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De acordo com a Lei nº 14.133/2021, julgue o item que segue. O servidor público que tiver participado dos procedimentos relacionados às licitações e precisar defender-se na esfera administrativa em virtude de ato ilícito doloso, poderá ser defendido por advocacia pública, eis que a Administração deve prezar pela sua imagem de seus agentes. ( ) CERTO ( X ) ERRADO SOLUÇÃO DA QUESTÃO ERRADO. Cuidado, pessoal! Nada disso! A possibilidade do agente público ser representado por advocacia pública, quando algum órgão de controle queira lhe imputar responsabilizar por eventual ato irregular, está prevista no art. 10. Contudo, existindo provas do ato ilícito doloso, por força do §1º, o agente não terá essa opção e deverá contratar sua defesa. Logo, incorreta a nossa questão. Vamos revisar o referido art. 10! Tome nota: • O servidor somente terá direito a ser defendido por advocacia pública se tiver seguido o “parecer jurídico” elaborado pelo órgão de assessoramento. O referido parecer é elaborado logo após o final da fase preparatória (para fins de aprofundamento, sugiro a leitura do art. 53). • É uma opção do agente público ser representado ou não por advocacia pública. • Poderá ser representado na fase judicial e extrajudicial. Obs1.: ainda que o agente não ocupe mais o cargo, função ou emprego em que foi praticado o ato questionado, poderá ser representado por advocacia pública. Obs2.: anote as hipóteses em que o agente público não poderá ser representado por advocacia pública: • quando não seguir o parecer jurídico elaborado pelo órgão de assessoramento; ou • quando tiver provas de ilícito doloso. → Vejamos o referido dispositivo legal: Art. 10. Se as autoridades competentes e os servidores públicos que tiverem participado dos procedimentos relacionados às licitações e aos contratos de que trata esta Lei precisarem defender-se nas esferas administrativa, controladora ou judicial em razão de ato praticado com estrita observância de orientação constante em parecer jurídico elaborado na forma do § 1º do art. 53 desta Lei, a advocacia pública promoverá, a critério do agente público, sua representação judicial ou extrajudicial. § 1º Não se aplica o disposto no caput deste artigo quando: I - (VETADO); II - provas da prática de atos ilícitos dolosos constarem nos autos do processo administrativo ou judicial. § 2º Aplica-se o disposto no caput deste artigo inclusive na hipótese de o agente público não mais ocupar o cargo, emprego ou função em que foi praticado o ato questionado. → Para complementar o estudo, colaciono o art. 53 da Lei, que trata do mencionado “parecer jurídico”: Art. 53. Ao final da fase preparatória, o processo licitatório seguirá para o órgão de assessoramento jurídico da Administração, que realizará controle prévio de legalidade mediante análise jurídica da contratação. § 1º Na elaboração do parecer jurídico, o órgão de assessoramento jurídico da Administração deverá: I - apreciar o processo licitatório conforme critérios objetivos prévios de atribuição de prioridade; II - redigir sua manifestação em linguagem simples e compreensível e de forma clara e objetiva, com apreciação de todos os elementos indispensáveis à contratação e com exposição dos pressupostos de fato e de direito levados em consideração na análise jurídica; § 3º Encerrada a instrução do processo sob os aspectos técnico e jurídico, a autoridade determinará a divulgação do edital de licitação conforme disposto no art. 54. § 4º Na forma deste artigo, o órgão de assessoramento jurídico da Administração também realizará controle prévio de legalidade de contratações diretas, acordos, termos de cooperação, convênios, ajustes, adesões a atas de registro de preços, outros instrumentos congêneres e de seus termos aditivos. § 5º É dispensável a análise jurídica nas hipóteses previamente definidas em ato da autoridade jurídica máxima competente, que deverá considerar o baixo valor, a baixa complexidade da contratação, a entrega imediata do bem ou a utilização de minutas de editais e instrumentos de contrato, convênio ou outros ajustes previamente padronizados pelo órgão de assessoramento jurídico.