%C3%A7%C3%B5es-bacterianas-do-trato-urin%C3%A1rio-itus https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/doen%C3%A7as-infecciosas/protozo%C3%A1rios-extraintestinais/mal%C3%A1ria#v1016726_pt https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/les%C3%B5es-intoxica%C3%A7%C3%A3o/queimaduras/queimaduras https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/ginecologia-e-obstetr%C3%ADcia/vaginite-cervicite-e-doen%C3%A7a-inflamat%C3%B3ria-p%C3%A9lvica/vis%C3%A3o-geral-da-vaginite Sulfadiazina: A ação da Sulfadiazina pode ser antagonizada pelo ácido para-aminobenzóico e seus compostos derivados, particularmente aminobenzoato de potássio e anestésicos locais do grupo de procaína. Particularmente aminobenzoato de potássio e anestésicos locais do grupo da procaína. A Sulfadiazina pode potencializar osefeitos de algumas drogas, como os anticoagulantes orais, metotrexato e fenitoína. Isto pode ser devido ao deslocamento da droga dos sítios de ligação protêica plasmática ou pela inibição do metabolismo. O efeito antidiabético dos compostos de sulfoniluréia pode ser aumentado pelo uso concomitante de Sulfadiazina. Falência de contraceptivos hormonais resultando em gravidez em pacientes tratadas com Sulfadiazina. RAMs: Efeitos adversos das sulfonamidas podem resultar do uso de sulfonamidas orais e, algumas vezes, tópicas; os efeitos são: Reações de hipersensibilidade, como exantema, síndrome de Stevens-Jonhson, vasculite, doença do soro, febre por fármaco, anafilaxia e angiodema; Cristalúria, oligúria e anúria; Reações hematológicas, como agranulocitose, trombocitopenia e, em pacientes com deficiência de glicose-6-fosfato desidrogenase (G6PD), anemia hemolítica; Icterícia nuclear no neonato; Fotossensibilidade; Efeitos neurológicos como neurite periférica, insônia e cefaleia; Hipotireoidismo, hepatite e o desencadeamento de lúpus eritematoso sistêmico quiescente podem ocorrer nos pacientes em uso de sulfonamidas. Esses fármacos podem exacerbar os quadros de porfiria. A incidência de efeitos adversos é diferente para as várias sulfonamidas, mas hipersensibilidade cruzada é comum. Sulfassalazina pode reduzir a absorção intestinal de folato (ácido fólico). Assim, o uso desse fármaco pode desenvolver deficiência de folato em pacientes com doença inflamatória intestinal, a qual também reduz a absorção, especialmente se a ingestão alimentar também for inadequada. Mafenida pode causar acidose metabólica em razão da inibição da anidrase carbônica. CUIDADOS COM CRIANÇAS,IDOSOS E OUTROS: As sulfonamidas devem ser usadas durante a gravidez apenas se os benefícios do tratamento superarem os riscos. No entanto, elas não devem ser usadas próximo ao parto, pois se tomadas nessa época, podem causar icterícia no recém-nascido e esta pode ser grave o suficiente para causar dano cerebralo recém-nascido. As sulfonamidas não devem ser tomadas durante a amamentação. https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/dist%C3%BArbios-dermatol%C3%B3gicos/hipersensibilidade-e-doen%C3%A7as-inflamat%C3%B3rias-da-pele/s%C3%ADndrome-de-stevens-johnson-e-necr%C3%B3lise-epid%C3%A9rmica-t%C3%B3xica https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/hematologia-e-oncologia/anemias-causadas-por-hem%C3%B3lise/defici%C3%AAncia-de-glicose-6-fosfato-desidrogenase-g6pd https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/problemas-de-sa%C3%BAde-infantil/problemas-do-trato-gastrointestinal-gi-e-do-f%C3%ADgado-em-rec%C3%A9m-nascidos/icter%C3%ADcia-no-rec%C3%A9m-nascido EXEMPLOS DE MEDICAMENTOS: Mafenida Sulfacetamida Sulfadiazina Sulfadoxina Sulfametizol Sulfanilamida MACROLÍDEOS INDICAÇÃO: Os macrolídeos são utilizados como alternativa terapêutica em pacientes alérgicos à penicilina, nas seguintes condições:infecções do trato respiratório por estreptococos do grupo A; pneumonia por S. pneumoniae;prevenção de endocardite após procedimento odontológico;infecções superficiais de pele (Streptococcus pyogenes);profilaxia de febre reumática (faringite estreptocócica), e raramente, como alternativa para o tratamento da sífilis.São considerados primeira escolha no tratamento de pneumonias por bactérias atípicas (Mycoplasma pneumoniae, Legionella pneumophila, Chlamydia spp.). MECANISMO DE AÇÃO: Os antibióticos macrolídeos são agentes bacteriostáticos, que inibem a síntese de proteínas através de sua ligação às subunidades ribossômicas 50S de microrganismos sensíveis, no local de ligação do cloranfenicol e da clindamicina ou muito próximo dele.Os macrolídeos se ligam irreversivelmente a um local na subunidade 50S do ribossomo bacteriano, inibindo, assim, etapas de translocação na síntese de proteínas. Eles também podem interferir em outras etapas, como a transpeptização. POSOLOGIA: ERITROMICINA: • adultos – 500mg de 6/6h VO • dose pediátrica – 30 a 50mg/kg/dia ÷ de 6/6h VO 9 AZITROMICINA: • adultos – 500mg 1x dia por 3 dias VO ou 500mg/dia no primeiro dia seguido de 250mg/dia por 4 dias seguidos; uretrite por clamídia: 1g em dose única • dose pediátrica – 10mg/kg/dia 1x dia por 3dias VO ou 10mg/kg/dia no primeiro dia seguido de 5mg/kg/dia 1x dia por 4 dias 9 CLARITROMICINA: • adultos – 500mg de 12/12h VO • dose pediátrica(maiores de 6 meses) – 15mg/kg/dia ÷ de 12/12h VO 9 ROXITROMICINA: • adultos – 150mg de 12/12h ou 300mg em dose única VO • dose pediátrica – 5mg/kg/dia ÷ de 12/12h VO 9 TELETROMICINA: • acima de 12 anos e adultos – 800mg em dose única VO por 7 a 10 dias para pneumonia e 5 dias nas demais indicações. • INTERAÇÃO MEDICAMENTOSA: Eritromicina: Ciprofloxacino – potencializa o efeito da eritromicina; Clopidogrel – efeitos do clopidogrel podem diminuir; Fluconazol, nifedipino, carbamazepina, digoxina, ergotamina, sinvastatina, loratadina – efeitos potencializados na presença da eritromicina. Azitromicina: Antiácidos – redução do nível sérico (NS) em até 24%; Amiodarona – cardiotoxicidade; Nelfinavir – diarreia, ototoxicidade e hepatotoxicidade; Astemizol, cisaprida, fluconazol, ondasentrona – alterações em relação à funcionalidade elétrica do coração com prolongamento do intervalo QT. Claritromicina: Clopidogrel – sua concentração sérica pode diminuir; Fluconazol, benzodiazepínicos, carbamazepina, sinvastatina, colchicina – aumentar os NS desses fármacos; Salmeterol – evitar o uso concomitante RAMs: Os efeitos colaterais mais comuns dos macrolídeos incluem cólicas abdominais, náuseas, vômitos e diarréia.A eritrocimicina comumente causa distúrbios gastrintestinais relacionados com a dose, incluindo náuseas, vômitos, cãibras abdominais e diarreia; distúrbios são menos comuns com o uso de claritromicina e azitromicina. Tomar o fármaco com alimentos pode ajudar a diminuir os distúrbios gastrintestinais. A eritromicina pode causar zumbido dose-relacionado, tontura e perda de audição reversível. Icterícia colestática geralmente acontece com o uso de estolato de eritromicina. Icterícia normalmente aparece após 10 dias da administração, principalmente em adultos, mas pode acontecer mais cedo se o fármaco tiver sido previamente utilizado . A eritromicina não é administrada por via IM em razão da dor intensa; pode provocar flebite ou dor quando usada por via IV. Reações de hipersensibilidade são raras.A erit romicina causa prolongamento do intervalo QT e predispõe a taquiarritmias ventriculares, em especial em mulheres e em pacientes com prolongamento conhecido de intervalo QT ou anormalidades eletrolíticas ou naqueles que fazem uso de fármaco adicional capaz de provocar prolongamento de QT. CUIDADOS COM CRIANÇAS,IDOSOS E OUTROS: Segundo estudos o uso de antibióticos macrolídeos durante a gestação foi associado a um risco aumentado de malformações importantes em crianças, principalmente cardiovasculares. A azitromicina deve ser usada com cuidado, ou evitada completamente, em pacientes com insuficiência renal ou hepática grave. Uso de antibióticos macrolídeos em crianças novas pode alterar a microbioma intestinal e predispor a doenças metabólicas e autoimunes. EXEMPLOS DE MEDICAMENTOS: Azitromicina Claritromicina Eritromicina Fidaxomicina QUINOLONAS INDICAÇÃO: As quinolonas estão indicadas para uma grande quantidade de acometimentos clínicos. As principais são: Infecções no trato genito-urinário – pode ser utilizada para o tratamento de infecções urinárias não complicadas até pielonefrites graves ou prostatites. Também possui ação contra bactérias que afetam o trato genital, como a Chlamydea trachomatis e Mycoplasma hominis.Infecções respiratórias – Indicada em quadros de sinusite, otite externa invasiva além de certos tipos de pneumonia e bronquites agudas. Pode ser utilizada para tratar infecções respiratóriaspor Pseudomonas aeruginosa em pacientes com fibrose cística,Infecções do trato gastrointestinal – atuam em todas as bactérias causadoras de gastroenteritesOsteomielites – inflamação óssea causada por bacilos gram-negativos .Infecções cutâneas e de tecidos moles – indicadas em infecções de pele, escaras e úlceras infectadas, assim como pé-diabético com infecção bacteriana.Atividade contra micobactériasAtividade contra o Antraz. MECANISMO DE AÇÃO: Esta classe possui ação bactericida. Normalmente, o DNA bacteriano encontra-se fortemente condensado e espiralado no interior celular. Para se multiplicarem, é preciso que as bactérias passem pelo processo de divisão celular, com replicação cromossomal. Para isso, é necessário que haja a descondensação cromossômica, permitindo sua duplicação. Esses processos são controlados através de enzimas denominadas topoisomerases. Dentre elas a topoisomerase II, também denominada DNA-girase. As quinolonas atuam inibindo a ação das subunidades “A” da topoisomerase II nas bactérias gram-negativas. Já nos estafilococos e pneumococos, o local primário de ação é a topoisomerase IV, e, a DNA-girase se torna um local secundário. A partir dessa atuação, o DNA bacteriano deixa de se manter condensado e se torna relaxado, ocupando um espaço maior do que o contido nos limites do corpo bacteriano, conduzindo à morte celular.A resistência bacteriana tem aumentado progressivamente nesses fármacos, principalmente em Pseudomonas aeruginosa e Serratia marcescens. Essa resistência decorre de modificação na DNA-girases que resultam em insensibilidade à inibição por essas drogas. POSOLOGIA: Norfloxacina POSOLOGIA: 400mg DE 12/12h VO por 3 dias (cistite) ou 14 dias (pielonefrite não complicada)Ciprofloxacina: • Cistite: 250mg DE 12/12h VO por 3 dias • Gonorréia: 250mg VO em dose única • Osteomielite: 750mg de 12/12h VO ou 400mg de 12/12h EV • Demais indicações: 500mg de 12/12h VO; 200-400mg de 12/12h EV(de acordo com a gravidade do caso) 9 Ofloxacina: • 200-400mg de 12/12h VO/EV (conforme a gravidade do caso) • gonorréia: 800mg em dose única 9 Pefloxacina: • 400mg de 12/12h VO/EVLevofloxacina: • Cistite: 250mg cada 24h VO/EV • Demais indicações: 500mg cada 24h VO/EV 9 Lomefloxacina: • 400mg cada 24h VO 9 Moxifloxacina: • 400mg cada 24h VO 9 Gatifloxacina: • 400mg cada 24h VO/EV INTERAÇÃO MEDICAMENTOSA: Cloranfenicol e Rifampicina – inibem a ação bactericida de algumas quinolonas, como o ácido nalidíxico e a norfloxacina.Gentamicina e Ceftazidima – possuem ação sinérgica com as quinolonas contra Pseudomonas.Teofilina – as quinolonas aumentam a concentração sérica da teofilina, podendo causar intoxicação. Varfarina – podem causar sangramentoFerro, Zinco, sucralfato, antiácidos contendo hidróxido de alumínio, magnésio, cálcio – diminuem a absorção das quinolonas. Não devem ser administradas com outras drogas que provoquem o alargamento do intervalo QT pois estas medicações causam esse efeito. RAMs: As quinolonas apresentam boa tolerância, e seus principais efeitos adversos são gastrointestinais, incluindo náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal. Existe a possibilidade de desenvolver colite pseudomembranosa, mas é muito rara. Sintomas de hipersensibilidade como de urticária, eosinofilia, erupções maculopapulares e febre podem aparecer, mas também não são comuns. Entretanto, esses medicamentos podem causar efeitos tóxicos sobre o SNC, causando sonolência, cefaléia, insônia, tonturas, fadiga, depressão e, por vezes, convulsão. Essas manifestações estão associadas a altas doses e são mais frequentes em idosos e lactentes. CUIDADOS COM CRIANÇAS,IDOSOS E OUTROS: Estudos demonstram que as quinolonas provocam artropatia nas articulações “que sofrem carga” em animais jovens. Consequentemente, não são geralmente recomendadas para crianças e adolescentes. No entanto, como o significado deste efeito em seres humanos é incerto, em algumas circunstâncias específicas o uso por curtos períodos de Ciprofloxacina ou Ácido Nalidíxico pode ser justificado.Concluindo, quinolonas devem ser evitadas ao máximo em crianças e adolescentes, nunca sendo utilizadas como primeira opção. Em casos onde julgar-se que o potencial benefício supera o potencial malefício, deve-se optar pelo uso de Ciprofloxacino ou Ácido Nalidíxico.Os idosos possuem maioe vulnerabilidade aos efeitos adversos. EXEMPLOS DE MEDICAMENTOS: Norfloxacina,Pefloxacina Ofloxacina Ciprofloxacina,Levofloxacina,Moxifloxacina,Lomefloxacina,Gatifloxacina FLUORQUINOLONAS INDICAÇÃO: As principais indicações clínicas das fluorquinolonas são as seguintes: infecções complicadas das vias urinárias, infecções respiratórias causadas por P. aeruginosa em pacientes com fibrose cística, otite externa invasiva causada por P. aeruginosa, osteomielite bacilar gram-negativa crônica, erradicação de S. typhi em portadores, gonorréia (em pacientes que não podem usar a penicilina, a administração de uma dose única de acrosoxacina pode curar a gonorréia), prostatite bacteriana, cervicite, infecções do tecido liso, infecções respiratórias, infecções de junta óssea, infecções recorrentes ou crônicas por Pseudomonas na fibrose cística, otite média, meningite, sinusite e outras. Outros usos incluem: tuberculose resistente a múltiplas drogas, infecções pelo complexo do Mycobacterium avium (MAC) em pacientes com AIDS e febre em pacientes com câncer neutropênico. Além disso, também podem ser aplicadas no tratamento e na prevenção de doenças veterinárias e na produção de alimentos para animais. MECANISMO DE AÇÃO: O mecanismo de ação das fluorquinolonas se dá pela inibição da DNA girase (também denominada topoisomerase II), a enzima que produz superespiralamento negativo no DNA. Essas drogas são seletivas para a enzima bacteriana, visto que esta difere estruturalmente da enzima dos mamíferos. Alguns agentes antineoplásicos, por exemplo, doxorrubicina, atuam sobre a topoisomerase II dos mamíferos. Especificam que a inibição se dá nas subunidades A da DNA girase, enzima mencionada acima responsável pela divisão da dupla cadeia do DNA cromossômico. Uma das hipóteses para explicar as interações específicas entre as fluorquinolonas e a DNA girase, e também com o DNA. Noble e Llorento avançaram em seu modelo incluindo as ligações do íon magnésio com a molécula de fluorquinolona e as bases do DNA e fosfato (intercalação/empilhamento) e a ligação de hidrogênio entre a serina 83-OH da DNA girase e o flúor C-6 da fluorquinolona. POSOLOGIA: Adultos: 500 mg de ciprofloxacino duas vezes por dia. mg (dose máxima diária: 1.000 mg). infusão para terapia intravenosa. Pacientes idosos devem receber a menor dose de acordo com a gravidade da doença e com a sua função renal. RAMs: Efeitos adversos graves das fluoroquinolonas são incomuns; as principais preocupações são: Efeitos adversos relacionados com o trato gastrintestinal superior ocorrem em cerca de 5% dos pacientes, por causa da irritaç ão gastrointestinal direta e dos efeitos no sistema nervoso central (SNC);Efeitos no sistema nervoso central ocorrem emque causam prolongamento do intervalo QT ou frequência cardíaca muito lenta ou pessoas que têm baixo nível de potássio no sangue ou baixo nível de magnésio no sangue). O uso de fluoroquinolonas durante a gravidez não é recomendado, mas às vezes os benefícios do tratamento podem superar os ris cos. Não se recomenda o uso de fluoroquinolonas durante a amamentação. EXEMPLOS DE MEDICAMENTOS: Ciprofloxacino,Delafloxacino,Gemifloxacino,Levofloxacino,Moxifloxacino,Norfloxacino,Ofloxacino https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/dist%C3%BArbios-do-cora%C3%A7%C3%A3o-e-dos-vasos-sangu%C3%ADneos/arritmias-card%C3%ADacas/considera%C3%A7%C3%B5es-gerais-sobre-arritmias-card%C3%ADacas https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/dist%C3%BArbios-do-cora%C3%A7%C3%A3o-e-dos-vasos-sangu%C3%ADneos/arritmias-card%C3%ADacas/s%C3%ADndrome-de-qt-longo-e-taquicardia-ventricular-tipo-torsades-de-pointes https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/dist%C3%BArbios-hormonais-e-metab%C3%B3licos/equil%C3%ADbrio-eletrol%C3%ADtico/hipocalemia-n%C3%ADveis-baixos-de-pot%C3%A1ssio-no-sangue https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/dist%C3%BArbios-hormonais-e-metab%C3%B3licos/equil%C3%ADbrio-eletrol%C3%ADtico/hipomagnesemia-n%C3%ADveis-baixos-de-magn%C3%A9sio-no-sangue GLICOPEPTÍDEOS INDICAÇÃO: A vancomicina é o principal representante dos antibióticos glicopeptídeos. É utilizada para enterococo resistente e constitui primeira escolha para tratamento de infecções causadas por Staphylococcus aureus e Staphylococcus epidermidis resistentes a meticilina MECANISMO DE AÇÃO: inibem a síntese da parede celular de bactérias sensíveis, através de sua ligação de alta afinidade à extremidade terminal D-alanil-D-alanina de unidades precursoras da parede celular. POSOLOGIA: . A dose intravenosa usual é de 2 g/dia divididos em: 500 mg a cada 6 horas ou 1 g a cada 12 horas. Outros fatores tais como idade ou obesidade, podem requerer modificação na dose usual diária. INTERAÇÃO MEDICAMENTOSA: é necessário ter cautela pois interage com algumas medicações, dentre elas: Aminoglicosídeos – a associação com esse fármaco intensifica a ação nefrotóxica e neurotóxica de ambas as drogas. Hidrocortisona : se a vancomicina for administrada junto a hidrocortisona ocorre precipitação do antibiótico RAMs: a ocorrência de efeitos adversos sobre o rim é menor com as preparações purificadas7. Em revisão recente8, são reforçadas as recomendações de monitoria da concentração sérica de vancomicina como estratégia para diminuir a ocorrência de nefrotoxicidade. Outros efeitos adversos incluem risco de tromboflebite e reação sistêmica, caracterizada por prurido, rubor, taquicardia e hipotensão, acometendo face, pescoço e tronco (síndrome do homem do pescoço vermelho), provavelmente intermediada por liberação de histamina9. Estes efeitos adversos são mais frequentes quando se utiliza infusão rápida, razão pela qual se deve prolongar a infusão por pelo menos uma hora, evitando-se infundir mais de 500 mg em 30 minutos CUIDADOS COM CRIANÇAS,IDOSOS E OUTROS: O uso na gravidez é não é recomendado. EXEMPLOS DE MEDICAMENTOS: Dalbavancina,Oritavancina,Teicoplanina,Telavancina,Vancomicina LINCOSAMIDAS INDICAÇÃO: A clindamicina é indicada em casos como infecções intra-abdominais, infecções pélvicas (incluindo abortamento séptico) e infecções pulmonares (abscesso pulmonar, pneumonia aspirativa, empiema) causadas por anaeróbios gram-positivos e anaeróbios gram-negativos.Também são indicados em infecções odontogênicas, sinusites, otite crônica, osteomielites (causadas por estafilococos sensíveis à oxacilina ou anaeróbios) e infecções de pele por estreptococos ou estafilococos. MECANISMO DE AÇÃO: Neste grupo estão os antibióticos de importância, lincomicina e clindamicina, sendo este último o mais utilizado na prática clínica. A lincomicina é um produto natural de algumas espécies entre as quais estão Streptomyces lincolnensis, S. espinosus e Actinomyces roseolus, sendo clindamicina um derivado semisintético. Concorre com macrolídeos e cloranfenicol pelo sítio ativo, a subunidade 50 s do ribossomo. Os ribossomos contêm duas subunidades de acordo com seu coeficiente de sedimentação, sendo o grande (50S) formado por 30 proteínas e 2 cadeias de RNA (23S RNA e 5S RNA). Clindamicina liga-se à cadeia 23S. Bloqueia a síntese de proteínas, ao inibir de forma precoce o alongamento da cadeia aminoacídica interferindo na unidade peptidil-transferasa28 . É um antibiótico bacteriostático, ativo sobre microrganismos Gram positivos, anaeróbios (incluído Bacteroides fragilis). POSOLOGIA: Graves: 600 mg (2 ml) cada 12 horas. Crianças acima de 1 mês de idade: 10 mg/kg cada 24 horas. Graves: 10 mg/kg cada 12 horas. Endovenosa: adultos: 600 mg (2 ml) cada 8 a 12 horas. INTERAÇÃO MEDICAMENTOSA: As lincosamidas se ligam a subunidade 50S, inibindo a síntese protéica ribossomal. Resultando em alterações na superfície bacteriana, que facilita a opsonização, fagocitose e destruição intracelular dos microrganismos. RAMs: Por ter eliminação biliar é alta a concentração da clindamicina nas fezes, suprimindo a flora anaeróbica;Em torno de 8% dos pacientes têm diarréia. Destes, 10% têm colite associada ao uso de antimicrobianos (colite pseudomembranosa), causada pelo Clostridium difficile, que costuma ser resistente à clindamicina;Exantema ocorre em 10% dos pacientes;Febre, eosinofilia e reações anafilactóides são raras;Pode ocorrer flebite após infusão endovenosa. EXEMPLOS DE MEDICAMENTOS: lincomicina, clindamicina e a pirlimicina. TETRACICLINAS INDICAÇÃO: As tetraciclinas são medicamentos indicados, principalmente, na terapêutica de riquetsioses, cancroide, linfogranuloma venéreo, uretrites não gonocócicas, psitacose, tracoma, cólera, pneumonia atípica por micoplasma e clamídia, febres recorrentes, tularemia, febre por mordedura de rato e peste.As tetraciclinas são antibióticos de amplo espectro usados para tratar a infecção causada por muitas bactérias gram-positivas e gram-negativas aeróbicas. As infecções uretrais e prostáticas por clamídias e micoplasmas têm, nas tetraciclinas, o medicamento de escolha para o tratamento. As infecções uretrais e prostáticas por clamídias e micoplasmas têm, nas tetraciclinas, o medicamento de escolha para o tratamento. A tigeciclina tem um espectro mais amplo de atividade quando comparada às tetraciclinas. A tigeciclina tem atividade contra patógenos gram-positivos, incluindo: Enterococcus spp, enterococos resistentes à vancomicina, Listeria, Streptococcus spp, Staphylococcus aureus suscetível à meticilina e resistente à meticilina e Staphylococcus epidermidis. Sua atividade gram-negativa inclui: Acinenobacter baumannii, Citrobacter spp, Enterobacter spp, Escherichia coli, Klebsiella spp, Pasteurella multocida, Serratia marcescens e Stenotrophomonas maltophilia. A doxiciclina é uma das tetraciclinas mais ativas e é a mais utilizada clinicamente, uma vez que possui muitas vantagens sobre as tetraciclinas tradicionais e a minociclina. A doxiciclina pode ser administrada duas vezes ao dia, possui formulações intravenosas (IV) e orais, alcança concentrações razoáveis mesmo se administrada com alimentos e tem menor probabilidade de causar fotosensibilidade. MECANISMO DE AÇÃO: As tetraciclinas são antibióticos bacteriostáticos nas concentrações terapêuticas usuais. Seu mecanismo de ação se deve à inibição da síntese proteica, por ligarem-se à fração 30S do ribossomo bacteriano, impedindo a fixação do ARN de transporte. Com isso, interferem no aporte e na ligação dos aminoácidos formadores das proteínas. As tetraciclinas entram nos microrganismos suscetíveis por difusão passiva e também por um mecanismo proteico detransporte dependente de energia próprio da membrana citoplasmática interna da bactéria. POSOLOGIA: TETRACICLINA: • adultos – 500mg de 6/6h VO • dose pediátrica – 40mg/kg/dia ÷ de 6/6 VO (acima de 9 anos) DOXICICLINA: • adultos – 100mg de 12/12h VO • dose pediátrica: 2mg/kg/dia ÷ de 12/12h VO (acima de 9 anos) INTERAÇÃO MEDICAMENTOSA: As tetraciclinas sofrem interferência em sua absorção por via oral ao serem administradas junto a alimentos em geral, leite e medicamentos antiácidos e com sais de ferro, sendo eliminados como quelatos inativos nas fezes.O uso concomitante de medicamentos antiepilépticos, como a difenilidantoína, barbitúricos e carbamazepina, acelera a inativação da doxiciclina, que tem reduzida em 50% sua meia-vida. A clorpropamida aumenta a hepatotoxicidade das tetraciclinas. O mesmo ocorre com a fenitoína, a fenilbutazona e derivados. Esses antibióticos podem potencializar o efeito dos anticoagulantes orais; por esse motivo é indicado acompanhar com mais atenção os parâmetros de coagulação do paciente. RAMs: As tetraciclinas geralmente são drogas seguras, mas alguns efeitos adversos podem ocorrer. Como os demais antibióticos, podem causar problemas alérgicos que estão na dependência do indivíduo. Manifestações de intolerância gastrintestinal são muito frequentes, surgindo em até 10% dos pacientes, especialmente náuseas e diarreia. As tetraciclinas apresentam efeitos tóxicos para o fígado, sistema hematopoiético e para o feto. Por via IM, provocam dor, eritema e enduração local, o que limita o seu uso por esta via, especialmente em tratamentos prolongados. As tetraciclinas, juntamente com o cloranfenicol, são os antibióticos mais frequentemente relacionados com superinfecções, especialmente do trato digestivo. A minociclina, em especial, causa efeitos adversos com frequência (em até 90% dos pacientes), manifestados por tonteira, vertigem, náuseas, vômitos e ataxia, devido à intoxicação do sistema de equilíbrio (vestíbulo). CUIDADOS COM CRIANÇAS,IDOSOS E OUTROS: As tetraciclinas exercem um efeito antianabólico, provocando elevação da ureia sanguínea e aumento da excreção urinária de nitrogênio. Devido a esse efeito metabólico, as tetraciclinas são contra indicadas em pacientes com insuficiência renal. EXEMPLOS DE MEDICAMENTOS: Doxiciclina Eravaciclina Minociclina Omadaciclina Tetraciclina ANFENICÓIS INDICAÇÃO: Abrangem cloranfenicol e tianfenicol, antibióticos bacteriostáticos de amplo espectro de atividade, atuando contra bactérias gram-positivas, gram- negativas, riquétsias, clamídias e micoplasmas.Tem como principais indicações as infecções graves no SNC, epiglotite aguda na criança, além de febre tifoide. MECANISMO DE AÇÃO: O Cloranfenicol inibe a síntese de proteínas nas bactérias e, em menor grau, nas células eucarióticas. O fármaco penetra rapidamente nas células bacterianas, provavelmente por difusão facilitada.Atua primariamente através de sua ligação reversível com a subunidade ribossômica 50S, próximo ao local de ligação dos antibióticos macrolídeos e da clindamicina, que são inibidos competitivamente pelo cloranfenicol.Apesar da ligação do tRNA no local de reconhecimento do códon na subunidade 30S do ribossomo não ser afetada, o fármaco impede aparentemente a ligação da extremidade do aminoacil-tRNA contendo o aminoácido ao local aceptor na subunidade 50S do ribossomo. A interação entre a peptidiltransferase e seu substrato aminoácido não pode ocorrer, com consequente inibição da formação da ligação peptídica. POSOLOGIA: Cloranfenicol: •Adultos: 500mg VO de 6/6 horas; 1g EV de 6/6 horas. •Crianças: 50-100mg/kg/dia ÷ de 6/6 horas VO/EV. • Neonatos: até 1 semana: 25mg/kg/dia ÷ de 12/12h EV 1 a 4 semanas: 50mg/kg/dia ÷ de 12/12h ou DE 24/24h EV • INTERAÇÃO MEDICAMENTOSA: Pode aumentar a toxicidade das hidantoínas e aumentar o tempo de meia-vida de clorpropamida e tolbutamida, levando à hipoglicemia. O uso com outro agente hepatotóxico (paracetamol) pode aumentar a toxicidade do cloranfenicol. RAMs: Apresenta como principal e mais grave efeito, alterações hematológicas importantes, como aquelas observadas na medula óssea. O cloranfenicol afeta o sistema hematopoiético de duas maneiras: por um efeito tóxico relacionado com a dose, que se manifesta em forma de anemia, leucopenia ou trombocitopenia, e por resposta idiossincrática manifestada por anemia aplástica, que, em muitos casos, leva a pancitopenia fatal2, 3. Outro importante efeito a ser observado com o uso do cloranfenicol, refere-se à “síndrome cinzenta do recém-nascido”. Tal síndrome geralmente começa entre dois e nove dias (em média quatro dias) do início do tratamento. As manifestações nas primeiras 24 horas consistem em vômitos, recusa à sucção, respiração irregular e rápida, distensão abdominal, períodos de cianose e evacuação de fezes moles de coloração esverdeada. Todas as crianças mostram-se gravemente doentes no final do primeiro dia e, nas 24 horas seguintes, tornam-se flácidas, adquirem coloração acinzentada e apresentam hipotermia. CUIDADOS COM CRIANÇAS,IDOSOS E OUTROS: É contraindicado a pacientes que apresentem hipersensibilidade ao Cloranfenicol, seus derivados ou a qualquer componente da fórmula. Cloranfenicol é também contraindicada a pacientes portadores de depressão medular, discrasias sanguíneas ou insuficiência hepática. Em recém-nascidos e prematuros, a concentração sérica deve ser monitorada. Cloranfenicol não deve ser utilizado em grávidas próxima ao término da gestação, pelo risco de síndrome cinzenta no recém-nascido. Cloranfenicol é contraindicado a mulheres que estejam amamentando. https://minutosaudavel.com.br/depressao/ Pacientes utilizando medicamentos antineoplásicos ou radioterapia devem evitar o uso de Cloranfenicol, sob o risco de depressão medular. EXEMPLOS DE MEDICAMENTOS: Cloranfenicol,Tianfenicol NITROIMIDAZÓLICOS INDICAÇÃO: Usado para tratar grande variedade de infecções por anaeróbios, como abscesso cerebral, pulmonar, bacteremia, infecções de partes moles, osteomielite, infecções orais e dentárias, sinusite crônica, infecções intra-abdominais.É a terapia inicial no tratamento da colite pseudomembranosa (por via oral),Indicado no tratamento do tétano, sendo considerado por alguns como antimicrobiano de primeira escolha.Pode ser associado à claritromicina ou à amoxicilina no tratamento do H. pylori e é eficaz no tratamento da vaginose bacteriana (Gardnerella vaginalis). MECANISMO DE AÇÃO: Após a entrada na célula, por difusão passiva, o antimicrobiano é ativado por um processo de redução. O grupo nitro da droga atua como receptor de elétrons, levando à liberação de compostos tóxicos e radicais livres que atuam no DNA, inativando-o e impedindo a síntese enzimática das bactérias.As bactérias aeróbicas não possuem enzimas que reduzam a droga, e não formam portanto, os compostos tóxicos intermediários com atividade antibacteriana. POSOLOGIA: Prevenção de infecções anaeróbicas pós-operatórias: dose única oral de 2 g (4 comprimidos) 12 horas antes da cirurgia. Tratamento de infecções anaeróbicas: uma dose inicial de 2 g no primeiro dia seguida de 1 g diariamente em dose única ou dividida em duas tomadas. INTERAÇÃO MEDICAMENTOSA: A metabolização do metronidazol é acelerada pela prednisona, fenobarbital, rifampicina e possivelmente pelo etanol e aparentemente inibida pela cimetidina1,3. O uso de antiácidos orais contendo alumínio ou magnésio interfere na absorção do metronidazol, reduzindo sua biodisponibilidade em aproximadamente 15 a 20%3.Por sua vez, o metronidazol diminui o metabolismo hepático da varfarina, carbamazepina e da fenitoína3. O metronidazol potencializa o efeito da varfarina, aumentando o risco de hemorragias. Os pacientes em uso desse anticoagulante devem ficar em monitoração constante através da medida do tempo de protrombina e sua dose geralmente precisará dediminuição no uso concomitante de metronidazo3.Ainda, o metronidazol aumenta a retenção renal de lítio, aumentando seus níveis séricos e podendo culminar em intoxicação por lítio.É importante lembrar que os pacientes em uso de metronidazol devem evitar o consumo de bebidas alcóolicas por até 2 dias do término da medicação3. Embora atualmente controversa3, classicamente tem sido descrita reação do tipo dissulfiram-like (também conhecida como efeito “antabuse”) com o uso de metronidazol oral ou vaginal quando há ingestão concomitante de álcool1,2. Essa reação é caracterizada por taquicardia, cefaleia, rubor e vômitos e, diante da ausência de estudos atuais que comprovem a eficácia do uso de álcool e metronidazol ao mesmo tempo, deve-se contraindicar a associação aos pacientes em uso desse fármaco. Além disso, o metronidazol não deve ser utilizado concomitantemente ao Dissulfiram ou outro fármaco de mesma classe, pois aumenta o risco de confusão mental e efeitos psicóticos. RAMs: Raramente são graves para se descontinuar a terapia. As manifestações mais comuns são: Cefaléia, náuseas, secura e gosto metálico na boca. Eventualmente ocorrem vômitos, diarréia e desconforto abdominal, glossite e estomatite, comumente associadas à candidíase; Zumbidos, vertigem, convulsões, ataxia cerebelar, neuropatia periférica são raros, ocorrendo com uso prolongado e em doses altas, levando à suspensão das drogas; Raramente ocorrem urticária, exantema maculopapular, queimação uretral à micção, cistite e ginecomastia. Embora usado no tratamento da colite pseudomembranosa, há raros relatos da doença associada ao metronidazol. A reação tipo “dissulfiram” caracteriza-se por desconforto abdominal, rubor, vômitos e cefaléia e ocorre quando o paciente ingere bebidas alcoólicas durante o tratamento com metronidazol; embora seja incomum, o paciente deve ser orientado sobre este efeito. CUIDADOS COM CRIANÇAS,IDOSOS E OUTROS: É contra-indicada no primeiro trimestre da gestação (risco C), mas pode ser usada quando houver necessidade real nos trimestres restantes e durante a amamentação. EXEMPLOS DE MEDICAMENTOS: Metronidazol Nitrofurantoína,Metenamida ,Fenazopiridina.