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m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ SÍNDROME DO OLHO VERMELHO P R O F . E V E L Y N C I U F F O m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ Estratégia MED Prof. Evelyn Ciuffo | Síndrome do Olho Vermelho 2OFTALMOLOGIA PROF. EVELYN CIUFFO APRESENTAÇÃO: @estrategiamed /estrategiamedEstratégia MED t.me/estrategiamed @prof.evelynciuffo Síndrome do olho vermelho é o tema com maior incidência nas provas de Oftalmologia: representa aproximadamente 30% das questões. Dentro dessa síndrome, a distribuição de tópicos ocorre da seguinte maneira: Síndrome do Olho Vermelho Incidência Conjuntivites 36% Uveíte anterior 17% Celulite orbitária 14% Inflamação das pálpebras 10% Ceratites 9% Degenerações da conjuntiva 5% Doença ocular tireoidiana 5% Vias lacrimais 3% Esclerites e episclerites 1% Atente-se ao fato de que aproximadamente 67% das questões desta aula referem-se aos temas conjuntivites, uveíte anterior e celulite orbitária. Muita atenção a esses pontos! @estrategiamed m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ https://www.instagram.com/estrategiamed/?hl=pt https://www.facebook.com/estrategiamed1 https://www.youtube.com/channel/UCyNuIBnEwzsgA05XK1P6Dmw https://t.me/estrategiamed https://www.instagram.com/prof.evelynciuffo/ https://www.instagram.com/prof.alexandremelitto/ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ Prof. Evelyn Ciuffo | Resumo Estratégico | 2023 Síndrome do Olho Vermelho Estratégia MED OFTALMOLOGIA 3 SUMÁRIO 1.0 INTRODUÇÃO 4 2.0 CONJUNTIVA 5 2.1 ACHADOS CLÍNICOS DE INFLAMAÇÃO DA CONJUNTIVA 5 2.2 CONJUNTIVITES 5 2.2.1 CONJUNTIVITE VIRAL 5 2.2.2 CONJUNTIVITE BACTERIANA 6 2.2.2.1 CONJUNTIVITE BACTERIANA AGUDA 6 2.2.2.2 CONJUNTIVITE GONOCÓCICA 8 2.2.2.3 CONJUNTIVITE POR CLAMÍDIA EM ADULTO (OU CONJUNTIVITE DE INCLUSÃO DO ADULTO) 8 2.2.2.4 TRACOMA 9 2.2.3 CONJUNTIVITE ALÉRGICA 11 2.2.4 CONJUNTIVITE NEONATAL 12 3.0 DEGENERAÇÕES DA CONJUNTIVA 14 3.1 PTERÍGIO 14 4.0 HEMORRAGIA SUBCONJUNTIVAL 15 5.0 PÁLPEBRAS 16 5.1 CALÁZIO 16 6.0 CELULITES 17 6.1 CELULITE PRÉ-SEPTAL 17 6.2 CELULITE ORBITÁRIA (PÓS-SEPTAL) 18 7.0 CÓRNEA 19 7.1 CERATITES 19 7.1.1 CERATITE BACTERIANA 20 7.1.2 CERATITE HERPÉTICA 21 7.1.2.1 CERATITE EPITELIAL HERPÉTICA 21 m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ Prof. Evelyn Ciuffo | Resumo Estratégico | 2023 Síndrome do Olho Vermelho Estratégia MED OFTALMOLOGIA 4 8.0 UVEÍTE ANTERIOR 22 9.0 VIAS LACRIMAIS 26 9.1 DACRIOCISTITE (INFLAMAÇÃO DO SACO LACRIMAL) 27 9.2 OBSTRUÇÃO CONGÊNITA DO DUCTO NASOLACRIMAL 27 10.0 ÓRBITA 29 10.1 DOENÇA OCULAR TIREOIDIANA 29 11.0 LISTA DE QUESTÕES 30 12.0 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 31 13.0 CONSIDERAÇÕES FINAIS 32 m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ Prof. Evelyn Ciuffo | Resumo Estratégico | 2023 Síndrome do Olho Vermelho Estratégia MED OFTALMOLOGIA 5 1.0 INTRODUÇÃO CAPÍTULO Caro(a) Aluno(a), este livro digital é uma versão resumida de Olho Vermelho, o assunto que possui maior relevância para a prova de Residência dentro da Oftalmologia. A síndrome do olho vermelho engloba todas as patologias que cursam com inflamação primária ou secundária do segmento anterior do olho. É uma condição extremamente comum em urgências. Portanto, é importante, diante desse quadro, que o clínico saiba identificar os principais sinais e sintomas que diferenciam um quadro benigno de uma patologia com potencial gravidade, bem como quando há necessidade de encaminhamento imediato ao Oftalmologista. Observe abaixo: Dor ocular intensa súbita. Diminuição da acuidade visual. Sintomas sistêmicos, como náuseas e vômitos. Fotofobia (sensibilidade à luz). Alteração do reflexo pupilar à luz (pupila não fotorreagente ou pouco fotorreagente). Opacidade corneana que cora com fluoresceína. Pressão intraocular elevada (> 40 mmHg). Hipópio (pus na câmara anterior) ou hifema (sangue na câmara anterior). m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ Prof. Evelyn Ciuffo | Resumo Estratégico | 2023 Síndrome do Olho Vermelho Estratégia MED OFTALMOLOGIA 6 2.0 CONJUNTIVA CAPÍTULO 2.1 ACHADOS CLÍNICOS DE INFLAMAÇÃO DA CONJUNTIVA Os sintomas de um quadro de inflamação conjuntival são geralmente inespecíficos, incluindo lacrimejamento, sensação de areia, ardência e queimação. Prurido costuma ser mais sugestivo de doença alérgica, apesar de estar presente, em menor escala, em patologias como blefarite e olho seco. A inflamação conjuntival geralmente vem acompanhada de algum tipo de secreção, e a característica da secreção ajuda o médico a fazer o diagnóstico diferencial. De acordo com a causa, podemos classificar a secreção em: aquosa, mucoide, mucopurulenta e purulenta grave. A secreção aquosa é composta de exsudato seroso e lágrimas, estando mais associada a quadros de conjuntivites virais ou alérgicas agudas. Secreção mucoide ocorre tipicamente em conjuntivites alérgicas crônicas, enquanto a secreção mucopurulenta é típica de infecções bacterianas agudas. A linfadenopatia também é um achado clínico de inflamação conjuntival, tendo como causa mais comum a conjuntivite viral. Normalmente, a cadeia pré-auricular é a mais afetada. 2.2 CONJUNTIVITES Atenção! Este assunto é de extrema relevância para as provas de Residência, sendo o tópico mais cobrado nas questões de Oftalmologia. Aproximadamente 40% das questões de síndrome do olho vermelho referem-se a conjuntivites. Para que nosso estudo seja mais didático, vamos dividir as conjuntivites em quatro grandes blocos: conjuntivite viral, conjuntivite alérgica, conjuntivite bacteriana e conjuntivites associadas a outras causas. 2.2.1 CONJUNTIVITE VIRAL Fisiopatologia: é a mais comum das conjuntivites e tem como principal agente etiológico o adenovírus. É uma doença bastante contagiosa, transmitida pelo contato próximo entre pessoas. Manifestação clínica: os sintomas classicamente associados ao quadro de conjuntivite viral são: prurido, queimação, sensação de corpo estranho ou areia e histórico recente de infecção do trato respiratório superior ou contato com pessoa doente. A inflamação progride dentro de três a cinco dias, durando geralmente uma a duas semanas. Os sinais mais característicos são: presença de reação folicular na conjuntiva tarsal e linfadenopatia pré-auricular palpável e dolorosa. Outros sinais podem ser encontrados, como secreção aquosa, pálpebras edematosas e avermelhadas, hemorragias subconjuntivais puntiformes, ceratopatia punctata (erosão epitelial em casos mais graves) e membranas. Infiltrados subepiteliais podem desenvolver-se algumas semanas após o início da conjuntivite, sendo um achado tardio. m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ Prof. Evelyn Ciuffo | Resumo Estratégico | 2023 Síndrome do Olho Vermelho Estratégia MED OFTALMOLOGIA 7 Tratamento: é importante explicar ao paciente que essa é uma doença autolimitada, com melhora ao longo das primeiras duas a três semanas, dependendo do envolvimento corneano. Vale ressaltar para o paciente que é comum a piora do quadro durante os primeiros quatro a sete dias. Atenção! Não existe nenhum tratamento específico para combater o vírus. O tratamento visa apenas diminuir a reação inflamatória e os sintomas do paciente. O uso de compressas frias com água mineral ou soro fisiológico, várias vezes ao dia, durante 15 a 20min., deve ser recomendado. Além disso, podem ser utilizadas lágrimas artificiais, 4 a 8x/dia, durante 1 a 3 semanas. O uso rotineiro de antibióticos tópicos para conjuntivite viral é desaconselhado, exceto emcasos de erosões corneanas ou suspeita de infecção bacteriana secundária. 2.2.2 CONJUNTIVITE BACTERIANA 2.2.2.1 CONJUNTIVITE BACTERIANA AGUDA Fisiopatologia: a maioria das conjuntivites bacterianas é aguda e tem como principais agentes etiológicos o Staphylococcus aureus, Streptococcus pneumoniae, Haemophilus spp. (especialmente em crianças e comumente associado à otite média) e Moraxella catarrhalis. Uma minoria de casos, usualmente graves, é causada pela Neisseria gonorrhoeae, um organismo sexualmente transmissível. Manifestação clínica: os sintomas assemelham-se aos da Reação folicular Secreção aquosa Presença de linfonodo pré-auricular doloroso m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ Prof. Evelyn Ciuffo | Resumo Estratégico | 2023 Síndrome do Olho Vermelho Estratégia MED OFTALMOLOGIA 8 conjuntivite viral, incluindo início agudo de vermelhidão, sensação de areia, queimação e secreção. Contudo, para ajudar a fazer o diagnóstico diferencial, devemos atentar-nos aos sinais. Geralmente, a conjuntivite bacteriana apresenta-se com secreção mucopurulenta. Importante ressaltar que a presença de secreção mucopurulenta abundante e hiperaguda fala a favor de conjuntivite gonocócica. A ausência de linfonodo pré-auricular também é um dado que nos ajuda a fazer diagnóstico diferencial com a conjuntivite viral. Outros sinais que podem estar presentes são: papilas conjuntivais, quemose, erosões epiteliais puntiformes. Observe a imagem: Hiperemia Conjuntival bilateral e secreção mucopurulenta Reação papilar Secreção mucopurulenta Ausência de linfonodo pré-auricular Tratamento: a maioria dos casos soluciona-se espontaneamente dentro de uma semana a dez dias, dado o curso autolimitado da doença. Entretanto, o tratamento com antibióticos tópicos reduz a gravidade e a duração do quadro, sendo indicado. O colírio de antibiótico pode ser usado quatro vezes ao dia, por cinco a sete dias. As fluorquinolonas costumam ser as mais usadas na rotina oftalmológica. Além do antibiótico tópico, também podem ser utilizadas lágrimas artificiais sem conservantes e compressas geladas com soro fisiológico ou água filtrada. m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ Prof. Evelyn Ciuffo | Resumo Estratégico | 2023 Síndrome do Olho Vermelho Estratégia MED OFTALMOLOGIA 9 2.2.2.2 CONJUNTIVITE GONOCÓCICA Fisiopatologia: é causada por um organismo sexualmente transmissível, a Neisseria gonorrhoeae (gonococo), acometendo adultos jovens sexualmente ativos ou recém-nascidos de mães com blenorragia. Manifestação clínica: secreção purulenta grave, de início hiperagudo (dentro de 12 a 24 horas). Além disso, outros sinais presentes são as papilas conjuntivais, quemose acentuada e adenopatia pré-auricular dolorosa. Atenção especial deve ser dada à córnea, visto que essa doença pode ocasionar úlceras periféricas (sobretudo na região superior) com progressão rápida para perfuração. A suspeita de conjuntivite gonocócica é uma das poucas indicações de coleta de secreção para Gram e cultura. A Tratamento: usualmente feito com uma cefalosporina de terceira geração, como ceftriaxona 1 g, IM, dose única. Além do antibiótico oral, prescrever pomada de ciprofloxacina tópica, 4x/dia, ou colírio de ciprofloxacina, de 2/2h. Se houver comprometimento corneano, o ideal é prescrever o colírio de 1/1h. Irrigação abundante com soro fisiológico várias vezes ao dia também é recomendada até resolução da secreção. 2.2.2.3 CONJUNTIVITE POR CLAMÍDIA EM ADULTO (OU CONJUNTIVITE DE INCLUSÃO DO ADULTO) Fisiopatologia: é uma infecção oculogenital causada pelos sorotipos D-K da Chlamydia trachomatis, acometendo adultos jovens sexualmente ativos, que podem apresentar uretrite e cervicite associadas. Manifestação clínica: início subagudo de vermelhidão tipicamente unilateral, lacrimejamento e secreção mucopurulenta. Quando não tratada, acaba evoluindo para uma conjuntivite crônica, que pode persistir por meses. Sinal característico dessa Secreção purulenta, de início hiperagudo Adenopatia pré-auricular dolorosa Úlceras periféricas bacterioscopia pelo Gram revelará diplococos intracelulares Gram- negativos. Por ser uma doença sexualmente transmissível, o ideal é tratar para uma possível coinfecção por clamídia com azitromicina 1 g, VO, dose única. Importante ressaltar que os parceiros sexuais também devem ser tratados com antibióticos orais tanto para gonorreia quanto para clamídia. m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ Prof. Evelyn Ciuffo | Resumo Estratégico | 2023 Síndrome do Olho Vermelho Estratégia MED OFTALMOLOGIA 10 Observe a imagem: Folículos proeminentes em conjuntiva tarsal inferior Tratamento: azitromicina 1 g, VO, dose única, é geralmente o fármaco de escolha. Alternativas: doxiciclina 100 mg, VO, 2x/dia, por 10 dias, ou eritromicina 500 mg, VO, 4x/dia, por uma semana. Lembre-se de que o parceiro sexual também deve ser tratado. doença são os folículos conjuntivais mais proeminentes na conjuntiva tarsal inferior. Adenopatia pré-auricular dolorosa também costuma estar presente. Infiltrados corneanos subepiteliais periféricos costumam aparecer duas a três semanas após o início da conjuntivite. Em adultos, realizar teste de imunofluorescência direta para clamídia, teste de DNA ou cultura da conjuntiva para clamídia. Também pode ser considerado raspado conjuntival para coloração de Giemsa, pois mostra corpos de inclusão citoplasmática basofílicos. Quadro tipicamente unilateral, que pode evoluir para cronicidade Folículos conjuntivais, principalmente em conjuntiva tarsal inferior Adenopatia pré-auricular dolorosa 2.2.2.4 TRACOMA Querido(a) Aluno(a), atenção especial deve ser dada a esse tema muito recorrente nas questões de Oftalmologia! O tracoma é a principal causa irreversível de cegueira em países pobres, especialmente no continente africano. Fisiopatologia: o tracoma é uma ceratoconjuntivite granulomatosa crônica causada pelos sorotipos A, B, Ba e C da Chlamydia trachomatis. Diferente da conjuntivite de inclusão do adulto, esses sorotipos de clamídia são transmitidos pelo contato próximo, diretamente por secreção ocular ou nasal, ou através de insetos veiculadores, como as moscas. Ocorre principalmente em áreas de pobreza e com saneamento básico precário, acometendo sobretudo crianças pequenas. Manifestação clínica: inicia-se sob a forma de uma conjuntivite folicular, com hipertrofia papilar e infiltrado inflamatório que se estende por toda a conjuntiva, especialmente na conjuntiva tarsal superior. Pode evoluir com cicatrizes que tracionam principalmente a pálpebra superior, levando à sua distorção (entrópio) e fazendo m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ Prof. Evelyn Ciuffo | Resumo Estratégico | 2023 Síndrome do Olho Vermelho Estratégia MED OFTALMOLOGIA 11 com que os cílios toquem o olho (triquíase). A inversão dos cílios e seu toque contínuo na córnea pode provocar ulcerações, levando à formação de cicatrizes e opacificação corneana, que podem ocasionar diminuição da acuidade visual até levar à cegueira. A sintomatologia associada ao tracoma inflamatório inclui lacrimejamento, sensação de corpo estranho, fotofobia discreta e secreção purulenta em pequena quantidade. Pacientes que apresentam entrópio, triquíase e ulcerações corneanas referem dor constante. O diagnóstico do tracoma é essencialmente clínico, baseado na história clínica e nos achados oftalmológicos citados acima. Para melhor entendimento, observe as imagens abaixo: Folículos e papilas na conjuntivite tracomatosa Cicatrização da conjuntiva tarsal superior Pannus e neovascularizaçãosuperior Triquíase e entrópio Ceratoconjuntivite granulomatosa crônica Reação folicular, especialmente em conjuntiva tarsal superior Cicatrizes palpebrais (ex.: entrópio, triquíase) m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ Prof. Evelyn Ciuffo | Resumo Estratégico | 2023 Síndrome do Olho Vermelho Estratégia MED OFTALMOLOGIA 12 Tratamento: a Organização Mundial da Saúde aprovou um programa de quatro etapas para o controle do tracoma em áreas endêmicas. Esse programa é conhecido como SAFE e aborda as seguintes etapas: • Cirurgia: o objetivo é corrigir as deformidades palpebrais, como entrópio e triquíase, que colocam os pacientes em risco de cegueira. • Antibióticos para tratar pacientes individuais e administração de medicamentos em massa para reduzir a carga da doença na comunidade. A droga de escolha para casos individuais ou esporádicos é a azitromicina, VO, 20mg/kg (máximo 1g), em dose única. • Limpeza facial para reduzir a transmissão a partir de indivíduos infectados. • Melhoria ambiental (acesso à água potável e melhoria no saneamento básico) para reduzir a transmissão da doença e reinfecção dos pacientes. 2.2.3 CONJUNTIVITE ALÉRGICA Fisiopatologia: é desencadeada por uma reação de hipersensibilidade imediata (tipo I), mediada pela degranulação de mastócitos em resposta à ação da IgE. Manifestação clínica: prurido ocular bilateral, hiperemia conjuntival, secreção aquosa e histórico de alergias. Rinite concomitante é comum, mas muitos pacientes também relatam outras doenças atópicas, como eczema ou asma. Os sinais comumente presentes são: quemose, pálpebras edematosas e avermelhadas, papilas conjuntivais e ausência de linfonodo pré-auricular. Nos pacientes com conjuntivite vernal, podem ser vistas papilas conjuntivais grandes na pálpebra superior ou ao longo do limbo. Além disso, esses pacientes também podem apresentar: úlcera corneana superior em forma de escudo (infiltrado branco-acinzentado estéril), pontos brancos elevados no limbo (pontos de Horner-Trantas) e ceratopatia punctata superficial. Prurido ocular bilateral, histórico de alergias Secreção aquosa e papilas conjuntivais Ausência de linfonodo pré-auricular m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ Prof. Evelyn Ciuffo | Resumo Estratégico | 2023 Síndrome do Olho Vermelho Estratégia MED OFTALMOLOGIA 13 papilas conjuntivais gigantes - conjuntivite vernal Úlcera em escudo Tratamento: • Medidas sintomáticas: incluem a eliminação dos agentes desencadeantes; uso de compressas frias; bem como de lágrimas artificiais. • Anti-histamínicos tópicos, AINEs, estabilizadores de mastócitos ou uma combinação destes. • Corticoides tópicos ou ciclosporina para casos recidivantes. • Anti-histamínicos orais, se necessário. 2.2.4 CONJUNTIVITE NEONATAL resultado da infecção transmitida de mãe para filho durante o parto. As principais causas incluem Chlamydia trachomatis, estafilococos e outras bactérias gram-negativas. Neisseria gonorrhoeae e vírus herpes simples também podem estar envolvidos, embora mais raros. A etiologia da conjuntivite neonatal também pode ser química, sendo importante fazer o diagnóstico diferencial com as causas infecciosas. A conjuntivite neonatal é um tema “queridinho” nas provas de Residência. Fique bem atento aos conceitos abaixo! Fisiopatologia: é definida como uma inflamação da conjuntiva desenvolvida no primeiro mês de vida, frequentemente Observe abaixo: Dentre as causas infecciosas, para a prova, é importante saber diferenciar a conjuntivite gonocócica da conjuntivite por clamídia. Manifestação clínica A conjuntivite química neonatal é causada pelo nitrato de prata tópico, utilizado para profilaxia da oftalmia gonocócica. O quadro costuma surgir poucas horas após a instilação, durando 24 a 36 horas. Geralmente, os sintomas são brandos e o início precoce ajuda a diferenciar a conjuntivite química da conjuntivite infecciosa. A Chlamydia trachomatis é a causa mais comum de conjuntivite neonatal, sendo responsável por até 40% das conjuntivites em neonatos. Costuma manifestar-se dentro das primeiras duas semanas de vida. Sua apresentação pode variar de m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ Prof. Evelyn Ciuffo | Resumo Estratégico | 2023 Síndrome do Olho Vermelho Estratégia MED OFTALMOLOGIA 14 conjuntivite leve, com secreção mucopurulenta mínima, até a forma grave, com edema de pálpebras, secreção abundante e formação pseudomembranosa. Podem ser encontrados corpos de inclusão intracitoplasmática basofílicos em células epiteliais conjuntivais, leucócitos polimorfonucleares ou linfócitos na coloração de Giemsa. A conjuntivite Gonocócica, causada pela Neisseria gonorrhoeae, em geral, manifesta-se nos primeiros dias após o nascimento. Sua apresentação ocorre através de hiperemia conjuntival leve até quemose grave e secreção copiosa. É um quadro grave, podendo evoluir com ulceração corneana rápida e perfuração da córnea. Diplococos gram-negativos intracelulares podem ser observados na coloração de gram. A incidência da oftalmia gonocócica é responsável por menos de 1% dos casos. Secreção mucopurulenta copiosa - conjuntivite gonocócica Observe a imagem : Conjuntivite Neonatal Etiologia Tempo de surgimento do quadro (pós-parto) Química (nitrato de prata) 1 a 36 horas Neisseria gonorrhoeae 24 a 48 horas Chlamydia trachomatis 5 a 14 dias Tratamento: • Conjuntivite química: nenhum tratamento específico precisa ser instituído, devendo o quadro ser reavaliado em 24h. • Conjuntivite por clamídia: eritromicina, 12,5 mg/kg, VO, de 6/6h, por 2 semanas, ou azitromicina, 20 mg/kg, VO, 1 vez/dia, durante 3 dias. • Conjuntivite gonocócica: ceftriaxona 25mg a 50 mg/ kg, IM ou IV, dose única, ou cefotaxima, 100 mg/kg, IM ou IV, mesmo antes da confirmação dos testes. Uma vez instituído o tratamento com antibiótico sistêmico, antibióticos tópicos não são necessários. Também é recomendada lavagem com soro fisiológico, 4x/dia, até que haja melhora em relação à secreção. Deve-se hospitalizar o neonato com oftalmia gonocócica para avaliação de possível infecção gonocócica sistêmica.m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ Prof. Evelyn Ciuffo | Resumo Estratégico | 2023 Síndrome do Olho Vermelho Estratégia MED OFTALMOLOGIA 15 3.0 DEGENERAÇÕES DA CONJUNTIVA 3.1 PTERÍGIO CAPÍTULO Fisiopatologia: caracteriza-se por ser um crescimento subepitelial fibrovascular, de formato triangular, da conjuntiva bulbar em direção ao limbo e à córnea. Pterígio = crescimento subepitelial fibrovascular da conjuntiva bulbar em direção ao limbo e à córnea. Manifestação clínica: em sua fase ativa, o Pterígio pode manifestar-se com inflamação conjuntival localizada e olho vermelho, gerando sintomas como sensação de corpo estranho e irritação ocular. Algumas situações também podem desencadear o quadro inflamatório, como exposição ao vento, água do mar e ar- condicionado. Pode crescer o suficiente para invadir a superfície da córnea a partir do limbo, ocasionando problemas visuais, principalmente se avançar sobre o eixo pupilar. Ele também pode gerar graus variáveis de astigmatismo irregular, decorrente de alterações nos meridianos corneanos. Tratamento: pode ser clínico ou cirúrgico, dependendo da sintomatologia do paciente e do grau de invasão sobre a córnea. O tratamento clínico para pacientes sintomáticos inclui o uso de lágrimas artificiais e esteroides tópicos para controle da inflamação. O tratamento cirúrgico é indicado para graus avançados de pterígio, que comprometam a visão, ou para pacientes sintomáticos que não apresentem melhora com o tratamentoclínico. Com relação à técnica cirúrgica, a excisão simples (técnica “esclera nua”) associa- se a taxas elevadas de recorrência do pterígio. O autoenxerto conjuntival é atualmente a técnica mais utilizada. Observe a imagem abaixo: m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ Prof. Evelyn Ciuffo | Resumo Estratégico | 2023 Síndrome do Olho Vermelho Estratégia MED OFTALMOLOGIA 16 4.0 HEMORRAGIA SUBCONJUNTIVAL CAPÍTULO Manifesta-se com um acúmulo de sangue sob a conjuntiva, comumente em uma área localizada do olho. O sangramento é proveniente de pequenos vasos sanguíneos da superfície. As principais etiologias incluem: idiopática; valsalva (tosse, espirro, constipação ou outras formas de esforço); traumática (pode ser isolada ou estar associada a uma hemorragia retrobulbar ou ruptura do globo ocular); hipertensão arterial descontrolada; distúrbio hemorrágico; medicações antiplaquetárias ou anticoagulantes (ex.: aas, clopidogrel, varfarina). O paciente é assintomático na maioria dos casos. Portanto, não é necessário nenhum tratamento específico e o paciente deve ser orientado sobre o caráter autolimitado da hemorragia, com melhora espontânea dentro de duas a três semanas. Caso o paciente possua doenças sistêmicas subjacentes, como hipertensão, é indicado encaminhar para o clínico geral ou cardiologista, com o objetivo de investigar possível descompensação do quadro. Observe a imagem: Hemorragia subconjuntival temporal m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ Prof. Evelyn Ciuffo | Resumo Estratégico | 2023 Síndrome do Olho Vermelho Estratégia MED OFTALMOLOGIA 17 5.0 PÁLPEBRAS CAPÍTULO 5.1 CALÁZIO Assunto que cai bastante! Fisiopatologia: nodulação palpebral crônica, secundária à obstrução (não infecciosa) de uma glândula meibomiana ou de Zeis. Não apresenta sinais flogísticos. Manifestação clínica: inflamação granulomatosa focal e formação de um nódulo indolor. Geralmente, é absorvido espontaneamente ao longo de duas a oito semanas. Tratamento: compressas mornas, 4x/dia, por 10m a 15min, com massagem suave sobre a lesão. Se após três a quatro semanas de tratamento clínico apropriado não houver melhora, o calázio pode ser removido cirurgicamente, através de incisão e curetagem. Uma alternativa à cirurgia é a injeção de esteroide (0,05 a 0,2 mL de triancinolona 25 mg/mL) dentro da lesão, especialmente se o calázio estiver próximo do canal lacrimal. Nodulação em pálpebra inferior - Calázio m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ Prof. Evelyn Ciuffo | Resumo Estratégico | 2023 Síndrome do Olho Vermelho Estratégia MED OFTALMOLOGIA 18 6.0 CELULITES CAPÍTULO Assunto de grande incidência dentro da Oftalmologia nas provas de Residência! Fique atento(a) e absorva o máximo de conhecimento. 6.1 CELULITE PRÉ-SEPTAL Fisiopatologia: é uma infecção do tecido subcutâneo anterior ao septo orbitário. Com frequência, há um histórico de sinusite, abrasões corneanas locais, hordéolo ou picada de insetos. S. aureus e Streptococcus são os organismos mais comumente envolvidos, mas Haemophilus influenzae deve ser considerado em crianças não imunizadas. Manifestação clínica: edema periorbitário unilateral, pouco ou muito doloroso ao toque, e vermelhidão palpebral. Proptose e quemose estão ausentes. Acuidade visual, reações pupilares e motilidade ocular estão preservadas. Um dado que ajuda a diferenciar da celulite orbitária, é o fato de não cursar com dor à movimentação ocular. Tratamento: antibiótico sistêmico. Geralmente, o principal antibiótico utilizado isoladamente é a Cefalexina, por um período de 10 dias. Observe as imagens: Celulite pré-septal à direita Edema e hiperemia palpebral – Celulite pré-septal Edema periorbitário unilareal Acuidade visual, motilidade ocular e reação pupilar preservadas Ausência de dor à movimentação ocular m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ Prof. Evelyn Ciuffo | Resumo Estratégico | 2023 Síndrome do Olho Vermelho Estratégia MED OFTALMOLOGIA 19 6.2 CELULITE ORBITÁRIA (PÓS-SEPTAL) Fisiopatologia: é uma infecção do tecido subcutâneo posterior ao septo orbitário, mais frequentemente causada pela extensão da infecção dos seios adjacentes, especialmente do seio etmoidal. Os agentes variam de acordo com a etiologia e a idade. Streptococcus pneumoniae está mais associado à infecção dos seios, enquanto Staphylococcus aureus e Streptococcus pyogenes predominam quando a infecção ocorre por trauma local. Tende a ser muito mais grave que a celulite pré-septal, devendo ser diagnosticada e tratada o mais rapidamente possível. Manifestação clínica: dor orbitária intensa, hiperemia e edema palpebral e de tecidos moles adjacentes, hiperemia e quemose conjuntivais, alteração da motilidade ocular, diminuição da acuidade visual, dor à movimentação ocular e exoftalmia. Sinais da infecção primária também podem estar presentes (ex.: coriza, sangramento nasal, sinusite, dor periodontal e edema com abscesso). Febre normalmente está presente. Na suspeita de celulite orbitária, exame de imagem deve ser realizado. TC das órbitas e dos seios paranasais, em cortes axiais e coronais, se possível com contraste. Geralmente, a TC mostra uma Tratamento: hospitalização e antibioticoterapia intravenosa de amplo espectro para cobrir organismos gram-positivos, gram-negativos e anaeróbios por 48 a 72 horas, seguidos por medicação VO durante uma semana. As recomendações específicas do antibiótico variam. Cefalosporina de 2ª ou 3ª geração, como cefotaxima, é uma opção. Observe as imagens: Dor orbitária intensa Alteração da acuidade visual e mobilidade ocular Dor à movimentação ocular e exoftalmia Proptose importante – Celulite orbitária TC mostrando sinusite etmoidal esquerda com abscesso subperiosteal adjacente ao longo da parede medial e do teto da órbita sinusite adjacente (quase sempre etmoidal) e uma coleção orbital subperiosteal. As complicações da celulite orbital incluem: perda da visão por isquemia óptica ou neurite óptica por elevação da pressão intraorbitária; restrição dos movimentos oculares (oftalmoplegia), decorrente da inflamação de partes moles; sequelas intracranianas da disseminação da infecção, resultando em trombose do seio cavernoso, meningite e abscesso cerebral. m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ Prof. Evelyn Ciuffo | Resumo Estratégico | 2023 Síndrome do Olho Vermelho Estratégia MED OFTALMOLOGIA 20 7.0 CÓRNEA CAPÍTULO 7.1 CERATITES Grupo de doenças que cursam com inflamação corneana aguda. São consideradas uma emergência oftalmológica, pois podem evoluir rapidamente com destruição corneana, com potencial de causar danos visuais irreversíveis. Podem ser divididas em dois grandes grupos: ceratites não infecciosas e ceratites infecciosas. Os principais sinais encontrados ao exame oftalmológico na lâmpada de fenda são: Hiperemia conjuntival perilímbica (flush ciliar). Pupilas em leve miose. Sensibilidade à luz pronunciada. Opacidades esbranquiçadas corneanas, que geralmente coram com fluoresceína. Reação de câmara anterior: presença de células dispersas (leucócitos); “flare” (aumento do conteúdo proteico); hipópio (pus na câmara anterior). Manifestação clínica: olho vermelho, dor ocular significativa, fotofobia intensa, blefaroespasmo e redução da acuidade visual. Secreção mucopurulenta, em quantidade pequena, pode ser vista nas ceratites bacterianas. Opacidade corneana inferior m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ubo ♥ Prof. Evelyn Ciuffo | Resumo Estratégico | 2023 Síndrome do Olho Vermelho Estratégia MED OFTALMOLOGIA 21 7.1.1 CERATITE BACTERIANA Fisiopatologia: bactérias são a causa mais comum de ceratite. Em geral, acredita-se que as infecções corneanas sejam bacterianas até que se prove o contrário, por estudos laboratoriais, ou até que um teste terapêutico com antibióticos tópicos tenha falhado. Os principais patógenos envolvidos são Staphylococcus, Pseudomonas, Streptococcus, Moraxella e Serratia. Os principais fatores de risco para ceratites bacterianas são: uso inadequado de lentes de contato; síndrome do olho seco; anormalidades das pálpebras e cílios, levando ao trauma mecânico contínuo da córnea (triquíase, entrópio); história de trauma ou queimadura; cirurgias oculares, como refrativa. Manifestação clínica: opacidade branca focal (infiltrado) no estroma corneano. Quando há perda de estroma com um defeito epitelial sobreposto, a lesão impregna-se com fluoresceína. Também podem estar presentes: edema de pálpebra superior, secreção mucopurulenta, injeção conjuntival, edema estromal, hipópio, afinamento corneano. O diagnóstico é suspeitado clinicamente, sendo indicada coleta de material (raspado corneano) para gram e cultura. Tratamento: antibióticos tópicos de largo espectro, como as fluoroquinolonas (ex.: moxifloxacina, gatifloxacina, besifloxacino). O uso de colírio de corticoide, com o objetivo de reduzir o risco de lesões cicatriciais, só deve ser iniciado após melhora clínica inquestionável pelo colírio antibiótico. Injeção ciliar, opacidade esbranquiçada acometendo o eixo visual e hipópio em paciente com ceratite bacteriana em atividade Úlcera corando com fluoresceína m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ Prof. Evelyn Ciuffo | Resumo Estratégico | 2023 Síndrome do Olho Vermelho Estratégia MED OFTALMOLOGIA 22 7.1.2 CERATITE HERPÉTICA A doença ocular herpética é a causa infecciosa mais comum de cegueira corneana em países desenvolvidos, sendo causada pelo vírus herpes simples tipo 1. A maioria dos pacientes desenvolvem ceratite como um quadro recorrente, em que há uma reativação do vírus que estava latente no gânglio sensorial do hospedeiro. Geralmente, a maioria das infecções primárias é subclínica e ocorre na infância. Existe uma série de fatores estressores que levam à reativação clínica do vírus, como febre, alteração hormonal, estresse, radiação ultravioleta, cirurgia e lesão do trigêmeo. A ceratite herpética pode manifestar-se de quatro formas distintas: ceratite epitelial, ceratite disciforme, ceratite estromal necrotizante e ulceração neurotrófica. Para a prova de Residência, a mais importante é a ceratite epitelial, sendo ela nosso foco no momento. 7.1.2.1 CERATITE EPITELIAL HERPÉTICA A ceratite epitelial está associada à replicação ativa do vírus. A apresentação pode ser em qualquer idade, com desconforto unilateral leve, vermelhidão, fotofobia, lacrimejamento e alteração da acuidade visual. O sinal oftalmológico mais sugestivo é a presença de uma úlcera com ramificações lineares (dendríticas), localizada Úlcera dendrítica central, com bulbos terminais, corando com fluoresceína frequentemente na região central da córnea. As extremidades da úlcera têm característicos brotos terminais, e o fundo da úlcera cora bem com fluoresceína. A sensibilidade corneana está normalmente diminuída. Os pacientes também podem apresentar erupções vesiculares da pele, como, por exemplo, na pálpebra. Geralmente, a úlcera resolve-se dentro de uma a duas semanas, embora em alguns casos possam evoluir com úlceras mais extensas, que podem assumir a configuração geográfica ou ameboide. O tratamento inadvertido com corticoides pode desencadear essa evolução desfavorável. Tratamento: o tratamento da ceratite epitelial ativa (dendrítica ou geográfica) é com antivirais tópicos por sete a dez dias. No Brasil, o único disponível no mercado é o aciclovir pomada 3% (zovirax). Uma opção à terapia tópica é o aciclovir oral, 400 mg/ dia 5x/dia. Os corticoides são formalmente contraindicados na ceratite herpética em atividade, pelo risco de progressão para lesão estromal. Ceratite epitelial herpética Úlcera dendrítica corando com fluoresceína Sensibilidade corneana reduzida m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ Prof. Evelyn Ciuffo | Resumo Estratégico | 2023 Síndrome do Olho Vermelho Estratégia MED OFTALMOLOGIA 23 8.0 UVEÍTE ANTERIOR CAPÍTULO Caro(a) Aluno(a), esse assunto é de grande relevância dentro da Oftalmologia! A uveíte é definida como uma inflamação do trato uveal (íris, corpo ciliar e coroide). Ela pode ser classificada anatomicamente como: Uveíte anterior: localizada primariamente no segmento anterior do olho. Uveíte intermediária: localizada na cavidade vítrea e/ou região da pars plana (parsplanite). Quase sempre é idiopática. Uveíte posterior: qualquer forma de retinite, coroidite ou inflamação do disco óptico. A principal causa é a toxoplasmose. Panuveíte: inflamação comprometendo as estruturas anteriores, intermediárias e posteriores. A forma idiopática, a sarcoidose e a doença de Behçet são suas causas mais comuns. m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ Prof. Evelyn Ciuffo | Resumo Estratégico | 2023 Síndrome do Olho Vermelho Estratégia MED OFTALMOLOGIA 24 Neste capítulo, falaremos sobre as uveítes anteriores, que representam quase 80% dos casos de uveíte na prática médica, sendo uma das principais causas de síndrome do olho vermelho. Possuem grande associação com doenças sistêmicas, especialmente as doenças reumatológicas. Etiologia: vamos especificar abaixo as principais doenças relacionadas à uveíte anterior: • Espondiloartropatias soronegativas: representam mais de 50% dos casos de uveíte anterior e incluem as uveítes anteriores relacionadas ao HLA-B27, síndrome de Reiter, doença intestinal inflamatória, espondilite anquilosante e artrite psoriática. A uveíte anterior aguda associada a HLA-B27 é tipicamente unilateral, grave, recidivante e vinculada a uma incidência maior de sinéquias posteriores. Na síndrome de Reiter, o achado ocular mais comum é a conjuntivite, afetando aproximadamente 30% a 60% dos pacientes e sendo geralmente bilateral e autolimitada. Uveíte anterior aguda ocorre em aproximadamente 12% dos pacientes com síndrome de Reiter, sendo geralmente recorrente, grave, com borramento visual, sinéquias posteriores, precipitados ceráticos, células e fibrina na câmara anterior. Na espondilite anquilosante, a uveíte anterior aguda ocorre em 25% dos pacientes. Cada um dos olhos é afetado com frequência em diferentes momentos, mas o acometimento bilateral simultâneo é raro. Não costuma haver correlação entre a gravidade da atividade inflamatória ocular com a atividade inflamatória articular. • Artrite idiopática juvenil (AIJ): é a doença mais comum associada à uveíte anterior na infância. A manifestação pauciarticular (comprometimento de quatro ou mais articulações) é responsável por 60% dos casos e, nesse grupo, a uveíte está presente em 20% das crianças. Diferente de outras doenças, a uveíte anterior manifesta-se de forma assintomática nesses pacientes, sendo detectada em exames de rotina. A uveíte costuma ser crônica e não granulomatosa e o olho mantém-se “branco” mesmo na presença de inflamação grave. • Sarcoidose: uveíte é a manifestação ocular mais comum da sarcoidose, podendo ocorrer na forma anterior, posterior ou intermediária. A uveíte anterior crônica tende a ser granulomatosa, manifestando-se com nódulos de íris e sinéquias periféricas. • Síndrome de Behçet: geralmente, apresenta-se com a tríade: úlceras orais + úlceras genitais + uveíte. Em geral, as manifestaçõesoculares aparecem em um período de dois anos após o surgimento das ulcerações orais. A doença ocular costuma ser bilateral, sendo a uveíte anterior aguda uma de suas manifestações. A uveíte anterior costuma estar associada a um hipópio (pus na câmara anterior) móvel transitório. Manifestações clínicas A apresentação da uveíte anterior aguda é o mais importante para a prova, pois geralmente as questões apresentam um quadro clínico e perguntam qual é o diagnóstico. Vamos listar abaixo os principais sinais e sintomas: Sintomas: início súbito de dor ocular intensa unilateral, fotofobia e lacrimejamento. Sinais (IMPORTANTE): • Hiperemia conjuntival e perilímbica. • Pupila em miose. • Borramento visual de grau variado. • Redução transitória da pressão intraocular. • Reação de câmara anterior: presença de células ou “flare” no aquoso. • Hipópio: coleção de pus estéril na câmara anterior. Está presente em apenas algumas uveítes anteriores, como nas uveítes HLA-B27 positivas e na doença de Behçet. • Precipitados ceráticos: impregnação endotelial por vários tipos de células, originando uma aparência “empoeirada” na córnea. • Sinéquias posteriores: representam aderências entre a íris e o cristalino, decorrentes do processo inflamatório. m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ Prof. Evelyn Ciuffo | Resumo Estratégico | 2023 Síndrome do Olho Vermelho Estratégia MED OFTALMOLOGIA 25 Observe: Hiperemia conjuntival e hipópio em paciente com uveíte anterior Precipitados ceráticos em paciente com uveíte anterior Sinéquias posteriores em paciente com uveíte anterior Tratamento: 1. Cicloplégico tópico: tem como objetivo aliviar a dor do paciente e prevenir a formação de sinéquias posteriores. Os mais usados são: atropina 1% e ciclopentolato 1%. 2. Esteroide tópico: é a base do tratamento, agindo como um potente anti-inflamatório. O mais usado é o acetato de prednisolona 1%. 3. Esteroide sistêmico ou terapia imunossupressora: deve ser considerado se não houver melhora com os esteroides tópicos. 4. Terapia específica: se for determinada a etiologia exata para a uveíte anterior, então o tratamento sistêmico específico deve ser instituído, de acordo com a doença de base. Atenção! Para as provas, uma das coisas mais importantes é saber fazer o diagnóstico diferencial entre uveíte anterior e crise aguda de glaucoma. Observe: Uveíte anterior aguda Crise aguda de glaucoma Hiperemia pericerática Hiperemia pericerática Dor unilateral Dor unilateral Pupila em miose Pupila em média midríase PIO baixa PIO alta (> 40 mmHg) Precipitados ceráticos Edema de córnea m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ Prof. Evelyn Ciuffo | Resumo Estratégico | 2023 Síndrome do Olho Vermelho Estratégia MED OFTALMOLOGIA 26 Dor ocular � Midríase � Miose � Glaucoma � Uveíte Hiperemia pericerática Embaçamento visual Pensar em glaucoma agudo ou uveíte PUPILA m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ Prof. Evelyn Ciuffo | Resumo Estratégico | 2023 Síndrome do Olho Vermelho Estratégia MED OFTALMOLOGIA 27 9.0 VIAS LACRIMAIS CAPÍTULO As vias lacrimais são constituídas por: pontos lacrimais, canalículos, saco lacrimal e ducto nasolacrimal. Os canalículos lacrimais são divididos em superior e inferior; eles perfuram a periórbita e fundem-se ao canalículo comum, que desemboca no saco lacrimal, uma dilatação localizada no osso lacrimal. O ducto nasolacrimal percorre a parede lateral da mucosa nasal, terminando no meato nasal inferior. A lágrima é produzida na glândula lacrimal e, por ação do músculo orbicular, a lágrima acumulada no menisco lacrimal é levada ao canto interno do olho, entrando nos canalículos superiores e inferiores por capilaridade e por sucção. O canalículo superior drena 50% da lágrima e o inferior os outros 50%. Quando os olhos se abrem, os músculos relaxam, o saco lacrimal colapsa e a pressão positiva formada força as lágrimas para o ducto nasolacrimal e, posteriormente, para o nariz. Veja a imagem: m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ Prof. Evelyn Ciuffo | Resumo Estratégico | 2023 Síndrome do Olho Vermelho Estratégia MED OFTALMOLOGIA 28 9.1 DACRIOCISTITE (INFLAMAÇÃO DO SACO LACRIMAL) Fisiopatologia: infecção do saco lacrimal, aguda ou crônica, geralmente secundária à obstrução do ducto nasolacrimal. As bactérias gram-positivas, como Staphylococcus aureus, são os patógenos mais comumente associados. Acomete com mais frequência mulheres após os 40 anos. A estenose idiopática é a causa mais comum, responsável por 75% dos casos. Outras causas incluem trauma, sarcoidose e granulomatose de Wegener. Dacriocistite = infecção do saco lacrimal Manifestação clínica: dor, vermelhidão e edema sobre o saco lacrimal no canto interno da pálpebra inferior, podendo estender-se ao redor da área periorbital nasalmente. Secreção Vermelhidão e edema na anatomia do saco lacrimal – Dacriocistite aguda mucoide ou purulenta pode ser vista quando se aplica pressão sobre o saco lacrimal. Tratamento: compressas mornas e antibiótico oral. Em adultos com quadro leve e que estejam sistemicamente bem, a cefalexina 500 mg, VO, 6/6h, é a droga de escolha. É importante evitar a drenagem cirúrgica percutânea, pelo risco aumentado de desenvolvimento de fístula lacrimal. Após resolução do quadro agudo, considerar a correção cirúrgica (ex.: dacriocistorrinostomia), em particular nos casos de dacriocistite crônica. 9.2 OBSTRUÇÃO CONGÊNITA DO DUCTO NASOLACRIMAL Fisiopatologia: resultado de uma membrana não perfurada congenitamente na extremidade distal do ducto nasolacrimal sobre a válvula de Hasner. O quadro resolve-se espontaneamente, na maioria dos casos, nos primeiros 12 meses de vida, com canalização completa do ducto. Manifestação clínica: recém-nascido mantém olho com aspecto úmido, com lacrimejamento constante ou intermitente. Uma leve pressão sobre o saco lacrimal pode causar refluxo de material mucopurulento pelo ponto lacrimal. O olho costuma estar branco, sem hiperemia conjuntival. O principal diagnóstico diferencial é o glaucoma congênito, que também se apresenta com lacrimejamento no recém-nascido. Olho branco e lacrimejante em recém-nascido m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ Prof. Evelyn Ciuffo | Resumo Estratégico | 2023 Síndrome do Olho Vermelho Estratégia MED OFTALMOLOGIA 29 Tratamento: 1. Massagem do saco lacrimal, 4x/dia, pelos pais. Deve ser acompanhada de higiene palpebral. 2. Prescrever antibiótico tópico conforme necessário, para controlar a secreção mucopurulenta, se presente. 3. Sondagem do sistema lacrimal: somente se a obstrução do ducto nasolacrimal persistir além de um ano de idade (antes disso, a canalização espontânea é provável). m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ Prof. Evelyn Ciuffo | Resumo Estratégico | 2023 Síndrome do Olho Vermelho Estratégia MED OFTALMOLOGIA 30 10.0 ÓRBITA 10.1 DOENÇA OCULAR TIREOIDIANA CAPÍTULO Fisiopatologia: a doença de Graves, o subtipo mais comum de hipertireoidismo, é um distúrbio endócrino, de etiologia autoimune, que pode incidir em qualquer grupo etário, mas principalmente nas terceira e quarta décadas de vida, sendo muito mais frequente em mulheres. Essa desordem autoimune pode cursar com importantes alterações oculares, ao que chamamos de oftalmopatia de Graves. No paciente com doença de Graves, o principal fator de risco para o desenvolvimento da doença ocular tireoidiana é o tabagismo A relação temporal entre o hipertireoidismoe o início das manifestações oftalmológicas é variável. Portanto, a oftalmopatia não necessariamente segue a disfunção tireóidea associada, podendo ocorrer meses ou anos antes e depois da disfunção da tireoide. Manifestação clínica As principais manifestações clínicas da doença ocular tireoidiana são: • Envolvimento de tecidos moles: pode manifestar-se com hiperemia conjuntival, edema periorbitário e ceratoconjuntivite. • Retração palpebral: pode ocorrer em 50% dos pacientes. • Exoftalmia (protusão anormal do globo ocular): é quase sempre bilateral, em geral, relativamente simétrica. • Miopatia restritiva: inicialmente, ocorre pelo edema inflamatório e, tardiamente, em virtude de fibrose. A fibrose muscular pode ocasionar visão dupla. O músculo reto inferior é o mais comumente envolvido, seguido pelo reto medial, reto superior e reto lateral. • Neuropatia óptica: é uma complicação incomum, porém bastante grave. É decorrente da compressão do nervo óptico ou da alteração do suprimento sanguíneo no ápice da órbita por aumento e congestão dos músculos retos. Vale lembrar que, durante a evolução das alterações oculares, o processo não segue necessariamente cada uma das fases acima descritas, podendo o paciente passar de uma fase para outra, sem seguir rigorosamente uma ordem. Retração palpebral, exoftalmia e hiperemia conjuntival em paciente com oftalmopatia de Graves m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ Prof. Evelyn Ciuffo | Resumo Estratégico | 2023 Síndrome do Olho Vermelho Estratégia MED OFTALMOLOGIA 31 Baixe na Google Play Baixe na App Store Aponte a câmera do seu celular para o QR Code ou busque na sua loja de apps. Baixe o app Estratégia MED Preparei uma lista exclusiva de questões com os temas dessa aula! Acesse nosso banco de questões e resolva uma lista elaborada por mim, pensada para a sua aprovação. Lembrando que você pode estudar online ou imprimir as listas sempre que quiser. Resolva questões pelo computador Copie o link abaixo e cole no seu navegador para acessar o site Resolva questões pelo app Aponte a câmera do seu celular para o QR Code abaixo e acesse o app https://bit.ly/2Zbx6Sr m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ https://bit.ly/2Zbx6Sr m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ Prof. Evelyn Ciuffo | Resumo Estratégico | 2023 Síndrome do Olho Vermelho Estratégia MED OFTALMOLOGIA 32 12.0 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. CONSELHO BRASILEIRO DE OFTALMOLOGIA. Série Oftalmológica Brasileira. 3ª Edição. Rio de Janeiro: Grupo Gen. 2. KANSKI, Jack J.; BOWLING, Brad. Oftalmologia Clínica, Uma Abordagem Sistemática. 7ª Edição. Rio de Janeiro: Elsevier. 3. WEBSITE: ARQUIVOS BRASILEIROS DE OFTALMOLOGIA. http://www.scielo.br/abo. 4. WILKINSON, C. P.; HINTON, David R.; SADDA, SriniVas; WIEDEMANN, Peter. Ryan´s Retina. 6ª Edição. Rio de Janeiro: Elsevier. 5. GERSTENBLITH, Adam. T.; RABINOWITZ, Michael. P. Manual de Doenças Oculares do Wills Eye Hospital, Diagnóstico e tratamento no consultório e na emergência. 6ª Edição. Artmed. CAPÍTULO m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ Prof. Evelyn Ciuffo | Resumo Estratégico | 2023 Síndrome do Olho Vermelho Estratégia MED OFTALMOLOGIA 33 13.0 CONSIDERAÇÕES FINAIS Querido(a) Aluno(a), terminamos agora o conteúdo do nosso livro-resumo digital. Aqui você encontra os principais assuntos cobrados dentro de “Síndrome do Olho Vermelho”, avaliados de acordo com nossa engenharia reversa. Lembre-se de que temos uma versão mais detalhada dessa aula em nosso curso extensivo. Vale a pena conferir para entender mais a fundo algumas nuances que examinadores podem cobrar. Além disso, é fundamental para seu estudo treinar fazendo questões, que estão disponíveis em nosso sistema de questões virtual (SQMED). Caso tenha dúvidas, estou disponível através do nosso fórum de dúvidas. Até a próxima aula! Profª Evelyn Ciuffo CAPÍTULO m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ Prof. Evelyn Ciuffo | Resumo Estratégico | 2023 Síndrome do Olho Vermelho Estratégia MED OFTALMOLOGIA 34 m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ 1.0 Introdução 2.0 Conjuntiva 2.1 Achados Clínicos de Inflamação da Conjuntiva 2.2 Conjuntivites 2.2.1 Conjuntivite Viral 2.2.2 Conjuntivite Bacteriana 2.2.2.1 Conjuntivite Bacteriana Aguda 2.2.2.2 Conjuntivite Gonocócica 2.2.2.3 Conjuntivite por Clamídia em Adulto (ou Conjuntivite de Inclusão do Adulto) 2.2.2.4 Tracoma 2.2.3 Conjuntivite Alérgica 2.2.4 Conjuntivite Neonatal 3.0 Degenerações da Conjuntiva 3.1 Pterígio 4.0 Hemorragia Subconjuntival 5.0 Pálpebras 5.1 Calázio 6.0 Celulites 6.1 Celulite Pré-Septal 6.2 Celulite Orbitária (Pós-Septal) 7.0 Córnea 7.1 Ceratites 7.1.1 Ceratite Bacteriana 7.1.2 Ceratite Herpética 7.1.2.1 Ceratite Epitelial Herpética 8.0 Uveíte Anterior 9.0 Vias Lacrimais 9.1 Dacriocistite (Inflamação do Saco Lacrimal) 9.2 Obstrução Congênita do Ducto Nasolacrimal 10.0 Órbita 10.1 Doença Ocular Tireoidiana 11.0 LISTA DE QUESTÕES 12.0 Referências Bibliográficas 13.0 Considerações finais