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BENETTI-PINTO, C.L.; FERNANDES, C. E.; FILHO, A. L. S. Hormônios em ginecologia. São Paulo: Editora Manole, 2023. E-book. ISBN 9788520465585. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788520465585/. Acesso em: 23 mai. 2024.
Brasil. Ministério da Saúde. Protocolos da atenção básica: saúde das mulheres. Brasília: Ministério da Saúde; 2016.
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Manual de atenção à mulher no climatério/menopausa. Brasília: Editora MS; 2008. 
FEBRASGO. Coleção Febrasgo - Climatério e Menopausa. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2019. E-book. ISBN 9788595154810. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595154810/. Acesso em: 25 mai. 2024.
FRITZ, M. A.; SPEROFF, L. Endocrinologia Ginecologia Clínica e Infertilidade. Rio de Janwieo: Thieme Brazil, 2015. E-book. ISBN 9788554651442. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788554651442/. Acesso em: 24 mai. 2024.
LIAO, A. Ginecologia e obstetrícia Febrasgo para o médico residente 2a ed. São Paulo: Editora Manole, 2020. E-book. ISBN 9786555763249. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9786555763249/. Acesso em: 22 mai. 2024.
Brasil. Ministério da Saúde. Protocolos da Atenção Básica : Saúde das Mulheres; Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa – Brasília : Ministério da Saúde, 2016. 230 p. : il. ISBN 978-85-334-2360-2
Consenso Brasileiro de Terapêutica Hormonal do Climatério / editores Rogério Bonassi Machado, Luciano de Melo Pompei; editores associados Lucia Helena Simões da Costa Paiva et al. — 3. ed. — Barueri, SP : Alef Editora, 202
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Manual de Atenção à Mulher no Climatério/Menopausa / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. – Brasília : Editora do Ministério da Saúde, 2008. 192 p. – (Série A. Normas e Manuais Técnicos) (Série Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos – Caderno, n.9)
Qual a alternativa que contém o conceito correto de menopausa?
A. Período que compreende o término da menstruação
B. É o marco do fim das menstruações que pode ser definida após 1 ano sem menstruação
C. É o marco do fim das menstruações. Só pode ser definida após 3 anos sem menstruação
D. É o marco do fim da menstruação Só pode ser definida após 6 meses sem menstruação
Refere-se a data do último ciclo menstrual, somente reconhecida depois de passados 12 meses da sua ocorrência e acontece geralmente em “torno dos 48 aos 50 anos de idade”
O climatério não é uma doença e sim uma fase natural da vida da mulher e muitas passam por ela sem queixas ou necessidade de medicamentos
MENOPAUSA
Entre 40 e 50 anos de idade, o ciclo sexual geralmente torna-se irregular, e a ovulação frequentemente não ocorre. Depois de alguns meses a alguns anos, o ciclo cessa completamente, como mostrado na Figura 82.13. O período durante o qual o ciclo cessa e os hormônios sexuais femininos caem para quase zero é denominado menopausa.
A causa da menopausa é o “esgotamento” dos ovários. Ao longo da vida reprodutiva da mulher, cerca de 400 dos folículos primordiais crescem em folículos maduros e ovulam, e centenas de milhares de óvulos se degeneram. Por volta dos 45 anos, apenas alguns folículos primordiais permanecem estimulados por FSH e LH, e, como mostrado na Figura 82.13, a produção de estrogênios pelos ovários diminui à medida que o número de folículos primordiais se aproxima de zero. Quando a produção de estrogênio cai abaixo de um valor crítico, os estrogênios não conseguem mais inibir a produção de FSH e LH. Em vez disso, conforme mostrado na Figura 82.12, as gonadotrofinas FSH e LH (principalmente FSH) são produzidas após a menopausa em quantidades elevadas e contínuas, mas, como os folículos primordiais remanescentes tornam-se atrésicos, a produção de estrogênios pelos ovários cai quase a zero.
Na época da menopausa (período denominado climatério), a mulher precisa reajustar sua vida de uma pessoa que era fisiologicamente estimulada pela produção de estrogênio e progesterona para uma pessoa sem esses hormônios. A perda de estrogênios costuma causar mudanças fisiológicas marcantes no corpo, incluindo (1) “fogachos”, caracterizados por rubor extremo da pele, (2) sensações psíquicas de dispneia, (3) irritabilidade, (4) fadiga, (5) ansiedade e (6) diminuição da resistência e da calcificação dos ossos por todo o corpo. Esses sintomas são de magnitude considerável em apenas 15% das mulheres para justificar o tratamento. A administração diária de estrogênio, em pequenas quantidades, geralmente reverte os sintomas, e, diminuindo-se gradualmente a dose, é provável que as mulheres na pós-menopausa evitem sintomas
2.3.1 Terapia hormonal Em 1966, o Dr. Robert Wilson lançou o livro “Feminine Forever”, em que valorizava os benefícios da terapia de reposição hormonal para “salvar as mulheres da tragédia da menopausa”. Para o autor, o estrogênio na terapia de reposição hormonal agiria como um elixir da juventude, que retardaria o envelhecimento, popularizando o conceito de que menopausa é uma doença de deficiência hormonal. Muitos profissionais de saúde ainda hoje reforçam essa concepção medicalizando o atendimento e prescrevendo hormônios generalizadamente. Além disso, grande parte ignora ou não considera outras opções de tratamento disponíveis para alívio dos sintomas, que inclui atitudes mais saudáveis, como alimentação adequada, atividades físicas – e eventualmente o uso de fitoterapia, homeopatia e/ou acupuntura. É importante lembrar que nem todas as mulheres vivem essa fase da mesma maneira e algumas podem não apresentar sintomas. Todavia, a terapia hormonal pode ser utilizada sempre que houver indicação, individualizando cada caso, optando-se pelo esquema mais adequado, com a menor dose e pelo período necessário
vários
Os ovários são glândulas reprodutoras em forma de amêndoa localizadas próximas à parede lateral da pelve em cada lado do útero. Os ovários produzem oócitos (ver Figura 2.5). Quando liberado do ovário na ovulação, o oócito secundário passa para uma das tubas uterinas. Essas tubas se abrem no útero, que protege e nutre o embrião e o feto até o nascimento. Os ovários também produzem estrogênio e progesterona, hormônios responsáveis pelo desenvolvimento das características sexuais secundárias e pela regulação da gravidez.
iclo ovariano
O FSH e o LH produzem alterações cíclicas nos ovários (desenvolvimento dos folículos ovarianos, ovulação e formação do corpo lúteo), conhecidas coletivamente como ciclo ovariano. Durante cada ciclo, o FSH promove o crescimento de vários folículos primários (Figura 2.9; ver também Figura 2.8); no entanto, apenas um deles geralmente se desenvolve em um folículo maduro e se rompe, expelindo seu oócito (Figur
A instalação da menopausa, já definida anteriormente como período de 12 meses sem menstruações, é um fato previsível e esperado, no climatério, tanto quanto é o início dos ciclos menstruais na puberdade. Portanto, a série de eventos endócrinos acontece de forma natural, com sua gama de sintomas e sinais semelhante à menarca, sendo também necessária como nesta, uma fase de adaptação. Ocorrem variadas alterações na estrutura e na função ovariana, com gradativa diminuição da produção estrogênica e conseqüente aumento das gonadotrofinas hipofisárias, caracterizando um estado de hipogonadismo hipergonadotrófico. Dos aproximadamente dois milhões de folículos primordiais ovarianos que nascem com a menina e dos quais existem em média quatrocentos mil na ocasião da puberdade, somente algumas centenas ainda a acompanham no climatério e os demais evoluem contínua e permanentemente para a atresia. Em conseqüência, o volume médio dos ovários diminui de 8 a 9cm na menacme para 2 a 3cm alguns anos após a menopausa. A produção hormonal de estrogênios e de androgênios, com predomínio do estradiol durante todo o período reprodutivo,
tende a oscilar significativamente durante os anos que antecedem a cessação dos ciclos, diminuindo gradativamente com a instalação da menopausa. No entanto, permanece, após a menopausa, uma produção basal de estrona, androstenediona, testosterona e mínima de estradiol e progesterona muitas vezes suficiente e capaz de manter o equilíbrio endocrinológico e clínico. Em mulheres submetidas a histerectomia, a instalação da menopausa ocorre artificialmente, embora os ovários mantenham seu funcionamento. Já nas situações de ooforectomia bilateral, a menopausa pode ser acompanhada das manifestações clínicas do hipoestrogenismo, ocorrendo com mais freqüência e intensidade do que na menopausa natural. Inicialmente, no período da transição menopausal, os ovários vão se tornando menos sensíveis aos estímulos gonadotróficos. Os folículos (células da granulosa) diminuem a produção de inibina e estradiol. O FSH se eleva e provoca uma hiperestimulação folicular, podendo ocorrer algumas vezes ovulações precoces e encurtamento da fase folicular, sem alteração da fase lútea. O estradiol sofre flutuações importantes, chegando muitas vezes a elevar-se consideravelmente. Conclui-se, portanto, que o aumento do FSH ocorre mais em função da queda das concentrações séricas da inibina do que em função da diminuição do estradiol, refletindo verdadeiramente a reserva folicular ovariana. Nesta fase o LH pode permanecer inalterado
Perimenopausa: mudanças fisiológicas associado ao declínio da função ovariana, que ocasiona oscilação e diminuição dos hormônios sexuais nos diversos sistemas orgânicos da mulher até o momento em que não houver atividade reprodutiva ovariana.
Menopausa: Último período menstrual, in identificado retrospectivamente após 12 meses de amenorreia
Pós Menopausa: período que se inicia 12 meses após a última menstruação e vai até os 65 anos 
Senilidade: a partir dos 65 anos
FISIOLOGIA DO CLIMATÉRIO
Todo o processo de produção hormonal e recrutamento ovariano inicia com a liberação pulsátil de GnRH pelo hipotálamo, que estimula a adeno-hipófise a produzir as gonadotrofinas (FSH/LH), impulsionando a produção de esteroides (estrogênio, progesterona e testosterona) pelos ovários. A diminuição da capacidade de produção dos esteroides gera aumento da liberação do FSH e LH, assim como os principais sintomas relacionados ao período.3
A perimenopausa é um processo fisiológico de declínio da função ovariana. Primariamente, acontece diminuição progressiva do número de folículos por atresia e dos subsequentes ciclos ovulatórios, estabelecendo diminuição do estrogênio e, de forma mais pronunciada, da progesterona circulante por volta dos 37-38 anos de idade. A partir dos 45 anos de idade, em geral, o desequilíbrio entre estrogênio e progesterona na circulação (alterações no chamado “mecanismo de retroalimentação – feedback”) começa a ser notado em razão dos ciclos anovulatórios, diminuindo as chances de ovulação em torno de 50% em cada ciclo, ou pela irregularidade menstrual que se instala.4
A insuficiência gametogênica se reflete na diminuição do hormônio antimülleriano (AMH) liberado pela granulosa, independentemente de gonadotrofinas, das inibinas e dos hormônios esteroides. A concentração de FSH pode chegar a níveis 20 vezes maiores quando comparados ao período pré-perimenopausal, desencadeando a liberação de ativina, pectíneo responsável por aumentar os receptores de FSH nos folículos remanescentes. O aumento de FSH, somado a maior sensibilidade folicular, gera uma hiperestimulação com maturação folicular acelerada e maior propensão a atresia. Clinicamente, o intervalo entre os ciclos torna-se mais curto e os ciclos, anovulatórios. A presença de estrogênios, mesmo em baixa concentração, sem contraposição da progesterona, desencadeia instabilidade endometrial e propensão a sangramentos uterinos anormais até que o endométrio sofra atrofia, gerando a amenorreia após a menopausa.3
O estrogênio e a progesterona são os principais hormônios esteroides sexuais femininos derivados do colesterol, são carreados na circulação por proteínas e apresentam receptores próprios em praticamente todas as células do organismo. Os principais estrogênios são: estradiol, estrona e estriol, sendo o estradiol o estrogênio mais metabolicamente potente. O estradiol é produzido pela granulosa dos ovários, e a progesterona pelo corpo lúteo. Com o declínio folicular, a estrona (estrogênio menos ativo) passa a ser o esteroide predominante, por meio da aromatização periférica dos androgênios oriundo das suprarrenais, e a progesterona sofre abrupta queda dos seus níveis. Com o tempo, a camada cortical e os vasos ovarianos sofrem atrofia progressiva e o estroma ovariano hipertrofia em resposta ao hiperestímulo do FSH
Irregularidade menstrual
Sintomas vasomotores – ‘Fogachos’
O hipoestrogenismo no hipotálamo gera desregulação dos centros termorreguladores, em virtude de alterações na liberação de serotonina e noradrenalina, responsáveis pelo surgimento dos sintomas vasomotores em aproximadamente 60-80% das mulheres ocidentais durante a perimenopausa. A baixa de estrogênio está relacionada com a diminuição dos níveis da serotonina cerebral e suprarregulação dos receptores 5-HT2, principalmente no córtex e hipotálamo, desencadeando a liberação pulsátil de catecolaminas que levam à vasodilatação periférica, responsável pela aparência corada e as ondas de calor (fogachos), transpiração excessiva e aumento da frequência cardíaca, seguidos de arrepio frio após a dissipação do calor.6Os fogachos geralmente acontecem durante a noite e são descritos como uma sensação súbita de calor na face, região cervical e parte superior do tórax, que se generaliza entre 2-40 minutos, acompanhada de sudorese profusa e palpitações.
Sintomas geniturinários 
O estrogênio é o hormônio responsável pela maturação do epitélio e manutenção da microbiota vaginal. Concentrações ideais desse hormônio levam à produção fisiológica de muco glandular e de glicogênio pelo epitélio, que é transformado em ácido láctico pelos Lactobaccillus doderlein responsável pelo pH vaginal ácido (entre 3,8-4,5). Esse pH protege da invasão e crescimento de bactérias patogênicas. O hipoestrogenismo, portanto, está relacionado à síndrome geniturinária por levar ao afinamento do epitélio vaginal (atrofia), perda da elasticidade, aumento do pH vaginal (redução da produção glicogênica e de ácido láctico), redução da lubrificação e alterações da sensibilidade genital, que são descritos pela mulher como ressecamento vaginal, queimação, aumento da frequência de vulvovaginites, dispareunia e prolapsos genitais.6
Entre os sintomas urinários comuns estão: o aumento da frequência urinária, urgência, noctúria, disúria, incontinência e infecções do trato urinário.
Sexualidade
diminuição da libido 
dor durante o ato sexual e 66% com a redução da espontaneidade durante o sexo.9
Os androgênios circulantes são os principais hormônios que contribuem direta ou indiretamente para o desejo sexual feminino. Sua circulação depende da produção pelo ovário e a conversão periférica dos pré-androgênios produzidos pela glândula suprarrenal em androgênios, como a testosterona. Evidências científicas atuais relacionam o uso de testosterona transdérmica à melhora, após semanas de utilização, dos distúrbios de desejo sexual hipoativo na perimenopausa e após a menopausa. Entretanto, não existem estudos sobre a segurança do seu uso em longo prazo
prejuízos da concentração, memória e função executiva
depressão, ansiedade e sensibilidade exacerbada a situações de estresse
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