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Trata-se, segundo Assumpção, de coisa julgada secundum eventum litis em relação aos 
terceiros41, pois a esses se estenderá a depender do resultado do processo. 
Obs1: De toda forma, a parte final do art. 274, CC protege um pouco o devedor, que 
poderá alegar exceção pessoal contra os demais credores que não fizeram parte do feito. 
 
1) Se o credor solidário perde, a coisa julgada não se estende aos demais credores 
solidários; 
2) Se o credor solidário perde, a coisa julgada se estende a qualquer um dos devedores, a 
menos que a improcedência do pedido se funde em exceção pessoal suscitada por aquele 
devedor naquele processo; 
3) Se o credor solidário ganha, a coisa julgada se estende aos demais credores, salvo se os 
devedores tiverem exceções pessoais que possam ser opostas aos credores não participantes do 
processo. 
4) Se o credor solidário ganha, essa coisa julgada não se estende aos demais devedores 
solidários que não participaram do processo. 
A alternativa D está correta. 
Art. 279. Impossibilitando-se a prestação por culpa de um dos devedores solidários, 
subsiste para todos o encargo de pagar o equivalente; mas pelas perdas e danos só 
responde o culpado. 
Q8. TRF3/TRF3 – Juiz Federal Substituto/2018 
Sobre as obrigações indivisíveis é CORRETO afirmar: 
a) A remissão da dívida por um dos credores não extingue a dívida para com os demais. 
b) A indivisibilidade e solidariedade são fenômenos iguais, na medida em que, se a prestação não 
for divisível e houver mais de um devedor, cada um será obrigado pela totalidade. 
c) Havendo mais de um credor, é vedado a apenas um deles receber a prestação por inteiro. 
d) Elas podem se configurar mesmo quando o objeto seja prestação consistente em fazer, e ainda 
que a obrigação de fazer posteriormente se resolva em perdas e danos. 
 
 
41 Em relação às partes no processo a coisa julgada é pro et contra. Somente quanto à extensão aos terceiros (credores 
solidários) que a coisa julgada é secundum eventum litis. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Comentários 
A alternativa A está correta. 
Art. 272. O credor que tiver remitido a dívida ou recebido o pagamento responderá aos 
outros pela parte que lhes caiba. 
Art. 277. O pagamento parcial feito por um dos devedores e a remissão por ele obtida 
não aproveitam aos outros devedores, senão até à concorrência da quantia paga ou 
relevada. 
A alternativa B está incorreta. 
A solidariedade se refere ao número de sujeitos submetidos ao mesmo regime dentro de 
uma relação jurídica, sejam credores ou devedores. 
Art. 264. Há solidariedade, quando na mesma obrigação concorre mais de um credor, ou 
mais de um devedor, cada um com direito, ou obrigado, à dívida toda. 
A indivisibilidade, por sua vez, diz respeito ao objeto da prestação (objeto material42). 
Art. 258. A obrigação é indivisível quando a prestação tem por objeto uma coisa ou um 
fato não suscetíveis de divisão, por sua natureza, por motivo de ordem econômica, ou 
dada a razão determinante do negócio jurídico. 
A alternativa C está incorreta. É possível que um dos credores receba a prestação por 
inteiro. 
Art. 260. Se a pluralidade for dos credores, poderá cada um destes exigir a dívida inteira; 
mas o devedor ou devedores se desobrigarão, pagando: 
I - a todos conjuntamente; 
II - a um, dando este caução de ratificação dos outros credores. 
Art. 261. Se um só dos credores receber a prestação por inteiro, a cada um dos outros 
assistirá o direito de exigir dele em dinheiro a parte que lhe caiba no total. 
A alternativa D está incorreta. Se a obrigação indivisível se converte em perdas e danos, ela 
deixa de ser indivisível, pois passa a ser representada por uma quantia em dinheiro, sendo 
obrigação plenamente divisível entre os credores ou devedores. 
Art. 263. Perde a qualidade de indivisível a obrigação que se resolver em perdas e danos. 
§ 1º Se, para efeito do disposto neste artigo, houver culpa de todos os devedores, 
responderão todos por partes iguais. 
 
 
42 Que é diferente da prestação em si (dar, fazer, não fazer).

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