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<p>Direito Processual Penal – Das Questões e Processos Incidentes</p><p>(VUNESP/TJ-SP/2018)</p><p>01) O curso da ação penal ficará suspenso até a sentença transitar em julgado no juízo cível, sem prejuízo</p><p>de produção das provas de natureza urgente, cabendo contra essa decisão recurso em sentido estrito.</p><p>Comentário:</p><p>Depende do tipo de questão prejudicial. O prazo de suspensão na Questão Prejudicial Obrigatória é até o trânsito</p><p>em julgado, já o prazo na Questão Prejudicial Relativa fica a cargo do juiz.</p><p>CPP/41, Art. 92. Se a decisão sobre a existência da infração depender da solução de controvérsia, que o juiz</p><p>repute séria e fundada, sobre o estado civil das pessoas, o curso da ação penal ficará suspenso até que no</p><p>juízo cível seja a controvérsia dirimida por sentença passada em julgado, sem prejuízo, entretanto, da</p><p>inquirição das testemunhas e de outras provas de natureza urgente. (Suspensão Obrigatória, assim como a</p><p>prescrição.).</p><p>Parágrafo único. Se for o crime de ação pública, o Ministério Público, quando necessário, promoverá a ação</p><p>civil ou prosseguirá na que tiver sido iniciada, com a citação dos interessados.</p><p>CPP/41, Art. 93. Se o reconhecimento da existência da infração penal depender de decisão sobre questão diversa</p><p>da prevista no artigo anterior, da competência do juízo cível, e se neste houver sido proposta ação para resolvê-</p><p>la, o juiz criminal poderá, desde que essa questão seja de difícil solução e não verse sobre direito cuja prova a</p><p>lei civil limite, suspender o curso do processo, após a inquirição das testemunhas e realização das outras</p><p>provas de natureza urgente. (Suspensão Facultativa).</p><p>§ 1º. O juiz marcará o prazo da suspensão, que poderá ser razoavelmente prorrogado, se a demora não for</p><p>imputável à parte. Expirado o prazo, sem que o juiz cível tenha proferido decisão, o juiz criminal fará</p><p>prosseguir o processo, retomando sua competência para resolver, de fato e de direito, toda a matéria da</p><p>acusação ou da defesa.</p><p>§ 2 º. Do despacho que denegar a suspensão não caberá recurso. (Caso seja aceita a suspensão é cabível</p><p>RESE).</p><p>§ 3 º. Suspenso o processo, e tratando-se de crime de ação pública, incumbirá ao Ministério Público intervir</p><p>imediatamente na causa cível, para o fim de promover-lhe o rápido andamento.</p><p>Questão Prejudicial</p><p>Questão Prejudicial Obrigatória Questão Prejudicial Facultativa</p><p>Refere-se ao estado civil das pessoas.</p><p>Questão que não se refira ao estado civil das</p><p>pessoas.</p><p>Suspensão obrigatória, caso a questão seja séria e</p><p>fundada;</p><p>Suspensão facultativa, ou seja, o juiz pode</p><p>suspender.</p><p>Recurso Recurso</p><p>Processo Suspenso</p><p>Processo não</p><p>Suspenso</p><p>Processo Suspenso</p><p>Processo não</p><p>Suspenso</p><p>Cabe RESE (CPP/41,</p><p>Art. 581. XVI.).</p><p>Irrecorrível, no entanto a</p><p>doutrina entende ser</p><p>possível Habeas Corpus</p><p>ou Correição Parcial.</p><p>Cabe RESE (CPP/41,</p><p>Art. 581. XVI.).</p><p>Irrecorrível, no entanto a</p><p>doutrina entende ser</p><p>possível Habeas</p><p>Corpus.</p><p>Gabarito: Errado.</p><p>(MPE-PR/MPE-PR/2016)</p><p>02) A exceção de incompetência deverá ser necessariamente oposta por escrito, procedendo-se à sua</p><p>autuação em apartado, dando-se continuidade ao trâmite do processo principal.</p><p>Comentário:</p><p>CPP/41, Art. 108. A exceção de incompetência do juízo poderá ser oposta, verbalmente ou por escrito, no</p><p>prazo de defesa.</p><p>§ 1 º. Se, ouvido o Ministério Público, for aceita a declinatória, o feito será remetido ao juízo competente, onde,</p><p>ratificados os atos anteriores, o processo prosseguirá.</p><p>§ 2 º. Recusada a incompetência, o juiz continuará no feito, fazendo tomar por termo a declinatória, se formulada</p><p>verbalmente.</p><p>Gabarito: Errado.</p><p>(CESPE/STJ/2018)</p><p>03) Quando a questão demandar ampla dilação probatória, o incidente de restituição, instaurado em razão</p><p>de a coisa ter sido apreendida em poder de terceiro de boa-fé, será resolvido no juízo cível.</p><p>Comentário:</p><p>CPP/41. Art. 120. A restituição, quando cabível, poderá ser ordenada pela autoridade policial ou juiz, mediante</p><p>termo nos autos, desde que não exista dúvida quanto ao direito do reclamante.</p><p>§ 1 º. Se duvidoso esse direito, o pedido de restituição autuar-se-á em apartado, assinando-se ao requerente o</p><p>prazo de 5 (cinco) dias para a prova. Em tal caso, só o juiz criminal poderá decidir o incidente.</p><p>§ 2 º. O incidente autuar-se-á também em apartado e só a autoridade judicial o resolverá, se as coisas forem</p><p>apreendidas em poder de terceiro de boa-fé, que será intimado para alegar e provar o seu direito, em prazo</p><p>igual e sucessivo ao do reclamante, tendo um e outro dois dias para arrazoar.</p><p>§ 3 º. Sobre o pedido de restituição será sempre ouvido o Ministério Público.</p><p>§ 4 º. Em caso de dúvida sobre quem seja o verdadeiro dono, o juiz remeterá as partes para o juízo cível,</p><p>ordenando o depósito das coisas em mãos de depositário ou do próprio terceiro que as detinha, se for pessoa</p><p>idônea.</p><p>§ 5 º. Tratando-se de coisas facilmente deterioráveis, serão avaliadas e levadas a leilão público, depositando-</p><p>se o dinheiro apurado, ou entregues ao terceiro que as detinha, se este for pessoa idônea e assinar termo de</p><p>responsabilidade.</p><p>Restituição</p><p>Se duvidoso o direito à restituição Se duvidoso o verdadeiro dono</p><p>O juiz criminal poderá decidir o incidente. O juiz remeterá as partes para o juízo cível.</p><p>Gabarito: Correto.</p><p>(CESPE/TJ-DFT/2015)</p><p>04) O arresto preventivo de determinado imóvel deverá ser revogado se, em quinze dias da sua</p><p>determinação, não for promovido o processo de inscrição da hipoteca legal.</p><p>Comentário:</p><p>CPP/41, Art. 136. O arresto do imóvel poderá ser decretado de início, revogando-se, porém, se no prazo de 15</p><p>(quinze) dias não for promovido o processo de inscrição da hipoteca legal.</p><p>Gabarito: Correto.</p><p>(CESPE/PG-DF/2013)</p><p>05) Conforme jurisprudência pacificada no STJ, a participação de membro do MP na fase investigatória</p><p>criminal acarreta, por esse fato, a sua suspeição para o oferecimento da respectiva denúncia.</p><p>Comentário:</p><p>STJ/Súmula 234</p><p>A participação de membro do Ministério Público na fase investigatória criminal não acarreta o seu</p><p>impedimento ou suspeição para o oferecimento da denúncia.</p><p>Gabarito: Errado.</p><p>OFERTA IMPERDÍVEL + BÔNUS!</p><p>DESCUBRA COMO GABARITAR SUA</p><p>PROVA COM O COMBO PENAL E</p><p>CONSEGUIR SUA TÃO SONHADA</p><p>APROVAÇÃO!</p><p>Clique no destaque abaixo para garantir</p><p>60% DE DESCONTO por Tempo Limitado!</p><p>CLIQUE AQUI!</p><p>https://edzz.la/XT4NT?a=65124803&utm_source=telegram&utm_content=telegram</p><p>https://edzz.la/XT4NT?a=65124803&utm_source=telegram&utm_content=telegram</p>