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Geografia urbana e seus atores Você vai aprender os principais conceitos da geografia urbana, destacando os processos de produção espacial, seus agentes, suas escalas e dimensões de atuação. Prof. Thiago Moreira Safadi 1. Itens iniciais Propósito Compreender a dinâmica das cidades em suas dimensões, escalas de relacionamento social e troca entre seus indivíduos e o meio ambiente demarcando o onde/quando ocorre a construção de um raciocínio espaço- temporal. Objetivos Identificar os principais conceitos da geografia urbana. Reconhecer os principais problemas socioambientais decorrentes dos processos de urbanização. Introdução A geografia urbana é uma área do conhecimento que se dedica aos estudos da cidade e dos seus processos de urbanização. O processo de urbanização tem gerado inúmeras mudanças sociais, econômicas, culturais e ambientais, sendo um dos temas mais importantes da atualidade. Atualmente, a urbanização é um processo que ocorre em todo o mundo, porém de maneira desigual. Dados do sistema ONU-Habitat, publicado no Relatório Mundial das Cidades de 2022, estimam que até 2050 cerca de 68% da população mundial viverá em áreas urbanas, havendo nos países subdesenvolvidos ritmos mais acelerados desse processo. Por isso, um dos maiores desafios das cidades, ao gerir seus processos de urbanização, está na estruturação de um planejamento territorial que contemple o atendimento às necessidades atuais e futuras dos diferentes grupos sociais que nelas habitam e/ou possuem interesses no seu desenvolvimento. Ao longo do nosso estudo, caminharemos em busca de uma compreensão sobre os processos de formação e transformação das cidades, destacando os desafios urbanos de desenvolvimento e suas relações com o meio ambiente. • • New York, EUA. 1. A cidade, o urbano e a urbanização O que é a cidade? É um espaço socialmente construído. Por isso, para entendê-la, não basta apenas observar suas paisagens, sendo também necessário identificar e compreender os processos históricos que estruturaram suas transformações. No livro O que é a cidade (2004), a professora Raquel Rolnik define a cidade de diferentes maneiras. Vamos conhecê-las? A cidade como um imã A primeira definição considera a cidade como um imã, tendo em vista que as primeiras cidades, ao apresentarem excedente de colheita, poderiam satisfazer a necessidade de outras pessoas e, por isso, as atraíam. Além disso, atualmente, as cidades são aglomerados de serviços que atraem indivíduos de diferentes lugares. A cidade como escrita As diferentes formas arquitetônicas, produzidas ao longo do tempo e ainda conservadas, permitem realizar uma leitura dos processos sociais históricos e materiais que influenciaram os seus desenvolvimentos espaciais. Nesse mesmo sentido, o geógrafo Milton Santos, no livro Por uma geografia nova: da crítica da geografia a uma geografia crítica (1978), apresenta o conceito de rugosidades do espaço geográfico. Santos (1978, p. 77) considera que as rugosidades são marcas do tempo que permanecem nas paisagens. Seriam como nossas linhas de expressões faciais adquiridas ao longo de nossa vida, como os pés de galinhas que se formam e marcam os cantos de nossos olhos cada vez que sorrimos. Devido ao valor de registro histórico, Milton Santos considera que as “marcas do tempo” são importantes para compreendermos a diversidade de processos culturais e econômicos que moldaram historicamente as cidades. A cidade política Definição que considera toda a necessidade coletiva de organizar e gerir as ações, implicando necessariamente a discussão de ideias. Miami, EUA. Brasília, cidade planejada para ser a capital do Brasil. A cidade como mercado Por fim, a autora apresenta a cidade como mercado, destacando que a partir da sua capacidade de atração e aglomeração de pessoas, intensificam-se também as possibilidades de trocas comerciais e interações sociais, potencializando a capacidade de desenvolvimento econômico urbano local. As cidades são espaços complexos e que abrigam diferentes grupos sociais. Por isso, cada elemento constituinte da sua paisagem pode representar significados variados para as pessoas que nela habitam ou circulam. Exemplo Um edifício comercial alto, que possua no seu topo um mirante de observação, representa ao mesmo tempo, para determinado grupo social, um lugar de desenvolvimento de uma rotina de trabalho, enquanto que, para outro grupo, pode ser um local de contemplação da paisagem. O edifício também representa a materialização da criatividade de um arquiteto, tendo sido a oportunidade para a realização de um negócio e o crescimento econômico de uma empresa de construção civil. Nas últimas décadas, o desenvolvimento econômico urbano tem se tornado um tema cada vez mais debatido entre governos e organizações da sociedade civil, destacando que as cidades do mundo inteiro têm concentrado cada vez mais população. Devido a esse aumento da concentração populacional, as cidades têm assumido um papel de centralidade da economia global, sendo responsáveis por gerar e concentrar as maiores parcelas do produto interno bruto (PIB) dos países. Esse desenvolvimento econômico está associado à integração cada vez maior dos centros de pesquisa e desenvolvimento com os processos de inovação, além das ofertas de serviço. O desenvolvimento das cidades é frequentemente associado a uma série de problemas ambientais, decorrentes da expansão urbana e da necessidade de garantir acesso aos recursos naturais. Poluição atmosférica. Alguns dos principais problemas ambientais que afetam as cidades incluem: a poluição do ar; a poluição da água; a degradação do solo; o uso insustentável de recursos naturais como energia e água. Além disso, problemas ambientais contribuem para possíveis mudanças climáticas, tanto no âmbito local quanto global. As questões referentes ao desenvolvimento desses espaços e da formação dos centros urbanos são consideradas temas complexos e multifacetados, que requerem uma abordagem a partir de diferentes disciplinas. Essa abordagem holística tem como objetivo principal garantir que as observações e análises sobre os processos estruturantes e transformadores da cidade possam ocorrer a partir de diferentes olhares. Atividade discursiva Para você, qual é o significado de “cidade”? Escreva com calma. Pense e detalhe. Essa é uma forma de você entender dados sociais. Atividade Discursiva Escreva com calma. Pense e detalhe. Essa é uma forma de você entender dados sociais. Chave de resposta A cidade tem muitas definições e autores que a definem. Se você a pensa de forma humana tem sentido; de espaço, tem sentido; de história, tem sentido. E é sobre essas definições que precisamos refletir. Milton Santos e o espaço Milton Santos e o espaço Neste vídeo, discutimos a cidade a partir das ideias de Milton Santos. Você pode conferir as noções de percepção do espaço, a compreensão da cidade e as relações com a cidade. Tóquio, Japão. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. O espaço urbano e a urbanização Existem questões iniciais que nos ajudam a estruturar alguns pontos de interesse na busca pela compreensão da relação entre a cidade e o desenvolvimento do espaço urbano. São elas: O que O que é o espaço urbano? Quem Quem o produz? Como Como ele é produzido? O professor Roberto Lobato Corrêa, no livro O espaço urbano, de 2004, apresenta a cidade capitalista como um conjunto de diferentes usos da terra urbana, sendo ao mesmo tempo um espaço fragmentado e articulado. Esse complexo conjunto de relações de uso da terra urbana é o que os geógrafos e urbanistas denominam de organização espacial da cidade ou, apenas, o espaço urbano. Como podemos perceber e identificar o espaço urbano? Ao observarmos os conjuntos de relações sociais presentes em uma cidade, podemos identificar fluxos de pessoas, mercadorias, ideias e informações. Portanto, o espaço urbano é um produto das interações sociais e econômicas quem vêm ocorrendo dentro das cidades ao longoda história, refletindo as lógicas de ocupação e uso do solo. O processo de ocupação e uso do solo, assim como a garantia do acesso aos recursos naturais necessários ao desenvolvimento desses espaços, possui influência em uma série de fatores, como a topografia, as políticas públicas e as características culturais e econômicas de cada lugar. A urbanização implica um conjunto de transformações físicas do espaço, que são realizadas pelos diferentes agentes modeladores da cidade, entre os quais destacamos: empresas imobiliárias, instituições financeiras, organizações comunitárias, governos e outros. Cada um desses agentes possui interesses próprios dentro dos processos de formação e transformação do espaço urbano. Seja na construção de edifícios, seja na implementação de ruas ou rodovias e outros elementos de infraestrutura necessários a urbanização, o espaço natural será sempre modificado para acomodar as necessidades da população urbana. Assim, o espaço urbano também pode ser visto como um palco de relações e conflitos sociais, econômicos e ambientais. À medida que as pessoas migram das áreas rurais para a cidade, há um inchaço dos centros urbanos, necessitando que os agentes produtores desses espaços atuem para satisfazer as demandas desse novo quantitativo de pessoas. Por isso, a partir dos avanços da urbanização, as cidades tendem a expandir-se territorialmente, ocupando novas áreas e retroalimentando o processo de transformação do espaço natural em espaço cultural. O desenvolvimento urbano refere-se ao crescimento das cidades em termos do aumento da população e de toda a necessidade de infraestrutura que precisa ser constituída para suportar Grupo de pessoas embarcando em avião. Meios tecnológicos de comunicação: smartphone e notebook. essa demanda, além da presença das atividades econômicas. A compreensão da complexidade dessas relações contribui para um aprofundamento dos debates relacionados ao desenvolvimento socioespacial. Urbanização e divisão do trabalho Neste vídeo, exploramos os conceitos de urbanização, expansão da cidade, trabalho e divisão do trabalho. Vale a pena conferir! Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Considerado um processo natural de crescimento das cidades, a urbanização ocorre principalmente a partir do desenvolvimento econômico e da migração das pessoas do campo para as cidades. Os motivos que levam as pessoas a migrarem são variados. Entre esses motivos, podemos destacar a busca por melhores condições de vida, como o acesso a serviços e habitação. Com o avanço da globalização, as relações econômicas passaram a ocorrer em escalas cada vez mais abrangentes, superando as localidades restritas ao campo e à cidade. Os avanços tecnológicos, decorrentes do processo de globalização, permitiram que as relações políticas e de poder se estendessem territorialmente cada vez mais, criando um sistema social complexo e interligado mundialmente. A base para todo esse desenvolvimento está principalmente relacionada aos avanços no campo dos transportes e das comunicações. No campo dos transportes, a criação do avião e das tecnologias de navegação tornou possível encurtar o tempo de trânsito de pessoas e mercadorias entre lugares isolados. A partir desses avanços tecnológicos, foi possível intensificar e ampliar o comércio internacional e as trocas econômicas entre países. Além disso, a busca por mercados globais impulsionou os investimentos em cadeias de suprimentos cada vez mais eficientes, ou seja, as empresas passaram a estabelecer filiais em diferentes cidades pelo mundo, intensificando as relações econômicas entre cidades. A integração e a interconectividade estabelecida por e entre as cidades também foi intensificada graças ao avanço da internet e ao acesso popularizado a smartphones e a sistemas de processamento de dados cada vez mais robustos. As transformações decorrentes desses avanços tecnológicos influenciaram a maneira como as pessoas se comunicam, negociam, trabalham e consomem informações. Atualmente, ideias e informações correm pela internet em tempo real e de forma global, contribuindo para reduzir o tempo de tomada de decisões e influenciando nos processos de gestão. Com a globalização, a divisão social do trabalho tornou-se cada vez mais complexa, fragmentada e dispersa pelo globo terrestre. Dessa forma, uma nova divisão internacional do trabalho foi criada, deslocando para países em desenvolvimento, nos quais a mão de obra é mais barata e há maior flexibilização das leis trabalhistas e ambientais, atividades do setor industrial. Paralelo a isso, os países desenvolvidos passaram a concentrar atividades econômicas relacionadas à inovação, pesquisa e ao desenvolvimento de produtos, tecnologia e finanças. Exemplo de metrópole regional: Campinas, SP. Com a ampliação do acesso a ferramentas de comunicação, os avanços tecnológicos e as transformações sociais decorrentes da globalização passaram a ocorrer em compassos cada vez mais acelerados, influenciando os processos de urbanização e as escalas de atuação das cidades. A partir disso, as cidades passaram a obter influência tanto nas escalas locais quanto regionais e globais. As cidades globais e as metrópoles regionais são exemplos da constituição dos centros de comando e controle das redes globais de produção, circulação de bens e oferta de serviços. A nova divisão internacional do trabalho permitiu que as empresas buscassem a redução de custos e aumentassem a competitividade a partir da identificação de lugares com oferta de fornecedores, matérias- primas e produtos manufaturados com baixo valor agregado. Dessa forma, se no início da formação das cidades essas relações estavam restritas às localidades do campo e cidade, hoje a globalização e os avanços tecnológicos permitem que essas relações se estendam por todo o globo terrestre, tornando-se cada vez mais complexas e interligadas, além de criarem identidades produtivas específicas para cada cidade. A partir dessa integração econômica em escala mundial, as cidades passaram a desenvolver cada vez mais uma especificidade produtiva, moldada pela interação entre os fatores locais, como a disponibilidade de: Capital humano Recursos naturais Infraestrutura de transporte e comunicação Dinâmica global de mercado e cadeias de suprimento Atualmente, as cidades estão se tornando parte de uma rede especializada de produção de empresas e indústrias, promovendo aglomerações geográficas de produção, que facilitem a troca de conhecimento, inovação e acesso aos mercados. Exemplo de empreendimento comercial voltado para o setor de serviços, localizado na cidade de Atibaia, São Paulo. A produção do espaço urbano Neste vídeo, falamos sobre a construção dos espaços urbanos, exemplificando e discutindo esses espaços e suas formas. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. A cidade é produzida por vários agentes, destacando os governos locais, os grupos econômicos, as empresas imobiliárias, as organizações comunitárias, as instituições financeiras e bancárias, os movimentos sociais e vários outros. Cada um desse agentes possui um interesse específico, que eventualmente pode acabar sendo conflituoso com o interesse de outro agente. Os proprietários fundiários e os promotores imobiliários são agentes particularmente interessados em transformar o tipo de uso do solo rural em urbano, expandindo o tecido urbano e rentabilizando na construção de edificações para uso doméstico ou comercial. Para realizar essas transformações, os proprietários pressionam o poder público a legislar a favor dos seus interesses, fomentando políticas públicas de habitação e promovendo alterações, por exemplo, no Plano Diretor da Cidade ou no Código Florestal Brasileiro. Já os promotores imobiliários assumem a função de realizar todo o processo de gestão da transformação desses espaços, fazendo a aquisição dos terrenos, elaborando o planejamento construtivo e comercializando-o. Outro agente importante produtor do espaçourbano é o Estado. A partir do desenvolvimento das políticas públicas orientativas à satisfação dos interesses do Estado, polos industriais são construídos, rodovias abertas e todo um conjunto de relações políticas e econômicas se firmam. Por possuir a hegemonia do poder da força e da construção das regras reguladoras quanto às possibilidades de ocupação e uso do solo, definindo o que pode e o que não pode, o Estado produz as condições para que o espaço urbano seja criado e recriado. Retomando a ideia de Corrêa (2004) de que o espaço urbano é ao mesmo tempo fragmentado e articulado, verificamos a existência de grandes diferenças sociais no acesso aos bens e serviços produzidos e disponibilizados pela sociedade. Essas diferenças ocorrem a partir da forma com que as cidades capitalistas estão organizadas e para quem os serviços são destinados. A relação de interesse existente entre o Estado e os proprietários fundiários e promotores imobiliários exclui parte da sociedade dos benefícios gerados pelo desenvolvimento econômico e tecnológico da sociedade contemporânea. Ao observarmos uma paisagem urbana de um país subdesenvolvido, identificaremos a formação de núcleos habitacionais populares ou aglomerações do tipo “favela” que geralmente estão localizadas distantes do acesso a serviços básicos, como saneamento, postos de saúde, escolas e segurança pública. Favela de Paraisópolis, São Paulo. A imagem mostra o contraste de habitações ao lado de edifícios de luxo. A consciência dessa exclusão tem apresentado como resposta civil a criação de movimentos sociais que lutam e reivindicam melhorias para essas localidades. Um bom exemplo desse tipo de movimento é o trabalho realizado pela Central Única das Favelas (Cufa), localizada na cidade do Rio de Janeiro, cujo objetivo é promover ações sociais, culturais e políticas para moradores de áreas faveladas e de periferia. E você, conhece algum movimento parecido? Distribuição de livros a bibliotecas comunitárias realizadas pela Cufa em ação do Dia Mundial do Livro, abril de 2023. Podemos afirmar que a produção do espaço urbano, principalmente no Brasil, possui claros contornos segregacionistas, mantendo uma lógica histórica de ocupação e exploração da terra e da mão de obra. As paisagens urbanas revelam esse processo a partir dos contrastes existentes na concentração da oferta de serviços e na observação dos tipos de construções e suas respectivas localidades. Verificando o aprendizado Questão 1 Segundo o geógrafo Milton Santos (1978), o conceito de "rugosidades" do espaço geográfico está relacionado A às marcas do tempo presentes nas paisagens. B à necessidade coletiva de reestruturação da paisagem urbana. C às diferentes formas arquitetônicas presentes nos centros históricos das cidades. D à capacidade das cidades de se transformarem ao longo do tempo. E à diversidade de processos culturais e econômicos que moldaram as cidades. A alternativa A está correta. Milton Santos destaca que que as "rugosidades" são marcas de diferentes tempos da história de uma cidade, que continuam visíveis na paisagem urbana, e que a partir das suas identificações é possível compreender as diversidades de processos que moldaram aquele espaço. Questão 2 Pensar no espaço é pensar nos seus múltiplos agentes, como o Estado. Qual é o papel do Estado nos processos de produção do espaço urbano? A Construir estradas, escolas, postos de saúde e delegacias de polícia. B Realizar delimitações geográficas quanto aos limites da cidade. C Promover ações de intercâmbio cultural entre os diferentes agentes transformadores do espaço urbano. D Definir as regras reguladoras de ocupação e uso do solo. E Realizar oferta de crédito para a construção de moradias populares. A alternativa D está correta. Por possuir a hegemonia da força, o Estado é o responsável por regular e garantir que as regras estabelecidas para os processos de ocupação e uso do solo sejam realizadas conforme suas regulamentações. Igreja Matriz em Tiradentes, Minas Gerais. 2. Desenvolvimento urbano e impactos ambientais Sociedade e natureza Neste vídeo, falamos sobre a relação e a intervenção do homem na natureza, mostrando como a sustentabilidade na intervenção do espaço é um elemento crítico e fundamental para compreensão dos atores da urbanização. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. As pessoas transformam e constroem novos espaços ao longo de suas vidas. Por mais primária que uma sociedade seja, ela sempre necessitará organizar o campo operatório das suas ações, ordenando e transformando os territórios a partir do uso que dele se pretende fazer. O ambiente construído é o resultado da relação entre o modo de vida das pessoas, o meio físico e biológico de cada lugar e as sobreposições históricas inerentes a esses processos. Ao transformar e construir novos espaços, ao longo da história, a sociedade e as pessoas atribuem valores e significados a essas mudanças. O processo de significação é fundamental para que as pessoas estruturem códigos de percepção sobre o espaço, reconhecendo na paisagem o uso atribuído a esses locais e os agentes responsáveis pela produção e utilização. Tomemos como exemplo uma igreja católica. Ao passarmos por ela, independentemente da existência de uma fé ou não, os elementos constituintes da sua arquitetura, como a cruz no alto de uma torre, representam a presença de um templo sagrado para um grupo social identificado como católico. Logo, identificar e reconhecer os objetos presentes na paisagem possibilita que as pessoas compreendam os processos históricos estruturantes de determinado lugar. Mas o tempo passa e, às vezes, essas estruturas perdem o uso e são demolidas, ou podem passar por um processo de ressignificação de uso e atividades. É a partir dessa compreensão que construímos um olhar sobre a sociedade e a natureza, cujo acréscimo de conteúdos marca, a partir de diferentes formas, o tempo no espaço. Nesse ponto, podemos relacionar o conceito de rugosidades apresentado por Milton Santos com os métodos geográficos de observação e descrição da paisagem. A dinâmica de construção e reconstrução espacial marca a sociedade à medida que sobreposições históricas são constituídas, confrontando o saber fazer de hoje com o do passado. É a subjetividade do imaginário humano que inicia os processos de inspiração e investigação de como transformar elementos em objetos, de apropriação de territórios e da materialidade do desenvolvimento tecnológico. Por isso, algumas reflexões sobre o cotidiano das atividades humanas e a forma como a sociedade empregará essas técnicas na produção do espaço nos levam a indagar: quais transformações viveremos no futuro? Na atual fase do desenvolvimento socioespacial, podemos observar algumas questões relacionadas à sustentabilidade ambiental do planeta. Por exercer um impacto significativo sobre a natureza, com atividades como agricultura, urbanização, industrialização e o consumo, os ecossistemas têm sofrido transformações em velocidades cada vez maiores. Todas essas atividades requerem uma exploração intensiva dos recursos naturais, levando a problemas de degradação do solo, desmatamento, poluições dos recursos hídricos, perda da biodiversidade e aumento da temperatura média do planeta a partir da emissão dos gases do efeito estufa. A relação entre sociedade e natureza não ocorre apenas em uma direção. A natureza possui características e fenômenos climáticos e geológicos que exercem influência sobre a capacidade da sociedade de transformar o espaço, impondo limites e/ou restrições a algumas atividades. Ocorrência de fenômenos naturais como furacões, terremotos e secas podem impactar o modo de ver e viver dos grupos sociais que habitam essas áreas. Do mesmo modo, a escassez de algum recurso natural, Amsterdã, Holanda. principalmente da água, pode ser um fator limitante ao desenvolvimento socioeconômico local ou não. Inúmeros são os projetos de irrigação em áreas semiáridas e desérticas. O acessoa conhecimento e recursos técnicos e tecnológicos pode contribuir na redução de várias situações de risco ou vulnerabilidade. Ao contrário da antiga ideia de que tudo deve girar em torno do progresso industrial (técnico), hoje ressalta-se a importância de ser estabelecida uma relação mais equilibrada entre sociedade e natureza, sendo considerada uma abordagem fundamental para a conservação e preservação do planeta. A sustentabilidade ambiental envolve um conjunto de relações e práticas de produção e consumo responsáveis, além do reconhecimento da interdependência dos aspectos sociais, econômicos e ambientais. Por isso, promover temas relacionados à justiça ambiental, justiça social, respeitos aos direitos humanos, redução das desigualdades e estruturas democráticas de organização e participação civil é essencial para a construção de uma relação mais harmoniosa. A compreensão dessas relações é fundamental para o enfretamento dos desafios relacionados aos processos de produção do espaço. Desenvolvimento urbano Neste vídeo, falamos sobre o urbanismo, mostrando como os impactos ambientais são importantes pontos de crise, de risco e desafios a sociedades humanas. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. O desenvolvimento urbano é um processo complexo e multifacetado que envolve diferentes agentes produtores do espaço. Desde o início do século XX, a humanidade vem passando por um intenso processo de organização e reorganização do espaço urbano, incorporando conhecimento e técnica aos processos produtores dessas áreas. A cidade é reconhecida como o centro das atividades humanas e, por isso, concentra as consequências diretas dos processos de desenvolvimento urbano. Um dos principais problemas relacionados ao desenvolvimento urbano está associado à ausência de planejamento territorial. À medida que as cidades crescem, tendem a ocupar novas áreas, desenvolvendo-se horizontalmente em direção a antigas áreas agrícolas e/ou naturais. Esse processo consolida impactos ambientais diretos como aumento do desmatamento, fragmentação de matas e perda da biodiversidade. Por isso, reduz-se a capacidade dos ecossistemas de fornecerem serviços ambientais essenciais, como a purificação da água e a regulação do clima. Favela no bairro do Pina em Recife. Por ser um lugar de concentração da oferta de empregos, as cidades atraem cada vez mais pessoas interessadas em trabalhar, buscando novas oportunidade ou melhores condições de vida. O aumento da demanda por moradias pode elevar o custo da habitação local, forçando a ocupação de áreas periféricas. Essa atração populacional estimula a construção civil, que, não tendo para onde expandir, reforça a necessidade de ocupar novas áreas de terra, retroalimentando o processo anterior. Todo esse processo aumenta também a pressão por recursos naturais, tendo em vista a necessidade de se produzir moradias e infraestruturas, como ruas, estradas, pontes, redes de energia elétrica, de abastecimento de água e coleta de esgoto, além dos sistemas de tratabilidade. Essa necessidade de consumo amplia a pressão humana sobre o seu acesso a recursos naturais e intensifica problemas já existentes decorrentes dessas atividades. O crescimento populacional também está associado a uma redução da qualidade do ar nas grandes cidades, principalmente pela concentração de veículos a combustão e indústrias que usam como base energética a queima de combustíveis fósseis, lançando no ar partículas em suspensão e gases do efeito estufa. Grandes cidades como São Paulo e regiões metropolitanas possuem recorrência na baixa da qualidade do ar em período de seca prolongada, afetando a qualidade ambiental e, consequentemente, ampliando os problemas respiratórios da população. Esse processo acaba levando a um aumento dos custos da saúde devido à necessidade ampliada de atendimento à população. Poluição atmosférica na cidade de São Paulo. O desenvolvimento urbano, sem um planejamento territorial adequado, leva a um conjunto de impactos ambientais locais, como o desmatamento decorrente de ocupação irregular, a ocorrência de atividades econômicas que geram poluição atmosférica, o desenvolvimento de áreas habitacionais sem acesso a saneamento básico e que geram poluição hídrica. Esses fatores são responsáveis pela poluição de diferentes ecossistemas e estruturas ambientais. Riscos À medida que grandes transformações territoriais ganham notoriedade nas paisagens, passam a integrar cada vez mais o que Santos (1996) considerou ser um espaço formado por “um sistema de objetos e de ações que interagem”. Esse conjunto de interações ampliou o que chamamos de riscos. Os riscos, segundo Veyret (2007), dependendo da sua origem, podem ser classificados como: Explosão em indústria química na China, 2018. Membros do Clube de Roma e responsáveis pela publicação do relatório . Ambientais Industriais e tecnológicos Econômicos, geopolíticos e sociais A partir do momento que a urbanização passou a intensificar a ocupação territorial e a promover o desenvolvimento industrial, ampliou-se também a exposição social aos riscos decorrentes desses processos. Se por um lado a expansão territorial dos espaços urbanos expôs a sociedade aos riscos ambientais decorrentes da ocupação de novas áreas, por outro, a aglomeração de fábricas e máquinas intensificou a exposição humana e ambiental ao que Veyret (2007) chamou como “risco tecnológico”. Para Beck (2000), o processo de industrialização tornou indissociável o processo de produção de riscos, uma vez que a aglomeração de fábricas e máquinas provocou um espetacular aumento no potencial destrutivo dos acidentes industriais. Devido à concentração de sítios industriais cada vez maiores e ao aumento das potências das máquinas, a ocorrência de um acidente levaria todo o conjunto de instalações industriais locais a sofrer com o efeito dominó. Esse efeito reflete, segundo Souza Junior (2002), o perigo potencial de um acidente em uma unidade de um polo industrial iniciar outros acidentes em fábricas próximas, com consequências catastróficas. O risco de ocorrência de um impacto ambiental ou social, decorrente da realização de uma atividade industrial, só pode ser analisado, conforme Veyret (2007), se houver a presença de uma população ou indivíduo que o percebe e que possa sofrer seus efeitos. Dessa forma, os riscos seriam a tradução de uma ameaça, de um perigo para aquele que está sujeito a ele e o percebe como tal. Os riscos podem ser assumidos, recusados, estimados, avaliados, calculados e aceitos. Desenvolvimento sustentável O desenvolvimento tecnológico e as transformações ambientais expuseram o mundo a riscos e modalidades de contaminação nunca antes experimentados. A publicação do relatório Limites do crescimento (1972) pelo Clube de Roma apresentou algumas reflexões sobre as consequências de um desenvolvimento territorial sem planejamento e o emprego de técnicas, para a apropriação e transformação de recursos naturais, que estavam sendo consideradas como danosas ao meio ambiente. Saiba mais Clube de Roma Grupo de pessoas ilustres, intelectuais, formadores de opinião, representantes de grupos políticos que se reúnem para debater sobre política, economia, meio ambiente e o desenvolvimento sustentável, como compromisso pactuado a fim de influenciar em questões internacionais. A publicação do relatório foi eficaz na ampliação de debates relacionados aos diferentes pontos de vistas metodológicos de análise de riscos. O relatório trouxe à tona a preocupação quanto à manutenção dos padrões desenvolvimentista da época e às consequências ambientais do processo. Além disso, o documento também apresentou argumentos indicando preocupação quanto à manutenção de um modelo de produção do espaço que desejava sempre ampliar seus ganhos econômicos, porém estava sendo realizado dentro de uma realidade que possui recursos naturais finitos. Sendo assim, a manutenção do modelo capitalista de exploração levaria ao esgotamento dos ecossistemas e a uma degradaçãoambiental impossível de reverter. Capa do relatório . Após a publicação do relatório, diversos encontros foram e continuam ocorrendo com o objetivo de discutir quais são esses limites e quais ações são possíveis de serem realizadas com o objetivo de reduzirem os impactos e os riscos decorrentes dos processos de produção espacial. Em 1987, a Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento das Nações Unidas publicou o relatório Nosso Futuro Comum, no qual o conceito de desenvolvimento sustentável apareceu pela primeira vez. O relatório da ONU definiu o desenvolvimento sustentável como "o desenvolvimento que atende às necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras de atenderem às suas próprias necessidades" (1987, n. p.). Capa do relatório . A partir da publicação desse relatório, o conceito ganhou destaque e hoje faz parte da maioria das discussões governamentais e empresariais do planeta. Mas e o planejamento urbano? Ele entra na discussão? O que é o planejamento urbano e para que serve? O planejamento urbano é uma disciplina organizada a partir da compreensão de várias outras ciências sobre os processos sociais modeladores do espaço urbano. O seu principal objetivo é organizar e orientar o desenvolvimento das cidades e dos espaços urbanos de modo a atender às necessidades dos diferentes agentes que o compõem. O principal objetivo do planejamento urbano é garantir a melhoria na qualidade de vida das pessoas. Para isso, ele precisa realizar um ordenamento territorial de modo a reduzir os conflitos pelo acesso e uso do solo, garantindo que as questões sociais, econômicas e ambientais sejam contempladas em suas equidades. A partir das discussões ambientais realizadas após a publicação do relatório Limites do Crescimento e da introdução do conceito de “desenvolvimento sustentável”, o planejamento urbano ampliou suas ações no sentido de identificar os riscos e as possibilidades de mitigar ou reduzir seus impactos socioambientais. A relação entre o planejamento urbano e a sustentabilidade da produção do espaço pode ser observada a partir de diversos aspectos. Exemplo A busca pela manutenção e construção de áreas verdes, investimentos em mobilidade urbana coletiva, inclusão social e redução das desigualdades, uso eficiente dos recursos naturais e qualquer outra ação que busque atender às necessidades da população e do meio ambiente. O planejamento urbano precisa conciliar os interesses de desenvolvimento das cidades com a proteção do meio ambiente, garantindo e melhorando a qualidade ambiental do planeta, promovendo a inclusão e a justiça social. Além disso, precisa articular entre os vários atores produtores do espaço urbano que todas essas ações visam garantir a sustentabilidade urbana a longo prazo. Exemplo do Plano Diretor de Goiás. E tem solução? Neste vídeo, abordamos quais são as formas de atingir os meios sustentáveis de lidar com a urbanização. Vale a pena conferir! Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Verificando o aprendizado Questão 1 A discussão sobre o conceito de risco é fundamental para orientarmos o planejamento territorial. Sendo assim, segundo Veyret (2007), quais são os principais riscos apresentados em nosso estudo? A Ambientais; estéticos e tecnológicos; esportivos, geopolíticos e sociais. B Ambientais; industriais e tecnológicos; econômicos, geopolíticos e sociais. C Climáticos; industriais e tecnológicos; econômicos, geopolíticos e sociais. D Ambientais; industriais e tecnológicos; geomorfológicos, geopolíticos e sociais. E Climáticos; industriais e recursos naturais; econômicos, políticos e militares. A alternativa B está correta. O texto destaca que os principais riscos apresentados pelos processos de urbanização e industrialização são aqueles ligados às questões ambientais, de desenvolvimento tecnológico, econômico e social. Questão 2 Qual relação podemos estabelecer ao relacionarmos a subjetividade do imaginário humano, ou seja, a organização dos seus desejos, anseios e a capacidade criativa aos processos de transformação do espaço? A Não podemos estabelecer nenhuma relação, pois a subjetividade humana é responsável apenas por criar imagens no pensamento. B A relação que podemos estabelecer é que, a partir do imaginário humano, os indivíduos buscam respostas para as suas perguntas e necessidades, transformando o ambiente a sua volta conforme as necessidades de cada tempo. C A subjetividade humana é a responsável por promover os fatores de proteção social que estão relacionados com a capacidade resiliente de cada indivíduo. D A subjetividade humana só existe porque o ambiente à sua volta estimula o ser humano a refletir sobre os objetos que o cercam. E A relação ocorre a partir do desenvolvimento tecnológico que realiza as transformações no espaço. A alternativa B está correta. A subjetividade do imaginário humano é responsável por iniciar os processos de inspiração e investigação sobre como é possível transformar uma necessidade, um desejo transformando o entorno do sujeito e contribuindo para a produção do espaço. 3. Conclusão Considerações finais A geografia, como ciência, reserva a possibilidade de pensarmos com profundidade os conjuntos de relações que historicamente foram estabelecidos entre a sociedade e natureza, para produzirem o espaço geográfico, enquanto se reflete a ética das responsabilidades das escolhas coletivas e individuais ao longo desses processos. Interpretar o mundo é interpretar as diferentes realidades sociais que compõem nossos sistemas de relações, revelando os desafios que historicamente foram superados. Um olhar mais abrangente sobre os processos históricos de produção do espaço urbano nos revelará que tais construções sociais coletivas expressam identidades, intenções, conhecimentos, projetos e domínio técnicos, bem como questionam qual concepção de natureza e de ser humano construímos para viver. A visão de sociedade e de mundo que adotamos até aqui implica a compreensão dos processos e das condições que propiciam aos indivíduos a realização dos seus objetivos de vidas, considerando as incertezas futuras. A produção de novas tecnologias e conhecimentos suscita debates na sociedade a respeito das imprevisibilidades quanto a valores éticos, riscos e de vulnerabilidades sociais que ainda vivenciaremos. Também impõe considerar que ao longo desse processo haverá perdas nas relações individuais, comunitárias e de autonomia dos sujeitos em seus espaços de convivência. No cotidiano, espaços sociais desiguais se apresentam, cada vez mais, permeados de riscos complexos e incertos. Territórios socialmente segregados controlam o poder, as riquezas e produzem exclusão social. Nas periferias, as vulnerabilidades sociais e ambientais crescentes são um exemplo clássico da urgência em investir recursos para que as pesquisas científicas possam produzir tecnologias e projetos que visem promover desenvolvimento social e ambiental de modo sustentável. Ao longo do século XXI, enfrentaremos o imenso desafio de redirecionar o desenvolvimento socioespacial, com vistas a buscar cada vez mais um desenvolvimento socioespacial sustentável. Explore + Para aprimorar os seus conhecimentos no conteúdo estudado, confira as nossas indicações! Assista ao documentário Entre rios – a urbanização de São Paulo, com direção de Caio Silva Ferraz. O documentário aborda o processo de transformação sofrido pelos cursos d’água paulistanos e as motivações sociais, políticas e econômicas que orientaram a cidade a se moldar como se eles não existissem. A cidade, assim como os rios, está em constante transformação e pode tomar novos rumos dependendo dos valores e anseios de sua sociedade. Vamos contribuir? Assista ao documentário O Brasil nasceu urbano, disponível no canal Sesc TV no YouTube. Nele, sociólogos, antropólogos e urbanistas revelam como foram planejadas as primeiras cidades brasileiras e como a arquitetura de traçados regulares das cidades europeiasse adaptaram à geografia brasileira. Imperdível! Acesse o site do ONU Habitat, um programa das Nações Unidas para os assentamentos humanos. A partir desse programa diversas pesquisas e discussões são realizadas quanto à qualidade do desenvolvimento socioespacial no mundo, promovendo ações de melhorias em ambientes de vulnerabilidade socioambiental. O site reúne a publicação de vários relatórios referentes a pesquisas e ações realizadas em todos os cantos do mundo, inclusive no Brasil. Vale conferir! Acesse o site da Cufa para conhecer mais dessa organização brasileira reconhecida nacional e internacionalmente por promover, nas favelas brasileiras, ações de fomento a atividades nas áreas de educação, lazer, esportes, cultura e cidadania. O objetivo da Cufa é promover a integração e inclusão social a partir das suas ações, buscando parceiros e apoiadores para os seus projetos. Acesse o site do IBGE Cidades, um sistema que agrega informações do IBGE sobre os municípios e estados do Brasil. Nele encontramos as pesquisas do IBGE, os infográficos e mapas. A partir desses dados, é possível realizar comparações entre cidades, estados e regiões, comparando diferentes os indicadores socioeconômicos. Referências BECK, U. A Sociedade Global do Risco. Uma discussão entre Ulrich Beck e Danilo Zolo. [s.l.: s.n.], 2000. COMISSÃO BRUNDTLAND. Nosso Futuro Comum. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 1987. CORRÊA, R. L. O espaço urbano. São Paulo: Ática, 2004. ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS. ONU. Relatório Mundial das Cidades de 2022. Nova York: ONU, 2022 ROLNIK, R. O que é a cidade? São Paulo: Brasiliense, 2004. SANTOS, M. A Natureza do Espaço: técnica e tempo, Razão e Emoção. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2006. SANTOS, M. Por uma geografia nova: da crítica da geografia a uma geografia crítica. São Paulo: Hucitec, 1978. SOUZA JUNIOR, M. D. Riscos Industriais: Etapas para a Investigação e a Prevenção de Acidentes. Rio de Janeiro: FUNENSEG, 2002. VEYRET, Y. Os riscos: o homem como agressor e vítima do meio ambiente. São Paulo: Contexto, 2007. Geografia urbana e seus atores 1. Itens iniciais Propósito Objetivos Introdução 1. A cidade, o urbano e a urbanização O que é a cidade? A cidade como um imã A cidade como escrita A cidade política A cidade como mercado Exemplo Atividade discursiva Milton Santos e o espaço Milton Santos e o espaço Conteúdo interativo O espaço urbano e a urbanização O que Quem Como Como podemos perceber e identificar o espaço urbano? Urbanização e divisão do trabalho Conteúdo interativo Capital humano Recursos naturais Infraestrutura de transporte e comunicação Dinâmica global de mercado e cadeias de suprimento A produção do espaço urbano Conteúdo interativo Verificando o aprendizado 2. Desenvolvimento urbano e impactos ambientais Sociedade e natureza Conteúdo interativo Desenvolvimento urbano Conteúdo interativo Riscos Ambientais Industriais e tecnológicos Econômicos, geopolíticos e sociais Desenvolvimento sustentável Saiba mais O que é o planejamento urbano e para que serve? Exemplo E tem solução? Conteúdo interativo Verificando o aprendizado 3. Conclusão Considerações finais Explore + Referências