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- No exame oftalmológico, existe uma sequência especifica do exame que deve seguida a risca, se não é provável que seja cometido algum erro;
· Ex: você não pode aplicar o corante de fluoresceína pra identificar a presença de ulceras e depois querer fazer o teste lacrimal de schimer, porque o corante aplicado anteriormente vai afetar o teste lacrimal;
Condições ideias para o exame
- Uma sala que fique clara ou escura
· Se possível, colocar um dimer (dispositivo que regula a intensidade da luz) -> dá facilidade para realização de alguns testes específicos;
- Ambiente calmo e tranquilo
· Se possível, separar na recepção os animais (cães em um local e gatos em outros -> diminuição do estresse);
Avaliação ideal
- Histórico e anamnese -> buscar ser objetivo;
· Perguntar a queixa principal e focar nela -> Ele está cego? Tem Secreção? Após receber a queixa, focar nela e direcionar as perguntas para ela;
· Identificar se o problema é unilateral ou bilateral -> um problema unilateral normalmente remete só aquele olho infectado; Já um problema bilateral pode remeter a uma doença infeciosa ou sistêmica que esta acometendo os dois olhos ao mesmo tempo
· Ex: se o animal está com uma catarata unilateral, dificilmente vc vai achar que isso é uma diabetes, porque na diabetes costuma acontecer nos dois olhos;
· Saber do tempo do ocorrido, faz quanto tempo que ocorreu? Faz dois meses? Faz anos?
· Tempo de evolução:
· Exemplo misturando tempo de evolução e tempo ocorrido: O animal ficou cego de um dia pro outro (tempo de evolução), já faz dois meses (tempo do ocorrido) e agora estou aqui na consulta;
· Outro exemplo: O animal foi perdendo a visão ao longo de dois meses e agora está aqui -> tempo do ocorrido com evolução junto;
· No primeiro caso, em que o animal pode ficar cego de um dia pro outro -> Deslocamento de retina;
· No segundo caso: Uma catarata ou glaucoma faz o animal perder a visão ao longo do tempo;
· Então, saber como ocorreu, como evolui e quanto tempo faz que ocorreu, faz toda a diferença;
· Tratamento -> saber se foi feito algum tratamento ou se fez uso de alguma medicação
· Ivermectina pode causar lesão ocular
· Enrofloxacina em gatos pode causar lesão na retina;
· Então saber o tratamento pode te ajudar a dar continuidade ao mesmo ou saber se causou o agravou o quadro do paciente;
- Inspeção: antes mesmo de colocar a mão no animal já dá para ter uma ideia do que está acontecendo, uma visão geral da situação -> se tem um olho fechado e outro aberto; se um olho está maior ou menor; se tem glaucoma; se o animal está enxergando ou não; saber se o animal é bravo ou tranquilo (muito importante isso, já que você vai ter que chegar perto do rosto para fazer avaliação)
- Exame físico geral: Exame físico padrão -> lembrar de olhar a boca (aquelas particularidades anatômicas orais que influenciam na parte oftalmológica);
- Exame especifico oftalmológico;
- Sucesso da avaliação:
· Sempre explicar bem ao tutor o que está acontecendo, fazer com que ele saia da consulta sabendo explicar para outra pessoa o que está acontecendo com o animal dele -> adaptar o vocabulário para graus de escolaridade diferentes;
· Identificar o tipo de cliente que você está lidando -> identificar insegurança/insatisfação e tentar dobrar essa situação;
· Manter ética profissional -> não debochar para o tutor de pacientes que chegam encaminhados com tratamento prescristos de forma errada -> se possível, tentar falar com o colega veterinário, tentar explicar a situação para que ele não cometa mais o mesmo erro;
Sinais clínicos observados pelo cliente
- Secreção
· Secreção mucosa? Serosa? Sanguinolenta? Mucopurulenta?
- Fotofobia
· “Medo da luz” -> conforme a luz bate no olho inflamado do animal, a pupila se contrai, ai ele sente dor e busca se esconder em locais longe da luz
- Olho vermelho
· Olho vermelho pode ser causado por uma série de coisas, alguns exemplos: ulcera de córnea (formação de neovascularização para tentar cicatrizar o processo -> aí o olho fica vermelho); congestão de vasos nos casos de glaucoma, conjultivite;
- Prurido, blefarospasmo e mudança de comportamento
· Primeiro sinal de dor ocular é prurido (começa a coçar o olho ou esfregar a cabeça nos moveis)
· Segundo sinal de dor ocular: blefarospasmo (espasmos da pálpebra) -> tudo relacionado a pálpebra se chama de blefaro;
· Mudança de comportamento: animal que era bonzinho de repente ficou bravo, vai mecher ele morde, ou ao contrario, animal bravo, e de repente ficou muito quetinho.
· Perda de apetite também é sinal de dor ocular
Importância da raça
- Saber a raça e as doenças mais comuns dela, ajuda a montar um diagnóstico antes mesmo de observar o animal;
- Pug: é uma raça que com frequência tem aquela mancha preta na córnea, chamada de ceratite crônica pigmentar;
- Poodle: tem forte tendência a desenvolver catarata e atrofia progressiva de retina;
- Cocker spaniel ou americano: tem tendência a ter CCS, atrofia de retina, catarata, entre outros;
- Sharpei (aquele da pele enrugada): tem tendência a entropio;
- Gatos: comum ter sequestro corneano, não é só em gato que ocorre, mas, é mais comum em gatos braquicefalicos (persa, imalaia);
- Ilhaza: Conjuntivite alérgica, protusao de 3 glandula, cilio ectópico (o chetsu também)
Exame clinico a distancia
- Antes de colocar a mão no animal, deve-se fazer algumas coisas:
· Temperamento -> Saber se é manso ou bravo;
· No exame oftalmológico existe a sequência correta para fazer o exame, mas as vezes o animal é bravo e não permite que siga a sequência correta;
· Deambulação: o animal consegue andar dentro do consultório? Consegue perceber o ambiente? Acha que esta cego? 
· Teste de labirinto (é feito quando se há dúvida se o animal está enxergando ou não, se está enxergando parcial ou zero): coloca uns conezinhos no consultório (tipo uns obstáculos) e pede pro tutor ficar chamando o animal pra ver se ele consegue desviar -> testar se o animal está cego mesmo ou só com perda de um pouco da visão;
· Também é recomendado fazer isso com a luz acesa e apagada -> animal que tem catarata tem dificuldade de enxergar quando a luz ta acesa, pois com a luz acesa, a pupila tende a contrair, fazer miose, e ai o centro a catarata fica bem opaco, então, com a luz apagada ou com pouca luz, o animal talvez consiga desviar dos obstáculos, mas com a luz acesa não.
· Já na atrofia progressiva de retina, o animal começa a perder a visão no escuro, e depois no claro, então quando apaga a luz o animal esbarra em tudo, se acende, ele desvia;	
Sequencia logica do exame oftalmológico
- Historico, inspeção a distância e simetria ocular e anexos
· Essa é a parte da anamnese, de olhar o animal a distância, saber se é bravo ou manso, dar uma inspeção no olho e nos anexos para ter noção da gravidade da lesão, se é uni ou bilateral, aquelas coisas;
- Testes oftalmológicos:
· Teste lacrimal de schirmer -> é um dos testes principais a ser realizado no início do exame, fazer outros testes podem interferir no resultado desse teste -> saber quanto está a produção lacrimal, é o primeiro teste a ser realizado;
· Pouco realizado no dia dia, mas deveria ser mais utilizado, pois dá o diagnóstico de CCS;
· Reflexos oculares:
· Reflexo pupilar a luz direta, consensual, ameaça, ofuscamento -> as respostas permitem saber se o animal está tendo percepção, está perdendo a visão, se tem uma visão boa, moderada ou ruim;
· Inspeção do olho e dos anexos: ver pálpebras, conjuntivas palpebrais, conjuntiva bulbar, terceira pálpebra, margem das pálpebras;
· Inspeção do segmento anterior: córnea, câmera anterior íris, através da pupila vai ver o cristalino, depois disso fundo do olho) 
· Depois de ver o segmento anterior, caso queira pode-se coletar material pra cultura, citologia ou antibiograma;
· Tonometria: medir a pressão ocular;
· Gonioscopia: feita com uma lente especial, usada para ver o ângulo de drenagem, muito pouco utilizado ate pra quem trabalha na área, so se faz isso quando se tem suspeita de glaucoma primário, que é bem raro;
· Exame do fundo do olho -> para fazer
esse exame, primeiramente vai pingar o colírio para dilatar a pupila -> midriáticos;
· Oftalmoscopia -> ver a região do fundo do olho (segmento posterior)
· Depois do exame do fundo de olho, pode-se fazer o uso dos corantes (fluoresceína e lissamina verde)
Avaliação oftalmológica
- Anamnese em oftalmologia:
· Focar no principal, ser objetivo -> saber a queixa principal, o animal tem cegueira, secreção?
· O problema é unilateral ou bilateral?
· O tempo do ocorrido
· Forma de evolução: se foi rápido ou foi devagar
· O professor mostrou o foto de um cao com catarata, perguntar se essa catarata ocorreu de forma lenta ou rápida; ocorreu nos dois olhos ou so em um -> isso pode determinar se o problema tem origem sistêmica, se tem origem localizado;
· Se for localizado, apenas em um olho, e o outro olho ta perfeito, não vai suspeitar de uma diabetes;
· Saber se teve algum tratamento anterior é importante, pois será que vai dar continuidade ao tratamento? Ou sera que o tratamento que foi feito ou que está fazendo causou o problema?
· Uso de corticoide em ulcera de córnea, ou uso de enrofloxacina em gatos que não é recomendado;
· Saber se o animal tem visão, e se essa visão é melhor em ambiente claro ou ambiente escuro vai determinar também o tipo de enfermidade que o paciente pode ter;
· Catarata o animal costuma ter dificuldade pra enxergar no claro, porque a catarata deixa o centro do cristalino opaco, e ai quando a pupila faz a miose durante durante a exposição de luz, acaba dificultando a percepção do ambiente;
· Atrofia progressiva de retina costuma dar cegueira em ambiente escuro;
Equipamento básico para fazer oftalmologia básica
· Não precisa mais que uma lanterna e uma lente pra ver o fundo de olho pra fazer quase todos os diagnósticos;
· Uma boa lanterna com luz de LED custa pelo menos uns 150 reais;
· Aparelho celular de boa qualidade (iphone a partir do 4 e um samsumg S8) -> você consegue filmar até o fundo do olho
· Usar o aparelho celular durante uma avaliação do paciente é bom, pois vai conseguir registrar, ter uma foto do paciente que possa ver depois, seja qual for o motivo, desde reavaliar o paciente quando chegar em casa, dar uma aula, fazer propaganda, ou pra mostrar pro cliente um comparativo do antes e do depois;
· A lente de fundo de olho é uma lente biconvexa, de 20 diopitrias
· Duas marcas: Volk e Ocular, custa em média 60 dólares;
· Se quer aprender a ver o fundo de olho, você precisa ter uma lente pra olhar o fundo de olho, se não nunca vai conseguir;
· Kit básico pra diagnostico: os testes oftálmicos da pra comprar nas farmácias de manipulação (drogavet e oftalmos)
· Teste lacrimal de Schimer, teste de fluosresceina e teste de lissamina verde;
· A fluoresceína e a lissamina verde é aquelas tirinhas;
· A fluoresceína tem opção de comprar como colírio, porém só tem validade de 30 dias, e é um ótimo meio de cultura principalmente para bactérias pseudômonas, tem que ter muito cuidado com contaminação
· Colírio para dilatar a pupila: tropicamida 1% (Mydriacil -> nome comercial) -> usado pra poder dilatar a pupila do animal durante o exame, tem o mesmo efeito da atropina, só que com um período de duração menor; Se usar atropina, consegue dilatar a pupila, animal pode salivar um pouco; Em gatos não é bom usar atropina, pois o animal acaba salivando muiiito; A tropicamida, assim que instilar uma gota, em cerca de 10 minutos já começa a fazer efeito e a pupila dilata, e já consegue perceber o fundo de olho como está;
· Colirio anestésico: cloridrato de proximetacaina 5 mg/ml (Anestalcon -> nome comercial) -> é um anestésico local, assim que é instilado, em cerca de 1 minuto, provavelmente já vai estar 100% anestesiado a córnea, a superfície ocular, tem duração de 15 minutos mais ou menos.
· Quando for avaliar um animal que tem ulcera, esta com muita dor ocular, quando instila uma gota, o animal já abre o olho e você consegue avaliar sem muito sofrimento -> É necessário pra comprar uma receita dupla, tipo antibiótico, então qualquer coisa faz uma receita fantasma (Para o Gasparzinho, instilar uma gota a cada doze horas, por uso continuo), consegue comprar ate dois frascos por receita, é uma medicação barata e essencial (custa cerca de 6 reais);
· Alguns exemplos de para que o colírio anestésico serve: pra fazer ultrassonografia ocular, mensurar a pressão ocular com o tonometro de contato, as vezes o animal chega com blefarospasmo e nem consegue abrir o olho, ai quando coloca a gota ele já vai abrir o olho; Um corpo estranho no olho do animal, as vezes so passando o colírio, já consegue tirar o corpo corpo estranho;
Equipamento oftalmológico ideal
- Aparelho celular (Já foi comentado a importância)
- Tonômetro: nem todo mundo tem, pois é um aparelho muito caro, fora do pais custa em média 15 mil reais
- Oftalmoscópio, tem 3 tipos de oftalmoscópio;
· Lente (já foi explicado la em cima): esse que ele recomenda pra que se adquira;
· Oftalmoscopio direto: 
· Oftalmoscopio indireto:
- Ponteira do finoff -> é como se uma fosse lanterna onde você pode regular a intensidade da luz e deixar um feixe de luz bem pontual, ao contrario da de LED, que você aperta e abre um spot de luz numa região muito grande;
Testes oftalmológicos
- O primeiro cuidado que se deve ter é que com a própria proteção: contenção física do animal é prioridade sempre que for fazer o exame;
· Fazer o teste lacrimal em um rotviler ou pastor alemão bravo, se já sabe que ele está com ulcera de córnea? Melhor evitar fazer esse teste;
· Em alguns pacientes que não cooperam, é melhor ser mais objetivo, pular algumas etapas do exame;
- Exame oftálmico:
· Comparar os olhos, um olho com o outro -> examinar o paciente de frente
· Olho esquerdo e direito, será que um está maior do que o outro?
· Simetria e posicionamento dos olhos
· O exame sempre deve ser feito de fora para dentro
· Anexos oculares
· Pálpebras: Na imagem percebe-se que a pálpebra direita do paciente está com os pelos direcionados para cima, enquanto a pálpebra esquerda do paciente os pelos estão direcionados para baixo, indicando a direita está um pouco mais para cima e a esquerda um pouco mais pra baixo; 
· Ainda na mesma imagem, percebe-se algo na pálpebra inferior direita, como se fosse um ectrópio (pálpebra direcionada para baixo), mas no caso dessa imagem, foi apenas um artefato, pois a pálpebra inferior direita do paciente está assim devido a força aplicada na pele do paciente por quem tirou a foto;
· Terceira pálpebra: a terceira pálpebra do olho esquerdo está mais exposta do que a terceira pálpebra do olho direito, isso tem muita importância, porque quando o olho está mais deslocado para trás, ele deixa espaço pra 3ª pálpebra vir mais para frente (da mesma forma, quando o olho está mais deslocado para a frente, costuma empurra a terceira pálpebra para uma posição atrás/embaixo do olho)
· Então, se você tem a sensação de que o olho direito do paciente está aumentado de tamanho ou deslocado pra frente, isso se confirma avaliando a terceira pálpebra:
· Conjuntiva/esclera
· A conjuntiva bulbar do olho direito do paciente está vermelha, enquanto que a conjuntiva bulbar do olho esquerdo do paciente está clarinha -> isso sugere então que a conjuntiva do olho direito está congesta/vermelha;
· Não deu para pegar uma imagem boa, mas dá para perceber isso olhando nas imagens de cima;
· Córnea
· A córnea do olho direito do paciente está azulada, enquanto a do outro não;
· Dá pra perceber isso na imagem inicial, sem rasuras;
· Pupila
· A pupila do olho direito do paciente está em midríase (dilatada); No outro olho, não está nem em midríase nem em miose, porem está menor que a do outro olho -> não é pra ter pupilas de tamanho diferentes, é pra ser igual
· Segmento anterior
· Analisando o cristalino (essa estrutura que se percebe ai dentro da pupila do olho direito do paciente e como se fosse a pupila inteira do olho esquerdo do paciente é o cristalino), no olho direito do paciente se vê o cristalino com catarata
que saiu do lugar, ocorreu uma luxação posterior do cristalino; Enquanto no outro olho, se vê o cristalino, branco, como se fosse uma catarata;
· Explicação do que aconteceu com o animal: o animal teve catarata, nos dois olhos, a catarata no olho direito do paciente gerou uma inflamação (uveite), da uveite, gerou uma inflamação mais grave, que resultou em um glaucoma, o glaucoma aumentou a pressão do olho, que aumentou de tamanho, veio mais para a frente, dilatou a pupila (sinal clinico de glaucoma), o brilho que se vê na pupila desse olho é reflexo do tapetum lucidum;
· Segmento posterior?
· A importância desse caso então, foi ver que o exame oftalmológico se faz de fora para dentro, olhando anexo e as próximas estruturas.
- Teste lacrimal de schirmer
· É feito pra mensurar a fração da lágrima, porém qual das 3 abaixo irá mensurar? R: A fase aquosa
· Fase lipídica
· Fase aquosa
· Fase mucosa
· É um teste utilizado basicamente pra ver se o olho está produzindo lagrima, pra saber se o olho está produzindo menos lagrima do que deveria -> CCS;
· O teste usa uma tira de papel milimetrado, que deve ser colocado no fórnice conjuntival ventrolateral na margem inferior da pálpebra com a pontinha dobrada na região onde seria o 0 (a maior parte das tirinhas já vem com uma pontinha pra ser dobrada). Na verdade, qualquer lugar que se colocar vai medir; Tanto faz fazer com a pálpebra fechada ou aberta; Coloca a tirinha de papel no olho, e deixa la durante 1 minuto, e tira;
· Valores normais:
· Cão: 15 a 25 mm/min
· Abaixo de 10, considera olho seco, entre 15 a 25, considera-se normal, entre 10 e 15, é suspeito; Para o professor, se der 10 ou 11, pra ele, já é indicativo de olho seco;
· Gato: Considera-se metade dos valores dos cães;
· O professor falou de 7 a 10 normal, abaixo de 5 olho seco. Ele disse que é bem difícil ter CCS em gatos;
· Alguns cuidados: quando for fazer, caso a tirinha caia no caso do animal se balançar, ou ele mesmo tirar, deve-se esperar 15 minutos para poder repetir
· O teste não dói no olho do animal, apenas um leve desconforto
- Depois de fazer o teste lacrimal de Schirmer, deve-se testar alguns reflexos, que são feitos para tentar perceber como está a resposta do animal a luz e pra perceber se o animal tem ou não visão e a qualidade da visão; Esses testes são subjetivos, e por vezes, eles acabam sendo não tao bem interpretados dependendo do paciente
· Se fizer o mesmo teste em um cao ou um gato, vai ter diferença
· Os cães costumam responder bem;
· Em animal filhote, as vezes a resposta não é tão percebida quanto seria num animal adulto; 
· Ex: teste de ameaça ele não sente como sendo um teste ameaçador, porque é uma resposta de aprendizado, adquirida; Aí as vezes faz num filhotinho de 2 meses e acha que ta cego, porém não é isso, ele apenas não percebe que aquilo é uma ameaça real;
- Reflexo pupilar a luz direta e consensual: faz esse teste pra ver se o olho tem capacidade de perceber a luz e responder com a contração da pupila
· Se o olho tem capacidade de perceber a luz, significa que a retina está funcionando, o nervo optico (que fica atrás do olho) está funcionando, e todo o trajeto que faz esse reflexo está funcionando.
· Se ilumina um olho, o outro olho, que é chamado de contralateral, mesmo não recebendo luz, responde com a mesma intensidade de reflexo pupilar, ou seja, em resposta consensual; Você ilumina um olho, em consenso, ele respondo com a contração do outro -> isso quer dizer que a região chamada de quiasma optico, que é onde os nervos opticos dos olhos se juntam, está funcionando
- Pra saber se o animal está enxergando bem, mais ou menos, ou se ta com dificuldade de enxergar, deve-se testar 3 respostas: resposta a movimento, a ameaça e ao ofuscamento;
- Resposta a movimento:
· O animal é posicionado na mesa, e a bola de algodão segurado na sua mão em cima do animal; Você distrai a atenção do animal com a mão livre, e solta a bola de algodão com a mão que está acima; A bola vai cair, e o animal deve perceber que a bola de algodão passou por ele e caiu;
· Requer do animal uma visão mais fina, o animal tem que estar enxergando muito bem pra perceber isso, se o animal tem um inicio de catarata ou atrofia na retina, as vezes não percebe;
· As vezes a resposta do animal é simplesmente um susto, ou movimento da orelha, as vezes ele ta num ambiente distraído, e se ele não responder muito bem, você não pode considerar que ele não ta enxergando; Se você faz esse teste várias vezes, o animal acaba ficando intolerante, e acaba não respondendo do jeito que a gente espera, principalmente os gatos;
· Se testou esse, animal respondeu, ótimo, provavelmente vai responder aos outros; Não respondeu, vamos testar ameaça;
- Resposta a ameaça:
· Tampa um olho do animal com uma mão, e com a outra mão faz o teste de ameaça -> você vai deslocar o dedo indicador como se fosse atingir o olho do animal (cuidado pra não encostar o dedo no olho, e cuidado também pra não deslocar o ar durante o movimento em direção ao olho do animal);
· Se o animal não responde a resposta ao movimento, mas responde a ameaça, ele esta enxergando com um grauzinho de dificuldade;
· Se o animal não responde a ameaça, já tem uma perda da percepção importante; Dai testa-se o ofuscamento
- Resposta ao ofuscamento: Colocar uma luz bem forte, uma luz de LED por exemplo, o animal se sente ofuscado
· Dá pra se fazer o teste de reflexo pupilar a luz direta/consensual e ofuscamento ao mesmo tempo, ao passo que está iluminando os olhos já dá pra perceber um pouquinho de ofuscamento (é quando o anima se incomoda com a luz)
· Se você fechar os olhos, e alguém acender a apagar a luz varias vezes, da pra perceber todas as horas que acendeu e apagou, mesmo de pálpebra fechada, porque a luz passa pela pálpebra e consegue atingir parte da retina
· Esse é o último dos testes que se faz pra saber se ainda tem sinal de visão;
- Na imagem abaixo, seria mais ou menos um esquema de como se comporta o trajeto da luz para se obter a imagem:
· Na imagem se vê, o encéfalo, e dele o nervo optivo fazendo a ligação com o bulbo ocular do animal;
· Quando se incide a luz sobre o olho, ai ela atinge a retina, manda um estimulo através do nervo optico, que passa na região chamada de quiasma optico, depois segue pelo trato optico, núcleo lateral geniculado, ramificações, até chegar no córtex cerebral (região occipital)
· Quem enxerga na verdade, é o córtex da região occipital
· O córtex é como se fosse o processador do computador, e os olhos a webcam;
· Se a webcam não funcionar, o processador funciona, mas a imagem não vai pra tela, porque a webcam deu defeito; Se a webcam tá perfeita, mas deu problema no processador, o olho ta perfeito, tem a capacidade de enxergar mas não funciona;
· Existe alguns testes neurológicos que da pra fazer, pra tentar detectar o tipo de lesão que ta acontecendo -> o professor disse que não ia entrar nessa parte de neurooftalmologia porque isso é muito aprofundado, mas iria mostrar como se interpreta alguns problemas
· Quando a luz é incidida sobre a retina, ela passa pelo nervo optico, quiasma optico, trato optico e núcleo lateral geniculado, e mesmo antes dela chegar no córtex, existe um mecanismo reflexo, que faz com que volte um estimulo para reproduzir a contração da pupila
· Entao se você ilumina o olho de um animal e a pupila contrai, você não pode afirmar que ele enxerga, você pode falar que a retina ta funcionando, nervo optico ta funcionando, quiasma optico funciona, trato optico funciona, núcleo lateral geniculado funciona, mas não quer dizer que o córtex esteja funcionando
· O animal pode estar cego, e ter reflexo pupilar, porque este reflexo não depende da parte do córtex, é um reflexo chamado de subcortical (abaixo do córtex);
- Medição da pressão intraocular (PIO)
· Existem basicamente 2 tipos de aparelhos pra mensurar a PIO:
· Tonometro de aplanação: faz a mensuração pelo contato direto, precisa encostar na córnea;
· Encosta na córnea e tira, depois encosta de novo e tira,
e vai fazendo isso ate o aparelho apitar, quando apitar, significa que o valor está pronto. No aparelho vai ter uma porcentagem, que é como se fosse o desvio padrão, o ideal é que esteja em 5% e o seu valor é confiável; Se esse valor for 20% ou mais, significa que é melhor vc verificar de novo, talvez vc tenha colocado muita força na hora de encostar o aparelho na córnea
· Tonometro de rebote: é um dispositivo que aberta um botão, e o pistao se desloca pra frente, como se fosse um jatinho de ar, que encosta na córnea, e da um valor de pressão;
· O valor da pressão dos cães e gatos vai variar na média de 12 a 25
· Acima de 24, 25 a pressão esta alta;
· Normalmente abaixo de 12, 10, a pressão esta baixa;
· Esse valor é preciso, mas existe um pouco de divergência na literatura, se a pressão vai de no mínimo 10 ate 25, ou de 12. Entao na media, considera-se uma PIO de 18,5 com desveio padrão de mais ou menos 5 pra mais ou pra menos;
· Entao, 12 ou 13, pressão normal; Abaixo disso começa a ficar inflamado, sendo sinal de uveite (na uveite PIO baixa); Acima de 24 ou 25, 30 (pressão altíssima) já é sinal de glaucoma;
· Essa etapa não é essencial no dia a dia, é muito bom pra fazer diagnostico de glaucoma e acompanhamento
· O diagnóstico de glaucoma, só com os sinais clínicos, já consegue ter quase 100% de certeza;
- Exame do fundo do olho
· É necessário uma sala escura e o animal deve estar com a pupila dilatara (midríase)
· Uso do colírio midriatico -> tropicamida 1% (mydriacil)
· Ter um oftalmoscópio, tipo a lente;
· O que consegue perceber no exame do fundo de olho?
· O disco optico
· Vasos sanguíneos da retina => Vasos sanguíneos que saem pelo disco em sentido radial (como se fosse uma bicicleta que tem o eixo e os raios saindo ao redor);
· Deve-se perceber principalmente o calibre desses vasos, quando os vasos estiverem com o aspecto congesto, sinuosos, como se fosse uma cobrinha -> é um sinal de hipertensão arterial sistêmica; Além disso, perceber se tem hemorragia nas extremidades dos vasos;
· Quantidade de vasos sanguíneos da retina: da pra perceber se tem muitos ou se não tem quase nenhum
· Quase nenhum vaso é um sinal sugestivo de atrofia de retina
· Area tapetal => Focar na área do tapetum lucidum (essa área brilhante no fundo do olho) -> identificar manchas, lesões, áreas que são mais brilhantes do que deveria (hiperreflexia focal);
· Area não taperal => No caso é essa área enegrecida, só consegue ver enquanto movimenta o olho (na imagem da pra ver um pouquinho, é esse área preta ai)
· Exemplo: São três imagens feitas com oftalmoscópios diferentes, o feito pela lente é a terceira, onde se tem uma área mais completo do olho;
· Áreas de lesão na retina, que tiveram coreoretinite (nessa terceira imagem, ainda tem mais duas lesões no canto direito, que não foram sublinhadas em vermelho):
- Depois realizar o exame todo, agora sim faz o uso de corantes;
- Fluoresceina: é um corante que pode ser usado para mostrar lesões no epitélio e no estroma da córnea
· Como já foi discutido, o epitélio da córnea é hidrofóbico devido a sua membrana ser forma por uma bicamada lipídica; Logo, quando aplicar o corante, a parte do epitélio saudável da córnea, não vai ser marcado pelo corante, pois está saudável e vai repelir o corante; Já a parte que foi lesada, vai estar com o estroma exposto, que é hidrofílico, vai absorver o corante e vai ficar marcado então as áreas que estão com lesão;
· Se por acaso esta com dificuldade de enxergar as áreas verdes marcadas com a fluoresceína, da pra ressaltar essas áreas usando uma luz azul ou uma luz negra, como a lâmpada de wood;
· Em ambas as fotos, nota-se que ficou verde ali na parte inferior do olho, porem essa parte não é ulcera, é apenas resíduo; A ulcera é essa parte circulada, no olho;
· Teste de Jones: é um teste feito com fluoresceína pra perceber se o animal está ou não com obstrução do canal lacrimal 
· Na imagem do cão sharpei, observa-se que a narina direita do paciente está verde, isso porque a fluoresceína escorreu através do canal nasolacrimal; A drenagem da lagrima, pelo ducto nasolacrimal, ela tanto é nasal quanto oral, nos gatos é mais oral do que nasal;
· Em gatos, pra saber se o canal lacrimal está intacto em gatos, instala algum colírio, e normalmente após, ele vai ficar fazendo o gesto de que está bebendo alguma coisa, pois o colírio desceu pra cavidade oral;
· Como funciona o teste de Jones em si: vai colocar uma gota de fluoresceína e marca de 3 a 5 minutos, antes desse tempo, costuma aparecer já na cavidade nasal ou na boca uma quantidade de corante, se após 5 minutos isso não aconteceu, significa que o canal esta intupido; Se após 5 minutos você observou, significa que esta parcialmente obstruído;
- Lissamina verde: veio pra substituir outro corante chamado rosa bengala, que era usado anteriormente para marcar lesões no epitélio da córnea;
· Serve para diagnosticar lesões no epitélio corneano, onde ocorre morte celular, mas não há desprendimento dessa célula;
· Algumas doenças, como herpevirus na córnea de gatos, pode causar conjuntivite, ou ceratite, e o corante marca esse tipo de lesão;
· Como costuma fazer: chegou o gato, sera que ele tem ulcera, ou so lesão no epitélio por herpes vírus?
· Usa antes a lissamina verde, pois a fluoresceína não vai marcar lesão no epitélio; As vezes a lissamina também pode marcar ulcera, pois pode marcar também certa parte do estroma;
- Uma sugestão do professor, é que antes de aplicar esses corantes, usar um pouco de colírio anestésico, porque esses corantes, principalmente a fluoresceína, pode arder um pouquinho no olho do animal;
- Eletroretinógrafo: é um amplificador, que percebe a resposta elétrica da retina
- Ultrassonografia ocular: dá uma ideia de como esta dentro do olho, quando a gente não consegue perceber isso no exame oftalmológico, permite fazer medidas de estruturas oculares, pra saber se tem algo alterado, se tem algo aumentado ou não;
· Com o colírio anestésico e o animal posicionado, consegue-se então mensurar tamanhos e medidas;
· O círculo maior é o bulbo ocular, da pra ver o cristalino, sua capsula anterior e posterior, o corpo cilicar ao lado esquerdo e direito do cristalino e atrás da capsula posterior do cristalino, a câmera vítrea;
- Após terminar o exame, quando passar a prescrição, se tiver um colírio, ensinar o tutor a usar o cilirio, se não o tratamento não vai ser eficiente;
· A sugestão que o professor deu, em gatos, na hora de usar o colírio, ir com a mao por tras da cabeça do gato e não levantar a cabeça do gato, porque ele vai se sentir incomodado;
- Lembrar de guardar os colírios na geladeira, aumenta a duração deles
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