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10) Em uma disputa de paternidade, a mãe apresenta um exame de DNA que comprova a 
relação biológica entre o filho e o suposto pai. Contudo, o homem contesta a paternidade 
alegando que o exame foi realizado sem seu consentimento. Nesse caso, a contestação 
do homem é: 
a) Procedente, pois a realização do exame sem consentimento é nula. 
b) Irrelevante, pois a prova já foi produzida. 
c) Improcedente, pois a maternidade é inegável. 
d) Procedente, mas não impede a ação de paternidade. 
Resposta: d) Procedente, mas não impede a ação de paternidade. 
Explicação: A realização do exame sem consentimento pode ser contestada, mas isso 
não impede a continuidade da ação de paternidade, que deve ser analisada em sua 
totalidade. 
 
11) Em um processo de divórcio, um dos cônjuges alega que a outra parte não contribui 
para o sustento da família, e solicita a partilha de bens. O juiz, após análise, determina a 
partilha, mas não leva em consideração as dívidas do casal. Nessa situação, a decisão do 
juiz é: 
a) Correta, pois a partilha deve considerar apenas os bens. 
b) Incorreta, pois as dívidas devem ser levadas em conta na partilha. 
c) Irregular, pois não houve audiência de conciliação. 
d) Nula, devido à falta de provas sobre a contribuição. 
Resposta: b) Incorreta, pois as dívidas devem ser levadas em conta na partilha. 
Explicação: No divórcio, a partilha de bens deve considerar tanto os ativos quanto as 
passivos do casal, ou seja, as dívidas também devem ser incluídas na análise. 
 
12) Um servidor público é demitido por justa causa, sob a alegação de prática de infração 
administrativa. No entanto, o servidor alega que não foi ouvido previamente e que a 
penalidade é desproporcional. Em uma possível ação judicial, a defesa do servidor pode 
argumentar que: 
a) A demissão é nula por falta de contraditório e ampla defesa. 
b) A demissão é válida, pois a infração foi comprovada. 
c) A demissão é válida, pois o servidor não apresentou defesa. 
d) A demissão deve ser reconsiderada por ser desproporcional. 
Resposta: a) A demissão é nula por falta de contraditório e ampla defesa. 
Explicação: O servidor público tem direito ao contraditório e à ampla defesa antes de 
sofrer uma penalidade como a demissão, e a ausência desses direitos pode tornar a 
demissão nula. 
 
13) Em um contrato de prestação de serviços, o prestador de serviços não cumpre com as 
obrigações pactuadas. O contratante, insatisfeito, decide rescindir o contrato e buscar 
indenização por danos materiais e morais. A análise da possibilidade de indenização deve 
considerar: 
a) Apenas os danos materiais, uma vez que os morais não são cabíveis. 
b) A culpa do prestador e a extensão do prejuízo causado. 
c) Exclusivamente a rescisão do contrato, sem considerar a indenização. 
d) A boa-fé objetiva durante a execução do contrato. 
Resposta: b) A culpa do prestador e a extensão do prejuízo causado. 
Explicação: Para pleitear indenização, é necessário demonstrar a culpa do prestador e a 
extensão dos danos, tanto materiais quanto morais, decorrentes do inadimplemento. 
 
14) Um trabalhador é demitido sem justa causa enquanto está afastado por doença. Ao 
buscar seus direitos, ele alega que a demissão é nula. Nesse caso, a argumentação do 
trabalhador é: 
a) Procedente, pois a demissão durante o afastamento é ilegal. 
b) Improcedente, pois o empregador pode demitir a qualquer momento. 
c) Procedente, mas apenas se a demissão for comprovadamente discriminatória. 
d) Improcedente, já que o afastamento não garante estabilidade. 
Resposta: a) Procedente, pois a demissão durante o afastamento é ilegal. 
Explicação: A demissão de um trabalhador que está afastado por doença é considerada 
nula, pois a legislação prevê a estabilidade provisória durante o período de afastamento. 
 
15) Em uma ação de usucapião, o autor alega que possui a posse mansa e pacífica de um 
imóvel por mais de 15 anos. No entanto, o réu contesta a ação, alegando que é o legítimo 
proprietário. Para que a usucapião seja reconhecida, o autor deve comprovar: 
a) A posse exclusiva e a ausência de contestação. 
b) A boa-fé e a inexistência de registro da propriedade. 
c) A posse contínua e sem oposição por um determinado prazo. 
d) A intenção de adquirir a propriedade. 
Resposta: c) A posse contínua e sem oposição por um determinado prazo. 
Explicação: Para que a usucapião seja reconhecida, é necessário comprovar a posse 
mansa, pacífica e contínua por um prazo determinado, além da ausência de contestação. 
 
16) Um diretor de uma empresa é acusado de desvio de recursos financeiros. Durante a 
investigação, ele alega que suas ações eram autorizadas pelo sócio majoritário. Neste 
caso, a responsabilidade do diretor pode ser considerada: 
a) Exclusiva, independentemente da autorização. 
b) Compartilhada com o sócio majoritário. 
c) Inexistente, pois agiu sob ordens. 
d) Limitada à esfera civil. 
Resposta: a) Exclusiva, independentemente da autorização. 
Explicação: A responsabilidade do diretor por atos de desvio de recursos é exclusiva, 
independentemente de autorizações, já que ele deve agir com diligência e em 
conformidade com a lei. 
 
17) Um advogado é contratado para representar um cliente em uma ação civil, mas, ao 
longo do processo, ele não comparece às audiências e não apresenta defesa. O juiz 
decide declarar a revelia do réu. Nesse contexto, a revelia implica: 
a) Na aceitação tácita das alegações do autor. 
b) Em nulidade do processo. 
c) Em possibilidade de defesa a qualquer momento. 
d) Em encerramento do processo. 
Resposta: a) Na aceitação tácita das alegações do autor. 
Explicação: A revelia implica que as alegações do autor são aceitas como verdadeiras, 
salvo se houver prova em contrário, o que pode levar à procedência da ação. 
 
18) Uma empresa faz uma oferta pública de ações e, após a venda, um investidor alega 
que as informações prestadas eram inadequadas e prejudiciais. Nesse caso, o investidor 
pode pleitear: 
a) A anulação da venda das ações. 
b) A reparação por danos materiais e morais. 
c) Apenas a devolução do valor investido. 
d) A revisão do valor das ações. 
Resposta: b) A reparação por danos materiais e morais.

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