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<p>ESTADO DE GOIÁS</p><p>SECRETARIA DA ADMINISTRAÇÃO</p><p>SUPERINTENDÊNCIA DA ESCOLA DE GOVERNO</p><p>Curso Redação Oficial – Modalidade EAD</p><p>Docente: Me. Kamila Lopes Morais</p><p>Módulo IV - Aula 2</p><p>Olá cursistas, chegamos à aula 2 do módulo IV, neste módulo exercitaremos a travessia</p><p>pelo “terreno da escrita”, isto é, focaremos no estudo sistematizado dos textos oficiais, e</p><p>novamente faremos inferência a outra frase do Guimarães Rosa, em que diz: “a colheita é</p><p>comum, mas o capinar é sozinho”, o que vocês pensam sobre isso? Aqui estamos com objetivos</p><p>comuns, compartilhados, construindo o conhecimento sobre a redação oficial, no entanto cada</p><p>um no seu tempo, colhendo experiências individuais, na busca de informações e normativas.</p><p>Neste módulo serão trabalhados três expedientes específicos: ata, atestado e certidão.</p><p>Então vamos lá?</p><p>1. ATA</p><p>Define-se ata como um registro em que se relata o que se passou em uma reunião,</p><p>assembleia, comissão, conselho, congregação ou convocação. Daí as várias espécies: ata de</p><p>assembleia geral extraordinária, de assembleia geral ordinária, ata de condomínio. É, portanto,</p><p>um relato pormenorizado de tudo o que se passou em uma reunião que pode ser de caráter ou</p><p>realizado por órgão público ou privado, sendo um documento de valor jurídico.</p><p>Em geral, as atas têm livro próprio autenticado, sendo nesse caso manuscritas;</p><p>autenticadas, com as páginas rubricadas pela mesma autoridade que redige os termos de</p><p>abertura e de encerramento, assim quem redige a ata é o secretário (efetivo do órgão, ou</p><p>designado para a reunião). Com vistas à dinamização do processo, cada vez se adotam mais</p><p>formas que permitem a digitação e a guarda em arquivo próprio, recomendando-se que as</p><p>administrações encontrem maneiras legais para esse procedimento que agiliza o processo e</p><p>torna sua leitura menos enfadonha.</p><p>Uma de suas particularidades é que a ata deve ser assinada em alguns casos pelos</p><p>participantes da reunião (conforme estatuto da empresa, ou da administração pública) e pelo</p><p>presidente ou secretário, sempre.</p><p>NORMAS PARA LAVRATURA DE ATA</p><p> Lavrar a ata em livro próprio ou em folhas soltas. Deve ser lavrada de tal modo</p><p>que impossibilite a introdução de modificações.</p><p> Sintetizar de maneira clara e precisa as ocorrências verificadas.</p><p> O texto será digitado, datilografado ou manuscrito, mas sem rasuras.</p><p> O texto será compacto, sem parágrafos ou com parágrafos numerados, mas não</p><p>se fará uso de alíneas.</p><p> Na ata do dia, são consignadas as retificações feitas à anterior.</p><p> Nos casos de erros constatados no momento de redigi-la, emprega-se a palavra</p><p>corretiva “digo”.</p><p> Quando o erro for percebido após a redação de toda a ata, recorre-se à expressão</p><p>“em tempo”, que é colocada após todo o escrito, seguindo-se com o texto emendado: Em</p><p>tempo: na linha onde se lê “ofício”, leia-se “relatório”.</p><p> Os números são grafados por extenso.</p><p> Há um tipo de ata que se refere aos atos rotineiros, cuja redação tem</p><p>procedimentos padronizados. Nesse caso, há um formulário a ser preenchido.</p><p> A ata é redigida por um secretário efetivo. No caso de sua ausência, nomeia-se</p><p>outro secretário (ad hoc).</p><p> O espaçamento utilizado entre linhas deve ser um e meio ou dois, para permitir</p><p>maior clareza do texto e tornar sua leitura mais fácil.</p><p>ELEMENTOS BÁSICOS CONSTITUTIVOS DE UMA ATA</p><p> Título, acrescido do número e do tipo de reunião, ordinária ou extraordinária.</p><p> Dia, mês, ano e hora da reunião (por extenso).</p><p> Local da reunião.</p><p> Relação e identificação das pessoas presentes.</p><p> Declaração do presidente e secretário.</p><p> Ordem do dia (discussões, votações, deliberações etc.).</p><p> Fecho.</p><p> Nomes, funções e assinaturas.</p><p>Na sequência serão apresentados dois modelos de ata, a primeira ata é a tradicional,</p><p>manuscrita. A segunda ata segue o modelo simplificado, digitado propriamente dito.</p><p>Modelo 1</p><p>ESTADO DE PERNAMBUCO</p><p>PREFEITURA MUNICIPAL DE OLINDA</p><p>SECRETARIA MUNICIAL DA CULTURA</p><p>ATA DA 10.ª REUNIÃO ORDINÁRIA</p><p>Aos doze dias do mês de julho de dois mil e dezoito, às dezesseis horas, nesta cidade de</p><p>Olinda, Estado de Pernambuco, na sala de reuniões da Secretaria municipal da Cultura,</p><p>reuniram-se os membros do Conselho Municipal da Cultura, sob a presidência do</p><p>Conselheiro Presidente, Marivaldo Cardoso da Silva, com a presença dos Conselheiros</p><p>Sigiloso Pereira, Maria Santa Genoveva, Marilda da piedade, ... e Raimundo Nonato. Por</p><p>motivo justificado, não compareceram os Conselheiros Santo Agostinho Pedroso e Machado</p><p>de Assis Veloso. Verificada a presença de quórum, o Conselheiro Presidente declarou aberta</p><p>a secessão. O Conselheiro Secretário, Sigiloso da Silva, procedeu à leitura da Ata da reunião</p><p>anterior, aprovada por unanimidade. Conforme previsto na ordem do dia, examinou-se o</p><p>projeto de realização da primeira Feira Municipal do livro, proposto pela Secretaria</p><p>Municipal da Cultura. A Conselheira Maria Santa Genoveva, destacada para examinar e</p><p>relatar o projeto, após realçar o mérito do evento, pelos benefícios que poderão gerar para</p><p>a cultura e educação da comunidade olindense, reconheceu o elevado nível da programação</p><p>e julgou adequados os custos previstos para sua realização, recomendando sua aprovação</p><p>na íntegra. Os demais Conselheiros presentes, por unanimidade, acolheram o voto da</p><p>Relatora. Na sequência, o Conselheiro Presidente concedeu a palavra ao Conselheiro</p><p>Raimundo Nonato, destacado para examinar o projeto de criação da Biblioteca Pública</p><p>Municipal (...). Esgotada a pauta, o Conselheiro Presidente declarou encerrada a reunião,</p><p>da qual eu, Sigiloso da Silva, na qualidade de Secretário, lavrei a presente Ata que, depois</p><p>de lida e aprovada, é assinada por mim e pelo Conselheiro Presidente.</p><p>Olinda, 12 de julho de 2018.</p><p>Sigiloso da Silva</p><p>Secretário</p><p>Marivaldo Cardoso da Silva</p><p>Presidente</p><p>Modelo 2</p><p>ESTADO DE PERNAMBUCO</p><p>PREFEITURA MUNICIPAL DE OLINDA</p><p>SECRETARIA MUNICIPAL DA CULTURA</p><p>ATA DA 10ª REUNIÃO ORDINÁRIA</p><p>Data: 12 de julho de 2018.</p><p>Hora: 14 horas.</p><p>Local: Sala de Reuniões da Secretaria Municipal de Cultura:</p><p>Conselheiros Presentes: Marivaldo Cardoso da Silva (Presidente), Sigiloso da Silva (Secretário),</p><p>Maria Santa Genoveva, Marilda da piedade, ... e Raimundo Nonato. Por motivo justificado, não</p><p>compareceram os Conselheiros Santo Agostinho Pedroso e Machado de Assis Veloso.</p><p>Decisões:</p><p>1. Lida pelo Conselheiro Secretário Sigiloso da Silva, foi aprovada, por unanimidade,</p><p>a Ata da reunião anterior.</p><p>2. Feira Municipal do Livro: a Conselheira Maria Santa Genoveva, destacada para</p><p>examinar e relatar o projeto de realização da primeira Feira Municipal do Livro, proposto pela</p><p>Secretaria Municipal de Cultura, realçou o mérito do evento, pelos benefícios que poderão gerar</p><p>para a cultura e a educação da comunidade olindense, reconheceu o elevado nível da</p><p>programação e julgou adequados os custos previstos para sua realização, recomendando sua</p><p>aprovação. Por unanimidade, os conselheiros presentes acompanharam o voto da Relatora,</p><p>resultando na aprovação do projeto.</p><p>3. Criação da Biblioteca Pública Municipal: O Conselheiro Raimundo Nonato,</p><p>destacado para examinar e relatar o projeto de criação da Biblioteca Pública Municipal, (...).</p><p>Olinda, 12 de julho de2018.</p><p>Sigiloso da Silva</p><p>Secretário</p><p>Marivaldo Cardoso da Silva</p><p>Presidente</p><p>2. ATESTADO</p><p>Há alguns textos oficiais que não foram especificados pelo Manual de Redação da</p><p>Presidência da República, porém eles são utilizados em alguns órgãos da administração</p><p>pública, assim o atestado e a certidão são exemplos de expedientes não abordados pelo</p><p>Manual. Dessa forma serão apresentadas algumas considerações baseadas em algumas</p><p>referências pertinentes.</p><p>O atestado define-se como um documento firmado</p><p>por uma pessoa a favor de outra,</p><p>atestando a verdade a respeito de determinado fato, isto é, trata-se de um documento firmado</p><p>por servidor em razão da função que exerce, declarando um fato existente, do qual tem</p><p>conhecimento, a favor de uma pessoa.</p><p>Os atestados mais comuns são: de sanidade mental, de óbito, de boa conduta, de bons</p><p>antecedentes, de residência, de idoneidade moral.</p><p>Suas partes componentes são:</p><p>a) timbre do órgão que o fornece;</p><p>b) título: ATESTADO (em letras maiúsculas e centralizado sobre o texto);</p><p>c) texto: exposição daquilo que se afirma, atesta ou declara; dados de identificação do emissor;</p><p>exposição de fatos; constante de um parágrafo, indicando a quem se refere, o número de matrícula</p><p>e a lotação, caso seja servidor, e a matéria do Atestado.</p><p>d) local e data; por extenso.</p><p>e) assinatura, nome e cargo da chefia que expede o Atestado.</p><p>Modelo</p><p>ATESTADO</p><p>Atesto que (Nome), matrícula nº......., (cargo), do Quadro Permanente de Pessoal da Prefeitura</p><p>Municipal de Vila Velha, requisitado pelo Governo do Estado do Espírito Santo, conforme processo</p><p>nº................, para exercer funções de.................., nesta Secretaria de Estado, deve ser considerado, por</p><p>antecipação, efetivo em suas funções durante o mês de abril.</p><p>Vitória, ...... de ................. de ....... .</p><p>Nome,</p><p>Cargo do signatário.</p><p>Disponível em: https://esesp.es.gov.br/Media/esesp/Apostilas/Reda%C3%A7%C3%A3o%20Oficial.pdf.</p><p>Acesso em 01 de setembro de 2020.</p><p>3. CERTIDÃO</p><p>Trata-se de um documento revestido de formalidades legais, cujo objetivo é comprovar</p><p>um ato ou assentamento constante de processo, livro ou documento que se encontre em</p><p>repartições públicas. Deve ser fornecido por autoridade competente a pedido do interessado, ou</p><p>requisitado por autoridade administrativa ou judicial. Além disso, a certidão pode ser de inteiro</p><p>teor - transcrição integral, também chamada traslado - ou resumida, desde que exprima</p><p>fielmente o conteúdo do original.</p><p>Partes de uma certidão:</p><p>a) timbre do órgão que o fornece;</p><p>b) título: nome do documento, muitas vezes já impresso em papel próprio;</p><p>c) preâmbulo: alusão ao ato que determinou a expedição do documento. Também,</p><p>quando for o caso, será mencionado o documento, ou livro, de onde a certidão está sendo</p><p>extraída;</p><p>d) texto: teor de encerramento e assinatura dos servidores que intervieram no ato</p><p>(quem lavrou e quem conferiu);</p><p>e) local e data (da expedição do ato);</p><p>https://esesp.es.gov.br/Media/esesp/Apostilas/Reda%C3%A7%C3%A3o%20Oficial.pdf</p><p>f) visto: da autoridade que autorizou a lavratura da certidão. Representa o ato de</p><p>aprovação e reconhecimento da autoridade, a fim de que a certidão produza os efeitos legais</p><p>desejados.</p><p>Quando os fatos ou situações constam em arquivos da administração, utiliza-se a</p><p>certidão para comprovar a sua existência. Enquanto o atestado declara, a certidão é a</p><p>transcrição de algo existente.</p><p>Referências</p><p>Apostila de Redação Oficial / Cobos, Kamila Lopes Morais. Pinto, Luzinete Bomfim de Arruda.</p><p>Ribeiro, Mairy Aparecida Pereira Soares – Goiânia: Superintendência da Escola de Governo</p><p>Henrique Santillo, 2015.</p><p>Apostila. Escola de Serviço Público do Espírito Santo. Disponível em:</p><p>https://esesp.es.gov.br/Media/esesp/Apostilas/Reda%C3%A7%C3%A3o%20Oficial.pdf. Acesso</p><p>em: 5 de setembro de 2020.</p><p>https://esesp.es.gov.br/Media/esesp/Apostilas/Reda%C3%A7%C3%A3o%20Oficial.pdf</p>