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SBCM III - CLÍNICA MÉDICA - CASO 03 DISLIPIDEMIAS Para compreender a dislipidemia precisamos antes relembrar alguns conceitos básicos relevantes, como a composição das lipoproteínas, sua composição e diferentes tipos, dentre: • QM (quilomícron, composto de triglicérides) • VLDL (lipoproteína de muita baixa densidade, composto de triglicérides e colesterol) • LDL (lipoproteína de baixa densidade, composto principalmente de colesterol) • HDL (lipoproteína de alta densidade composto principalmente de proteínas) Ainda, vale compreender que o colesterol é o precursor dos hormônios esteroidais, ácidos biliares e vitamina-D, assim como o triglicérides é uma forma de armazenamento energético essencial. Devemos lembrar que os fosfolipídeos estão presentes nas membranas celulares e até que as lipoproteínas servem para solubilização e transporte dos lipídeos através do meio aquoso do plasma, que são normalmente hidrofóbicos 1 – PROCESSO DE FORMAÇÃO Após a alimentação, os triglicerídeos são absorvidos pelos enterócitos e transportados ao fígado na forma de QM, até serem transformados em VLDL quando unidos ao colesterol. Parte desse VLDL retorna ao fígado, enquanto outra porção é utilizada no transporte e distribuição dos triglicerídeos. Visto que cada lipoproteína possui diferentes conjuntos de proteínas de superfície, a depender da dieta e gorduras ingeridas, temos diferentes concentrações de cada uma delas. Vale saber que: HDL: é formado no fígado/intestino e age “sequestrando” o colesterol do VLDL, consequentemente diminuindo a formação do LDL e entregando o colesterol aos tecidos. LDL: composto substancialmente por colesterol, em excesso, acaba se complexando e aderindo à membrana dos vasos, formando as placas TRIGLICERÍDEOS: quando muito altos podem levar à alterações pancreáticas (pancreatites) OBS: devemos compreender que dislipidemia se trata de concentrações anormais de lipídeos no sangue, independentemente de quais. 2 - EXAMES Para compreender a alta taxa de lipídeos no sangue e quais os alterados, deve-se solicitar o perfil lipídico, que visualiza o colesterol total, para visualização de colesterol total (CT), os triglicerídeos, o HDL e o LDL, seguindo os parâmetros categorizados em: 3 – CLASSIFICAÇÕES DA DISLIPIDEMIA A) ISOLADOS HIPERCOLESTEROLEMIA ISOLADA: significa a elevação isolada do LDL-C HIPERTRIGLICERIDEMIA ISOLADA: significa a elevação isolada dos triglicerídeos, refletindo o aumento do número ou volume de TG B) MISTOS HIPERDISLIPIDEMIA MISTA: possui tanto os valores de LDL-C quanto os de TG aumentados. Os triglicérides, nesse caso, quando exacerbados (>400) tornam inadequado o cálculo normal, devendo ser considerado, no lugar, CT>200mg/dl BAIXO HDL-C: considera-se 500), na terapia para redução dos riscos de pancreatite – porém, sua associação à estatinas deve ser evitada por aumentar os riscos de toxicidade musculoesquelética e miopatia no paciente, agravando dores musculares e risco de cardiopatias ÁCIDO NICOTÍNICO: presente nas vitaminas do complexo B, pode-se utilizar como terapia adicional, ainda que tenha efeitos colaterais de liberação rápida que envolvem alterações do TGI e, principalmente, alterações de pele ÁCIDOS GRAXOS: representado pelo ômega-3, agem principalmente sobre os triglicerídeos, reduzindo-os ao inibir a síntese de VLDL. Estudos indicam eficácia relacionada com altíssimas doses (10-20g/dia), fazendo comque sua suplementação seja geralmente associada aos fibratos HIPERTENSÃO Inicialmente, devemos compreender que a Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) se trata de uma doença crônica não transmissível que atua como fatore de risco para doenças cardiovasculares (DCV), doença renal crônica (DRC) e até a morte prematura, considerado fator modificável pela variabilidade e sua possibilidade de tratamento. As doenças cardiovasculares acabam sendo a principal causa de morte, hospitalização e atendimentos ambulatoriais, incluindo a hipertensão arterial como uma de suas parcelas. 1 – FATORES DE RISCO E FISIOPATOLOGIA Dos fatores de risco para hipertensão, temos: INDIVIDUALIDADES: genética, sedentarismo, obesidade ou sobrepeso, sexo biológico e etnia HÁBITOS DE VIDA: alta ingestão de sódio (>2g/dia), baixa ingestão de potássio, consumo de álcool (>30g ou 6 doses/dia) ANTECEDENTES PESSOAIS: comorbidades como apneia obstrutiva do sono, doenças cardiovasculares e uso de algumas medicações A hipertensão une a descompensação entre o débito cardíaco (DC) e a resistência vascular periférica (RVP), podendo estar um ou ambos aumentados com o desenvolvimento da patogenia OBS: PREVENÇÃO PRIMÁRIA 2 – DIAGNÓSTICO Para diagnosticar a hipertensão arterial em um indivíduo, deve-se aferir a PA em ambos os braços, na busca de encontrar uma PAs (sistólica) ≥140mmHg e uma PAd (diastólica) ≥90mmHg A) AFERIÇÃO DA PRESSÃO É importante realizar ao menos duas aferições, em ocasiões diferentes no mesmo braço (o de valor mais elevado), na ausência de medicações anti- hipertensivas para validar o diagnóstico. Há condições que podem levar a uma diferença significativa (>15mmHg) entre as PAs de cada braço, como em doenças vasculares ateromatosas. Para aferição, segue-se o guia: Em cada uma das ocasiões, deve-se tirar ao menos três medidas de PA, com intervalos de 1 a 2 minutos entre elas, podendo haver medidas adicionais quando houver diferenças significativas entre elas (>10mmHg). Deve-se registrar no prontuário a média das duas últimas aferições, por inteiro (sem arredondar) e qual braço foi analisado B) CLASSIFICAÇÃO DA HIPERTENSÃO C) ALTERAÇÕES DA PRESSÃO HIPOTENSÃO ORTOSTÁTICA: se dá pela redução da PAs em 20mmHg ou da PAd em 10mmHg entre duas aferições em posições diferentes. Inicialmente, o paciente deve estar em posição supina (decúbito dorsal) após, pelo menos, 5 minutos e, em seguida, deve-se medir a PA 1min após o paciente se levantar e, por fim, 3min após. HIPERTENSÃO MASCARADA: ocorre quando o paciente apresenta PA normal no consultório e elevada fora dele, que acontece geralmente por uso irregular da medicação (a pessoa toma logo antes de ir à consulta, mas, no dia a dia é várzea), mascarada por “pré-hipertensão” no consultório ou em pacientes com lesão alvo ou alto risco CV HIPERTENSÃO DO AVENTAL BRANCO: ocorre quando a PA se apresenta alta no consultório, mas normal fora dele, muitas vezes ligado à ansiedade do paciente com a saúde/consulta/médico, por isso associada ao “avental branco” dos profissionais de saúde. É mais comum em HAS de estágio 1 ou em pessoas de pressão normal com medo de hospitais Para manejo das variáveis pressões, temos: D) AVALIAÇÃO CLÍNICA ANAMNESE: deve haver análise minuciosa sobre o tempo de diagnóstico e a regularidade do tratamento (isso se houver tratamento), assim como o histórico familiar e pessoal para que se possa diferenciar a HAS primária e secundária, junto à fatores de risco para DCV, DRC, medicamentos de uso contínuo, alcoolismo, tabagismo e outros aspectos biopsicossociais. EXAME FÍSICO: além da aferição da pressão, deve- se avaliar a frequência cardíaca, IMC, circunferência abdominal e o exame físico geral, observando a região cervical (ausculta carotídea, busca de estase jugular, palpação de tireoide), ausculta cardíaca e pulmonar, verificação do estado geral, tempo de perfusão, possíveis edemas em membros superiores e/ou inferiores, assim como o exame físico abdominal na busca de doenças dos mais diversos aparelhos que possam afetar a PA E) AVALIAÇÃO COMPLEMENTAR EXAMES LABORATORIAIS: dos exames laboratoriais, pode-se solicitar análise de urina, análise bioquímica (creatinina, ureia, sódio, potássio, ácido úrico), hormonal (tireoidianos), lipídica (colesterol total, HDL, LDL, TG) e, é claro, o hemograma junto à glicemia e hemoglobina glicada EXAMES DE IMAGEM: dos exames de imagem, podemos analisar as porções cardiovasculares com RXT, ECG, ECO, US (carótidas), assim como as porções renais por meio de US ou Doppler, junto ao MAPA ou o MRPA e ao teste ergométrico MONITORIZAÇÃO: a monitorização domiciliar do paciente pode ser feito por meio da Monitorização Automática da Pressão Arterial (MAPA), com um aparelho acoplado ao braço do paciente durante 24h, que realiza aferições automaticamente de tempos em tempos. É ótimo para pacientes que tenham dificuldades em realizar a aferição constantemente (pois não atrapalha tanto as atividades rotineiras e vê a noite também), mas, infelizmente, é um aparelho caro, pouco disponível e possivelmente desconfortável de usar. Ainda, temos a possibilidade de realizar a Monitorização Residencial da Pressão Arterial (MRPA), onde o paciente fica com o aparelho de pressão do posto ou utiliza o próprio por 24h, também medindo de tempos em tempos. O custo é baixo e está amplamente disponível, sendo uma maneira possível de acompanhar a variabilidade da PA. Infelizmente, tem maiores tendências de haver erros de técnica quando comparado ao MAPA, além de não ser possível a realização de leituras noturnas e somente afere a pressão do paciente em repouso. 3 – CAUSAS DA HIPERTENSÃO A) HIPERTENSÃO PRIMÁRIA É uma doença multifatorial e essencialmente genética, podendo aparecer em qualquer momento da vida, incluindo na infância-juventude. B) HIPERTENSÃO SECUNDÁRIA É aquela decorrente de causa base, seja uma doença prévia ou uso de medicações que interfiram nos índices pressóricos, havendo aqui possibilidade de cura ou controle sem uso de anti-hipertensivos, afinal, deve-se tratar a causa desencadeante antes Podemos ter doenças de base como a DRC, DCV, apneia obstrutiva do sono, ou causas endócrinas como hiper ou hipotireoidismo, Cushing, acromegalias e a obesidade, assim como o uso de algumas medicações, drogas ou substâncias exógenas como imunossupressores, anticoncepcionais, corticosteroides, AINEs, etc. 5 - ESTRATIFICAÇÃO DO RCV O Risco Cardiovascular (RCV) aumenta proporcionalmente à pressão aumentada de maneira descompensada, independentemente da etnia, idade e sexo. Estratifica-lo serve para nortear estratégias de prevenção e tratamento, ao relacionar o aumento da pressão e outros fatores de risco para DCV. Temos como alguns dos fatores: Idade (65+), obesidade, FC elevada (>80), LDL elevado, histórico familiar de HAS e/ou DCV, tabagismo, diabetes melitus associada, sexo biológico masculino e lesão de órgão alvo, seja relacionada à DRC, HVE ou outras doenças. 6 – TRATAMENTO A) METAS O objetivo, em geral, é controlar a pressão dentro das metas previamente estabelecidas, que são definidas individualmente considerando a idade, a presença de DCV e/ou seus fatores de risco. De maneira genérica a meta visaria alcançar valores inferiores à 140/90mmHg e superiores à 120/70mmHg. Em indivíduos mais jovens e sem fatores de risco associados, é possível estabelecer uma meta genérica de valores inferiores à 130/80 B) NÃO MEDICAMENTOSO Em geral, o tratamento não medicamentoso envolve melhora dos hábitos de vida do paciente, iniciando pelo cessar do alcoolismo e tabagismo, esse apresentando potenciais consideráveis de dano junto à intensificação (e aceleração) de processos aterotrombóticos. O próprio tabaco eleva temporariamente a pressão de 5 a 10mmHg Deve haver mudanças na alimentação, seguindo a dieta DASH (Dietary Approaches to Stop Hypertension),onde aumenta-se o consumo de frutas, hortaliças, cereais e laticínios com baixo teor de gordura e alto teor de potássio, junto à moderação no consumo de oleaginosas e redução no consumo de carnes vermelhas, gorduras, doces, açúcares e etc., além da limitação do consumo de sal que, em gera, é até 2g/dia. Deve-se moderar o consumo de cafeína (até 200mg/dia) pois essa eleva a PA singelamente, assim como o álcool Deve-se incentivar o paciente à prática regular de atividades físicas (150min+), pois diminuem a incidência de HA, evitando o sedentarismo (5min em pé a cada 30min sentado) Essas medidas são indicadas em todos os estágios de hipertensão, a partir do diagnóstico. C) MEDICAMENTOSO O tratamento medicamentoso é indicado para os pacientes nos estágios 2 e 3 da hipertensão ou para aqueles que, mesmo em estágio 1, possuam risco cardiovascular de moderado a alto, devendo ser iniciado logo em seguida do diagnóstico. Nos indivíduos em hipertensão de estágio 1 e com baixo RCV deve-se, inicialmente, tentar a mudança no estilo de vida e, após um período de três meses, se não eficaz, iniciar o tratamento medicamentoso. Ainda, o tratamento medicamentoso deve ser iniciado imediatamente em hipertensos idosos frágeis com índice PAs acima de 160mmHg e, nos idosos hígidos, índices PAs acima de 140mmHg. O principal objetivo do tratamento medicamentoso é a proteção cardiovascular, diminuindo o risco e os índices de eventos cardiovasculares. Segue-se: 7 – CRISE HIPERTENSIVA Na urgência hipertensiva, temos elevação acentuada da PAs (>180mmHg) e/ou PAd (>120mmHg), mas não há lesão aguda ou lesão em órgãos alvo, sem risco iminente de morte. Na emergência hipertensiva, temos elevação acentuada da PAs (>180mmHg) e/ou PAd (>120mmHg), com aguda ou lesão em órgãos alvo, progressiva com risco iminente de morte. Para investigação da lesão de órgão alvo, deve-se buscar analisar alguns exames como ECG, RX-tórax, hemograma, creatinina, ureia, potássio, exame de urina 1 e de marcadores de necrose miocárdica. Dos principais acometimentos de LOA, temos os cardiovasculares, neurológicos, renais e oftálmicos, podendo-se relacionar com: 8 – HIPERTENSÕES PROBLEMÁTICAS A) RESISTENTE Temos como hipertensão arterial resistente (HAR) aquela que, mesmo com o uso de três ou mais classes de hipertensivos em seu máximo de dose, permanece alta. Aqui, preferencialmente haverá uso de um diurético tiazídico, mas, detectada a resistência, deverá ser usado além do diurético bloqueadores do sistema RAA e vasodilatadores B) REFRATÁRIA Temos como hipertensão refratária (HARf) aquela que, mesmo com o uso de cinco ou mais anti- hipertensivos em seu máximo de dose, permanece alta. Aqui, geralmente o paciente já está em uso de espironolactona e um diurético de longa ação. A pressão “alta” considerada em ambas HAR e HARf seria aquela acima de 140/90mmHg, sendo que a refratária nada mais é do que um subgrupo da hipertensão resistente. ARRITMIAS Para compreender os acometimentos das arritmias, deve-se recordar das porções do eletrocardiograma, exame essencial para diagnóstico, tanto em sua composição quanto em suas ondas. A primeira observação consiste na regularidade do ritmo, buscando variações existentes (ou não) entre ondas PP ou RR. Normalmente, a onda P se encontra positiva (para cima) em DI, DII e aVF, antes de cada complexo QRS. Em um ritmo irregular, a frequência cardíaca deve ser encontrada multiplicando o número de complexos QRS em 10 segundos (DII longo), por 6. 1 – IDENTIFICAÇÃO DAS ARRITMIAS FREQUÊNCIA CARDÍACA: considera-se a bradicardia (100bpm) ou os batimentos normais (60-100) DURAÇÃO QRS: pode-se encontrar estreito (120ms), sugerindo origem, respectivamente, supraventricular ou provavelmente ventricular. INTERVALOS E ONDAS: considera-se, por exemplo, o ritmo entre os intervalos RR, que pode ser irregular ou regular, a visibilidade da onda P e a relação entre a onda P e o complexo QRS, assim como o intervalo PR (normal, aumentado, variável) 2 – TAQUICARDIAS SUPRAVENTRICULARES A) POR REENTRADA Aqui, geralmente o intervalo RR se apresenta regular, englobando os acontecimentos de taquicardia por reentrada nodal, por atrioventricular, por atrial focal ou por flutter atrial. REENTRADA NODAL: podendo acontecer tanto no nó atrioventricular quanto no átrio-focal, é causada por problemas no atrioventricular, onde suas duas vias de condução passam a ter velocidades diferentes, criando no circuito de reentrada que ocorre de baixo para cima. É a mais frequente das taquicardias supraventriculares. Aqui, o tratamento de escolha é adenosina endovenosa e, se possível, realização de manobra vagal concomitantemente FLUTTER ATRIAL: possui onda F e pode cursar com BAV variável B) POR AUTOMATISMO: une os acontecimentos de aumento, como as taquicardias por automatismo sinusal ou juncional C) COM ESTREITAMENTO DE QRS Nessas alterações, o paciente pode apresentar palpitações em pescoço e tórax, dor precordial, tontura, fadiga, dispneia e ansiedade. Aqui, considera-se o intervalo RR como irregular. FIBRILAÇÃO ATRIAL: sem onda P, com ritmo irregular e frequência que varia entre 300-600 estímulos por minuto, onde os átrios perdem o sincronismo e não se contraem, levando à eventos trombóticos intra-atriais (pela estase), que podem evoluir em tromboembolismos pulmonar/sistêmicos. Temos diversas causas, incluindo: Aqui, os sintomas são variáveis e até indeterminados, apresentando ritmo cardíaco irregular e frequência ventricular média entre 70- 80 bpm. Das principais complicações envolvidas, destaca-se o tromboembolismo periférico e a ICC Como dito anteriormente, aqui não há onda P e RR se apresenta irregular. O tratamento visa reversão ao ritmo sinusal, redução da frequência ventricular média e profilaxia anticoagulante, individualizados TAQUICARDIA ATRIAL: tem onda P, multifocal, diferentemente da reentrada que é focal. D) SINUSAL A taquicardia com ritmo normal/regular (sinusal) pode ter diversas causas, dentre elas: Aqui, deve ser tratado o fator desencadeante, seja com mudança da medicação que está causando problema, tratamento da doença de base, controle de sinais e sintomas (como febre), etc. 3 – TAQUICARDIAS VENTRICULARES A) COM QRS ALARGADO Aqui, a taquicardia ventricular é sustentada (>30seg), podendo ser subdividida em: MONOMÓRFICAS: tratada com amiodarona endovenosa, as ondas são similares entre si POLIMÓRFICAS: podendo ser tratada com amiodarona, sulfato de magnésio ou lidocaína a depender da apresentação, as ondas são completamente irregulares B) FIBRILAÇÃO VENTRICULAR Aqui, há múltiplas reentradas que levam à atividade ventricular desordenada, com ritmo de parada cardíaca, necessitando de desfibrilação monofásica 4 - INSTABILIDADE HEMODINÂMICA Ao considerar taquicardia aquela com frequência acima de 100bpm em repouso, deve-se encaminhar o paciente para sala de emergência, com anamnese, exame e monitorização dirigidos, podendo haver suporte de O2 em acesso venoso. A instabilidade hemodinâmica pode ser considerada por fatores como hipotensão arterial, dor precordial (isquêmica) e alterações agudas do estado mental (sonolência e confusão), assim como pode haver, em casos mais graves, congestão pulmonar, hipoxemia e até choque cardiogênico. Se detectada instabilidade, há possibilidade de cardioversão elétrica sincronizada, seguindo ISASC: • I: informar o paciente • S: sedar o paciente • A: ambuzar o paciente (devendo deixar o material de intubação previamente preparado) • S: sincronizar os aparelhos • C: chocar o paciente (a depender da arritmia) 5 – BRADIARRITMIAS Podem ser classificadas quanto as alterações que possuem, seja por distúrbios do nó sinoatrial, que leva à bradicardia sinusal ou síndrome do nó sinusal; ou por distúrbios decondução atrioventricular, que se relacionam com os bloqueios atrioventriculares (BAV) de primeiro, segundo e terceiro grau. Pode- se relacionar com diversas causas, dentre: A) CARACTERIZAÇÃO CLÍNICA Aqui, o paciente pode cursar com sinais de má perfusão e/ou choque, indicando instabilidade hemodinâmica. Desses sinais, destaca-se tontura, síncope, fraqueza, fadiga, dispneia, dor torácica, rebaixamento do nível de consciência, ausência de pulsos radiais e sudorese, além da possibilidade de alteração dos sinais vitais, com baixa PAs (