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O Iluminismo
Capítulo 01
Parte 01
O Antigo Regime ou Absolutismo
• Como estudamos no 7º ano, a formação das monarquias nacionais e o fortalecimento do poder dos 
reis atendeu, durante alguns séculos, aos interesses de diversos grupos sociais, entre eles a burguesia. 
• Nesses momentos, a concentração do poder nas mãos do rei não se sujeitou a impedimentos legais e 
justificou-se com base na religião ou na necessidade de garantir a ordem social.
• As características principais desse regime eram: 
Governo absolutista centralizado na figura do rei;
Divisão da sociedade em setores, como clero, nobreza e burguesia; 
Política econômica mercantilista (acumulação de metais e intervenção estatal) 
O Antigo Regime em crise
• As práticas absolutistas passaram a ser cada vez mais
criticadas a partir dos séculos XVII e XVIII. A
exclusividade real na tomada das decisões nem
sempre representava os anseios da maioria da
população, em especial da burguesia e das camadas
mais populares, ou mesmo de setores da nobreza.
• Tudo que era identificado com o Antigo Regime – a
censura, o absolutismo, o mercantilismo e os
obstáculos que as religiões impunham ao
conhecimento – passou a ser associado às trevas, à
escuridão e deveria ser superado e substituído por um
novo modo de organização.
O 
Iluminismo 
• Em um tempo de significativo descontentamento
com tudo o que se identificasse com o Antigo
Regime, uma expressiva movimentação intelectual
e cultural passou a retomar e aprofundar ideias e
valores do Renascimento cultural.
• Os intelectuais desse período defendiam a ideia de
que somente a razão, comparada às luzes, seria
capaz de tirar a humanidade da ignorância e da
opressão, comparada às trevas.
• Por isso, esse movimento ficou conhecido como
Iluminismo e o século XVIII foi posteriormente
chamado de Século das Luzes.
As luzes e as Ciências Humanas 
• Os iluministas desenvolveram um amplo saber em várias áreas do conhecimento, 
rompendo com um pensamento até então dominado pela religião. 
• Para isso, elegeram como principal forma de resolução de problemas o uso do método 
científico (conjunto de técnicas e procedimentos racionais utilizados para investigar e 
explicar os fenômenos da natureza, por meio da observação, da experimentação e da 
formulação de leis.) 
• A crença na razão humana se refletia na própria percepção dos seres humanos sobre a 
vida. O ser humano não estaria mais submetido às forças teocêntricas. Ele era visto agora 
como sujeito de sua própria história e livre para decidir seu próprio caminho. 
A Enciclopédia: luzes para 
todos
• Para os iluministas não bastava alcançar o conhecimento; era
necessário também divulgá-lo, pois somente por meio dele os seres
humanos conquistariam a liberdade.
• Com a pretensão de reunir em um só livro todo o conhecimento
produzido pela razão humana e expandi-lo a todos, os iluministas
Diderot e D`Alembert organizaram a Enciclopédia.
• Os verbetes eram escritos por cientistas, médicos, filósofos e artesãos
que registravam o que sabiam ou tinham investigado sobre os mais
diversos temas.
• A linguagem empregada nos verbetes deveria facilitar a compreensão
do leitor e coloca-lo em contato com um conteúdo que fazia críticas à
censura, às arbitrariedades e à crença cega na religião.
O Iluminismo
Capítulo 01
Parte 02
O iluministas 
• A agitação de ideias que caracterizou o Iluminismo também chegou à política e à 
economia. Novas propostas políticas, sociais e econômicas, de oposição ao Absolutismo, 
ao mercantilismo e às condições sociais do Antigo Regime entusiasmaram intelectuais, 
burgueses e populares, influenciando a Europa e outros continentes. 
• Conheça um pouco mais sobre as ideias desses pensadores: 
John Locke
• Locke era um crítico dos governos absolutistas e defensor da 
necessidade de que o poder político fosse exercido a partir do 
consentimento dos governados. 
• Para Locke, caberia ao governo assegurar aos governados seus 
direitos naturais: a vida, a liberdade e os bens materiais. Se o 
governante não o fizesse, seria então legitima a contestação e 
resistência por parte dos governados. 
• Outro ponto marcante das ideias de Locke diz respeito à 
tolerância política e religiosa. Por tolerância o pensador 
entendia a disposição para aceitar que cada um tivesse 
liberdade de exprimir suas opiniões, fazer suas escolhas e viver 
de acordo com seus modos e convicções. 
Montesquieu 
• Montesquieu elaborou a teoria da divisão dos poderes em 
três instâncias: executiva (que executa as leis), legislativa
(que elabora as leis) e judiciária (que fiscaliza o 
cumprimento das leis e julga eventuais conflitos). 
• Segundo eles, para evitar abusos (tão comuns nos governos 
absolutistas), essas três instâncias, ou poderes, não 
poderiam ser controlados por uma única pessoa. 
• Além disso, Montesquieu propunha que uma deveria 
fiscalizar a outra, para haver equilíbrio entre os poderes. 
Rousseau
• Jean-Jacques Rousseau defendeu que a relação 
governante-governado deveria funcionar com base em um 
“contrato social”, em que seus governados atribuiriam 
poderes ao governante, desde que seus direitos e seu bem-
estar fossem assegurados. 
• Para Rousseau, o governante que descumprisse essa regra 
se tornaria um tirano, e seria justo instaurar uma rebelião 
para tirá-lo do poder.
• Esse pensador também achava que os governantes 
deveriam ser escolhidos pelo voto universal: todos os 
indivíduos poderiam ser eleitores, sem que critérios 
econômicos os excluíssem desse direito. 
Voltaire 
• Voltaire tornou-se um defensor da liberdade e do 
progresso. Destacou-se como um crítico contundente do 
cerceamento das liberdades individuais, sendo reconhecido 
especialmente pela defesa da liberdade de expressão. 
• Chegou a defender a monarquia, desde que o poder dos 
reis fosse limitado por uma Constituição. 
• As ideias de Voltaire inspiraram reis que ficaram conhecidos 
como déspotas esclarecidos: governantes do século XVIII 
que procuraram conciliar o regime absolutista com ideias 
do Iluminismo. 
Liberalismo Econômico 
• No Antigo Regime, as práticas econômicas estavam baseadas nos princípios do 
mercantilismo. 
• A partir do século XVIII, novas relações econômicas e a influência do Iluminismo levavam 
alguns estudiosos a discordar dos princípios mercantilistas. Para eles, a falta de liberdade 
era um dos principais entraves para o desenvolvimento e o progresso. 
• Contrapondo-se ao mercantilismo, um novo conjunto de princípios levaria à formulação 
do liberalismo econômico, tendo em sua essência a defesa da liberdade e do não 
intervencionismo do Estado. Já que no entender dessa teoria, a economia funcionava por 
si só, com base em leis naturais. 
Adam Smith 
• No século XVIII, o economista Adam Smith desenvolveu uma 
teoria que ficou conhecida como liberalismo clássico. Ele 
defendia que o investimento em atividades produtivas, como a 
indústria e a manufatura, promoveria a riqueza de uma nação. 
• Para tanto, não era necessária a intervenção do Estado na 
economia, pois o mercado era capaz de se autorregular pela 
“lei da oferta e da procura”: enquanto houvesse demanda 
(procura) pro um produto, alguém se encarregaria de ofertá-lo.
• Por outro lado, se um produto ficasse muito caro, outros 
produtores passariam a produzi-lo, e o preço cairia. A 
concorrência seria um dos fatores a movimentar as relações 
econômicas. 
As revoluções inglesas
• As ideias liberais e os princípios defendidos por Locke tiveram influência no contexto
político inglês do século XVII. Assim, o total poder dos monarcas foi questionado e teve
início um movimento revolucionário, cujo objetivo era a ascensão da burguesia à medida
que limitava o Absolutismo.
Conflitos militares entre o governo do rei Carlos I e o parlamento
Execução do Rei
Revolução Puritana (Governo de Oliver Cromwell)
Jaime II tenta reestabelecer a Monarquia
Guilherme de Orange é colocado no poder 
Aprovação da Declaração de Direitos (Parlamentarismo)

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