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Dados População Negra. A população negra sofreu com a escravidão com o apoio da autora Djamila Ribeiro [ pequeno manual antirracista] analisamos que a questão do negro tem fortes componentes exploratórios e de inferiorização que está enraizado nas sociedades até os dias atuais. Múltiplas violências, desde a negativa de sua identidade, a exploração da força de trabalho. Questão das políticas de inclusão [ cotas] e do enraizamento do racismo. Apelidos que permanecem o cotidiano que tendem a reforçar o racismo, o preconceito e do racismo é infelizmente uma realidade. Se a população negra é a maior no país, quase 56%, o que torna o Brasil a população negra fora da África, a ausência de pessoas negras em espaços de poder deveria ser chocante. Portanto, uma pessoa branca deve pensar seu lugar de modo que entenda os privilégios que acompanha sua cor. EX. Porque em espaços públicos, como restaurantes, muitas vezes, as únicas pessoas negras estão servindo mesas, ou foram consideradas suspeitas por conta de sua cor. O Brasil passou por pelo menos dois processos de branqueamento de sua população. Um aconteceu ainda no governo imperial de Dom Pedro II, que não via com bons olhos uma população brasileira formada por cafuzos, mamelucos e mulatos. E trouxe para o país cerca de seis milhões de imigrantes europeus. Durante algum tempo acreditou-se piamente que tal processo atingiria seu objetivo, mas no fim das contas o Brasil gerou uma população com gradação de pele contínua que ia do loiro de olhos azuis ao negro com traços africanos Mais de 70 anos depois, Getúlio Vargas em plena ditadura do Estado Novo, voltou com a ideia do branqueamento, desta vez, impedindo que determinadas etnias recebessem o visto de entrada no país Sociedade patriarcal Para o movimento feminista, uma sociedade patriarcal consiste em um sistema social dominado pelos homens, no qual eles são as figuras de autoridade suprema e detêm o poder máximo. A tentativa de ruptura com o modelo dominante: patriarcado O movimento feminista relata que a maior parte da sociedade humana é patriarcal. Sua luta, portanto, é extinguir a perpetuação do patriarcado, considerando-o opressivo para mulheres e pessoas de gêneros não binários (indivíduos que não determinam sua identidade de gênero em inteiramente feminina ou masculina). No final do século XIX, a primeira onda feminista foi marcada pela luta por igualdade política e jurídica e levou para as ruas especialmente mulheres brancas e de classe média. A tentativa de ruptura com o modelo dominante: patriarcado. Os anos 1960 e 1970 ocorre a segunda onda feminista, em que a pauta trazia o direito ao corpo e ao prazer. Mais uma vez, uma luta contra os privilégios sexuais e liberdades dos homens sobre as mulheres.Na passagem para os anos 1980, o movimento feminista negro tomou grande proporção nos Estados Unidos, trazendo como pauta as opressões raciais e as desigualdades de classe. Comunidades Tradicionais Os povos e comunidades tradicionais são grupos culturalmente diferenciados, que possuem condições sociais, culturais e econômicas próprias, mantendo relações específicas com o território e com o meio ambiente no qual estão inseridos. Respeitam também o princípio da sustentabilidade, buscando a sobrevivência das gerações presentes sob os aspectos físicos, culturais e econômicos, bem como assegurando as mesmas possibilidades para as próximas gerações. [...] grupos culturalmente diferenciados e que se reconhecem como tais, que possuem formas próprias de organização social, que ocupam e usam territórios e recursos naturais como condição para sua reprodução cultural, social, religiosa, ancestral e econômica, utilizando conhecimentos, inovações e práticas gerados e transmitidos pela tradição (Decreto 6.040, art. 3º, § 1º). Do ponto de vista histórico, cabe ressaltar que esses povos e comunidades são marcados pela exclusão não somente por fatores étnico-raciais, mas, sobretudo, pela impossibilidade de acessar as terras por eles tradicionalmente ocupadas, em grande medida usurpadas por grileiros, fazendeiros As relações específicas que esses grupos estabelecem com as terras tradicionalmente ocupadas e seus recursos naturais fazem com que esses lugares sejam mais do que terras, ou simples bens econômicos. Eles assumem a qualificação de território. Agenda 2030 da ONU Trata-se de um plano global para atingirmos em 2030 um mundo melhor para todos os povos e nações. A Assembleia Geral das Nações Unidas, realizada em Nova York, em setembro de 2015, com a participação de 193 estados membros, estabeleceu 17 objetivos de desenvolvimento sustentável. O compromisso assumido pelos países com a agenda envolve a adoção de medidas ousadas, abrangentes e essenciais para promover o Estado de Direito, os direitos humanos e a responsividade das instituições políticas Na agenda 2030 da ONU, construiu-se um plano global para atingirmos até 2030, a proposta abrange a necessidade de construção de um mundo melhor para todos os povos e nações. O documento relata a eliminação de todas as formas de discriminação contra as mulheres e meninas em toda parte, ainda lutar para a extinção de formas de violência contra as mulheres e meninas nas esferas públicas e privadas, incluindo o tráfico e exploração sexual. Pode-se afirmar o compromisso para que se alcance. Erradicação da pobreza em todas as formas e em todos os lugares Saúde e Bem-Estar Até 2030, acabar com as mortes evitáveis de recém-nascidos e crianças menores de 5 anos, em todos os países objetivando reduzir a mortalidade neonatal para pelo menos 12 por 1.000 nascidos. Educação de qualidade Até 2030, garantir que todas as meninas e meninos completem o ensino primário e secundário livre, equitativo e de qualidade, que conduza a resultados de aprendizagem relevantes e eficazes. Igualdade de gênero Acabar com todas as formas de discriminação contra todas as mulheres e meninas em toda parte. Eliminar todas as formas de violência contra todas as mulheres e meninas nas esferas públicas e privadas, incluindo o tráfico e exploração sexual e de outros tipos. 5 Água potável e saneamento Até 2030, alcançar o acesso universal e equitativo a água potável e segura para todos. Até 2030, alcançar o acesso a saneamento e higiene adequados e equitativos para todos, e acabar com a defecação a céu aberto, com especial atenção para as necessidades das mulheres e meninas e daqueles em situação de vulnerabilidade. Energia limpa e acessível Até 2030, assegurar o acesso universal, confiável, moderno e a preços acessíveis a serviços de energia. Até 2030, aumentar substancialmente a participação de energias renováveis na matriz energética global. Trabalho descente. Emprego Decente e Crescimento econômico, promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e emprego pleno e produtivo, trabalho decente para todos. Idústria, Inovação e Infraestrutura: Construir infraestrutura resiliente, promover a industrialização inclusiva e sustentável, e fomentar a inovação. ETC A democracia racial criou uma falsa ideia de harmonia entre todos(as) brancos e negros, essa construção derivou dentre outros elementos da literatura, como a de Gilberto Freyre no livro Casa Grande & Senzala. DEMOCRACIA Democracia é representada por um sistema político em que os cidadãos exercem direitos por meio do voto. A discussão em torno de gênero aponta para violações graves dos direitos humanos, nesse cenário é correto afirmar que violência de gênero são: Conceitos amplos, que abrange além das vítimas mulheres, crianças e adolescentes de ambos os sexos. A democracia racial, de fato, nunca existiu. O que ocorreu foi uma inversão da realidade brasileira sobre suas relações raciais. O mito da democracia racial surgiu por meio dos viajantes que vinham ao Brasil, pela elite intelectual e política, pelos dirigentes do movimento abolicionista institucionalizado e pelo processo de mestiçagem. Assim, as práticas racistas foram se construindo no contexto brasileiro, mesmo no pós-abolicionismo. Um racismo mascarado, reforçado pelo mito da democracia racial e naturalizado pelas relações sutis no tratamento dos brancos com pessoas negras. DESIGUALDADE DE GENERO Conceito de gênero. A discussão em torno de gênero aponta para violações graves dos direitos humanos, nesse cenário é correto afirmar que violência de gênero são: Conceitos amplos, que abrange além das vítimas mulheres, crianças e adolescentes de ambos os sexos a) O que é gênero: De acordo com os estudos de gênero sob o recorte histórico, a Família Patriarcal era o sustentáculo do Brasil colonial, centrado no senhor de terras como figura de poder e autoridade. O Brasil, herdou de Portugal a estrutura patriarcal de família as consequências enraizaram-se nas estruturas comportamentais, e a figura feminina foi atingida e negligenciada. A discussão em torno de gênero aponta para violações graves dos direitos humanos, nesse cenário é correto afirmar que o conceito de violência de gênero compõe b) Novos desafios e configurações das lutas, movimentos e organizações feministas. A questão de gênero, discutida a partir da vertente histórica aborda os movimentos sociais. Exemplo: No caso do movimento feminista a luta das mulheres que podemos denominar de pressão era para romper com um legado de dominação e violência nesse sentido, destaca-se três ondas. I- estava preocupada com a instalação da igualdade de direitos entre homens e mulheres. II. A segunda onda feminista começa no início da década de 1960, ganhando impulso no Brasil em 1964, durante a ditadura militar. O feminismo de segunda se ocupou da proteção da mulher com as suas especificidades, partindo-se de uma perspectiva de isonomia formal, característica da primeira onda, para de isonomia material. III-A terceira onda do feminismo acontece a partir de 1990 e se inicia por conta das diferenças entre as mulheres e seus objetivos. Essa onda busca combater os preconceitos de classe, impulsionando o movimento negro e a discriminação do sexismo presente em diversos lugares. Deficiência- PCD LEI Nº 13.146, DE 6 DE JULHO DE 2015. Art. 2º Considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas. 1º A avaliação da deficiência, quando necessária, será biopsicossocial, realizada por equipe multiprofissional e interdisciplinar. PESSOA IDOSA A partir de 1970 o Brasil teve seu perfil demográfico transformado: de uma sociedade majoritariamente rural e tradicional, com famílias numerosas e alto risco de morte na infância, passando a uma sociedade principalmente urbana, com menos filhos e nova estrutura nas famílias brasileiras. A transição demográfica inicia-se com a redução das taxas de mortalidade e, depois de um tempo, com a queda das taxas de natalidade, provocando significativas alterações na estrutura etária da população. Ao contrário do que ocorreu em muitos países desenvolvidos, no Brasil, como observado, esse envelhecimento tem sido muito rápido. E verificou-se que o país não está preparado para responder às necessidades geradas por esse envelhecimento populacional. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o envelhecimento da população é um dos maiores triunfos da humanidade e um dos grandes desafios a ser enfrentado pela sociedade. No século XXI, o envelhecimento aumentará as demandas sociais e econômicas em todo o mundo. No entanto, apesar de na maioria das vezes serem ignorados, os idosos deveriam ser considerados essenciais para a estrutura das sociedades. O número de idosos cresceu em 40,3% entre os anos de 2002 e 2012. No mesmo período, o número de benefícios ativos, excetuando-se as pensões concedidas pelo Ministério da Previdência, ampliou em 55,3%. Em valores atualizados, o crescimento significativo. DIREITOS HUMANOS Os direitos humanos surgem pela necessidade de igualdade social entre os homens e mulheres, entretanto o tempo histórico conta para o seu aparecimento como aponta Norberto Bobbio, “os direitos humanos não nascem todos de uma vez e nem de uma vez por todas” (1988: 30). Os direitos humanos simbolizam a racionalidade e resistência, na medida em que traduzem processos que abrem e consolidam espaços de luta pela dignidade humana. Segunda-Guerra mundial (1945) e a quase dizimação do povo judeu, em 1948 nasceu a Declaração Universal dos direitos humanos. A declaração é o reconhecimento de que, apesar de todas as diferenças, existem aspectos básicos da vida humana que devem ser respeitados e garantidos. Em 1979, um jurista chamado Karel Vasak criou uma classificação de “gerações de direitos”, que não possui pretensões científicas, mas ajuda a situar as diferentes categorias de direitos no contexto histórico em que surgiram 1 GERAÇÃO A primeira geração de direitos humanos é associada ao contexto do final do século XVIII – mais precisamente à independência dos Estados Unidos e criação de sua constituição, em 1787 – e à Revolução Francesa, em 1789. Seu marco histórico é a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão 2 GERAÇÃO Os direitos humanos de segunda geração surgem após a Segunda Mundial, quando começa a se fortalecer a concepção de Estado de Bem-Estar Social. Surge de uma necessidade do Estado garantir direitos de oportunidade iguais a todos os cidadãos, através de políticas públicas como acesso básico à saúde, educação, habitação, trabalho, lazer, entre outros. Assim, a segunda geração está ligada ao conceito de igualdade e mais preocupada com o poder de exigir do Estado a garantia dos direitos sociais, econômicos e culturais, todos imprescindíveis à possibilidade de uma vida digna. 3 GERAÇÃO A partir dos anos 1960, aparece uma terceira geração de direitos humanos, norteada pelo ideal de fraternidade ou solidariedade. A principal preocupação passa a ser com os direitos difusos – ou seja, direitos cujos titulares não se pode determinar, nem mensurar o número exato de beneficiários – e com os direitos coletivos, que possuem um número determinável de titulares, que por sua vez compartilham determinada condição. São exemplos a proteção de grupos sociais vulneráveis e a preservação do meio ambiente 4 GERAÇÃO Biodiversidade e Biopirataria. PAULO BONAVIDES, defende a existência de uma quarta geração dos direitos humanos, adequada ao período da globalização e à formação de um mundo marcado por fronteiras nacionais mais permeáveis a GLOBALIZAÇÃO INTOLERANCIA A palavra intolerância vem do latim intolerância, que significa 1) impaciência, 2) incapacidade de suportar, 3) falta de condescendência 4) compreensão. Também compreende o sentido de 5) inflexível, rígido e que não admite opinião ou oposição divergente. No sentido oposto tolerância foi definida pela ONU para a educação como: respeito a aceitação e o apreço da riqueza da diversidade das culturas de nosso mundo, de nossos modos de expressão e de nossas maneiras de exprimir nossa qualidade de seres humanos. Para a antropóloga francesa Françoise Heritier (1933-2017) a intolerância está associada a dificuldade de reconhecer a expressão da condição humana no que é diverso