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São espécies do erro acidental: a) Erro sobre a pessoa (error in persona): o agente confunde a pessoa desejada, atingindo pessoa diversa (exemplo: o agente quer matar o pai, mas por confusão acaba matando o seu tio – irmão gêmeo de seu pai). b) Erro sobre o objeto: o agente acredita que sua conduta recai sobre determinado objeto, mas na realidade atinge coisa diversa (exemplo: o agente acredita estar furtando um relógio de 10 mil reais, contudo, tal relógio custa apenas 200 reais). c) Erro quanto às qualificadoras: o agente age com falsa percepção da realidade em relação a qualificadora do crime (exemplo: o agente acredita estar furtando um carro com emprego de chave falsa (qualificadora do crime de furto), quando na realidade a chave que tinha obtido era a verdadeira). d) Erro sobre o nexo causal (aberratio causae): o agente se equivoca em relação à causa do crime (exemplo: o agente empurra seu desafeto da ponte, pois sabe que morrerá afogado no rio em razão de não saber nadar. Entretanto, a vítima bate sua cabeça no chão antes de cair no rio e falece por traumatismo craniano e não por afogamento). e) Erro na execução (aberratio ictus): o agente erra o seu alvo, e atinge pessoa diversa (exemplo: o agente atira para matar o seu pai, mas por erro de pontaria acaba matando o seu tio). f) Resultado diverso do pretendido (aberratio criminis): o agente deseja praticar um crime específico, mas por erro na execução acaba praticando outro crime (exemplo: o agente joga uma pedra para quebrar o vidro do vizinho pretendendo cometer o crime de dano, mas, por erro na execução, acaba acertando uma pessoa que passava na calçada, praticando um crime distinto, qual seja, lesão corporal).