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Básicos de Economia e Finanças (5% a 10%) Módulo 03 – Princípios Básicos de Economia e Finanças (5% a 10%) Teoricamente é possível aplicar em títulos do Tesouro Nacional, obter rentabilidade, sem a existência do risco de crédito. Prêmio pelo risco = Percentual pago acima dos ativos livre de risco Custo Médio Ponderado de Capital WACC – Weighted Average Cost of Capital Conceito: Quanto em média está custando o capital de uma empresa? Capital de Terceiros: Mais arriscado para a empresa; Menos risco para o investidor. Capital de Próprio – Acionistas: Pouco risco para a empresa; Maior risco para o acionista. Alavancagem Quanto maior o peso de capital de terceiros que uma empresa tem, maior será sua alavancagem. CMPC = (% CP X Custo CP) + (% CT x Custo CT) + (1- IR) WAAC Exemplo: Se CMPC der 20%, a margem de lucro do produto / serviço da em- presa deve ser maior que 20%, pois o custo do dinheiro para a empresa é de 20%. Retorno Histórico e Retorno Esperado Fundos EMB: Mês Rentabilidade jun/21 3% jul/21 1% ago/21 1% set/21 2% out/21 3% Média 2% 52 52 Módulo 03 – Princípios Básicos de Economia e Finanças (5% a 10%) Módulo 03 – Princípios Básicos de Economia e Finanças (5% a 10%) Média = Expectativa de Rentabilidade no mês de dezembro, o retorno esperado é de 2%. Rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura. IMPORTANTE O Produto Interno Bruto de uma economia representa, em valores monetários e para deter- minado período, a soma de todos os bens e serviços fi nais, a valor de mercado. O índice de infl ação ofi cialmente utilizado pelo governo brasileiro para verifi car o cumpri- mento da meta de infl ação é o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A taxa de referência para o cálculo da remuneração devida em empréstimos realizados en- tre instituições fi nanceiras no Brasil é a Taxa DI. A taxa DI é apurada diariamente e aplicada com base em dias úteis. A taxa de juros utilizada para o cálculo da remuneração dos saldos das contas vinculadas ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) é a Taxa Referencial. Um dos objetivos do Comitê de Política Monetária (Copom) é defi nir a meta da taxa Selic. A diferença entre as taxas de juros nominal e real é dada pela taxa de infl ação. A utilização de um índice de referência (benchmark) para um fundo de investimento permi- te a verifi cação do desempenho relativo do fundo. Para um ativo fi nanceiro qualquer, a volatilidade é uma medida de risco. Em um cenário de elevação da taxa básica de juros (SELIC) é esperado, por consequência, redução do IPCA. As reservas internacionais de um país representam o saldo que o governo dessa país detém em moedas estrangeiras. O prazo médio ponderado de um título fi nanceiro é igual ao prazo até a sua data de venci- mento quando a taxa de cupom é igual a zero, e o valor de principal é integralmente devido no vencimento. Ao longo de um mesmo dia, a marcação a mercado de um título com taxa de remuneração fi xa apresentará resultado negativo se a taxa de desconto permanecer constante. Após a sua emissão, a negociação de títulos e valores mobiliários ocorre no mercado se- cundário. Instrumento utilizado pelo banco central do brasil para controlar a liquidez do mercado fi nanceiro: Política Monetária A diferença entre as taxas de juros nominal e real é dada pela taxa de infl ação O preço unitário (PU) de um título de renda fi xa é o valor presente das amortizações e do principal. O valor presente em um fl uxo de pagamento é inversamente proporcional a taxa de des- conto. Taxa de juros utilizada para cálculo da remuneração dos saldos das contas vinculadas ao FGTS é a TR – Taxa Referencial São princípios da marcação a mercado, segundo a Anbima (lembrar COMEÇO: Consistência, Objetividade, Melhores Práticas, Equidade e Comprometimento) 53 53 Instrumentos de Renda Variável, Renda Fixa e Derivativos (17% a 25%) Instrumentos de Renda Variável, Renda Fixa e Derivativos (17% a 25%) MÓDULO 4 – Instrumentos de Renda Variável, Renda Fixa e Derivativos (17% a 25%) O RENDA FIXA O que caracteriza um título como Renda Fixa? Para um título ser considerado de Renda Fixa, deve-se atender a três critérios: 1. Dívida; 2. Vencimento/Prazo; 3. Rentabilidade. TABELA REGRESSIVA DE IMPOSTO DE RENDA X2 PRAZO ALÍQUOTA -2,5 Até 180 dias 22,50% 181 - 360 dias 20% 361 - 720 dias 17,50% Acima de 721 15% IR Regressivo para CDB, DPGE, LF, Debêntures, Notas promissórias e Títulos Públicos Fede- rais. Cobrança: no resgate ou no vencimento. Isenção PF para: Poupança, Debênture Incentivada, CRI, CRA, LCI, LCA e CPR. O IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) Será cobrado IOF em investimentos resgatados até o 29° dia, após isso o inves- tidor fi cará isento desta cobrança. Caso haja necessidade de cobrança, 1° será cobrado o IOF e em 2° o IR. IOF antes do IR; 4 – 3 – 3 54 54 Instrumentos de Renda Variável, Renda Fixa e Derivativos (17% a 25%) Instrumentos de Renda Variável, Renda Fixa e Derivativos (17% a 25%) Prazo (dias corridos) % do IOF sobre rendimento Prazo (dias corridos) % do IOF sobre rendimento Prazo (dias corridos) % do IOF sobre rendimento 1 96 11 63 21 30 2 93 12 60 22 26 3 90 13 56 23 23 4 86 14 53 24 20 5 83 15 50 25 16 6 80 16 46 26 13 7 76 17 43 27 10 8 73 18 40 28 6 9 70 19 36 29 3 10 66 20 33 30 0 O FGC (FUNDO GARANTIDOR DE CRÉDITO) O FGC é uma entidade privada, sem fi ns lucrativos, que administra o mecanismo de proteção aos correntistas, poupadores e investidores, contra instituições fi nanceiras em caso de intervenção, liquidação ou falência. Limites por cobertura: − R$250.000,00 por CPF/CNPJ e por instituição; − R$1.000.000,00 de limitação, com renovação em 4 anos. Cobertura: Depósito à vista ou sacáveis mediante aviso prévio. Depósito de Poupança; Letra de Câmbio; Letras Hipotecárias; 55 55 Instrumentos de Renda Variável, Renda Fixa e Derivativos (17% a 25%) Instrumentos de Renda Variável, Renda Fixa e Derivativos (17% a 25%) Letras de Crédito Imobiliário; Letras de Crédito do Agronegócio; Depósitos a prazo, com ou sem emissão de certifi cado RDB (Recibo de Depósito Bancário) e CDB (Certifi cado de Depósito Bancário); Depósitos mantidos em contas não movimentadas por cheques destinadas ao registro e controle do fl uxo de recursos referentes à prestação de serviços de pagamentos de salários, vencimentos, aposentadorias, pensões e similares; Operações Compromissadas que têm como objeto títulos emitidos após 8 de março de 2012 por empresa ligada; DPGE. Investimentos QUE NÃO ESTÃO COBERTOS pelo FGC: Fundos de Investimento, CRI (Certifi cado de Recebíveis Imobiliários), CRA (Certifi cado de Recebíveis do Agronegócio), Debêntures, Ações, Commercial Papers (Notas Promissórias), Opções, Swap, Mercado a Termo, Mercado Futuro e LF. O CDB – CERTIFICADO DE DEPÓSITO BANCÁRIO Defi nição: O CDB, Certifi cado de Depósito Bancário, é um título privado para a captação de recursos de investidores pessoas físicas ou jurídicas, por parte dos bancos. É um investimento “protegido” pelo FGC. Emissor: Banco Comercial, de Investimentos ou múltiplo. $$$ $$$ + JUROS Características: Valor de emissão: Não há regra; Rentabilidade: prefi xada, pós-fi xada ou híbrido; Prazo: Não há regra; Liquidez: A depender do emissor; Transferência: Mercado secundário; Riscos: Mercado, Liquidez e Crédito; Garantia: FGC; Tributação: IOF (até o dia 29) + Tabela Regressiva de IR. 56 56 Instrumentos de Renda Variável, Renda Fixa e Derivativos (17% a 25%) Instrumentos de Renda Variável, Renda Fixa e Derivativos (17% a 25%) IR: Tabela regressiva 22,5% até 180 dias 20% de 181 a 360 dias 17,5% de 361 a 720 dias 15% mais de 720 dias O RDB – RECIBO DE DEPÓSITO BANCÁRIO O Fluxo idêntico ao do CDB. Características: Valor de emissão: Não há regra; Rentabilidade: prefi xada, pós-fi xada ou híbrido; Prazo: Não há regra; Liquidez: Não tem; Transferência: Mercado secundário; Riscos: Mercado,Liquidez e Crédito; Garantia: FGC; Tributação: IOF (até o dia 29) + Tabela Regressiva de IR. O POUPANÇA A poupança não é tecnicamente um instrumento de renda fi xa. Pontos relevantes: Sua rentabilidade será mensal se o investidor for PF e trimestral se for PJ; Poupança antiga (até 03/05/2012): 0,5% a.m. + TR (Taxa Referencial); Após 04/05/2012: Se a SELIC estiver acima de 8,5% a.a 0,5% a.m. + TR Se a SELIC estiver abaixo de 8,5% a.a 70% da SELIC + TR Exemplo: Selic hoje: 13,25% a.a Poupança = 9,28% a.a. 57 57 Instrumentos de Renda Variável, Renda Fixa e Derivativos (17% a 25%) Instrumentos de Renda Variável, Renda Fixa e Derivativos (17% a 25%) Informações importantes: Investimento mais tradicional do Brasil; Possui FGC; Isento de IR para PF; Liquidez diária; Possui aniversário; Aplicações realizadas nos dias 29, 30 e 31 de cada mês, terão como data de aniversário o dia 01 do mês subsequente; Rentabilidade - Vale o dia do depósito; Remunera o menor saldo do período. Tributação PF= Isento PJ= Tabela Regressiva de IR; PJ Isentos: Igrejas, Organização sem fi ns lucrativos. O TPF – TÍTULO PÚBLICO FEDERAL Emitido pelo Tesouro Nacional Defi nição: Instrumento de Renda Fixa que fi nancia a dívida pública, ou seja, o investidor está emprestando dinheiro para o Governo fi nanciar seus projetos. TIPOS DE NEGOCIAÇÃO 5 TÍTULOS NEGOCIADOS LFT – Tesouro Selic: Remunera a variação da taxa Selic over (pós-fi xado); LTN – Tesouro Prefi xado: Remunera uma taxa prefi xada; NTN-F – Tesouro Prefi xado com Juros Semestrais (prefi xado – CUPOM 10% a.a); NTN-B – Tesouro IPCA + Juros Semestrais (Híbrido: IPCA+ taxa prefi xada CUPOM 6% a.a); NTN-B Principal – Tesouro IPCA + (Híbrido: IPCA+ taxa prefi xada). 58 58 Instrumentos de Renda Variável, Renda Fixa e Derivativos (17% a 25%) Instrumentos de Renda Variável, Renda Fixa e Derivativos (17% a 25%) TRIBUTAÇÃO: IR: Tabela regressiva 22,5% até 180 dias 20% de 181 a 360 dias 17,5% de 361 a 720 dias 15% mais de 720 dias Uma LFT negociada com ágio terá rendimento inferior a SELIC. Uma LFT negociada com deságio, terá rendimento Superior a SELIC. LFT é interessante em um cenário de alta de taxa de juros. Já a LTN é interessante em um cenário de queda de taxa de juros. CARACTERÍSTICAS DOS TPF Características da negociação Valor de Emissão: R$1.000,00 em todos os casos. VNA (Valor Nominal Atualizado): Os Títulos foram emitidos em 01/07/2000 por R$1.000,00. Porém, os títulos pós-fi xados são atualizados constantemente. PU: Preço Unitário. Ágio: Paga-se mais caro pelo título. Deságio: Paga-se mais barato pelo título. Cupom: Recebimento periódico de caixa. Riscos: Mercado, Liquidez e Crédito. O TESOURO DIRETO Defi nição: Plataforma de negociação desenvolvida para facilitar a visualização do investidor e dar mais acesso à Pessoa Física na negociação de Títulos Públi- cos Federais. Características: Necessário um agente de custódia intermediador; Investimento mínimo: 1% do Preço Unitário do Título ou R$30,00; Investimento máximo de R$1.000.000,00 por mês; Liquidez diária, porém, liquidação em D+1; Registro na Clearing da B3; 59 59 Instrumentos de Renda Variável, Renda Fixa e Derivativos (17% a 25%) Instrumentos de Renda Variável, Renda Fixa e Derivativos (17% a 25%) RECOMENDAÇÕES DE TPF Cliente quer fazer uma reserva de emergência: LFT Cliente aposta na alta da taxa de juros: LFT Cliente deseja se proteger da Infl ação e ter caixa periódico: NTN-B Cliente aposta na queda da taxa de juros e quer seu pagamento no vencimento: LTN Cliente aposta na queda da taxa de juros e quer recebimentos periódicos: NTN-F O LETRA FINANCEIRA Defi nição: Letras fi nanceiras são títulos emitidos por instituições fi nanceiras, que consistem em promessa de pagamento. Emissor: Bancos múltiplos, bancos comerciais, bancos de investimento, sociedades de crédito, fi nan- ciamento e investimento, caixas econômicas, companhias hipotecárias ou sociedades de crédito imo- biliário e BNDES; Aplicação mínima: R$ 50 mil sem subordinação; R$300 mil com subordinação; Admite pagamento de cupons periódicos. Prazo mínimo: 24 meses, vedado o resgate total ou parcial antes do vencimento; Não conta com a cobertura do FGC; Tributação: IR de 15%; O DPGE – DEPÓSITO A PRAZO COM GARANTIA ESPECIAL Defi nição: Os DPGEs são depósitos a prazo emitidos por instituições fi nancei- ras. Emissor: Bancos comerciais, múltiplos, de desenvolvimento e investimento, as sociedades de crédito, fi nanciamento e investimento e as caixas econômicas. Características: Aplicação mínima: Não há; A remuneração pode ser em pré ou pós-fi xadas; O prazo do resgate é defi nido no momento da contratação, mas não pode ser inferior a 6 meses nem superior a 36 meses. NÃO PODE SER RESGATADO ANTECIPADAMENTE NEM PAR- CIALMENTE. Aplicação garantida pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para valores até R$40 mi- lhões, por CPF ou CNPJ, por instituição ou conglomerado fi nanceiro; IR via tabela regressiva. 60 60 Instrumentos de Renda Variável, Renda Fixa e Derivativos (17% a 25%) Instrumentos de Renda Variável, Renda Fixa e Derivativos (17% a 25%) O LCI – LETRA DE CRÉDITO IMOBILIÁRIO Defi nição: Instrumento de renda fi xa que possui como lastro créditos imobiliá- rios. O LCI é um título de dívida emitido por uma instituição fi nanceira. Emissor: Banco Comercial, Banco de investimentos ou múltiplo, além de sociedade de crédito imobiliário. Pagar em 30 anos TOMADOR Investidor Instituição fi nanceira Empresta 150k $$$ Características: Valor de Emissão: não há regra; Rentabilidade: prefi xada ou pós-fi xada; Prazo mínimo: São 36 meses quando o título for atualizado mensalmente por índice de pre- ços ou 12 meses se for atualizado anualmente por esse indexador. Se não utilizar índice de preços, é de 90 dias; Liquidez: regra de prazo; Transferência: Mercado Secundário; Riscos: Mercado, Liquidez e Crédito; Garantia: FGC e lastro real; Tributação: Pessoa Física isenta e Pessoa Jurídica IOF + Tabela regressiva. LCA – LETRA DE CRÉDITO DO AGRONEGÓCIO LCA foi criada para oferecer às instituições fi nanceiras públicas e privadas a possibilidade de captarem recursos para o fi nanciamento das atividades do setor do agronegócio. Emissor: Banco Comercial, Banco de investimentos ou múltiplo, além de sociedade de crédito imobiliário. $$$ TOMADOR INVESTIDOR Instituição fi nanceira $$$ + Juros $$$ + Juros $$$ $$$ + juros 61 61 Instrumentos de Renda Variável, Renda Fixa e Derivativos (17% a 25%) Instrumentos de Renda Variável, Renda Fixa e Derivativos (17% a 25%) Características: Prazo mínimo: Serão 12 meses quando indexado a índice de preços e 90 dias se não houver atualização por índice de preços. Protegido pelo FGC PF isenta de IR PJ tabela regressiva Pode negociar no mercado secundário Só pode ser emitido por bancos ou cooperativas de crédito O CPR – CÉDULA DE PRODUTO RURAL Defi nição: A Cédula do Produto Rural (CPR) é um título de promessa de entrega de produtos rurais que pode ser emitida pelos agricultores e suas associações, inclusive cooperativas. O emitente deve procurar uma instituição que dá garantia a CPR, aumentando o universo de compradores interessados em adquiri-la. Características: Rentabilidade: Pode ser prefi xada ou pós-fi xada; Prazo: Não há regra; Sua liquidação só é permitida por meio da entrega física da mercadoria; Por meio da CPR, o produtor antecipa a venda da produção, e pode ser negociada nos mer- cados de bolsas e de balcão; Garantia: Não conta com a cobertura do FGC, mas há garantia do avalista (o mais utilizado é o penhor rural); Tributação: PF Isento de IR / PJ tabela regressiva. O CDCA – CERTIFICADO DE DIREITOS CRÉDITOS DO AGRONEGÓCIO Defi nição: O CDCA é um título de crédito nominativo, de livre negociação e re- presentativo de promessa de pagamento em dinheiro, vinculado a direitos cre- ditórios originários de negócios realizados entre produtores rurais e terceiros, inclusivefi nanciamento ou empréstimos. Seria a continuação da CPR, o produtor rural repassa os direitos de créditos do agronegócio, e a coo- perativa que ajudou a fi nanciar a CPR, pode criar um CDCA. Características: Não conta com o FGC; 62 62 Instrumentos de Renda Variável, Renda Fixa e Derivativos (17% a 25%) Instrumentos de Renda Variável, Renda Fixa e Derivativos (17% a 25%) PF isento, PJ tabela regressiva; Lastreado em produtos agrícolas. O CRI – CERTIFICADO DE RECEBÍVEIS IMOBILIÁRIOS Defi nição: O Certifi cado de Recebíveis Imobiliários (CRI) é um título de renda fi xa baseado em créditos imobiliários (pagamentos de contraprestações de aquisição de bens imóveis ou de aluguéis). Emissão: Instituições não fi nanceiras. A oferta pública de distribuição de CRI só pode ser iniciada após a concessão de registro e estando o registro da companhia aberta da companhia securitizadora atuando junto a CVM. Não tem cobertura de FGC e é isento de IR. Investimento de longo prazo com rentabilidade acima dos títulos públicos. Somente CRI com valor mínimo de R$300.000,00 pode ser objeto de distribuição pública. Fluxo: Construtora vende apartamentos, e fi ca com o direito de receber os valores por 20 anos. Construtora não quer esperar e procura uma securitizadora para receber esses valores antes, porém com desconto. A securitizadora compra esses ativos e empacota em forma de CRI, oferecendo aos investidores. Quando os proprietários pagam a parcela do apartamento, o valor vai para a Securitizadora que repas- sa em forma de rentabilidade aos investidores. Características: Emissão Não tem FGC; Isento de IR para PF. O CRA – CERTIFICADO DE RECEBÍVEIS DO AGRONEGÓCIO Defi nição: Os CRA’s ou Certifi cados de Recebíveis do Agronegócio são títulos de crédito. Emitidos por empresas securitizadoras de direitos creditórios do agro- negócio. Características: Isento de IR para PF Não tem cobertura do FGC 63 63 Instrumentos de Renda Variável, Renda Fixa e Derivativos (17% a 25%) Instrumentos de Renda Variável, Renda Fixa e Derivativos (17% a 25%) O DEBÊNTURES Defi nição: São Títulos emitidos apenas por Sociedade Anônimas não fi nancei- ras de capital aberto ou fechado, que as lança no mercado para obter recursos de médio e longo prazo, destinados a projetos de investimentos ou alongamen- to do perfi l do passivo. Somente companhias abertas com registro na CVM podem efetuar emissões públicas de debêntures. Prazo: regra somente nas incentivadas; Rentabilidade: Prefi xada, pós-fi xada e admite pagamento de CUPOM; Riscos: Mercado, Liquidez e Crédito; Garantias: Não possui FGC, mas garantias específi cas; Tributação: IOF e Tabela Regressiva de IR; Liquidez: A depender do emissor; Escritura de emissão; Repactuação: O agente fi duciário (inst. Finan.) representa os debenturistas. Tipos de Debêntures Debênture Simples; Debêntures Conversíveis em ações Defi nição: As debêntures conversíveis são aquelas que conferem aos debentu- ristas a opção de convertê-las em ações da mesma empresa, a um preço pré-es- pecifi cado, em datas determinadas ou durante um período. Debêntures permu- táveis: troca por ação de outra companhia. IR: Regressivo. Debêntures Incentivadas Defi nição: Emissão de título destinada ao fi nanciamento de projetos voltados para a implantação, ampliação, manutenção, recuperação ou modernização, entre outros, do setor de logística e transporte, o qual está inserido o segmento portuário. Benefício Fiscal: I – Menor IR para PJ (15%); 64 64 Instrumentos de Renda Variável, Renda Fixa e Derivativos (17% a 25%) Instrumentos de Renda Variável, Renda Fixa e Derivativos (17% a 25%) II – Isento para PF. Prazo mínimo para emissão: 48 meses. Prazo mínimo para resgate: 24 meses. Tipos de garantias: Real: bens como garantia, não pode trocar Flutuante: prioridade em relação aos bens, pode mudar Quirografária: Iguais aos demais credores. Subordinada: Apenas prioridade em relação aos acionistas. Garantia adicional e opcional: Fidejussória: É a garantia dada por um indivíduo a fi m de certifi car que um débito de um terceiro será pago adequadamente, ou seja, é um instrumento jurídico utilizado como pro- teção para o credor. Agente Fiduciário: Protege o interesse dos debenturistas! (Pode requerer falência da emi- tente, executar garantias reais, representar os debenturistas nos processos ou tomar qual- quer providência para que o debenturista realize o seu crédito. Cross Default: Se uma dívida do emissor vencer e ele fi car inadimplente, as debêntures também estarão vencidas automaticamente. Escritura: Documento legal, que declara as condições sob as quais a debênture foi emitida. O NOTA PROMISSÓRIA Defi nição: É um título de curto prazo emitido por instituições não fi nanceiras. Foram criadas com o objetivo de que as empresas possam obter recursos de curto prazo para resolver problemas de caixa. Características: Emitido por S/A aberta e S/A fechada; Para lembrar: REFLUXO RE FLU Q SU 65 65 Instrumentos de Renda Variável, Renda Fixa e Derivativos (17% a 25%) Instrumentos de Renda Variável, Renda Fixa e Derivativos (17% a 25%) O prazo máximo da NP é de 360 dias; Se não for objeto de oferta pública, o prazo máximo será de 90 dias; Não conta com a cobertura do FGC; IR Regressivo; Por ser um título de curto prazo, a menor alíquota é de 20%; Rentabilidade: Préfi xada, pós-fi xada e admite pagamento de CUPOM. O COE – CERTIFICADO DE OPERAÇÃO ESTRUTURADA Defi nição: É instrumento inovador e fl exível, que mescla elementos de Renda Fixa e Renda Variável. Traz ainda o diferencial de ser estruturado com base em cenários de ganhos e perdas selecionadas de acordo com o perfi l de cada inves- tidor. É a versão brasileira das Notas Estruturadas, muito populares na Europa e nos Estados Unidos. A emissão desse instrumento poderá ser feita em duas modalidades: valor nominal protegido, com garantia do valor principal investido, ou valor nominal em risco, em que há possibilidade de perda até o limite do capital investido. Nos dois casos deve ser observada a regra de suitability, ou seja, o inves- timento deve ser adequado ao perfi l do investidor. Emissão: Os Bancos; Operação estruturada: Reúne ativos de renda fi xa e renda variável. Vencimento: Não há regra; Possui trava alta na rentabilidade; Datas de Observação; O COE tem vencimento, valor mínimo de aporte, indexador e cenário de ganhos e perdas defi nidos pelos bancos para diferentes perfi s de investidor; Tributação: O Imposto de Renda ocorre sobre o lucro conforme o prazo da aplicação, pela tabela regressiva, recolhido pela instituição emissora; Pode ter ou não liquidez antecipada ao vencimento; A “Lâmina” do COE é chamada de DIE - Documento de Informações Essenciais. Termo de adesão e ciência de risco – Obrigatório; Instrução CVM nº 569 (14/10/2015) Trata da oferta pública de distribuição de COE realizada com dispensa de registro. Cap II: Os bancos comerciais, as caixas econômicas e os bancos múltiplos sem carteira de investimento fi cam dispensados da exigência da contratação de intermediários integrantes do sistema de distribuição de valores mobiliários na distribuição pública de COE de sua emissão, desde que atendido o disposto nesta Instrução. Cap IV – Material Publicitário 66 66 Instrumentos de Renda Variável, Renda Fixa e Derivativos (17% a 25%) Instrumentos de Renda Variável, Renda Fixa e Derivativos (17% a 25%) Usar linguagem serena e moderada, advertindo para os riscos do investimento, inclusive que o investidor está sujeito ao risco de crédito do emissor do certifi cado; Mencionar que se trata de material publicitário; Alertar para a existência do DIE e os meios para a obtenção de um exemplar, além da ad- vertência em destaque com a seguinte redação: “LEIA O DOCUMENTO DE INFORMAÇÕES ESSENCIAIS ANTES DE APLICAR NESTE CERTIFICADO DE OPERAÇÕES ESTRUTURADAS”; Destacar que o certifi cado é da modalidade de “Investimento com Valor Nominal em Risco”, quandofor o caso; Caso o material publicitário do COE contenha cenários, não poderá ser dado destaque ao melhor cenário em detrimento dos outros cenários; Mencionar que a rentabilidade líquida depende da tributação aplicável. Exemplo de COE: 1. Se o Ibovespa cair → Capital Protegido 2. Se o Ibovespa subir até 10% → Ganho de 15% 3. Se o Ibovespa subir até 20% → Ganho de 25% 4. Se o Ibovespa subir mais do que 25% → Ganho de 10% No fechamento, o Ibovespa subiu 13%. Qual será o ganho? O ganho será de 25% bruto (Tabela regressiva de IR) O INSTRUMENTOS DE RENDA VARIÁVEL Rendimento não conhecido, pois dependem de fatores futuros. Possibilitam maiores ganhos, porém maiores riscos. Maior exemplo: Ações AÇÕES Ações, também chamadas simplesmente de “papéis”, são as parcelas que compõem o capital social de uma empresa, ou seja, são as unidades de títulos emitidas por sociedades anônimas. Formas de Negociação: Lote padrão: 100 ações; Lote fracionário: 1 ação. Normalmente, seu preço é maior que as ações do lote padrão, pela menor liquidez; Liquidação física e fi nanceira: D+2. ON (Ordinárias): Garantem o direito a voto nas assembleias aos acionistas (1 ação equivale a 1 voto – 100% ordinária). 67 67 Instrumentos de Renda Variável, Renda Fixa e Derivativos (17% a 25%) Instrumentos de Renda Variável, Renda Fixa e Derivativos (17% a 25%) PN (Preferenciais): Tem preferência no recebimento de dividendos em relação as ordinárias; Recebem 10% a mais de dividendos em relação as ordinárias; Não tem direito a voto, salvo uma exceção; Caso a companhia fi que 3 anos (exercícios consecutivos) sem distribuir dividendos, passa a ter direito a voto (temporariamente). UNITS: SANB11 Conjunto de ações negociadas na B3 que podem conter tanto ações PN quanto ON. Canais de distribuição: CTVM/DTVM; Agências bancárias/plataforma digitais; Home broker. O DIREITO DOS ACIONISTAS Dividendos e JSCP – Juros Sobre Capital Próprio O Ganho de Capital Defi nição: É a diferença positiva entre o valor da compra da ação e o seu valor de venda. Compra a ação e vende por um preço maior. O Dividendos Defi nição: São parte do lucro líquido de empresas listadas na bolsa de valores que, por lei, deve ser distribuído entre os acionistas. Parte do lucro líquido; Pago em dinheiro; Isento de IR; Mínimo 25% do lucro líquido repassado aos acionistas. 68 68 Instrumentos de Renda Variável, Renda Fixa e Derivativos (17% a 25%) Instrumentos de Renda Variável, Renda Fixa e Derivativos (17% a 25%) O Juros Sobre Capital Próprio Defi nição: São proventos pagos em dinheiro aos acionistas, porém dedutível do lucro tributável da empresa. Trata-se de lucros retidos. Reinveste o lucro da empresa e paga juros para o investidor; Benefício fi scal para a empresa; 15% de IR (investidor). O Bonifi cação e Subscrição Bonifi cação Defi nição: Novas ações aos acionistas em função do aumento de capital (dimi- nuir o preço e aumentar a quantidade de ações tem efeito zero no patrimônio). Distribuição de ações aos acionistas; Aumenta a quantidade de ações, mas não o patrimônio. Não paga Imposto de Renda. Subscrição Defi nição: A preferência de subscrição é o direito que possuem os atuais acio- nistas de subscrever o aumento de capital na mesma proporção de sua partici- pação no capital da companhia, prioritariamente. Novas ações no mercado; O acionista detém o direito de comprar as novas ações antes do mercado. O INPLIT X SPLIT Grupamento (Inplit): Reduz a quantidade de ações aumentando o valor de cada ação (Objetivo: Menor risco). Desdobramento (Split): Aumenta a quantidade de ações reduzindo o valor da ação (Objetivo: Maior liquidez – Visa diminuir o risco de liquidez). Capital não se altera. 69 69 Instrumentos de Renda Variável, Renda Fixa e Derivativos (17% a 25%) Instrumentos de Renda Variável, Renda Fixa e Derivativos (17% a 25%) O DEPOSITARY RECEIPTS (DR’S) ADR = Receipts, são certifi cados de depósito representativos de ações de em- presas de qualquer país (empresas brasileiras, por exemplo), negociadas nas bolsas de valores do próprio país de origem e que são em bolsas de valores norte-americanas (NYSE, por exemplo). BDR= São certifi cados ou direitos representativos de valores mobiliários emi- tidos por companhias abertas com sede no exterior, negociáveis no mercado brasileiro e emitidos por instituição depositária no Brasil. ADR = Ambev (lembrar de empresa estrangeira com ações nos EUA) BDR = Boeing (lembrar de empresa estrangeira com ações no Brasil) O AGO X AGE AGO é a Assembleia Geral Ordinária, convocada anualmente para deliberar sobre as de- monstrações contábeis do Fundo. Deve ocorrer em até 120 dias após o término do exercício social. Esta Assembleia Geral Ordinária somente pode ser realizada no mínimo 30 dias após estarem disponíveis aos co- tistas as demonstrações contábeis auditadas relativas ao exercício encerrado. A ata da AGO, bem como o sumário de decisões tomadas, deve ser disponibilizada em até 7 dias úteis da sua realização. AGO - Aprova demonstrações fi nanceiras! O acionista exerce seu direito de fi scalização por meio da eleição dos membros do Conse- lho Fiscal, que deve ter representantes dos acionistas minoritários e dos acionistas prefe- renciais. Quaisquer outras Assembleias são chamadas de AGE. O TAG ALONG Defi nição: O Tag Along é a extensão do prêmio de controle, direito conferido aos acionistas minoritários em caso de alienação de ações realizadas pelos contro- les da companhia. Oferta de no mínimo 80%. Com outras palavras é um mecanismo de defesa do acionista minoritário. Direitos dos acionistas minoritários: Participar dos lucros sociais Comparecer à assembleia Ter acesso a demonstrações fi nanceiras Fiscalizar a gestão 70 70 Instrumentos de Renda Variável, Renda Fixa e Derivativos (17% a 25%) Instrumentos de Renda Variável, Renda Fixa e Derivativos (17% a 25%) Receber extratos da posição acionária Exercer direitos de subscrição Participar do acervo da companhia, em caso de liquidação Dispor dos meios e procedimentos legais para fazer assegurar os seus direitos, que não po- dem ser afastados pelo Estatuto. Acionista Controlador: Maioria das ON (PF ou PJ) Tradicional Nível 1 Nível 2 Novo Mercado TAG ALONG 80% ON 80% ON 100% ON e PN 100% ON O IPO – OFERTA PÚBLICA INICIAL E UNDERWRITING Defi nição: A “oferta pública inicial” representa a primeira vez que uma empresa receberá novos sócios realizando uma oferta de ações ao mercado. Ela se torna, então, uma companhia de capital aberto com papéis negociados no pregão da Bolsa de Valores. CVM AUTORIZA EMPRESA AGENTE UNDERWRITING INVESTIDORES • Garantia fi rme; | • Garantia melhores esforços; | • Garantia residual (Stand By); Características Período de Reserva: − A mercado: O investidor está disposto a pagar o preço do mercado. − Limitado: O investidor aciona um STOP para compra.49 Rateio: - Caso a demanda seja maior que a oferta, haverá rateio entre os investidores que fi zeram reserva das ações. 71 71 Instrumentos de Renda Variável, Renda Fixa e Derivativos (17% a 25%) Instrumentos de Renda Variável, Renda Fixa e Derivativos (17% a 25%) Lote Suplementar: − Com a demanda maior que a oferta, pode ser realizado também o green shoe (lote suplementar), onde a empresa pode colocar à venda mais 15% de ações, sem aviso prévio a CVM. OPÇÕES DE UNDERWRITING Empresa decide captar recursos via emissão de Ações ⇨ Procura um B.I.. para realizar um IPO (Mercado primário) ⇨ Ações passam a ser ne- gociadas no mercado SE- CUNDÁRIO. Garantia fi rme: IF subscreve integralmente a emissão das ações e revende ao público. Ris- co do intermediário fi nanceiro. Garantia Melhores esforços: IF se compromete a realizar melhores esforços para coloca- ção. Risco da empresa. Garantia Residual: IF coloca as sobras junto ao público, em determinado espaço de tempo, ele mesmo subscreve o total das ações. Risco do intermediário fi nanceiro. Roadshow: Apresentação da empresaaos investidores. Bookbuilding: Formação de preços do ativo, normalmente por meio de um lei- lão de ofertas. Prospect: folheto ou folder de oferta pública: O prospecto deverá não omitir fatos relevantes, nem conter informações que possam induzir investidores ao erro. É obrigatória a entrega de exemplar do prospecto preliminar ao investidor, ad- mitindo-se seu envio ou obtenção por meio eletrônico. PARTICIPANTES Banco Coordenador: Instituição fi nanceira contratada pela empresa para fazer a interme- diação. Podem ser: Corretoras, Distribuidoras ou Banco de Investimento. Pode ser mais de 1 coordenador, mas 1 será o líder. Banco Mandatário: Tem a função de processar a liquidação física e fi nanceira entre a sua tesouraria e a instituição custodiante. Além disso verifi ca a autenticidade do negócio. 72 72 Instrumentos de Renda Variável, Renda Fixa e Derivativos (17% a 25%) Instrumentos de Renda Variável, Renda Fixa e Derivativos (17% a 25%) Market Maker: É uma entidade que proporciona liquidez para o mercado. Tem como ob- jetivo estimular a negociação dos ativos e consequentemente aumentar a liquidez desses ativos. Auditor Independente: Realiza a auditoria contábil apresentada pelo administrador. Agente Fiduciário: Protege os direitos dos investidores. Agência da Rating: São empresas que fazem uma avaliação de risco das organizações pri- vadas ou públicas e de países. Custodiante: É uma instituição fi nanceira designada para custodiar ações e ativos de fun- dos, seja de pessoas físicas ou de jurídicas. ANÁLISE FUNDAMENTALISTA Analisa os fundamentos da empresa. Defi nição: A análise fundamentalista se preocupa com os resultados, perspec- tivas econômicas, tecnológicos, setoriais e específi cos de cada empresa dentro do contexto da economia. Indicadores – Precifi cação da ação: LPA - Lucro por Ação Lucro líquido÷Nº de Ações Quanto maior, melhor! P/L – Preço sobre o lucro Preço por ação÷lucro por ação Quantidade de anos que levaria para recuperar o capital investido por meio de dividendos. Exemplo: Preço ação A: R$20,00 Dividendos (lucro por ação): R$2,00 P/L = 20/2 = 10 Preço ação B: R$10,00 Dividendos (lucro por ação): R$2,00 73 73 Instrumentos de Renda Variável, Renda Fixa e Derivativos (17% a 25%) Instrumentos de Renda Variável, Renda Fixa e Derivativos (17% a 25%) P/L = 10/2 = 5 Quanto menor, melhor! O ANÁLISE TÉCNICA Não se preocupa com os fundamentos, pois já estão refl etidos nos preços. Defi nição: Também conhecida como análise gráfi ca, tem como base os volumes e o preços pelos quais foram comercializadas as ações nos pregões. Sua premisssa é de que o gráfi co é a soma de todos os conhecimentos, esperanças e expectativas so- bre uma determinada ação, ou seja, refl ete o preço que o mercado está, naquele momento, disposto a pagar pela ação. NEGOCIANDO AÇÕES INVESTIDOR CORRETORA BOLSA DE VALORES Liquidação: D+2 Home Broker: Canal de relacionamento prático, usando na internet. Lote-Padrão: Lotes idênticos negociados na bolsa (100 para ações à vista) Custos: Corretagem: Custo pago para as corretoras Emolumentos: Cobrados pela bolsa, 0,035% do valor fi nanceiro da operação, por pregão. Custódia: tarifa de manutenção IMPOSTO DE RENDA SOBRE AÇÕES Ações com 15% de IR, exceto Day-Trade, que é 20% Não tem IOF Quem recolhe o IR, é o próprio investidor, via DARF. Alíquota fonte: Day trade (1% sobre os rendimentos) e Swing trade (0,005% sobre o valor da venda). PF é isenta na venda de ações de R$ 20.000,00 por mês. Fato gerador: resgate 74 74 Instrumentos de Renda Variável, Renda Fixa e Derivativos (17% a 25%) Instrumentos de Renda Variável, Renda Fixa e Derivativos (17% a 25%) Operação Alíquota na fonte Ajuste Isenção Responsável Day-Trade 1% sobre os rendimentos 20% Não tem Próprio Investidor, via DARF Swing-Trade 0.005% sobre o valor da venda (alienação) 15% Na venda de R$20.000,00 por PF, por mês Próprio Investidor, via DARF O SEGMENTOS DE GOVERNANÇA CORPORATIVA Tradicional Nível 1 Nível 2 Novo Mercado Free Float Não há regra No mínimo 25% No mínimo 25% 25%/15% (R$25MM) Ações emitidas ON e PN ON e PN ON e PN Somente ON Conselho de administração Mínimo 3 membros Mínimo 3 membros Mínimo 5 membros Mínimo 3 membros Demonstrações fi nanceiras em padrão internacional Facultativo Facultativo Obrigatório Obrigatório Tag Along 80% ON 80% ON 100% ON e PN 100% ON Câmara de Arbitragem Facultativo Facultativo Obrigatório Obrigatório NÍVEL 1: Realização de reuniões públicas com analistas e investidores, ao menos uma vez por ano; Manutenção em circulação de uma parcela mínima de ações, representando 25% (vinte e cinco por cento) do capital social da companhia. NÍVEL 2: Divulgação de demonstrações fi nanceiras de acordo com padrões internacionais IFRS ou US GAAP; 75 75 Instrumentos de Renda Variável, Renda Fixa e Derivativos (17% a 25%) Instrumentos de Renda Variável, Renda Fixa e Derivativos (17% a 25%) Conselho de Administração com mínimo de 5 (cinco) membros e mandato uni- fi cado de até 2 (dois) anos, permitida a reeleição. No mínimo, 20% (vinte por cento) dos membros deverão ser conselheiros independentes; Extensão de 100% do valor para todos os acionistas detentores de ações ordinárias e preferenciais, nas mesmas condições obtidas pelos controladores quando da venda do controle da companhia. NOVO MERCADO: Transparência maior na gestão e na publicação; 100% das ações devem ser ordinárias (ON); 100% tag along; IPO de no mínimo 10 milhões; Manter no mínimo 25% das ações em circulação. O CLUBE DE INVESTIMENTOS O clube de investimento é uma comunhão de recursos de pessoas físicas, criado com o objetivo de investir no mercado de títulos e valores mobiliários. De acordo com a norma reguladora, todo clube deve ter no mínimo 3 e no máximo 50 cotistas, e ne- nhum cotista pode ter mais do que 40% do total das cotas do clube. Uma das características que diferenciam o clube do fundo de investimento é a possibilidade de que a carteira de ativos do clube seja gerida por um (ou mais) de seus próprios cotistas, que não necessita da autorização da CVM para exercer tal função. Em um clube de investimento, ao menos 67% do patrimônio líquido deve ser investido em instrumen- tos de renda variável ou com exposição ao risco do mercado de ações. A tributação dos clubes de investimento segue regra similar à dos fundos de investimento em ações: a alíquota de imposto de renda é de 15%, e o pagamento do imposto é devido quando do resgate das cotas. O DERIVATIVOS São Instrumentos Financeiros cujos preços derivam de um ativo, tornando possível, entre outras coi- sas, a gestão do risco de preço de diversos ativos. Quatro modalidades de contratos são negociadas nesses mercados: 1. Termo 2. Futuros 3. Swaps 4. Opções 76 76 Instrumentos de Renda Variável, Renda Fixa e Derivativos (17% a 25%) Instrumentos de Renda Variável, Renda Fixa e Derivativos (17% a 25%) Participantes: HEDGER: Os hedgers atuam nestes mercados visando proteção contra as oscilações de preços dos ativos com os quais trabalham. A principal preocupação do hedger não é obter lucro por meio de operações com derivativos, mas garantir o preço de compra ou de venda de determinado ativo numa data futura e eliminar o risco de variações adversas de preço. Ex1.: Produtor agrícola que participa do mercado futuro para travar o preço de venda, visando gerenciar o risco de queda da cotação da commodity produzida; Ex2.: Uma empresa que tem um passivo em dólares. Como seu risco está asso- ciado à alta do dólar, ela compra contratos de taxa de câmbio de reais por dólar no mercado futuro. ESPECULADOR: Os especuladores são participantes cujo principal objetivo é a obtenção de lucro. Sua atuação consiste na negociação de derivativos apenas com o objetivo de ganhar o diferencial entre o preço de compra e o de venda, não tendo nenhum interesse no ativo- -objeto. A operação de especulação mais conhecida é a de Day trade,que consiste na abertura e no encerramento da posição no mesmo dia. ARBITRADOR: O arbitrador é um participante que tem como objetivo o lucro, evitando as- sumir riscos diretamente. Sua atividade consiste em identifi car distorções de preços entre mercados e tirar proveito dessa diferença ou da expectativa futura dessa diferença. A estratégia do arbitrador consiste em comprar no mercado em que o preço está mais baixo e vender naquele em que está mais alto, tendo como lucro o diferencial de compra e de venda. Atuando geralmente com operações simul- tâneas, elimina riscos de mercado porque ele sabe exatamente por quanto ele comprará e por quanto venderá. O MERCADO DE SWAP Defi nição: A palavra swap signifi ca troca. Neste sentido, um contrato de swap representa um acordo no qual as contrapartes trocam fl uxos futuros de caixa. É um tipo de contrato que não tem padronização, uma vez que ele atende necessidades específi cas de prazo e fl uxo fi nanceiro. Características: Ponta Ativa: É o que o investidor recebe após a contratação; Ponta Passiva: É o que o investidor deixa de receber após a contratação; Ajuste; 77 77 Instrumentos de Renda Variável, Renda Fixa e Derivativos (17% a 25%) Instrumentos de Renda Variável, Renda Fixa e Derivativos (17% a 25%) Negociação: Mercado de Balcão organizado; Margem para garantia: Contratos específi cos (B3); Tributação: Tabela Regressiva. Exemplos: Swaps de taxas de juros, por exemplo, são utilizados por investidores para eli- minar sua exposição a uma exposição a taxas de juros incertas ou que causam algum tipo de descasamento no balanço. Exemplo 1: Cliente possui dívida indexada à variação da infl ação, mas, não possui nenhum tipo de receita que acompanha perfeitamente a infl ação. Exemplo 2: Cliente possui uma dívida em Dólar com taxa de juros de 6% a.a. (linear), mas, quer trocar o risco cambial resultante pelo indexador %CDI É um derivativo que tem Risco de Crédito dada a possibilidade de que a contraparte não efetue o pa- gamento contratado, quando esta for devedora. A exigência de garantias é a forma convencional de proteção contra esse tipo de risco. O Imposto de Renda segue a tabela regressiva de renda fi xa. O MERCADO DE OPÇÕES Defi nição: Os contratos de opções representam acordos nos quais uma parte adquire o direito de comprar (ou vender) um ativo a um preço preestabelecido até certa data e a contraparte se obriga a vender (ou comprar) esse ativo, em troca de um único pagamento inicial. Características: Lançador: Obrigação; Titular: Direito; *Call: Compra; *Put: Venda; Prêmio: Valor da opção; Strike: Preço de exercício; Ativo objeto: Ativo em questão. *Call - Direito de decidir pela compra do ativo no futuro a preço pré-determinado. 78 78 Instrumentos de Renda Variável, Renda Fixa e Derivativos (17% a 25%) Instrumentos de Renda Variável, Renda Fixa e Derivativos (17% a 25%) *Put - Direito de decidir pela venda do ativo no futuro a preço pré-determinado. Em ambos os casos, o direito adquirido na negociação tem prazo de validade (um dia ou um período), refere-se a um produto denominado ativo-objeto (defi nido no contrato) e é exercido a um preço de exercício previamente estabelecido. Exemplo: Uma analogia é o seguro de um carro. No seguro, é pago um prêmio para a seguradora e se o carro for batido ou roubado seu valor é recuperado. Tipos de Opções: Opções Europeias - Podem ser exercidas apenas na data de vencimento; Opções Americanas - podem ser exercidas a qualquer momento ou em determinadas datas ou períodos entre a data de emissão e a data de vencimento. IN THE MONEY: Dentro do dinheiro; Exercer a opção resultará em lucro para o seu titular. OUT THE MONEY: Fora do dinheiro; Exercer a opção resultará em prejuízo para o seu titular. AT THE MONEY: No dinheiro. Exercer a opção não resultará nem em lucro nem em prejuízo. Participante Tipo de opção Titular Paga prêmio Lançador Recebe prêmio CALL Direito de comprar Obrigação de vender PUT Direito de vender Obrigação de comprar 79 79 Instrumentos de Renda Variável, Renda Fixa e Derivativos (17% a 25%) Instrumentos de Renda Variável, Renda Fixa e Derivativos (17% a 25%) FORMA GRÁFICA: Compra do ATIVO Compra de CALL Compra de PUT Titular de CALL Titular de PUT Venda do ATIVO Venda de CALL Venda de PUT Lançador de CALL Lançador de PUT Fatores que afetam os preços: Opção de compra Opção de venda Preço à vista do ativo + - Preço de exercício - + Volatilidade + + Prazo para o vencimento + + Tributação: Alíquota: 15%. Há incidência do imposto de renda retido na fonte à alíquota de 0,005% so- bre o resultado positivo (dedo duro); Fator gerador: Auferir ganho líquido na negociação ou no exercício da opção; Recolhimento: Apurado em períodos mensais e pago até o último dia útil do mês subse- quente ao da apuração; Responsabilidade pelo Recolhimento: Do investidor; Compensação de Perdas: as perdas incorridas poderão ser compensadas com os ganhos auferidos, no próprio mês ou nos meses subsequentes, em outras operações realizadas nos mercados à vista, de opções, futuro e a termo, exceto no caso de perdas em operações de Day trade, que somente serão compensadas com ganhos auferidos em operações da mes- ma espécie. 80 80 Instrumentos de Renda Variável, Renda Fixa e Derivativos (17% a 25%) Instrumentos de Renda Variável, Renda Fixa e Derivativos (17% a 25%) O Day trade Na fonte: Alíquota de 1% aplicada sobre o resultado positivo apurado em operação de Day trade; Mensal: Os ganhos líquidos mensais auferidos em operações de day trade são tributa- dos à alíquota de 20%. O MERCADO A TERMO Nesses mercados são realizados acordos privados de compra e venda de um ativo para liquidação em data futura por preço predeterminado. Características: Contratos não padronizados: itens do contrato negociáveis entre as partes e preços são determinados privadamente pelo comprador e pelo vendedor Os riscos são assumidos pela contraparte. Não existe um mecanismo de segurança de recebimento (físico ou fi nanceiro)>>> Risco de Crédito! Exemplo: Imagine um produtor e um torrefador de café no início da safra. O produtor não tem nenhuma garantia do preço que poderá ser praticado ao fi nal da safra e o torrefador, que compra o café do produtor e vende para o consumidor fi nal, também não sabe a que preço poderá negociar o café no fi nal da safra. A fi m de eliminar os riscos de variações adversas de preços ambos podem assumir um compromisso de compra e entrega no futuro por um preço pré-estabelecido. O NDF - Non Deliverable Forward As operações a termo recebem a denominação de “NDF” (No0n Deliverable Forward) quando, no dia do vencimento, as partes somente liquidam a diferença entre o preço negociado no contrato a termo e o observado, nesse dia, no mercado a vista. Tributação: Alíquota: 15%; Fato gerador: Encerramento da posição, ou seja, a liquidação do termo; Responsabilidade pelo Recolhimento: Do investidor; Compensação de Perdas: as perdas incorridas poderão ser compensadas no próprio mês ou nos meses seguintes em outras operações no mercado a vista, exceto no caso de perdas em operações de Day trade, que somente serão compensadas com 81 81 Instrumentos de Renda Variável, Renda Fixa e Derivativos (17% a 25%) Instrumentos de Renda Variável, Renda Fixa e Derivativos (17% a 25%) ganhos auferidos em operações de Day trade. O MERCADO FUTURO São muito semelhantes aos contratos a termo, pois são utilizados em operações de compra e venda de um ativo para uma data futura por um preço determinadopelas partes na data de negociação. Todo contrato tem um comprador e um vendedor e cada um deles assume uma obrigação, sendo que no vencimento a liquidação pode ser por entrega do ativo negociado (menos comum) ou a liquidação fi nanceira. Até o vencimento do contrato há o sistema de ajuste diário que é um mecanismo de acerto fi nanceiro diário pelas diferenças de preços. Importância do Mercado Futuro: A incerteza dos preços futuros é uma das maiores causas de inefi ciência dos negócios! Exemplo: 1. Na agropecuária a produção tem forte dependência dos fatores climáticos; 2. No Setor Financeiro a incerteza sobre o preço do dólar no futuro difi culta o planejamento e a execução da atividade industrial quando há insumos importados. 3. Em ambos os casos o Mercado Futuro pode servir como Hedge. Diferenças dos mercados A Termo X Futuro Acerto no vencimento X Ajustes diários Negociação entre as partes (Balcão) X Negociação em Bolsa Contratos personalizados X Contratos padronizados Tem risco de crédito X Não tem risco de crédito As semelhanças é que as partes acordam a compra/venda de certa quantidade de uma commodity (ou ativo fi nanceiro) a determinado preço e em determinada data futura. Tributação: Alíquota: Sobre o lucro líquido o investidor deve pagar 20% para operações Day trade e 15% para operações normais com antecipação de 0,005% na fonte; 82 82 Instrumentos de Renda Variável, Renda Fixa e Derivativos (17% a 25%) Instrumentos de Renda Variável, Renda Fixa e Derivativos (17% a 25%) Fator gerador: O investidor deve calcular o resultado positivo dos ajustes diários no mês e o fato gerador é a obtenção de ganhos sobre mercados futuros, ou seja, o encerramento da posição; Responsabilidade pelo Recolhimento: Do investidor; Day trade: 20% com antecipação de 1% na fonte; Compensação de Perdas: As perdas incorridas poderão ser compensadas com os ganhos auferidos, no próprio mês ou nos meses subsequentes, em outras operações de futuros, exceto Day trade. IMPORTANTE Conferem direito a voto nas assembleias de acionistas as ações ordinárias. A prioridade no recebimento dos dividendos distribuídos por uma empresa é característica das ações preferenciais. Em uma companhia, os lucros repetidos em exercícios anteriores podem ser distribuídos por meio de juros sobre capital próprio. O rendimento obtido com as operações no mercado à vista (swing trade) e nas operações de day trade são tributados respectivamente em 15% e 20% Em relação ao número mínimo e máximo de cotistas, um clube de investimentos deve ter entre 3 e 50. O prazo mínimo de vencimento de Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) é de 90 dias. O principal documento legal em uma emissão de debêntures é a escritura de emissão. Considerando os tipos de garantias e as espécies de debêntures, corre maior risco de crédi- to o investidor que adquirir títulos da espécie subordinada. O órgão responsável pela emissão dos títulos públicos federais é a Secretaria do Tesouro Nacional. Uma Nota do Tesouro Nacional Série B (NTN-B) tem o seu valor nominal atualizado pelo IPCA. A Nota do Tesouro Nacional Série F (NTN-F) remunera os investidores com juros semestrais, com base em taxa fi xa de 10% a.a. O investidor que deseja se proteger da queda de preços do dólar e deseja fazer um hedge com opções deve comprar uma opção de venda do dólar. Os termos call e put correspondem respectivamente a opção de compra e opção de venda. Entende-se por renda variável aqueles cuja a remuneração ou retorno do capital não po- dem ser determinados no momento da aplicação. Em uma emissão de debêntures ou notas promissórias, é função de uma agência classifi - cadora de risco conceder uma nota de crédito, que signifi ca a possibilidade do emissor não honrar com o seu compromisso. 83 83 Instrumentos de Renda Variável, Renda Fixa e Derivativos (17% a 25%) Instrumentos de Renda Variável, Renda Fixa e Derivativos (17% a 25%) O Governo Federal emite títulos públicos para fi nanciar a sua dívida através do Tesouro Na- cional. Uma das formas de comercialização desses títulos é através do Tesouro Direto, que possui como característica liquidez diária para os títulos através do programa de recompra do Tesouro Nacional. Para o lançador, uma opção de compra, se exercida, representa uma obrigação de vender. A lei 6404/79 legisla que é obrigatória a distribuição de, pelo menos, 25% do lucro líquido por meio de dividendos. O Certifi cado de Operações Estruturadas – COE é um instrumento moderno de investimen- tos que combina aplicações de renda fi xa e variável. Para uma pessoa física que realiza aplicações em COE, a tributação do Imposto de Renda será conforme tabela regressiva de 22,5% até 15%, conforme prazo. No mercado a termo de ações, as operações podem ser encerradas em no mínimo 16 dias, e no máximo 999 dias corridos. 84 84 Módulo 05 – Fundos de Investimento (18% a 25%) Módulo 05 – Fundos de Investimento (18% a 25%) MÓDULO 5 – Fundos de Investimento (18% a 25%) O FUNDOS DE INVESTIMENTO O investidor pode comprar ativos diretamente no mercado fi nanceiro (ten- do restrições em alguns tipos de ativos) ou pode investir em fundos de in- vestimentos, onde um gestor profi ssional, irá gerenciar os recursos dos co- tistas. Fluxo: Vantagens: Diversifi cação; Acessibilidade; Liquidez. Fundos de Investimentos: Compram ativos. Fundos de Investimentos em Cotas - FIC: Compram cotas de fundos. Cota: Menor fração do Patrimônio Líquido. Cálculo do valor da cota: PL ➗ Número de cotas = (Ativos – Despesas) ➗ Número de cotas A propriedade dos ativos de um fundo de investimentos é do condomínio, cada um cabe a fração ideal representada pelas cotas. Cada fundo tem um CNPJ único. Como ativos dos fundos pertencem aos cotistas, não contam com a garantia do FGC (Fundo Garantidor de Crédito). INVESTIDOR INVESTIDOR INVESTIDOR $$$ 85 85Módulo 05 – Fundos de Investimento (18% a 25%) Módulo 05 – Fundos de Investimento (18% a 25%) TIPOS DE FUNDOS Fundos abertos: Pode Solicitar resgate a qualquer momento. Fundos fechados: Prazo de vencimento específi co (mercado secundário). Fundos restritos: Normalmente uma única família ou grupo econômico. Fundos exclusivos: Único cotista, somente investidores profi ssionais. O GARANTIA EM FUNDOS DE INVESTIMENTOS Os Fundos de Investimentos não contam com garantia do FGC (Fundo Garantidor de Crédito), visto que, os ativos do fundo pertencem aos cotistas e não ao fundo, O DIREITOS E DEVERES DOS COTISTAS Deveres dos cotistas: Aportar novos recursos em caso de PL negativo. Pagará taxas descritas. Comparecer as assembleias gerais. Manter cadastro atualizado. Direito dos Cotistas: Devem ser informados sobre: Objetivo, política, taxas e carência. Incluir advertência: − Os investimentos em fundos não são garantidos pelo administrador ou por qualquer mecanismo de seguro ou, ainda, pelo fundo garantidor de crédito. − A rentabilidade obtida no passado não representa garantia de rentabilidade futura. Cotista deve ter acesso: − Ao regulamento, formulário de informações complementares, valor do patrimônio líquido, valor da cota e a rentabilidade no mês e composição da carteira. Cotista deve receber: − Extrato mensal, demonstrativo de IR anual, número de cotas e valor das cotas. Periodicidade: DIARIAMENTE: Divulgar o valor do PL e cota. MENSALMENTE: Remeter principais informações via extrato. 86 86 Módulo 05 – Fundos de Investimento (18% a 25%) Módulo 05 – Fundos de Investimento (18% a 25%) ANUALMENTE: Colocar as demonstrações fi nanceiras do fundo à disposição de qualquer cotista. Todas as informações: Não devem ser expressas para induzir ao erro. Em linguagem simples. Simultânea para todos os cotistas. Informações úteis. Não pode assegurar resultado. CONSTITUIÇÃO DE UM FUNDO Um fundo de Investimentos é uma PJ, ou seja, possui CNPJ próprio.E para sua constituição deve apre- sentar a CVM: Regulamento: regras de funcionamento. Lâmina de Informações Essenciais: principais características, de forma concisa. Deve ser atualizada até o dia 10 de cada mês. FIC – Formulário de Informações Complementares: Complementa a Lâmina, divulgando o VaR (Value at Risc). Taxa de Registro. Formulário de Cadastro. Deliberação de que o Administrador está aderente a legislação (normativa CVM 555). O DESPESAS DE UM FUNDO De acordo com a CVM 409 são encargos dos fundos de investimentos: − Despesas com impressão, expedição e publicação de qualquer material. − Despesas inerentes a constituição ou liquidação do fundo. O TAXAS COBRADAS EM UM FUNDO DE INVESTIMENTOS Taxa de administração: − Percentual pago pelos cotistas. − Expressa ao ano e paga diariamente. − Afeta o valor da cota e não a quantidade de cotas. − O fundo divulga para o mercado o valor líquido da taxa de administração. 87 87Módulo 05 – Fundos de Investimento (18% a 25%) Módulo 05 – Fundos de Investimento (18% a 25%) Taxa de performance: − Cobrado apenas em um fundo ativo. − Cobrança limitada em 20%. − Pode ser cobrada somente se exceder o benchmark em 100%. − Periodicidade de 6 meses. − Cobrada após a taxa de administração. Taxa de entrada e saída: − Pouco utilizada. O TRANSFERÊNCIA DE COTAS ENTRE OS COTISTAS A cota só pode ser transferida sob decisão judicial. O investidor pode usar as cotas como garantia para outras operações. Sucessão Universal – Transferência por inventário. Divórcio (Dissolução de Sociedade Conjugal). Transferência de administração ou portabilidade previdenciária. O CHINESE WALL Defi nição: Segregação das atividades, para não gerar confl itos de interesse: Gestão x Fusão e aquisição 88 88 Módulo 05 – Fundos de Investimento (18% a 25%) Módulo 05 – Fundos de Investimento (18% a 25%) O ASSEMBLEIA GERAL DE COTISTAS Demonstrações contábeis > AGO Substituição do administrador, gestor ou custodiante > AGE Fusão ou incorporação > AGE Aumento da taxa de administração > AGE Alteração da política de investimento > AGE Emissão de novas cotas > AGE Alteração do regulamento > AGE O CONVOCAÇÃO DA ASSEMBLÉIA: Deve ser feita por correspondência encaminhada a cada cotista. Convocada por: Administrador, gestor, custodiante ou grupo de cotistas > 5% Presença de qualquer número de cotistas. No máximo 120 dias, após o término do exercício. No mínimo de 10 dias de antecedência em relação a data de realização. No mínimo 15 dias após a divulgação das demonstrações contábeis. 31 de Agosto 01 de Outubro 06 de Outubro 16 de Outubro Término do exercício social Divulgação das D.C. Convocação Assembléia Exercício Fiscal é o último dia útil do ano. Exercício social é uma data determinada pela empresa para a empresa fazer o levantamento do seu ativo, passivo e patrimônio líquido, após 12 meses de atividade O FUNÇÕES DENTRO DE UM FUNDO Administrador: responsável legal pelo fundo. Gestor: profi ssional que irá alocar o recurso de terceiros. Custodiante: guarda as posições do fundo, seja de cotistas ou ativos. Distribuidor: profi ssional que faz a captação de recursos de terceiros. Auditor Independente: Verifi ca a autenticidade das informações contábeis. 89 89Módulo 05 – Fundos de Investimento (18% a 25%) Módulo 05 – Fundos de Investimento (18% a 25%) Caso o Administrador seja uma instituição fi nanceira, fi ca a critério a contratação de: Gestor; Distribuidor; Custodiante. O DINÂMICA DE APLICAÇÃO E RESGATE DE COTAS 1. Aplicação. 2. Cotização: Só começa a valorização/desvalorização após o dinheiro virar cota. 3. Descotização: Quando o cotista solicita resgate do curso, o capital segue se valorizando/ desvalorizando até voltar a ser dinheiro. O administrador defi nirá o prazo para descotizar. 4. Resgate: No máximo em D+5 para creditar o investidor após a descotização. O PRECIFICAÇÃO DAS COTAS Deve-se marcar a mercado todos os ativos do fundo. Cota de abertura: Cotização = D+0 Descotização a partir de D+0 Cota de fechamento: Cotização = D+1 Descotização a partir de D+1 O FECHAMENTO DO FUNDO PARA RESGATES E APLICAÇÕES O administrador poderá suspender novas aplicações no fundo, desde que isso se aplique tanto aos novos investidores quanto aos cotistas atuais. O administrador, em casos excepcionais de falta de liquidez, poderá declarar o fechamento do fundo para realização de resgate. O MARCAÇÃO A MERCADO Conceito: Precifi car um ativo pelo valor que ele é negociado ou apreçamento de ativos. 90 90 Módulo 05 – Fundos de Investimento (18% a 25%) Módulo 05 – Fundos de Investimento (18% a 25%) Serve para evitar transferência de riquezas entre cotistas. A responsabilidade da marcação a mercado é do administrador (por ser o responsável le- gal), mas o mesmo pode delegar ao Custodiante. O OBJETIVOS E POLÍTICAS DE UM FUNDO Objetivo = Onde o gestor quer chegar; Políticas = Como o gestor irá atingir essa meta/ objetivo. As duas informações devem estar descritas no FIC – Formulário de Informações Complementares. Exemplo: 1. Objetivo do Fundo: O objetivo do fundo será buscar acompanhar seu benchmark, para que desta forma, o investidor esteja protegido contra a variação do índice ofi cial de preços do país (IPCA). 2. Política do Fundo: Para atingir seu objetivo, o gestor irá buscar ativos que benefi ciem o investidor com rentabilidade, ou seja, rentabilidade híbrida: pós-fi xada pela variação do IPCA, mais uma percentual fi xo. Estratégia de Gestão Aplicação x Resgate; Fundo passivo (indexado) x fundo ativo; Fundo alavancado: superior ao PL do fundo. Benchmarks DI; IPCA; IBOVESPA; IBRX50; IBRX100; PTAX; S&P500. Suspenções Suspensão do fundo para entrada: Cotista e novos Cotistas. Suspensão do fundo para resgate: Falta de Liquidez. 91 91Módulo 05 – Fundos de Investimento (18% a 25%) Módulo 05 – Fundos de Investimento (18% a 25%) LIMITES POR EMISSOR Até 100% do PL do fundo pode estar aplicado em ativos de emissão da União Federal. Até 20% do PL do fundo pode estar em aplicado em ativos de emissão de instituições fi - nanceiras. Até 10% do PL do fundo pode estar aplicado em ativos de emissão de companhias abertas ou fundos de investimentos. Até 5% do PL do fundo pode estar aplicado em ativos de emissores privados que não se- jam companhia aberta, nem instituição fi nanceira. LIMITES POR MODALIDADE Alguns ativos fi nanceiros possuem limitação de alocação. Um Fundo de Investimentos pode alocar no máximo 20% do Patrimônio Líquido em: FI - Fundo de Investimento; FIC – Fundo de Investimentos em Cotas; FII – Fundo de Investimentos Imobiliários; FIDC – Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios; ETF – Exchange Traded Fund; CRI e CRA. O MODALIDADES DE FUNDOS DE INVESTIMENTOS FUNDOS DE RENDA FIXA 80% do seu PL em ativos de RF expostos a variação da taxa de juros ou a um índice de pre- ços; Adicionado a expressão “Longo Prazo”, prazo médio da carteira superior a 365 dias; Vedada cobrança de taxa de performance. FUNDOS DE RENDA FIXA DE CURTO PRAZO Menos volatilidade, principalmente pós-fi xado; Aplica em título público federal ou privado de baixo risco, com prazo máximo de 375 dias, porém a média tem que ser inferior a 60 dias, denomina-se “curto prazo”; Vedada taxa de performance; Para a Receita Federal considera-se prazo médio da carteira 365 dias. FUNDOS DE RENDA FIXA REFERENCIADO 92 92 Módulo 05 – Fundos de Investimento (18% a 25%) Módulo 05 – Fundos de Investimento (18% a 25%) 95% no índice de referência; 80% em título público federal ou por título privado de baixo risco; Vedada cobrança de taxa de performance. FUNDOS DE RENDA FIXA SIMPLES 95% em título público federal ou título privado de baixo risco. Denomina-se Simples; Dispensa termo de adesão e ciência de risco.41 FUNDOS DE RENDA FIXA DÍVIDA EXTERNA 80% do seu PL por títulos representativos da dívida externa de responsabilidade da União. Denomina-se dívida externa; Investir em papéis brasileirosnegociados no exterior; Somente fundos de dívida externa podem comprar esse tipo de título; Podem cobrar taxa de performance. FUNDOS DE CRÉDITO PRIVADO Mais do que 50% da carteira alocado em dívida de empresa privada (risco maior). Deve conter a expressão “Crédito Privado” FUNDOS DE AÇÕES Investe no mínimo 67% do seu PL em ações negociadas no mercado à vista; Para o longo prazo; Podem cobrar taxa de performance. Lastro: Ações, bônus ou recibo de subscrições; Cotas de fundos de ações; Cotas de fundos de índices de ações; BDR; Estratégias: Arbitragem (Long and Short): Compra e venda de ativo. Market Timing: Aumento ou diminuição a exposição da bolsa. Stock Picking: Aposta em ações com maior potencial de retorno. Carregamento: Foco no longo prazo. 93 93Módulo 05 – Fundos de Investimento (18% a 25%) Módulo 05 – Fundos de Investimento (18% a 25%) Trading: Movimentações de curto prazo, tentando aproveitar o mercado. IR – Fixo em 15% e isento IOF FUNDO CAMBIAL 80% ligado ao preço de moeda estrangeira ou variação do cupom cambial; A PTAX serve como referência; Os ativos devem ser: diretamente ou sintetizados via derivativos, ao fato de risco cambial; Aplicação feita em R$; Não acompanha a cotação do dólar. FUNDOS MULTIMERCADOS Vários fatores de risco. Podem usar derivativos para alavancagem. Podem cobrar taxa de performance. O TRIBUTAÇÃO EM FUNDOS DE INVESTIMENTOS Imposto sobre Operações Financeiras – IOF em Fundos de Investimentos. ISENÇÃO DE IOF PARA FUNDO DE AÇÕES APENAS; IOF antes do IR; TÁTICA 4-3-3. Tempo de aplicação (dias) IOF Tempo de aplicação (dias) IOF Tempo de aplicação (dias) IOF 1 96% 11 63% 21 30% 2 93% 12 60% 22 26% 3 90% 13 56% 23 23% 4 86% 14 53% 24 20% 94 94 Módulo 05 – Fundos de Investimento (18% a 25%) Módulo 05 – Fundos de Investimento (18% a 25%) 5 83% 15 50% 25 16% 6 80% 16 46% 26 13% 7 76% 17 43% 27 10% 8 73% 18 40% 28 6% 9 70% 19 36% 29 3% 10 66% 20 33% 30 0 O IR EM FUNDOS DE INVESTIMENTOS – COME COTAS Os fundos de: renda fi xa, multimercado e cambial antecipam semestralmente a cobrança de IR dos investidores. Os investidores fi cam no fundo por prazo indeterminado, mas os ativos dentro do fundo possuem prazo de vencimento. O come-cotas incide nos últimos dias úteis de: MAIO E NOVEMBRO. CURTO PRAZO: 20%; LONGO PRAZO: 15% (receita federal considera 365 dias). *Fundos de ações não tem come-cotas 15% de IR O FUNDO DE INVESTIMENTOS EM DIREITOS CREDITÓRIOS – FIDC Faz antecipação de Direitos Creditórios Defi nição: É um tipo de aplicação em que a maior parte dos recursos é destina- da à aquisição de direitos creditórios. Os direitos creditórios vêm dos créditos que uma empresa tem a receber, como duplicatas, cheques, contratos de aluguel e outros. O direito de recebimento desses créditos é negociável, quer dizer, a em- presa o cede a terceiros e isso é feito por meio de um FIDC. 95 95Módulo 05 – Fundos de Investimento (18% a 25%) Módulo 05 – Fundos de Investimento (18% a 25%) Características: Estes fundos podem ser ABERTOS ou FECHADOS. Somente investidores qualifi cados podem investir em FIDCs. O FIDC deve ter, no mínimo, 50% de seu patrimônio em direitos creditórios. Não há valor mínimo para aplicação. Tributação: Tabela Regressiva de Imposto de Renda, apenas no resgate. Benefícios Para quem cede: diminuição dos riscos e “liberação de espaço no balanço”; Para as empresas: mais liquidez no mercado de crédito. Para os investidores: uma alternativa de investimento que tende a oferecer maior rentabili- dade do que a renda fi xa tradicional. Tipos de cotas Cota sênior: Aquela que não se subordina às demais para efeito de amortização e resgate. Cota subordinada: Aquela que se subordina à cota sênior. Riscos: O principal risco para o investidor é a carteira de recebíveis. O FUNDO IMOBILIÁRIO - FII Defi nição: Os Fundos de Investimento Imobiliário - FII destinam-se ao desen- volvimento de empreendimentos imobiliários, construção de imóveis e aquisi- ção de imóveis prontos. Esses fundos são comercializados na forma de fundos fechados, que podem ter duração determinada ou indeterminada. E, além disso, devem distribuir, no mínimo, 95% do lucro auferido, apurados segun- do o regime de caixa. Uma vez constituído e autorizado o funcionamento do fundo, admite-se que 25% de seu patrimônio, no máximo e temporariamente, seja investido em cotas de FI e/ou em títulos de renda fi xa. Uma con- sideração importante a fazer é sobre o resgate das cotas: só pode ser feito no vencimento ou na liqui- dação do fundo. Riscos Mercado; Liquidez; Vacância. 96 96 Módulo 05 – Fundos de Investimento (18% a 25%) Módulo 05 – Fundos de Investimento (18% a 25%) Tributação e Recolhimento Ganho de Capital Pessoa física e Jurídica – Alíquota de 20%. Deve ser feito pelo investidor via DARF. Rendimentos de Aluguel Pessoa Jurídica – Alíquota de 20%. Pessoa física – Isenção de IR, desde que se respeite os seguintes critérios: − Menos de 10% da totalidade das cotas do fundo; − Fundo que as cotas sejam negociadas em Bolsa de Valores; − Tenha mais de 50 cotistas no fundo. No caso dos rendimentos de aluguel, quem irá recolher o IR será o administrador do fundo. Aplicações do Fundo. Fundos de Tijolos Shoppings; Galpões Logísticos; Prédios Comerciais; Agências Bancárias; Complexos Educacionais; Unidades de Saúde. Fundos de Papeis LCI; CRI; LH Cotas de outros FIIs O FUNDOS DE INVESTIMENTOS EM PARTICIPAÇÕES - FIP Constituídos sob a forma de condomínio FECHADO. Não há aplicação mínima. 97 97Módulo 05 – Fundos de Investimento (18% a 25%) Módulo 05 – Fundos de Investimento (18% a 25%) Defi nição: Fundos de Investimento em Participação (FIP) foram criados para se investir ativamente através da compra de participações em empresas ou em- preendimentos específi cos. O acesso às aplicações em FIP é restrito aos investidores qualifi cados, ou seja, instituições fi nanceiras, companhias seguradoras e sociedades de capitaliza- ção, entidades abertas e fechadas de previdência complementar, por exemplo. O fundo deverá participar do processo decisório da companhia investida, com efetiva infl uência na defi nição de sua política estratégica e na sua gestão, nota- damente através da indicação de membros do Conselho de Administração. Características O fundo deve manter, no mínimo, 90% de seu patrimônio investido em ações, debêntures, bônus de subscrição ou outros títulos e valores mobiliários conver- síveis ou permutáveis em ações de emissão de companhias, abertas ou fecha- das, que o fundo tenha por objetivo participar do processo decisório. Com ex- ceção para FIP de empresas emergentes, onde o percentual mínimo é de 75%. O FIP pode incluir na sua carteira compromissos de investimento, para poste- riores chamadas de aporte de capital. Podem investir até 20% do seu capital em ativos no exterior que possuam a mesma natureza econômica dos ativos mencionados. Permite apenas Investidores Qualifi cados. Tributação: 15%, apenas no resgate. OS FIPS SÃO DIVIDIDOS EM 4 SEGMENTOS: • Capital semente: Restrito a participações em companhias ou sociedades limitadas com receita bruta anual de até R$ 16 milhões; • Empresas emergentes: Nessa categoria o limite de receita bruta anual sobe para R$ 300 milhões; • Infraestrutura e Produção Econômica intensiva em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação: O patrimônio é investido em companhias que desenvolvam, novos projetos de infraestrutura ou de produção econômica intensiva em pesquisa, desenvolvimento e inovação nas áreas de energia, transporte, água e saneamento básico, irrigação e outras áreas prioritárias para o governo federal. Os FIPs de infraestrutura também apresentam uma vantagem exclusiva: pessoas físicas fi cam isentas de imposto de renda tanto para o ganho de capital quanto para os dividendos; • Multiestratégia: Investem em diferentes tipos e portes de sociedades. Além disso, esses 98 98 Módulo 05 – Fundos de Investimento(18% a 25%) Módulo 05 – Fundos de Investimento (18% a 25%) fundos podem aplicar até 100% de seu capital subscrito em ativos no exterior, porém, são acessados exclusivamente por investidores profi ssionais. O EXCHANGED TRADED FUNDS - ETF Fundo de Investimento que replica um índice de mercado Defi nição: ETF é um fundo de investimento em índice, com cotas negociáveis somente em bolsa. O ETF busca obter desempenho semelhante à performance de um determinado índice de mercado e, para tanto, sua carteira replica a composição desse índice. Isso signifi ca que ao investir em um ETF você está investindo, ao mesmo tempo, em uma carteira de ações de diferentes companhias. Exemplos: BOVA11 – Ibovespa; BRAX11 – IBrX-100; SMAL11 – Small Cap; PIBB11 – IBrX-50. O Fundo deve manter 95%, no mínimo, de seu patrimônio aplicado em valores mobiliários ou ativos de renda variável autorizados pela CVM, na proporção em que estes integram o índice de referência, ou em posições compradas no mercado futuro do índice de referência, de forma a refl etir a variação da rentabilidade de tal índice. • Características: - Fundo aberto (conforme Portal do Investidor da CVM); - Negociado em Bolsa de Valores ou mercado de balcão organizado; - Replica um índice; - IR swing trade 15%; - IR day trade 20%; - Sem come-cotas. O FUNDOS OFF-SHORE O Fundos Off -Shore investem recursos no exterior, sendo sua sede formalmente localizada no exterior, porém, o gestor localiza-se no Brasil. 99 99Módulo 05 – Fundos de Investimento (18% a 25%) Módulo 05 – Fundos de Investimento (18% a 25%) Carteira administrada A administração de carteira de valores mobiliários consiste na gestão profi ssional de recursos ou valo- res mobiliários, sujeitos à fi scalização da Comissão de Valores Mobiliários. Gestão discricionária: Permite delegar a gestão da totalidade ou de parte dos ativos a uma equipe profi ssional e experiente Gestão não discricionária: Mesmo que um fundo ou recursos de uma carteira seja administrado por terceiros, o investidor é o gestor dos recursos, tomando todas as decisões de acordo com sua vontade. O CÓDIGO ANBIMA DE REGULAÇÃO E MELHORES PRÁTICAS PARA ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS DE TERCEIROS Objetivos e Abrangência: Art, 2° I. A manutenção dos mais elevados padrões éticos e a consagração da institucionalização de práticas equitativas nos mercados fi nanceiros e de capitais; II. A concorrência leal; III. A padronização de seus procedimentos; IV. A maior qualidade e disponibilidade de informações, especialmente por meio do envio de dados pelas Instituições Participantes à ANBIMA; e V. A elevação dos padrões fi duciários e a promoção das melhores práticas do mercado. Princípios gerais de conduta, art. 6° I. Exercer suas atividades com boa-fé, transparência, diligência e lealdade; II. Evitar quaisquer práticas que infrinjam ou estejam em confl ito com as regras e princípios contidos neste Código e na Regulação em vigor. Selo ANBIMA, art 56°: Tem por fi nalidade exclusiva demonstrar o compromisso das Instituições Partici- pantes em atender às disposições deste Código. A ANBIMA não se responsabiliza pelas informações constantes nos documentos. Vedações: Comparações entre fundos de diferentes classes e estratégias. Divulgar histórico de rentabilidade de fundos que tenham menos de 6 meses de registro na CVM. Aplicado ao Administrador e Gestor do fundo: O lucro para a empresa/administrador vem das taxas cobradas pelo fundo; Devem ser diligentes, como se fosse dinheiro próprio; 100 100 Módulo 05 – Fundos de Investimento (18% a 25%) Módulo 05 – Fundos de Investimento (18% a 25%) Manter relação fi duciária (confi ança); Transferir para o fundo qualquer vantagem que o administrador possa eventualmente a ter; Rebate. O CLASSIFICAÇÃO DE FUNDOS DE INVESTIMENTOS ANBIMA Estrutura e adequação de produtos em função dos objetivos do investidor Primeiro Nível – Classifi cação CVM: I. Fundos de Renda Fixa; II. Fundos de Ações; III. Fundos Multimercados; IV. Fundos Cambiais. Segundo Nível – Tipos de Gestão: I. Fundos Indexados (passivos); II. Fundos Ativos; III. Fundos de Investimentos no Exterior. Terceiro Nível – Estratégia: I. Classifi cados de acordo com a estratégia; A ANBIMA agrupa fundos de investimento com as mesmas características, identifi cando-os pelas suas estratégias e fatores de risco. 101 101Módulo 05 – Fundos de Investimento (18% a 25%) Módulo 05 – Fundos de Investimento (18% a 25%) IMPORTANTE O administrador de um fundo de investimento é responsável por registrar o fundo na CVM. Os ativos em que um fundo de investimento investe são considerados de propriedade DOS COTISTAS. O número de cotas de um fundo de investimento diminui em determinado dia se houver mais resgates do que aplicações. O número de cotas que um investidor possui em um fundo de investimento diminui quando houver recolhimento de IR na forma de come-cotas. A barreira de informação é utilizada para evitar possíveis confl itos de interesse entre o ban- co e a sua empresa de administrador de recursos de terceiros. 102 102 Módulo 05 – Fundos de Investimento (18% a 25%) Módulo 05 – Fundos de Investimento (18% a 25%) O gestor de um fundo de investimento é responsável por comprar e vender os ativos do fundo. Um investidor solicitou o resgate de suas cotas antes de transcorridos 60 dias de sua aplica- ção e perdeu a rentabilidade acumulada. Essa característica é de um fundo COM CARÊNCIA. Considere um fundo com data de conversão de cotas em D+0 e data para pagamento do resgate em D+3. Nesse caso, a contar da data de solicitação, o cálculo do valor das cotas é realizado no mesmo dia. Considere um fundo com data de conversão de cotas em D+0 e data para pagamento do resgate em D+3. Nesse caso, a contar da data de solicitação, o pagamento do resgate é rea- lizado após três dias úteis. Para atender às solicitações de resgate que ocorrem em determinado dia, o gestor de um fundo de investimento venderá ativos. Uma das vantagens de investir em fundos de investimento é possibilidade de diversifi cação de ativos com aplicação baixa. A aplicação em fundos de investimento permite equidade no tratamento dos cotistas, inde- pendentemente do número de cotas que possui. O gestor de um fundo com estratégia de investimento ativa investe com objetivo de obter rentabilidade superior à do índice de referência do fundo. A taxa de administração de um fundo de investimento é o valor cobrado pela instituição fi nanceira que administra o fundo para pagar por todos os serviços. Um fundo de ações deve comprar pelo menos 67% em ativos de renda variável. Entre eles, pode estar cotas de fundos de ações ou cotas de fundos de índices. O nível 2 da classifi cação Anbima signifi ca o tipo de risco que esse fundo tem como objetivo (exemplo: Indexado, Ativo, no Exterior). Um fundo de tipo “Capital Protegido” segundo a nova classifi cação da Anbima para Fundos de Investimentos, pertence a classe de Ativos Multimercado. Primeiro nível: Classe de ativos / Segundo nível: Riscos / Terceiro nível: Estratégias de In- vestimentos Sobre o limite de concentração em fundos de investimentos, para ativos de um mesmo emissor presentes na carteira, esse limite para emissores fi nanceiros e não fi nanceiros é de, respectivamente 20% e 10% Em um fundo de investimento a taxa de performance é cobrada dos cotistas somente quan- do a rentabilidade do fundo supera a de um indicador de referência. Em um fundo de investimento a responsabilidade pelo recolhimento do IOF é do adminis- trador do fundo. Uma das vantagens de investir em fundos de investimento é a possibilidade de diversifi ca- ção de ativos com aplicação baixa. A taxa de administração de um fundo de investimento é o valor cobrado por todos os servi- ços para sua operacionalização. Percentual mínimo da carteira que deve ser comprado em ativos da classe em Fundos de Renda Fixa e Cambial: 80% 103 103Módulo 06 - Previdência Complementar Aberta: PGBL e VGBLscalização das Sociedades Seguradoras, de Capitalização , Enti- dades Abertas de Previdência Privada, Resseguradoras e Corretores de Seguros. O SUPERINTENDÊNCIA DE SEGUROS PRIVADOS - SUSEP Órgãos Supervisor A Superintendência de Seguros Privados - Susep é uma autarquia federal vincu- lada ao Ministério da Economia, órgão responsável pelo controle e fi scalização dos mercados de seguros, previdência privada aberta, capitalizações e res- seguros. Compete à Susep: Fiscalizar a constituição, organização, funcionamento e operação das Sociedades Segura- doras, de Capitalização, Entidades de Previdência Privada Aberta e Resseguradores, na qua- lidade de executora da política traçada pelo Conselho Nacional de Seguros Privados - CNSP; Atuar no sentido de proteger a captação de poupança popular que se efetua através das operações de seguro, previdência privada aberta, de capitalização e resseguro; Zelar pela defesa dos interesses dos consumidores dos mercados supervisionados. 10 10 Módulo 01 - Sistema Financeiro Nacional e Participantes do Mercado (5% a 10%) Módulo 01 - Sistema Financeiro Nacional e Participantes do Mercado (5% a 10%) O CNPC- Conselho Nacional de Previdência Complementar Órgãos Normativo O CNPC tem a função de regular o regime de previdência complementar ope- rado pelas entidades fechadas de previdência complementar (Fundos de Pen- são). O PREVIC - SUPERINTENDÊNCIA NACIONAL DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR Órgão Supervisor Vinculado ao Ministério da Previdência Social. Responsável por: Previdência Complementar Fechada; Fundo de Pensões. Zelar pela defesa dos interesses dos consumidores dos mercados supervisionados. ANBIMA A Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais representa as instituições do mercado de capitais brasileiro. A entidade possui 1.100 instituições participantes - bancos comer- ciais, bancos múltiplos e bancos de investimento, empresas de gestão de ativos, corretoras, distribui- doras de valores mobiliários e gestores de patrimônio. A ANBIMA é também a associação responsável pela sua prova. É a ANBIMA que dispõe da autorregulação de ofertas públicas de títulos e valores mobiliários e que cria procedimentos que permitem a autorregulação do mercado de capitais. A atividade da associação se divide em 4 frentes: 11 11Módulo 01 - Sistema Financeiro Nacional e Participantes do Mercado (5% a 10%) Módulo 01 - Sistema Financeiro Nacional e Participantes do Mercado (5% a 10%) Os códigos da ANBIMA não substituem a regulação da CVM, apenas a comple- menta. O Códigos ANBIMA de regulação e melhores práticas para o programa de Certifi cação Continuada Deve assegurar que os seus profi ssionais não tenham: Sido inabilitados para o exercício de cargo em instituições fi nanceiras e demais entidades autorizadas a funcionar pelo BACEN, CVM , SuperintendÊncia Nacional de Previdência Com- plementar (Previc) ou Susep. Sua autorização para o exercício da atividade suspensa, cassada ou cancelada. Sofrido punição defi nitiva, nos últimos cinco anos, em decorrência da sua atuação como administrador ou membro do conselho fi scal de entidade sujeita a controle e fi scalização dos órgãos reguladores mencionados. Exerçam suas atividades com boa fé, transparência, diligência e lealdade. Cabe salientar que as instituições participantes que descumprirem as regras do Código de Certifi cação, ou cujos profi ssionais o façam, estão sujeitas às penali- dades previstas, que incluem: • advertência pública; • multa de até 100 vezes o valor da maior mensalidade recebida pela ANBIMA; • desligamento da ANBIMA. O BANCOS COMERCIAIS São instituições Privadas ou Públicas que: Devem ser constituídos como S.A; Depósito à vista e a prazo (curto e médio prazo); Cheque Especial; Prestação de serviços como pagamentos, tarifas, produtos etc. O BANCOS DE INVESTIMENTOS São instituições Privadas que: Não possuem conta corrente, capta apenas depósitos à prazo; Administram Fundos de Investimentos; Podem comprar ativos no mercado de capitais; 12 12 Módulo 01 - Sistema Financeiro Nacional e Participantes do Mercado (5% a 10%) Módulo 01 - Sistema Financeiro Nacional e Participantes do Mercado (5% a 10%) Concede empréstimos para capital de giro e fi xo das empresas; Foco em empréstimo de longo prazo. O BANCOS MÚLTIPLOS Para serem considerados Bancos Múltiplos, devem obrigatoriamente possuir pelo menos duas das carteiras, sendo uma delas comercial ou de investimen- tos. Pode ser umas instituição Pública ou Privada. Tipos de carteiras existentes: Comercial, Investimentos, Crédito Imobiliário, Desenvolvi- mento e Leasing; Um banco múltiplo deve ser constituído com um CNPJ para cada carteira, podendo publicar um único balanço. O DISTRIBUIDORA – DTVM E CORRETORAS DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS – CTVM Constituídas sob a forma de S.A., dependem da autorização da CVM para funcionar. Não existe diferença entre as DTVM´s e as CTVM´s. Principais Funções: Podem representar o direito dos debenturistas, atuando como agentes fi duciários; Operam em bolsa de valores, por conta própria ou de terceiros; Organizam e Administram clubes de investimentos e fundos; Podem intermediar operações de câmbio; Podem comprar ou vender títulos e valores mobiliários, por conta própria; Podem custodiar títulos e valores mobiliários Custos: Corretagem; Custódia; Rebate; Spread. São fi scalizados pelo Banco Central do Brasil 13 13Módulo 01 - Sistema Financeiro Nacional e Participantes do Mercado (5% a 10%) Módulo 01 - Sistema Financeiro Nacional e Participantes do Mercado (5% a 10%) O B3 – BOLSA DE VALORES A B3 é uma das principais empresas de infraestrutura de mercado fi nanceiro no mundo, com atuação em ambiente de bolsa e de balcão. Pontos Relevantes: Sociedade de capital aberto (B3SA3); Ambiente para negociação de valores mobiliários; A B3 visa a melhor formação de preços de um ativo, em tempo real, traduzindo em maior transparência; Maior câmara de ativos do país; Opera como contraparte central para a maior parte das operações realizadas em seus mer- cados; Regulada pela CVM; Regula bolsa e balcão. O CLEARING HOUSES Câmara de Compensação Responsáveis pelas liquidações das operações no mercado fi nanceiro como um todo. É a Clearing House que garante a entrega dos produtos fi nanceiros, por registrar as operações em seu sistema. SELIC Sistema Especial de Liquidação e Custódia B3 Títulos Privados O SPB – SISTEMA DE PAGAMENTOS BRASILEIRO O Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB) é o conjunto de procedimentos, re- gras, instrumentos e operações integrados que, por meio eletrônico, dão supor- te à movimentação fi nanceira entre os diversos agentes econômicos do merca- do brasileiro. Sua função básica é permitir a transferência de recursos fi nanceiros, o processamento e liquidação de pagamentos para pessoas físicas, jurídicas e entre governamentais, reduzindo o risco sistêmico. Exemplo de operações: 14 14 Módulo 01 - Sistema Financeiro Nacional e Participantes do Mercado (5% a 10%) Módulo 01 - Sistema Financeiro Nacional e Participantes do Mercado (5% a 10%) Compensação de Cheques; TED, DOC e PIX; Ativos Financeiros. Compensação de cheques TED, DOC e PIX Ativos Financeiros É a transferência de fundos interbancários próprios ou de terceiros que é feita em tempo real com a consequente redução do risco sistêmico. Fiscalizado pelo BACEN. O PPE – PESSOA POLITICAMENTE EXPOSTA O que são PPE´S ou PEP´s? I. Os detentores de mandatos eletivos dos Poderes Executivo e Legislativo da União; II. Os ocupantes de cargo no Poder Executivo da União: a) De ministro de Estado ou equiparado; b) De natureza especial ou equivalente; c) De presidente, vice-presidente e diretor, ou equivalentes, de autarquias, fun- dações públicas , empresas públicas ou sociedade de economia mista; e d) Do Grupo Direção e Assessoramento Superiores – DAS, nível 6 e equivalentes. I. Os membros do Conselho Nacional de Justiça, do Supremo Tribunal(5% a 10%) Módulo 06 - Previdência Complementar Aberta: PGBL e VGBL (5% a 10%) MÓDULO 6 – Previdência Complementar Aberta: PGBL e VGBL (5% a 10%) O PREVIDÊNCIA SOCIAL X PREVIDÊNCIA PRIVADA Previdência Social Previdência Privada INSS Complementar (aberta e fechada) O RGPS –Regime Geral da Previdência Social O Sistema de Repartição Simples Fontes de recursos: Trabalhador; Empregador; Governo. Limite de pagamento: Mínimo: R$1.212,00 em 2022 Máximo: R$7.079,50 em 2022 Benefícios: Aposentadoria; Pensão; Auxílio-Doença; Auxílio Reclusão; Auxílio Maternidade, entre outros. RGPS –Regime Próprio de Previdência Social Se aplica a servidores públicos. O Complemento a Previdência Social Defi nição: O Regime de Previdência Complementar – RPC tem objetivo de ofe- recer uma proteção a mais ao trabalhador durante a aposentadoria. A adesão ao RPC é facultativa e desvinculada da previdência pública (RGPS ou RPPS). Previdência Social Previdência Privada INSS Complementar (aberta e fechada) Previdência Social Previdência Privada INSS Complementar (aberta e fechada) 104 104 Módulo 06 - Previdência Complementar Aberta: PGBL e VGBL (5% a 10%) Módulo 06 - Previdência Complementar Aberta: PGBL e VGBL (5% a 10%) Características: Sistema de Capitalização Fonte de Recurso Duas fases: • Diferimento • Benefício Limite de Recebimento: Aplicação em Previdência Complementar O TAXAS COBRADAS NA PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR Custos da Previdência Taxa de Carregamento Incide sobre todos os aportes; Pode ser cobrado na entrada, saída ou ambos; Apenas sobre o principal e não juros; Não pode exceder 10%. TAXAS DE ADMINISTRAÇÃO Expressa ao ano, deduzida diariamente e fi xa; Incide sobre o FIE; Portabilidade, Transferências e Resgates O investidor pode solicitar a portabilidade do recurso para outra instituição. A primeira instituição não pode negar a portabilidade. Não incide IR na portabilidade. Só pode ser feito a portabilidade entre mesmo CPF. Só pode ser feito portabilidade entre mesmos planos. PGBL FIE VGBL A� vo do Mercado Financeiro 105 105Módulo 06 - Previdência Complementar Aberta: PGBL e VGBL (5% a 10%) Módulo 06 - Previdência Complementar Aberta: PGBL e VGBL (5% a 10%) Pode incidir carregamento de saída, mas não de entrada. Alteração de tributação apenas de progressiva para regressiva. Prazo mínimo para nova portabilidade, transferência de planos e resgate: 60 dias REGIME DE TRIBUTAÇÃO Tributação: Regressiva e Progressiva Regressiva = Defi nitiva Progressiva = Compensável Tributação: Regressiva ou Defi nitiva Regime focado no longo prazo. Período de acumulação dos recursos Alíquota do IR na Fonte Até 2 anos 35% De 2 a 4 anos 30% De 4 a 6 anos 25% De 6 a 8 anos 20% De 8 a 10 anos 15% De 10 anos em diante 10% Observação: Em caso de falecimento até o sexto ano, de diferimento a tributação será fi xa em 25%. Tributação: Progressiva ou Compensável Regime focado no valor da renda e necessita de ajuste anual. Aplica-se somente na conversão de renda. Aplicação fi xa de 15% na fonte. 106 106 Módulo 06 - Previdência Complementar Aberta: PGBL e VGBL (5% a 10%) Módulo 06 - Previdência Complementar Aberta: PGBL e VGBL (5% a 10%) Base de cálculo (R$) Alíquota (%) Parcela a deduzir do IRPF (R$) Até R$22.847,76 ------------ ------------ De R$22.847,76 até R$33.919,80 7,50% R$ 1.713,58 De R$33.919,81 até R$45.012,60 15,00% R$ 4.257,57 De R$45.012,61 até R$55.976,16 22,50% R$ 7.633,51 Acima de R$55.976,12 27,50% R$ 10.432,32 Exemplo: R$100.000,00 em previdência complementar. Resgate total = 15% de IR na fonte = R$15.000,00 Ajuste Anual de IR: Resgate prev + Renda anual = R$60.000,00 Qual a alíquota de ajuste? 27,5% O Modelo de Tributação Anual Simplifi cado e Completo Modelo Simplifi cado: Renda anual: R$100.000,00 IR 27,5% = R$27.500,00 Livre de IR = R$72.500,00 Modelo Completo: Renda anual: R$100.000,00 Dedução educação: R$10.000,00 Dedução Saúde = R$10.000,00 Base de cálculo = R$80.000,00 IR 27,5% = R$22.000,00 R$22.000,00 – R$10.432,32 = R$11567,68 Livre de IR R$100.000 – R$11.567,68 R$88.432,32 107 107Módulo 06 - Previdência Complementar Aberta: PGBL e VGBL (5% a 10%) Módulo 06 - Previdência Complementar Aberta: PGBL e VGBL (5% a 10%) O PLANO DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR VGBL E PGBL VGBL PGBL Aporte R$ 100.000,00 R$ 100.000,00 Rendimento R$ 50.000,00 R$ 50.000,00 Total R$ 150.000,00 R$ 150.000,00 Base de Cálculo R$ 50.000,00 R$ 150.000,00 Benefício Fiscal --------------------- Dedução da base fi scal em até 12% VGBL: Vida Gerador de Benefício Livre IR incide apenas sobre o rendimento, seja tributação: Regressiva ou Progressiva. Agente Fiduciário: Protege o interesse dos debenturistas! (Pode requerer fa- lência da emitente, executar garantias reais, representar os debenturistas nos processos ou tomar qualquer providência para que o debenturista realize o seu crédito. PGBL: Plano Gerador de Benefício Livre IR cobrado sobre capital mais juros; Benefício fi scal: Deduz até 12% da base fi scal; Para obter esse benefício fi scal: declaração anual de ajuste de IR completo e ser contribuin- te da previdência social (INSS ou RPPS). TIPOS DE RENDA Renda Mensal Vitalícia: Consiste em uma renda vitalícia e paga exclusivamente ao partici- pante a partir da data de concessão do benefício. O benefício cessa com o falecimento do participante. Renda mensal temporária: Consiste em uma renda temporária e paga exclusivamente ao participante. O benefício cessa com o falecimento do participante ou o fi m da temporarie- dade contratada, o que ocorrer primeiro. 108 108 Módulo 06 - Previdência Complementar Aberta: PGBL e VGBL (5% a 10%) Módulo 06 - Previdência Complementar Aberta: PGBL e VGBL (5% a 10%) Renda mensal vitalícia com prazo mínimo garantido: Consiste em uma renda paga vita- liciamente ao participante a partir da data da concessão do benefício, sendo garantido aos benefi ciários um prazo mínimo de garantia que será indicado na proposta de inscrição e é contado a partir da data do início do recebimento do benefício pelo participante. Renda mensal vitalícia reversível ao benefi ciário indicado: Consiste em uma renda paga vitaliciamente ao participante a partir da data de concessão do benefício escolhida. Ocor- rendo o falecimento do participante durante a percepção dessa renda, o percentual do seu valor estabelecido na proposta de inscrição será revertido vitaliciamente ao benefi ciário indicado. Renda mensal vitalícia reversível ao cônjuge com continuidade aos menores: Consiste em uma renda paga vitaliciamente ao participante a partir da data de concessão do benefí- cio escolhida. Ocorrendo o falecimento do participante durante a percepção dessa renda, o percentual do seu valor estabelecido na proposta de inscrição será revertido vitaliciamente ao cônjuge e, na falta deste, reversível temporariamente ao(s) menor(es) até que comple- te(m) a idade para maioridade (18, 21 ou 24) estabelecida no regulamento e conforme o percentual de reversão estabelecido. Pagamento único (pecúlio): Benefício sob forma de pagamento único, cujo evento gera- dor é a morte ou a invalidez do participante. Renda mensal por prazo certo: Consiste em uma renda mensal a ser paga por um prazo pré-estabelecido ao participante/assistido. Na proposta de inscrição, o participante indica- rá o prazo máximo, em meses, contado a partir da data de concessão do benefício, em que será efetuado o pagamento da renda. IMPORTANTE Um gerente de conta sabendo queseu cliente faz declaração de imposto de renda por meio de formulário completo, explica a seu cliente que caso ele venha a investir em um Plano Gerador de Benefícios Livres (PGBL) ele poderá deduzir até 12% da renda bruta anual tribu- tável na Declaração Anual de Ajuste do Imposto de Renda da pessoa física. Previdência oferece uma série de benefícios para o trabalhador e sua família, como aposen- tadorias, salário-maternidade, salário-família, auxílio-doença, auxílio-acidente e pensão por morte. Os planos de previdência complementar são facultativos e podem complemen- tar os benefícios da Previdência Social. Os Planos de Previdência Complementar do tipo Vida Gerador de Benefício Livre – VGBL têm incidência de Imposto de Renda sobre os rendimentos das aplicações no momento do resgate, ou no período de concessão de benefícios. Um cliente que possui um plano de previdência complementar do tipo Plano Gerador de Benefício Livre – PGBL Renda Fixa foi a seu banco para trocar o perfi l de sua aplicação para outro plano que aplica até 15% em renda variável. Seu gerente afi rmou que ele poderá tro- 109 109Módulo 06 - Previdência Complementar Aberta: PGBL e VGBL (5% a 10%) Módulo 06 - Previdência Complementar Aberta: PGBL e VGBL (5% a 10%) car de perfi l e não precisará resgatar seus recursos, nem recolher o imposto de renda, mas terá que permanecer em um plano do tipo PGBL. Uma das diferenças entre o Plano Gerador de Benefício Livre - PGBL e o Vida Gerador de Benefício Livre - VGBL é o fato de que apenas no PGBL é possível deduzir as contribuições na declaração anual de imposto de renda da pessoa física. A Taxa de Carregamento de um Plano de Previdência Complementar é um percentual que incide sobre as contribuições realizadas para custear as despesas administrativas do plano. Quando acontece um investimento em previdência privada, do tipo PGBL, onde ocorre a escolha pelo regime tributário progressivo (compensável), a alíquota de 15% que é cobrada na fonte no momento do resgate pode ocorrer complementação ou restituição da mesma na declaração anual de ajuste do I.R, chegando em uma alíquota máxima de 27,5%. Os planos de previdência complementar do tipo VGBL tem incidência de IR sobre os rendi- mentos das aplicações no momento do resgate, ou no período de concessão dos benefícios. Seu cliente contratou um plano de previdência do tipo PGBL com regime tributário pro- gressivo (compensável) e permaneceu no plano pelo prazo de 12 anos. Quando o mesmo efetuar o resgate, a alíquota de I.R na fonte será de 15%. VGBL portabiliza apenas para VGBL e PGBL para PGBL. 110 110 Módulo 07 – Mensuração e Gestão de Performance e Riscos (10% a 20%) Módulo 07 – Mensuração e Gestão de Performance e Riscos (10% a 20%) MÓDULO 7 – Mensuração e Gestão de Performance e Riscos (10% a 20%) ESTATÍSTICA APLICADA Média simples ; Mediana: Valor central de um conjunto de dados ordenados; Moda: Valor mais frequente na amostra. MEDIDAS DE DISPERSÃO Variância e Desvio padrão (volatilidade) Medem a dispersão em torno da média; O quanto o resultado está distante da média; Desvio padrão = - representado pela letra grega “sigma” σ. MEDIDAS DE ASSOCIAÇÃO ENTRE DUAS VARIÁVEIS Covariância – quanto os dados se movem em conjunto Coefi ciente de correlação (R) – usada para medir a força da associação entre as variáveis Coefi ciente de determinação (R²) – assume valores entre +1 e -1 (R) – INTERPRETAÇÃO R = + 1 associação linear positiva forte R = 0 ausência de associação linear R = - 1 associação linear negativa forte EXEMPLOS: 1 R + 1 = Relação Perfeita R + 0,8 111 111 Módulo 07 – Mensuração e Gestão de Performance e Riscos (10% a 20%) Módulo 07 – Mensuração e Gestão de Performance e Riscos (10% a 20%) R 0 R – 0,8 R – 1 = Relação Perfeita O DISTRIBUIÇÃO NORMAL Características: Modelo de distribuição de variável contínua mais utilizado Simétrica em relação à média e curva na forma de sino. Exemplo: distribuição do consumo de lubrifi cantes no período entre o pedido de compra e a entrega. 112 112 Módulo 07 – Mensuração e Gestão de Performance e Riscos (10% a 20%) Módulo 07 – Mensuração e Gestão de Performance e Riscos (10% a 20%) 15 litros. σ 6 litros. Probabilidade de consumir entre 9 e 21 litros no período é de 0,68. Probabilidade de consumir entre 3 e 27 litros no período é de 0,95. Em 2,5% das vezes o consumo é superior a 27 litros. Em 50% das vezes o consumo é superior a 15 litros. INTERPRETAÇÃO 68% dos valores da amostra encontram-se dentro de 1 desvio padrão da média 95% dentro de 2 desvios padrão 99,7% abrange 3 desvios padrão Intervalo de confi ança em uma distribuição normal Os intervalos de confi ança são usados para indicar a confi abilidade de uma estimativa. São uma forma de estimativa. O intervalo de confi ança pode ser usado para descrever o quão confi áveis são os resultados de uma pesquisa. REGRA: 1 σ = 68 2 σ = 95 3 σ = 99 113 113 Módulo 07 – Mensuração e Gestão de Performance e Riscos (10% a 20%) Módulo 07 – Mensuração e Gestão de Performance e Riscos (10% a 20%) Exemplo De acordo com uma pesquisa sobre intenção de votos, 40% dos entrevistados pretendem votar em um certo partido. É possível calcular um intervalo de confi ança de 99% para a proporção de toda a população com a mesma intenção de voto, que pode fi car entre 30% e 50%. Também é possível calcular um intervalo de confi ança de 90% para a proporção de toda a população com a mesma intenção de voto, que neste caso pode fi car entre 37% e 43%. Nível de confi ança * Intervalo de confi ança 90% a 0,1 1,64 95% a 0,05 1,96 99% a 0,01 2,57 *lado positivo da curva de Gauss RISCO DOS ATIVOS Tipos de Risco: Mercado - Risco da variação dos preços dos Ativos; Liquidez - Risco de não conseguir se desfazer dos Ativos a qualquer momento a um preço justo; Crédito - Risco de o tomador de recursos não honrar suas dívidas; Operacional - Risco de falha no processamento da operação. ** Na análise de Portfólios o principal risco analisado é de Mercado. Todo investimento tem risco de Mercado? Todo investimento em ativos com volatilidade maior que zero corre risco de mercado, portanto apenas os investimentos prefi xados podem ser considerados livres de risco de mercado (*considerando a taxa básica de juros que não muda) – SE O INVESTIDOR MANTER OS RECURSOS ATÉ A DATA DE VENCIMEN- TO. Todo investimento tem risco de Crédito? A princípio todo investimento em ativos fi nanceiros tem risco de crédito. Os investimentos em ativos reais podem correr risco de crédito se o custodiante não for o próprio detentor dos ativos. 114 114 Módulo 07 – Mensuração e Gestão de Performance e Riscos (10% a 20%) Módulo 07 – Mensuração e Gestão de Performance e Riscos (10% a 20%) Todo investimento tem risco de Liquidez? A princípio todo investimento tem risco de liquidez uma vez que não existe garantia da compra ou venda de seus ativos a qualquer momento a um preço justo. Todo investimento tem risco Operacional? Um investimento terá risco operacional se houver algum processo envolvido desde a contratação até a sua liquidação. SELEÇÃO DE CARTEIRAS E MODELO DE MARKOWITZ DESVIO PADRÃO DA CARTEIRA E O BENEFÍCIO DA DIVERSIFICAÇÃO Objetivo da DIVERSIFICAÇÃO REDUZIR O RISCO TOTAL!!! RISCO DIVERSIFICÁVEL E RISCO SISTEMÁTICO (NÃO DIVERSIFICÁVEL) Relacionado às especifi cidades da empresa e do seu mercado. Imagem de autoria Eu Me Banco Risco Diversifi cávelRisco Diversifi cável ou Não-Sistemáticoou Não-Sistemático Risco Não- Diversifi cável ou Sistemático Relacionado ao ambiente econômico fi nanceiro, não pode ser diversifi cado. 115 115 Módulo 07 – Mensuração e Gestão de Performance e Riscos (10% a 20%) Módulo 07 – Mensuração e Gestão de Performance e Riscos (10% a 20%) Uma carteira bem diversificada terá o RISCO TOTAL menor do que a soma do risco indivi- dual de cada um de seus ativos; Apenas o chamado Risco Diversifi cável poderá ser diluído pela diversifi cação; Quanto maior a quantidade de ativos diferentes agregados ao portfólio o risco tende a di- minuir. BETA DA CARTEIRA E SUA INTERPRETAÇÃO Defi nição: É um indicador do risco sistemático de uma ação que mede a sensi- bilidade de um ativo em relação ao comportamento do mercado. • Permite diferenciar ativos defensivos de ativos agressivos. • É usado para medir o risco não diversifi cável, ou seja, fatores de mercado que afetam todas as empresas, como guerras ou crises internacionais. • O Beta do IBOVESPA é sempre igual a 1 Se o Beta de uma ação for: b > 1, a ação é mais agressiva que o Ibovespa – ATIVO AGRESSIVO. b = 1, sua volatilidade é igual à do mercado – ATIVO NEUTRO. bdo modelo VaR. O índice de Sharpe serve para medir o retorno em função do risco assumido de uma cartei- ra. A medida de risco utilizada no cálculo do Índice de Sharpe e Índice de Treynor são respec- tivamente, desvio padrão e beta.Federal, dos Tribu- nais Superiores, dos Tribunais Regionais Federais, dos Tribunais Regionais do Trabalho, dos Tribunais Regionais Eleitorais, do Conselho Superior da Justiça do Trabalho e do Con- selho da Justiça Federal; II. Os membros do Conselho Nacional do Ministério Público, O Procurador – Geral da Repú- blica, o Vice - Procurador- Geral da República, o Procurador – Geral do Trabalho, o Procura- dor – Geral da Justiça Militar, os Subprocuradores – Gerais da República, os Procuradores – Gerais da Justiça dos Estados e do Distrito Federal; III. Os membros do Tribunal de Contas da União e o Procurador – Geral do Ministério Públi- co junto ao Tribunal de Contas da União; IV. Os presidentes e os tesoureiros nacionais, ou equivalentes, de partidos políticos; 15 15Módulo 01 - Sistema Financeiro Nacional e Participantes do Mercado (5% a 10%) Módulo 01 - Sistema Financeiro Nacional e Participantes do Mercado (5% a 10%) V. Os governadores de Estado e do Distrito Federal, os presidentes de Tribunal de Justiça, de Assembleia Legislativa ou da Câmara Distrital, e os presidentes de Tribunal ou Conselho de Contas de Estado, de Municípios e do Distrito Federal; e VI. Os Prefeitos, os Vereadores, os Secretários Municipais, os presidentes, ou os equivalen- tes de entidades da administração pública indireta municipal e os Presidentes de Contas ou equivalentes dos Municípios. O INVESTIDORES PROFISSIONAIS Únicos que podem constituir fundos exclusivos! O Investidor Profi ssional tem o benefício de aplicar recursos em aplicações ex- tremamente restritas São considerados Investidores Profi ssionais PF ou PJ com investimentos fi nanceiros em valor superior a R$ 10 milhões ou mais para aplicações e atestem por escrito sua condição de investidor profi ssional mediante a termo próprio; Instituições fi nanceiras autorizadas pelo BACEN; Companhias Seguradoras e Sociedades de Capitalização; Fundos de investimento; Entidade aberta e fechada de previdência complementar; Clubes de Investimentos. Administradores de carteira e consultores de valores mobiliários autorizados pela CVM em relação a recursos próprios. O INVESTIDORES QUALIFICADOS Segundo a CVM, investidores qualifi cados entendem mais do mercado fi nancei- ro e têm acesso a fundos restritos. Quem são: Investidores profi ssionais; PF ou PJ com investimentos fi nanceiros em valor superior a R$ 1 milhão ou mais para aplica- ções e atestem por escrito sua condição de investidor qualifi cado mediante termo próprio. Clubes de Investimentos. Exemplo: Fundo de Investimento em Direitos Creditórios - FIDC, destinado ape- nas para investidores qualifi cados. 16 16 Módulo 01 - Sistema Financeiro Nacional e Participantes do Mercado (5% a 10%) Módulo 01 - Sistema Financeiro Nacional e Participantes do Mercado (5% a 10%) O INVESTIDORES NÃO RESIDENTES Qualquer Pessoa Física ou Pessoa Jurídica, inclusive fundos de investimentos ou outras entidades de investimentos coletivos , com residência, sede ou do- micílio no exterior. I. Deve constituir 1 ou mais representantes no Brasil; II. Constituir um ou mais Custodiantes autorizados pela CVM; III. Obter registro da CVM. IMPORTANTE Função do CMN - Defi nir as diretrizes e normas referentes ao câmbio. Previc é responsável por fi scalizar o mercado de previdência complementar fechada. Todo investidor profi ssional é também um investidor qualifi cado. Nem todo Investidor PF ou PJ com mais de R$ 1.000.000,00 é investidor qualifi cado. Para se tornar um, é necessário assinar o termo de investidor qualifi cado. É função da CVM: limitar os valores máximos de comissão que podem ser cobrados pelas instituições que participam do mercado de distribuição de valores mobiliários. Sistema de Pagamentos Brasileiro - SPB é o conjunto de entidades, sistemas e mecanismos relacionados com o processamento e a liquidação de operações de transferência de fun- dos, de operações com moeda estrangeira ou com ativos fi nanceiros e valores mobiliários. A CVM é responsável por regulamentar as matérias previstas na Lei das Sociedades Anôni- mas. Bancos de investimentos: assessoram empresas em operações de fusões e aquisições, emissões de valores mobiliários e ofertas públicas, além de fornecer crédito para médio e longo prazo. Compete privativamente ao Bacen fi scalizar as instituições fi nanceiras e conduzir a política monetária. Função do Bacen: realizar, através de operações de redesconto bancário, empréstimos de assistência à liquidez para as instituições fi nanceiras. SPB: é a transferência de fundos próprios e de terceiros realizados entre bancos em tempo real, com o objetivo de reduzir o risco sistêmico. A CVM protege os titulares de valores mobiliários e os investidores do mercado contra emis- sões irregulares de valores mobiliários. A negociação de valores mobiliários em bolsa tem como objetivo principal alcançar melho- res formações de preços. É permitido às corretoras de títulos e valores mobiliários intermediar as operações de câm- bio. 17 17Módulo 02 – Compliance Legal, Ética e Análise do Perfi l do Investidor (15% a 25%) Módulo 02 – Compliance Legal, Ética e Análise do Perfi l do Investidor (15% a 25%) MÓDULO 2 – Compliance Legal, Ética e Análise do Perfi l do Investidor (15% a 25%) RISCOS Risco de Imagem: Impacto negativo na opinião pública. Afeta diretamente a reputação da empresa. Exemplo: Lava Jato Risco Legal/Jurídico: Não executar um contrato por falta de documentação, falta de assi- natura ou qualquer outro problema (Risco Jurídico). O CONTROLES INTERNOS Resolução CMN 2.554/98 Art. 1° As Instituições fi nanceiras autorizadas pelo BACEN devem implantar controles internos voltados para as atividades desenvolvidas: I. Independente do porte da instituição; II. Fica como responsabilidade da diretoria: - A implantação e implementação de uma estrutura de controles internos efe- tivos; - O estabelecimento dos objetivos e procedimentos pertinentes aos mesmos; - A verifi cação sistemática da adoção e do cumprimento dos procedimentos de- fi nidos. Art. 2° Os controles internos, cujas disposições devem ser acessíveis a todos os funcionários da instituição. 1. A defi nição de responsabilidades dentro da instituição; 2. A segregação das atividades atribuídas aos integrantes da instituição de forma que seja evitado o confl ito de interesses; 3. Meios de identifi car e avaliar fatores internos e externos que possam afetar adversa- mente a realização dos objetivos da instituição; 4. A existência de canais de comunicação; 5. A contínua avaliação dos diversos riscos associados às atividades da instituição; 6. O acompanhamento sistemático das atividades desenvolvidas; 7. A existência de testes periódicos de segurança para os sistemas de informações, em es- pecial para mantidos em meios eletrônicos. A atividade de auditoria interna faz parte dos controles internos. 18 18 Módulo 02 – Compliance Legal, Ética e Análise do Perfi l do Investidor (15% a 25%) Módulo 02 – Compliance Legal, Ética e Análise do Perfi l do Investidor (15% a 25%) O PREVENÇÃO E COMBATE À LAVAGEM DE DINHEIRO A Convenção de Viena de 1988, foi o primeiro tratado Global com o objetivo de frear o tráfi co de entorpecentes e a consequente lavagem de dinheiro oriunda dessa atividade ilícita. Em 1998, foi criada a 1° lei no Brasil voltada para a prevenção à lavagem de dinheiro. Defi nição conforme Art 1° - Ocultar ou dissimular a natureza, origem, localização, disposição, movi- mentação ou propriedade de bens, direitos ou valores provenientes, direta ou indiretamente, de in- fração penal. Com outras palavras, podemos dizer que Lavagem de dinheiro é o processo pelo qual o criminoso transforma, recursos obtidos através de atividades ilegais, em ativos com uma origem aparentemente legal. QUEM DEVE SEGUIR A LEI DE PREVENÇÃO E COMBATE A LAVAGEM DE DINHEIRO? Instituições Financeiras; Bolsa de Valores; Corretora de Imóveis; Joalherias e metais preciosos; Agentes de grandes artistas e atletas;Juntas comerciais; Empresas de transportes de valores. INDÍCIOS DE LAVAGEM DE DINHEIRO: Aumento no volume de depósitos, sem causa aparente; Troca de grande quantidade de notas de pequeno valor por notas de maior valor; Grandes quantias de troca por moedas estrangeiras; Cheques administrativos e ordens de pagamentos; Movimentação de recursos em fronteiras; Movimentação incompatível com patrimônio; Numerosas contas bancárias; Abertura de conta em agência localizada em aeroportos, rodoviária e porto; Utilização de cartão de crédito não compatível com capacidade fi nanceira. 19 19Módulo 02 – Compliance Legal, Ética e Análise do Perfi l do Investidor (15% a 25%) Módulo 02 – Compliance Legal, Ética e Análise do Perfi l do Investidor (15% a 25%) FASES DA LAVAGEM DE DINHEIRO: Colocação: é a colocação do dinheiro no sistema econômico. A colocação se efetua por meio de depósitos, compra de instrumentos negociáveis e compra de bens. Integração: os ativos são incorporados formalmente ao sistema econômico. É nessa fase que ele volta com "cara de limpo". Ocultação: consiste em difi cultar o rastreamento contábil dos recursos ilícitos. Os criminosos bus- cam movimentá-lo de forma eletrônica, transferindo os ativos para contas anônimas – preferen- cialmente, em países amparados por lei de sigilo bancário – ou realizando depósitos em contas "fantasmas". O COAF – CONSELHO DE CONTROLE DAS ATIVIDADES FINANCEIRAS Conhecida também como Unidade de Inteligência Financeira do Brasil, o COAF é o órgão máximo no combate à lavagem de dinheiro e está vinculado ao BACEN. Principais Funções: Receber, examinar e fi scalizar as ocorrências suspeitas; Coordena e propõe mecanismos de cooperação e troca de informações; Disciplina e aplica penas administrativas; Regular os setores econômicos para os quais não haja órgão regulador; Não prende, mas comunica os órgãos cabíveis. Composição: 1 Presidente; 11 Conselheiros; Indicado pelo Presidente da República por indicação do Ministério da Economia. Penalidades cabíveis para praticantes: Reclusão de três a dez anos e multa. 20 20 Módulo 02 – Compliance Legal, Ética e Análise do Perfi l do Investidor (15% a 25%) Módulo 02 – Compliance Legal, Ética e Análise do Perfi l do Investidor (15% a 25%) A Pena poderá ser reduzida de um a dois terços e começará a ser cumprida em regime aberto, se o autor, coautor ou partícipe colaborar espontaneamente com as autoridades, prestando esclarecimentos que conduzam à apuração das infrações penais e de sua autoria ou à localização dos bens, direitos ou valores objeto do crime. A pena será aumentada de um a dois terços, se os crimes defi nidos na lei forem cometidos de forma reiterada ou por intermédio de organização criminosa. A multa pecuniária, aplicada pelo COAF, será variável e não superior: Ao dobro do valor da operação; Ao dobro do lucro real obtido ou que seria obtido pela realização da operação; Ao valor de R$ 20.000.000,00 (vinte milhões de reais). COMUNICAR AO COAF VIA SISCOAF: Operações suspeitas em espécie acima de R$ 2.000,00; Operações suspeitas em espécie em um mesmo mês acima de R$ 2.000,00; Depósito em espécie ou saque, em valor igual ou acima de R$50.000,00, independente- mente de ser suspeito ou não. Toda operação acima de R$ 2.000,00 deve fi car registrada no banco. Sendo considerada suspeita ou não (CTE). O registro das operações deve ser guardado em um prazo mínimo de 10 anos. Em caso de depósito acima de R$ 50.000,00: I. O nome e o respectivo número de inscrição no CPF ou no CNPJ, conforme o caso, do pro- prietário dos recursos; II. O nome e o respectivo número de inscrição no CPF do portador dos recursos; III. A origem dos recursos depositados ou aportados. Em caso de saque acima de R$ 50.000,00: I. O nome e o respectivo número de inscrição no CPF ou no CNPJ, conforme o caso, do pro- prietário dos recursos; II. O nome e o respectivo número de inscrição no CPF do portador dos recursos; III. A fi nalidade do saque. 21 21Módulo 02 – Compliance Legal, Ética e Análise do Perfi l do Investidor (15% a 25%) Módulo 02 – Compliance Legal, Ética e Análise do Perfi l do Investidor (15% a 25%) REGISTRO DE TRANSAÇÃO EM ESPÉCIE Toda transação fi nanceira liquidada em espécie acima de R$2.000,00 deve ser registrada em controle interno com CPF do portador. RELATÓRIO DE EFETIVI- DADE A Circular BC 3978/20 prevê que as Instituições elaborem um relatório específi co que avalie a efetivida- de do cumprimento da Política, regras e procedimentos. A norma prevê, também, a obrigação de elaborar um documento referente a avaliação interna de risco, devendo este documento ser aprovado pelo diretor de prevenção à lavagem de dinheiro e fi nancia- mento do terrorismo e encaminhado ao comitê de auditoria, quando houver, e ao conselho de admi- nistração ou diretoria, conforme aplicável. Recomenda-se às Instituições incluir na Política indicadores de efetividade que permitam estabelecer estatísticas e que possibilitem comprovar que foram efetivos e que conseguiram mitigar os riscos de LD-FT. Esses indicadores de efetividade são considerados pelos reguladores como de extrema importância no que se refere às normas de PLD-FT e sua implementação e manutenção. INDÍCIOS I – Aumento volume de depósitos, sem causa aparente II – Troca de grande quantidade de notas de pequeno valor por notas de maior valor III – Grande quantias de troca por moedas estrangeiras IV – Cheques administrativos, ordens de pagamento V – Movimentação de recursos em fronteiras VI – Movimentação incompatível com patrimônio VII – Numerosas contas VIII – Abertura de conta em agência localizada em aeroporto, rodoviária ou porto IX – Utilização de cartão de crédito não compatível com capacidade fi nanceira O CVM 617 E CIRCULAR 3.978/20 DO BANCO CENTRAL 1. AVALIAÇÃO INTERNA DE RISCO Art. 10. As instituições referidas devem realizar avaliação interna com o objetivo de identifi car e men- surar o risco de utilização de seus produtos e serviços na prática da lavagem de dinheiro e no fi nancia- mento do terrorismo. Para identifi cação do risco, a avaliação interna deve considerar, no mínimo, os perfi s de risco: 22 22 Módulo 02 – Compliance Legal, Ética e Análise do Perfi l do Investidor (15% a 25%) Módulo 02 – Compliance Legal, Ética e Análise do Perfi l do Investidor (15% a 25%) I. dos clientes; II. da instituição, incluindo o modelo de negócio e a área geográfi ca de atuação; III. das operações, transações, produtos e serviços, abrangendo todos os canais de distri- buição e a utilização de novas tecnologias; e IV. das atividades exercidas pelos funcionários, parceiros e prestadores de serviços terceiri- zados. O risco identifi cado deve ser avaliado quanto à sua probabilidade de ocorrência e à magnitude dos impactos fi nanceiro, jurídico, reputacional e socioambiental para a instituição. A avaliação interna de risco pode ser realizada de forma centralizada em instituição do conglomerado prudencial e do sistema cooperativo de crédito. A avaliação interna de risco deve ser: I. documentada e aprovada pelo diretor de PLD; II. encaminhada para ciência: a) ao comitê de risco, quando houver; b) ao comitê de auditoria, quando houver; e c) ao conselho de administração ou, se inexistente, à diretoria da instituição; e III. revisada a cada dois anos, bem como quando ocorrerem alterações signifi cativas nos perfi s de risco. O 2. CONHEÇA SEU PARCEIRO E SEU FUNCIONÁRIO A Instituição deve fi car atenta ao comportamento dos Colaboradores, parceiros, terceiros e prestadores de serviços relevantes, de modo a detectar e subsequentemente relatar quaisquer atividades atípicas, tais como ações e condutas não compatíveis com o padrão de vida do Colaborador. Recomenda-se que as questões relevantes decorrentes do monitoramento feito nos Colaboradores, parceiros, terceiros e prestadores de serviços relevantes, conforme aplicável, sejam investigadas e, se apropriado, comunicadas à área responsável paraque se decida se é necessário comunicar o regulador competente. O 3. CONHEÇA SEU CLIENTE – KNOW YOUR CUSTOMER Cadastro do cliente: Feito na abertura de conta; Atualização constante. Documentos necessários: RG ou CNH, CPF/ CNPJ; Comprovante de Endereço; Nível de escolaridade; 23 23Módulo 02 – Compliance Legal, Ética e Análise do Perfi l do Investidor (15% a 25%) Módulo 02 – Compliance Legal, Ética e Análise do Perfi l do Investidor (15% a 25%) Profi ssão; Patrimônio. Serve para cumprir as regulamentações do BC e também traz segurança a instituição. ÉTICA NA VENDA Venda casada = Proibida Não confundir com: • Venda cruzada = Melhores condições; • Ordem casada = Duas operações na Bolsa de Valores. Restrições ao investidor: Idade; Horizonte de investimento; Conhecimento sobre o produto; Tolerância ao risco. O NORMAS E PADRÕES ÉTICOS Informações Privilegiadas: Toda e qualquer informação relevante, fora do domínio públi- co. Insider Trader: Qualquer pessoa que possua ou receba informações privilegiadas e utilize dessas informações antes delas se tornarem públicas, para auferir ganhos. Front Runner: Conceito de “operar na frente.” Utiliza ordens de cliente para o seu próprio benefício, realizando antes, para si, e posteriormente para o cliente. PENALIDADES: Insider Trader: Reclusão de 1 a 5 anos. Multa de até 3 vezes o valor da vantagem ilícita obtida. Front Runner: Reclusão de 1 a 8 anos. 24 24 Módulo 02 – Compliance Legal, Ética e Análise do Perfi l do Investidor (15% a 25%) Módulo 02 – Compliance Legal, Ética e Análise do Perfi l do Investidor (15% a 25%) Multa de até 3 vezes o valor da vantagem ilícita obtida. Confi dencialidade: O Profi ssional deve manter restrita informações dos clientes, a menos que a Lei exija divulgação. Confl itos de Interesse: Tem algum confl ito e precisa falar para o cliente (Exemplo: Esposa é Presidente da Petrobrás, e cliente quer comprar ações da Petrobrás) O CÓDIGO ANBIMA DE REGULAÇÃO E MELHORES PRÁTICAS PARA DISTRIBUIÇÃO DE PRO- DUTOS DE INVESTIMENTOS O presente Código tem como objetivo estabelecer princípios e regras para Distribuição de Produtos de Investimento visando, principalmente: I. A manutenção dos mais elevados padrões éticos e a consagração da institucionalização de práticas equitativas no mercado fi nanceiro e de capitais; II. A concorrência leal; III. A padronização de seus procedimentos; IV. O estímulo ao adequado funcionamento da Distribuição de Produtos de Investimentos; V. A transparência no relacionamento com os investidores, de acordo com o canal utilizado e as características dos investimentos; e VI. A qualifi cação das instituições e de seus profi ssionais envolvidos na Distribuição de Pro- dutos de Investimentos. A quem se destina o código: Instituições fi nanceiras que distribuem produtos de investi- mentos. O código alerta que fi ca vedado ao distribuidor recomendar produtos ou serviços quando: O perfi l do cliente não seja adequado ao produto ou serviço; Não sejam obtidas informações que permitam a identifi cação do perfi l do cliente; ou As informações relativas ao perfi l do cliente não estejam atualizadas, uma vez que a atuali- zação deve ocorrer em prazo inferior a 24 meses. *Caso o cliente insista na operação, o distribuidor deve obter declaração ex- pressa do cliente de que deseja manter a decisão de investimento nessa cate- goria de ativo, mesmo estando ciente da ausência, desatualização ou inade- quação de perfi l. 25 25Módulo 02 – Compliance Legal, Ética e Análise do Perfi l do Investidor (15% a 25%) Módulo 02 – Compliance Legal, Ética e Análise do Perfi l do Investidor (15% a 25%) Selo Anbima Tem por fi nalidade exclusiva demonstrar o compromisso das Instituições Participantes em atender às disposições deste Código. A Anbima não se responsabiliza pelas informações constantes nos documentos divulgados, mesmo com o uso do Selo Anbima. Remuneração do Distribuidor As Instituições Participantes devem disponibilizar informações referentes à remuneração recebida, di- reta ou indiretamente, pela Distribuição de Produtos de Investimentos. É importante ressaltar que as mesmas Instituições devem incluir, em seção exclusiva em seu site na internet, Informações sobre o recebimento de remuneração pela Distribuição de Produtos de Inves- timentos distribuídos. rrer em prazos inferiores a 24 meses. API - ANÁLISE DO PERFIL DO INVESTIDOR O API é uma metodologia desenvolvida para obter o perfi l de investidor do cliente pessoa física e veri- fi car a adequação dos investimentos pretendidos a esse perfi l, através de um questionário. Três Fatores: Somado aos três fatores citados anteriormente, o especialista de investimento complementa as infor- mações necessárias para realizar as indicações de produtos: Receitas; Patrimônio; Necessidades Futuras. O API não será obrigatório para: Investidores Qualifi cados; Pessoa Jurídica de Direito Público; Cliente que tiver carteira administrada discricionariamente por um administrador de cartei- ra de valores mobiliários, autorizado pela CVM. Já o profi ssional não poderá recomendar produtos de investimentos, quando: O perfi l do cliente estiver desatualizado; O cliente não possuir perfi l de investidor; Se o perfi l do cliente estiver desenquadrado. PERÍODO RISCOS FINALIDADE 26 26 Módulo 02 – Compliance Legal, Ética e Análise do Perfi l do Investidor (15% a 25%) Módulo 02 – Compliance Legal, Ética e Análise do Perfi l do Investidor (15% a 25%) O API terá validade de 24 meses. Para defi nição do objetivo de investimento do cliente, as Instituições devem considerar no mínimo, as seguintes informações: Período em que será mantido o investimento; As preferências declaradas quanto à assunção de riscos; e As fi nalidades do investimento. Para defi nição da situação fi nanceira do investidor, as Instituições devem considerar no mínimo, as seguintes informações: O valor das receitas declaradas; O valor e os ativos que compõem seu patrimônio; e A necessidade futura de recursos declarada. Para defi nição do conhecimento do investidor, as Instituições devem considerar no mínimo, as se- guintes informações: Os tipos de produtos, serviços e operações com os quais o investidor tem familiaridade; A natureza, volume e frequência das operações já realizadas pelo investidor, bem como o período em que tais operações foram realizadas; e A formação acadêmica e a experiência profi ssional do investidor, salvo quando tratar-se de pessoa jurídica. FINANÇAS PESSOAIS Existem quatro etapas/estágios de vida dos investidores. 1º) FUNDAÇÃO: Estabelecimento de bases para geração de riqueza. Foco: educação, empreendedorismo, desenvolvimento e habilidades. 2º) ACUMULAÇÃO: Utilização das habilidades para a geração de renda cada vez maior. Foco: aumento de patrimônio. 3º) MANUTENÇÃO: Usufruto do patrimônio e estabilidade do padrão de vida. Foco: preservação da riqueza acumulada. 27 27Módulo 02 – Compliance Legal, Ética e Análise do Perfi l do Investidor (15% a 25%) Módulo 02 – Compliance Legal, Ética e Análise do Perfi l do Investidor (15% a 25%) 4º) DISTRIBUIÇÃO: Transferência de riqueza para outros indivíduos ou entidades. O OBJETIVOS DO INVESTIDOR Os investidores devem ser tratados de forma individual, não existe uma resposta fechada quando se trata de investimentos. Observe os exemplos abaixo: 1. Um casal de jovens, com idade de 28 e 26 anos, desejam investir na carreira visto o momento de vida, onde estão ainda na fase de acumulação. Possuem R$60.000,00 juntos e pretender seguir acumulando. 2. Um executivo de empresa multinacional, divorciado e com três fi lhos, deseja seguir sua acumulação, visto que possui 45 anos e precisa de aposentar aos 60 anos. 3. Um casal de aposentados possui rendimentos provenientes da aposentadoria do INSS, além de um pequeno complemento que recebe de uma previdência privada. É perceptível que no caso número 1, o casal é jovem, está em fase de acumula- ção de recursose invariavelmente como seu horizonte de tempo é maior, pode- rão tomar mais risco visando o longo prazo. No caso número 2, o executivo ainda está em fase de acumulação, mas seu ho- rizonte de tempo é menor, consequentemente, há de se esperar uma cautela maior se comparado ao caso 1. É importante ressaltar que o executivo possui herdeiros e um tempo menor de acumulação para a sua aposentadoria. No caso número 3, o grande objetivo é a manutenção do patrimônio, justamente em um cenário onde os custos com saúde acabam aumentando drasticamente. A nova fase, não permite correr grandes riscos, pois caso o seu patrimônio seja afetado, o padrão de vida do casal poderá sofrer grandes impactos. O RISCO X RETORNO: CAPACIDADE DE ASSUMIR RISCOS A tolerância ao risco se divide em: a capacidade para assumir riscos e a disposição para assumir ris- cos.33 Capacidade: condiz com o indivíduo levar em consideração os recursos que possui atualmente, seus objetivos a serem alcançados e o horizonte de tempo que possui para investir. 28 28 Módulo 02 – Compliance Legal, Ética e Análise do Perfi l do Investidor (15% a 25%) Módulo 02 – Compliance Legal, Ética e Análise do Perfi l do Investidor (15% a 25%) Disposição: está relacionado a elementos mais subjetivos e pessoais. Eu quero assumir risco nessa fase da minha vida? O BALANÇO PATRIMONIAL PESSOAL 1° Passo: Ativos (patrimônios, propriedades) Ativo de uso (casa) Ativo de não – uso (casa de aluguel) 2º Passo: Passivo (dívida) Defi nição: O balanço patrimonial é uma fotografi a atual dos ativos (valores a receber, saldo em conta corrente, veículos, imóveis, joias, aplicações fi nancei- ras) e dos passivos (dívidas) de um indivíduo ou de uma família. Ao fi nal, subtrai o valor de passivo do valor de ativo e, caso negativo, o indivíduo tem um défi cit (ou seja, está endividado), entretanto se essa diferença for positiva ele está com um superavit (os bens superam a dívida). O FLUXO DE CAIXA 3° Passo: Para construir o fl uxo de caixa do cliente, é fundamental registrar todas as suas fontes de receita e despesas. Despesas Fixas: Obrigação (água, luz, aluguel). Facultativo (academia, clube). Despesas Variáveis: Obrigatório (gasolina/metrô). Facultativo (cerveja, lanches, cinema). Receitas: Obrigatório (salário, recebimento de aluguéis). Esporádicos (dividendos). 29 29Módulo 02 – Compliance Legal, Ética e Análise do Perfi l do Investidor (15% a 25%) Módulo 02 – Compliance Legal, Ética e Análise do Perfi l do Investidor (15% a 25%) Defi nição: O fl uxo de caixa é a base mensal de entrada e saída de recurso fi - nanceiro de um indivíduo ou de uma família com o intuito de entender qual sua capacidade de gerar poupança. Caso as despesas (aluguel, mensalidade da escola, mercado, cartão de crédito) sejam menores que as receitas (dividendos, salário etc.) então, seu cliente está preparado para iniciar seus investimentos. − O ORÇAMENTO DOMÉSTICO 4° Passo: De acordo com o PL e com o fl uxo de caixa, elabora-se um orçamento doméstico. R – D = Capacidade de Poupança Defi nição: O orçamento doméstico é similar ao fl uxo de caixa, tem como fun- ção analisar os próximos passos. As informações encontradas até aqui servirão como base para lidar com suas fi nanças de agora em diante. O FINANÇAS COMPORTAMENTAIS Razão x Emoção Esse campo de estudo explica como o nosso comportamento emocional nos infl uência em relação a atitudes racionais que deveríamos tomar. Pré-julgamento; Atalhos mentais. Daniel Kahneman (Rápido e Devagar duas formas de pensar) Sistema 1 x Sistema 2: Razão x Emoção Finanças Comportamentais tentam identifi car e compreender as ilusões cognitivas. HEURÍSTICAS Disponibilidade: Eventos recentes ou de fácil acesso na memória (informações disponíveis). O investidor assume que a informação que ele possu i (a mais recente), é a única informação necessária para se tomar uma decisão. Exemplo clássico: Avião caiu, muitos cancelam a passagem (não considera estatística) Investimentos: Olham o lucro e compram as ações. 30 30 Módulo 02 – Compliance Legal, Ética e Análise do Perfi l do Investidor (15% a 25%) Módulo 02 – Compliance Legal, Ética e Análise do Perfi l do Investidor (15% a 25%) Representatividade: Utiliza de estereótipos já formados para tomar decisão. Pré-conceitos já concebidos pelo indivíduo atrapalham no processo de tomada de decisão de seus aportes. Exemplos: • Celular APPLE; • Desvalorização das ações no início da pandemia. Ignora o tamanho da amostra. Investimentos: olha apenas para a rentabilidade passada, sem considerar outros fatores como cenário. Ancoragem: O indivíduo se ancora a um preço ou situação.Uma informação nos leva a considerá-la fortemente na tomada de decisão ou na formulação de estimativas, independente da sua relevância para o que é decidido ou estimado. Exemplo clássico: Pipoca (P/M/G) ou “De R$ 3.000 por R$ 1.800” Comum a ancoragem se basear em valores. Exemplo: Comprou Petrobras a R$25,00, só venderá acima de R$25,00. Aversão a perda (não a risco), o medo de perder. Não é heurística e sim um viés comportamental. Maior importância as perdas. A dor de perder R$1.000,00 é muito maior do que a felicidade de ganhar R$1.000,00. Mantém em sua carteira ações perdedoras e se desfaz facilmente de posições ganhadoras. Ação sobe de R$25,00 para R$28,00. Vende e ganha o lucro. Ação cai de R$25,00 para R$23,00, não vende, pois tem medo de perder, quer esperar a ação voltar para R$25,00. Efeitos de estruturação: A maneira como um problema é estruturado ou a forma como a informação é apresentada, exerce um impacto importante no processo decisório (framing), ou seja, podemos infl uenciar o processo de tomada de decisão pela forma que anunciamos/ escrevemos algo. Você tem 90% de chance de ganhar se apostar. Você tem 10% de chance de perder se apostar. Mesma pergunta. ASG – AMBIENTAL, SOCIAL E GOVERNANÇA Desde janeiro de 2022, as instituições fi nanceiras devem identifi car os fundos com objetivo de investimentos 100% sustentável com o sufi xo IS – Investimento Sustentável. 31 31Módulo 02 – Compliance Legal, Ética e Análise do Perfi l do Investidor (15% a 25%) Módulo 02 – Compliance Legal, Ética e Análise do Perfi l do Investidor (15% a 25%) Os fundos que não tiverem objetivo 100% sustentável, mas que ainda assim, atuem com questões ASG – Ambiente, Social e Governança, não poderão usar o sufi xo IS, mas terão uma diferenciação dos demais, utilizando a frase “esse fundo integra questões ASG em sua gestão” em seus materiais. Mas o que é ASG/ESG? A sigla ESG é a abreviação de “Environment, Social & Governance” (Ambiental, Social e Governança, ou ASG no português). Esse conceito refere-se às boas práticas empresariais que se preocupam com critérios ambientais, sociais e parâmetros de excelente governança corporativa. As análises de ASG são baseadas em três importantes pilares. Pilar 1 – Ambiental: Uso de fontes renováveis de energia pelas empresas, gestão de resíduos, problemas com poluição atmosférica ou hídricas, desmatamento decorrentes de sua operação, ou seja, a preocupação da em- presa com as questões de mudanças climáticas. Inclui-se: Perda da biodiversidade; Emissão de gases de efeito estufa; Mudanças climáticas; Energias renováveis; Efi ciência energética; Escassez ou poluição da água, ar e outros recursos; Mudanças no uso do solo- Ciclos de nitrogênio e fósforo. Pilar 2 – Social: Elementos ligados às pessoas, como: cultura corporativa, programa de educação, formação dos funcionários, o nível de rotatividade dos funcionários, ou seja, ações que podem impactar a vida dos funcionários, clientes e fornecedores, internamente ou na sociedade. Inclui-se: Direitos humanos e trabalhistas; Trabalho infantil, escravo ou degradante; Saúde e segurança no trabalho; Diversidade; Relacionamento com comunidades locais; Atividade em gestão de confl ito; Saúde e acesso a medicina; Proteção aos direitos do consumidor. Pilar 3 – GovernançaComportamental: Como a gestão executiva e o conselho de administração atendem aos interesses dos stakeholders da empresa - qualquer pessoa ou grupo que tenha interesse em um projeto, negócio ou empresa como 32 32 Módulo 02 – Compliance Legal, Ética e Análise do Perfi l do Investidor (15% a 25%) Módulo 02 – Compliance Legal, Ética e Análise do Perfi l do Investidor (15% a 25%) clientes, fornecedores, colaboradores etc. Inclui-se: Estrutura, tamanho, diversidade, competências e independência do Conselho Administra- tivo; Remuneração de executivos; Ética nos negócios; Suborno e corrupção; Relacionamento entre Conselho, executivos, acionistas e stakeholders. A ANBIMA dispõe em seu material “REGRAS E PROCEDIMENTOS PARA IDEN- TIFICAÇÃO DE FUNDOS DE INVESTIMENTO SUSTENTÁVEL (IS)”. Precisamos nos atentar a: Capítulo I – Objetivo e Abrangência: O normativo estabelece regras e normas para os Fundos 555 de Renda Fixa e Ações que adotem as nomenclaturas IS – Investimento Sustentável ou ASG – Ambiental, Social e Governança. • É vedado há quem não opte por identifi car seus Fundos como de Investimentos Sustentáveis incluir na razão social do Fundo o sufi xo IS ou qualquer outro termo que possa levar o investidor ao erro. Seção II – Governança: Art. 6º. O Gestor de Recursos deverá dispor de uma estrutura funcional, organizacional e de tomada de decisões adequada para que sejam cumpridas suas responsabilidades relacionadas à Gestão dos Fundos de Investimento Sustentável, conforme previsto neste normativo. Capítulo II– Requisitos aplicáveis ao gestor de fundos de investimentos sustentáveis. Seção I – Compromisso: Art. 5º. O Gestor de Recursos deve atestar seu compromisso por meio de documento escrito, elaborado e implementado que descreva as diretrizes, regras, procedimentos, critérios e controles que serão adotados pela instituição referentes à integração de Questões ASG e/ou de investimentos Sustentáveis. O documento deve ser: I. Aprovado pela alta administração da instituição, ou órgão equivalente; II. Disponibilizado para consulta interna e pública, observado no artigo 7° deste normati- vo; III. Atualizado em períodos não superiores a 24 (vinte e quatro) meses ou quando houver alteração na Regulação. Capítulo III– Requisitos para o Fundo de Investimento Sustentável: O Fundo identifi cado como de Investimento Sustentável deve: 33 33Módulo 02 – Compliance Legal, Ética e Análise do Perfi l do Investidor (15% a 25%) Módulo 02 – Compliance Legal, Ética e Análise do Perfi l do Investidor (15% a 25%) Incluir em sua denominação o sufi xo “IS”; Explicitar em seu regulamento um resumo do objetivo de Investimento Sustentável do Fun- do; Demonstrar quais ações, métricas e/ou indicadores materiais são utilizados para o monito- ramento quanto à aferição do(s) objetivo(s) de investimento do Fundo IS; Assegurar, caso seja utilizado índice como referência, que este índice esteja igualmente ali- nhado com o(s) objetivo(s) de Investimento Sustentável do Fundo IS. Capítulo IV – Fundos que integram questões ASG: Como já vimos, esses fundos não possuem objetivo 100% sustentáveis, mas aderem questões ASG em sua gestão e por isso, devem: Informar em sua documentação as linhas gerais da metodologia adotada para essa fi nali- dade; No que se refere à transparência, o Gestor deve divulgar publicamente em seu site e manter atualizada, e em linha com as melhores práticas internacionais de relato e expectativas do mercado, a forma como integra sistematicamente as Questões ASG na Gestão de Ativos. IMPORTANTE O risco de imagem está associado a má reputação da empresa. Em um processo de lavagem de dinheiro. Os participantes que cooperarem com a investi- gação podem ter suas penas reduzidas em até 2/3 da pena total. Como parte do conheça o seu cliente, o gerente terá que obter informações sobre o valor e os ativos que compõe o patrimônio e a necessidade futura de recursos declarada. Exemplo de Front Running: Um operador da bolsa de valores é funcionário de uma corretora de valores e recebe uma ordem de compra de um determinado cliente. Porém, antes de repassar essa ordem de compra, o funcionário prioriza as ordens da sua Corretora na frente do cliente. Único fundo para aplicar com o API vencido: Fundo de Renda Fixa Simples O cadastro dos dados dos clientes das instituições fi nanceiras deve estar completo e atua- lizado para auxiliar na verifi cação da capacidade fi nanceira desses clientes com o objetivo de prevenir o crime de lavagem de dinheiro. É de responsabilidade da DIRETORIA DA INSTITUIÇÃO FINANCEIRA a implantação e imple- mentação de uma estrutura efetiva de controles internos, mediante a defi nição de ativida- des de controle para todos os níveis de negócios da instituição fi nanceira. Exemplo de Insider Trading: Um determinado profi ssional tem acesso a uma informação que não está disponível para o mercado e poderá afetar consideravelmente o lucro de uma empresa positivamente. Ele 34 34 Módulo 02 – Compliance Legal, Ética e Análise do Perfi l do Investidor (15% a 25%) Módulo 02 – Compliance Legal, Ética e Análise do Perfi l do Investidor (15% a 25%) decide então contar para um amigo essa informação e esse amigo compra as ações dessa empresa. Um investidor que apresenta o viés de “Aversão à Perda”, tende a manter posições perde- doras e se desfazer rapidamente de posições vencedoras. Para atender as normas de conduta conhecidas como Chinese Wall, uma instituição fi nan- ceira deve segregar as atividades de administração de recursos próprios e de terceiros. Exemplo na fase de colocação: Compra de propriedade rural. Direto com o dinheiro do cri- me Ancoragem: Investidor que busca sempre uma determinada cotação/preço para defi nir a sua decisão de compra de um certo ativo. Comentários pertinentes: 35 35Módulo 03 – Princípios Básicos de Economia e Finanças (5% a 10%) Módulo 03 – Princípios Básicos de Economia e Finanças (5% a 10%) MÓDULO 3 – Princípios Básicos de Economia e Finanças (5% a 10%) O PIB – PRODUTO INTERNO BRUTO Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços fi nais, em termos monetários e a va- lor de mercado, produzidos em uma determinada região durante certo período de tempo. Calculado pelo método do valor agregado. Só considera bens e serviços fi nais! PIB = C + I + G + (X – M) Pode cair na sua prova também: PIB = C + I + G + EL PIB = C + I + G + NX C = Consumo I = Investimentos G = Gastos X = Exportações M = Importações EL = Exportações Líquidas NX = Net Exports O PIB Nominal: Crescimento absoluto em relação ao período anterior. O PIB Real: Desconta-se a infl ação a fi m de verifi car se houve crescimento real. O PIB Per Capta: Valor do PIB divido pela quantidade de pessoas da região. O IPCA – ÍNDICE DE PREÇOS AO CONSUMIDOR AMPLO Índice ofi cial de infl ação do Brasil | Calculado pelo IBGE Para lembrar: CIGARRO do X-MAN 36 36 Módulo 03 – Princípios Básicos de Economia e Finanças (5% a 10%) Módulo 03 – Princípios Básicos de Economia e Finanças (5% a 10%) Meta de infl ação 2022: 2,0% – 3,5% – 5,0% Quem determina a meta para infl ação e quem a conduz? O CMN determina a meta da infl ação e o Banco Central através do COPOM irá estabelecer a taxa de juros com o objetivo de atingir a meta estabelecida. É importante ressaltar que ao aumentar a taxa de juros, o objetivo do Banco Central é conter a infl a- ção e consequentemente diminuir o consumo. Ao diminuir a taxa de juros, o Banco central tem como objetivo estimular a economia, barateando o crédito para a PF e PJ, com isso gerando empregos e aumentando o consumo. População objetivo para o IPCA > famílias com rendimentos mensais de 1 a 40 salários mínimos, qual- quer que seja a fonte de rendimentos, e residentes nas áreas urbanas das regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Brasília e município de Goiânia. Fonte: Banco Centraldo Brasil O IGP-M – ÍNDICE GERAL DE PREÇOS – MERCADO O IGP-M olha a infl ação sob a ótica do mercado. Calculado pela FGV; Divulgado mensalmente. Duas mensurações: IGP-M = (21 até dia 20); IGP-DI = (01 até 30). 37 37Módulo 03 – Princípios Básicos de Economia e Finanças (5% a 10%) Módulo 03 – Princípios Básicos de Economia e Finanças (5% a 10%) Composição: IPA (Índice Geral de Preços ao Produtor Amplo) 60% IPC (Índice de Preços ao Consumidor 30% INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) 10% O SELIC META X SELIC OVER SELIC META → Determinada pela COPOM SELIC OVER → Taxa média das operações de fi nanciamento de um dia, fei- ta pelos bancos, lastreadas em TPF, realizadas pela SELIC, ponderada pelo volume das operações. O CDI – CERTIFICADO DE DEPÓSITO INTERBANCÁRIO Banco emprestando dinheiro para outro banco. Muito parecido com o sistema da Selic Over, o que muda é o lastro da operação. Dois fatores devem ser atendidos: 1. Operações iguais ou superiores a 100. 2. Somatório dos volumes das operações igual ou superior a 30 (trinta) bilhões. TPF Pago no dia seguinte $$$$ Banco A Banco B CDI Gera a taxa DI $$$$ Banco A Banco B 38 38 Módulo 03 – Princípios Básicos de Economia e Finanças (5% a 10%) Módulo 03 – Princípios Básicos de Economia e Finanças (5% a 10%) Caso não seja atendido um dos dois critérios, será divulgado como taxa DI a SELIC Over diária. O TR – TAXA REFERENCIAL Calculada pelo BACEN com base na média das taxas de juros negociadas no mercado secundário com Letras do Tesouro Nacional (LTN), conforme metodologia própria. A essa média, denominada Taxa Bá- sica Financeira (TBF), é aplicado um fator redutor, para então se chegar ao resultado da TR. LTN → TBF → R → TR TBF = Média das LTNs TR = TBF – Redutor Utilizada para: FGTS, Poupança e fi nanciamentos imobiliários. O BC calcula e divulga a TR. TR – TAXA REFERENCIAL O POLÍTICA MONETÁRIA Diretrizes defi nidas pelo CMN e conduz realizada pelo BACEN Conjunto de medidas /instrumentos que tem como fi nalidade a estabilidade da moeda. Duas direções: I. Política Monetária Expansionista Aumento da base monetária para estimular o consumo/demanda. II. Política Monetária Contracionista Diminuição da base monetária para frear consumo/demanda O INSTRUMENTOS DE POLÍTICA MONETÁRIA OPEN MARKET Defi nição: Open Market (Operações de mercado aberto) - Compra e venda de T.P.F pelo BACEN (comprando os títulos que estão nas mãos dos DEALERS (BAN- COS) ou vendendo para os DEALERS). 39 39Módulo 03 – Princípios Básicos de Economia e Finanças (5% a 10%) Módulo 03 – Princípios Básicos de Economia e Finanças (5% a 10%) É o instrumento de política monetária mais ágil. O BACEN não emite Título Público Federal, mas possui em sua carteira para efeito de con- trole de liquidez da economia. I. Política Monetária Expansionista BACEN compra Título Público Federal do Mercado II. Política Monetária Contracionista BACEN vende Título Público Federal no Mercado Exemplo: Cenário de IPCA elevado BC vende TPF para os Dealers Menos $$ em caixa Taxa de Juros sobe Reduz Consumo e Inflação Exemplo: Cenário de IPCA baixo BC compra TPF para os Dealers Mais $$ em caixa Taxa de Juros cai Sobe Consumo e Inflação DEPÓSITO COMPULSÓRIO Defi nição: Depósito Compulsório - A taxa do Depósito Compulsório é defi nida pelo CMN e quem recolhe de fato o compulsório é o BACEN. Compulsório é todo dinheiro que entra no banco aquele dia, uma % dele os bancos precisam guar- dar e enviar para o BACEN. 40 40 Módulo 03 – Princípios Básicos de Economia e Finanças (5% a 10%) Módulo 03 – Princípios Básicos de Economia e Finanças (5% a 10%) O Banco Central defi ne a alíquota; A alíquota que os Bancos devem repassar em espécie para o Banco do Brasil diariamente, que faz a custódia do valor; Entra no compulsório: depósitos à vista, depósitos à prazo e caderneta de poupança. I. Política Monetária Expansionista BACEN diminui alíquota do Recolhimento II. Política Monetária Contracionista BACEN aumenta alíquota do Recolhimento Exemplo: Cenário de IPCA elevado BC aumenta alíquota menos $ para emprestar Taxa de Juros sobe Reduz Consumo e Inflação Exemplo: Cenário de IPCA baixo BC diminui alíquota mais $ para emprestar Taxa de Juros cai Sobe Consumo e Inflação O REDESCONTO Defi nição: Redesconto - Empréstimo de última instância feito pelo BACEN aos bancos, vamos imaginar que o banco XPTO não tem o dinheiro dos Compulsó- rios hoje, ele pode emprestar do próprio BACEN esse dinheiro. Claro que vai ser uma taxa bem mais salgada, do que fosse emprestado entre bancos (interfi nan- ceiro). 41 41Módulo 03 – Princípios Básicos de Economia e Finanças (5% a 10%) Módulo 03 – Princípios Básicos de Economia e Finanças (5% a 10%) I. Política Monetária Expansionista BACEN diminui a taxa de juros do Redesconto II. Política Monetária Contracionista BACEN aumenta a taxa de juros do Redesconto Exemplo: Cenário de IPCA elevado BC aumenta tx de empréstimo Diminui oferta de crédito Taxa de Juros sobe Reduz Consumo e Inflação Exemplo: Cenário de IPCA baixo BC diminui tx de empréstimo Aumenta oferta de crédito Taxa de Juros cai Sobe Consumo e Inflação O PIB X JUROS X INFLAÇÃO Os juros altos, freiam a economia, com isso a população para de gastar e a in- fl ação cai, desse modo o país não produz e o PIB cai. Logo depois o BC dimi- nui juros para melhorar a atividade econômica do país, com isso muitos pegar empréstimos e capital de giro aproveitando a taxa menor, aumenta a procura por bens e o preço sobe, o PIB também sobe. Como a infl ação sobe muito o BC aumenta os juros para conter a infl ação. O COPOM – COMITÊ DE POLÍTICA MONETÁRIA Órgão do BACEN que defi ne a cada 45 dias a taxa SELIC Criado em junho de 1996; 42 42 Módulo 03 – Princípios Básicos de Economia e Finanças (5% a 10%) Módulo 03 – Princípios Básicos de Economia e Finanças (5% a 10%) Junho de 1999 o Brasil passou a adotar as “Metas de Infl ação” (defi nida pelo CMN); Índice utilizado na meta: IPCA; A reunião do COPOM acontece sempre nas terças e quartas-feiras, sendo 8 (oito) reuniões por ano, podendo ter reuniões extraordinárias; Participam da reunião o Presidente do BC e seus 8 (oito) diretores; Na quarta que antecede a reunião, inicia-se um silêncio absoluto dos participantes e na terça subsequente é divulgada a Ata da reunião; Fonte: Banco Central do Brasil Fonte: Banco Central do Brasil INFLAÇÃO CONTAS PÚBLICAS ATIVIDADE ECONÔMICACENÁRIO EXTERNO 43 43Módulo 03 – Princípios Básicos de Economia e Finanças (5% a 10%) Módulo 03 – Princípios Básicos de Economia e Finanças (5% a 10%) O POLÍTICA FISCAL Necessidade de Financiamento do setor público Conjunto de medidas para o Governo Federal arrecadar receitas e realizar despesas, para cumprir três funções essencialmente: I. Estabilização da Macroeconomia; II. Redistribuição de Renda; III. Alocação de Recursos. Receitas Despesas Impostos Despesas Correntes Dividendos Despesas de Capital É comum o Governo ter uma despesa maior que a receita , que é fi nanciado pelos Títulos Públicos Federais Resultado Fiscal Dívida Bruta Total da dívida pública Dívida Líquida Exclui a dívida que está nas mãos do BACEN Resultado Nominal Tudo o que o governo arrecada, menos suas despesas Resultado Primário Superávit Nominal, menos os juros da dívida pública Relação Dívida/PIB Importante indicador de saúde fi scal do país. Quanto maior, pior o cenário Regra de Ouro O governo não pode se endividar para pagar despesas correntes sem a aprova- ção do Senado Federal. Pode acarretar em crime de responsabilidade. Arrecadação > Gastos => Superávit fi scal Gastos > Arrecadação => Défi cit fi scal 44 44 Módulo 03 – Princípios Básicos de Economia e Finanças (5% a 10%) Módulo 03 – Princípios Básicos de Economia e Finanças (5% a 10%) Política Fiscal Expansionista: Governo aumenta os gastos Estímulo as exportações Diminuição da carga tributária Tarifas e barreiras às importaçõesPolítica Fiscal Contracionista: Governo diminui os gastos Aumenta os impostos O CONTAS DO SETOR PÚBLICO POLÍTICA CAMBIAL Defi ne as relações fi nanceiras entre os países Brasil Perfeitamente fl utuante Câmbio fi xo Flutuação suja Bacen não intervém Taxa fi xada pelo governo Conjunto de medidas que defi ne o regime da taxa de câmbio. CMN determina o regime cambial. Bacen conduz a política cambial com seus instrumentos. I. Política de Câmbio Flutuante; 45 45Módulo 03 – Princípios Básicos de Economia e Finanças (5% a 10%) Módulo 03 – Princípios Básicos de Economia e Finanças (5% a 10%) II. Política de Câmbio Flutuante sujo; III Política de Câmbio Fixo; IV. Política de Bandas Cambiais. O Conceito de Desvalorização e Valorização A volatilidade na taxa de câmbio afeta a toda a população Desvalorização Melhora exportações e diminui importações; Tende a trazer infl ação para a economia. Valorização Melhora importações e diminui exportações; Desvaloriza cenário nacional. O TAXA DE CÂMBIO Comparação entre moedas A taxa de câmbio, que nada mais é do que o preço de uma moeda comparado ao de outra moeda. No Brasil, a taxa de câmbio mais observada é a BRL/USD, ou seja, a taxa de câmbio entre o dólar norte-americano e o real brasileiro. Ex.: Dólar fechou em R$ 3,85, ou seja, são necessários 3,85 reais para trocar por 1 dólar. Dólar subiu para R$ 3,90, quer dizer que são necessários R$ 3,90 reais para tro- car por 1 dólar, ou seja, o real se desvalorizou. Dólar caiu para R$ 3,70, quer dizer que são necessários agora apenas R$ 3,75 para trocar por 1 dólar, ou seja, o real se valorizou. A taxa de câmbio spot é a taxa para compra e venda imediata de dólares. Taxa PTAX: média das cotações do dólar no mercado, calculada pelo Banco Central do Brasil por meio de metodologia própria, com base em quatro janelas de consulta ao longo de cada dia. 46 46 Módulo 03 – Princípios Básicos de Economia e Finanças (5% a 10%) Módulo 03 – Princípios Básicos de Economia e Finanças (5% a 10%) Essa taxa é utilizada como referência para diversos contratos no mercado fi nan- ceiro, incluindo derivativos. Reservas Internacionais: Ativos do Brasil em moeda estrangeira As reservas Internacionais de um país são formadas por ativos em moedas estrangeiras, como títulos, depósitos bancários, que podem ser usados para pagamento de dívidas internacionais. Funcionam como espécie de seguro para: − País fazer frente as obrigações no exterior; − Evitar choques de natureza externa; − Segurança para o investidor internacional. O Banco Central do Brasil aloca as reservas internacionais em moeda forte, assim como títulos da dívida dos EUA. O CONTAS EXTERNAS Balanço de Pagamentos: Registro de tudo o que entra e sai de fl uxos fi nanceiros do país. Balança de Pagamento = Conta Corrente + Conta Capital. Conta Corrente = Balança Comercial + Balança de Serviços + Rendas e Transferências Uni- laterais. Conta Capital = Mercado de Capitais. O CUPOM CAMBIAL Taxa de juro em dólares no Brasil O Cupom Cambial é a remuneração dos dólares que são investidos aqui no país. Quanto maior o Cupom Cambial, maior será a atratividade de capital estrangeiro para o país. Um aumento na taxa de juros doméstica ou valorização cambial (do real), causa uma eleva- ção do Cupom Cambial. Cálculo do CUPOM cambial 47 47Módulo 03 – Princípios Básicos de Economia e Finanças (5% a 10%) Módulo 03 – Princípios Básicos de Economia e Finanças (5% a 10%) Exemplo: Investidor americano trouxe U$10.000 para o Brasil a cotação de R$3,00. Ga- nhou 10% de rentabilidade aqui no país e depois levou o capital novamente para os Estados Unidos a uma cotação de R$2,00. Qual a rentabilidade desse investidor? R$10.000,00 X R$3.000,00 = R$30.000,00 + 10% = R$33.000,00/ R$2,00 = R$16.500 R$10.000,00 Δ% R$16.500,00 = 65% O JUROS SIMPLES X JUROS COMPOSTOS CAPITALIZAÇÃO SIMPLES E CAPITALIZAÇÃO COMPOSTA Juros Simples Taxa Proporcional Juros incide apenas sobre o capital. Juros = Capital x taxa x Tempo (período). Um regime de capitalização simples no cálculo da remuneração devida em um título, o valor de refe- rência para o cálculo dos juros é sempre o montante inicial, isto é, o valor presente do título. Juros Simples - Taxa proporcional Apliquei Janeiro Fevereiro Março Abril Maio R$100,00 R$10,00 R$10,00 R$10,00 R$10,00 R$10,00 TOTAL: R$110,00 R$120,00 R$130,00 R$140,00 R$150,00 Taxa: 10% a.m Juros Compostos Taxa Equivalente Juros compostos = Juros sobre juros. Juros = Capital x (1 + taxa)n No regime de capitalização composta tende a ser preferido. Nesse regime, o montante inicial cresce de maneira geométrica ao longo do tempo, e o valor de principal acrescido de juros em um dado período serve como base de cálculo para os juros do período subsequente. 48 48 Módulo 03 – Princípios Básicos de Economia e Finanças (5% a 10%) Módulo 03 – Princípios Básicos de Economia e Finanças (5% a 10%) Juros Compostos - Taxa equivalente Apliquei Janeiro Fevereiro Março Abril Maio R$100,00 R$10,00 R$11,00 R$12,10 R$13,31 R$14,64 TOTAL: R$110,00 R$121,00 R$133,10 R$146,41 R$161,05 Taxa: 10% a.m O TAXAS DE JUROS NOMINAL X TAXA DE JUROS REAL Taxa de juros nominal = Todo o juro que o investidor recebe na operação. Taxa de juros real = Taxa de juros nominal – Taxa de infl ação. Exemplo: Taxa nominal 10% Infl ação 5% Cálculo: Taxa Real = (1+ Taxa Nominal) (1+ infl ação) - 1 Taxa Real = 4,76% Se a taxa de infl ação for maior do que a taxa de juros nominal durante o período de um investimento, a taxa de juros real fi cará abaixo de zero. Se a taxa de infl ação for negativa, isto é, se houver defl ação, a taxa de juros real será superior à taxa de juros nominal. O NOÇÕES DE FINANÇAS Fluxo de Pagamentos Valor Presente Quanto vale um montagem atualmente. Valor Futuro Preço que o montante terá uma data futura (caso investido). 49 49Módulo 03 – Princípios Básicos de Economia e Finanças (5% a 10%) Módulo 03 – Princípios Básicos de Economia e Finanças (5% a 10%) Taxa de desconto O cálculo aplicado sobre um valor futuro para determinar sua equivalência no presente. Cupom Pagamento, por parte do título, de juros periodicamente. Importante = O valor presente é inversamente proporcional a taxa de juros Exemplos: 1) Bruno pegou emprestado R$5.000,00 com o Banco, para pagar em 12 meses a uma taxa de juros compostos de 2% a.m. Qual o valor total da dívida do cliente? PV = R$5.000,004 n = 12 i = 2% FV= R$6.341,21 2) Bruno aplicou R$8.000,00 em um título com pagamento de cupom semestral que remunera 5% a.s. Sabendo que o título tem vencimento de 3 anos, qual o retorno efetivo deste título contratado? G CF0 = - R$800,00 G CFJ = R$50,00 G NJ = 5 G CFJ = 1050 F IRR = 9,53 O NOÇÕES DE FINANÇAS Fluxo de Pagamentos Taxa Interna de Retorno (TIR) R$50,00 R$50,00 R$800,00 3 ANOS = 6 SEMESTRES Valor de face = R$1.000,00 5% de R$1.000,00 = R$50,00 R$1050,00 R$50,00 R$50,00 R$50,00 50 50 Módulo 03 – Princípios Básicos de Economia e Finanças (5% a 10%) Módulo 03 – Princípios Básicos de Economia e Finanças (5% a 10%) Essa é a taxa que iguala a entrada com a saída, trazendo assim, tudo a valor presente. O objetivo é mostrar a viabilidade do projeto/investimento. Prazo médio Medida estatística que calcula o prazo médio de recebimento de uma carteira de investimentos. ATIVO Vencimento Aplicação CDB A 24 meses R$200.000,00 CDB B 6 meses R$20.000,00 6 ENTER R$20.000,00 Σ6+ 24 ENTER R$200.000,00 Σ+ G xw (tecla 6) = 22,36 PMC = 15 ( 24+6/2) PMP = 22,36 O Custo de Oportunidade Benefício perdido por uma determinada escolha Qual o custo de oportunidade que você tem exatamente agora, estudando para a certifi ca- ção? − Você poderia estar curtindo com a sua família, amigos. − Mas você terá a certifi cação, qualifi cação caso faça isso. Exemplo: Investiu R$100.000,00 1° ano – R$20.000,00 2° ano – R$30.000,00 3° ano – R$60.000,00 Taxa Livre de Risco Risco de Crédito 51 51Módulo 03 – Princípiosdo modelo VaR. O índice de Sharpe serve para medir o retorno em função do risco assumido de uma cartei- ra. A medida de risco utilizada no cálculo do Índice de Sharpe e Índice de Treynor são respec- tivamente, desvio padrão e beta.