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CENTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL EM
INFORMÁTICA E GESTÃO LOURDES CARVALHO NEVES BATISTA
Aluno (a):
Professor (a):Misael Abreu Data: / /2024
Série: Curso: Turno:
Disciplina: Língua Portuguesa Unidade: I
Conteúdo: Variação linguística de registro – formal e informal
ATIVIDADES
01. Quando produzimos um texto, oral ou escrito, temos de nos atentar à situação de
comunicação em que nos encontramos, a fim de adequarmos nossa linguagem a essa situação.
Assim, surge a diferença entre os graus de formalidade (formal e coloquial). Abaixo estão
diversas características desses níveis. Seu desafio será separar, no caderno, as características
que se aplicam à LINGUAGEM INFORMAL e as que se aplicam à LINGUAGEM FORMAL.
a) Despreocupação relativa com o uso de normas gramaticais.
b) Uso de palavras simples, gírias, expressões populares e coloquialismos.
c) Utilização da norma padrão de linguagem (norma culta).
d) Uso de palavras adequadas para o contexto.
e) Pronúncia correta e clara das palavras.
f) Uso cuidadoso e de prestígio social das palavras.
g) Os envolvidos na comunicação são muito próximos e têm intimidade com a pessoa que fala.
h) Os envolvidos na comunicação ocupam posições sociais que demandam maior elaboração quanto ao
uso da linguagem.
i) Uso de gestos, jargões, palavras inventadas e abreviadas como "cê", "pra", "tá" etc.
j) Uso pouco prestigiado das palavras, sem monitoramento.
02. (Enem - 2009) Leia o texto a seguir:
Gerente – Boa tarde. Em que eu posso ajudá-lo?
Cliente – Estou interessado em financiamento para compra de veículo.
Gerente – Nós dispomos de várias modalidades de crédito. O senhor é nosso cliente?
Cliente – Sou Júlio César Fontoura, também sou funcionário do banco.
Gerente – Julinho, é você, cara? Aqui é a Helena! Cê tá em Brasília? Pensei que você inda
tivesse na agência de Uberlândia! Passa aqui pra gente conversar com calma.
BORTONI-RICARDO, S. M. Educação em língua materna. São Paulo: Parábola, 2004 (adaptado).
Na representação escrita da conversa telefônica entre a gerente do banco e o cliente, observa-se
que a maneira de falar da gerente foi alterada de repente devido:
(A) à adequação de sua fala à conversa com um amigo, caracterizada pela informalidade.
(B) à iniciativa do cliente em se apresentar como funcionário do banco.
(C) ao fato de ambos terem nascido em Uberlândia (Minas Gerais).
(D) à intimidade forçada pelo cliente ao fornecer seu nome completo.
(E) ao seu interesse profissional em financiar o veículo de Júlio.
03. Identifique, na representação escrita da conversa telefônica, as marcas linguísticas
características de LINGUAGEM INFORMAL e de LINGUAGEM FORMAL, organizando-as em uma
tabela como a seguinte:
LINGUAGEM INFORMAL LINGUAGEM FORMAL
04. Leia o trecho de entrevista a seguir:
“Minha impressão é que a cultura popular já ganhou a parada... Há 30 ou 40 anos, quando
a gente discutia sobre música popular brasileira, sobre os novos baianos velhos, sobre a questão da
técnica, a bossa nova, dizia-se que a cultura de massa ia invadir e tomar conta de tudo. Agora, não
apenas os baianos, mas outros, inclusive os ‘rapistas’, se impuseram, independentemente da cultura
de massas, e estão tendo a revanche, num movimento de baixo para cima...”
SANTOS, Milton. Território e sociedade; entrevista. 2. ed. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2000.
a) Nesse trecho, Milton Santos faz uso de uma linguagem coloquial. Com base nas duas primeiras
frases do texto, identifique três expressões que comprovem essa afirmação.
b) Indique alternativas correspondentes a essas expressões utilizando uma linguagem formal.
05. O texto abaixo reproduz a fala de um professor universitário em uma aula sobre
administração de empresas. Mantendo todas as informações dadas, transforme essa fala em um
texto adequado à MODALIDADE ESCRITA, em REGISTRO FORMAL. (Obs.: As reticências
marcam pausas no fluxo da fala.)
“[...] Tem uma distinção hoje… bastante grande… entre a figura do proprietário e a figura…
hã… do administrador… não significa que o proprietário não… possa administrar sua empresa… né…
mas ele deve administrar ela de acordo com técnicas gerenciais [...].”
(Fragmento extraído e adaptado de CALLOU, D. (org.). A linguagem falada culta na cidade do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: UFRJ, 1991)
06. Leia a piada abaixo:
Catarata fatal
— Cê tá sabendo que o Belarmino morreu?
— Morreu de quê, homi?
— Catarata.
— Mas… catarata num mata!
— É que empurraram ele.
ALMANAQUE Brasil de Cultura Popular (Almanaque de bordo TAM), ano 5, n. 50, maio 2003, p. 34.
a) O humor do texto decorre do duplo sentido da palavra catarata. Explique essa afirmação.
b) O autor optou por registrar por escrito uma variação familiar, menos monitorada e mais informal da
língua. Dê exemplos disso.
c) Como ficaria essa piada se ela fosse escrita de acordo com a norma culta? Registre-a no caderno.

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