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Língua Portuguesa 31 c) metonímia, metonímia, metáfora, metonímia d) metonímia, metáfora, metonímia, metáfora e) metáfora, metáfora, metonímia, metáfora 4. (COMLURB - Técnico de Segurança do Trabalho – IBFC/2016) Leia o poema abaixo e assinale a alternativa que indica a � gura de linguagem presente no texto: Amor é fogo que arde sem se ver Amor é fogo que arde sem se ver; É ferida que dói e não se sente; É um contentamento descontente; É dor que desatina sem doer; (Camões) a) Onomatopeia b) Metáfora c) Personi� cação d) Pleonasmo 5. (Prefeitura de Chapecó/SC - Engenheiro de Trânsito – IOBV/2016) O OUTRO LADO só assim o poema se constrói: quando o desejo tem forma de ilha e todos os planetas são luas, embriões da magia então po- demos atravessar as chamas sentir o chão respirar ver a dança da claridade ouvir as vozes das cores fruir a liberdade animal de estarmos soltos no espaço ter parte com pedra e vento se- guir os rastros do in� nito entender o que sussurra o vazio – e tudo isso é tão familiar para quem conhece a forma do sonho. (WILLER, Claudio, Estranhas experiências, 2004, p. 46) No poema acima, do poeta paulista Claudio Willer (1940), no verso “ouvir as vozes das cores”, entre outros versos, é ex- pressa uma � gura de linguagem. Esta pode ser assim de� nida: “Figura que consiste na utilização simultânea de alguns dos cinco sentidos” (CAMPEDELLI, S. Y. e SOUZA, J. B. Literatura, produção de textos & gramática. São Paulo, Saraiva, 1998, p. 616). Como é denominada esta � gura de linguagem? a) Eufemismo. b) Hipérbole. c) Sinestesia. d) Antítese. Respostas 1. Resposta D “Eu sou de lá / Onde o Brasil verdeja a alma e o rio é mar / Eu sou de lá / Terra morena que eu amo tanto, meu Pará.” Comparação implícita Metáfora - Figura de Palavra. Antítese, Eufemismo, Ironia - Figura de Pensamento. Silepse - Figura de Construção. 2. Resposta C Note que ambas são � guras de linguagem, e cada uma tem suas características: A - Metáfora. Comparação implícita entre seres que nós fa- zemos. Nessa comparação não usamos a palavra ‘como’. Exemplo: Meu cartão de crédito é uma navalha. [Navalha = no sentido que corta profundo, cartão como navalha signi� ca que prejudica muito a vida � nanceiro]. Outro exemplo: Essa mulher é uma cobra [cobra = sentido de perigosa, astuta] B - Metonímia. Substitui um ser por outro com alguma relação de signi� ca. Exemplo: O bonde passa cheio de pernas. [Pernas = pessoas]. Com isso vamos analisar as alternativas: a) ” Calções negros corriam, pulavam durante o jogo.” - cal- ções = jogadores. Metonímia b) A mulher conquistou o seu lugar! - mulher = mulheres [re- presentando todas as classes de mulheres]. Metonímia. c) Todo cais é uma saudade de pedra. Comparação do cais com uma saudade de pedra. Metáfora. d) Os microfones foram implacáveis com os novos artistas. [Microfones = os críticos] Metonímia. 3. Resposta B METÁFORA: Apresenta uma palavra utilizada em sentido � gu- rado, uma palavra utilizada fora da sua acepção real, em vir- tude de uma semelhança submetida. É uma comparação sem elementos comparativos. 4. Resposta D Dia mundial da água: Dia de comemorar Porém, não há tanto o que comemorar diante de tantos fatos “ruins” ocorridos com a água. Logo, uma ironia. 5. Resposta C Sinestesia ocorre quando há uma combinação de diversas impressões sensoriais (visuais, auditivas, olfativas, gustativas e táteis) entre si, e também entre as referidas sensações e sentimentos. 5. Ortografia A palavra ortogra� a é formada pelos elementos gregos orto “correto” e gra� a “escrita” sendo a escrita correta das palavras da língua portuguesa, obedecendo a uma combinação de crité- rios etimológicos (ligados à origem das palavras) e fonológicos (ligados aos fonemas representados). Somente a intimidade com a palavra escrita, é que acaba tra- zendo a memorização da gra� a correta. Deve-se também criar o hábito de consultar constantemente um dicionário. Alfabeto O alfabeto passou a ser formado por 26 letras. As letras “k”, “w” e “y” não eram consideradas integrantes do alfabeto (ago- ra são). Essas letras são usadas em unidades de medida, no- mes próprios, palavras estrangeiras e outras palavras em geral. Exemplos: km, kg, watt, playground, William, Kafka, kafkiano. Vogais: a, e, i, o, u, y, w. Consoantes: b,c,d,f,g,h,j,k,l,m,n,p,q,r,s,t,v,w,x,z. Alfabeto: a,b,c,d,e,f,g,h,i,j,k,l,m,n,o,p,q,r,s,t,u,v,w,x,y,z. Observações: A letra “Y” possui o mesmo som que a letra “I”, portanto, ela é classi� cada como vogal. A letra “K” possui o mesmo som que o “C” e o “QU” nas pala- vras, assim, é considerada consoante. Língua Portuguesa 32 Exemplo: Kuait / Kiwi. Já a letra “W” pode ser considerada vogal ou consoante, de- pendendo da palavra em questão, veja os exemplos: No nome próprio Wagner o “W” possui o som de “V”, logo, é classi� cado como consoante. Já no vocábulo “web” o “W” possui o som de “U”, classi� cando-se, portanto, como vogal. Emprego da letra H Esta letra, em início ou � m de palavras, não tem valor fonético; conservou-se apenas como símbolo, por força da etimologia e da tradição escrita. Grafa-se, por exemplo, hoje, porque esta palavra vem do latim hodie. Emprega-se o H - Inicial, quando etimológico: hábito, hélice, herói, hérnia, hesitar, haurir, etc. - Medial, como integrante dos dígrafos ch, lh e nh: chave, boliche, telha, � echa, companhia, etc. - Final e inicial, em certas interjeições: ah!, ih!, hem?, hum!, etc. - Algumas palavras iniciadas com a letra H: hálito, harmo- nia, hangar, hábil, hemorragia, hemisfério, heliporto, hema- toma, hífen, hilaridade, hipocondria, hipótese, hipocrisia, homenagear, hera, húmus; - Sem h, porém, os derivados baianos, baianinha, baião, baia- nada, etc. Não se usa H - No início de alguns vocábulos em que o h, embora etimo- lógico, foi eliminado por se tratar de palavras que entraram na língua por via popular, como é o caso de erva, inverno, e Espanha, respectivamente do latim, herba, hibernus e His- pania. Os derivados eruditos, entretanto, grafam-se com h: herbívoro, herbicida, hispânico, hibernal, hibernar, etc. Emprego das letras E, I, O e U Na língua falada, a distinção entre as vogais átonas /e/ e /i/, /o/ e /u/ nem sempre é nítida. É principalmente desse fato que nascem as dúvidas quando se escrevem palavras como quase, intitular, mágoa, bulir, etc., em que ocorrem aquelas vogais. Escreve-se com a letra E: - A sílaba � nal de formas dos verbos terminados em –uar: continue, habitue, pontue, etc. - A sílaba � nal de formas dos verbos terminados em –oar: abençoe, magoe, perdoe, etc. - As palavras formadas com o pre� xo ante– (antes, anterior): antebraço, antecipar, antedatar, antediluviano, antevéspera, etc. - Os seguintes vocábulos: Arrepiar, Cadeado, Candeeiro, Cemitério, Confete, Creolina, Cumeeira, Desperdício, Desti- lar, Disenteria, Empecilho, Encarnar, Indígena, Irrequieto, La- crimogêneo, Mexerico, Mimeógrafo, Orquídea, Peru, Quase, Quepe, Senão, Sequer, Seriema, Seringa, Umedecer. Emprega-se a letra I: - Na sílaba � nal de formas dos verbos terminados em –air/– oer /–uir: cai, corrói, diminuir, in� ui, possui, retribui, sai, etc. - Em palavras formadas com o pre� xo anti- (contra): antiaé- reo, Anticristo, antitetânico, antiestético, etc. - Nos seguintes vocábulos: aborígine, açoriano, artifício, artimanha, camoniano, Casimiro, che� ar, cimento, crânio, criar, criador, criação, crioulo, digladiar, displicente, erisipe- la, escárnio, feminino, Filipe, frontispício, I� gênia, inclinar, incinerar, inigualável, invólucro, lajiano, lampião, pátio, peni- cilina, pontiagudo, privilégio, requisito, Sicília (ilha), silvícola, siri, terebintina, Tibiriçá, Virgílio. Emprega-se a letra O Abolir, banto, boate, bolacha, boletim, botequim, bússola, cho- ver, cobiça, concorrência, costume, engolir, goela, mágoa, mo- cambo, moela, moleque, mosquito, névoa, nódoa, óbolo, ocor- rência, rebotalho, Romênia, tribo. Emprega-secom a letra U Bulir, burburinho, camundongo, chuviscar, cumbuca, cúpu- la, curtume, cutucar, entupir, íngua, jabuti, jabuticaba, lóbulo, Manuel, mutuca, rebuliço, tábua, tabuada, tonitruante, trégua, urtiga. Parônimos: Registramos alguns parônimos que se diferenciam pela oposição das vogais /e/ e /i/, /o/ e /u/. Fixemos a gra� a e o signi� cado dos seguintes: área = superfície ária = melodia, cantiga arrear = pôr arreios, enfeitar arriar = abaixar, pôr no chão, cair comprido = longo cumprido = particípio de cumprir comprimento = extensão cumprimento = saudação, ato de cumprir costear = navegar ou passar junto à costa custear = pagar as custas, � nanciar deferir = conceder, atender diferir = ser diferente, divergir delatar = denunciar dilatar = distender, aumentar descrição = ato de descrever discrição = qualidade de quem é discreto emergir = vir à tona imergir = mergulhar emigrar = sair do país imigrar = entrar num país estranho emigrante = que ou quem emigra imigrante = que ou quem imigra eminente = elevado, ilustre iminente = que ameaça acontecer recrear = divertir recriar = criar novamente soar = emitir som, ecoar, repercutir suar = expelir suor pelos poros, transpirar sortir = abastecer surtir = produzir (efeito ou resultado) sortido = abastecido, bem provido, variado surtido = produzido, causado vadear = atravessar (rio) por onde dá pé, passar a vau vadiar = viver na vadiagem, vagabundear, levar vida de vadio Emprego das letras G e J Para representar o fonema /j/ existem duas letras; g e j. Gra- fa-se este ou aquele signo não de modo arbitrário, mas de Língua Portuguesa 33 acordo com a origem da palavra. Exemplos: gesso (do grego gypsos), jeito (do latim jactu) e jipe (do inglês jeep). Escrevem-se com G: - Os substantivos terminados em –agem, -igem, -ugem: gara- gem, massagem, viagem, origem, vertigem, ferrugem, lanu- gem. Exceção: pajem - As palavras terminadas em –ágio, -égio, -ígio, -ógio, -úgio: contágio, estágio, egrégio, prodígio, relógio, refúgio. - Palavras derivadas de outras que se grafam com g: mas- sagista (de massagem), vertiginoso (de vertigem), ferrugino- so (de ferrugem), engessar (de gesso), faringite (de faringe), selvageria (de selvagem), etc. - Os seguintes vocábulos: algema, angico, apogeu, auge, estrangeiro, gengiva, gesto, gibi, gilete, ginete, gíria, giz, hegemonia, herege, megera, monge, rabugento, sugestão, tangerina, tigela. Escrevem-se com J: - Palavras derivadas de outras terminadas em –já: laranja (la- ranjeira), loja (lojista, lojeca), granja (granjeiro, granjense), gorja (gorjeta, gorjeio), lisonja (lisonjear, lisonjeiro), sarja (sar- jeta), cereja (cerejeira). - Todas as formas da conjugação dos verbos terminados em –jar ou –jear: arranjar (arranje), despejar (despejei), gorjear (gorjeia), viajar (viajei, viajem) – (viagem é substantivo). - Vocábulos cognatos ou derivados de outros que têm j: laje (lajedo), nojo (nojento), jeito (jeitoso, enjeitar, projeção, rejeitar, sujeito, trajeto, trejeito). - Palavras de origem ameríndia (principalmente tupi-guarani) ou africana: canjerê, canjica, jenipapo, jequitibá, jerimum, ji- boia, jiló, jirau, pajé, etc. - As seguintes palavras: alfanje, alforje, berinjela, cafajeste, cerejeira, intrujice, jeca, jegue, Jeremias, Jericó, Jerônimo, jérsei, jiu-jítsu, majestade, majestoso, manjedoura, manjeri- cão, ojeriza, pegajento, rijeza, sabujice, sujeira, traje, ultraje, varejista. - Atenção: Moji, palavra de origem indígena, deve ser escrita com J. Por tradição algumas cidades de São Paulo adotam a gra� a com G, como as cidades de Mogi das Cruzes e Mo- gi-Mirim. Representação do fonema /S/ O fonema /s/, conforme o caso, representa-se por: - C e Ç: acetinado, açafrão, almaço, anoitecer, censura, ci- mento, dança, dançar, contorção, exceção, endereço, Iguaçu, maçarico, maçaroca, maço, maciço, miçanga, mu- çulmano, muçurana, paçoca, pança, pinça, Suíça, suíço, vicissitude. - S: ânsia, ansiar, ansioso, ansiedade, cansar, cansado, des- cansar, descanso, diversão, excursão, farsa, ganso, hor- tênsia, pretensão, pretensioso, propensão, remorso, sebo, tenso, utensílio. - SS: acesso, acessório, acessível, assar, asseio, assinar, car- rossel, cassino, concessão, discussão, escassez, escasso, essencial, expressão, fracasso, impressão, massa, massa- gista, missão, necessário, obsessão, opressão, pêssego, procissão, pro� ssão, pro� ssional, ressurreição, sessenta, sossegar, sossego, submissão, sucessivo. - - SC, SÇ: acréscimo, adolescente, ascensão, consciência, consciente, crescer, cresço, descer, desço, desça, discipli- na, discípulo, discernir, fascinar, � orescer, imprescindível, néscio, oscilar, piscina, ressuscitar, seiscentos, suscetível, suscetibilidade, suscitar, víscera. - X: aproximar, auxiliar, auxílio, máximo, próximo, proximida- de, trouxe, trouxer, trouxeram, etc. - XC: exceção, excedente, exceder, excelência, excelente, excelso, excêntrico, excepcional, excesso, excessivo, exce- to, excitar, etc. Homônimos acento = in� exão da voz, sinal grá� co assento = lugar para sentar-se acético = referente ao ácido acético (vinagre) ascético = referente ao ascetismo, místico cesta = utensílio de vime ou outro material sexta = ordinal referente a seis círio = grande vela de cera sírio = natural da Síria cismo = pensão sismo = terremoto empoçar = formar poça empossar = dar posse a incipiente = principiante insipiente = ignorante intercessão = ato de interceder interseção = ponto em que duas linhas se cruzam ruço = pardacento russo = natural da Rússia Emprego de S com valor de Z - Adjetivos com os su� xos –oso, -osa: gostoso, gostosa, gra- cioso, graciosa, teimoso, teimosa, etc. - Adjetivos pátrios com os su� xos –ês, -esa: português, por- tuguesa, inglês, inglesa, milanês, milanesa, etc. - Substantivos e adjetivos terminados em –ês, feminino –esa: burguês, burguesa, burgueses, camponês, camponesa, camponeses, freguês, freguesa, fregueses, etc. - Verbos derivados de palavras cujo radical termina em –s: analisar (de análise), apresar (de presa), atrasar (de atrás), extasiar (de êxtase), extravasar (de vaso), alisar (de liso), etc. - Formas dos verbos pôr e querer e de seus derivados: pus, pusemos, compôs, impuser, quis, quiseram, etc. - Os seguintes nomes próprios de pessoas: Avis, Balta- sar, Brás, Eliseu, Garcês, Heloísa, Inês, Isabel, Isaura, Luís, Luísa, Queirós, Resende, Sousa, Teresa, Teresinha, Tomás, Valdês. - Os seguintes vocábulos e seus cognatos: aliás, anis, arnês, ás, ases, através, avisar, besouro, colisão, convés, cortês, cortesia, defesa, despesa, empresa, esplêndido, es- pontâneo, evasiva, fase, frase, freguesia, fusível, gás, Goiás, groselha, heresia, hesitar, manganês, mês, mesada, obsé- quio, obus, paisagem, país, paraíso, pêsames, pesquisa, presa, presépio, presídio, querosene, raposa, represa, re- quisito, rês, reses, retrós, revés, surpresa, tesoura, tesouro, três, usina, vasilha, vaselina, vigésimo, visita. Emprego da letra Z - Os derivados em –zal, -zeiro, -zinho, -zinha, -zito, -zita: cafe- zal, cafezeiro, cafezinho, avezinha, cãozito, avezita, etc.