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7 FICHAMENTO
TEMA 1 – Direitos Educacionais das Pessoas com Deficiência na Legislação Brasileira
-Fichamento da obra 1 
	“A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.” (BRASIL, 1988, art. 205)
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado Federal, 1988.
	O Direito a educação das pessoas com deficiência é garantido por diversos dispositivos legais, que buscam assegurar a inclusão e a desigualdade de oportunidades. A Constituição Federal de 1988 estabelece que a educação é um direito de todos, garantindo igualdade de condições para o acesso e a permanência no ensino. Esse marco normativo é fundamental para assegurar que as pessoas com deficiência não sejam excluídas do sistema educacional.
-Fichamento da obra 2 
	“O poder público deve assegurar, em todos os níveis e modalidades de ensino, a oferta de educação inclusiva, com a efetiva participação das pessoas com deficiência, assegurando o direito à educação básica, profissional, superior e à educação de jovens e adultos, sem qualquer forma de discriminação. ” (Brasil, 2015, p. 34)
BRASIL. Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015. Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (LBI). Brasília, DF: Senado Federal, 2015.
	O Estatuto da Pessoa com deficiência (Lei nº 13.146/2015) reforça os direitos da pessoa com deficiência, determinando a acessibilidade no ensino e a proibição de cobrança adicional para alunos com deficiência. No entanto, apesar dos avanços legais, a efetivação desses direitos ainda encontra desafios, como a falta de infraestrutura adequada e a necessidade de formação continuada dos profissionais da educação.
-Fichamento da obra 3 
“A inclusão escolar deve ser entendida como um processo contínuo de eliminação de barreiras para a aprendizagem e participação de todos os estudantes, especialmente aqueles com deficiência.” (MONTOAN, 2006, p.78)
MONTOAN, Maria Teresa Eglér. Inclusão escolar: o quê? Por quê? Como fazer? São Paulo: Moderna, 2006.
	Conforme pensamento de Montoan (2009), a inclusão escolar deve ser compreendida como um processo constante de eliminação de obstáculos a aprendizagem e a participação de todos os estudantes, em especial aos que possuem algum tipo de deficiência. No âmbito do Serviço Social, isso significa que o assistente social deve trabalhar em prol da defesa dos direitos das pessoas com deficiência, garantindo o direito essencial ao acesso à educação. A eliminação de barreiras estruturais nas escolas é fundamental para que haja a transformação de mentalidades sociais, de modo a criar um ambiente escolar não só mais inclusivo, mas também acolhedor, onde seja possível que todos tenham acesso a educação de qualidade, sem nenhuma distinção.
-Fichamento da obra 4
“As escolas regulares devem se transformar para garantir condições de acesso e permanência, com a disponibilização de recursos pedagógicos que promovam a inclusão das pessoas com deficiência. ” (BRASIL, Lei 13.146/2015, art 28)
BRASIL. Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015. Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (LBI). Brasília, DF: Senado Federal, 2015.
	A Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência traz avanços importantes ao determinar que escolas regulares devem ser inclusivas, garantindo recursos e acessibilidade para o pleno desenvolvimento dos alunos com deficiência.
TEMA 2 – Barreiras ao Acesso à Educação das Pessoas com Deficiência no Contexto Local
-Fichamento da obra 1
“A acessibilidade arquitetônica e urbanística ainda se apresenta como um dos maiores desafios para a inclusão de pessoas com deficiência nos ambientes escolares.” (CARVALHO, 2009, p. 102)
CARVALHO, R. E. Inclusão: a educação para além das diferenças. Porto Alegre: Artmed, 2009.
	Apesar das garantias legais, o acesso à educação para pessoas com deficiência ainda enfrenta barreiras significativas. Em Campos dos Goytacazes, os desafios incluem barreiras arquitetônicas (falta de acessibilidade nas escolas), pedagógicas (dificuldade na adaptação curricular) e atitudinais (preconceito e falta de capacitação de docentes). 
-Fichamento da obra 2
“A exclusão social e as barreiras atitudinais presentes nas relações sociais destacam que a sociedade muitas vezes reforça preconceitos e desigualdades, dificultando o acesso das pessoas em situação de vulnerabilidade e direitos fundamentais.” (IAMAMOTO, 2008, p. 156)
IAMAMOTO, M. V. O Serviço Social na Contemporaneidade: trabalho e formação profissional. São Paulo: Cortez, 2008.
	A formação continuada dos profissionais da educação é essencial para garantir um ensino inclusivo e eficaz. Iniciativas como a Escola de Aprendizagem Inclusiva (EAI) buscam mitigar essas barreiras atitudinais, oferecendo suporte especializado e promovendo estratégias de ensino adaptadas.
-Fichamento da obra 3 
“As barreiras arquitetônicas e atitudinais são fatores determinantes que impedem o acesso das pessoas com deficiência a espaços de ensino e aprendizagem de forma plena. ” (SASSAKI, 2010, p. 39)
SASSAKI, Romeu Kazumi. Inclusão: construindo uma sociedade para todos. Rio de Janeiro: WVA, 2010.
	O acesso à educação no contexto local enfrenta barreiras físicas e atitudinais que limitam o ingresso e a permanência de pessoas com deficiência no sistema educacional, especialmente em municípios com infraestrutura precária.
-Fichamento da obra 4
“O contexto local muitas vezes expõe a precariedade das políticas públicas, o que reforça a exclusão daqueles que deveriam ser incluídos pelo próprio sistema educacional. ” (CARVALHO), 2009, p. 78) 
CARVALHO, Rosita Edler. Educação inclusiva: com os pingos nos is. Porto Alegre: Mediação, 2009.
	Em Campos dos Goytacazes, a deficiência na articulação entre políticas públicas e instituições locais, como escolas e associações, agrava o cenário de exclusão educacional, destacando a necessidade de um planejamento mais eficaz.
-Fichamento da obra 4 
“Sem a formação continuada de professores e o fornecimento de recursos, a inclusão torna-se apenas uma diretriz sem aplicação prática. ” (GUERRA, 2010, p. 67)
GUERRA, M.A. Educação Inclusiva: desafios e possibilidades. São Paulo: Cortez, 2010.
	A falta de formação dos educadores para lidar com as demandas específicas dos alunos com deficiência constitui uma barreira significativa à inclusão no ambiente escolar.
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TEMA 3 – O Papel do Assistente Social na Defesa dos Direitos Educacionais
-Fichamento da obra 1 
“O Serviço Social na educação não se restringe à assistência, mas assume um caráter político e técnico na defesa dos direitos educacionais, promovendo ações de inclusão e cidadania. ” (GUERRA, 2010, p. 67)
GUERRA, M.A. Serviço Social e educação: desafios e possibilidades de atuação. São Paulo: Cortez, 2010.
	O assistente social desempenha um papel fundamental na defesa e mediação dos direitos educacionais das pessoas com deficiência, atuando na articulação entre políticas públicas e na promoção da inclusão social. Na APAPE, o Serviço Social realiza acolhimento e escuta qualificada, construindo planos individuais e familiares para garantir a permanência e o sucesso escolar dos usuários. 
Além disso, o profissional monitora políticas educacionais, atua na orientação as famílias e contribui para minimizar barreiras que dificultam o acesso e a permanência na educação formal. A intersetorialidade entre SUAS e SUS é essencial nesse processo, permitindo um atendimento integral e multidisciplinar.
-Fichamento da obra 2 
“O trabalho do assistente social na defesa de direitos vai além da execução de políticas públicas, ele é, sobretudo, um agente de transformação social.” (YASBEK, 2021, p. 30)
YASBEK, Maria Carmelita. Serviço Social: direitos sociais e competências profissionais. São Paulo: Cortez, 2001.
	O Assistente Social atua na mediação entre os direitos daspessoas com deficiência e o acesso a educação, promovendo o planejamento integrado de políticas públicas que garantam a inclusão e igualdade de oportunidades. 
-Fichamento da obra 3 
“A prática profissional do assistente social deve estar orientado pela construção de estratégias que promovam a inclusão e a superação das desigualdades sociais.” (IAMAMOTO, 2007, p. 145)
IAMAMOTO,Marilda Vellela. Serviço Social em tempo de capital fetiche: capital financeiro, trabalho e questão social. São Paulo: Cortez, 2007
	A prática profissional do assistente social deve estar orientada pela construção de estratégias que articulem diferentes setores, promovendo ações que superem desigualdades e transformem a realidade social.
-Fichamento da obra 4
“A articulação entre políticas públicas e práticas intersetoriais é essencial para a garantia do acesso das pessoas com deficiência aos seus direitos fundamentais, incluindo a educação. ” (GUERRA, 2010, p.62)
GUERRA, M.A. Educação inclusiva: desafios e possibilidades. São Paulo: Cortez, 2010.
	No contexto da APAPE, o Assistente Social desempenha um papel articulador, conectando áreas como saúde, educação e assistência social para construir um modelo inclusivo e efetivo de atendimento.

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