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Por: Sandiele Duarte/9º semestre vespertino Lesões não cariosas O QUE É A LESÃO NÃO CARIOSA? • É caracterizada por um processo de deformação e/ou desgaste dentário sem a influência de lesões cariosas; • Tem uma etiologia multifatorial compreendendo: tensão, fricção e biocorrosão; • Doença bucal mais incidente de nossa geração. 85% da população; • Alta variação aponta a dificuldade de definir o que contribui um mecanismo etiológico único para as LCNC; • Mais comum em pré-molares e molares; • Prevalência e gravidade aumentam com a idade; • Estas lesões acometem principalmente a região cervical do dente, na face vestibular ou palatina sendo, por esse motivo, denominadas lesões cervicais não cariosas (LCNC) ETIOLOGIA MULTIFATORIAL Estresse/Abfração Fricção Biocorrosão 1- Endógenos a) Parafunção b) Oclusão c) Hábitos parafuncionais 2- Exogenos a) Mastigação b) Hábitos c) Ocupações d) Próteses odontológicas 1- Endógenos (Atrição) a) Parafunção b) Deglutição 2- Endógenos (Abrasão) a) Mastigação b) Ação da língua 3- Exógenos (Abrasão) a) Mastigação, hábitos b) Ocupações c) Prótese odontológicas 4- Erosão (movimentos líquidos) 1- Endógenos (ácidos) a) Placa (cárie), gástricos b) Fluido creviculasGengival 2- Exógenos (ácidos) a) Dieta, Ocupações b) Fatores Diversos 3- Proteólise a) Ações enzimáticas (cárie) b) Proteases (pepsina e tripsina) c) Fluido CrevicularGengival 3- Eletroquímico a) Efeito piezoelétrico na dentina PRINCIPAIS CARACTERISTICAS ✓ Depressões rasas a profundas, com formato de disco grande ou cônicos; ✓ Superfície pode apresentar formas planas, lisa, brilhante ou inclinada; ✓ Essas lesões podem trazer como consequência a dificuldade de higienização, hipersensibilidade dentinária, perda de estrutura de esmalte e dentina, entre outros fatores. ABFRAÇÃO Perda da superfície dentária nas áreas cervicais dos dentes por forças tencionais e compressivas secundárias a flexão do dente por excesso de carga oclusal. Características: ✓ Lesões em forma de cunha ✓ Margem bem definidas ✓ Profundas ✓ Maior incidência em dentes posteriores Tratamento: ✓ Multidisciplinar ✓ Restauração da lesão ✓ Ajustes oclusais ✓ Placas miorrelaxantes ✓ Terapia ortodôntica, cirurgia ortognática ✓ Reabilitação protética ABRASÃO Processo de desmineralização ou perda patológica da estrutura dentinária. Ocorre de maneira lenta, gradual e progressiva devido a hábitos nocivos como por exemplo: Ação mecânica decorrente da escovação traumática e o uso de dentifrícios com abrasivos. Característica: ✓ Superfície com cartono regular, lisa, polida, rasa e localizada na face vestibular Tratamento: ✓ Orientação de escovação ✓ Dentifrícios menos abrasivos ✓ Aplicação de agentes dessensibilizantes ✓ Restauração com CIV ou resina composta se possível ATRIÇÃO Desgaste patológico da superfície do dente causada pelo contato de um dente com outro durante o processo de mastigação ou parafunção podendo ocorrer tanto na dentição decídua como permanente Característica: ✓ Mais frequente em superfícies oclusais, incisais e palatina de dentes anteriores superiores ✓ Mais frequente em superfícies vestibulares de dentes inferiores EROSÃO É definida como uma perda progressiva e irreversível do tecido dentário provocada por ácidos de origem não bacteriana, que sofrem ação química de ácidos de origem intrínseca, como refluxo gastroesofágico, ou extrínseca, presente nas refeições acéticas, líquidos e/ou alguns fármacos. A erosão pode ser classificada em: Classe I: Lesões superficiais (envolvendo somente esmalte) Classe II: Lesões localizadas (envolvendo dentina em menos de um terço da superfície) Classe III: Lesões generalizadas (envolvendo dentina mais de um terço da superfície) Características: ✓ Clinicamente apresenta-se em lesões em forma de U, largas, rasas, lisas e sem brilho. ✓ Perda do brilho normal dos dentes ✓ Sensibilidade persistente ✓ Exposição pulpar ✓ Concavidades dentinárias nas superfícies oclusais/incisais Papel da Saliva na Erosão: ✓ Diminuição e eliminação de agentes potencialmente corrosivos ✓ Neutralização e tamponamento de ácidos na dieta ✓ Calcio, fluoretos e fosfatos – Remineralização ✓ Formação da película adquirida Tratamento: ✓ Multidisciplinar ✓ Soluções remineralizadoras ✓ Laserterapia/ dessensibilizantes ✓ Restaurações DIAGNOSTICO 1º PASSO: Anamnese detalhada ✓ 2º Passo: ✓ Exame extraoral e intraoral; ✓ A superfície dental deve estar limpa, seca e sob iluminação ✓ Exame periodontal ✓ Oclusal ✓ Exames complementares 3º Passo: ✓ Análise da morfologia ✓ Localização ✓ Relacionar com a etiologia HIPERSENSIBILIDADE DENTINÁRIA A hipersensibilidade dentinária é considerada uma condição clinica recorrente no cotidiano do atendimento odontológico, uma vez que apresentam lesões não cariosa como a erosão, abfração e abrasão, além de recessões gengivais, gerando exposição da dentina subjacente É caracterizada por dor localizada, curta e aguda resultante de estímulos térmicos (altos e baixas temperaturas), químicos (alimentos ácidos), Osmótico (doces) táteis (escovação dentária e sondagem) e/ou evaporativo (jato de ar). Teoria da hidrodinâmica ✓ Quando um estimulo e aplicado na dentina exposta ocorre a movimentação do fluido no interior dos túbulos; ✓ O deslocamento do fluido dentinário pode ser em direção a polpa ou em sentido contrario ✓ Ocorre uma deformação mecânica nas terminações odontobláticas (túbulos ou na interface da polpa/ dentina) causando a sensação dolorosa. Prevalência de casos: 1- O índice de acometimento varia entre 9-55% da população 2- Indivíduos entre a terceira e quarta década de idade 3- Maior prevalência no sexo feminino 4- Afetando especialmente as regiões vestibulares de pré-molares e caninos e sequentemente os incisivos e molares inferiores Etiologia e aspectos clínicos: A etiologia é multifatorial influenciada por fatores extrínsecos e/ou intrínsecos, com diversos aspectos clínicos: Sua origem pode estar relacionada a fatores térmicos, químicos e mecânicos que são resultados dos níveis de higiene oral inadequada, escovação incorreta, terapia periodontal etc. As LCNC são caracterizadas pela perda de estrutura dentária sem envolvimento bacteriano na região cervical do dente, relacionada a fatores fisiológicos ou patológicos. Diagnostico: ✓ Considerar a severidade, condição localizada ou generalizada, eliminação de outras possíveis causas da dor, eliminação/prevenção das causas; ✓ Correta anamnese, associada ao exame clinico e radiográfico cuidadosos, proporcionando o diagnostico diferencial de outras patologias. ✓ O diagnostico pode ser tátil (exploração dental), Térmicos (Jato de ar); Outros testes: radiografias, teste de percussão e de vitalidade. Diagnósticos diferencial: ✓ Dor de origem pulpar (pulpite) ✓ Síndrome do dente rachado ✓ Lesão cariosa ✓ Restaurações defeituosas ✓ Sensibilidade pós-operatória ✓ Traumatismo oclusal Tipos de tratamento e suas efetividades A sensibilidade dentinária consiste em uma resposta habitual ao estimulo e a hipersensibilidade está relacionada a fatores que levam a perda de estrutura mineral e periodontal, o que ocasiona uma resposta dolorosa exacerbada e aguda; A apresentação clínica da lesão se torna indispensável para a determinação do tratamento adequado, pois regiões sensíveis onde não há perda de estrutura, ou seja, sem cavitação, receberão tipos de tratamento específicos, diferencialmente dos casos com perda de estrutura. Dessensibilizantes Eliminar a capacidade de estimulo que desencadeiam a sensação dolorosa, pois apresentam um mecanismo de oclusão dos túbulos dentinários e bloqueiam a transmissão do impulso nervoso.Características ideais dos dessensibilizantes: ✓ Não ser irritante ao tecido pulpar ✓ Não causar dor durante a aplicação ✓ Ser fácil aplicação ✓ Ser de ação rápida ✓ Ser permanentemente efetivo ✓ Não causar descoloração dental Os agentes dessensibilizantes indicados para o tratamento podem ser autoaplicados ou realizados por um profissional, entretanto, os componentes autoaplicáveis normalmente possuem um maior tempo para o alivio da sintomatologia (2-4 semanas) Seu mecanismo de ação pode ocorrer de duas formas: 1- A partir da precipitação dos túbulos dentinários; 1- DENTIFRÍCIOS 2- Dessensibilização nervosa (efeito neural) Os componentes minerais dos dentifrícios dessensibilizantes que apresentam a função de obliteração dos túbulos dentinários são: Arginina, cloreto de estrôncio, fosfato de cálcio entre outros. E os que apresentam o mecanismo de efeito neural são os sais de potássio. Arginina: Aminoácidos de carga positiva que quando correlacionada com carbonato de cálcio tem objetivo de promover uma ligação na superfície dentaria que possui carga negativa conduzindo a precipitação dos minerais; Cloreto de estrôncio: Composto que realiza a obliteração dos túbulos dentinário, o que se une com a dentina e resulta na formação de estronciopatita, causando a diminuição da condução hidráulica da dentina Fosfosilicato de Cálcio de sódio: Substancias eficazes na diminuição da sintomatologia dolorosa, pois quando em contato com meio aquoso promove a liberação de ions cálcio e fosfato que produzem carbonato de hidroxiapatita. Considerando-se que a irradiação em dentina exposta provoque a estimulação de células nervosas em tecidos da região de polpa, intervindo na polarização das membranas celulares, o que resulta no bloqueio do estimulo nervoso. A utilização de lasers de baixa potência promove ação analgésica anti-inflamatória e reparadora, a partir da absorção de energia pelos tecidos, o que inibe a transmissão de estímulos nervosos, além de gerar agilidade no processo de cicatrização segundo a propagação celular. O verniz fluoretado é um recurso terapêutico que ajudar a reduzir a sensibilidade dentinária. Ele funciona formando uma película que sela a superfície dos dentes. O flúor é um agente no controle da hipersensibilidade dentinária e na prevenção de carie radiculares. ✓ É eficaz e pode ser usado para tratar a hipersensibilidade dentinária ✓ É barato e fácil de aplicar ✓ Pode ser usado em pacientes com aparelhos ortodônticos ✓ Pode ser usado em superfícies descalcificadas 2- FOTOBIOMODULAÇÃO 3- 3- VERNIZ FLUORETADO 4- 5- ✓ Pode ser usado em crianças pequenas para prevenir cáries Eliminação da hipersensibilidade dentinária a parti do uso de resina composta ou CIV, porém, só é fundamental se a hipersensibilidade estiver associada a lesão com perda considerável de estrutura dental; Para a eleição de um material restaurador em uma região com cavidade sensível é necessário a remoção do fator etiológico da lesão. CONTROLE DA HIPERSENSIBILIDADE DENTINARIA: Protocolo associativo – Sessão única 1- Profilaxia e inserção do fio afastador: 2- Mecanismo físico Laser de baixa potência: 3- Mecanismo químico nitrato de potássio: 4- Glutaraldeído: 5- Verniz fluoretado: CONSIDERAÇÕES FINAIS ✓ Hipersensibilidade dentinária é uma condição comum, multifatorial e deve ser diferente de outras condições odontológicas como cáries e trincas; ✓ As opções terapêuticas evoluíram com a tecnologia, destacando a eficácia de lasers, biomateriais e novos produtos dessensibilizantes; ✓ Cada paciente é único e a hipersensibilidade pode variar em intensidade e impacto; ✓ O manejo efetivo requer diagnostico preciso, prevenção continua e tratamentos personalizados 4- MATERIAIS RESTAURADORES 5- 6- 7-