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ALÉM DO BALCÃO DA FARMÁCIA: O FARMACÊUTICO NA PRESCRIÇÃO DE MEDICAMENTOS¹ Francisca Davilla Da Silva Lima² Iara Lívia Rodrigues Brito² Lívia Maria Vilar Freire² Maria Bianca Melo Silva² Maria Luiza teles rocha2 Patrícia Teixeira Farias de Sousa² Pedro Henrique Alves Guedes² • INTRODUÇÃO É indubitável que a profissão farmacêutica sempre foi indispensável na promoção à saúde. Desde meados do século X, o Farmacêutico já atuava em boticas ou apotecas, desenvolvendo métodos terapêuticos de tratamento de diversas doenças (CRF-CE, 2021). Não obstante, a profissão foi lapidada no decorrer dos anos, desenvolvendo-se métodos mais atualizados para a síntese de novos fármacos e a concomitante produção de novos medicamentos, o que fez com que a profissão desenvolvesse novas atribuições clínicas. Sobre esse assunto, o Conselho Federal de Farmácia (CFF), por intermédio da resolução nº 585 de 29 de agosto de 2013, artigo 2° descreve os deveres do profissional da seguinte maneira: Art. 2º As atribuições clínicas do farmacêutico visam à promoção, proteção e recuperação da saúde, além da prevenção de doenças e de outros problemas de saúde. Parágrafo único. As atribuições clínicas do farmacêutico visam proporcionar cuidado ao paciente, família e comunidade, de forma a promover o uso racional de medicamentos e otimizar a farmacoterapia, com o propósito de alcançar resultados definidos que melhorem a qualidade de vida do paciente. (CFF,2013) Não obstante, faz-se mister aprofundar o estudo nas atribuições clínicas do Farmacêutico que tangenciam a prescrição medicamentosa. A prescrição farmacêutica está associada à atenção farmacêutica, atividade já executada em âmbito nacional, regional e municipal por vários profissionais quando aptos e capacitados para tal atividade. A prescrição farmacêutica foi aprovada pelo Plenário do CFF, por unanimidade, durante a reunião plenária realizada em Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, em 26 de setembro de 2013, o que se considera um marco de extrema importância para a categoria farmacêutica (CFF, 2013). De acordo a resolução nº 586/13, Art. 2º - O ato da prescrição farmacêutica constitui prerrogativa do Farmacêutico legalmente habilitado e registrado no CFF de sua jurisdição. Segundo o Art. 3º da resolução citada anteriormente - A prescrição farmacêutica é o ato pelo qual o Farmacêutico seleciona e documenta terapias farmacológicas e não farmacológicas, e outras intervenções relativas ao cuidado à saúde do paciente, visando à promoção, proteção e recuperação da saúde, e à prevenção de doenças e de outros problemas de saúde (CFF, 2013). Dessa maneira, a prescrição é uma das atribuições clínicas do Farmacêutico e deverá ser realizada com base nas necessidades de saúde do paciente. A resolução nº 586/13, encerra a concepção de prescrição como a ação de recomendar algo ao paciente. Tal recomendação pode incluir a seleção de opção terapêutica, a oferta de serviços farmacêuticos ou o encaminhamento a outros profissionais ou serviços de saúde. Esta é uma concepção ampliada da prescrição, para além da seleção de medicamentos (CFF, Resolução nº 586 de 29 de agosto de 2013). Os Farmacêuticos têm uma formação específica em matérias que permitem um conhecimento adequado sobre o medicamento, desde o seu desenvolvimento, indicação, mecanismos de ação, doses, características farmacocinéticas e condições seguras de uso. Além disso, face aos diferentes níveis de complexidade da prescrição farmacêutica e à constante evolução do arsenal terapêutico, é necessário desenvolver ações que aperfeiçoem a sua qualificação para prescrever. A resolução nº 586 recomenda quais são os conteúdos mínimos desejáveis para a qualificação do Farmacêutico que deseja assumir essa atribuição, bem como estabelece o requisito de reconhecimento da formação de especialista na área clínica para o profissional que pretende exercer a prescrição farmacêutica em níveis de maior complexidade. O Farmacêutico poderá realizar a prescrição de medicamentos e outros produtos com finalidade terapêutica, cuja dispensação não exija prescrição médica, incluindo medicamentos industrializados e preparações magistrais, alopáticos ou homeopáticos, plantas medicinais, drogas vegetais e outras categorias ou relações de medicamentos que venham a ser aprovadas pelo órgão sanitário federal para prescrição do Farmacêutico. O Profissional poderá prescrever medicamentos cuja dispensação exija prescrição médica, desde que condicionado à existência de diagnóstico prévio e apenas quando estiver previsto em programas, protocolos, diretrizes ou normas técnicas, aprovados para uso no âmbito de instituições de saúde ou quando da formalização de acordos de colaboração com outros prescritores ou instituições de saúde. Para a prescrição destes medicamentos, será exigido, pelo CRF de sua jurisdição, o reconhecimento de título de especialista ou de especialista Profissional Farmacêutico na área clínica, com comprovação de formação que inclua conhecimentos e habilidades em boas práticas de prescrição, fisiopatologia, semiologia, comunicação interpessoal, farmacologia clínica e terapêutica. Já para a prescrição de medicamentos dinamizados, será exigido o reconhecimento de título de especialista em Homeopatia ou Antroposofia. É vedado ao Farmacêutico modificar a prescrição de medicamentos do paciente, emitida por outro prescritor, salvo quando previsto em acordo de colaboração, sendo que, neste caso, a modificação, acompanhada da justificativa correspondente, deverá ser comunicada ao outro prescritor Medicamentos Isentos de Prescrição, não tarjados, segundo a RDC n° 138, tais como medicamentos para tratamento de acne, para problemas digestivos, para alergias em geral, para micoses, para dor, anti-inflamatórios, suplementos alimentares e complexos vitamínicos, antissépticos, fitoterápicos. Não obstante, há de se considerar que apesar das supracitadas atribuições, a prescrição Farmacêutica ainda não é devidamente valorizada. Isso se deve ao fato de que boa parte da população não tem conhecimento de tal atribuição, e fatores distintos relacionados a formação, trabalho e outros aspectos também geram empecilhos nesse sentido. Destarte, por meio de análises bibliográficas de artigos científicos, pesquisas e informações relevantes voltadas ao tema, o grupo visa desenvolver o planejamento de um projeto que tenha como objetivo amenizar a problemática envolvida, para que, a sociedade consiga enxergar novas possibilidades de cuidado em saúde, reduzindo diversos problemas correlacionados a esse. • OBJETIVOS • Geral: - O presente estudo objetiva compreender e evidenciar a função do Farmacêutico na prescrição de medicamentos, auxiliando a importância do Farmacêutico para a sociedade na melhoria da sua qualidade de vida. • Específicos: - Elaborar um folder com ilustrações de gráfico, para apresentar a população a importância do Farmacêutico na prescrição de medicamentos, de tal maneira que busca: - Mostrar como a prescrição farmacêutica é desvalorizada; - Mostrar importância da assistência farmacêutica para a sociedade. - Evidenciar como o auxílio do Farmacêutico diminui problemas relacionados a farmacoterapia como: Interações medicamentosas, Superdose, Subdose. - Levar informações relevantes sobre medicamentos, bem como forma de administração e perigos da automedicação. REFERÊNCIAS: CARDINAL, L. D. S. M., & FERNANDES, C. S. (2019). Pharmaceutical intervention in validation process of prescription. Revista Brasileira De Farmácia Hospitalar E Serviços De Saúde, 5(2). Retrieved from https://rbfhss.org.br/sbrafh/article/view/191; DOS SANTOS, Gislene Ribeiro; DOS SANTOS, Anna Lettycia Vieira; FONSECA, Gisele Almeida Amaral. Prescrição farmacêutica. Revista Eletrônica Interdisciplinar, v. 12, p. 209- 213,2020; DO VALE, Bruno Nunes. As responsabilidades do farmacêutico na prescrição farmacêutica. Revista Cereus, v. 10, n. 3, p. 179-201, 2018. CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA. Resolução n.º 586. 2013. Disponível em: . Acesso em: 16 mar. 2021. CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA. CFF. 2021? Disponível em: . Acesso em: 16 mar. 2021. Marques PA, Simão TA, Moriya MM, Dias G, Antunes VM de S, Oliveira CR. Prescrição farmacêutica de medicamentos fitoterápicos. Braz. J. Nat. Sci [Internet]. 11º de janeiro de 2019 [citado 9 de março de 2021]. Disponível em: http://bjns.com.br/index.php/BJNS/article/view/47; https://rbfhss.org.br/sbrafh/article/view/191 https://www.cff.org.br/userfiles/file/resolucoes/586.pdf https://www.cff.org.br/index.php http://bjns.com.br/index.php/BJNS/article/view/47