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Comentários: 
▪ O art. 53 prevê que, ao final da fase preparatória, o processo licitatório seguirá para o órgão 
de assessoramento jurídico da Administração, que realizará controle prévio de legalidade 
mediante análise jurídica da contratação. 
▪ Nesse caso, será elaborado “parecer jurídico”. 
▪ Caso a autoridade pública siga o conteúdo do parecer, ela terá direito, se for o caso, de ser 
defendida por advocacia pública, caso algum órgão de controle queira lhe imputar 
responsabilidade por suposto ato irregular. 
 
TÍTULO II 
DAS LICITAÇÕES 
Capítulo I 
Do Processo Licitatório 
Art. 11. O processo licitatório tem por objetivos: 
I – assegurar a seleção da proposta apta a gerar o resultado de contratação mais vantajoso 
para a Administração Pública, inclusive no que se refere ao ciclo de vida do objeto; 
II – assegurar tratamento isonômico entre os licitantes, bem como a justa competição; 
Defesa por 
advocacia 
pública
Autoridades e 
servidores
Procedimentos relacionados às licitações e aos 
contratos
Esferas administrativa, controladora ou judicial
Ato praticado seguindo orientação de parecer 
jurídico da assessoria jurídica pública
A critério do agente público
Judicial e extrajudicial
Não se aplica 
se
Não seguir o parecer jurídico
Prova de ilícito doloso
 
 
 
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II – estabelecer tratamento diferenciado de natureza comercial, legal, trabalhista, previdenciária 
ou qualquer outra entre empresas brasileiras e estrangeiras, inclusive no que se refere a moeda, 
modalidade e local de pagamento, mesmo quando envolvido financiamento de agência 
internacional; 
III – opor resistência injustificada ao andamento dos processos e, indevidamente, retardar ou 
deixar de praticar ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa em lei. 
§ 1º Não poderá participar, direta ou indiretamente, da licitação ou da execução do contrato 
agente público de órgão ou entidade licitante ou contratante, devendo ser observadas as 
situações que possam configurar conflito de interesses no exercício ou após o exercício do cargo 
ou emprego, nos termos da legislação que disciplina a matéria. 
Comentário: 
▪ Por exemplo: a legislação sobre conflito de interesses poderá fixar um prazo de 
“quarentena” para o agente público, mesmo após o exercício do cargo ou emprego. 
▪ Um exemplo consta na Lei 12.813/2013, que proíbe, durante o prazo de seis meses após o 
exercício do cargo ou emprego, que determinadas autoridades públicas firmem contratos 
de serviço, consultoria, assessoramento ou atividades similares com órgãos ou entidades 
do Poder Executivo federal, vinculados, ainda que indiretamente, ao órgão ou entidade em 
que tenha ocupado o cargo ou emprego (Lei 12.813/2013, art. 6º, II, “c”). 
§ 2º As vedações de que trata este artigo estendem-se a terceiro que auxilie a condução da 
contratação na qualidade de integrante de equipe de apoio, profissional especializado ou 
funcionário ou representante de empresa que preste assessoria técnica. 
Art. 10. Se as autoridades competentes e os servidores públicos que tiverem participado dos 
procedimentos relacionados às licitações e aos contratos de que trata esta Lei precisarem 
defender-se nas esferas administrativa, controladora ou judicial em razão de ato praticado com 
estrita observância de orientação constante em parecer jurídico elaborado na forma do § 1º do art. 
53 desta Lei, a advocacia pública promoverá, a critério do agente público, sua representação 
judicial ou extrajudicial. 
§ 1º Não se aplica o disposto no caput deste artigo quando: 
I - (VETADO); 
II – provas da prática de atos ilícitos dolosos constarem nos autos do processo administrativo ou 
judicial. 
§ 2º Aplica-se o disposto no caput deste artigo inclusive na hipótese de o agente público não mais 
ocupar o cargo, emprego ou função em que foi praticado o ato questionado.

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