Prévia do material em texto
SAÚDE COLETIVA - SUS ● Políticas Públicas de Saúde: Histórico e Fundamentos População assistida do Brasil antes do SUS: - Os que podiam pagar: particular - Os que tinham INAMPS: Empregados - Os que não tinhas nenhum acesso: Hospitais filantrópicos (SCM) Características do modelo de Saúde - Anterior ao SUS: - Modelo curativo: Saúde era considerada ausencia de doença - Excludente - Socialmente desigual → Reforma sanitária Brasileira → 8° Conferência Nacional de Saúde (1986) Reconhecimento da saúde como um direito de todos = CRIAÇÃO DO SUS Lei 8080/90 - Regulamentação do SUS - Organização da direção e gestão do SUS - Competências e atribuições das três esferas de governo - Funcionamento da participação complementar dos serviços privados de assistencia a saude Lei 8142/90: Participação da população - Participação da comunidade na gestão do SUS - Transferências intergovernamentais de recursos financeiros na área da saúde e de outras providências → PRINCÍPIOS DO SUS Universalidade, Equidade, Integralidade, Descentralização, Participação popular, Regionalização e Hierarquização Princípios éticos doutrinários: - UNIVERSALIDADE: Garantia constitucional ao acesso de toda a população à serviços de saúde, em todos os níveis, independente de qualquer coisa, sem preconceitos ou privilégios - EQUIDADE Igualdade na assistência de saúde, com ações e serviços priorizados em função de situação de situação de risco do sistema (tratar desigualmente os desiguais, investindo mais recursos onde tem mais necessidade) - INTEGRALIDADE Conjunto articulado e contínuo das ações e serviços preventivos e curativos, individuais e coletivos, exigidos para cada caso em todos os níveis de complexidade (Considerar a pessoa como um todo, atendendo todas as suas necessidades, em qualquer nível e atendimento promoção, tratamento, reabilitação e prevenção) Princípios Organizativos do SUS: - DESCENTRALIZAÇÃO Responsabilidade e recursos relacionados a serviço atribuídas a 3 esferas: - Federal - Estadual - Municipal - PARTICIPAÇÃO POPULAR A população deve participar na estrutura do SUS: Conselhos e conferências de saúde visam formular estratégias, controlar e avaliar a execução da política em saúde (participação da sociedade nas decisões de política pública administrativa do sus) - REGIONALIZAÇÃO E HIERARQUIZAÇÃO Os serviços devem ser organizados em níveis crescentes de complexidade, circunscritos a uma determinada área geográfica, planejada a partir de critérios epidemiológicos e com definição e conhecimento da população a ser atendida Níveis de atenção no SUS: - Atenção PRIMÁRIA: Cuidados básicos em saúde - Atenção SECUNDÁRIA: Atendimento especializado e de maior complexidade - Atenção TERCIÁRIA: atenção em nível hospitalar e de reabilitação SUS ANTES X DEPOIS ANTES: - Saúde vista como ausência de doenças - Assistência centralizada na cura de doenças - Excludente - Socialmente desigual DEPOIS: - Saúde ligada às condições de vida de cada pessoa - Assistência busca promoção de saúde - Promotor de inclusão - Promotor de justiça social POLÍTICA PÚBLICA DE SAÚDE: CONTROLE SOCIAL → Lei 8080/90 Dispõe a PROTEÇÃO, PROMOÇÃO e RECUPERAÇÃO da saúde. Organiza e atribui as responsabilidades por esferas (municipal, estadual e federal), e define o SUS como um conjunto de ações e serviços de saúde prestados por órgãos públicos podendo ter participação privada → Lei 8142/90 Dispõe sobra a participação da sociedade no SUS e sobre as transferências intergovernamentais de recursos financeiros na área da saúde e de outras previdências Programa, ações e serviços do SUS - Controle e fiscalização de procedimentos, produtos e substâncias de interesse para a saúde - Produção de medicamentos, vacinas, etc - Ações de vigilância sanitária, epidemiológica e da saúde do trabalhador - Programa nacional de imunização - Estratégia de saúde em família (ESF) - Brasil sorridente - Programa de prevenção HIV/ AIDS - Sistema nacional de transplante e doação de órgão - Registro nacional de doadores de medula óssea (REDOME) - SAMU ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA (ESF) O que é? É uma reorganização da atenção básica no país, de forma mais ampla e multidisciplinar, ampliando as áreas de atendimento deixando de ser um programa curativista para um programa integrado e qualificado Objetivos: Promover a ampliação e resolutividade da atenção primária de forma integrada e planejada Deve ser a principal porta de entrada para um sistema hierarquizado e regional Como funciona: Equipe multiprofissional em um determinado território que são as ESF vinculadas a uma Unidade de Saúde da Família, cada ACS atua em uma determinada microregião realizando visitas a domicílio de forma periódica. O numero desses profissionais varia de acordo com a necessidade de cada região e população local ESF é constituído por: Equipe multiprofissional obrigatória - 1 médico da família ou generalista - 1 enfermeiro generalista ou da família - 1 Auxiliar de enfermagem ou técnico - ACS - Profissionais adicionais: Agentes de Combate a Endemias (ACE), Equipe de saúde bucal (CD, auxiliar ou técnico em SB) Os profissionais de saúde bucal que compõem as equipes de Saúde da Família podem se organizar nas seguintes modalidades. I- Cirurgião-dentista generalista ou especialista em Saúde da Família e auxiliar em saúde bucal (ASB); II - Cirurgião-dentista generalista ou especialista em Saúde da Família, técnico em saúde bucal (TSB) e auxiliar em saúde bucal (ASB); III - Profissionais das Modalidades I ou Il que operam em Unidade Odontológica Móvel. DIRETRIZES OPERACIONAIS: - Territorialização - População Adscrita - Cuidado centrado na pessoa - Resolutividade - Longitudinalidade do cuidado - Coordenação do cuidado - Ordenação da rede - Participação da comunidade Resumindo... A ESF é: 1. A porta de entrada para o SUS 2. Promove um cuidado multiprofissional 3. Possibilita a coordenação do cuidado e atendimento integral 4. É responsável pela resolução de 80% dos casos em saúde 5. Favorece a aproximação da unidade de saúde com as famílias Organização Local Como os serviços de saúde dever ser organizados? Regionalização e hierarquização= atender uma área circunscrita e classificar os atendimentos em níveis crescentes de complexidade Organização da demanda em serviços de saúde: Caracterizada pela marcação previa dos atendimento e pela organização das agendas dos profissionais, segundo tipos específicos de atendimento Por que organizar a demanda? - Otimizar recurso - Minimizar esforços - Garantir universalidade - Garantir a estrutura de um sistema eficaz e resolutivo Demanda dividida em PROGRAMADA e ESPONTÂNEA PROGRAMADA: Agendado previamente, a partir de uma ação prévia de consulta ESPONTÂNEA: O indivíduo precisa de atendimento e ele mesmo vai ao serviço de saúde, sem agendamento prévio - Urgência e emergência O acesso com equidade deve ser uma preocupação constante no acolhimento à demanda espontânea ➔ Uma estratégia importante de garantia de acesso com equidade é a adoção da avaliação/estratificação de risco e de vulnerabilidades como ferramenta, possibilitando identificar as diferentes gradações de risco, as situações de maior urgência e, com isso, realizar as devidas priorizações. Demanda SEM queixa clínica vacinação teste de gravidez Informação receita médica medicação Demanda COM queixa clínica (qualificação de risco): -Queixas Crônicas ou agudização de condições crônicas (dor, crise hipertensiva, hipoglicêmica, etc) -Sofrimento agudo: Infecção, trauma, dor de dente Qualificação é ordenada por nível de complexidade por COR Prioridade Tipo Graduação Co 1 Situação aguda Alto risco de vida 2 Situação aguda Risco moderado3 Situação aguda Risco baixo 4 Situação não aguda Ausência de risco Situação aguda ou crônica agudização - Atendimento imediato (alto risco de vida): necessidade de intervenção da equipe no mesmo momento, obrigatoriamente com a presença do médico. Ex.: PCR, dificuldade respiratória grave, convulsão, dor severa, rebaixamento do nível de consciência Atendimento prioritário (risco moderado): necessita de intervenção breve da equipe, podendo ser ofertada inicialmente medidas de conforto pela enfermagem até a nova avaliação do profissional mais indicado para o caso. Influência na ordem de atendimento. Ex,: crise asmática leve e moderada, febre sem complicação, gestante com dor abdominal, usuárias com suspeita de doenças transmissíveis, pessoas com ansiedade significativa, infecções orofaciais disseminadas, hemorragias bucais espontâneas ou decorrentes de trauma, suspeita de violência Atendimento no dia (risco baixo ou auséncia de risco com vulnerabilidade importante): situação que precisa ser manejada no mesmo dia pela equipe levando em conta a estratificação de risco biológico e a vulnerabilidade psicossocial. O manejo poderá ser feito pelo enfermeiro e/ou médico e/ou odontólogo ou profissionais do Núcleo de Apoio á Saúde da Família (NASF) dependendo da situação e dos protocolos locais. Ex.: disúria. tosse sem sinais de risco, dor lombar leve, renovação de medicamento de uso contínuo, conflito familiar, usuário que não conseguirá acessar o serviço em outro momento. Situação NÃO aguda: ● Orientação especifica e/ou sobre as ofertas da unidade ● Adiantamento de ações previstas em protocolos (ex. teste de gravidez, imunização). ● Agendamento/programação de intervenções. ● Contudo, vale salientar que o tempo para o agendamento deve levar em consideração a história, vulnerabilidade e o quadro clínico da queixa Organização da DEMANDA 1. Classificação de risco e situação de vulnerabilidade As famílias de alto risco devem ser atendidas primeiro 2. Integração das ações Capacitação multiprofissional para atuação multidisciplinar 3. Garantia do acesso à demanda espontânea 4. Acolhimento Acolhimento x Triagem Acolhimento: atendimento humanizado, com atenção e cuidado para executar, escolta e cria vínculos, valoriza as particularidades de cada caso Triagem: Filtragem de acordo com oferta de serviços, sem considerar a necessidade do paciente 5. Desenvolvimento de ações programadas - Organização da demanda programada - Manutenção de retorno Qual a importância do agendamento? - Permite um acesso rápido e completo ao perfil do paciente, caso seja preciso - Evitar informações incorretas - Reduz tempo de procura - Ajuda a garantir que ele receba um atendimento personalizado, de acordo com os dados contidos em seu histórico médico FINANCIAMENTO 1923 - LEI ELOY CHAVES Início da previdência no Brasil → Assistência médica previdenciária Início da Previdência no Brasil, a norma cria as caixas de aposentadorias e pensões (CAPs) no setor ferroviário; Primeiro registro de assistência médica previdenciária → Grupo restrito (funcionários das ferrovias) ● LC 141|2012 Mas o que são ações e serviços públicos de saúde? a. sejam destinadas às ações e serviços públicos de saúde de acesso universal, igualitário e gratuito; b. estejam em conformidade com objetivos e metas explicitados nos Planos de Saúde de cada ente da Federação; c. sejam de responsabilidade específica do setor da saúde, não se aplicando a despesas relacionadas a outras políticas públicas que atuam sobre determinantes sociais e econômicos, ainda que incidentes sobre as condições de saúde da população. 1. Vigilância em saúde, incluindo a epidemiológica e a sanitária; 2. Capacitação do pessoal de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS); 3. Remuneração do pessoal ativo da área de saúde em atividade nas ações e serviços públicos de saúde, incluindo os encargos sociais. ● Norma Operacional Básica 96 (NOB 96) Redefine o modelo de gestão do SUS, constituindo, instrumento imprescindível à viabilização da atenção integral à saúde da população e ao disciplinamento das relações entre as três esferas de gestão do Sistema. GESTANTES ● 1° trimestre de gestação - Profilaxia e tratamento emergencial; - Uso seletivo de radiografias. ● 2° trimestre de gestação - Período ideal para o tratamento; - Raspagem, polimento e curetagem; - Controle de doenças ativas da boca; - Tratamento e controle da cárie dentária; - Tratamento cirúrgico, se necessário; - Podem ser realizadas radiografias com a devida proteção do avental de chumbo. ● 3° trimestre de gestação prevenção e controle do biofilme dentário; - Raspagem, polimento e curetagem; - Evitar tratamentos longos. - Pode tomar anestesia? → Lidocaína 2% com epinefrina na concentração de 1:100.000 (1a escolha) → Prilocaína sem vasoconstritor MEP → NÃO PODE # Gravidez e prescrição medicamentosa Analgésico - Paracetamol AINES Não pode Amoxicilina 1°/ CEFALOSPORINA 2° — PROVA — 1. SUS ANTES X DEPOIS ANTES: .Excludente .Socialmente desigual .Saude vista como ausencia de doenças .Assistência centralizada na cura - Curativista DEPOIS Inclusivo Promove justiça social Assistência busca promoção em saúde Saúde ligada às condições de vida de cada pessoa 2. COMPOSIÇÃO DOS CONSELHOS DE SAÚDE E SUA IMPORTÂNCIA Órgão Permanente: Governo, sua existência é garantida a não ser q seja criada uma lei - 25% Órgão Deliberativo: Profissionais da saúde, Toma as decisões que devem ser cumpridas pelo poder público - 25% Colegiado: Sociedade, Composto por pessoas que representam diferentes grupos da sociedade, sendo que 50% deve ser usuário do SUS - 50% Formulação de estratégias e controle de execução de políticas públicas administrativas e aspecto financeiros DUAS FUNÇÕES - Avaliar o funcionamento e organização do SUS - examinar propostas e denuncias de irregularidades - Promover conferencias da saúde - Estabelecer estratégias e procedimentos de acompanhamento de gestão do SUS TIPOS DE DEMANDA Demanda Programada: Agendado previamente, a partir de uma consulta Demanda Espontânea: Quando o cidadão procura por conta própria o atendimento especializado, sem agendamento prévio, podendo ser: COM queixas clínicas: ex. agudização de problema crônico já existente, ex. crise hipertensiva SEM queixa clínica: ex. vacinação, teste de gravidez BENEFÍCIOS DESSA ESTRATÉGIA: Otimiza recurso e tempo minimiza esforço garante um atendimento universalidade garante um sistema eficaz e resolutivo CITE OS PASSOS PARA A ORGANIZAÇÃO DA DEMANDA 1. CLASSIFICAR O RISCO 2. INTEGRAÇÃO DAS AÇÕES 3. GARANTIA DE ACESSO À DEMANDA ESPONTÂNEA 4. ACOLHIMENTO 5. DESENVOLVIMENTO DE AÇÕES PROGRAMADAS