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41) (CESPE – Consultor do Executivo – SEFAZ/ES – 2010) Se o estado do Espírito Santo tivesse ultrapassado o limite de endividamento no último quadrimestre de 2009, então ele deveria tomar medidas imperativas de recondução ao limite, no máximo até o término de 2010, enquanto perdurasse o excesso, as operações de crédito ficariam suspensas, até mesmo as de antecipação de receita. Se a dívida consolidada de um ente da Federação ultrapassar o respectivo limite ao final de um quadrimestre, deverá ser a ele reconduzida até o término dos três subsequentes, reduzindo o excedente em pelo menos 25% no primeiro. Enquanto perdurar o excesso, o ente que nele houver incorrido se submeterá a sanções, entre elas, a proibição de realizar operação de crédito interna ou externa, inclusive por antecipação de receita, ressalvado o refinanciamento do principal atualizado da dívida mobiliária. Logo, se o estado do Espírito Santo tivesse ultrapassado o limite de endividamento no último quadrimestre de 2009, então ele deveria tomar medidas imperativas de recondução ao limite, no máximo até o término de 2010, ou seja, até o término dos três quadrimestres subsequentes. Enquanto perdurasse o excesso, como regra geral, entre outras sanções, as operações de crédito ficariam suspensas, até mesmo as de antecipação de receita. Resposta: Certa 42) (CESPE – AUFC – TCU – 2009) Compete a lei complementar dispor sobre finanças públicas e sobre os limites globais e condições para o montante da dívida mobiliária dos estados, do Distrito Federal (DF) e dos municípios. Compete privativamente ao Senado, por meio de resolução, estabelecer limites globais e condições para o montante da dívida mobiliária dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. Resposta: Errada 43) (CESPE - Procurador - PGE/PE - 2009) Para fins de apuração da dívida flutuante, são excluídos os restos a pagar. De acordo com o art. 92 da Lei 4.320/1964, a dívida flutuante compreende: - Os restos a pagar, excluídos os serviços da dívida. - Os serviços da dívida a pagar. - Os depósitos. - Os débitos de tesouraria. Logo, os restos a pagar integram a dívida flutuante. Resposta: Errada 44) (CESPE - Analista Administrativo - ANATEL - 2009) O refinanciamento da dívida mobiliária corresponde à emissão de títulos para pagamento do principal, não incluídos a atualização monetária e os juros, e se limita, ao final de cada exercício, ao montante existente no exercício anterior. O refinanciamento da dívida mobiliária corresponde à emissão de títulos para pagamento do principal, acrescido da atualização monetária, e se limita, ao final de cada exercício, ao montante existente no exercício anterior somado ao das operações de crédito autorizadas no orçamento para este efeito e efetivamente realizadas, acrescido de atualização monetária. Resposta: Errada 45) (CESPE - Analista Técnico Administrativo - MI - 2009) As cauções, as garantias recebidas em dinheiro de terceiros para a execução de contratos de obras e fornecimento de serviços e as diversas arrecadações por conta de terceiros devem integrar o cômputo da dívida flutuante. De acordo com o art. 92 da Lei 4.320/1964, a dívida flutuante compreende: - Os restos a pagar, excluídos os serviços da dívida. - Os serviços da dívida a pagar. - Os depósitos. - Os débitos de tesouraria. Dentro de “depósitos” estão incluídas as cauções. Resposta: Certa 46) (CESPE - TFCE - TCU - 2009) Se um município, ao final do primeiro quadrimestre de 2009, tiver ultrapassado o limite da sua dívida consolidada em R$ 600 milhões, isso significará que, até o final de agosto, ele deverá reduzi-la em R$ 200 milhões, sob pena de ficar impedido de receber transferências voluntárias a partir de setembro. Consoante o art. 31 da LRF, se a dívida consolidada de um ente da Federação ultrapassar o respectivo limite ao final de um quadrimestre, deverá ser a ele reconduzida até o término dos três subsequentes, reduzindo o excedente em pelo menos 25% no primeiro. Logo, se um município, ao final do primeiro quadrimestre, tiver ultrapassado o limite da sua dívida consolidada em R$ 600 milhões, isso significará que, até o final de agosto (primeiro quadrimestre após a ultrapassagem do limite), ele deverá reduzi-la em no mínimo R$ 150 milhões, pois o excedente deve ser reduzido em pelo menos 25% no primeiro quadrimestre subsequente. Resposta: Errada 47) (CESPE - Contador - Ministério dos Esportes - 2008) A dívida pública consolidada ou fundada é o montante total, apurado sem duplicidade, das obrigações financeiras do ente da Federação, assumidas em virtude de leis, contratos, convênios ou tratados e da realização de operações de crédito, para amortização em prazo superior a cinco anos. A dívida pública consolidada ou fundada corresponde ao montante total, apurado sem duplicidade, das obrigações financeiras do ente da Federação, assumidas em virtude de leis, contratos, convênios ou tratados e da realização de operações de crédito, para amortização em prazo superior a doze meses. Resposta: Errada 48) (CESPE – Gestão de orçamento e finanças – IPEA – 2008) Os títulos emitidos pelo Banco Central do Brasil não são computados no cálculo da dívida pública. Será incluída na dívida pública consolidada da União a relativa à emissão de títulos de responsabilidade do Banco Central do Brasil e as operações de crédito de prazo inferior a doze meses cujas receitas tenham constado do orçamento. Logo, os títulos emitidos pelo Banco Central do Brasil são computados no cálculo da dívida pública. Resposta: Errada 49) (CESPE - Contador - Ministério dos Esportes - 2008) Integram a dívida consolidada, para fins de aplicação dos limites da dívida pública e de operações de crédito, todos os precatórios judiciais não pagos durante a execução do orçamento em que houverem sido incluídos. Os precatórios judiciais não pagos durante a execução do orçamento em que houverem sido incluídos integram a dívida consolidada, para fins de aplicação dos limites (art. 30, § 7º, da LRF). Resposta: Certa 50) (CESPE – AUFC – TCU – 2008) Caso a União emita novos títulos para pagamento de dívidas mobiliárias vencidas, as quais se componham de principal, atualização monetária e juros, nos valores de, respectivamente, R$ 100.000,000,00, R$ 10.000.000,00 e R$ 15.000.000,00, nessa situação, de acordo com a LRF, o refinanciamento de tais dívidas corresponderá a R$ 100.000.000,00. Para os efeitos da LRF, o refinanciamento da dívida mobiliária corresponde à emissão de títulos para pagamento do principal acrescido da atualização monetária (art. 29, V, da LRF). Logo: Refinanciamento = principal + atualização monetária Refinanciamento = R$ 100.000,000,00 + R$ 10.000.000,00 Refinanciamento = R$ 110.000,000,00 Nessa situação, de acordo com a LRF, o refinanciamento de tais dívidas corresponderá a R$ 110.000.000,00. Resposta: Errada OPERAÇÕES DE CRÉDITO 51) (CESPE – Auditor - Conselheiro Substituto – TCE/PR – 2016) Garantias ou cauções recebidas de terceiros para a execução de contratos de prestação de serviços são denominadas débitos de tesouraria. As operações de crédito por antecipação de receita são denominadas débitos de tesouraria. Resposta: Errada 52) (CESPE – Analista Judiciário – Administrativa – TRE/PI – 2016) A relação custo-benefício inclui-se entre os aspectos a serem considerados por uma entidade governamental nas análises das operações de crédito. O Ministério da Fazenda verificará o cumprimento dos limites e das condições relativos à realização de operações de crédito de cada ente da Federação, inclusive das empresas por eles controladas, diretaou indiretamente. O ente interessado formalizará seu pleito fundamentando-o em parecer de seus órgãos técnicos e jurídicos, demonstrando a relação custo- benefício, o interesse econômico e social da operação e o atendimento de diversas outras condições previstas na LRF. Resposta: Certa 53) (CESPE – Analista Técnico-Administrativo – MDIC – 2014) As dívidas realizadas para atender a insuficiências de caixa ou de tesouraria constituem dívida flutuante. As operações de crédito por antecipação de receita (débitos de tesouraria), destinadas à insuficiência de caixa, compõem a dívida flutuante. Resposta: Certa 54) (CESPE – Administrador – Polícia Federal – 2014) Uma operação de crédito por antecipação de receita orçamentária somente será realizada se a respectiva destinação dos recursos estiver prevista na lei de diretrizes orçamentárias. Não há tal determinação na LRF. Tal dispositivo existia no projeto da LRF aprovado pelo Legislativo, mas foi vetado pelo Presidente da República (era o art. 4º, I, d). Dentre as razões do veto, foi justificado que as operações de crédito por antecipação de receita têm como objetivo legal a recomposição momentânea do fluxo de caixa global do órgão ou da entidade. Assim, não existe a possibilidade de indicar, com antecedência, a destinação dos recursos provenientes dessas operações. Resposta: Errada 55) (CESPE – Administrador – Ministério da Integração - 2013) Considere que determinado município contrate empréstimo com instituição financeira que consista na antecipação de parte de seus tributos para pagamento da folha de salários de seus funcionários. Nessa situação, deve-se considerar essa operação dívida flutuante. As operações de crédito por antecipação de receita orçamentária compõem a dívida flutuante. Resposta: Certa 56) (CESPE – Analista - Planejamento e Orçamento - MPU – 2013) A LRF proíbe que, nos dois últimos anos do mandato, governadores e prefeitos antecipem receitas tributárias por meio de empréstimos de curto prazo, concedam aumento de salários e contratem novos servidores públicos. Questão que mistura Operações de Crédito e Despesas com Pessoal (outro tema da LRF). A operação de crédito por antecipação de receita orçamentária estará proibida no último ano de mandato do Presidente, Governador ou Prefeito Municipal. No que tange ao tema “Despesas com Pessoal”, é nulo de pleno direito o ato de que resulte aumento da despesa com pessoal expedido nos 180 dias anteriores ao final do mandato do titular do respectivo Poder ou órgão (art. 21, parágrafo único, da LRF). Seria o caso da concessão de aumento de salários e da contratação de novos servidores públicos. A questão está incorreta porque em ambos os casos afirma que a proibição abrange os últimos dois anos do mandato. Resposta: Errada 57) (CESPE - Advogado – AGU – 2012) Em determinadas situações previstas em lei, o governo federal poderá conceder empréstimos para pagamento de despesas com pessoal dos estados, do DF e dos municípios. A CF/1988 veda a transferência voluntária de recursos e a concessão de empréstimos, inclusive por antecipação de receita, pelos Governos Federal e Estaduais e suas instituições financeiras, para pagamento de despesas com pessoal ativo, inativo e pensionista, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios (art. 167, X, da CF/1988). Resposta: Errada 58) (CESPE – Analista Judiciário – Contabilidade - TRE/RJ – 2012) Caso, em 2012, os municípios realizem operações de crédito por antecipação de receita orçamentária, essas operações deverão ser incluídas em suas respectivas leis orçamentárias, em obediência ao princípio da universalidade. As operações de crédito por antecipação de receita orçamentária destinam-se a insuficiência de caixa e são receitas extraorçamentárias. Resposta: Errada 59) (CESPE – Procurador – ALES – 2011) A LRF restringiu a realização das operações de crédito por antecipação de receita, antes permitidas a qualquer tempo pela Lei n.º 4.320/1964, para somente após o segundo mês do início do exercício financeiro. De acordo com o art. 7º da Lei 4.320/1964: “Art. 7º A Lei de Orçamento poderá conter autorização ao Executivo para: II – Realizar em qualquer mês do exercício financeiro, operações de crédito por antecipação da receita, para atender a insuficiências de caixa.” De acordo apenas com a Lei 4.320/1964, a LOA poderá conter autorização ao Executivo para realizar em qualquer mês do exercício financeiro, operações de crédito por antecipação da receita, para atender a insuficiências de caixa. No entanto, esse dispositivo foi parcialmente prejudicado e deve ter sua leitura combinada com a LRF, por ser esta mais restritiva. Uma das regras é que as operações de crédito por antecipação de receita realizar-se-ão somente a partir do décimo dia do início do exercício. Logo, não são permitidas apenas após o segundo mês do início do exercício financeiro, como afirma o item. Resposta: Errada 60) (CESPE - Analista de Economia - MPU - 2010) Acerca da elaboração e do controle dos orçamentos e balanços da União, dos estados, dos municípios e do Distrito Federal, julgue o item. A lei de orçamento pode conter autorização ao Poder Executivo para que este realize, em qualquer mês do exercício financeiro, operações de crédito por antecipação da receita, para atender insuficiências de caixa. A questão pede a resposta apenas de acordo com a elaboração e o controle dos orçamentos e balanços da União, dos estados, dos municípios e do Distrito Federal, ou seja, de acordo com a Lei 4320/1964. De acordo apenas com a Lei 4.320/1964, a qual estatui Normas Gerais de Direito Financeiro para elaboração e controle dos orçamentos e balanços da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal, a LOA poderá conter autorização ao Executivo para realizar em qualquer mês do exercício financeiro, operações de crédito por antecipação da receita, para atender a insuficiências de caixa. Relembro que esse dispositivo foi parcialmente prejudicado e deve ter sua leitura combinada com a LRF, por ser esta mais restritiva. Resposta: Certa