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FARMACOTÉCNICA 
UNIDADE 1 – INTRODUÇÃO 
· A FARMACOTÉCNICA é a parte da ciência farmacêutica que estuda a preparação de medicamentos, ou seja, a transformação dos fármacos e/ou drogas em medicamentos. 
· Essa transformação se faz por meio das operações farmacêuticas que resultam em forma farmacêutica (aparência sob a qual o medicamento é ministrado). 
· Na preparação incluem-se também a padronização, o acondicionamento e embalagem, a conservação e a dispensação dos medicamentos.
· Farmacotécnica é conhecida como Farmácia Galênica em muitos países. 
· Base galênica: preparação composta de uma ou mais matérias-primas, com fórmula definida, destinada a ser utilizada como veículo/excipiente de preparações farmacêuticas. 
· Galeno sistematizou os conhecimentos farmacêuticos escrevendo livros sobre a arte da composição dos conhecimentos. PAI DA FARMÁCIA 
· A FARMÁCIA é uma unidade de prestação de serviços destinada a prestar assistência farmacêutica, assistência à saúde e orientação sanitária individual e coletiva, na qual se processe a manipulação e/ou dispensação de medicamentos magistrais, oficinais, farmacopeicos ou industrializados, cosméticos, insumos farmacêuticos, produtos farmacêuticos e correlatos. 
(LEI 13.021/2014) 
· Classificação das farmácias (de acordo com essa lei) 
· FARMÁCIA SEM MANIPULAÇÃO OU DROGARIA 
Estabelecimento de dispensação e comércio de drogas, medicamentos, insumos farmacêuticos e correlatos em suas embalagens originais; 
· FARMÁCIA COM MANIPULAÇÃO 
Estabelecimento de manipulação de fórmulas magistrais e oficinais, de comércio de drogas, medicamentos, insumos farmacêuticos e correlatos, compreendendo o de dispensação e o de atendimento privativo de unidade hospitalar ou de qualquer outra equivalente de assistência médica. 
FARMÁCIA MAGISTRAL 
· LABORATÓRIO FARMACÊUTICO – INDÚSTRIA FARMACÊUTICA 
É responsável por produzir medicamentos. É uma atividade licenciada para pesquisar, desenvolver, comercializar e distribuir fármacos e medicamentos. 
FARMÁCO
Phármakon: fármaco (princípio ativo), droga vegetal), medicamento (contém um fármaco dentro), remédio, veneno, filtro mágico (antiguidade). 
Remédio é todo meio usado com finalidade de revenir ou curar doenças. Agentes físicos (bolsa de gelo, águas termais) e psíquicos (conselho, confissão, amizade). * é o que faz bem não sendo obrigatoriamente um medicamento 
DROGA 
· Substância ou matéria-prima que tenha finalidade medicamentosa ou sanitária. 
· Em farmacotécnica, a palavra droga tem sentido restrito reservado às substâncias de origem natural e de composição complexa (cera de abelha ou o mel) 
· Deve-se evitar seu uso como sinônimo de fármaco ou medicamento 
(RDC 67/2007)
MEDICAMENTO 
· É o produto farmacêutico, tecnicamente, obtido ou elaborado, que contém um ou mais fármacos e outras substâncias, com finalidade profilática; curativa; paliativa (só remove alguns sintomas); ou para fins de diagnóstico. 
(RDC 67/2007) e FB 6 
SUBCLASSIFICAÇÕES DO MEDICAMENTO 
MEDICAMENTO MAGISTRAL 
· É todo medicamento cuja prescrição pormenoriza a composição a forma farmacêutica e a posologia. É preparado na farmácia, por um profissional farmacêutico habilitado ou sob supervisão direta. 
· PREPARAÇÃO MAGISTRAL: é aquela preparada na farmácia, a partir de uma prescrição de profissional habilitado, destinada a um paciente individualizado, e que estabeleça em detalhes sua composição, forma farmacêutica, posologia e modo de usar. (NÃO TEM BULA). 
FORMULÁRIO NACIONAL SEGUNDA EDIÇÃO, FB 6 e RDC 67/2007
MEDICAMENTO FARMACOPEICO, OFICIAL E OFICINAL
· Preparação oficinal: é aquela preparada na farmácia, cuja fórmula esteja inscrita no Formulário Nacional ou em Formulários Internacionais reconhecidos pela ANVISA. 
· Medicamento cujo modo de preparação ou elaboração está indicado nas Farmacopeias. 
· A expressão farmacopeico substitui as expressões: oficia e oficinal, equivalendo-se a essas expressões para todos os efeitos. 
RDC 67/2007 
MEDICAMENTO INSDUTRIALIADO – ESPECIALIDADE FARMACÊUTICA 
Produto oriundo da indústria farmacêutica com registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária e disponível no mercado. 
RDC CFF 467/2007 
CATEGORIAS DO MEDICAMENTO INDUSTRIALIZADO 
MEDICAMENTO ALOPÁTICO 
ALOPÁTICO
 REFERÊNCIA (inovador: eficácia e segurança no registro) EX: Aspirina, que foi o primeiro medicamento a base de ácido acetilsalicílico 
SIMILAR (difere nos excipientes, nome comercial) também difere no número de comprimidos, no conteúdo na forma farmacêutica 
GENÉRICO (intercambiável com o de referência, bioequivalência e biodisponibilidade, DCB). Após o vencimento da patente do medicamento referência, a indústria pode preparar esse medicamento genérico e não tem o nome comercial, é o nome do princípio ativo, é a denominação comum brasileira. 
FB 6 
Medicamento referência tem o nome comercial e pode ser intercambiável com medicamento genérico (pois passou pelos estudos de biodisponibilidade e bioequivalência), já o medicamento similar não pode ser intercambiável com outros produtos a não ser que ele seja classificado como medicamento equivalente, no qual ele também fez testes de bioequivalência e biodisponibilidade, nesse caso ele é intercambiável apenas com o medicamento referência, ele não pode ser intercambiável com medicamento genérico. 
MEDICAMENTO FITOTERÁPICO 
Produto obtido de matéria-prima ativa vegetal, (medicamentos de venda livre como de venda com prescrição médica),exceto substâncias isoladas, com finalidade profilática, curativa ou paliativa, incluindo medicamento fitoterápico e produto tradicional fitoterápico, podendo ser simples, quando o ativo é proveniente de uma única espécie vegetal medicinal, ou composto, quando o ativo é proveniente de mais de uma espécie vegetal. 
RDC 26/2014
MEDICAMENTO HOMEOPÁTICO 
É toda forma farmacêutica de dispensação ministrada segundo o princípio de semelhança e/ou da identidade, com finalidade curativa e /ou preventiva. É obtido pela técnica de dinamização (e diluição) e utilizado para o uso interno e externo. 
FHB TERCEIRA EDIÇÃO 
Princípio da semelhança – medicamentos magistrais que as farmácias produzem na forma de solução que é administrado em contas ou em glóbulos homeopáticos, mas também tem medicamentos industrializados homeopáticos, tanto de laboratórios nacionais quanto de laboratórios internacionais. 
A FARMÁCIA TAMBÉM PODE COMERCIALIZAR COMÉSTICOS 
COSMÉTICOS 
Produto para uso externo, destinado à proteção, ou ao embelezamento das diferentes partes do corpo, tais como pós faciais; talcos cremes de beleza; creme para as mãos e similares; máscaras faciais; loções de beleza; soluções leitosas; cremosas e adstringentes; loções para as mãos; base de maquilagem e óleos cosméticos; ruges; blushes; batons; lápis labiais; preparados antissolares; bronzeadores e simulatórios; rimeis; sombras; delineadores; tinturas capilares; agentes clareadores de cabelos; preparados para ondular e para alisar cabelos; fixadores de cabelos; laquês; brilhantinas e similares; loções capilares; depilatórios e epilatórios; preparados para unhas e outros. 
FB 6 
DENTRO DOS COSMÉTICOS... 
PRODUTOS DE HIGIENE 
Produto de uso externo, antisséptico ou não, destinado ao asseio ou à desinfecção corporal, compreendendo o sabonete, xampu, dentifrício, enxaguatório bucal, antiperspirante, desodorante, produto para barbear, estíptico(adstringente) e outros. 
FB 6 
INSUMOS FARMACÊUTICOS 
Droga ou matéria-prima aditiva ou complementar de qualquer natureza, destinada a emprego em medicamentos, quando for o caso, e seus recipientes. 
LEI 5.991/1973 
CORRELATOS 
Produtos para à saúde, tal como equipamento, aparelho, material, artigo ou sistema de uso ou aplicação médica, odontológica ou laboratorial, destinado à prevenção, diagnóstico, tratamento, reabilitação ou anticoncepção que não utiliza meio farmacológico, imunológico ou metabólico para realizar sua principal função em seres humanos podendo, entretanto, ser auxiliado em suas funções por tais meios. EX: seringas e agulhas, óculos, aparelhos
para medir a pressão e produtos dietéticos
FB 6 
VÍDEO AULA 2 
FORMULAÇÃO FARMACÊUTICA 
É a relação de todos os componentes de um determinado medicamento. 
EXEMPLO: Xarope de Guaco 
Tinta de Guaco – 3%
Sacarose – 85g 
Metilparabeno – 0,1g 
Água destilada na quantidade suficiente para preparar 100 ml 
Então a formulação farmacêutica precisa relacionar os (FARMÁCOS + EXCIPIENTES) 
FORMA FARMACÊUTICA que resulta no MEDICAMENTO 
FÁRMACO OU PRINCÍPIO ATIVO INSUMO FARMACÊUTICO ATIVO – IFA) 
· É uma substância química ativa, fármaco, droga ou matéria-prima que tenha propriedades farmacológicas com finalidade medicamentosa utilizada para diagnóstico, alívio ou tratamento, empregada para modificar ou explorar sistemas fisiológicos ou estados patológicos em benefício da pessoa na qual se administra. 
· O princípio ativo é o responsável pela ação terapêutica, medicamentosa ou farmacológica. 
EXEMPLOS: diclofenaco sódico, paracetamol, ácido acetilsalicílico, captopril entre outros 
FB 6 
EXCIPIENTES OU SUBSTÂNCIAS ADJUVANTES 
· São todas as substâncias adicionadas ao produto com finalidade de melhorar sua estabilidade ou sua aceitação como forma farmacêutica 
· Possuem a função de estabilizar e preservar o aspecto e as características fisioquímicas da fórmula. Dependendo da formulação, os excipientes podem desempenhar várias funções.
· Em geral, os excipientes são terapeuticamente inertes, inócuos nas quantidades adicionadas e não devem prejudicar a eficácia terapêutica do medicamento. 
EXEMPLOS: sacarose, metilparabeno, água purificada, EDTA entre outros 
· De acordo com o IPEC, a característica de inercia deve ser desconsiderada, uma vez que, de algum modo, qualquer substância pode modificar a liberação, estabilidade e a biodisponibilidade do fármaco. 
IMPORTÂNCIA DOS EXCIPIENTES 
· Possibilitar a preparação do medicamento 
· Facilitar a administração e a aceitabilidade 
· Facilitar o transporte do fármaco 
· Proteger, fornecer ou melhorar a estabilidade e a disponibilidade biológica do fármaco 
· Propiciar a identificação do produto 
· Melhorar ou promover qualquer outro atributo relacionado, não somente à segurança, mas, também, com efetividade do produto durante a estocagem e/ou o uso 
EXCIPIENTE IDEAL 
· Toxicologicamente inativo
· Química e fisicamente inerte frente ao fármaco 
· Compatível com outros componentes da formulação 
· Incolor e insípido 
· Eleva a fluidez e boa capacidade de escoamento (sólido) 
· Alta capacidade de sofrer compressão (sólido) 
· Disponível a partir de diversas fontes, com custos adequados 
· Fácil de ser armazenado 
· Características reprodutíveis lote a lote 
CLASSIFICAÇÃO DOS EXCIPIENTES 
FÍSICOS, QUÍMICOS E MICROBIOLÓGICOS 
FÍSICOS
· Os estabilizantes físicos respondem pela permanência do aspecto padrão do medicamento quanto à cor, odor, sabor, viscosidade, consistência, agente suspensor (aumenta a dispersão), agente emulsificante (modifica a tensão superficial) entre outros. 
· Facilitam a estabilidade física e, portanto, a aparência homogênea, a exatidão da dose e fácil dispersão de suspensões e emulsões.
· CORANTE 
Qualquer composto orgânico ou inorgânico, natural ou sintético que, independente de possuir atividade farmacológica, é adicionado às formas farmacêuticas com finalidade de corá-las ou de alterar a sua cor original. 
As substâncias corantes utilizadas são de dois tipos: 
· Corantes 
· Pigmentos 
A diferença básica entre pigmentos e corantes está no tamanho de partícula e na solubilidade no meio em que é inserido. Os pigmentos possuem, no geral, tamanho de partícula maior e são insolúveis em água, enquanto corantes são moléculas solúveis e água. 
· Os corantes podem ser classificados de acordo com o Food and Drug Administration (FDA) em: 
· FD&C (Food, Drug e Cosmetics) podem ser empregados em alimentos, medicamentos e cosméticos; 
· D&C (Drug and Cosmetics) são autorizados para o uso em medicamentos e cosméticos; 
· D&C de uso externo (Drug and Cosmetics) apresentam emprego restrito aos medicamentos e cosméticos aplicados externamente;
· RESOLUÇÃO – RDC NÚEMRO 13 DE 29 DE MAIO DE 2003 
· Os produtos contendo excipiente corante Amarelo Tartrazina (FDC N 5) em suas formulações, apresentar na bula e rotulagem das embalagens secundárias a advertência: “Esse produto contém o corante amarelo de TARTRAZINA que pode causar reações de natureza alérgica, entre as quais asma brônquica, especialmente em pessoas alérgicas ao ácido acetilsalicílico 
· CORANTE DE SABOR: o medicamento pode ter sabor amargo, ácido, salgado, doce ou insípido. Pode-se corrigir um sabor desagradável ou conferir sabor à preparação insípida. Deve-se corrigir o gosto da preparação e, secundariamente, o aroma 
· Uma vez que a maioria das pessoas prefere os produtos doces, os edulcorantes desempenham um papel preponderante na correção do sabor das preparações farmacêuticas 
· EDULCORANTE: usado para conferir sabor doce a preparação. Podem ser naturais ou sintéticos. 
· FLAVORIZANTE: Fornece sabor e odor agradável, essência. Exemplos de flavorizantes: baunilha, mentol, óleo de canela, óleo de anis, cacau, dentre outros. 
· AROMATIZANTE: corretivo de odor, pode ser de origem natural ou sintética
NATURAIS: São obtidos exclusivamente por métodos físicos, microbiológicos ou enzimáticos, a partir de matérias-primas aromatizantes naturais 
SINTÉTICOS: São compostos quimicamente definidos obtidos por processos químicos, compreendendo: os aromatizantes idênticos aos naturais e os aromatizantes artificiais. 
· UMECTANTE: é usado para prevenir a perda de água ou o ressecamento das preparações, particularmente pomadas e cremes. EXEMPLOS: glicerol, propilenoglicol e sorbitol. 
*Temos substâncias que possuem várias hidroxilas, elas formam ligação de hidrogênio com a água da formulação impedindo sua evaporação.
· AGENTE DE TONICIDADE: emprega-se para tornar a solução similar quanto às suas características osmóticas, aos fluidos biológicos, com as preparações oftálmicas, parenterais e fluidos de irrigação. EXEMPLO: cloreto de sódio. 
· AGENTE DE VISCOCIDADE: serve para tornar as preparações liquidas mais resistentes ao fluxo. Retardar a sedimentação das partículas nas suspensões, aumentar o tempo de contato de preparações oftálmicas. EXEMPLOS: propilenoglicol, glicerol, sorbitol (líquidos viscosos) e derivados da celulose, alginato de sódio, polímeros e gomas (sólidos). 
· AGENTE DE CONSISTÊNCIA: serve para aumentar a consistência de uma preparação semissólida (pomada). EXEMPLO: cera 
· AGENTE SUSPENSOR: aumenta a viscosidade da suspensão e diminui a velocidade de sedimentação. 
· AGENTE EMULSIFICANTE: usado para estabilizar formulações que possuem líquido disperso no meio de outro líquido com ele imiscível. O emulsionante ou emulsificante mantem a estabilidade da dispersão. O produto pode ser uma emulsão líquida (leite, magma) ou semissólida (creme).
EXEMPLO: óleo + água não se misturam, ao colocar um tensoativo (agente emulsificante) e agitar, ocorre uma emulsão (se misturam) 
· AGENTE TENSOATIVO: substâncias que reduzem a tensão superficial ou interfacial. 
EXEMPLOS: 
Tensoativo aniônico
Tensoativo catiônico 
Tensoativo anfotérico 
Tensoativo não iônico 
· AGENTE DE REVESTIMENTO: empregado para revestir comprimidos, grânulos, cápsulas ou pellets com proposito de proteger o fármaco contra decomposição pelo oxigênio atmosférico e umidade, para mascarar o sabor ou odor desagradável, para evitar a degradação do suco gástrico e obter a liberação do fármaco em meio entérico, promovendo liberação retardada do fármaco. 
 * Também ode ser utilizado para identificar diferentes componentes de um medicamento. 
· AGENTE DE POLIMENTO: vai promover o brilho 
· AGENTE LEVIGANTE: substância líquida que melhora a molhabilidade das partículas insolúveis, usado como agente facilitador no processo de redução de partículas do fármaco. 
QUIÍMICOS
· Os estabilizantes químicos agem intervindo quimicamente no impedimento de alguma alteração. 
· Oxidação pelo oxigênio
atmosférico, alteração de pH, dentre outros. 
· CORRETIVOS DE PH 
Acidulante ou acidificante: torna a preparação ácida 
Alcalinizante: torna a preparação alcalina 
Tampão: utilizado para resistir a mudanças de pH, após a diluição ou adição de ácidos ou álcalis. 
EXEMPLOS: ácido acético (ácido fraco), acetato de sódio (sal desse ácido), hidróxido de amônio (base fraca), cloreto de amônio (sal dessa base). 
O pH pode variar de 2 a 11 com os tampões. 
· ANTIOXIDANTE: empregado na tentativa de proteger a formulação de qualquer processo oxidativo e consequente desenvolvimento de ranço de substâncias de natureza oleosa e gordurosa e/ou inativação do fármaco. 
· Podem atuar de diferentes modos: 
Interrompendo a formação de radicais livres 
Promovendo redução das espécies oxidadas 
Prevenindo a oxidação 
· QUELANTE: substância que forma complexos estáveis (quelatos) com metais. É usado em preparações liquidas para complexar os metais pesados que podem promover instabilidade pois são catalisadores de reações. 
EXEMPLOS: ácido edético (EDTA), edetato dissódico (EDTA- Na 2)
· SOLVENTE: usado para dissolver outra substância na preparação de uma solução; pode ser aquoso ou não (EXEMPLO: oleaginoso). Cossolventes, podem ser usados quando necessário. 
· VEÍCULO: líquido presente nas formulações em maior quantidade. 
EXEMPLOS: água purificada, etanol, glicerol, óleo de amendoim. 
· DILUENTE: produto inerte adicionado aos pós para permitir a obtenção de comprimidos ou o enchimento de cápsulas, com volumes adequados. 
MICROBIOLÓGICOS 
· CONSERVANTE: usado em preparações liquidas e semissólidas para prevenção do crescimento e desenvolvimento de micro-organismos (fungos e bactérias) 
Antifúngicos 
Antibacterianos 
Medicamento estéril: ausência de micro-organismo (parenteral, colírio) 
Medicamento não estéril: presença de micro-organismo não patogênico (pomada, comprimido, xarope, entre outros) até um determinado limite. 
VÍDEO AULA 3 
FORMAS FARMACÊUTICAS 
Formulação que tem fármaco + excipientes que, depois de realizar operações farmacêuticas, damos uma forma farmacêutica que é acondicionada (acondicionamento) e embalada e comercializada como medicamento. 
FORMA FARMACÊUTICA 
· Estado final que os fármacos apresentam depois de submetidos a uma ou mais operações farmacêuticas executadas com o fim de facilitar a sua administração e obter o maior efeito terapêutico possível. 
· É a forma pela qual o fármaco é administrado ao paciente. 
ATRIBUTOS DA FORMA FARMACÊUTICA 
· Conter a quantidade adequada de fármaco (eficácia)
· Liberar o fármaco na quantidade e com velocidades adequadas (eficácia) 
· Ser formulada de acordo com a via de administração a que se destina (eficácia e segurança)
· Ser bem aceita pelo paciente (estética, adesão ao tratamento e segurança) 
· Proporcionar o máximo de efeito terapêutico benéfico com o mínimo ou ausência de efeitos prejudiciais. 
FARMÁCO 
· OS fármacos raramente são administrados isoladamente 
· Necessitam uma formulação contendo um ou mais agentes não medicamentosos (excipientes) com funções variadas e específicas
· Os fármacos são, geralmente, muito potentes e necessitam de baixa dosagem
· Cada forma farmacêutica é única em suas características físicas e farmacêuticas 
· O fármaco e os excipientes utilizados devem ser compatíveis entre si para fornecer um produto estável, eficaz, atraente, fácil de administrar e seguro 
NECESSIDADE DAS FORMAS FARMACÊUTICAS 
· Proteger o fármaco do oxigênio atmosférico ou da umidade (evitar hidrólise)
· Proteger o fármaco do suco gástrico 
· Mascarar o sabor ou odor desagradável
· Fármacos insolúveis ou instáveis em outros veículos 
· Proporcionar ação do fármaco m tempo controlado 
· Proporcionar ação ideal a partir de pontos de administração tópica ou inalação
· Dar fora para que seja inserido em um dos orifícios do corpo 
· Proporcionar liberação diretamente na corrente sanguínea ou nos tecidos 
FORMA FARMACÊUTICA E VIA DE ADMINISTRAÇÃO 
· As formulações farmacêuticas são projetadas para disponibilizar o fármaco no local que melhor se ajuste à absorção a partir de uma VIA DE ADMINISTRAÇÃO, proporcionando a biodisponibilidade adequada à ação terapêutica pretendida. 
· Os medicamentos podem ser administrados em inúmeras formas farmacêuticas e por várias vias de administração. 
· A escolha da forma farmacêutica depende da via de administração. 
EXCIPIENTES 
Estabilidade química 
Estabilidade física 
Estabilidade microbiológica 
CLASSIFICAÇÃO (DAS FORMAS FARMACÊUTICAS) 
· Estado físico: líquidas, solidas, gasosas, semissólidas, entre outros
· Ação no organismo: sistemática, tópica, uso interno, uso externo, entre outros
· Via de administração: oral, parenteral, mucosas, cutânea, entre outros
· Operação farmacêutica principal para obtenção: divisão mecânica, extração, dispersão, dissolução, destilação, evaporação, operações complexas, entre outras (envolvendo por exemplo a esterilidade) 
· Isoladamente, levando-se em conta cada uma das características citadas acima (e a operação farmacêutica principal) 
ESTADO FÍSICO 
· LÍQUIDAS: soluções para aplicação cutânea, soluções orais, xaropes, elixires, colutórios, gargarejos, preparações auriculares, nasofórmula, inalantes, duchas, enemas, dispersões coloidais, suspensões, emulsões líquidas, linimentos, colírios, injetáveis. 
· SEMISSÓLIDAS: pomadas, cremes, géis, pastas, unguentos, cataplasmas, emplastros. 
· SÓLIDAS: supositórios, óvulos, velas uretrais, pós, pastilhas, tabletes, granulados, cápsulas, comprimidos, comprimidos revestidos, drágeas, formas farmacêuticas de liberação prolongada, gomas, picolés, filmes orodispersíveis.

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