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DIREITO PROCESSUAL DO 
TRABALHO
Audiências, Acordo Extrajudicial, 
Resposta, Conciliação
Livro Eletrônico
Presidente: Gabriel Granjeiro
Vice-Presidente: Rodrigo Calado
Diretor Pedagógico: Erico Teixeira
Diretora de Produção Educacional: Vivian Higashi
Gerência de Produção de Conteúdo: Magno Coimbra
Coordenadora Pedagógica: Élica Lopes
Todo o material desta apostila (incluídos textos e imagens) está protegido por direitos autorais 
do Gran Cursos Online. Será proibida toda forma de plágio, cópia, reprodução ou qualquer 
outra forma de uso, não autorizada expressamente, seja ela onerosa ou não, sujeitando-se o 
transgressor às penalidades previstas civil e criminalmente.
CÓDIGO:
230727118946
GUSTAVO DEITOS
Professor de cursos preparatórios para concursos públicos. Analista Judiciário do 
Tribunal Superior do Trabalho (Gabinete de Ministro). 
Outras convocações: Técnico Judiciário do TRT-SC (7° lugar) e Analista Judiciário do 
TRF da 3ª Região. Aprovado em 8° lugar para Analista Judiciário do TRT-MS.
 
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a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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DiREito PRoCEssuAl Do tRAbAlho
Audiências, Acordo Extrajudicial, Resposta, Conciliação
Gustavo Deitos
SUMÁRIO
Apresentação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
Audiências, Acordo Extrajudicial, Resposta, Conciliação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
1. Audiência: Regras Gerais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
2. Audiência: Procedimento, Arquivamento e Revelia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10
2.1. Distinções entre Revelia e Confissão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21
2.2. Atos Processuais Praticados em Audiência . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24
3. Jurisdição Voluntária e Homologação de Acordo Extrajudicial . . . . . . . . . . . . . . 30
3.1. Jurisdição Voluntária no Processo do Trabalho . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31
4. Conciliação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 36
5. Súmulas e OJs do TST sobre o Conteúdo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 41
Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 44
Gabarito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 69
Gabarito Comentado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 70
 
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Audiências, Acordo Extrajudicial, Resposta, Conciliação
Gustavo Deitos
APREsENtAÇÃoAPREsENtAÇÃo
Olá, querido(a) aluno(a) do Gran! Espero encontrá-lo muito bem! Neste curso, apresento-
lhe várias aulas autossuficientes de direito processual do trabalho, com o objetivo de lhe 
disponibilizar, de forma prática e completa, o substrato de conteúdo necessário para ter 
o melhor desempenho possível na prova.
Esta aula, assim como as demais aulas em PDF, foi elaborada de modo que você possa 
tê-la como fonte autossuficiente de estudo, isto é, como um material de estudo completo 
e capaz de possibilitar um aprendizado tão integral quanto outros meios de estudo.
A preferência por aulas em PDF e/ou vídeos pertence a cada aluno, que, individualmente, 
avalia suas facilidades e necessidades, a fim de encontrar seus meios de estudo ideais. 
Dessa forma, o aluno pode optar pelo estudo com aulas em PDF e vídeos, ou somente com 
um ou outro meio.
Aqueles que preferem estudar somente com materiais em PDF terão o privilégio de 
contar com as aulas em PDF autossuficientes do nosso curso, a exemplo desta aula. De 
qualquer forma, nada impede que as aulas em PDF sejam utilizadas como fonte de estudos 
de forma aliada com as aulas em vídeo do Gran. Tudo depende, unicamente, da preferência 
de cada aluno.
Nesta aula, estudaremos especialmente os seguintes tópicos de Direito Processual 
do Trabalho:
• Audiências (conciliação, unas, instrução e julgamento);
• Arquivamento, contumácia, revelia e confissão;
• Conciliação;
• Homologação de acordo extrajudicial;
• Resposta do reclamado.
A aula é acompanhada de exercícios selecionados e reunidos de modo a abranger todos 
os pontos importantes da aula, a fim de que seu conhecimento seja ainda mais solidificado. 
O número de exercícios é determinado de acordo com dois parâmetros: complexidade 
do conteúdo e número de questões de concursos existentes. Por resultado, o número de 
exercícios disponibilizados é determinado de modo que seu conhecimento sobre os temas 
seja efetivamente testado e fixado, mas sem que haja uma repetição obsoleta.
Nosso curso possibilita a avaliação de cada aula em PDF de forma fácil e rápida. Considero 
o resultado das avaliações extremamente importante para a continuidade da produção e 
edição de aulas, como fonte fidedigna e transparente de informações quanto à qualidade 
do material.
 
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Audiências, Acordo Extrajudicial, Resposta, Conciliação
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Peço-lhe que fique à vontade para avaliar as aulas do curso, demonstrando seu grau de 
satisfação relativamente aos materiais. Seu feedback é importantíssimo para nós. Caso 
você tenha ficado com dúvidas sobre pontos deste material, ou tenha constatado algum 
problema, por favor, entre em contato comigo pelo Fórum de Dúvidas antes de realizar 
sua avaliação. Procuro sempre fazer todo o possível para sanar eventuais dúvidas ou corrigir 
quaisquer problemas nas aulas.
Cordialmente, torço para que a presente aula que seja de profunda valia para você e sua 
prova, uma vez que foi elaborada com muita atenção, zelo e consideração ao seu esforço, 
que, para nós, é sagrado.
Caso fique com alguma dúvida após a leitura da aula, por favor, envie-a a mim por 
meio do Fórum de Dúvidas, e eu, pessoalmente, a responderei o mais rápido possível. Será 
um grande prazer verificar sua dúvida com atenção, zelo e profundidade, e com o grande 
respeito que você merece.
Bons estudos!
Seja imparável!
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Audiências, Acordo Extrajudicial, Resposta, Conciliação
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AUDIÊNCIAS, ACORDO EXTRAJUDICIAL, RESPOSTA, AUDIÊNCIAS, ACORDO EXTRAJUDICIAL, RESPOSTA, 
CONCILIAÇÃOCONCILIAÇÃO
1 . AuDiÊNCiA: REGRAs GERAis1JuRisDiÇÃo VoluNtÁRiA No PRoCEsso Do tRAbAlho3 .1 . JuRisDiÇÃo VoluNtÁRiA No PRoCEsso Do tRAbAlho
Quanto à relação jurídica submetida ao juiz pelas partes, a jurisdição pode ser voluntária 
ou contenciosa. Os procedimentos que estudamos ao longo do nosso curso são todos 
inerentes ao procedimento de jurisdição contenciosa, que é a regra geral, e você logo 
verá o porquê.
Afinal de contas, qual é a diferença entre jurisdição voluntária e contenciosa?Afinal de contas, qual é a diferença entre jurisdição voluntária e contenciosa?
Abaixo, apresentarei a conceituação feita por Carlos Henrique Bezerra Leite:
• JURISDIÇÃO CONTENCIOSA: O Estado visa à composição de litígios por meio de um 
processo autêntico, no qual exista uma lide (conflito) a ser resolvida, com a presença 
das partes e aplicação das regras processuais de ônus probatório, revelia e confissão. 
Nessa modalidade jurisdicional, a decisão judicial pode produzir coisa julgada formal 
e material.
• JURISDIÇÃO VOLUNTÁRIA: O Estado participa como mero administrador de interesses 
privados, dando validade a negócios jurídicos por meio de um procedimento judicial. 
Neste caso, não existe lide (conflito) e nem partes (autor e réu), mas apenas interessados 
(requerentes). Nesta modalidade jurisdicional, a decisão judicial pode produzir tão 
somente coisa julgada formal.
 Obs.: Em razão de o procedimento de jurisdição voluntária envolver somente interessados, 
e não autor/réu, em busca da satisfação de interesse comum a eles, o Procedimento 
de Homologação de Acordo Extrajudicial não possui reclamante/reclamado, mas, sim, 
requerentes. Ambos os sujeitos do acordo (trabalhador e empregador), portanto, 
são requerentes, sem distinção.
Ainda, registro que a jurisdição voluntária tem sua natureza jurídica conceituada na 
doutrina de duas formas:
• TEORIA CLÁSSICA OU ADMINISTRATIVISTA: Segundo os filiados a essa teoria, na 
jurisdição voluntária, o juiz não atua exercendo atividade propriamente jurisdicional. 
Ele atua exercendo mera administração de interesses privados.
 Obs.: As bancas CESPE e VUNESP já adotaram este posicionamento.
• TEORIA REVISIONISTA OU JURISDICIONALISTA: De acordo com esta teoria, apesar de 
a jurisdição voluntária ter suas peculiaridades, o juiz atua exercendo, sim, atividade 
jurisdicional no sentido próprio da palavra.
 Obs.: Quando a banca não sinalizar a adoção de teoria diversa, será preferível levar em 
conta esta teoria para a resolução da questão.
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Audiências, Acordo Extrajudicial, Resposta, Conciliação
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Aplicando o CPC de forma subsidiária, a jurisprudência justrabalhista reconheceu o 
cabimento de alguns procedimentos de jurisdição voluntária na Justiça do Trabalho, como 
o de expedição de alvarás (art. 725, inciso VII, CPC).
A seguir, lançarei comentários individualizados a cada dispositivo pertinente ao 
procedimento de homologação de acordo extrajudicial (arts. 855-B a 855-E da CLT, inseridos 
pela Reforma Trabalhista), de modo a tornar seu estudo mais sistematizado.
Art. 855-B. O processo de homologação de acordo extrajudicial terá início por petição conjunta, 
sendo obrigatória a representação das partes por advogado.
§ 1º As partes não poderão ser representadas por advogado comum.
§ 2º Faculta-se ao trabalhador ser assistido pelo advogado do sindicato de sua categoria.
Em outras aulas do curso, você já teve contato com a informação de que a Reforma 
Trabalhista criou uma nova hipótese em que o jus postulandi não será aplicável. Essa hipótese 
é a que estudaremos agora.
As partes, obrigatoriamente, devem ter advogado representando-as nesse procedimento 
especial. Portanto, a lista de exceções ao jus postulandi contida na Súmula 425 do TST deve 
ser estendida, com a inclusão do Procedimento de Homologação de Acordo Extrajudicial.
O procedimento terá início a partir de uma única petição, formulada de forma conjunta 
pelas partes. Como a jurisdição voluntária tem por essência a busca por interesse comum 
às partes, o pedido pode ser formulado conjuntamente.
Embora a petição possa ser conjunta, cada parte deverá ter o seu próprio advogado!
Esta é a regra do § 1º: o interesse é comum, mas o advogado deve ser separado.
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Audiências, Acordo Extrajudicial, Resposta, Conciliação
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Portanto, deverão ser juntadas ao processo as procurações dos advogados de ambas as 
partes. Esse é um pressuposto processual específico desse procedimento. Se quaisquer 
das procurações não for juntada aos autos, a representação processual da respectiva parte 
estará irregular. Nesse caso, o juiz dará à parte prazo razoável para que corrija o problema 
( junte procuração).
Alguns juízes costumam, na prática, permitir que a procuração seja juntada até a data 
da audiência designada para deliberação acerca do acordo extrajudicial.
O trabalhador, por sua vez, poderá, se quiser, solicitar assistência do advogado do sindicato 
dos trabalhadores de sua categoria (§ 2º). Isso é apenas uma faculdade: o trabalhador 
também é livre para escolher o advogado que quiser.
Art. 855-C. O disposto neste Capítulo não prejudica o prazo estabelecido no § 6º do art. 477 
desta Consolidação e não afasta a aplicação da multa prevista no § 8º art. 477 desta Consolidação.
O § 6º do art. 477 da CLT estabelece o prazo máximo para que o empregador pague ao 
empregado as verbas decorrentes da cessação do contrato de trabalho, de acordo com a 
modalidade da cessação (com justa causa, sem justa causa, culpa recíproca, acordo mútuo, 
força maior). Em todos os casos, o prazo máximo será de 10 dias, a contar do término 
do contrato.
Em termos literais, o § 6º do art. 477 dispõe:
A entrega ao empregado de documentos que comprovem a comunicação da extinção contratual 
aos órgãos competentes bem como o pagamento dos valores constantes do instrumento de 
rescisão ou recibo de quitação deverão ser efetuados até dez dias contados a partir do término 
do contrato.
O art. 855-C quer dizer que o fato de as partes protocolarem o acordo extrajudicial 
para homologação não suspende e nem interrompe, de nenhum modo, o prazo de 10 
dias estabelecido no referido artigo.
Portanto, mesmo que um dia após o término do contrato as partes protocolem acordo 
extrajudicial para o juiz homologá-lo, se o empregador deixar de pagar as verbas rescisórias 
ao empregado no prazo de 10 dias a contar do término do contrato, ele ficará sujeito ao 
pagamento da multa do art. 477, § 8º, da CLT (um salário do empregado).
Dessa maneira, o trabalhador poderá, se quiser, reivindicar o pagamento da multa do 
art. 477, § 8º, da CLT (um salário), após a homologação do acordo extrajudicial, desde que 
não tenha dado quitação integral do contrato de trabalho.
Alguns juízes permitem que as partes estipulem quitação ampla e integral do contrato 
de trabalho em acordo extrajudicial, homologando mesmo assim. Outros entendem que o 
acordo extrajudicial só pode pactuar quitação relativa a direitos especificados e determinados 
no acordo.
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Quitação integral do contrato de trabalho é uma cláusula que acoberta todo o contrato 
de trabalho pelo manto da coisa julgada, impedindo a cobrança de qualquer outro direito 
trabalhista eventualmente devido em razão desse contrato. Portanto, se o trabalhador 
não der tal quitação, poderá, no futuro, cobrar o pagamento da multa do art. 477, § 8º, da 
CLT, se o empregador extrapolar o prazo de 10 dias para pagamento das verbas rescisórias 
(saldo de salário, férias, 13º salário, dentre outras).
“Art. 855-D. No prazo de quinze dias a contar da distribuição da petição, o juiz analisará 
o acordo, designará audiência se entender necessário e proferirá sentença.”
O juiz, se quiser, pode designar audiência para deliberar, em conjunto com as partes, 
sobre o acordo extrajudicial apresentado. Isso pode ter serventia para garantir que nenhuma 
das partes esteja tendo sua vontade constrangida/viciada por dolo, coação, lesão, estado 
de perigo, erro. Pode servir, também, para evitar simulações e colusões entre as partes a 
fim de fraudar a lei.
A designação de tal audiência é facultativa. Em tese, o juiz pode homologar o acordo 
mesmo sem audiência.
O prazo para o juiz analisar o acordo, posicionando-se no sentido de homologá-lo ou 
não, é de 15 dias. A decisão do juiz que determina a homologação, ou que rejeita o acordo 
apresentado, tem a espécie de sentença. Não é decisão interlocutória e nem despacho: 
é sentença.
Para ilustrar, apresento um mapa mental:
Art. 855-E. A petição de homologação de acordo extrajudicial suspende o prazo prescricional 
da ação quanto aos direitos nela especificados.
Parágrafo único. O prazo prescricional voltará a fluir no dia útil seguinte ao do trânsito em 
julgado da decisão que negar a homologação do acordo.
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De forma não tão explícita, este artigo impõe um pressuposto processual ao pedido de 
homologação de acordo extrajudicial: o acordo deve especificar os direitos trabalhistas 
que constituem objeto do acordo.
Nesse sentido, não basta indicar um valor e inserir uma cláusula de quitação ampla 
e irrestrita. As partes devem, no mínimo, mencionar quais são os direitos trabalhistas 
“negociados” entre as partes.
O prazo prescricional para postular a reparação de direitos lesados ficará suspenso por 
todo o período em que o acordo extrajudicial estiver pendente de análise pelo juiz. Esse prazo 
voltará a transcorrer após o trânsito em julgado da sentença que negar a homologação.
Nunca se esqueça do que é suspensão do prazo prescricional: é o “congelamento” do prazo; 
ele para de transcorrer e fica parado onde está.
Suspensão do prazo prescricional é muito diferente de interrupção do prazo prescricional. 
A interrupção, por sua vez (que não é o caso do artigo ora em comento), consiste em tornar 
o prazo zerado; fazê-lo voltar ao início, como se nunca tivesse transcorrido.
Se a sentença homologar o acordo, não mais haverá o que se falar em prescrição, pois 
os direitos envolvidos no acordo já estariam satisfeitos pelo valor acordado entre as partes. 
Neste caso, em caso de descumprimento do acordo, caberá à parte contrária executá-lo.
Em 2022, o TST, por meio da Sexta Turma, manifestou o entendimento de que o 
procedimento de homologação de acordo extrajudicial tem por pressuposto processual 
a presença de, ao menos, uma pessoa natural como requerente. Afinal, o procedimento foi 
planejado para atender a empregado e empregador, ou prestador de serviços e tomador de 
serviços. Portanto, não é possível que apenas pessoas jurídicas figurem como interessadas 
no acordo extrajudicial. Confira:
JURISPRUDÊNCIA
(...) PROCEDIMENTO DE HOMOLOGAÇÃO DE ACORDO EXTRAJUDICIAL. ACORDO ENTRE 
PESSOAS JURÍDICAS. IMPOSSIBILIDADE. INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. 
FUNDAMENTO PREQUESTIONADO PELO ACÓRDÃO REGIONAL. A recorrente alega que 
o Regional violou os arts. 421, 422 e 425 do Código Civil, 855-B, 855-C e 855-D da 
CLT, além do art. 5º, XXXVI, da Constituição Federal ao expressar convicção de que 
o juízo de primeira instância acertou ao deixar de homologar o acordo extrajudicial 
noticiado pelas requerentes, porque celebrado entre duas pessoas jurídicas, sem 
envolvimento de verbas trabalhistas entre os valores objetos da pretensa quitação 
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geral, e que carece à pessoa natural legitimidade para dar quitação por obrigação 
havida entre pessoas jurídicas. O art. 855-B, § 2º, da CLT apresenta, patentemente, 
que o procedimento de homologação de acordo extrajudicial, incluído à CLT pela Lei n. 
13.467/2017, destina-se à apreciação judicial de acordos celebrados entre trabalhadores 
e empregadores, ao mencionar o substantivo “trabalhador”. Ademais, o art. 855-C 
da CLT reforça tal interpretação, porque faz menção à multa do art. 477, § 8º, da 
CLT, que tem sua existência condicionada ao inadimplemento de verbas tipicamente 
trabalhistas e não é afastada, ainda que homologado o acordo extrajudicial. A celebração 
de acordos extrajudiciais entre duas pessoas jurídicas é contrária à própria natureza 
do procedimento, porque não é juridicamente possível a figura do trabalhador sob a 
forma de pessoa jurídica. Ainda que a relação jurídica originária não fosse de emprego, 
necessariamente deveria haver pessoa natural em ao menos um dos polos do negócio 
jurídico, naquele em que há obrigação intuitu persoriae ou, do contrário, não há lide 
afeta à competência da Justiça do Trabalho. Por conseguinte, a tese explicitada pelo 
Regional, e devidamente prequestionada, sustenta ainda mais do que a ausência de 
legitimidade de pessoa natural para conceder quitação por obrigações havidas entre 
pessoas jurídicas: autoriza a compreensão de que a relação jurídica mantida entre as 
requerentes não se enquadra dentre aquelas situadas no âmbito da competência da 
Justiça do Trabalho (art. 114 da Constituição Federal). Agravo de instrumento não 
provido. Processo extinto sem resolução do mérito, por falta de pressupostos processuais 
(AIRR-1001349-68.2018.5.02.0047, 6ª Turma, Relator Ministro Augusto Cesar Leite de 
Carvalho, DEJT 13/05/2022).
4 . CoNCiliAÇÃo4 . CoNCiliAÇÃo
O sentimento patente dos juízes e servidores do Poder Judiciário é de que existem muitos 
processos longos e intermináveis que poderiam ser resolvidos por meio de consenso entre as 
partes. Todavia, nem sempre este consenso é proporcionado a elas, seja pelo desejo dos 
próprios advogados de construir o litígio judicial, seja pela própria limitação de formação e 
conhecimento das partes.
É diante deste sentimento que o Poder Judiciário passou a incentivar e promover a 
conciliação e a mediação, contando com grande ajuda do Poder Legislativo, que deu à 
autocomposição um status de princípio no Novo Código de Processo Civil. Veja o que diz o 
art. 3º, § 2º, do CPC: “O Estado promoverá, sempre que possível, a solução consensual dos 
conflitos”.
 Obs.: Autocomposição engloba tanto a conciliação quanto a mediação. Trata-se de quando 
as próprias partes resolvem sua situaçãojurídica. É o contrário de heterocomposição, 
quando um terceiro (normalmente juiz ou árbitro) aplica solução ao caso das partes.
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A conciliação e a mediação, como todo instituto jurídico, podem não ser tão salutares 
à sociedade se forem mal executadas. Acompanhe o raciocínio:
Toda conciliação/mediação é imbuída de negociação entre as partes, mesmo que um 
terceiro as acompanhe. Existem dois modelos principais de negociação: o modelo competitivo 
e o modelo cooperativo.
MODELO COMPETITIVO: Cada uma das partes pretende levar consigo o maior pedaço 
do bolo. Quanto mais ela conseguir extrair da parte contrária, melhor. Costuma-se chamar 
este modelo, também, de “perde-ganha”.
MODELO COOPERATIVO: Ambas as partes procuram observar quais são as dificuldades 
encontradas pela parte contrária para enfrentar o conflito, pensando em uma maneira 
de fazer com que o ônus da parte contrária seja atendido de forma que não a prejudique 
severamente, mas também de forma que satisfaça razoavelmente seu próprio interesse, 
mesmo que de forma não integral. Pelo fato de ambas as partes adotarem comportamento de 
empatia, este modelo é também chamado de “ganha-ganha”, porque, de certa forma, todas 
as partes saem ganhando alguma coisa: uma tem seu direito satisfeito em patamar razoável, 
e a outra obteve uma maneira sustentável de cumprir sua obrigação para com a outra.
Se for permitido que as partes, em ato de conciliação/mediação, negociem de forma 
competitiva, a solução decorrente deste ato pode não ser a mais adequada e justa. Deve 
o conciliador/mediador posicionar-se de modo a atrair o comportamento das partes 
para uma direção mais cooperativa. Provavelmente, pode ser melhor que a conciliação/
mediação seja infrutífera do que se obter uma solução improvisada que faça alguma das 
partes sentir-se prejudicada.
O que nunca se pode esquecer é que a solução consensual dos conflitos é, em essência, 
uma maneira de proporcionar ao cidadão uma resolução mais justa e efetiva do seu litígio, 
e não um meio caminho para redução de processos. A diminuição do tempo de tramitação 
dos processos deve ser sempre interpretada como uma consequência da efetividade da 
solução consensual dos conflitos, que é benéfica para o jurisdicionado, no qual se deposita 
o foco da política pública de tratamento adequado dos conflitos de interesses.
Passados esses aspectos teóricos, vamos aos aspectos técnicos.
Como estudamos, a audiência do rito ordinário, legalmente, abarca duas tentativas 
mínimas de conciliação: uma no início e outra após as razões finais. Já no rito sumaríssimo, 
a obrigatoriedade é de apenas uma tentativa.
Na prática, os juízes tentam a conciliação sempre que observarem clima para tanto, sem 
observar a estrita ordem legal. Nesse caso, não se reconhece nulidade, porque a proposta 
de acordo em momento diverso não acarreta manifesto prejuízo às partes (art. 794 da CLT: 
Princípio da Transcendência).
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A doutrina e a jurisprudência são divergentes acerca do número mínimo de tentativas de 
conciliação por parte do juiz na audiência trabalhista. É quase unânime que toda audiência 
trabalhista deve comportar proposta de acordo, isto é, pelo menos uma. No entanto, a CLT, 
em suas disposições literais, considera que são obrigatórias duas tentativas. Portanto, 
fique atento ao comando da questão no momento de respondê-la: se “nos termos da CLT”, 
ou se “à luz da doutrina e da jurisprudência trabalhista”.
Uma considerável parte da doutrina e da jurisprudência entende que é obrigatória a 
formulação de proposta de conciliação, no mínimo, duas vezes. Como vimos, a lei obriga que 
uma proposta ocorra na abertura, antes da defesa, e outra ocorra após as razões finais, o 
que totaliza duas propostas.
Discute-se: se houver apenas uma proposta, o processo será nulo da audiência em Discute-se: se houver apenas uma proposta, o processo será nulo da audiência em 
diante? Ou uma só proposta, na abertura ou no final, seria suficiente?diante? Ou uma só proposta, na abertura ou no final, seria suficiente?
Não há uma tendência que se possa apontar como majoritária. A discussão é equilibrada.
Cuidado para não confundir duas informações ora repassadas:
1) Pode haver nulidade se o juiz, no rito ordinário, propuser a conciliação somente uma vez.
2) Não haverá nulidade se o juiz, em qualquer rito, propuser a conciliação em momentos 
diferentes da audiência, que não no início ou após as razões finais.
Sempre que o juiz se deparar com a possibilidade de homologar um acordo oferecido 
pelas partes, ele não terá a obrigação de homologá-lo. A homologação de acordo é mera 
faculdade do juiz, que, se entender que o acordo é injusto e/ou fora obtido mediante coação 
ou fraude, poderá deixar de homologá-lo.
O TST fixou esta regra por meio da Súmula n. 418:
JURISPRUDÊNCIA
Súmula 418 do TST:
A homologação de acordo constitui faculdade do juiz, inexistindo direito líquido e 
certo tutelável pela via do mandado de segurança.
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Portanto, se as partes ficarem insatisfeitas com a atitude do juiz de não homologar o 
acordo, elas não poderão impetrar mandado de segurança para buscar a homologação, 
já que a homologação de acordo não é direito líquido e certo de quaisquer das partes. 
Deverão as partes estudar outro meio para impugnação da decisão, se houver, a depender 
do contexto.
Depois que o acordo for homologado, a reclamação trabalhista transitará em julgado 
quando as partes tiverem ciência da homologação.
Se a homologação ocorrer em audiência, com ambas as partes presentes o trânsito 
em julgado do processo será o dia da audiência. Todavia, se o acordo for homologado pelo 
juiz em gabinete, o trânsito em julgado será o dia em que as partes tiveram ciência da 
homologação (intimadas as partes).
Como o acordo faz transitar em julgado a reclamação trabalhista, não caberá nenhum 
recurso, no mesmo processo, contra a decisão homologatória. O único meio de impugnação 
possível será a ação rescisória, desde que demonstrados seus demais requisitos legais.
Esta é a regra da Súmula 259 do TST:
JURISPRUDÊNCIA
Súmula 259 do TST:
Só por ação rescisória é impugnável o termo de conciliação previsto no parágrafo 
único do art. 831 da CLT.
Professor, se a parte resolver impugnar a decisão judicial que homologou acordo ex-Professor, se a parte resolver impugnar a decisão judicial que homologou acordo ex-
trajudicial ( jurisdição voluntária), qual será o meio cabível?trajudicial ( jurisdição voluntária), qual será o meio cabível?
Nesse caso, ainda não há pacificação na doutrina e na jurisprudência. Bezerra Leite 
entende que só seria cabível ação rescisória, por analogia à conciliação realizada em sede 
de jurisdição contenciosa.Apesar desse entendimento, há argumentos na doutrina que 
podem legitimar o cabimento de recursos comuns, como o recurso ordinário, no mesmo 
processo, contra tal decisão.
Se o juiz negar-se a homologar o acordo, ou se o homologar em condições distintas das 
pactuadas entre as partes, o recurso cabível será o recurso ordinário para o TRT, e, contra 
o acórdão do TRT, caberá recurso de revista ao TST.
Geralmente, os acordos celebrados nas reclamações trabalhistas ( jurisdição contenciosa) 
contemplam a cláusula de quitação geral do contrato. Essa cláusula consiste em tornar 
indiscutível qualquer verba ou direito trabalhista decorrente do contrato de trabalho 
mantido entre as partes.
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Logo, se o juiz homologar acordo com essa cláusula, o empregado não poderá mais ajuizar 
reclamação trabalhista contra o mesmo empregador para discutir o mesmo contrato de 
trabalho, pois isso representaria violação à coisa julgada. Nesse caso, o extinto contrato 
de trabalho só poderá voltar a ser discutido se uma ação rescisória desconstituir a decisão 
homologatória do acordo. Essa regra é expressa na OJ 132 da SDI-II do TST:
JURISPRUDÊNCIA
OJ 132, SDI-II, TST
Acordo celebrado - homologado judicialmente - em que o empregado dá plena e ampla 
quitação, sem qualquer ressalva, alcança não só o objeto da inicial, como também 
todas as demais parcelas referentes ao extinto contrato de trabalho, violando a coisa 
julgada a propositura de nova reclamação trabalhista.
Referindo-se aos acordos que são celebrados antes do ajuizamento de reclamação 
trabalhista, a SDI-II do TST editou a OJ 154 para esclarecer as hipóteses em que a ação 
rescisória poderá ser ajuizada para desconstituir a decisão homologatória do acordo:
JURISPRUDÊNCIA
OJ 154, SDI-II, TST:
A sentença homologatória de acordo prévio ao ajuizamento de reclamação trabalhista, 
no qual foi conferida quitação geral do extinto contrato, sujeita-se ao corte rescisório 
tão somente se verificada a existência de fraude ou vício de consentimento.
Diante da amplitude do rol de hipóteses para ajuizamento de ação rescisória (art. 966 
do CPC), esta OJ tem duvidosa aplicabilidade. Entretanto, é nosso dever mostrar a você 
toda a matéria de possível cobrança em prova. Portanto, se uma alternativa questionar 
diretamente quais são as hipóteses de ajuizamento de ação rescisória contra decisão 
homologatória de acordo celebrado antes da ação, são estas duas hipóteses: fraude e vício 
de consentimento.
As disposições da CLT a respeito do acordo estão no art. 764, que enuncia:
Art. 764 - Os dissídios individuais ou coletivos submetidos à apreciação da Justiça do Trabalho 
serão sempre sujeitos à conciliação.
§ 1º - Para os efeitos deste artigo, os juízes e Tribunais do Trabalho empregarão sempre os seus 
bons ofícios e persuasão no sentido de uma solução conciliatória dos conflitos.
§ 2º - Não havendo acordo, o juízo conciliatório converter-se-á obrigatoriamente em arbitral, 
proferindo decisão na forma prescrita neste Título.
§ 3º - É lícito às partes celebrar acordo que ponha termo ao processo, ainda mesmo depois de 
encerrado o juízo conciliatório.
Deste artigo, extraem-se regras e preceitos importantes sobre a conciliação na Justiça 
do Trabalho.
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A conciliação pode ocorrer em qualquer momento, inclusive após o trânsito em julgado 
da sentença e início da execução. Sim! É possível que, já na fase de execução, as partes 
celebrem acordo a ser homologado pelo juiz. Afinal, na fase de execução, já se encontra 
“encerrado o juízo conciliatório”, como dispõe o § 3º.
O “juízo conciliatório” é interpretado como o momento processual em que, legalmente, 
deve haver a tentativa de conciliação, com participação do juiz, formando-se uma relação 
autocompositiva tridimensional (reclamante, juiz e reclamado).
Pela mesma regra (§ 3º), é possível que as partes celebrem acordo na fase recursal, onde 
o juízo conciliatório também já terá se encerrado. É perfeitamente possível que o relator 
do recurso, no TRT ou no TST, homologue acordo celebrado pelas partes, que normalmente 
é realizado no âmbito privado e noticiado ao tribunal mediante petição escrita.
Um acordo em fase de execução pode ser interessante para as duas partes, pois, às 
vezes, se a sentença for executada com seu valor integral, a fase de execução nunca termina, 
pois dessa forma fica em torno de infinitas penhoras e bloqueios. Para que a execução seja 
concluída de forma breve, as partes podem celebrar acordo em valor que o executado possa 
pagar em menos tempo e em dinheiro.
Ademais, se não houver acordo, o juiz tornar-se-á árbitro daquela relação jurídica, 
proferindo decisão da forma clássica: com análise dos ônus probatórios, provas, alegações etc.
5 . sÚMulAs E oJs Do tst sobRE o CoNtEÚDo5 . sÚMulAs E oJs Do tst sobRE o CoNtEÚDo
A respeito da revelia e das respostas do reclamado, o TST dispõe de algumas Súmulas e 
OJs, que apresentarei e comentarei a seguir. Neste título da aula, apresentarei as Súmulas 
e OJs ainda não abordadas nesta aula.
JURISPRUDÊNCIA
Súmula 48 do TST:
A compensação só poderá ser arguida com a contestação.
A compensação é um instituto do direito civil aplicável ao direito do trabalho, que 
consiste em forma indireta de pagamento por uma dívida, em razão de as partes serem, 
ao mesmo tempo, credoras e devedoras uma da outra. É o que diz o art. 368 do Código 
Civil: “Se duas pessoas forem ao mesmo tempo credor e devedor uma da outra, as duas 
obrigações extinguem-se, até onde se compensarem.”.
O exemplo mais corriqueiro na seara trabalhista verifica-se quando o empregado provocou 
danos ao patrimônio do empregador, por culpa, e o empregador pretende descontar o 
valor do dano das verbas rescisórias que deve. Nesse caso, o empregador deve alegar a 
compensação na sua defesa (contestação), sob pena de preclusão.
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O art. 767 da CLT dá o mesmo tratamento à retenção. Retenção é o ato do credor 
(trabalhador) de manter sob sua posse um bem do devedor (empresa). Exemplos clássicos 
são de retenção de ferramentas de trabalho até o pagamento das verbas trabalhistas.
JURISPRUDÊNCIA
Súmula 18 do TST:
A compensação, na Justiça do Trabalho, está restrita a dívidas de natureza trabalhista.
Não é possível, por exemplo, as partes convencionarem que será deduzido do valor das 
verbas rescisórias trabalhistas o valor de despesas com contratos de locação, mútuo ou 
de prestação de serviços, que sejam alheios à relação de trabalho.
A compensação pode ocorrer, por exemplo, entre danos provocados pelo empregado, 
durante o trabalho, ao empregador e verbas rescisórias, como dito no comentário à Súmula 
48. Basta que, em qualquer caso, as dívidas a se compensarem sejam de natureza trabalhista,isto é, derivadas da relação de trabalho.
JURISPRUDÊNCIA
OJ 245 da SDI-I do TST:
Inexiste previsão legal tolerando atraso no horário de comparecimento da parte na 
audiência.
Já vimos em aula que o juiz tem o prazo legal de 15 minutos para chegar à audiência, 
após a hora marcada.
Contudo, esse prazo não se aplica às partes. Portanto, qualquer que seja o atraso, a 
parte ausente estará sujeita ao efeito legal aplicável: arquivamento, se for o reclamante; 
revelia, se for o reclamado; confissão ficta, se for a audiência de instrução, para qualquer 
das partes.
JURISPRUDÊNCIA
OJ 152 da SDI-I do TST:
Pessoa jurídica de direito público sujeita-se à revelia prevista no artigo 844 da CLT.
Pessoas jurídicas de direito público (União, Estados, DF, Municípios, autarquias, fundações 
públicas, associações públicas) são partes como quaisquer outras pessoas. Logo, se alguma 
dessas pessoas for ausente na audiência enquanto reclamadas, a revelia será tranquilamente 
aplicável, como se qualquer sujeito fosse o reclamado.
De qualquer forma, devem ser observadas as hipóteses de inocorrência dos efeitos da 
revelia (confissão), previstas no art. 844, §§ 4º e 5º, da CLT.
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JURISPRUDÊNCIA
Súmula 9 do TST:
A ausência do reclamante, quando adiada a instrução após contestada a ação em 
audiência, não importa arquivamento do processo.
Essa súmula tem mais lógica quando se trata de audiência una. Os precedentes que 
levaram à sua edição são da década de 1960, quando o rito ordinário era marcado por uma 
só audiência, ainda. A súmula foi mantida em deliberação ocorrida em 2003 em razão de 
continuar aplicável diante de audiências unas do procedimento sumaríssimo.
A súmula quer dizer o seguinte: se o reclamado apresentar sua contestação em audiência 
e a instrução não ocorrer em razão de adiamento da audiência por qualquer motivo (força 
maior, motivo relevante observado pelo juiz etc.), o reclamante, caso falte na próxima data 
designada para continuidade da audiência, não provocará a extinção do processo.
Hoje em dia, pelo fato de o rito ordinário ser marcado por três audiências, a consequência 
da falta do reclamante à audiência de instrução será outra: confissão ficta. O processo não 
será arquivado (extinto), mas, sim, prosseguirá com a confissão da parte ausente.
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EXERCÍCIOSEXERCÍCIOS
001. 001. (FCC/TRT-9ª REGIÃO (PR)/ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA JUDICIÁRIA/2022) Considere:
I – Maria, que responde à reclamação trabalhista movida por Celina, chegou 5 minutos 
atrasada à audiência, apregoada no horário e sendo a primeira da pauta. O juiz do trabalho 
não decretou sua revelia e confissão quanto à matéria de fato, uma vez que existe previsão 
legal de tolerância no atraso das partes e do juiz ou presidente quando for a primeira 
audiência do dia.
II – Na mesma Vara do Trabalho, na audiência seguinte, compareceu somente o advogado do 
reclamante, não apresentando nenhuma justificativa para a ausência de seu cliente. O juiz 
do trabalho determinou o arquivamento do feito e a condenação do autor no pagamento 
de custas processuais, ainda que concedendo os benefícios da justiça gratuita, podendo o 
autor no prazo de 15 dias ficar isento de seu pagamento se comprovar justificadamente 
o motivo de sua ausência.
III – Na terceira audiência da pauta, compareceu somente o advogado da empresa reclamada 
Frigorífico BR Ltda., já tendo juntado aos autos a contestação e documentos. O juiz do 
trabalho os aceitou e declarou que serão analisados quando da prolação da sentença.
IV – Já na quarta audiência, todas as partes compareceram acompanhadas de seus advogados. 
A reclamada, o Condomínio Edifício Residencial Sabiá, estava representada pelo preposto 
que presta serviços na Administradora do Condomínio, ou seja, não é empregado da ré, 
mas pode representá-lo uma vez que tem conhecimento dos fatos narrados nos autos. O 
juiz do trabalho aceitou o preposto presente como representante da reclamada.
De acordo com a legislação vigente e a jurisprudência pacificada do TST, as decisões tomadas 
pelo juiz estão corretas APENAS em
a) I e II.
b) I, II e III.
c) I, III e IV.
d) II, III e IV.
e) III e IV.
002. 002. (FCC/TRT-14ª REGIÃO (RO E AC)/ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA JUDICIÁRIA/2022) Na 
audiência inicial, compareceu o reclamante Marcelo e o Preposto da Metalúrgica Setembro 
S/A, onde o autor trabalhava, ambos acompanhados por seus respectivos advogados. Não 
houve conciliação entre as partes, tendo o Juiz do Trabalho recebido a defesa e dado vista 
ao reclamante para manifestação. Designada audiência de instrução, saindo cientes as 
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partes que seriam tomados seus depoimentos pessoais e a oitiva de suas testemunhas, 
Marcelo, injustificadamente, não compareceu, tendo sido aplicada pelo Juiz a pena de 
confissão quanto à matéria de fato. O advogado de Marcelo, presente, consignou seus 
“protestos” no tocante à aplicação da confissão quanto à matéria de fato. Nos termos da 
CLT e jurisprudência pacificada do TST, o
a) Juiz agiu corretamente, pois nesse caso não é cabível a determinação do arquivamento 
da reclamação.
b) Juiz deveria ter determinado o arquivamento da reclamação, possibilitando a Marcelo 
o ajuizamento de nova ação.
c) Juiz não poderia ter aplicado a pena de confissão quanto à matéria de fato a Marcelo, 
uma vez que tal cominação se refere somente ao réu, quando revel.
d) advogado de Marcelo deveria ingressar com Agravo de Instrumento contra a decisão do 
Juiz e não apenas consignar seus “protestos”.
e) advogado de Marcelo deveria impetrar Mandado de Segurança contra o ato do Juiz, por 
ser autoridade coatora.
003. 003. (FUMARC/TRT-3ª REGIÃO (MG)/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA/2022) Sobre 
as audiências no processo do trabalho, é INCORRETO afirmar:
a) A audiência de julgamento será contínua, mas, se não for possível, por motivo de força 
maior, concluí-la no mesmo dia, o juiz ou presidente marcará a sua continuação para a 
primeira desimpedida, independentemente de nova notificação.
b) A parte poderá apresentar defesa escrita pelo sistema de processo judicial eletrônico 
até a audiência.
c) Ausente o reclamado, presente o advogado na audiência, não serão aceitos a contestação 
e os documentos eventualmente apresentados, devendo o juiz determinar a exclusão dos 
autos do processo.
d) Ocorrendo motivo relevante, poderá o juiz suspender o julgamento, designando nova 
audiência.
e) Terminada a instrução, poderão as partes aduzir razões finais, em prazo não excedente 
de 10 (dez) minutos para cada uma. Em seguida, o juiz renovará a proposta de conciliação, 
e, não se realizando esta, será proferida a decisão.
004. 004. (FGV/SENADO FEDERAL/CONSULTOR LEGISLATIVO -DIREITO DO TRABALHO E DIREITO 
PREVIDENCIÁRIO/2022) Constantino ajuizou reclamação contra o seu ex-empregador 
requerendo o pagamento de horas extras e diferença salarial em razão de desvio funcional. 
A empresa foi citada, apresentou defesa com documentos e, no dia da audiência designada, 
se fez representar por Benício, um empregado terceirizado da área de vigilância que começou 
a trabalhar nas instalações do réu após a saída de Constantino. O autor se insurgiu contra 
esta situação, requerendo a aplicação da revelia ou, no mínimo, da confissão.
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Gustavo Deitos
Considerando os fatos descritos e a previsão contida na CLT, assinale a afirmativa correta.
a) Na Justiça do Trabalho o preposto precisa ser empregado da empresa, daí porque irregular 
a situação.
b) Nenhuma irregularidade há no fato de o preposto ser empregado de uma terceirizada, 
devendo a audiência prosseguir normalmente.
c) A CLT é omissa a respeito, cabendo ao juiz decidir, mas se entender pela irregularidade 
deverá conceder prazo para sanar o vício.
d) O preposto poderá ser um terceirizado, desde que tenha vivenciado os fatos sobre os 
quais irá depor.
e) Desnecessário que o preposto seja empregado, mas precisa ser contemporâneo ao 
reclamante na empresa para que as suas declarações sejam aceitas.
005. 005. (FGV/TRT-13ª REGIÃO (PB)/ANALISTA JUDICIÁRIO - OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR 
FEDERAL/2022) Cláudio e o seu ex-empregador chegaram a bom termo num acordo 
extrajudicial para romper o contrato de trabalho de Cláudio e indenizá-lo em R$ 18.000,00 
pelos anos de serviços prestados na empresa. Então, com cada parte assistida por seu próprio 
advogado, elaboraram uma minuta conjunta para homologação do acordo extrajudicial, 
que foi distribuída para a 10ª Vara do Trabalho, de Sousa/PB. O juiz designou audiência 
e, após interrogar o trabalhador, indeferiu a homologação desejada pelas partes porque 
concluiu que Cláudio seria prejudicado com o acordo, pois o valor foi reputado baixo pelo 
magistrado. Assim, o juiz extinguiu o processo na própria audiência.
Diante desta situação, assinale a afirmativa correta.
a) Nada pode ser feito porque o juiz não tem obrigação de homologar o acordo pretendido 
pelas partes.
b) As partes, em consenso, podem interpor recurso de agravo de petição para que o acordo 
seja homologado.
c) Desta decisão judicial, que tem a natureza jurídica de sentença, caberá recurso ordinário 
para o TRT da 13ª Região.
d) Qualquer das partes pode impetrar mandado de segurança para assegurar o direito 
líquido e certo de ter o acordo homologado judicialmente.
e) Se as partes apresentam um acordo que não é homologado, a ação será automaticamente 
convolada em reclamação trabalhista e prosseguir na forma da CLT.
006. 006. (FGV/TRT-13ª REGIÃO(PB)/ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA JUDICIÁRIA/2022) Eduarda 
ajuizou reclamação trabalhista contra o seu empregador, que foi distribuída para a 5ª Vara 
do Trabalho de Itaporanga/PB. A juíza titular designou audiência telepresencial. No dia e 
hora marcados, Eduarda compareceu com seu advogado, a empresa restou ausente, mas o 
advogado da reclamada estava presente, informando que no dia anterior havia protocolizado 
pelo Processo Judicial Eletrônico (PJe) sua defesa com documentos. O advogado de Eduarda 
requereu a aplicação da revelia e confissão, bem como a exclusão imediata da defesa e 
documentos apresentados.
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Considerando a situação e os termos da CLT, assinale a afirmativa correta.
a) Deverão ser aceitos a contestação e os documentos apresentados.
b) Por se tratar de audiência telepresencial, não poderá haver qualquer punição.
c) Defesa e documentos juntados deverão obrigatoriamente ser excluídos.
d) O juiz deverá analisar o caso concreto e decidir se a defesa e documentos devem ou não 
permanecer nos autos.
e) Os documentos poderão permanecer nos autos, mas a defesa deve ser excluída.
007. 007. (CEBRASPE/TRT - 8ª REGIÃO (PA E AP)/TÉCNICO JUDICIÁRIO - ÁREA ADMINISTRATIVA/2022) 
Francisco ajuizou reclamação trabalhista em desfavor de seu empregador. No dia e hora 
agendados para a audiência una de conciliação, instrução e julgamento, compareceram 
Francisco, seu advogado e o advogado do empregador. Todavia, o empregador não compareceu 
e nem justificou sua ausência.
Com base nessa situação hipotética e em relação às audiências de conciliação, instrução e 
julgamento, assinale a opção correta.
a) Em decorrência da ausência do reclamado, o processo deverá ser arquivado e posteriormente 
extinto sem resolução de mérito.
b) O reclamado será considerado como revel e seu advogado não poderá apresentar 
contestação.
c) Ainda que o reclamado não compareça em audiência, permite-se que o seu advogado 
apresente contestação.
d) Os efeitos da revelia deverão ser aplicados, ainda que o objeto da ação trate-se de direito 
indisponível.
e) O não comparecimento do reclamado importa revelia, além de confissão quanto à matéria 
de direito.
008. 008. (CEBRASPE/PGE-ES/PROCURADOR DO ESTADO/2023) No rito ordinário de uma ação 
trabalhista normal, cada uma das partes
a) só poderá indicar duas testemunhas, que comparecerão à audiência de instrução e 
julgamento independentemente de intimação.
b) não poderá indicar mais de três testemunhas, que comparecerão à audiência de instrução 
e julgamento independentemente de intimação.
c) poderá indicar até cinco testemunhas, que comparecerão à audiência de instrução e 
julgamento após a devida intimação.
d) poderá indicar até dez testemunhas, que comparecerão à audiência de instrução e 
julgamento após a devida intimação.
e) não poderá indicar mais de seis testemunhas, que comparecerão à audiência de instrução 
e julgamento após a devida intimação.
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009. 009. (FCC/TRT - 22ª REGIÃO(PI)/ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA JUDICIÁRIA/2022) O Sr. 
Firmino está indo para a audiência da reclamação trabalhista movida por sua ex-empregada 
doméstica, Solange. Seu advogado avisou que já foram protocolados a contestação, a 
procuração ad judicia e os documentos, eletronicamente. Apregoadas as partes, o advogado 
do Sr. Firmino não chegou a tempo e ele ingressou sozinho na sala de audiências, com a 
reclamante e sua advogada. Nessa oportunidade, ante a intenção das partes em não se 
conciliarem, o juiz informa ao reclamado que a contestação não foi juntada, somente a 
procuração de seu advogado. Nessa situação hipotética, nos termos da CLT,
a) o juiz concederá prazo para juntada da contestação e documentos em 24 horas, uma vez 
que não há revelia tendo o reclamado comparecido à audiência.
b) deverá o juiz redesignar nova data para audiência, tendo em vista que já foi juntada a 
procuração do advogado do reclamado, mas este não compareceu.
c) poderá o reclamado fazer sua defesaoralmente, em 20 minutos.
d) o juiz decretará a revelia e confissão quanto à matéria de fato ao reclamado, pois não 
foi juntada a contestação.
e) o juiz suspenderá a audiência, iniciando a próxima da pauta, para que dê tempo do 
advogado do reclamado chegar e elaborar a defesa oral, já que protocolada a procuração 
ad-judicia, somente seu patrono poderá fazê-lo.
010. 010. (FCC/TRT-22ª REGIÃO(PI)/TÉCNICO JUDICIÁRIO - ÁREA ADMINISTRATIVA/2022) Lucília 
recebeu, no dia 04 de abril de 2022, segunda-feira, uma notificação para comparecer 
em uma audiência trabalhista designada para o dia 13 de abril de 2022, na qual deveria 
apresentar sua defesa escrita em relação aos fatos alegados por Jucélia, que foi sua 
empregada doméstica. No dia 11 de abril de 2022, Lucília encaminhou a notificação para 
seu advogado, para que o mesmo tomasse as providências cabíveis. Considerando tal fato, 
com base na previsão da CLT, Lucília
a) não precisa comparecer à audiência porque nomeou advogado para representá-la e 
apresentar sua defesa.
b) deverá comparecer à audiência e requerer prazo para apresentação da defesa, tendo em 
vista que seu advogado não teve tempo hábil para a elaboração da mesma.
c) não precisa comparecer à audiência, porque a notificação foi recebida com menos de 15 
dias da data designada para a audiência.
d) deverá comparecer à audiência e apresentar defesa, tendo em vista que para os processos 
envolvendo questões de empregado doméstico o prazo de antecedência para a notificação 
é de 48 horas.
e) deverá comparecer à audiência e apresentar defesa, tendo em vista que a notificação 
foi recebida com antecedência maior do que 5 dias da data designada para a audiência.
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DiREito PRoCEssuAl Do tRAbAlho
Audiências, Acordo Extrajudicial, Resposta, Conciliação
Gustavo Deitos
011. 011. (CEBRASPE/FUNPRESP-EXE/ANALISTA DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR - ÁREA 
JURÍDICA/2022) Acerca dos procedimentos nos dissídios individuais, julgue o item a seguir.
Ainda que o advogado esteja presente na audiência, a ausência do reclamado impossibilitará 
a entrega da contestação e de documentos a ela acostados.
012. 012. (CEBRASPE/PGE-CE/PROCURADOR DO ESTADO/2021) De acordo com a CLT, as propostas 
de conciliação no processo trabalhista ocorridas após a abertura da audiência de instrução 
e julgamento e depois de apresentadas as razões finais pelas partes são
a) facultativas nos dois casos.
b) obrigatória e facultativa, respectivamente.
c) facultativa e obrigatória, respectivamente.
d) obrigatórias nos dois casos.
013. 013. (UNESC/PGM/CRICIÚMA-SC/PROCURADOR DO MUNICÍPIO/2021) Audiência é o ato 
processual formal e solene, no qual o juiz analisa a petição inicial do autor, tenta a conciliação, 
recebe a resposta do réu, ouve as partes e as suas testemunhas, analisa documentos e 
profere a sentença. É nela que concentra a quase totalidade dos atos processuais. São 
públicas, podendo o juiz, se o interesse público o exigir, limitar a presença de pessoas, inclusive 
em determinados atos, às próprias partes e aos seus advogados. Para dar andamento ao 
processo, é imprescindível a presença das partes na audiência. Em relação a audiência, 
assinale a alternativa que não condiz com sua realização ou suas consequências:
a) O juiz ou presidente tem tolerância de atraso de 15 minutos na primeira audiência pautada; 
ultrapassado esse tempo, os presentes poderão retirar-se, devendo o ocorrido constar do 
livro de registro das audiências para que as partes não sofram prejuízos dessa ausência.
b) As partes e seus representantes, inclusive os advogados, não têm qualquer tolerância 
quanto a atrasos.
c) Na audiência inaugural (conciliatória/inicial), se o réu não se fizer presente (pessoalmente 
ou por meio de representante), mesmo que esteja presente o seu advogado, o juiz não 
aceitará sua defesa e decreta revelia, além de confissão quanto à matéria de fato.
d) O não-comparecimento do reclamante à audiência, mesmo que esteja presente o seu 
advogado, importa o arquivamento da reclamação e, este será condenado ao pagamento 
das custas, ainda que beneficiário da justiça gratuita, salvo se comprovar, no prazo de 
quinze dias, que a ausência ocorreu por motivo legalmente justificável.
e) Audiência é contínua, una, porém o juiz tem a faculdade de fracionar ou não a audiência 
e, o costume processual acabou fracionando a audiência no procedimento ordinário em 
até três: “audiência de conciliação”, “audiência de instrução” e “audiência de julgamento”.
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DiREito PRoCEssuAl Do tRAbAlho
Audiências, Acordo Extrajudicial, Resposta, Conciliação
Gustavo Deitos
014. 014. (QUADRIX/CREFITO-4º REGIÃO (MG)/ANALISTA DE PESSOAL/2021) De acordo com a 
legislação trabalhista, julgue o item.
Em caso de audiência trabalhista, o não comparecimento do reclamante importará no 
arquivamento da reclamação.
015. 015. (VUNESP/CÂMARA MUNICIPAL DE PINDORAMA-SP/PROCURADOR JURÍDICO/2020) No 
processo do trabalho, a compensação e a retenção
a) só poderão ser alegadas como matéria de defesa.
b) precisam ser alegadas por meio de exceção, sempre antes da audiência.
c) podem ser alegadas, pela primeira vez, em razões finais.
d) devem ser conhecidas ex officio pelo juiz do trabalho.
e) podem ser alegadas a qualquer momento, em qualquer grau de jurisdição.
016. 016. (FCC/PREFEITURA DE CARUARU-PE/PROCURADOR DO MUNICÍPIO/2018) No tocante à 
audiência trabalhista, considere as seguintes assertivas:
I – Na hipótese de ausência do reclamante na primeira audiência em que deveria comparecer, 
sem qualquer justificativa, importa no arquivamento da reclamação, bem como na condenação 
em custas processuais, calculadas nos termos da lei, ainda que beneficiário da justiça gratuita.
II – Na hipótese de ausência do reclamado, na primeira audiência que deveria comparecer, 
mas presente seu advogado, serão aceitos a contestação e os documentos eventualmente 
apresentados.
III – Somente os empregadores domésticos, os micro e os pequenos empresários poderão se 
fazer substituir por preposto que tenha conhecimento dos fatos, não havendo a necessidade 
de ser seu empregado.
IV – Com o sistema do processo judicial eletrônico, não há mais a faculdade do reclamado 
deduzir sua defesa oralmente em 20 minutos, devendo, obrigatoriamente, apresentar 
contestação por escrito até a audiência.
Está correto o que se afirma APENAS em:
a) III e IV
b) II e III.
c) I e II.
d) II e IV.
e) I e III.
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Audiências, Acordo Extrajudicial, Resposta, Conciliação
Gustavo Deitos
017. 017. (FCC/TRT-2ª REGIÃO (SP)/ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA JUDICIÁRIA/2018) Na audiência 
UNA da reclamação trabalhista movida por Ana Maria em face da empresa de laticínios Via 
Láctea Ltda., o preposto chegou 20 minutos atrasado, alegando que o pneu de seu carro 
havia furado a caminho do Fórum. A audiência não tinha se encerrado, sendo que a advogada 
da Reclamada tinha comparecido no horário, apresentado Defesa com documentos, mas 
não havia proposta para acordo,sendo que o juiz estava marcando perícia para apuração 
de insalubridade no ambiente de trabalho. Neste momento, a advogada da Reclamada 
requereu que não fossem aplicados os efeitos da revelia e confissão, tendo em vista que 
o preposto esteve presente à audiência antes de seu término. Diante dos fatos narrados 
e, de acordo com a lei e a orientação jurisprudencial do Tribunal Superior do Trabalho, é 
correto afirmar que
a) não existe previsão legal tolerando atraso no horário de comparecimento da parte na 
audiência, sendo aplicados os efeitos da revelia e confissão à Reclamada, entretanto, 
presente a advogada, serão aceitos a contestação e os documentos apresentados.
b) assiste razão à Reclamada, tendo em vista que o preposto esteve presente à audiência 
antes de seu término, razão pela qual não serão aplicados os efeitos da revelia e confissão 
à empresa.
c) apesar de não existir previsão legal tolerando atrasos no horário de comparecimento da 
parte na audiência, tendo o preposto comparecido e apresentado justificativa para o seu 
atraso, deverá o juiz afastar os efeitos da revelia e confissão à Reclamada.
d) assiste razão à Reclamada, mas não porque o preposto chegou atrasado antes do término 
da audiência, mas, sim, porque a advogada esteve presente pontualmente.
e) não existe previsão legal tolerando atraso no horário de comparecimento da parte na 
audiência, sendo aplicados os efeitos da revelia e confissão à Reclamada, ainda, que presente 
a advogada, não serão aceitos a contestação e os documentos apresentados.
018. 018. (FCC/TRT-6ª REGIÃO(PE)/TÉCNICO JUDICIÁRIO - ÁREA ADMINISTRATIVA/2018) A padaria 
Doces Sonhos foi acionada em uma reclamação trabalhista por seu ex-empregado Zeus, 
que postulou por pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 2.000,00 (dois 
mil reais). Na audiência UNA realizada,
a) as partes deverão comparecer, acompanhadas dos respectivos advogados, sob pena de 
adiamento para outra sessão.
b) ausente a parte reclamada, ainda que presente o seu advogado na audiência, não serão 
aceitos a contestação e os documentos eventualmente apresentados, sendo aplicada a 
revelia.
c) é permitido ao empregador fazer-se substituir pelo gerente, ou qualquer outro preposto 
que, não precisa ser empregado da parte reclamada, tenha conhecimento do fato e cujas 
declarações obrigarão o proponente.
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DiREito PRoCEssuAl Do tRAbAlho
Audiências, Acordo Extrajudicial, Resposta, Conciliação
Gustavo Deitos
d) caso o juiz não tenha comparecido até trinta minutos após a hora marcada, os presentes 
poderão retirar-se, aguardando a designação de nova audiência.
e) o juiz manterá a ordem nas audiências, mas não pode mandar retirar do recinto os 
assistentes que a perturbarem em razão da publicidade das audiências dos órgãos da 
Justiça do Trabalho.
019. 019. (FCC/TRT-21ª REGIÃO(RN)/TÉCNICO JUDICIÁRIO - ÁREA ADMINISTRATIVA/2017) Olívia 
ajuizou reclamação trabalhista em face da sua ex-empregadora, mas não compareceu 
à audiência UNA designada, acarretando o arquivamento da ação. O juiz deferiu-lhe os 
benefícios da justiça gratuita, mas condenou-a ao pagamento de custas processuais 
calculadas na forma da lei. Se Olívia tiver a intenção de ajuizar nova reclamação
a) deverá comprovar o pagamento das custas processuais da ação arquivada, uma vez que 
poderia ter justificado sua ausência na própria audiência, por meio de seu advogado ou 
representante legal.
b) não precisará comprovar o pagamento das custas processuais da ação arquivada, uma 
vez que é beneficiária da justiça gratuita, sendo sua única finalidade a perda, pelo prazo 
de 9 meses do direito de reclamar perante a Justiça do Trabalho.
c) deverá comprovar o pagamento das custas processuais da ação arquivada ou comprovar 
em quinze dias do arquivamento que a ausência ocorreu por motivo legalmente justificável, 
requerendo sua isenção do pagamento.
d) não precisará comprovar o pagamento das custas processuais da ação arquivada, uma 
vez que é beneficiária da justiça gratuita, sendo sua única penalidade a perda, pelo prazo 
de 6 meses do direito de reclamar perante a Justiça do Trabalho.
e) poderá ingressar novamente com reclamação, requerendo, preliminarmente, que o juiz 
isente-a do pagamento das custas processuais da ação arquivada, comprovando que a 
ausência ocorreu por motivo legalmente justificável.
020. 020. (FCC/TRT-21ª REGIÃO(RN)/TÉCNICO JUDICIÁRIO - ÁREA ADMINISTRATIVA/2017) O 
Banco Fortuna S/A preferiu que o preposto Carlos, empregado em Belo Horizonte, fosse 
representá-lo em audiência da reclamação trabalhista movida na cidade de Natal. Carlos 
se encantou com as praias do local e chegou atrasado para a audiência UNA designada, 
tendo comparecido o advogado da empresa, munido de procuração e juntado contestação 
oportunamente. Tendo em vista a legislação vigente, alterada pela Lei n. 13.467/2017,
a) somente será decretada a revelia ao reclamado, sendo vedado o recebimento da contestação 
e documentos eventualmente apresentados, que serão desentranhados.
b) não será decretada a revelia, nem a confissão quanto à matéria de fato ao reclamado, 
mas, ainda que ausente o preposto, presente o advogado na audiência, serão aceitos a 
contestação e os documentos eventualmente apresentados.
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DiREito PRoCEssuAl Do tRAbAlho
Audiências, Acordo Extrajudicial, Resposta, Conciliação
Gustavo Deitos
c) somente será aplicada a confissão quanto à matéria de fato ao reclamado, mas, ainda 
que ausente o preposto, presente o advogado na audiência, serão aceitos a contestação e 
os documentos eventualmente apresentados.
d) será decretada a revelia e a confissão quanto à matéria de fato ao reclamado, sendo 
vedado o recebimento da contestação e documentos eventualmente apresentados, que 
serão desentranhados.
e) será decretada a revelia, além da confissão quanto à matéria de fato ao reclamado, mas, 
ainda que ausente o preposto, presente o advogado na audiência, deverão ser aceitos a 
contestação e os documentos eventualmente apresentados.
021. 021. (FGV/OAB/2018) Seu escritório foi contratado pela empresa Alumínio Brilhante Ltda. 
para assisti-la juridicamente em uma audiência. Você foi designado(a) para a audiência. 
Forneceram-lhe cópia da defesa e dos documentos, e afirmaram que tudo já havia sido 
juntado aos autos do processo eletrônico. Na hora da audiência, tendo sido aberta esta, 
bem como os autos eletrônicos do processo, o juiz constatou que a defesa não estava nos 
autos, mas apenas os documentos.
Diante disso, o juiz facultou-lhe a opção de apresentar defesa. Nos exatos termos previstos 
na CLT, você deverá
a) entregar a cópia escrita que está em sua posse.
b) aduzir defesa oral em 20 minutos.
c) requerer o adiamento da audiência para posterior entrega da defesa.
d) requerer a digitalização da sua defesa para a juntada no processo.
022. 022. (FGV/OAB/2018) Uma sociedade empresária ajuizou ação de consignação em pagamento 
em face do seu ex-empregado, com o objetivo de realizar o depósito das verbas resilitórias 
devidas ao trabalhador e obter quitação judicial da obrigação. No dia designado para a audiência 
una, a empresa não compareceu nem se justificou, estando presente o ex-empregado.
Indique, de acordo com a CLT, o instituto jurídico que ocorrerá em relação ao processo.
a) Revelia.b) Remarcação da audiência.
c) Arquivamento.
d) Confissão ficta.
023. 023. (FGV/OAB/2017) Rodolfo Alencar ajuizou reclamação trabalhista em desfavor da 
sociedade empresária Sabonete Silvestre Ltda. Em síntese, ele afirma que cumpria longa 
jornada de trabalho, mas que não recebia as horas extras integralmente. A defesa nega o 
fato e advoga que toda a sobrejornada foi escorreitamente paga, nada mais sendo devido 
ao reclamante no particular.
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DiREito PRoCEssuAl Do tRAbAlho
Audiências, Acordo Extrajudicial, Resposta, Conciliação
Gustavo Deitos
Na audiência designada, cada parte conduziu duas testemunhas, que começaram a ser 
ouvidas pelo juiz, começando pelas do autor. Após o magistrado fazer as perguntas que 
desejava, abriu oportunidade para que os advogados fizessem indagações, e o patrono do 
autor passou a fazer suas perguntas diretamente à testemunha, contra o que se opôs o 
juiz, afirmando que as perguntas deveriam ser feitas a ele, que, em seguida, perguntaria 
à testemunha.
Diante do incidente instalado e de acordo com o regramento da CLT, assinale a afirmativa 
correta.
a) Correto o advogado, pois, de acordo com o CPC, o advogado fará perguntas diretamente 
à testemunha.
b) A CLT não tem dispositivo próprio, daí porque poderia ser admitido tanto o sistema 
direto quanto o indireto.
c) A CLT determina que o sistema seja híbrido, intercalando perguntas feitas diretamente 
pelo advogado, com indagações realizadas pelo juiz.
d) Correto o magistrado, pois a CLT determina que o sistema seja indireto ou presidencial.
024. 024. (FGV/OAB/2016) Feito o pregão em reclamação trabalhista, as partes sentam à mesa de 
audiência com seus respectivos advogados e informam ao juiz que conciliaram. Analisando 
os termos da petição inicial, o juiz entende que a proposta de acordo é lesiva ao trabalhador, 
e informa que em razão disso não irá homologá-la.
Sobre o caso apresentado, de acordo com a CLT e o entendimento consolidado do TST, 
assinale a afirmativa correta.
a) Agiu incorretamente o juiz, pois se as partes desejam o acordo e estão assistidas, essa 
vontade precisa ser respeitada.
b) A negativa de homologação do acordo por parte de um juiz obriga aos demais magistrados, 
inclusive os substitutos, em razão do princípio da unidade.
c) O juiz cometeu uma impropriedade, pois necessitaria, de acordo com a CLT, da presença 
do Ministério Público do Trabalho para negar a homologação ao acordo.
d) Correta a atitude judicial porque a homologação de um acordo é faculdade do magistrado.
025. 025. (FGV/OAB/2016) Em reclamação trabalhista, na qual você figurava como advogado 
da ré, seu processo era o primeiro da pauta de audiências, designado para as 9h00min. 
Entretanto, já passados 25 minutos do horário da sua audiência, o juiz ainda não havia 
comparecido e você e seu cliente tinham audiência em outra Vara às 9h40min.
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Audiências, Acordo Extrajudicial, Resposta, Conciliação
Gustavo Deitos
Nesse caso, de acordo com previsão expressa na CLT, assinale a opção que apresenta o 
procedimento a ser adotado.
a) O advogado e o cliente poderão se retirar, devendo o ocorrido constar do livro de registro 
de audiências.
b) O advogado e o cliente deverão aguardar até que se completem 30 minutos para, então, 
se retirar e consignar o ocorrido em livro próprio.
c) O advogado e o cliente deverão tentar inverter a pauta de audiências, comunicando ao 
secretário de audiências que estarão em outra Vara para posterior retorno e realização da 
assentada.
d) O advogado e o cliente deverão se retirar e depois juntar cópia da ata da audiência da 
outra Vara com a justificativa pela ausência.
026. 026. (FGV/OAB/2016) Mário ajuizou reclamação trabalhista em face de seu ex-empregador. 
No dia da audiência, não compareceu, razão pela qual o processo foi arquivado. Em nova 
ação proposta em idênticos termos, o juiz extinguiu o feito sem resolução do mérito, pois 
a ré não foi localizada. Imediatamente, Mário ajuizou a demanda pela terceira vez. Na 
audiência, com todos presentes, o advogado da sociedade empresária aduziu que o juiz 
deveria extinguir o processo sem resolução do mérito em razão da perempção, pois não 
decorreu o prazo de seis meses entre o segundo e o terceiro processo.
Sobre a hipótese apresentada, na qualidade de advogado de Mário, assinale a afirmativa 
correta.
a) Deverá ser requerido que o juiz apenas suspenda o processo.
b) Deverá desistir da ação para evitar a condenação em custas.
c) Deverá aduzir que o prazo de seis meses é contado da primeira ação.
d) Deverá aduzir que não houve perempção e requerer o prosseguimento do feito.
027. 027. (FGV/OAB/2016) Na fase de execução de uma reclamação trabalhista, as partes se 
apresentaram ao juiz da causa postulando a homologação de acordo que envolveria 80% 
do valor que estava sendo executado.
Diante dessa situação, de acordo com a CLT e o entendimento consolidado do TST, assinale 
a afirmativa correta.
a) O juiz não pode homologar o acordo porque estará violando a coisa julgada, pois o 
pagamento estará sendo feito em valor inferior àquele determinado pela Justiça.
b) O juiz tem a obrigação de homologar o acordo, se essa é a legítima vontade das partes, 
sem vícios ou dúvidas.
c) O acordo, uma vez homologado, faz coisa julgada material para todos, sem exceção, 
somente podendo ser desconstituído por ação anulatória.
d) É possível a homologação do acordo, que pode ser realizado a qualquer momento, mas 
ficará a critério do juiz fazê-lo à luz do caso concreto.
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Audiências, Acordo Extrajudicial, Resposta, Conciliação
Gustavo Deitos
028. 028. (FGV/OAB/2014) Plínio, empregado da Padaria Pão Bom Ltda., insatisfeito com o 
trabalho, procurou seu empregador pedindo para ser mandado embora. O empregador 
aceitou a proposta, desde que tudo fosse realizado por intermédio de um acordo na Justiça 
do Trabalho, motivo pelo qual foi elaborada ação trabalhista pedindo verbas rescisórias. 
No dia da audiência, as partes disseram que se conciliaram, mas o juiz, ao indagar Plínio, 
compreendeu o que estava ocorrendo e decidiu não homologar o acordo.
Para a hipótese, assinale a opção correta.
a) Plínio deverá impetrar Mandado de Segurança para obter a homologação do acordo.
b) A homologação do acordo é faculdade do juiz, que poderá não homologá-lo.
c) Sendo a conciliação um princípio do processo do trabalho, deverá o processo ser remetido 
para outra Vara para homologação por outro juiz.
d) Plínio deverá interpor reclamação correicional para obter a homologação do acordo.
029. 029. (INÉDITA/2019) Julgue o item subsequente:
A parte poderá apresentar defesa escrita pelo sistema do processo judicial eletrônico até 
a audiência. Se não a apresentar pelo sistema do processo judicial eletrônico, o reclamado 
deverá oferecer sua defesa de forma oral em audiência, pelo prazo de vinte minutos.
030. 030. (FGV/OAB/2013) Em 10/04/2013 a empresa AlfaBeta Ltda. recebeu cópia da petiçãoinicial de ação em face dela ajuizada, com notificação citatória para audiência no dia 
14/04/2013. Nesta data, compareceu apenas o preposto da ré, munido da respectiva carta 
e carteira de trabalho, sem portar defesa, requerendo oralmente o adiamento da audiência.
A partir do caso apresentado, assinale a afirmativa correta.
a) O juiz deverá manter a audiência e aplicar a revelia por ausência de defesa.
b) O juiz deverá adiar a audiência pela exiguidade de tempo entre a citação e a realização 
da audiência.
c) O juiz deverá manter a audiência, podendo o preposto apresentar defesa oral no prazo 
legal de 20 minutos, já que vigora o jus postulandi.
d) Face aos princípios da celeridade e economia processual, o juiz deverá manter a audiência, 
mas em razão da presença da ré, evidente o ânimo de defesa, não aplicará a revelia.
031. 031. (FGV/OAB/2013) Um determinado trabalhador ajuizou uma reclamação trabalhista 
e, na data designada, faltou injustificadamente à audiência. Seu advogado requereu o 
desentranhamento dos documentos, no que foi atendido. Dois meses depois, apresentou 
a mesma reclamação, mas posteriormente resolve desistir dela em mesa de audiência, o 
que foi homologado pelo magistrado, sendo extinto o processo sem resolução do mérito.
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Audiências, Acordo Extrajudicial, Resposta, Conciliação
Gustavo Deitos
Caso queira ajuizar uma nova ação, o trabalhador
a) terá de aguardar o prazo de seis meses, pois contra ele será aplicada a pena de perempção.
b) poderá ajuizar a nova ação de imediato, contanto que pague o valor de uma multa que 
será arbitrada pelo juiz.
c) não precisará aguardar nenhum prazo para ajuizar nova ação.
d) deverá aguardar seis meses para ajuizar ação contra aquele empregador, mas não para 
outros que porventura venha a ter.
032. 032. (FGV/OAB/2013) Em reclamação trabalhista movida contra um município, este não 
comparece à audiência inaugural.
Diante dessa hipótese, assinale a afirmativa correta.
a) Não se cogita de revelia porque o direito é indisponível.
b) Aplica-se a revelia contra o ente público.
c) Não há revelia, mas se aplica a confissão.
d) O juiz deve designar audiência de instrução, haja vista tratar-se de ente público.
033. 033. (FGV/OAB/2007) Pedro e a empresa Mar Grande pactuaram acordo para resolução de 
reclamação trabalhista. Formalizaram o acordo por escrito, e encaminharam petição ao 
juiz, com cópia do acordo em anexo, formulando pedido de homologação. O juiz, contudo, 
não homologou o acordo. Pedro, então, impetrou mandado de segurança contra o juiz, 
pleiteando a homologação do acordo via concessão de segurança.
Considerando essa situação hipotética, assinale a opção correta.
a) O desembargador designado relator deve conceder a segurança, pois caberia ao juiz a 
homologação do acordo, uma vez que a vontade das partes deve prevalecer.
b) O desembargador designado relator não deve sequer conhecer as razões do mandado 
de segurança, já que o juiz de 1º grau não seria autoridade coatora, sendo, portanto, parte 
ilegítima.
c) A homologação do acordo constitui uma faculdade do juiz, inexistindo direito líquido e 
certo tutelável pela via do mandado de segurança.
d) Não é cabível mandado de segurança na justiça do trabalho.
034. 034. (FGV/OAB/2012) Numa reclamação trabalhista, o autor teve reconhecido o direito ao 
pagamento de horas extras, sem qualquer reflexo. Após liquidado o julgado, foi homologado 
o valor de R$ 15.000,00, iniciando-se a execução. Em seguida, as partes comparecem em 
juízo pleiteando a homologação de acordo no valor de R$ 10.000,00.
Com base no narrado acima, é correto afirmar que
a) o juiz não pode homologar o acordo porque isso significaria violação à coisa julgada.
b) é possível a homologação do acordo, mas o INSS será recolhido sobre R$ 15.000,00.
c) a homologação do acordo, no caso, dependeria da concordância do órgão previdenciário, 
pois inferior ao valor homologado.
d) é possível a homologação do acordo, e o INSS será recolhido sobre R$ 10.000,00.
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DiREito PRoCEssuAl Do tRAbAlho
Audiências, Acordo Extrajudicial, Resposta, Conciliação
Gustavo Deitos
035. 035. (FGV/OAB/2012) No processo trabalhista, a compensação ou retenção
a) só poderá ser arguida como matéria de defesa.
b) poderá ser arguida em qualquer fase do processo, mesmo na execução definitiva da 
sentença.
c) poderá ser arguida em qualquer momento, até que a sentença seja proferida pelo juiz 
de 1ª instância.
d) poderá ser arguida em qualquer momento, até que a sentença tenha transitado em 
julgado.
036. 036. (OAB-SP/OAB-SP/2005) Na reclamação ajuizada pelo trabalhador, para a cobrança de 
direito irrenunciável, correspondente a salário mínimo não pago, ausentes ambas as partes 
à única audiência designada,
a) deve designar-se nova audiência, com condução coercitiva das partes.
b) o reclamado é considerado revel.
c) o processo é arquivado.
d) encerra-se a instrução, julgando o feito no estado em que se encontra.
037. 037. (VUNESP/OAB-SP/2007) Empresa, alegando ser credora do Reclamante por dívida 
de natureza trabalhista, apresenta, apenas por ocasião da execução definitiva, pedido de 
compensação. O pedido deve ser
a) indeferido, pois deveria ter sido formulado, no máximo, até o prazo de interposição de 
Recurso de Revista.
b) acolhido, evitando-se o locupletamento ilícito do devedor.
c) indeferido, pois deveria ter sido formulado em Recurso Ordinário.
d) indeferido, pois a compensação deveria ter sido argüida na Contestação como matéria 
de defesa.
038. 038. (FCC/TRT-2ª REGIÃO (SP)/ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA JUDICIÁRIA/2018) Angélica e 
sua ex-empregadora Editora Alfa Ltda. pretendem ingressar com Processo de Jurisdição 
Voluntária para Homologação de Acordo Extrajudicial perante a Justiça do Trabalho, uma 
vez que houve rescisão do contrato de trabalho. Neste caso, nos termos da lei a ação:
a) será ajuizada por petição conjunta, sendo facultada às partes a representação por 
advogado comum, sendo que as verbas rescisórias devem ser quitadas até dez dias contados 
a partir do término do contrato.
b) será ajuizada por petição conjunta, mas com advogados diferentes para cada parte, sendo 
que as verbas rescisórias devem ser quitadas até dez dias contados a partir do término do 
contrato.
c) poderá ser proposta por uma das partes, sendo que as verbas rescisórias devem ser 
quitadas até dez dias contados da data do ingresso com a ação.
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DiREito PRoCEssuAl Do tRAbAlho
Audiências, Acordo Extrajudicial, Resposta, Conciliação
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d) poderá ser proposta por uma das partes, sendo que as verbas rescisórias devem ser 
quitadas até a data da audiência ou no prazo determinado pelo juiz.
e) será ajuizada por petição conjunta, mas com advogados diferentes para cada parte, sendo 
obrigatório o depósito judicial das verbas rescisórias no momento de ajuizamento da ação.
039. 039. (FCC/TRT-15ª REGIÃO(SP)/OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR FEDERAL/2018) Denis, 
dispensado sem justa causa, tem muitas horas a receber e resolve. AuDiÊNCiA: REGRAs GERAis
Antes de entrarmos na parte procedimental da audiência trabalhista, é importante 
conhecermos algumas regras gerais aplicáveis a ela. Estas regras encontram-se nos artigos 
813 a 817 da CLT, e dizem respeito à duração e à ordem das audiências, não muito aos atos 
processuais em si.
De modo a tornar seu estudo mais sistematizado, abordarei as regras gerais das audiências 
em forma de comentários individualizados aos pertinentes artigos da CLT, com necessárias 
considerações.
Art. 813 - As audiências dos órgãos da Justiça do Trabalho serão públicas e realizar-se-ão na 
sede do Juízo ou Tribunal em dias úteis previamente fixados, entre 8 (oito) e 18 (dezoito) horas, 
não podendo ultrapassar 5 (cinco) horas seguidas, salvo quando houver matéria urgente.
Via de regra, como qualquer audiência, a audiência na Justiça do Trabalho é pública. A 
publicidade somente será restringida nos casos previstos em lei como de segredo de justiça.
De acordo com o art. 11, parágrafo único, do CPC, “nos casos de segredo de justiça, 
pode ser autorizada a presença somente das partes, de seus advogados, de defensores 
públicos ou do Ministério Público”.
O art. 189 do CPC traça quatro hipóteses em que os processos tramitarão em segredo 
de justiça:
Art. 189. Os atos processuais são públicos, todavia tramitam em segredo de justiça os processos:
I – em que o exija o interesse público ou social;
II – que versem sobre casamento, separação de corpos, divórcio, separação, união estável, filiação, 
alimentos e guarda de crianças e adolescentes;
III – em que constem dados protegidos pelo direito constitucional à intimidade;
IV – que versem sobre arbitragem, inclusive sobre cumprimento de carta arbitral, desde que a 
confidencialidade estipulada na arbitragem seja comprovada perante o juízo.
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Audiências, Acordo Extrajudicial, Resposta, Conciliação
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Destas quatro, aplicam-se ao processo do trabalho três delas:
SEGREDO DE JUSTIÇA
CAUSAS QUE ENVOLVAM
ARBITRAGEM, COM CLÁUSULA DE
CONFIDENCIALIDADE
INTERESSE PÚBLICO OU
SOCIAL
DADOS PROTEGIDOS PELO
DIREITO À INTIMIDADE
Ademais, as audiências sempre devem ocorrer em dias úteis previamente fixados. Em 
cada dia, as audiências poderão iniciar-se entre as 8 e as 18 horas. Não haverá problema 
se a audiência terminar após as 18 horas. Elas não poderão ter início após as 18 horas.
A duração máxima de cada audiência é de 5 horas contínuas. Esse limite somente 
poderá ser ultrapassado se houver matéria urgente envolvida na discussão. Geralmente, 
essa urgência consiste no perigo de dano irreparável ou de difícil reparação a alguma das 
partes ou a terceira pessoa. Nessa excepcional hipótese, a audiência poderá durar mais 
que 5 horas, sem limites.
Veremos, mais à frente, o período mínimo necessário entre a designação da audiência 
e a sua realização, em diferentes casos.
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Audiências, Acordo Extrajudicial, Resposta, Conciliação
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§ 1º - Em casos especiais, poderá ser designado outro local para a realização das audiências, 
mediante edital afixado na sede do Juízo ou Tribunal, com a antecedência mínima de 24 (vinte 
e quatro) horas.
§ 2º - Sempre que for necessário, poderão ser convocadas audiências extraordinárias, observado 
o prazo do parágrafo anterior.
Locais diversos para realização de audiências podem ser designados por vários motivos: 
realização de reparos/obras, falta de estrutura para acomodar todos os litigantes, evento 
de força maior que impeça as partes de chegar até a Vara (como quedas de pontes), 
dentre outros.
Audiências extraordinárias, por sua vez, são todas aquelas que fogem à regra traçada na 
CLT (conciliação, instrução e julgamento). Podem enquadrar-se nesse conceito as audiências 
de justificação prévia, para análise de pedidos de tutela provisória, ou audiências solicitadas 
pelas partes para tentativa de conciliação em momento aleatório, por exemplo.
Tanto para designar local diverso para a audiência quanto para designar uma audiência 
extraordinária, o prazo mínimo de antecedência entre a determinação e a realização da 
audiência é de 24 horas.
“Art. 814 - Às audiências deverão estar presentes, comparecendo com a necessária 
antecedência, os escrivães ou secretários.”
Aqui, o “escrivão ou secretário” é o servidor ocupante da Função Comissionada de 
Secretário de Audiências. Este servidor é encarregado de realizar todos os preparativos 
para o bom andamento das audiências, com relação ao ambiente e à estrutura tecnológica 
da audiência (computadores, microfones, acomodações etc.).
Art. 815 - À hora marcada, o juiz ou presidente declarará aberta a audiência, sendo feita 
pelo secretário ou escrivão a chamada das partes, testemunhas e demais pessoas que devam 
comparecer.
As partes serão chamadas, em regra, na hora previamente marcada. A chamada só 
ocorrerá antes do horário marcado se as próprias partes solicitarem, e se for possível que 
o juízo antecipe a audiência sem prejuízo às atividades ou aos direitos de outras pessoas.
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Audiências, Acordo Extrajudicial, Resposta, Conciliação
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A CLT diz que todos os sujeitos da audiência (partes, testemunhas e intervenientes) 
devem ser chamados no início. Na prática, porém, somente as partes e eventuais terceiros 
intervenientes são chamados no início da audiência. Testemunhas, peritos e técnicos são 
chamados, normalmente, apenas no momento em que devam participar.
Parágrafo único. Se, até 15 (quinze) minutos após a hora marcada, o juiz ou presidente não 
houver comparecido, os presentes poderão retirar-se, devendo o ocorrido constar do livro de 
registro das audiências.
Aqui, o prazo é diferente do CPC. O juiz do trabalho pode atrasar-se no máximo por 
15 minutos. Passado esse prazo, as partes poderão, se quiserem, aguardar a chegada do 
juiz. Se não, poderão exercer o direito de retirar-se do recinto, devendo ser designada nova 
data para que a audiência ocorra.
A ausência do juiz deverá ser apontada, pelo Secretário de Audiências, no livro de registro 
das audiências.
“Art. 816 - O juiz ou presidente manterá a ordem nas audiências, podendo mandar 
retirar do recinto os assistentes que a perturbarem.”
Este artigo aborda uma hipótese de exercício do Poder de Polícia pelo juiz. O art. 360 
do CPC elenca outras hipóteses em que o juiz exercerá o poder de polícia:
Art. 360. O juiz exerce o poder de polícia, incumbindo-lhe:
I – manter a ordem e o decoro na audiência;
II – ordenar que se retirem da sala de audiência os que se comportarem inconvenientemente;
III – requisitar, quando necessário, força policial;
IV – tratar com urbanidade as partes, os advogados, os membros do Ministério Público e da 
Defensoria Pública e qualquer pessoa que participe do processo; [este inciso traz mais uma 
limitação ao poder de polícia do que uma hipótese]
V – registrar em ata, com exatidão, todos os requerimentos apresentados em audiência.tentar negociá-las com o 
empregador, pois não tem pretensão de ajuizar reclamação trabalhista em face do mesmo. 
Após algumas semanas de negociação Denis e o empregador chegam a um consenso, fazendo 
um acordo para pagamento das horas extras em cinco parcelas. Visando a segurança para 
ambos, resolvem utilizar-se do processo de jurisdição voluntária para homologação do 
acordo extrajudicial entabulado, sendo que
a) a representação por advogado nesse caso é desnecessária, tendo em vista que a negociação 
do acordo foi feita diretamente pelas partes.
b) a representação das partes por advogado, que poderá ser o mesmo para ambas, é 
obrigatória, ainda que a negociação do acordo tenha sido feita diretamente por elas.
c) o acordo será apresentado em petição conjunta, que será analisada pelo juiz no prazo 
de cinco dias a contar de sua distribuição.
d) o juiz analisará o acordo no prazo de quinze dias a contar da distribuição da petição, 
designará audiência se entender necessário e proferirá sentença.
e) a petição de homologação do acordo interrompe o prazo prescricional em relação às 
horas extras nela especificadas.
040. 040. (FCC/TST/ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA JUDICIÁRIA/2017) Conforme Lei n. 13.467 de 
2017, que introduziu alterações na CLT, com relação ao Processo de Jurisdição Voluntária 
para Homologação de Acordo Extrajudicial,
a) a sua propositura suspende o prazo para a homologação e quitação das verbas rescisórias 
a que o empregado faz jus.
b) a petição de homologação de acordo interrompe o prazo prescricional para a propositura 
de eventual ação trabalhista.
c) da decisão judicial que negar a homologação do acordo extrajudicial começa a fluir o 
prazo prescricional de 2 anos para a propositura da ação trabalhista.
d) é necessária a assistência de advogado para o pedido de homologação de acordo 
extrajudicial, podendo as partes se valerem de advogado comum, desde que seja do sindicato 
da categoria do empregado.
e) a petição de homologação de acordo suspende o prazo prescricional para a propositura 
de eventual ação trabalhista.
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Audiências, Acordo Extrajudicial, Resposta, Conciliação
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041. 041. (FCC/TRT-6ª REGIÃO (PE)/ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA JUDICIÁRIA/2018) A Lei n. 
13.467/2017 ampliou a competência das Varas do Trabalho, atribuindo a elas a decisão 
quanto à homologação de acordo extrajudicial, sendo que
a) este terá início por petição conjunta, sendo facultada às partes a representação por 
advogado, que pode ser comum a ambas.
b) o juiz analisará o acordo, designará audiência se entender necessário e proferirá sentença 
no prazo de 5 dias a contar da distribuição da petição.
c) a utilização deste pelas partes, de comum acordo, afasta a multa prevista em lei para o 
caso de atraso no pagamento das verbas rescisórias.
d) a petição de homologação de acordo extrajudicial suspende o prazo prescricional da 
ação quanto aos direitos nele especificados que, porém, voltará a fluir no dia útil seguinte 
ao trânsito em julgado da decisão que negar a homologação do acordo.
e) é incabível a assistência do trabalhador pelo advogado do sindicato de sua categoria, 
por tratar-se de processo de jurisdição voluntária.
042. 042. (FCC/TRT-6ª REGIÃO (PE)/ANALISTA JUDICIÁRIO - OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR 
FEDERAL/2018) Considere as afirmações abaixo a respeito do Processo de Jurisdição 
Voluntária para Homologação de Acordo Extrajudicial.
I – O processo terá início por uma petição conjunta, facultado às partes a representação 
por advogado.
II – A petição de homologação de acordo extrajudicial suspende o prazo prescricional da 
ação quanto aos direitos decorrentes do contrato de trabalho em discussão.
III – Se as partes optarem pela representação de advogado, poderão fazê-lo outorgando 
procuração para advogado comum.
IV – No prazo de 15 dias a contar da distribuição da petição, o juiz analisará o acordo, 
designará audiência se entender necessário e proferirá sentença.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) IV.
b) II e III.
c) I e III.
d) II.
e) I e IV.
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043. 043. (FCC/ALESE/ANALISTA LEGISLATIVO - APOIO JURÍDICO/2018) Álvaro é auxiliar 
administrativo da empresa EXZ Seguros Ltda. e, após dez anos de serviços prestados, foi 
injustamente dispensado. A empresa, além das verbas rescisórias devidas, tem a intenção 
de pagar a Álvaro uma gratificação extra pelos anos de serviços prestados, pretendendo 
que tal quantia seja paga de forma segura e dentro dos termos da legislação trabalhista 
vigente. Nesse caso,
a) as partes poderão se valer do processo de homologação de acordo extrajudicial, por meio 
de petição conjunta perante a Justiça do Trabalho, sendo obrigatória a representação das 
partes por advogados diferentes.
b) a empresa deverá pagar as verbas trabalhistas juntamente com a gratificação, no termo 
de rescisão do contrato de trabalho, obrigatoriamente homologado perante o sindicato 
da categoria econômica do empregado ou perante autoridade do Ministério do Trabalho, 
tendo em vista que possui mais de um ano de casa.
c) não é possível a homologação de acordo extrajudicial perante a Justiça do Trabalho, 
tendo em vista que as verbas trabalhistas são direitos indisponíveis.
d) as partes poderão se valer do processo de homologação de acordo extrajudicial, por meio 
de petição conjunta perante a Justiça do Trabalho, podendo inclusive, ser representadas 
por advogado comum.
e) as partes poderão se valer do processo de homologação de acordo extrajudicial, por meio 
de petição conjunta perante a Justiça do Trabalho, não sendo obrigatória a representação 
das partes por advogado, tendo em vista o princípio do jus postulandi.
044. 044. (VUNESP/PREFEITURA DE SÃO BERNARDO DO CAMPO (SP)/PROCURADOR/2018) Quanto 
às audiências dos órgãos da Justiça do Trabalho, é correto afirmar:
a) não podem ultrapassar 3 (três) horas seguidas, salvo quando houver matéria urgente.
b) sempre que for necessário, poderão ser convocadas audiências extraordinárias, observando-
se a antecedência mínima de 48 (quarenta e oito) horas.
c) em casos especiais, poderá ser designado outro local para a realização das audiências, 
mediante edital afixado na sede do Juízo ou Tribunal, com a antecedência mínima de 48 
(quarenta e oito) horas.
d) sempre que for necessário, poderão ser convocadas audiências extraordinárias, observando-se 
a antecedência mínima de 24 (vinte e quatro) horas.
e) não podem ultrapassar 4 (quatro) horas seguidas, salvo quando houver matéria urgente.
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045. 045. (VUNESP/UNICAMP/PROCURADOR DE UNIVERSIDADE/2018) Nos termos da Consolidação 
das Leis do Trabalho, as razões finais
a) podem ser aduzidas no prazo de dez minutos após o encerramento da instrução processual.
b) devem ser aduzidas no prazo de dez minutosapós a renovação da proposta de conciliação.
c) devem ser aduzidas no prazo mínimo de cinco dias após a renovação da proposta 
conciliatória.
d) podem ser aduzidas no prazo de dez dias após frustrada a última proposta conciliatória.
e) serão remissivas ao alegado e provado pelas partes, sempre que a reclamação for no 
rito ordinário.
046. 046. (FCC/TRT-15ª REGIÃO (SP)/ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA JUDICIÁRIA/2018) Evandro 
ajuizou reclamação trabalhista em face da sua empregadora, empresa Hora Certa Entregas 
Ltda., e da tomadora dos serviços, empresa Crepom Distribuidora de Produtos de Papelaria 
Ltda. Na audiência una designada comparecem o reclamante e a empresa Crepom, segunda 
reclamada, que, representada por preposto que não é seu empregado, apresenta defesa. 
Nesse caso,
a) a audiência será redesignada para outra data, tendo em vista a ausência da primeira 
reclamada, que foi a empregadora do reclamante e é quem pode trazer as provas aos autos.
b) será decretada a revelia da primeira reclamada, que será considerada confessa quanto 
à matéria de fato.
c) será decretada a revelia de ambas as reclamadas, que serão consideradas confessas 
quanto à matéria de fato, a primeira em razão do não comparecimento e a segunda por 
estar representada por preposto não empregado.
d) a primeira reclamada será considerada revel, e a segunda, embora não seja revel, será 
considerada confessa quanto à matéria de fato em razão de estar representada por preposto 
não empregado.
e) a primeira reclamada, embora revel, não será considerada confessa quanto à matéria de 
fato tendo em vista que a segunda reclamada contestou a ação e, em relação à segunda 
reclamada, o fato de o preposto não ser empregado não gerará revelia nem confissão.
047. 047. (FCC/TRT-2ª REGIÃO (SP)/TÉCNICO JUDICIÁRIO - ÁREA ADMINISTRATIVA/2018) Com 
relação à audiência de julgamento, considere:
I – É facultado ao empregador fazer-se substituir pelo gerente, ou qualquer outro preposto 
que tenha conhecimento do fato, e cujas declarações obrigarão o proponente, sendo que 
o preposto não precisa ser empregado da parte reclamada.
II – Se por doença ou qualquer outro motivo poderoso, devidamente comprovado, não for 
possível ao empregado comparecer pessoalmente, poderá fazer-se representar por outro 
empregado que pertença à mesma profissão, ou pelo seu sindicato.
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III – Ainda que ausente o reclamado, presente o advogado na audiência, serão aceitos a 
contestação e os documentos eventualmente apresentados.
IV – O não comparecimento do reclamante à audiência importa o arquivamento da reclamação 
além da condenação em multa variável entre 1% e 3% sobre o valor da causa, e o não 
comparecimento do reclamado importa revelia, além de confissão quanto à matéria de fato.
De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho, está correto o que se afirma APENAS em
a) I, II e III.
b) I, II e IV.
c) III e IV.
d) I e II.
e) I, III e IV.
048. 048. (CESPE/EMAP/ANALISTA PORTUÁRIO - ÁREA JURÍDICA/2018) Se, na audiência, a 
reclamada se apresentar substituída por ex-empregado seu, e a reclamante não comparecer, 
abstendo-se de se manifestar nos autos, a reclamação deverá ser arquivada e a reclamante 
será condenada ao pagamento das custas, ainda que seja beneficiária da justiça gratuita.
049. 049. (VUNESP/FAPESP/PROCURADOR/2018) Em audiência trabalhista, o preposto do 
empregador
a) deve ser empregado ou gerente que tenha conhecimento dos fatos.
b) deve ser empregado quando se tratar de microempresa ou empresa de pequeno porte.
c) não precisa ser empregado, salvo o disposto em convenção ou acordo coletivo de trabalho.
d) não precisa ser empregado.
e) não precisa ser empregado, desde que se trate de empregador doméstico.
050. 050. (VUNESP/CÂMARA DE BARRETOS (SP)/ADVOGADO/2017) No processo do trabalho, de 
acordo com texto expresso na CLT, aberta a audiência,
a) o juiz ou presidente proporá a conciliação.
b) o reclamado terá vinte minutos para aduzir sua defesa.
c) seguir-se-á a instrução do processo, com a oitiva das testemunhas.
d) o presidente, ex officio ou a requerimento de qualquer juiz temporário, poderá interrogar 
os litigantes.
e) poderá qualquer dos litigantes retirar-se, prosseguindo a instrução com o seu representante.
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051. 051. (FGV/OAB/2019) Augusto foi empregado de uma lavanderia por 2 anos, tendo sido 
desligado em setembro de 2018. Após receber as verbas da ruptura, procurou um advogado 
com a intenção de ajuizar reclamação trabalhista para postular horas extras não recebidas 
durante o pacto laboral.
Após a entrevista e colheita de todas as informações, o advogado de Augusto entrou em 
contato com a ex-empregadora na tentativa de formular um acordo, que, após debatido e 
negociado, teve sucesso e foi reduzido a termo. Então, as partes ajuizaram uma homologação 
de acordo extrajudicial na Justiça do Trabalho, em petição conjunta assinada pelo advogado 
de cada requerente, mas que não foi homologado pelo juiz, por este entender que o valor 
da conciliação era desfavorável ao trabalhador. Desse modo, o magistrado extinguiu o feito 
sem resolução do mérito.
Diante da situação e dos termos da CLT, assinale a afirmativa correta.
a) Agiu corretamente o juiz, porque não há previsão desse tipo de demanda na Justiça do 
Trabalho.
b) As partes poderão interpor recurso ordinário da decisão que negou a homologação 
desejada.
c) Augusto e seu ex-empregador deverão propor novamente a ação, que deverá ser levada 
à livre distribuição para outro juízo.
d) Nada poderá ser feito na ação proposta, porque o juiz não é obrigado a homologar acordo.
052. 052. (CESPE/PGM/CAMPO GRANDE-MS/PROCURADOR MUNICIPAL/2019) De acordo com 
a legislação processual trabalhista, julgue o seguinte item, relativos ao jus postulandi, à 
reclamação e às provas no processo do trabalho.
No processo trabalhista, para comparecer à audiência, as testemunhas serão previamente 
intimadas.
053. 053. (CESPE/PGM/CAMPO GRANDE-MS/PROCURADOR MUNICIPAL/2019) Em 2017, João foi 
contratado, em Campo Grande – MS, como auxiliar administrativo da empresa X, sediada 
no mesmo município. Em 2018, depois de um ano de serviços prestados a essa empresa, 
João foi dispensado sem justa causa. Em 2019, ele mudou seu domicílio para Corumbá – MS 
e lá ajuizou reclamação trabalhista contra a empresa X em determinada vara do trabalho 
de Corumbá. Na petição inicial, João afirmou ter trabalhado apenas em Campo Grande, 
mas sustentou a competência da vara do trabalho de Corumbá, por ser o foro de seu atual 
domicílio. Três dias depois de ter sido notificada e antes da data marcada para a audiência, a 
empresa X apresentou peça sinalizada como exceção de incompetência territorial, alegando 
a competência de vara do trabalho de Campo Grande.
A partir dessa situação hipotética, julgue o item a seguir à luz da legislação processual 
trabalhista.
A audiência de conciliação, instrução e julgamento do processo poderá ser realizada, perante 
o juízo considerado competente, somente depois de decidida a exceção de incompetência.
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DiREito PRoCEssuAl Do tRAbAlho
Audiências, Acordo Extrajudicial, Resposta, Conciliação
Gustavo Deitos
054. 054. (CESPE/PREFEITURA DE BOA VISTA-RR/PROCURADOR MUNICIPAL/2019) Pedro ajuizou 
uma reclamação trabalhista em desfavor da empresa Alfa Ltda. Citada, a empresa reclamada 
fez-se representar por um ex-empregado que tinha conhecimento do fato, devidamente 
acompanhado por um advogado, que apresentou defesa e documentos; no entanto, por 
entender que a empresa reclamada não poderia ser representada por um ex-empregado, 
o juízo declarou a sua revelia e, assim, não recebeu a contestação e os documentos, tendo 
havido o registro de protesto pela reclamada. Sobreveio aos autos sentença que julgou 
procedentes os pedidos iniciais e, irresignada, a empresa reclamada interpôs recurso 
ordinário quinze dias úteis após a publicação da referida decisão.
Considerando essa situação hipotética, julgue o item que se segue à luz da legislação aplicável.
Independentemente da revelia, a decisão do juízo de não receber a defesa e os documentos 
foi ilegal.
055. 055. (CESPE/PREFEITURA DE BOA VISTA-RR/PROCURADOR MUNICIPAL/2019) Pedro ajuizou 
uma reclamação trabalhista em desfavor da empresa Alfa Ltda. Citada, a empresa reclamada 
fez-se representar por um ex-empregado que tinha conhecimento do fato, devidamente 
acompanhado por um advogado, que apresentou defesa e documentos; no entanto, por 
entender que a empresa reclamada não poderia ser representada por um ex-empregado, 
o juízo declarou a sua revelia e, assim, não recebeu a contestação e os documentos, tendo 
havido o registro de protesto pela reclamada. Sobreveio aos autos sentença que julgou 
procedentes os pedidos iniciais e, irresignada, a empresa reclamada interpôs recurso 
ordinário quinze dias úteis após a publicação da referida decisão.
Considerando essa situação hipotética, julgue o item que se segue à luz da legislação aplicável.
O juízo agiu corretamente ao decretar a revelia da parte reclamada, uma vez que o preposto 
deveria ser um empregado atual da empresa.
056. 056. (QUADRIX/CRM-PR/ADVOGADO/2018) Com relação aos procedimentos nos dissídios 
individuais trabalhistas, julgue o item seguinte.
Na Justiça do Trabalho, admite-se a reconvenção, na qual não há a possibilidade de 
condenação em honorários de sucumbência.
057. 057. (QUADRIX/CRM-PR/ADVOGADO/2018) Com relação aos procedimentos nos dissídios 
individuais trabalhistas, julgue o item seguinte.
A revelia pode ser traduzida como qualquer inércia do réu, sendo gênero do qual a contumácia 
é espécie.
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DiREito PRoCEssuAl Do tRAbAlho
Audiências, Acordo Extrajudicial, Resposta, Conciliação
Gustavo Deitos
058. 058. (CESPE/EMAP/ANALISTA PORTUÁRIO - ÁREA JURÍDICA/2018) Carla Lopes ajuizou 
reclamação trabalhista contra sua ex-empregadora, Supermercados Onofre, que, há seis 
meses, demitiu três de seus dezoito empregados, entre eles, Carla. Em sua petição inicial, 
ela requereu valores devidos em razão de verbas rescisórias pagas a menor, adicional de 
insalubridade nunca pago ao longo do contrato de trabalho e danos morais decorrentes 
de assédio moral. Nessa reclamatória, foi atribuído como valor da causa o importe de 
cinquenta mil reais.
Acerca dessa situação hipotética, julgue o item que segue.
Carla poderá indicar como testemunhas ex-empregados da empresa. No entanto, a 
testemunha que tiver ajuizado ação contra a mesma reclamada poderá ser contraditada 
pela parte contrária e seu depoimento poderá ser tomado apenas na condição de informante 
do juízo.
059. 059. (CESPE/PGM MANAUS-AM/PROCURADOR DO MUNICÍPIO/2018) Em relação à competência 
da justiça do trabalho, à revelia e às provas no processo do trabalho, julgue o item que se segue.
Em razão da indisponibilidade do interesse público, as pessoas jurídicas de direito público 
não se sujeitam à revelia no âmbito trabalhista.
060. 060. (CESPE/PGM MANAUS-AM/PROCURADOR DO MUNICÍPIO/2018) Em relação à competência 
da justiça do trabalho, à revelia e às provas no processo do trabalho, julgue o item que se segue.
Situação hipotética: Um trabalhador requereu, por meio de reclamação trabalhista, adicional 
de insalubridade, mas o reclamado não contestou esse pedido, o que importou sua revelia. 
Assertiva: Nessa situação, o juiz poderá julgar procedente o pedido, independentemente 
de realização de prova pericial para verificar a alegada insalubridade.
061. 061. (CESPE/AGU/ADVOGADO DA UNIÃO/2015) Com relação aos atos e procedimentos do 
processo do trabalho e a recursos trabalhistas, julgue o item subsecutivo.
Em audiências de reclamações trabalhistas em que a União seja parte, será obrigatório 
o comparecimento de preposto que tenha conhecimento do fato objeto da reclamação. 
Na ausência do representante judicial da União, poderá o preposto assinar e entregar a 
contestação.
062. 062. (CESPE/PGE-BA/PROCURADOR DO ESTADO/2014) Em relação ao direito processual do 
trabalho, julgue os itens a seguir.
No processo do trabalho, o reclamante que der causa a dois arquivamentos seguidos de 
reclamação trabalhista em face de seu não comparecimento à audiência fica definitivamente 
impossibilitado de exercer novamente o direito de reclamar perante a justiça do trabalho, 
se a nova ação envolver o mesmo reclamante, reclamado e objeto.
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Audiências, Acordo Extrajudicial, Resposta, Conciliação
Gustavo Deitos
063. 063. (CESPE/TRT-17ª REGIÃO(ES)/TÉCNICO JUDICIÁRIO - ÁREA ADMINISTRATIVA/2013) Julgue 
os itens subsequentes, com relação aos recursos e à execução no processo do trabalho.
Não é cabível recurso ordinário de decisão que homologa acordo entre as partes, pois tal 
decisão é irrecorrível.
064. 064. (CESPE/TELEBRAS/ESPECIALISTA EM GESTÃO DE TELECOMUNICAÇÕES/ADVOGADO/2013) 
Considerando uma demanda ajuizada na justiça do trabalho que tenha valor declarado, na 
inicial, de R$ 27.210,00, julgue os itens a seguir.
Caso seja indeferida a produção de prova oral, o momento processual correto para que se 
registre o inconformismo será durante as alegações finais.
065. 065. (CESPE/TELEBRAS/ESPECIALISTA EM GESTÃO DE TELECOMUNICAÇÕES/ADVOGADO/2013) 
Considerando uma demanda ajuizada na justiça do trabalho que tenha valor declarado, na 
inicial, de R$ 27.210,00, julgue os itens a seguir.
Terminada a instrução do feito, a proposta de conciliação deverá ser renovada e, caso 
malograda, serão concedidos dez minutos a cada parte para alegações finais.
066. 066. (CESPE/TRT-10ª REGIÃO (DF E TO)/ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA JUDICIÁRIA/2013) 
Acerca de procedimento ordinário, julgue os itens subsecutivos.
No rito ordinário, o juiz somente tem a obrigação de propor a conciliação por ocasião da 
abertura da audiência, podendo usar dos meios adequados de persuasão para a solução 
conciliatória do litígio, em qualquer fase da audiência.
067. 067. (CESPE/BANCO DA AMAZÔNIA/TÉCNICO CIENTÍFICO – DIREITO/2012) Considere a 
seguinte situação hipotética.
Embora tenha sido devidamente notificada para audiência de continuação e instrução, 
com as devidas cominações legais em caso de ausência, a parte reclamada deixoude 
comparecer, atraindo para si os efeitos de confissão. Na sentença, o juízo julgou improcedente 
a reclamatória com base no princípio do livre convencimento e nas provas pré-constituídas 
nos autos. Nessa situação, a confissão ficta por si só não garante o ganho de causa pela 
parte reclamante.
068. 068. (CESPE/CORREIOS/ANALISTA DE CORREIOS - ADVOGADO/2011) Julgue o item subsecutivo, 
referente a dissídios individuais.
Nos dissídios individuais, o juiz deve provocar a apresentação da primeira proposta conciliatória 
logo após a entrega da defesa escrita ou a apresentação de defesa oral.
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Audiências, Acordo Extrajudicial, Resposta, Conciliação
Gustavo Deitos
069. 069. (CESPE/PREFEITURA DE BOA VISTA-RR/PROCURADOR MUNICIPAL/2019) Considerando 
a reforma trabalhista e as súmulas do Tribunal Superior do Trabalho, julgue o item a seguir, 
a respeito do princípio constitucional da indispensabilidade do advogado.
O jus postulandi não é aplicável aos processos de jurisdição voluntária para homologação 
de acordo extrajudicial.
070. 070. (CESPE/TRT-17ª REGIÃO(ES)/ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA JUDICIÁRIA/2009) Julgue 
os itens subsequentes, relativos ao processo judiciário do trabalho.
É lícito às partes celebrar acordo que ponha termo ao processo, mesmo depois de encerrado 
o juízo conciliatório.
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DiREito PRoCEssuAl Do tRAbAlho
Audiências, Acordo Extrajudicial, Resposta, Conciliação
Gustavo Deitos
GABARITOGABARITO
1. d
2. a
3. c
4. b
5. c
6. e
7. c
8. b
9. c
10. e
11. E
12. d
13. c
14. C
15. a
16. c
17. a
18. c
19. c
20. e
21. b
22. c
23. d
24. d
25. a
26. d
27. d
28. b
29. C
30. b
31. c
32. b
33. c
34. d
35. a
36. c
37. d
38. b
39. d
40. e
41. d
42. a
43. a
44. d
45. a
46. e
47. a
48. C
49. d
50. a
51. b
52. E
53. C
54. C
55. E
56. E
57. E
58. E
59. E
60. E
61. E
62. E
63. E
64. C
65. E
66. E
67. C
68. E
69. C
70. C
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Audiências, Acordo Extrajudicial, Resposta, Conciliação
Gustavo Deitos
GABARITO COMENTADOGABARITO COMENTADO
001. 001. (FCC/TRT-9ª REGIÃO (PR)/ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA JUDICIÁRIA/2022) Considere:
I – Maria, que responde à reclamação trabalhista movida por Celina, chegou 5 minutos 
atrasada à audiência, apregoada no horário e sendo a primeira da pauta. O juiz do trabalho 
não decretou sua revelia e confissão quanto à matéria de fato, uma vez que existe previsão 
legal de tolerância no atraso das partes e do juiz ou presidente quando for a primeira 
audiência do dia.
II – Na mesma Vara do Trabalho, na audiência seguinte, compareceu somente o advogado do 
reclamante, não apresentando nenhuma justificativa para a ausência de seu cliente. O juiz 
do trabalho determinou o arquivamento do feito e a condenação do autor no pagamento 
de custas processuais, ainda que concedendo os benefícios da justiça gratuita, podendo o 
autor no prazo de 15 dias ficar isento de seu pagamento se comprovar justificadamente 
o motivo de sua ausência.
III – Na terceira audiência da pauta, compareceu somente o advogado da empresa reclamada 
Frigorífico BR Ltda., já tendo juntado aos autos a contestação e documentos. O juiz do 
trabalho os aceitou e declarou que serão analisados quando da prolação da sentença.
IV – Já na quarta audiência, todas as partes compareceram acompanhadas de seus advogados. 
A reclamada, o Condomínio Edifício Residencial Sabiá, estava representada pelo preposto 
que presta serviços na Administradora do Condomínio, ou seja, não é empregado da ré, 
mas pode representá-lo uma vez que tem conhecimento dos fatos narrados nos autos. O 
juiz do trabalho aceitou o preposto presente como representante da reclamada.
De acordo com a legislação vigente e a jurisprudência pacificada do TST, as decisões tomadas 
pelo juiz estão corretas APENAS em
a) I e II.
b) I, II e III.
c) I, III e IV.
d) II, III e IV.
e) III e IV.
I – Errado. Inexiste previsão legal tolerando atraso no horário de comparecimento da parte 
na audiência (OJ 245 da SDI-I do TST).
II – Certo. O juiz aplicou a regra do art. 844, § 2º, da CLT, declarado constitucional na ADI 
5766 pelo STF.
III – Certo. O juiz aplicou a regra do art. 844, § 5º, da CLT.
IV – Certo. O art. 843, § 3º, da CLT permite que o preposto não tenha a condição de empregado.
Letra d.
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Audiências, Acordo Extrajudicial, Resposta, Conciliação
Gustavo Deitos
002. 002. (FCC/TRT-14ª REGIÃO (RO E AC)/ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA JUDICIÁRIA/2022) Na 
audiência inicial, compareceu o reclamante Marcelo e o Preposto da Metalúrgica Setembro 
S/A, onde o autor trabalhava, ambos acompanhados por seus respectivos advogados. Não 
houve conciliação entre as partes, tendo o Juiz do Trabalho recebido a defesa e dado vista 
ao reclamante para manifestação. Designada audiência de instrução, saindo cientes as 
partes que seriam tomados seus depoimentos pessoais e a oitiva de suas testemunhas, 
Marcelo, injustificadamente, não compareceu, tendo sido aplicada pelo Juiz a pena de 
confissão quanto à matéria de fato. O advogado de Marcelo, presente, consignou seus 
“protestos” no tocante à aplicação da confissão quanto à matéria de fato. Nos termos da 
CLT e jurisprudência pacificada do TST, o
a) Juiz agiu corretamente, pois nesse caso não é cabível a determinação do arquivamento 
da reclamação.
b) Juiz deveria ter determinado o arquivamento da reclamação, possibilitando a Marcelo 
o ajuizamento de nova ação.
c) Juiz não poderia ter aplicado a pena de confissão quanto à matéria de fato a Marcelo, 
uma vez que tal cominação se refere somente ao réu, quando revel.
d) advogado de Marcelo deveria ingressar com Agravo de Instrumento contra a decisão do 
Juiz e não apenas consignar seus “protestos”.
e) advogado de Marcelo deveria impetrar Mandado de Segurança contra o ato do Juiz, por 
ser autoridade coatora.
Por estar o processo em fase de instrução, a ausência de quaisquer das partes acarreta a 
confissão quanto à matéria de fato, ainda que o ausente tenha sido o reclamante (Súmula 
74 do TST). O arquivamento só ocorreria se a audiência fosse inicial.
Letra a.
003. 003. (FUMARC/TRT-3ª REGIÃO (MG)/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA/2022) Sobre 
as audiências no processo do trabalho, é INCORRETO afirmar:
a) A audiência de julgamento será contínua, mas, se não for possível, por motivo de força 
maior, concluí-la no mesmo dia, o juiz ou presidente marcará a sua continuação para a 
primeira desimpedida, independentemente de nova notificação.
b) A parte poderá apresentar defesa escrita pelo sistema de processo judicial eletrônico 
até a audiência.
c) Ausente o reclamado, presenteo advogado na audiência, não serão aceitos a contestação 
e os documentos eventualmente apresentados, devendo o juiz determinar a exclusão dos 
autos do processo.
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Audiências, Acordo Extrajudicial, Resposta, Conciliação
Gustavo Deitos
d) Ocorrendo motivo relevante, poderá o juiz suspender o julgamento, designando nova 
audiência.
e) Terminada a instrução, poderão as partes aduzir razões finais, em prazo não excedente 
de 10 (dez) minutos para cada uma. Em seguida, o juiz renovará a proposta de conciliação, 
e, não se realizando esta, será proferida a decisão.
O erro da letra “c” está em negar, diretamente, a regra do art. 844, § 5º, da CLT. As demais 
alternativas consistem em reproduções de regras de dispositivos da CLT, na íntegra.
Letra c.
004. 004. (FGV/SENADO FEDERAL/CONSULTOR LEGISLATIVO - DIREITO DO TRABALHO E DIREITO 
PREVIDENCIÁRIO/2022) Constantino ajuizou reclamação contra o seu ex-empregador 
requerendo o pagamento de horas extras e diferença salarial em razão de desvio funcional. 
A empresa foi citada, apresentou defesa com documentos e, no dia da audiência designada, 
se fez representar por Benício, um empregado terceirizado da área de vigilância que começou 
a trabalhar nas instalações do réu após a saída de Constantino. O autor se insurgiu contra 
esta situação, requerendo a aplicação da revelia ou, no mínimo, da confissão.
Considerando os fatos descritos e a previsão contida na CLT, assinale a afirmativa correta.
a) Na Justiça do Trabalho o preposto precisa ser empregado da empresa, daí porque irregular 
a situação.
b) Nenhuma irregularidade há no fato de o preposto ser empregado de uma terceirizada, 
devendo a audiência prosseguir normalmente.
c) A CLT é omissa a respeito, cabendo ao juiz decidir, mas se entender pela irregularidade 
deverá conceder prazo para sanar o vício.
d) O preposto poderá ser um terceirizado, desde que tenha vivenciado os fatos sobre os 
quais irá depor.
e) Desnecessário que o preposto seja empregado, mas precisa ser contemporâneo ao 
reclamante na empresa para que as suas declarações sejam aceitas.
O art. 843, § 3º, da CLT permite que o preposto não tenha a condição de empregado da 
reclamada. Logo, pode o preposto, por exemplo, ser um terceirizado.
Letra b.
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005. 005. (FGV/TRT-13ª REGIÃO (PB)/ANALISTA JUDICIÁRIO - OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR 
FEDERAL/2022) Cláudio e o seu ex-empregador chegaram a bom termo num acordo 
extrajudicial para romper o contrato de trabalho de Cláudio e indenizá-lo em R$ 18.000,00 
pelos anos de serviços prestados na empresa. Então, com cada parte assistida por seu próprio 
advogado, elaboraram uma minuta conjunta para homologação do acordo extrajudicial, 
que foi distribuída para a 10ª Vara do Trabalho, de Sousa/PB. O juiz designou audiência 
e, após interrogar o trabalhador, indeferiu a homologação desejada pelas partes porque 
concluiu que Cláudio seria prejudicado com o acordo, pois o valor foi reputado baixo pelo 
magistrado. Assim, o juiz extinguiu o processo na própria audiência.
Diante desta situação, assinale a afirmativa correta.
a) Nada pode ser feito porque o juiz não tem obrigação de homologar o acordo pretendido 
pelas partes.
b) As partes, em consenso, podem interpor recurso de agravo de petição para que o acordo 
seja homologado.
c) Desta decisão judicial, que tem a natureza jurídica de sentença, caberá recurso ordinário 
para o TRT da 13ª Região.
d) Qualquer das partes pode impetrar mandado de segurança para assegurar o direito 
líquido e certo de ter o acordo homologado judicialmente.
e) Se as partes apresentam um acordo que não é homologado, a ação será automaticamente 
convolada em reclamação trabalhista e prosseguir na forma da CLT.
A sentença que extingue a ação de homologação de acordo extrajudicial, não homologando 
a avença, é sujeita a recurso ordinário ao TRT, já que se trata de processo de conhecimento, 
ainda que de jurisdição voluntária.
Letra c.
006. 006. (FGV/TRT-13ª REGIÃO(PB)/ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA JUDICIÁRIA/2022) Eduarda 
ajuizou reclamação trabalhista contra o seu empregador, que foi distribuída para a 5ª Vara 
do Trabalho de Itaporanga/PB. A juíza titular designou audiência telepresencial. No dia e 
hora marcados, Eduarda compareceu com seu advogado, a empresa restou ausente, mas o 
advogado da reclamada estava presente, informando que no dia anterior havia protocolizado 
pelo Processo Judicial Eletrônico (PJe) sua defesa com documentos. O advogado de Eduarda 
requereu a aplicação da revelia e confissão, bem como a exclusão imediata da defesa e 
documentos apresentados.
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Audiências, Acordo Extrajudicial, Resposta, Conciliação
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Considerando a situação e os termos da CLT, assinale a afirmativa correta.
a) Deverão ser aceitos a contestação e os documentos apresentados.
b) Por se tratar de audiência telepresencial, não poderá haver qualquer punição.
c) Defesa e documentos juntados deverão obrigatoriamente ser excluídos.
d) O juiz deverá analisar o caso concreto e decidir se a defesa e documentos devem ou não 
permanecer nos autos.
e) Os documentos poderão permanecer nos autos, mas a defesa deve ser excluída.
A cobrança do examinador ficou restrita a duas regras. O art. 847, parágrafo único, da CLT 
dispõe: “A parte poderá apresentar defesa escrita pelo sistema de processo judicial eletrônico 
até a audiência” (ainda que na véspera). Ademais, o art. 844, § 5º, da CLT impõe a aceitação 
da defesa e dos documentos, quando apenas o advogado da reclamada é presente.
Letra e.
007. 007. (CEBRASPE/TRT - 8ª REGIÃO (PA E AP)/TÉCNICO JUDICIÁRIO - ÁREA ADMINISTRATIVA/2022) 
Francisco ajuizou reclamação trabalhista em desfavor de seu empregador. No dia e hora 
agendados para a audiência una de conciliação, instrução e julgamento, compareceram 
Francisco, seu advogado e o advogado do empregador. Todavia, o empregador não compareceu 
e nem justificou sua ausência.
Com base nessa situação hipotética e em relação às audiências de conciliação, instrução e 
julgamento, assinale a opção correta.
a) Em decorrência da ausência do reclamado, o processo deverá ser arquivado e posteriormente 
extinto sem resolução de mérito.
b) O reclamado será considerado como revel e seu advogado não poderá apresentar 
contestação.
c) Ainda que o reclamado não compareça em audiência, permite-se que o seu advogado 
apresente contestação.
d) Os efeitos da revelia deverão ser aplicados, ainda que o objeto da ação trate-se de direito 
indisponível.
e) O não comparecimento do reclamado importa revelia, além de confissão quanto à matéria 
de direito.
O art. 844, § 5º, da CLT impõe a aceitação da defesa e dos documentos, quando apenas o 
advogado da reclamada é presente.
Letra c.
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008. 008. (CEBRASPE/PGE-ES/PROCURADOR DO ESTADO/2023) No rito ordinário de uma ação 
trabalhista normal, cada uma das partes
a) só poderá indicar duas testemunhas, que comparecerão à audiência de instrução e 
julgamento independentemente de intimação.
b) não poderá indicar mais de três testemunhas, que comparecerão à audiência de instrução 
e julgamento independentemente de intimação.
c) poderá indicar até cinco testemunhas, que comparecerão à audiência de instrução e 
julgamento após a devida intimação.
d) poderá indicar até dez testemunhas, que comparecerão à audiência de instrução e 
julgamento após a devida intimação.
e) não poderá indicar mais de seis testemunhas, que comparecerão à audiência de instrução 
e julgamento após a devida intimação.
A questão limitou-se a cobrar o número máximo de testemunhas do rito ordinário: três 
(art. 821 da CLT).
Letra b.
009. 009. (FCC/TRT - 22ª REGIÃO(PI)/ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA JUDICIÁRIA/2022) O Sr. 
Firmino está indo para a audiência da reclamação trabalhista movida por sua ex-empregada 
doméstica, Solange. Seu advogado avisou que já foram protocolados a contestação, a 
procuração ad judicia e os documentos, eletronicamente. Apregoadas as partes, o advogado 
do Sr. Firmino não chegou a tempo e ele ingressou sozinho na sala de audiências, com a 
reclamante e sua advogada. Nessa oportunidade, ante a intenção das partes em não se 
conciliarem, o juiz informa ao reclamado que a contestação não foi juntada, somente a 
procuração de seu advogado. Nessa situação hipotética, nos termos da CLT,
a) o juiz concederá prazo para juntada da contestação e documentos em 24 horas, uma vez 
que não há revelia tendo o reclamado comparecido à audiência.
b) deverá o juiz redesignar nova data para audiência, tendo em vista que já foi juntada a 
procuração do advogado do reclamado, mas este não compareceu.
c) poderá o reclamado fazer sua defesa oralmente, em 20 minutos.
d) o juiz decretará a revelia e confissão quanto à matéria de fato ao reclamado, pois não 
foi juntada a contestação.
e) o juiz suspenderá a audiência, iniciando a próxima da pauta, para que dê tempo do 
advogado do reclamado chegar e elaborar a defesa oral, já que protocolada a procuração 
ad-judicia, somente seu patrono poderá fazê-lo.
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DiREito PRoCEssuAl Do tRAbAlho
Audiências, Acordo Extrajudicial, Resposta, Conciliação
Gustavo Deitos
A ausência de protocolo antecipado de contestação não ocasiona necessariamente a revelia. 
Afinal, a CLT permite a apresentação de defesa, oralmente, em audiência, por vinte minutos 
no máximo (art. 847 da CLT).
Letra c.
010. 010. (FCC/TRT-22ª REGIÃO(PI)/TÉCNICO JUDICIÁRIO - ÁREA ADMINISTRATIVA/2022) Lucília 
recebeu, no dia 04 de abril de 2022, segunda-feira, uma notificação para comparecer 
em uma audiência trabalhista designada para o dia 13 de abril de 2022, na qual deveria 
apresentar sua defesa escrita em relação aos fatos alegados por Jucélia, que foi sua 
empregada doméstica. No dia 11 de abril de 2022, Lucília encaminhou a notificação para 
seu advogado, para que o mesmo tomasse as providências cabíveis. Considerando tal fato, 
com base na previsão da CLT, Lucília
a) não precisa comparecer à audiência porque nomeou advogado para representá-la e 
apresentar sua defesa.
b) deverá comparecer à audiência e requerer prazo para apresentação da defesa, tendo em 
vista que seu advogado não teve tempo hábil para a elaboração da mesma.
c) não precisa comparecer à audiência, porque a notificação foi recebida com menos de 15 
dias da data designada para a audiência.
d) deverá comparecer à audiência e apresentar defesa, tendo em vista que para os processos 
envolvendo questões de empregado doméstico o prazo de antecedência para a notificação 
é de 48 horas.
e) deverá comparecer à audiência e apresentar defesa, tendo em vista que a notificação 
foi recebida com antecedência maior do que 5 dias da data designada para a audiência.
Entre a notificação e a audiência, passaram mais de cinco dias úteis, o chamado “quinquídio 
legal” (art. 841 da CLT). Logo, aplicam-se as regras gerais de comparecimento à audiência 
pelo empregador, sob pena de revelia (art. 844 da CLT).
Letra e.
011. 011. (CEBRASPE/FUNPRESP-EXE/ANALISTA DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR - ÁREA 
JURÍDICA/2022) Acerca dos procedimentos nos dissídios individuais, julgue o item a seguir.
Ainda que o advogado esteja presente na audiência, a ausência do reclamado impossibilitará 
a entrega da contestação e de documentos a ela acostados.
O art. 844, § 5º, da CLT dispõe: “Ainda que ausente o reclamado, presente o advogado na 
audiência, serão aceitos a contestação e os documentos eventualmente apresentados”.
Errado.
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Audiências, Acordo Extrajudicial, Resposta, Conciliação
Gustavo Deitos
012. 012. (CEBRASPE/PGE-CE/PROCURADOR DO ESTADO/2021) De acordo com a CLT, as propostas 
de conciliação no processo trabalhista ocorridas após a abertura da audiência de instrução 
e julgamento e depois de apresentadas as razões finais pelas partes são
a) facultativas nos dois casos.
b) obrigatória e facultativa, respectivamente.
c) facultativa e obrigatória, respectivamente.
d) obrigatórias nos dois casos.
A CLT exige, obrigatoriamente, duas propostas de conciliação (arts. 846, caput e 850, caput, 
CLT). O tema da ausência de prejuízo processual decorrente da formulação de apenas uma 
proposta é afeta à discussão doutrinária e jurisprudencial. O enunciado da questão, por 
sua vez, restringe-se aos termos da CLT.
Letra d.
013. 013. (UNESC/PGM/CRICIÚMA-SC/PROCURADOR DO MUNICÍPIO/2021) Audiência é o ato 
processual formal e solene, no qual o juiz analisa a petição inicial do autor, tenta a conciliação, 
recebe a resposta do réu, ouve as partes e as suas testemunhas, analisa documentos e 
profere a sentença. É nela que concentra a quase totalidade dos atos processuais. São 
públicas, podendo o juiz, se o interesse público o exigir, limitar a presença de pessoas, inclusive 
em determinados atos, às próprias partes e aos seus advogados. Para dar andamento ao 
processo, é imprescindível a presença das partes na audiência. Em relação a audiência, 
assinale a alternativa que não condiz com sua realização ou suas consequências:
a) O juiz ou presidente tem tolerância de atraso de 15 minutos na primeira audiência pautada; 
ultrapassado esse tempo, os presentes poderão retirar-se, devendo o ocorrido constar do 
livro de registro das audiências para que as partes não sofram prejuízos dessa ausência.
b) As partes e seus representantes, inclusive os advogados, não têm qualquer tolerância 
quanto a atrasos.
c) Na audiência inaugural (conciliatória/inicial), se o réu não se fizer presente (pessoalmente 
ou por meio de representante), mesmo que esteja presente o seu advogado, o juiz não 
aceitará sua defesa e decreta revelia, além de confissão quanto à matéria de fato.
d) O não-comparecimento do reclamante à audiência, mesmo que esteja presente o seu 
advogado, importa o arquivamento da reclamação e, este será condenadoao pagamento 
das custas, ainda que beneficiário da justiça gratuita, salvo se comprovar, no prazo de 
quinze dias, que a ausência ocorreu por motivo legalmente justificável.
e) Audiência é contínua, una, porém o juiz tem a faculdade de fracionar ou não a audiência 
e, o costume processual acabou fracionando a audiência no procedimento ordinário em 
até três: “audiência de conciliação”, “audiência de instrução” e “audiência de julgamento”.
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Audiências, Acordo Extrajudicial, Resposta, Conciliação
Gustavo Deitos
a) Errada. A questão pede pela alternativa incorreta, e esta encontra-se em conformidade 
com a regra do art. 815, parágrafo único, da CLT.
b) Errada. A questão pede pela alternativa incorreta, e esta encontra-se em conformidade 
com a compreensão fixada na OJ 245 da SDI-I do TST.
c) Certa. A questão pede pela alternativa incorreta, e esta afronta o art. 844, § 5º, da CLT, 
que dispõe: “Ainda que ausente o reclamado, presente o advogado na audiência, serão 
aceitos a contestação e os documentos eventualmente apresentados”.
d) Errada. A questão pede pela alternativa incorreta, e esta encontra-se em conformidade 
com a regra do art. 844, § 2º, da CLT.
e) Errada. É exatamente esta a prática processual comum em todo o Brasil, de que comentamos 
em aula. Como é um costume notório, a banca sentiu-se em condições de explorá-lo na 
prova objetiva.
Letra c.
014. 014. (QUADRIX/CREFITO-4º REGIÃO (MG)/ANALISTA DE PESSOAL/2021) De acordo com a 
legislação trabalhista, julgue o item.
Em caso de audiência trabalhista, o não comparecimento do reclamante importará no 
arquivamento da reclamação.
É a regra do art. 844, caput, da CLT.
Certo.
015. 015. (VUNESP/CÂMARA MUNICIPAL DE PINDORAMA-SP/PROCURADOR JURÍDICO/2020) No 
processo do trabalho, a compensação e a retenção
a) só poderão ser alegadas como matéria de defesa.
b) precisam ser alegadas por meio de exceção, sempre antes da audiência.
c) podem ser alegadas, pela primeira vez, em razões finais.
d) devem ser conhecidas ex officio pelo juiz do trabalho.
e) podem ser alegadas a qualquer momento, em qualquer grau de jurisdição.
Trata-se de entendimento consolidado na Súmula 48 do TST e respaldado no art. 767 da CLT.
Letra a.
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Audiências, Acordo Extrajudicial, Resposta, Conciliação
Gustavo Deitos
016. 016. (FCC/PREFEITURA DE CARUARU-PE/PROCURADOR DO MUNICÍPIO/2018) No tocante à 
audiência trabalhista, considere as seguintes assertivas:
I – Na hipótese de ausência do reclamante na primeira audiência em que deveria comparecer, 
sem qualquer justificativa, importa no arquivamento da reclamação, bem como na condenação 
em custas processuais, calculadas nos termos da lei, ainda que beneficiário da justiça gratuita.
II – Na hipótese de ausência do reclamado, na primeira audiência que deveria comparecer, 
mas presente seu advogado, serão aceitos a contestação e os documentos eventualmente 
apresentados.
III – Somente os empregadores domésticos, os micro e os pequenos empresários poderão se 
fazer substituir por preposto que tenha conhecimento dos fatos, não havendo a necessidade 
de ser seu empregado.
IV – Com o sistema do processo judicial eletrônico, não há mais a faculdade do reclamado 
deduzir sua defesa oralmente em 20 minutos, devendo, obrigatoriamente, apresentar 
contestação por escrito até a audiência.
Está correto o que se afirma APENAS em:
a) III e IV
b) II e III.
c) I e II.
d) II e IV.
e) I e III.
I – Certo. A primeira parte do item apresenta a consequência processual prevista no art. 
844, caput, da CLT, e sua segunda parte fala da respectiva sanção processual, prevista no 
§ 2º do mesmo dispositivo.
II – Certo. É exatamente a regra do art. 844, § 5º, da CLT.
III – Errado. A partir da Lei n. 13.467/2017, todos os reclamados, independentemente do 
porte, podem ser representados por preposto que tenha conhecimento dos fatos, sem que 
seja necessariamente seu empregado (art. 844, § 3º, da CLT).
IV – Errado. Tal faculdade processual continua existindo (art. 847, caput, CLT).
Letra c.
017. 017. (FCC/TRT-2ª REGIÃO (SP)/ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA JUDICIÁRIA/2018) Na audiência 
UNA da reclamação trabalhista movida por Ana Maria em face da empresa de laticínios Via 
Láctea Ltda., o preposto chegou 20 minutos atrasado, alegando que o pneu de seu carro 
havia furado a caminho do Fórum. A audiência não tinha se encerrado, sendo que a advogada 
da Reclamada tinha comparecido no horário, apresentado Defesa com documentos, mas 
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Gustavo Deitos
não havia proposta para acordo, sendo que o juiz estava marcando perícia para apuração 
de insalubridade no ambiente de trabalho. Neste momento, a advogada da Reclamada 
requereu que não fossem aplicados os efeitos da revelia e confissão, tendo em vista que 
o preposto esteve presente à audiência antes de seu término. Diante dos fatos narrados 
e, de acordo com a lei e a orientação jurisprudencial do Tribunal Superior do Trabalho, é 
correto afirmar que
a) não existe previsão legal tolerando atraso no horário de comparecimento da parte na 
audiência, sendo aplicados os efeitos da revelia e confissão à Reclamada, entretanto, 
presente a advogada, serão aceitos a contestação e os documentos apresentados.
b) assiste razão à Reclamada, tendo em vista que o preposto esteve presente à audiência 
antes de seu término, razão pela qual não serão aplicados os efeitos da revelia e confissão 
à empresa.
c) apesar de não existir previsão legal tolerando atrasos no horário de comparecimento da 
parte na audiência, tendo o preposto comparecido e apresentado justificativa para o seu 
atraso, deverá o juiz afastar os efeitos da revelia e confissão à Reclamada.
d) assiste razão à Reclamada, mas não porque o preposto chegou atrasado antes do término 
da audiência, mas, sim, porque a advogada esteve presente pontualmente.
e) não existe previsão legal tolerando atraso no horário de comparecimento da parte na 
audiência, sendo aplicados os efeitos da revelia e confissão à Reclamada, ainda, que presente 
a advogada, não serão aceitos a contestação e os documentos apresentados.
Conforme o art. 844, § 5º, da CLT, “Ainda que ausente o reclamado, presente o advogado 
na audiência, serão aceitos a contestação e os documentos eventualmente apresentados”. 
Ademais, a OJ 245 da SDI-I do TST esclarece que não existe previsão legal de tolerância de 
atraso da parte à audiência.
Letra a.
018. 018. (FCC/TRT-6ª REGIÃO(PE)/TÉCNICO JUDICIÁRIO - ÁREA ADMINISTRATIVA/2018) A padaria 
Doces Sonhos foi acionada em uma reclamação trabalhista por seu ex-empregado Zeus, 
que postulou por pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 2.000,00 (dois 
mil reais). Na audiência UNA realizada,
a) as partes deverão comparecer, acompanhadas dos respectivos advogados, sob pena de 
adiamento para outra sessão.
b) ausente a parte reclamada, ainda que presente oseu advogado na audiência, não serão 
aceitos a contestação e os documentos eventualmente apresentados, sendo aplicada a 
revelia.
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Audiências, Acordo Extrajudicial, Resposta, Conciliação
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c) é permitido ao empregador fazer-se substituir pelo gerente, ou qualquer outro preposto 
que, não precisa ser empregado da parte reclamada, tenha conhecimento do fato e cujas 
declarações obrigarão o proponente.
d) caso o juiz não tenha comparecido até trinta minutos após a hora marcada, os presentes 
poderão retirar-se, aguardando a designação de nova audiência.
e) o juiz manterá a ordem nas audiências, mas não pode mandar retirar do recinto os 
assistentes que a perturbarem em razão da publicidade das audiências dos órgãos da 
Justiça do Trabalho.
a) Errada. As partes devem comparecer, mas a presença do advogado é facultativa (jus 
postulandi).
b) Errada. Conforme o art. 844, § 5º, da CLT, “Ainda que ausente o reclamado, presente 
o advogado na audiência, serão aceitos a contestação e os documentos eventualmente 
apresentados”.
c) Certa. O art. 843, § 1º, da CLT dispõe: “É facultado ao empregador fazer-se substituir pelo 
gerente, ou qualquer outro preposto que tenha conhecimento do fato, e cujas declarações 
obrigarão o proponente”. Já seu § 3º esclarece que o preposto não precisa ser empregado 
do reclamado, nestes termos: “O preposto a que se refere o § 1º deste artigo não precisa 
ser empregado da parte reclamada”.
d) Errada. O prazo de tolerância de atraso do juiz é de 15 minutos (art. 815, parágrafo 
único, CLT).
e) Errada. O juiz ou presidente manterá a ordem nas audiências, podendo mandar retirar 
do recinto os assistentes que a perturbarem (art. 816 da CLT).
Letra c.
019. 019. (FCC/TRT-21ª REGIÃO(RN)/TÉCNICO JUDICIÁRIO - ÁREA ADMINISTRATIVA/2017) Olívia 
ajuizou reclamação trabalhista em face da sua ex-empregadora, mas não compareceu 
à audiência UNA designada, acarretando o arquivamento da ação. O juiz deferiu-lhe os 
benefícios da justiça gratuita, mas condenou-a ao pagamento de custas processuais 
calculadas na forma da lei. Se Olívia tiver a intenção de ajuizar nova reclamação
a) deverá comprovar o pagamento das custas processuais da ação arquivada, uma vez que 
poderia ter justificado sua ausência na própria audiência, por meio de seu advogado ou 
representante legal.
b) não precisará comprovar o pagamento das custas processuais da ação arquivada, uma 
vez que é beneficiária da justiça gratuita, sendo sua única finalidade a perda, pelo prazo 
de 9 meses do direito de reclamar perante a Justiça do Trabalho.
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c) deverá comprovar o pagamento das custas processuais da ação arquivada ou comprovar 
em quinze dias do arquivamento que a ausência ocorreu por motivo legalmente justificável, 
requerendo sua isenção do pagamento.
d) não precisará comprovar o pagamento das custas processuais da ação arquivada, uma 
vez que é beneficiária da justiça gratuita, sendo sua única penalidade a perda, pelo prazo 
de 6 meses do direito de reclamar perante a Justiça do Trabalho.
e) poderá ingressar novamente com reclamação, requerendo, preliminarmente, que o juiz 
isente-a do pagamento das custas processuais da ação arquivada, comprovando que a 
ausência ocorreu por motivo legalmente justificável.
O art. 844, § 2º, da CLT, incluído pela Lei n. 13.467/2017 e de constitucionalidade confirmada 
pelo STF na ADI n. 5766, dispõe:
JURISPRUDÊNCIA
Na hipótese de ausência do reclamante, este será condenado ao pagamento das 
custas calculadas na forma do art. 789 desta Consolidação, ainda que beneficiário da 
justiça gratuita, salvo se comprovar, no prazo de quinze dias, que a ausência ocorreu 
por motivo legalmente justificável.
Letra c.
020. 020. (FCC/TRT-21ª REGIÃO(RN)/TÉCNICO JUDICIÁRIO - ÁREA ADMINISTRATIVA/2017) O 
Banco Fortuna S/A preferiu que o preposto Carlos, empregado em Belo Horizonte, fosse 
representá-lo em audiência da reclamação trabalhista movida na cidade de Natal. Carlos 
se encantou com as praias do local e chegou atrasado para a audiência UNA designada, 
tendo comparecido o advogado da empresa, munido de procuração e juntado contestação 
oportunamente. Tendo em vista a legislação vigente, alterada pela Lei n. 13.467/2017,
a) somente será decretada a revelia ao reclamado, sendo vedado o recebimento da contestação 
e documentos eventualmente apresentados, que serão desentranhados.
b) não será decretada a revelia, nem a confissão quanto à matéria de fato ao reclamado, 
mas, ainda que ausente o preposto, presente o advogado na audiência, serão aceitos a 
contestação e os documentos eventualmente apresentados.
c) somente será aplicada a confissão quanto à matéria de fato ao reclamado, mas, ainda 
que ausente o preposto, presente o advogado na audiência, serão aceitos a contestação e 
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d) será decretada a revelia e a confissão quanto à matéria de fato ao reclamado, sendo 
vedado o recebimento da contestação e documentos eventualmente apresentados, que 
serão desentranhados.
e) será decretada a revelia, além da confissão quanto à matéria de fato ao reclamado, mas, 
ainda que ausente o preposto, presente o advogado na audiência, deverão ser aceitos a 
contestação e os documentos eventualmente apresentados.
Conforme o art. 844, § 5º, da CLT, “Ainda que ausente o reclamado, presente o advogado 
na audiência, serão aceitos a contestação e os documentos eventualmente apresentados”. 
Logo, a revelia e a confissão, embora aplicáveis, serão confrontadas com esses elementos.
Letra e.
021. 021. (FGV/OAB/2018) Seu escritório foi contratado pela empresa Alumínio Brilhante Ltda. 
para assisti-la juridicamente em uma audiência. Você foi designado(a) para a audiência. 
Forneceram-lhe cópia da defesa e dos documentos, e afirmaram que tudo já havia sido 
juntado aos autos do processo eletrônico. Na hora da audiência, tendo sido aberta esta, 
bem como os autos eletrônicos do processo, o juiz constatou que a defesa não estava nos 
autos, mas apenas os documentos.
Diante disso, o juiz facultou-lhe a opção de apresentar defesa. Nos exatos termos previstos 
na CLT, você deverá
a) entregar a cópia escrita que está em sua posse.
b) aduzir defesa oral em 20 minutos.
c) requerer o adiamento da audiência para posterior entrega da defesa.
d) requerer a digitalização da sua defesa para a juntada no processo.
Conforme o art. 847 da CLT, “não havendo acordo, o reclamado terá vinte minutos para 
aduzir sua defesa, após a leitura da reclamação, quando esta não for dispensada por ambas 
as partes”. Portanto, não sendo a defesa apresentada no sistema do PJ-e até o momento 
da audiência, a forma oral, em 20 minutos, será a única possível para impedir a revelia.
Letra b.
022. 022. (FGV/OAB/2018) Umasociedade empresária ajuizou ação de consignação em pagamento 
em face do seu ex-empregado, com o objetivo de realizar o depósito das verbas resilitórias 
devidas ao trabalhador e obter quitação judicial da obrigação. No dia designado para a audiência 
una, a empresa não compareceu nem se justificou, estando presente o ex-empregado.
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Indique, de acordo com a CLT, o instituto jurídico que ocorrerá em relação ao processo.
a) Revelia.
b) Remarcação da audiência.
c) Arquivamento.
d) Confissão ficta.
Se o autor/reclamante é ausente à primeira audiência do processo, este deve ser extinto 
sem mérito (arquivado, na linguagem da CLT). O fato de o autor ser o empregador não muda 
em nada essa lógica. Tal regra está no art. 844, caput, da CLT: “O não-comparecimento 
do reclamante [autor] à audiência importa o arquivamento da reclamação, e o não-
comparecimento do reclamado importa revelia, além de confissão quanto à matéria de fato.”.
Letra c.
023. 023. (FGV/OAB/2017) Rodolfo Alencar ajuizou reclamação trabalhista em desfavor da 
sociedade empresária Sabonete Silvestre Ltda. Em síntese, ele afirma que cumpria longa 
jornada de trabalho, mas que não recebia as horas extras integralmente. A defesa nega o 
fato e advoga que toda a sobrejornada foi escorreitamente paga, nada mais sendo devido 
ao reclamante no particular.
Na audiência designada, cada parte conduziu duas testemunhas, que começaram a ser 
ouvidas pelo juiz, começando pelas do autor. Após o magistrado fazer as perguntas que 
desejava, abriu oportunidade para que os advogados fizessem indagações, e o patrono do 
autor passou a fazer suas perguntas diretamente à testemunha, contra o que se opôs o 
juiz, afirmando que as perguntas deveriam ser feitas a ele, que, em seguida, perguntaria 
à testemunha.
Diante do incidente instalado e de acordo com o regramento da CLT, assinale a afirmativa 
correta.
a) Correto o advogado, pois, de acordo com o CPC, o advogado fará perguntas diretamente 
à testemunha.
b) A CLT não tem dispositivo próprio, daí porque poderia ser admitido tanto o sistema 
direto quanto o indireto.
c) A CLT determina que o sistema seja híbrido, intercalando perguntas feitas diretamente 
pelo advogado, com indagações realizadas pelo juiz.
d) Correto o magistrado, pois a CLT determina que o sistema seja indireto ou presidencial.
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Conforme o art. 820 da CLT, “as partes e testemunhas serão inquiridas pelo juiz ou presidente, 
podendo ser reinquiridas, por seu intermédio, a requerimento dos vogais, das partes, seus 
representantes ou advogados”. Depreendendo a regra deste texto ontológico, chegamos 
à conclusão de que as partes devem perguntar ao juiz e este, às testemunhas. É o que a 
doutrina costuma chamar de Sistema Presidencial ou Direto de coleta da prova testemunhal.
Letra d.
024. 024. (FGV/OAB/2016) Feito o pregão em reclamação trabalhista, as partes sentam à mesa de 
audiência com seus respectivos advogados e informam ao juiz que conciliaram. Analisando 
os termos da petição inicial, o juiz entende que a proposta de acordo é lesiva ao trabalhador, 
e informa que em razão disso não irá homologá-la.
Sobre o caso apresentado, de acordo com a CLT e o entendimento consolidado do TST, 
assinale a afirmativa correta.
a) Agiu incorretamente o juiz, pois se as partes desejam o acordo e estão assistidas, essa 
vontade precisa ser respeitada.
b) A negativa de homologação do acordo por parte de um juiz obriga aos demais magistrados, 
inclusive os substitutos, em razão do princípio da unidade.
c) O juiz cometeu uma impropriedade, pois necessitaria, de acordo com a CLT, da presença 
do Ministério Público do Trabalho para negar a homologação ao acordo.
d) Correta a atitude judicial porque a homologação de um acordo é faculdade do magistrado.
Conforme a Súmula 418 do TST, a homologação de acordo é faculdade do juiz. Logo, ele não 
tem o dever de homologá-lo, só pelo fato de as partes formalmente requererem.
Letra d.
025. 025. (FGV/OAB/2016) Em reclamação trabalhista, na qual você figurava como advogado 
da ré, seu processo era o primeiro da pauta de audiências, designado para as 9h00min. 
Entretanto, já passados 25 minutos do horário da sua audiência, o juiz ainda não havia 
comparecido e você e seu cliente tinham audiência em outra Vara às 9h40min.
Nesse caso, de acordo com previsão expressa na CLT, assinale a opção que apresenta o 
procedimento a ser adotado.
a) O advogado e o cliente poderão se retirar, devendo o ocorrido constar do livro de registro 
de audiências.
b) O advogado e o cliente deverão aguardar até que se completem 30 minutos para, então, 
se retirar e consignar o ocorrido em livro próprio.
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Audiências, Acordo Extrajudicial, Resposta, Conciliação
Gustavo Deitos
c) O advogado e o cliente deverão tentar inverter a pauta de audiências, comunicando ao 
secretário de audiências que estarão em outra Vara para posterior retorno e realização da 
assentada.
d) O advogado e o cliente deverão se retirar e depois juntar cópia da ata da audiência da 
outra Vara com a justificativa pela ausência.
O juiz tem o prazo de 15 minutos de tolerância de atraso à audiência, a contar da hora 
marcada. Conforme o art. 815, parágrafo único, da CLT, “se, até 15 (quinze) minutos após a 
hora marcada, o juiz ou presidente não houver comparecido, os presentes poderão retirar-
se, devendo o ocorrido constar do livro de registro das audiências”.
Letra a.
026. 026. (FGV/OAB/2016) Mário ajuizou reclamação trabalhista em face de seu ex-empregador. 
No dia da audiência, não compareceu, razão pela qual o processo foi arquivado. Em nova 
ação proposta em idênticos termos, o juiz extinguiu o feito sem resolução do mérito, pois 
a ré não foi localizada. Imediatamente, Mário ajuizou a demanda pela terceira vez. Na 
audiência, com todos presentes, o advogado da sociedade empresária aduziu que o juiz 
deveria extinguir o processo sem resolução do mérito em razão da perempção, pois não 
decorreu o prazo de seis meses entre o segundo e o terceiro processo.
Sobre a hipótese apresentada, na qualidade de advogado de Mário, assinale a afirmativa 
correta.
a) Deverá ser requerido que o juiz apenas suspenda o processo.
b) Deverá desistir da ação para evitar a condenação em custas.
c) Deverá aduzir que o prazo de seis meses é contado da primeira ação.
d) Deverá aduzir que não houve perempção e requerer o prosseguimento do feito.
Estudamos que o fenômeno da perempção (sanção processual) ocorre quando, também, 
quando a parte dá causa ao arquivamento duas vezes seguidas, por não comparecer à 
primeira audiência. No caso retratado nessa questão, o fenômeno da perempção não 
ocorreu. As duas extinções do processo sem mérito ocorreram por motivos distintos: a 
primeira, por ausência à primeira audiência(art. 844); a segunda, por não localização da ré 
em procedimento sumaríssimo (art. 852-B, § 1º). Logo, não ocorreu perempção, pois esta 
só ocorreria se as duas extinções fossem devidas ao mesmo motivo: ausência à primeira 
audiência (art. 844, caput, da CLT).
Letra d.
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Gustavo Deitos
027. 027. (FGV/OAB/2016) Na fase de execução de uma reclamação trabalhista, as partes se 
apresentaram ao juiz da causa postulando a homologação de acordo que envolveria 80% 
do valor que estava sendo executado.
Diante dessa situação, de acordo com a CLT e o entendimento consolidado do TST, assinale 
a afirmativa correta.
a) O juiz não pode homologar o acordo porque estará violando a coisa julgada, pois o 
pagamento estará sendo feito em valor inferior àquele determinado pela Justiça.
b) O juiz tem a obrigação de homologar o acordo, se essa é a legítima vontade das partes, 
sem vícios ou dúvidas.
c) O acordo, uma vez homologado, faz coisa julgada material para todos, sem exceção, 
somente podendo ser desconstituído por ação anulatória.
d) É possível a homologação do acordo, que pode ser realizado a qualquer momento, mas 
ficará a critério do juiz fazê-lo à luz do caso concreto.
Conforme o art. 764 da CLT e seus parágrafos, as partes podem celebrar acordo a qualquer 
momento, inclusive após o trânsito em julgado (após o encerramento do juízo conciliatório). 
Trata-se do acordo celebrado em fase de execução, que às vezes ocorre para que a execução 
não demore tanto. Ademais, o juiz tem a mera faculdade de homologar o acordo, não 
estando a obrigado a tanto (Súmula 418 do TST).
Letra d.
028. 028. (FGV/OAB/2014) Plínio, empregado da Padaria Pão Bom Ltda., insatisfeito com o 
trabalho, procurou seu empregador pedindo para ser mandado embora. O empregador 
aceitou a proposta, desde que tudo fosse realizado por intermédio de um acordo na Justiça 
do Trabalho, motivo pelo qual foi elaborada ação trabalhista pedindo verbas rescisórias. 
No dia da audiência, as partes disseram que se conciliaram, mas o juiz, ao indagar Plínio, 
compreendeu o que estava ocorrendo e decidiu não homologar o acordo.
Para a hipótese, assinale a opção correta.
a) Plínio deverá impetrar Mandado de Segurança para obter a homologação do acordo.
b) A homologação do acordo é faculdade do juiz, que poderá não homologá-lo.
c) Sendo a conciliação um princípio do processo do trabalho, deverá o processo ser remetido 
para outra Vara para homologação por outro juiz.
d) Plínio deverá interpor reclamação correicional para obter a homologação do acordo.
Conforme a Súmula 418 do TST, a homologação de acordo é faculdade do juiz. Logo, ele não 
tem o dever de homologá-lo, só pelo fato de as partes formalmente requererem.
Letra b.
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Audiências, Acordo Extrajudicial, Resposta, Conciliação
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029. 029. (INÉDITA/2019) Julgue o item subsequente:
A parte poderá apresentar defesa escrita pelo sistema do processo judicial eletrônico até 
a audiência. Se não a apresentar pelo sistema do processo judicial eletrônico, o reclamado 
deverá oferecer sua defesa de forma oral em audiência, pelo prazo de vinte minutos.
São, respectivamente, as regras dos artigos 847, parágrafo único, e caput do mesmo artigo, 
da CLT.
Certo.
030. 030. (FGV/OAB/2013) Em 10/04/2013 a empresa AlfaBeta Ltda. recebeu cópia da petição 
inicial de ação em face dela ajuizada, com notificação citatória para audiência no dia 
14/04/2013. Nesta data, compareceu apenas o preposto da ré, munido da respectiva carta 
e carteira de trabalho, sem portar defesa, requerendo oralmente o adiamento da audiência.
A partir do caso apresentado, assinale a afirmativa correta.
a) O juiz deverá manter a audiência e aplicar a revelia por ausência de defesa.
b) O juiz deverá adiar a audiência pela exiguidade de tempo entre a citação e a realização 
da audiência.
c) O juiz deverá manter a audiência, podendo o preposto apresentar defesa oral no prazo 
legal de 20 minutos, já que vigora o jus postulandi.
d) Face aos princípios da celeridade e economia processual, o juiz deverá manter a audiência, 
mas em razão da presença da ré, evidente o ânimo de defesa, não aplicará a revelia.
Eis aqui a regra do quinquídio legal: entre a notificação inicial e a data da audiência, deve 
haver um intervalo mínimo de 5 dias (art. 841 da CLT). Considerando-se as datas informadas 
pela questão (10/04 e 14/04), tal intervalo não foi observado. Logo, a audiência deve ser 
adiada, sob pena de nulidade de todos os atos processuais nela praticados.
Letra b.
031. 031. (FGV/OAB/2013) Um determinado trabalhador ajuizou uma reclamação trabalhista 
e, na data designada, faltou injustificadamente à audiência. Seu advogado requereu o 
desentranhamento dos documentos, no que foi atendido. Dois meses depois, apresentou 
a mesma reclamação, mas posteriormente resolve desistir dela em mesa de audiência, o 
que foi homologado pelo magistrado, sendo extinto o processo sem resolução do mérito.
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Gustavo Deitos
Caso queira ajuizar uma nova ação, o trabalhador
a) terá de aguardar o prazo de seis meses, pois contra ele será aplicada a pena de perempção.
b) poderá ajuizar a nova ação de imediato, contanto que pague o valor de uma multa que 
será arbitrada pelo juiz.
c) não precisará aguardar nenhum prazo para ajuizar nova ação.
d) deverá aguardar seis meses para ajuizar ação contra aquele empregador, mas não para 
outros que porventura venha a ter.
Estudamos que o fenômeno da perempção (sanção processual) ocorre quando, também, 
quando a parte dá causa ao arquivamento duas vezes seguidas, por não comparecer à 
primeira audiência. No caso retratado nessa questão, o fenômeno da perempção não ocorreu. 
As duas extinções do processo sem mérito ocorreram por motivos distintos: a primeira, 
por ausência à primeira audiência (art. 844); a segunda, por desistência. Logo, não ocorreu 
perempção, pois esta só ocorreria se as duas extinções fossem devidas ao mesmo motivo: 
ausência à primeira audiência (art. 844, caput, da CLT).
Letra c.
032. 032. (FGV/OAB/2013) Em reclamação trabalhista movida contra um município, este não 
comparece à audiência inaugural.
Diante dessa hipótese, assinale a afirmativa correta.
a) Não se cogita de revelia porque o direito é indisponível.
b) Aplica-se a revelia contra o ente público.
c) Não há revelia, mas se aplica a confissão.
d) O juiz deve designar audiência de instrução, haja vista tratar-se de ente público.
Conforme a OJ 152 da SDI-I do TST, “pessoa jurídica de direito público sujeita-se à revelia 
prevista no artigo 844 da CLT”. Logo, a regra do art. 844 não sofre nenhuma mudança diante 
de entes públicos, como o Município.
Letra b.
033. 033. (FGV/OAB/2007) Pedro e a empresa Mar Grande pactuaram acordo para resolução de 
reclamação trabalhista. Formalizaram o acordo por escrito,Abaixo, a história regra do livro próprio:
Art. 817 - O registro das audiências será feito em livro próprio, constando de cada registro os 
processos apreciados e a respectiva solução, bem como as ocorrências eventuais.
Parágrafo único. Do registro das audiências poderão ser fornecidas certidões às pessoas que 
o requererem.
A partir da informatização dos processos judiciais, o registro das audiências em livro 
tornou-se prática reduzida ao desuso. As atas das audiências são automaticamente juntadas 
aos autos eletrônicos.
O parágrafo único, por sua vez, possibilita que todas as pessoas (partes ou não do litígio) 
requeiram certidões das audiências, que consistem, na prática, em cópias das respectivas 
atas de audiência.
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2 . AuDiÊNCiA: PRoCEDiMENto, ARQuiVAMENto E REVEliA2 . AuDiÊNCiA: PRoCEDiMENto, ARQuiVAMENto E REVEliA
Estudamos boa parte do procedimento da audiência na aula em que tratamos dos 
procedimentos ordinário e sumaríssimo, tendo em vista a direta relação entre os temas.
As regras procedimentais dos ritos têm muita relação com a audiência, uma vez que 
o processo do trabalho tem entre suas principais características a concentração dos atos 
processuais em audiência, em decorrência do Princípio da Oralidade.
Algumas regras procedimentais da audiência em si não foram tratadas ainda, mas serão 
a partir de agora. Por outro lado, aproveitaremos o conteúdo passado na aula sobre os 
procedimentos quanto às regras já estudadas, de modo a otimizar seu estudo, concentrando-o 
em um só material, evitando-se fragmentações.
Existe um intervalo mínimo que deve ser observado entre o recebimento da notificação 
inicial pelo reclamado e a data da audiência designada. Veja:
O prazo legal para que a notificação inicial ocorra é de 48 horas, contadas do protocolo 
da reclamação trabalhista. Nesta notificação, deverá constar a data da audiência inicial 
(audiência de conciliação, ou audiência una, se for rito sumaríssimo). Essa audiência deve 
ser marcada com respeito ao prazo mínimo de 5 dias, entre o recebimento da notificação 
pelo reclamado e a data escolhida para a audiência.
Esta regra está no art. 841 da CLT, que enuncia:
Art. 841 - Recebida e protocolada a reclamação, o escrivão ou secretário, dentro de 48 (quarenta 
e oito) horas, remeterá a segunda via da petição, ou do termo, ao reclamado, notificando-o ao 
mesmo tempo, para comparecer à audiência do julgamento, que será a primeira desimpedida, 
depois de 5 (cinco) dias.
Se a audiência ocorrer em prazo inferior a 5 dias da notificação, ela será nula. A ideia 
disso é dar ao reclamado tempo suficiente para estruturar sua defesa. Essa regra é chamada 
de quinquídio legal.
Abaixo, apresentarei comentários individualizados aos artigos 843 a 845, que dispõem 
sobre as condições mínimas que as partes devem preencher em audiência (preposto, 
justificação de ausência, etc.), bem como sobre as consequências do não atendimento 
dessas condições (arquivamento e revelia).
Art. 843 - Na audiência de julgamento deverão estar presentes o reclamante e o reclamado, 
independentemente do comparecimento de seus representantes salvo, nos casos de Reclamatórias 
Plúrimas ou Ações de Cumprimento, quando os empregados poderão fazer-se representar pelo 
Sindicato de sua categoria.
 Obs.: Não dê muita importância ao fato de alguns artigos fazerem menção à “audiência 
de julgamento”. A CLT planejou a audiência trabalhista para ser una (única) em todos 
os ritos, mas, na prática, implementou-se a cisão dela em três (no rito ordinário).
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Gustavo Deitos
Como já vimos em outras aulas, as partes, no processo do trabalho, podem comparecer à 
audiência sem advogado ( jus postulandi). É por isso que o artigo fala “independentemente 
do comparecimento de seus representantes”. Com ou sem advogado, o reclamante e o 
reclamado devem estar presentes na audiência, ou substituídos por alguém nas hipóteses 
permitidas pela lei, como veremos adiante.
Ademais, a CLT dá ao sindicato a legitimidade extraordinária para atuar como 
representante dos trabalhadores em reclamação trabalhista individual plúrima. Já vimos 
em outras aulas que esta espécie de reclamação consiste em litisconsórcio ativo, formado 
quando os trabalhadores reivindicam direitos com identidade de matéria, tendo trabalhado 
na mesma empresa ou estabelecimento.
No caso das Ações de Cumprimento (tema de uma aula específica no nosso curso), 
qualquer empregado pode, individualmente, ajuizá-la. Portanto, o sindicato poderá substituir 
esse empregado mesmo que ele seja o único no polo ativo da ação, diferentemente da 
reclamação plúrima, onde necessariamente há mais de um empregado no polo ativo.
Para sintetizar:
§ 1º É facultado ao empregador fazer-se substituir pelo gerente, ou qualquer outro preposto 
que tenha conhecimento do fato, e cujas declarações obrigarão o proponente.
De acordo com o que estudamos na aula sobre Partes e Procuradores, em qualquer caso, 
sem depender de qualquer justificativa, o empregador poderá ser representado por pessoa 
que tenha conhecimento do fato. Pode ser o gerente, um empregado seu, ou qualquer 
conhecido. O único requisito essencial para representar o empregador reclamado é ter 
conhecimento do fato.
A Reforma Trabalhista acrescentou ao art. 843 da CLT o § 3º, que dispõe: “O preposto 
a que se refere o § 1º deste artigo não precisa ser empregado da parte reclamada.”.
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Gustavo Deitos
Antes da Reforma, a regra era diferente. Alguns empregadores específicos deveriam 
eleger prepostos necessariamente empregados da reclamada (Súmula 377 do TST). Agora, 
a súmula que tratava sobre isso está totalmente superada. Todo e qualquer empregador 
poderá ser representado em audiência por qualquer pessoa que tenha conhecimento 
dos fatos narrados na reclamação.
Outra regra importantíssima é que o advogado não pode, em hipótese alguma, atuar, 
ao mesmo tempo, como advogado e preposto numa audiência trabalhista. É possível que 
o advogado atue somente como preposto, por exemplo. Essa proibição está também no 
art. 23 do Código de Ética da OAB.
§ 2º Se por doença ou qualquer outro motivo poderoso, devidamente comprovado, não for 
possível ao empregado comparecer pessoalmente, poderá fazer-se representar por outro 
empregado que pertença à mesma profissão, ou pelo seu sindicato.
Para otimizar seu estudo, apresentarei, abaixo, as considerações feitas na aula sobre 
Partes e Procuradores, onde os detalhes da regra ora em comento foram esmiuçados.
O adjetivo “poderoso”, pelo que a grande maioria dos juristas afirmam, foi escrito de forma 
equivocada. Na verdade, a redação deveria ser apresentada com o adjetivo “ponderoso”, 
que indicaria um motivo ponderável (comparável, associável) com a doença.e encaminharam petição ao 
juiz, com cópia do acordo em anexo, formulando pedido de homologação. O juiz, contudo, 
não homologou o acordo. Pedro, então, impetrou mandado de segurança contra o juiz, 
pleiteando a homologação do acordo via concessão de segurança.
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Considerando essa situação hipotética, assinale a opção correta.
a) O desembargador designado relator deve conceder a segurança, pois caberia ao juiz a 
homologação do acordo, uma vez que a vontade das partes deve prevalecer.
b) O desembargador designado relator não deve sequer conhecer as razões do mandado 
de segurança, já que o juiz de 1º grau não seria autoridade coatora, sendo, portanto, parte 
ilegítima.
c) A homologação do acordo constitui uma faculdade do juiz, inexistindo direito líquido e 
certo tutelável pela via do mandado de segurança.
d) Não é cabível mandado de segurança na justiça do trabalho.
O mandado de segurança é cabível na Justiça do Trabalho e será objeto de aula específica. 
Contudo, quando o juiz recusa-se a homologar acordo, o MS não será o meio adequado para 
impugnar essa decisão. É a regra da Súmula 418 do TST:
JURISPRUDÊNCIA
A homologação de acordo constitui faculdade do juiz, inexistindo direito líquido e certo 
tutelável pela via do mandado de segurança.
Letra c.
034. 034. (FGV/OAB/2012) Numa reclamação trabalhista, o autor teve reconhecido o direito ao 
pagamento de horas extras, sem qualquer reflexo. Após liquidado o julgado, foi homologado 
o valor de R$ 15.000,00, iniciando-se a execução. Em seguida, as partes comparecem em 
juízo pleiteando a homologação de acordo no valor de R$ 10.000,00.
Com base no narrado acima, é correto afirmar que
a) o juiz não pode homologar o acordo porque isso significaria violação à coisa julgada.
b) é possível a homologação do acordo, mas o INSS será recolhido sobre R$ 15.000,00.
c) a homologação do acordo, no caso, dependeria da concordância do órgão previdenciário, 
pois inferior ao valor homologado.
d) é possível a homologação do acordo, e o INSS será recolhido sobre R$ 10.000,00.
Conforme o art. 764, § 3º, da CLT, os acordos podem ser celebrados inclusive após o 
encerramento do juízo conciliatório. Modernamente, isso significa que os acordos podem 
ocorrer inclusive na fase de execução de sentença. Nesse caso, as contribuições previdenciárias 
incidirão sobre o valor do acordo; do contrário, a contribuição teria uma base de cálculo 
fictícia. É a regra da OJ 376 da SDI-I do TST:
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JURISPRUDÊNCIA
É devida a contribuição previdenciária sobre o valor do acordo celebrado e homologado 
após o trânsito em julgado de decisão judicial, respeitada a proporcionalidade de 
valores entre as parcelas de natureza salarial e indenizatória deferidas na decisão 
condenatória e as parcelas objeto do acordo.
Estudamos com profundidade essa OJ na aula sobre as Nulidades.
Letra d.
035. 035. (FGV/OAB/2012) No processo trabalhista, a compensação ou retenção
a) só poderá ser arguida como matéria de defesa.
b) poderá ser arguida em qualquer fase do processo, mesmo na execução definitiva da 
sentença.
c) poderá ser arguida em qualquer momento, até que a sentença seja proferida pelo juiz 
de 1ª instância.
d) poderá ser arguida em qualquer momento, até que a sentença tenha transitado em 
julgado.
É a regra do art. 767 da CLT, conjugada com a Súmula 48 do TST.
Letra a.
036. 036. (OAB-SP/OAB-SP/2005) Na reclamação ajuizada pelo trabalhador, para a cobrança de 
direito irrenunciável, correspondente a salário mínimo não pago, ausentes ambas as partes 
à única audiência designada,
a) deve designar-se nova audiência, com condução coercitiva das partes.
b) o reclamado é considerado revel.
c) o processo é arquivado.
d) encerra-se a instrução, julgando o feito no estado em que se encontra.
Como vimos, caso ambas sejam ausentes, é aplicada a regra que, naturalmente, deve ser 
analisada antes da ausência do reclamado, que é a regra atinente à ausência do reclamante. 
Eventual arquivamento do processo prejudicaria toda a sequência, inclusive a revelia do 
reclamado. Logo, o processo será arquivado (extinto sem exame do mérito, nos termos 
do art. 844 da CLT).
Letra c.
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037. 037. (VUNESP/OAB-SP/2007) Empresa, alegando ser credora do Reclamante por dívida 
de natureza trabalhista, apresenta, apenas por ocasião da execução definitiva, pedido de 
compensação. O pedido deve ser
a) indeferido, pois deveria ter sido formulado, no máximo, até o prazo de interposição de 
Recurso de Revista.
b) acolhido, evitando-se o locupletamento ilícito do devedor.
c) indeferido, pois deveria ter sido formulado em Recurso Ordinário.
d) indeferido, pois a compensação deveria ter sido argüida na Contestação como matéria 
de defesa.
Conforme a Súmula 48 do TST, conjugada com o art. 767 da CLT, a compensação só pode 
ser arguida com a contestação (defesa).
Letra d.
038. 038. (FCC/TRT-2ª REGIÃO (SP)/ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA JUDICIÁRIA/2018) Angélica e 
sua ex-empregadora Editora Alfa Ltda. pretendem ingressar com Processo de Jurisdição 
Voluntária para Homologação de Acordo Extrajudicial perante a Justiça do Trabalho, uma 
vez que houve rescisão do contrato de trabalho. Neste caso, nos termos da lei a ação:
a) será ajuizada por petição conjunta, sendo facultada às partes a representação por 
advogado comum, sendo que as verbas rescisórias devem ser quitadas até dez dias contados 
a partir do término do contrato.
b) será ajuizada por petição conjunta, mas com advogados diferentes para cada parte, sendo 
que as verbas rescisórias devem ser quitadas até dez dias contados a partir do término do 
contrato.
c) poderá ser proposta por uma das partes, sendo que as verbas rescisórias devem ser 
quitadas até dez dias contados da data do ingresso com a ação.
d) poderá ser proposta por uma das partes, sendo que as verbas rescisórias devem ser 
quitadas até a data da audiência ou no prazo determinado pelo juiz.
e) será ajuizada por petição conjunta, mas com advogados diferentes para cada parte, sendo 
obrigatório o depósito judicial das verbas rescisórias no momento de ajuizamento da ação.
De acordo com o art. 855-B da CLT, “o processo de homologação de acordo extrajudicial 
terá início por petição conjunta, sendo obrigatória a representação das partes por 
advogado”. As partes, contudo, deverão ter advogados diferentes; é a regra do § 1º do art. 
855-B: “As partes não poderão ser representadas por advogado comum.”. A necessidade 
de as parcelas serem quitadas até 10 dias do término do contrato deve-se à regra do 
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art. 855-C da CLT: “O disposto neste Capítulo não prejudica o prazo estabelecido no § 6º 
do art. 477 desta Consolidação e não afasta a aplicação da multa prevista no § 8º art. 477 
desta Consolidação”. Logo, se as parcelas não forem disponibilizadas ao trabalhador neste 
prazo, incidirá a multa de um salário, prevista no art. 477, § 8º, da CLT.
Letra b.
039. 039. (FCC/TRT-15ª REGIÃO(SP)/OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR FEDERAL/2018) Denis, 
dispensado sem justa causa, tem muitas horas a receber e resolve tentar negociá-las com o 
empregador, pois não tem pretensão de ajuizar reclamação trabalhista em face do mesmo. 
Após algumas semanas de negociação Denis e o empregador chegam a um consenso, fazendo 
um acordo para pagamento das horas extras em cinco parcelas. Visando a segurança para 
ambos, resolvem utilizar-se do processo de jurisdição voluntária para homologação do 
acordo extrajudicial entabulado, sendo que
a) a representação por advogado nesse caso é desnecessária, tendo em vista que a negociação 
do acordo foi feita diretamente pelas partes.
b) a representação das partes por advogado, que poderá ser o mesmo para ambas, é 
obrigatória, ainda que a negociação do acordo tenha sido feita diretamente por elas.
c) o acordo será apresentado em petição conjunta, que será analisada pelo juiz no prazo 
de cinco dias a contar de sua distribuição.
d) o juiz analisará o acordo no prazo de quinze dias a contar da distribuição da petição, 
designará audiência se entender necessário e proferirá sentença.
e) a petição de homologação do acordo interrompe o prazo prescricional em relação às 
horas extras nela especificadas.
a) Errada. De acordo com o art. 855-B da CLT, “o processo de homologação de acordo 
extrajudicial terá início por petição conjunta, sendo obrigatória a representação das partes 
por advogado”.
b) Errada. As partes deverão ter advogados diferentes; é a regra do § 1º do art. 855-B: “As 
partes não poderão ser representadas por advogado comum.”.
c) Errada. Conforme o art. 855-D da CLT, “no prazo de quinze dias a contar da distribuição 
da petição, o juiz analisará o acordo, designará audiência se entender necessário e proferirá 
sentença”.
d) Certa. Vide comentário à letra c.
e) Errada. Ao invés de interromper o prazo prescricional, o ajuizamento dessa ação especial 
suspende o prazo prescricional relativamente aos direitos especificados no acordo (art. 
855-E da CLT).
Letra d.
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Audiências, Acordo Extrajudicial, Resposta, Conciliação
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040. 040. (FCC/TST/ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA JUDICIÁRIA/2017) Conforme Lei n. 13.467 de 
2017, que introduziu alterações na CLT, com relação ao Processo de Jurisdição Voluntária 
para Homologação de Acordo Extrajudicial,
a) a sua propositura suspende o prazo para a homologação e quitação das verbas rescisórias 
a que o empregado faz jus.
b) a petição de homologação de acordo interrompe o prazo prescricional para a propositura 
de eventual ação trabalhista.
c) da decisão judicial que negar a homologação do acordo extrajudicial começa a fluir o 
prazo prescricional de 2 anos para a propositura da ação trabalhista.
d) é necessária a assistência de advogado para o pedido de homologação de acordo 
extrajudicial, podendo as partes se valerem de advogado comum, desde que seja do sindicato 
da categoria do empregado.
e) a petição de homologação de acordo suspende o prazo prescricional para a propositura 
de eventual ação trabalhista.
a) Errada. Conforme o art. 855-C da CLT, “O disposto neste Capítulo não prejudica o prazo 
estabelecido no § 6º do art. 477 desta Consolidação e não afasta a aplicação da multa 
prevista no § 8º art. 477 desta Consolidação”. Portanto, o prazo de 10 dias para quitação 
das verbas corre normalmente, e seu não atendimento dará ao empregado direito à multa 
do art. 477, § 8º, da CLT.
b) Errada. A petição do acordo, na verdade, suspende o prazo prescricional relativamente 
aos direitos especificados no acordo (art. 855-E da CLT).
c) Errada. O prazo prescricional bienal (art. 7º, XXIX, Constituição Federal) inicia-se da 
extinção do contrato de trabalho. Se os dois anos passassem a ser integralmente contados 
após a negativa da homologação, haveria verdadeira hipótese de interrupção do prazo 
prescricional, o que não é o caso, pois a petição do acordo, na verdade, suspende o prazo 
prescricional relativamente aos direitos especificados no acordo (art. 855-E da CLT).
d) Errada. É obrigatório que cada parte tenha seu próprio advogado. O trabalhador requerente 
poderá, se quiser, ter assistência de advogado de seu sindicato, mas isso é mera faculdade, 
e não obrigação.
e) Certa. É a regra do art. 855-E da CLT.
Letra e.
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041. 041. (FCC/TRT-6ª REGIÃO (PE)/ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA JUDICIÁRIA/2018) A Lei n. 
13.467/2017 ampliou a competência das Varas do Trabalho, atribuindo a elas a decisão 
quanto à homologação de acordo extrajudicial, sendo que
a) este terá início por petição conjunta, sendo facultada às partes a representação por 
advogado, que pode ser comum a ambas.
b) o juiz analisará o acordo, designará audiência se entender necessário e proferirá sentença 
no prazo de 5 dias a contar da distribuição da petição.
c) a utilização deste pelas partes, de comum acordo, afasta a multa prevista em lei para o 
caso de atraso no pagamento das verbas rescisórias.
d) a petição de homologação de acordo extrajudicial suspende o prazo prescricional da 
ação quanto aos direitos nele especificados que, porém, voltará a fluir no dia útil seguinte 
ao trânsito em julgado da decisão que negar a homologação do acordo.
e) é incabível a assistência do trabalhador pelo advogado do sindicato de sua categoria, 
por tratar-se de processo de jurisdição voluntária.
a) Errada. Cada parte deve ter seu próprio advogado (advogados separados).
b) Errada. A sentença deverá ser proferida no prazo de 15 dias.
c) Errada. Conforme o art. 855-C da CLT, tal procedimento não afasta a aplicação da multa 
do art. 477, § 8º, da CLT.
d) Certa. É a regra do art. 855-E, caput e parágrafo único, da CLT.
e) Errada. Conforme o art. 855-B, § 2º, da CLT, “faculta-se ao trabalhador ser assistido 
pelo advogado do sindicato de sua categoria”.
Letra d.
042. 042. (FCC/TRT-6ª REGIÃO (PE)/ANALISTA JUDICIÁRIO - OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR 
FEDERAL/2018) Considere as afirmações abaixo a respeito do Processo de Jurisdição 
Voluntária para Homologação de Acordo Extrajudicial.
I – O processo terá início por uma petição conjunta, facultado às partes a representação 
por advogado.
II – A petição de homologação de acordo extrajudicial suspende o prazo prescricional da 
ação quanto aos direitos decorrentes do contrato de trabalho em discussão.
III – Se as partes optarem pela representação de advogado, poderão fazê-lo outorgando 
procuração para advogado comum.
IV – No prazo de 15 dias a contar da distribuição da petição, o juiz analisará o acordo, 
designará audiênciase entender necessário e proferirá sentença.
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Audiências, Acordo Extrajudicial, Resposta, Conciliação
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Está correto o que se afirma APENAS em
a) IV.
b) II e III.
c) I e III.
d) II.
e) I e IV.
I – Errado. A representação das partes (por advogados distintos) é obrigatória, conforme 
o art. 855-B da CLT.
II – Errado. Os direitos sobre os quais recairá a suspensão do prazo prescricional são aqueles 
especificados no acordo. Os demais direitos decorrentes do contrato não terá o prazo 
prescricional suspenso.
III – Errado. Os advogados das partes devem ser distintos (art. 855-B, § 1º, CLT).
IV – Certo. É a regra do art. 855-D da CLT.
Letra a.
043. 043. (FCC/ALESE/ANALISTA LEGISLATIVO - APOIO JURÍDICO/2018) Álvaro é auxiliar 
administrativo da empresa EXZ Seguros Ltda. e, após dez anos de serviços prestados, foi 
injustamente dispensado. A empresa, além das verbas rescisórias devidas, tem a intenção 
de pagar a Álvaro uma gratificação extra pelos anos de serviços prestados, pretendendo 
que tal quantia seja paga de forma segura e dentro dos termos da legislação trabalhista 
vigente. Nesse caso,
a) as partes poderão se valer do processo de homologação de acordo extrajudicial, por meio 
de petição conjunta perante a Justiça do Trabalho, sendo obrigatória a representação das 
partes por advogados diferentes.
b) a empresa deverá pagar as verbas trabalhistas juntamente com a gratificação, no termo 
de rescisão do contrato de trabalho, obrigatoriamente homologado perante o sindicato 
da categoria econômica do empregado ou perante autoridade do Ministério do Trabalho, 
tendo em vista que possui mais de um ano de casa.
c) não é possível a homologação de acordo extrajudicial perante a Justiça do Trabalho, 
tendo em vista que as verbas trabalhistas são direitos indisponíveis.
d) as partes poderão se valer do processo de homologação de acordo extrajudicial, por meio 
de petição conjunta perante a Justiça do Trabalho, podendo inclusive, ser representadas 
por advogado comum.
e) as partes poderão se valer do processo de homologação de acordo extrajudicial, por meio 
de petição conjunta perante a Justiça do Trabalho, não sendo obrigatória a representação 
das partes por advogado, tendo em vista o princípio do jus postulandi.
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Audiências, Acordo Extrajudicial, Resposta, Conciliação
Gustavo Deitos
a) Certa. É a regra do art. 855-B, caput e § 1º, da CLT.
b) Errada. A Reforma Trabalhista acabou com a obrigatoriedade de homologação de dispensa 
pelo sindicato, independentemente do tempo de duração do contrato. Esse item, no entanto, 
não é objeto de nossas aulas por ser assunto de Direito do Trabalho.
c) Errada. A Reforma Trabalhista criou o procedimento adequado para tal pretensão.
d) Errada. O advogado de cada parte deve ser um. Logo, cada uma terá seu próprio advogado.
e) Errada. É obrigatória a representação das partes por advogado neste procedimento, o 
que configura nova exceção ao jus postulandi.
Letra a.
044. 044. (VUNESP/PREFEITURA DE SÃO BERNARDO DO CAMPO (SP)/PROCURADOR/2018) Quanto 
às audiências dos órgãos da Justiça do Trabalho, é correto afirmar:
a) não podem ultrapassar 3 (três) horas seguidas, salvo quando houver matéria urgente.
b) sempre que for necessário, poderão ser convocadas audiências extraordinárias, observando-
se a antecedência mínima de 48 (quarenta e oito) horas.
c) em casos especiais, poderá ser designado outro local para a realização das audiências, 
mediante edital afixado na sede do Juízo ou Tribunal, com a antecedência mínima de 48 
(quarenta e oito) horas.
d) sempre que for necessário, poderão ser convocadas audiências extraordinárias, observando-
se a antecedência mínima de 24 (vinte e quatro) horas.
e) não podem ultrapassar 4 (quatro) horas seguidas, salvo quando houver matéria urgente.
a) Errada. O prazo máximo das audiências, na verdade, é de 5 horas contínuas, cada uma, 
salvo matéria urgente (art. 813 da CLT).
b) Errada. A antecedência mínima que deve haver da designação da audiência extraordinária 
até a sua realização é de 24 horas (art. 813, §§ 1º e 2º, CLT).
c) Errada. Nesse caso, o prazo de antecedência mínima também é de 24 horas (art. 813, § 
1º, CLT).
d) Certa. Vide comentário à letra b.
e) Errada. Vide comentário à letra a.
Letra d.
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Audiências, Acordo Extrajudicial, Resposta, Conciliação
Gustavo Deitos
045. 045. (VUNESP/UNICAMP/PROCURADOR DE UNIVERSIDADE/2018) Nos termos da Consolidação 
das Leis do Trabalho, as razões finais
a) podem ser aduzidas no prazo de dez minutos após o encerramento da instrução processual.
b) devem ser aduzidas no prazo de dez minutos após a renovação da proposta de conciliação.
c) devem ser aduzidas no prazo mínimo de cinco dias após a renovação da proposta 
conciliatória.
d) podem ser aduzidas no prazo de dez dias após frustrada a última proposta conciliatória.
e) serão remissivas ao alegado e provado pelas partes, sempre que a reclamação for no 
rito ordinário.
O oferecimento de razões finais é facultativo. Pela letra da CLT, devem ser orais em audiência, 
por até 10 minutos. Na prática, costuma-se deferir o oferecimento de razões finais remissivas 
(por escrito, nos autos). Contudo, leve para a prova a regra da CLT: orais, facultativas, em 
10 minutos (art. 850 da CLT).
Letra a.
046. 046. (FCC/TRT-15ª REGIÃO (SP)/ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA JUDICIÁRIA/2018) Evandro 
ajuizou reclamação trabalhista em face da sua empregadora, empresa Hora Certa Entregas 
Ltda., e da tomadora dos serviços, empresa Crepom Distribuidora de Produtos de Papelaria 
Ltda. Na audiência una designada comparecem o reclamante e a empresa Crepom, segunda 
reclamada, que, representada por preposto que não é seu empregado, apresenta defesa. 
Nesse caso,
a) a audiência será redesignada para outra data, tendo em vista a ausência da primeira 
reclamada, que foi a empregadora do reclamante e é quem pode trazer as provas aos autos.
b) será decretada a revelia da primeira reclamada, que será considerada confessa quanto 
à matéria de fato.
c) será decretada a revelia de ambas as reclamadas, que serão consideradas confessas 
quanto à matéria de fato, a primeira em razão do não comparecimento e a segunda por 
estar representada por preposto não empregado.
d) a primeira reclamada será considerada revel, e a segunda, embora não seja revel, será 
considerada confessa quanto à matéria de fato em razão de estar representada por preposto 
não empregado.
e) a primeira reclamada, embora revel, não será considerada confessa quanto à matéria de 
fato tendo em vista que a segunda reclamada contestou a ação e, em relação à segunda 
reclamada, o fato de o preposto não ser empregado não gerará revelia nem confissão.
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Audiências, Acordo Extrajudicial, Resposta, Conciliação
Gustavo Deitos
Pelo fato de haver duas reclamadas, como uma delas apresentou contestação, a reclamada 
ausente à audiência será revel, mas não será confessa (art. 844, § 4º, inciso I, CLT). Ademais, 
conforme o art. 843, § 3º, da CLT, o preposto não precisa ser empregado do reclamado, 
devendo somente ter conhecimento dos fatos.
Letra e.
047. 047. (FCC/TRT-2ª REGIÃO (SP)/TÉCNICO JUDICIÁRIO - ÁREA ADMINISTRATIVA/2018) Com 
relação à audiência de julgamento, considere:
I – É facultado ao empregador fazer-se substituir pelo gerente, ou qualquer outro preposto 
que tenha conhecimento do fato, e cujas declarações obrigarão o proponente, sendo que 
o preposto não precisa ser empregado da parte reclamada.
II – Se por doença ou qualquer outro motivo poderoso, devidamente comprovado, não for 
possível ao empregado comparecer pessoalmente, poderá fazer-se representar por outro 
empregado que pertença à mesma profissão, ou pelo seu sindicato.
III – Ainda que ausente o reclamado, presente o advogado na audiência, serão aceitos a 
contestação e os documentos eventualmente apresentados.
IV – O não comparecimento do reclamante à audiência importa o arquivamento da reclamação 
além da condenação em multa variável entre 1% e 3% sobre o valor da causa, e o não 
comparecimento do reclamado importa revelia, além de confissão quanto à matéria de fato.
De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho, está correto o que se afirma APENAS em
a) I, II e III.
b) I, II e IV.
c) III e IV.
d) I e II.
e) I, III e IV.
I – Certo. Esta afirmação consiste na conjugação das regras dos §§ 1º e 3º do art. 843 da CLT.
II – Certo. É a regra do art. 843, § 2º, da CLT.
III – Certo. Esta é a regra do art. 844, § 5º, da CLT, incluída pela Reforma Trabalhista: “Ainda 
que ausente o reclamado, presente o advogado na audiência, serão aceitos a contestação 
e os documentos eventualmente apresentados.”. Esta regra é capaz de mitigar, e muito, os 
efeitos da revelia, e até mesmo desconstituir a própria revelia. Devemos acompanhar os 
próximos capítulos na jurisprudência!
IV – Errado. Não existe previsão legal para tal multa. A Reforma Trabalhista criou o dever 
de o reclamante pagar as custas do processo, caso dê causa ao arquivamento sem motivo 
justificável. Esse ônus não tem natureza de multa, mas, sim, de despesa processual (art. 
844, § 2º, CLT).
Letra a.
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Gustavo Deitos
048. 048. (CESPE/EMAP/ANALISTA PORTUÁRIO - ÁREA JURÍDICA/2018) Se, na audiência, a 
reclamada se apresentar substituída por ex-empregado seu, e a reclamante não comparecer, 
abstendo-se de se manifestar nos autos, a reclamação deverá ser arquivada e a reclamante 
será condenada ao pagamento das custas, ainda que seja beneficiária da justiça gratuita.
O preposto não precisa ser empregado do reclamado na época da preposição (art. 843, § 3º, 
CLT). Ademais, o art. 844, § 2º (incluído pela Reforma), outorga ao reclamante, ausente à 
audiência inicial sem motivo legalmente justificável, o dever de pagar as custas processuais, 
sob pena de não poder ajuizar nova demanda. Esse ônus persiste MESMO QUE o reclamante 
ausente seja beneficiário da justiça gratuita!
Certo.
049. 049. (VUNESP/FAPESP/PROCURADOR/2018) Em audiência trabalhista, o preposto do 
empregador
a) deve ser empregado ou gerente que tenha conhecimento dos fatos.
b) deve ser empregado quando se tratar de microempresa ou empresa de pequeno porte.
c) não precisa ser empregado, salvo o disposto em convenção ou acordo coletivo de trabalho.
d) não precisa ser empregado.
e) não precisa ser empregado, desde que se trate de empregador doméstico.
É a regra criada pela Reforma Trabalhista (art. 843, § 3º, CLT). Esta regra, inclusive, tornou 
inaplicável a Súmula 377 do TST, que excetuada apenas alguns empregadores específicos 
da regra de enviar prepostos empregados à audiência.
Letra d.
050. 050. (VUNESP/CÂMARA DE BARRETOS (SP)/ADVOGADO/2017) No processo do trabalho, de 
acordo com texto expresso na CLT, aberta a audiência,
a) o juiz ou presidente proporá a conciliação.
b) o reclamado terá vinte minutos para aduzir sua defesa.
c) seguir-se-á a instrução do processo, com a oitiva das testemunhas.
d) o presidente, ex officio ou a requerimento de qualquer juiz temporário, poderá interrogar 
os litigantes.
e) poderá qualquer dos litigantes retirar-se, prosseguindo a instrução com o seu representante.
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Audiências, Acordo Extrajudicial, Resposta, Conciliação
Gustavo Deitos
A questão pede qual é o primeiro ato processual a ocorrer após a abertura da audiência. 
Obrigatoriamente, este ato deve ser a proposta de conciliação, conforme a ordem legal (art. 
846 da CLT). As demais alternativas apresentam atos processuais que devem ser praticados 
em momentos posteriores.
Letra a.
051. 051. (FGV/OAB/2019) Augusto foi empregado de uma lavanderia por 2 anos, tendo sido 
desligado em setembro de 2018. Após receber as verbas da ruptura, procurou um advogado 
com a intenção de ajuizar reclamação trabalhista para postular horas extras não recebidas 
durante o pacto laboral.
Após a entrevista e colheita de todas as informações, o advogado de Augusto entrou em 
contato com a ex-empregadora na tentativa de formular um acordo, que, após debatido e 
negociado, teve sucesso e foi reduzido a termo. Então, as partes ajuizaram uma homologação 
de acordo extrajudicial na Justiça do Trabalho, em petição conjunta assinada pelo advogado 
de cada requerente, mas que não foi homologado pelo juiz, por este entender que o valor 
da conciliação era desfavorável ao trabalhador. Desse modo, o magistrado extinguiu o feito 
sem resolução do mérito.
Diante da situação e dos termos da CLT, assinale a afirmativa correta.
a) Agiu corretamente o juiz, porque não há previsão desse tipo de demanda na Justiça do 
Trabalho.
b) As partes poderão interpor recurso ordinário da decisão que negou a homologação 
desejada.
c) Augusto e seu ex-empregador deverão propor novamente a ação, que deverá ser levada 
à livre distribuição para outro juízo.
d) Nada poderá ser feito na ação proposta, porque o juiz não é obrigado a homologar acordo.
Foi surpreendente por parte da FGV a cobrança da recorribilidade de decisão proferida em 
sede de homologação de acordo extrajudicial, pois ainda há divergência doutrinária sobre 
o cabimento de recursos neste procedimento. Bezerra Leite, em particular, defende a 
aplicação analógica das regras da conciliação ordinária ( judicial). Todavia, a banca já deixou 
claro seu entendimento: tal procedimento admite a interposição de recursos. O fundamento 
desse entendimento é o de que a decisão judicial proferida sobre a homologação ou não 
homologação do acordo extrajudicial ter natureza de sentença (art. 855-D da CLT). Logo, 
da sentença cabe Recurso Ordinário.
Letra b.
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052. 052. (CESPE/PGM/CAMPO GRANDE-MS/PROCURADOR MUNICIPAL/2019) De acordo com 
a legislação processual trabalhista, julgue o seguinte item, relativos ao jus postulandi, à 
reclamação e às provas no processo do trabalho.
No processo trabalhista, para comparecer à audiência, as testemunhas serão previamente 
intimadas.
Como regra, as testemunhas não são intimadas. A intimação só ocorre para as que não 
comparecerem. No procedimento sumaríssimo, ademais, a intimação somente será efetuada 
se a parte interessada no depoimento comprovar que convidou a respectiva testemunha.
Errado.
053. 053. (CESPE/PGM/CAMPO GRANDE-MS/PROCURADOR MUNICIPAL/2019) Em 2017, João foi 
contratado, em Campo Grande – MS, como auxiliar administrativo da empresa X, sediada 
no mesmo município. Em 2018, depois de um ano de serviços prestados a essa empresa, 
João foi dispensado sem justa causa. Em 2019, ele mudou seu domicílio para Corumbá – MS 
e lá ajuizou reclamação trabalhista contra a empresa X em determinada vara do trabalho 
de Corumbá. Na petição inicial, João afirmou ter trabalhado apenas em Campo Grande, 
mas sustentou a competência da vara do trabalho de Corumbá, por ser o foro de seu atual 
domicílio. Três dias depois de ter sido notificada e antes da data marcada para a audiência, a 
empresa X apresentou peça sinalizada como exceção de incompetência territorial, alegando 
a competência de vara do trabalho de Campo Grande.
A partir dessa situação hipotética, julgue o item a seguir à luz da legislação processual 
trabalhista.
A audiência de conciliação, instrução e julgamento do processo poderá ser realizada, perante 
o juízo considerado competente, somente depois de decidida a exceção de incompetência.
Na aula em que estudamos o novo procedimento da exceção de incompetência territorial, 
aprendemos que tal exceção, quando oposta, causa a suspensão do processo. Logo, não 
há como se realizar outros atos processuais além daqueles necessários para a decisão da 
exceção. Logo, a audiência será realizada somente depois de decidida a exceção, perante o 
juízo considerado como competente (art. 800, §§ 1º e 4º, da CLT).
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054. 054. (CESPE/PREFEITURA DE BOA VISTA-RR/PROCURADOR MUNICIPAL/2019) Pedro ajuizou 
uma reclamação trabalhista em desfavor da empresa Alfa Ltda. Citada, a empresa reclamada 
fez-se representar por um ex-empregado que tinha conhecimento do fato, devidamente 
acompanhado por um advogado, que apresentou defesa e documentos; no entanto, por 
entender que a empresa reclamada não poderia ser representada por um ex-empregado, 
o juízo declarou a sua revelia e, assim, não recebeu a contestação e os documentos, tendo 
havido o registro de protesto pela reclamada. Sobreveio aos autos sentença que julgou 
procedentes os pedidos iniciais e, irresignada, a empresa reclamada interpôs recurso 
ordinário quinze dias úteis após a publicação da referida decisão.
Considerando essa situação hipotética, julgue o item que se segue à luz da legislação aplicável.
Independentemente da revelia, a decisão do juízo de não receber a defesa e os documentos 
foi ilegal.
Conforme o art. 844, § 5º, da CLT, “ainda que ausente o reclamado, presente o advogado 
na audiência, serão aceitos a contestação e os documentos eventualmente apresentados.”. 
No caso em tela, o advogado do empregador estava presente. A controvérsia abarcou 
somente a possibilidade de o ex-empregado atuar como preposto. Na ausência do preposto, 
estando presente ao menos o advogado da reclamada, devem ser aceitos os documentos 
e a contestação. Logo, eventual recusa de juntada dessas pelas seria ilegal, como no caso 
em tela.
Certo.
055. 055. (CESPE/PREFEITURA DE BOA VISTA-RR/PROCURADOR MUNICIPAL/2019) Pedro ajuizou 
uma reclamação trabalhista em desfavor da empresa Alfa Ltda. Citada, a empresa reclamada 
fez-se representar por um ex-empregado que tinha conhecimento do fato, devidamente 
acompanhado por um advogado, que apresentou defesa e documentos; no entanto, por 
entender que a empresa reclamada não poderia ser representada por um ex-empregado, 
o juízo declarou a sua revelia e, assim, não recebeu a contestação e os documentos, tendo 
havido o registro de protesto pela reclamada. Sobreveio aos autos sentença que julgou 
procedentes os pedidos iniciais e, irresignada, a empresa reclamada interpôs recurso 
ordinário quinze dias úteis após a publicação da referida decisão.
Considerando essa situação hipotética, julgue o item que se segue à luz da legislação aplicável.
O juízo agiu corretamente ao decretar a revelia da parte reclamada, uma vez que o preposto 
deveria ser um empregado atual da empresa.
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O preposto da reclamada pode ser qualquer terceiro com conhecimento dos fatos, seja 
empregado ou não. É a regra do art. 843, § 3º, da CLT. Por decorrência lógica, nada importa 
se este terceiro já foi, ou não, empregado da reclamada. Portanto, o juízo se equivocou ao 
rejeitar o preposto pelo simples fato de ser ex-empregado da reclamada. É a regra do art. 
843, § 3º, da CLT.
Errado.
056. 056. (QUADRIX/CRM-PR/ADVOGADO/2018) Com relação aos procedimentos nos dissídios 
individuais trabalhistas, julgue o item seguinte.
Na Justiça do Trabalho, admite-se a reconvenção, na qual não há a possibilidade de 
condenação em honorários de sucumbência.
O processo do trabalho admite a reconvenção, que também alberga a possibilidade de 
condenação em honorários de sucumbência, ante seu caráter de ação nova. Confira a regra 
do art. 791-A, § 5º, da CLT: “São devidos honorários de sucumbência na reconvenção.”.
Errado.
057. 057. (QUADRIX/CRM-PR/ADVOGADO/2018) Com relação aos procedimentos nos dissídios 
individuais trabalhistas, julgue o item seguinte.
A revelia pode ser traduzida como qualquer inércia do réu, sendo gênero do qual a contumácia 
é espécie.
A contumácia é um termo genérico e abrangente, que alberga todas as hipóteses de 
descumprimento de ordens e faculdades conferidas pelo juiz (inércia do réu). Já a revelia 
consiste na ausência de defesa, estritamente. Logo, a revelia é que figura como espécie 
do gênero “contumácia”.
Errado.
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058. 058. (CESPE/EMAP/ANALISTA PORTUÁRIO - ÁREA JURÍDICA/2018) Carla Lopes ajuizou 
reclamação trabalhista contra sua ex-empregadora, Supermercados Onofre, que, há seis 
meses, demitiu três de seus dezoito empregados, entre eles, Carla. Em sua petição inicial, 
ela requereu valores devidos em razão de verbas rescisórias pagas a menor, adicional de 
insalubridade nunca pago ao longo do contrato de trabalho e danos morais decorrentes 
de assédiomoral. Nessa reclamatória, foi atribuído como valor da causa o importe de 
cinquenta mil reais.
Acerca dessa situação hipotética, julgue o item que segue.
Carla poderá indicar como testemunhas ex-empregados da empresa. No entanto, a 
testemunha que tiver ajuizado ação contra a mesma reclamada poderá ser contraditada 
pela parte contrária e seu depoimento poderá ser tomado apenas na condição de informante 
do juízo.
De acordo com a Súmula 357 do TST,
JURISPRUDÊNCIA
Não torna suspeita a testemunha o simples fato de estar litigando ou de ter litigado 
contra o mesmo empregador.
Errado.
059. 059. (CESPE/PGM MANAUS-AM/PROCURADOR DO MUNICÍPIO/2018) Em relação à competência 
da justiça do trabalho, à revelia e às provas no processo do trabalho, julgue o item que se segue.
Em razão da indisponibilidade do interesse público, as pessoas jurídicas de direito público 
não se sujeitam à revelia no âmbito trabalhista.
Conforme a OJ 152 da SDI-I do TST,
JURISPRUDÊNCIA
Pessoa jurídica de direito público sujeita-se à revelia prevista no artigo 844 da CLT.
Errado.
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060. 060. (CESPE/PGM MANAUS-AM/PROCURADOR DO MUNICÍPIO/2018) Em relação à competência 
da justiça do trabalho, à revelia e às provas no processo do trabalho, julgue o item que se segue.
Situação hipotética: Um trabalhador requereu, por meio de reclamação trabalhista, adicional 
de insalubridade, mas o reclamado não contestou esse pedido, o que importou sua revelia. 
Assertiva: Nessa situação, o juiz poderá julgar procedente o pedido, independentemente 
de realização de prova pericial para verificar a alegada insalubridade.
O pedido de adicional de insalubridade depende de prova técnica (art. 195, § 2º, CLT). 
Logo, a revelia não se aplica a este pedido, por força do art. 844, § 4º, inciso III, da CLT (há 
dependência de prova para o objeto pleiteado).
Errado.
061. 061. (CESPE/AGU/ADVOGADO DA UNIÃO/2015) Com relação aos atos e procedimentos do 
processo do trabalho e a recursos trabalhistas, julgue o item subsecutivo.
Em audiências de reclamações trabalhistas em que a União seja parte, será obrigatório 
o comparecimento de preposto que tenha conhecimento do fato objeto da reclamação. 
Na ausência do representante judicial da União, poderá o preposto assinar e entregar a 
contestação.
O preposto da União, na verdade, somente entregará a contestação, que já estará assinada 
pelo advogado. Afinal de contas, o preposto não é advogado. É a regra do art. 5º da Lei n. 
9.028/95: “Nas audiências de reclamações trabalhistas em que a União seja parte, será 
obrigatório o comparecimento de preposto que tenha completo conhecimento do fato 
objeto da reclamação, o qual, na ausência do representante judicial da União, entregará 
a contestação subscrita pelo mesmo.”.
Errado.
062. 062. (CESPE/PGE-BA/PROCURADOR DO ESTADO/2014) Em relação ao direito processual do 
trabalho, julgue os itens a seguir.
No processo do trabalho, o reclamante que der causa a dois arquivamentos seguidos de 
reclamação trabalhista em face de seu não comparecimento à audiência fica definitivamente 
impossibilitado de exercer novamente o direito de reclamar perante a justiça do trabalho, 
se a nova ação envolver o mesmo reclamante, reclamado e objeto.
A impossibilidade não é definitiva. Ela se restringe ao período de seis meses, conforme a 
regra do art. 732 da CLT.
Errado.
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063. 063. (CESPE/TRT-17ª REGIÃO(ES)/TÉCNICO JUDICIÁRIO - ÁREA ADMINISTRATIVA/2013) Julgue 
os itens subsequentes, com relação aos recursos e à execução no processo do trabalho.
Não é cabível recurso ordinário de decisão que homologa acordo entre as partes, pois tal 
decisão é irrecorrível.
Esta é uma questão em que o examinador buscou ser o mais malicioso possível. De fato, a 
sentença homologatória de acordo é irrecorrível, mas a parte final do art. 831, parágrafo 
único, da CLT dispõe: “salvo para a Previdência Social quanto às contribuições que lhe forem 
devidas.”. Logo, é cabível recurso ordinário contra a sentença homologatória de acordo, 
desde que por parte do INSS, e não pelas partes. O professor entende que esta questão 
não é tão capaz de bem selecionar um candidato, uma vez que do enunciado da questão é 
praticamente impossível saber se o examinador está cobrando a regra geral ou sua exceção.
Errado.
064. 064. (CESPE/TELEBRAS/ESPECIALISTA EM GESTÃO DE TELECOMUNICAÇÕES/ADVOGADO/2013) 
Considerando uma demanda ajuizada na justiça do trabalho que tenha valor declarado, na 
inicial, de R$ 27.210,00, julgue os itens a seguir.
Caso seja indeferida a produção de prova oral, o momento processual correto para que se 
registre o inconformismo será durante as alegações finais.
Nesta questão, a banca considerou correto o entendimento doutrinário de que, nas razões 
finais, deve ser renovado o protesto eventualmente realizado na audiência com relação aos 
requerimentos de prova. Devem as partes, nas razões finais, manifestar-se sobre as provas 
produzidas e, especialmente, as indeferidas. Afinal de contas, a ausência de impugnação do 
indeferimento da prova acarreta sua aceitação pela parte, e consequente preclusão. Repito: 
este é o entendimento doutrinário seguido pela banca nesta questão. Em aula, apresentei 
explicação sobre o chamado “protesto antipreclusivo”, citando este entendimento.
Certo.
065. 065. (CESPE/TELEBRAS/ESPECIALISTA EM GESTÃO DE TELECOMUNICAÇÕES/ADVOGADO/2013) 
Considerando uma demanda ajuizada na justiça do trabalho que tenha valor declarado, na 
inicial, de R$ 27.210,00, julgue os itens a seguir.
Terminada a instrução do feito, a proposta de conciliação deverá ser renovada e, caso 
malograda, serão concedidos dez minutos a cada parte para alegações finais.
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Pela cronologia do texto da CLT, as razões finais (10 minutos para cada parte) devem 
preceder a segunda tentativa de conciliação. É a regra do art. 850, caput, da CLT:
Terminada a instrução, poderão as partes aduzir razões finais, em prazo não excedente de 10 
(dez) minutos para cada uma. Em seguida, o juiz ou presidente renovará a proposta de conciliação, 
e não se realizando esta, será proferida a decisão.
Errado.
066. 066. (CESPE/TRT-10ª REGIÃO (DF E TO)/ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA JUDICIÁRIA/2013) 
Acerca de procedimento ordinário, julgue os itens subsecutivos.
No rito ordinário, o juiz somente tem a obrigação de propor a conciliação por ocasião da 
abertura da audiência, podendo usar dos meios adequados de persuasão para a solução 
conciliatória do litígio, em qualquer fase da audiência.
No procedimento ordinário, assim como no sumaríssimo, deve haver, pelo texto literal da CLT, 
duas tentativas de conciliação: uma no início, outra no final. Quanto ao rito ordinário, esta 
regra consta dos arts. 846 e 850 daCLT. Embora haja discussões doutrinárias sobre a real 
necessidade da segunda tentativa, a banca restringiu-se a cobrar a regra expressa da CLT.
Errado.
067. 067. (CESPE/BANCO DA AMAZÔNIA/TÉCNICO CIENTÍFICO – DIREITO/2012) Considere a 
seguinte situação hipotética.
Embora tenha sido devidamente notificada para audiência de continuação e instrução, 
com as devidas cominações legais em caso de ausência, a parte reclamada deixou de 
comparecer, atraindo para si os efeitos de confissão. Na sentença, o juízo julgou improcedente 
a reclamatória com base no princípio do livre convencimento e nas provas pré-constituídas 
nos autos. Nessa situação, a confissão ficta por si só não garante o ganho de causa pela 
parte reclamante.
A confissão ficta, por ausência na audiência de instrução, pode ser confrontada com as 
provas já produzidas no processo (pré-constituídas). Trata-se do entendimento consolidado 
na Súmula 74, item II, do TST:
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JURISPRUDÊNCIA
A prova pré-constituída nos autos pode ser levada em conta para confronto com a 
confissão ficta (arts. 442 e 443, do CPC de 2015 - art. 400, I, do CPC de 1973), não 
implicando cerceamento de defesa o indeferimento de provas posteriores.
Certo.
068. 068. (CESPE/CORREIOS/ANALISTA DE CORREIOS - ADVOGADO/2011) Julgue o item subsecutivo, 
referente a dissídios individuais.
Nos dissídios individuais, o juiz deve provocar a apresentação da primeira proposta conciliatória 
logo após a entrega da defesa escrita ou a apresentação de defesa oral.
A primeira tentativa de conciliação, pela ordem cronológica do texto da CLT, deve ocorrer 
antes da defesa, logo na abertura da audiência. É a regra do art. 846 da CLT: “Aberta a 
audiência, o juiz ou presidente proporá a conciliação.”.
Errado.
069. 069. (CESPE/PREFEITURA DE BOA VISTA-RR/PROCURADOR MUNICIPAL/2019) Considerando 
a reforma trabalhista e as súmulas do Tribunal Superior do Trabalho, julgue o item a seguir, 
a respeito do princípio constitucional da indispensabilidade do advogado.
O jus postulandi não é aplicável aos processos de jurisdição voluntária para homologação 
de acordo extrajudicial.
De fato, a Lei n. 13.467/2017 incluiu à CLT o art. 855-B com a seguinte redação: “O processo 
de homologação de acordo extrajudicial terá início por petição conjunta, sendo obrigatória 
a representação das partes por advogado”. Em aula, foi citada esta hipótese como exceção 
ao jus postulandi.
Certo.
070. 070. (CESPE/TRT-17ª REGIÃO(ES)/ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA JUDICIÁRIA/2009) Julgue 
os itens subsequentes, relativos ao processo judiciário do trabalho.
É lícito às partes celebrar acordo que ponha termo ao processo, mesmo depois de encerrado 
o juízo conciliatório.
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Trata-se da regra do art. 764, § 3º, que permite a realização de acordo já na fase de execução 
ou em fase recursal: “É lícito às partes celebrar acordo que ponha termo ao processo, ainda 
mesmo depois de encerrado o juízo conciliatório.”.
Certo.
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	Sumário
	Apresentação
	Audiências, Acordo Extrajudicial, Resposta, Conciliação
	1. Audiência: Regras Gerais
	2. Audiência: Procedimento, Arquivamento e Revelia
	2.1. Distinções entre Revelia e Confissão
	2.2. Atos Processuais Praticados em Audiência
	3. Jurisdição Voluntária e Homologação de Acordo Extrajudicial
	3.1. Jurisdição Voluntária no Processo do Trabalho
	4. Conciliação
	5. Súmulas e OJs do TST sobre o Conteúdo
	Exercícios
	Gabarito
	Gabarito ComentadoBasicamente, o motivo legalmente justificável para que o reclamante seja representado 
por outra pessoa na audiência é o da doença ou aquele que, não sendo doença, cause 
debilidade proporcionalmente semelhante à que a doença causa.
Poderão representar o reclamante, portanto, as seguintes pessoas:
1) Empregado da mesma categoria profissional
EXEMPLO
metalúrgico é reclamante, representado por outro metalúrgico, da mesma categoria profissional 
da localidade.
2) Sindicato da categoria profissional do reclamante
EXEMPLO
pessoa integrante do sindicato que é incumbida de ir às audiências para representar reclamantes 
em caso de necessidade.
Seja doença, seja outro motivo ponderoso, o fato alegado deve ser devidamente comprovado 
no processo. Cabe ao advogado (ou ao próprio reclamante, se não tiver advogado) juntar 
aos autos do processo prova do motivo alegado para que o reclamante fosse representado 
em audiência por outra pessoa.
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O TST, na Súmula 122, fixou entendimento acerca de um motivo muito recorrente de 
ausência em audiências. Veja:
JURISPRUDÊNCIA
Súmula 122 do TST
A reclamada, ausente à audiência em que deveria apresentar defesa, é revel, ainda 
que presente seu advogado munido de procuração, podendo ser ilidida a revelia 
mediante a apresentação de atestado médico, que deverá declarar, expressamente, a 
impossibilidade de locomoção do empregador ou do seu preposto no dia da audiência.
A Súmula fala especificamente da reclamada. As bancas, a fim de evitar margem para 
recursos, trabalham com a impossibilidade de locomoção somente se referindo à reclamada. 
Contudo, na prática, a impossibilidade de locomoção também é um motivo entendido como 
“ponderoso” para justificar a ausência do autor em audiência.
Veja que o atestado médico deve declarar que a locomoção do sujeito era impossível. 
Portanto, tratamentos estéticos, ou, ainda, tratamentos de saúde que não impeçam a 
locomoção do sujeito à sala de audiências não são motivos que justifiquem eventual ausência.
Não é elemento útil ao processo o atestado genérico, que apenas enuncia o comparecimento 
do sujeito a consulta ou a exame.
Às vezes, a impossibilidade de locomoção pode decorrer de outro motivo que não seja 
de saúde. Exemplos: sequestro-relâmpago, cárcere privado, acidente de trânsito, etc. 
Nesses casos, deverá igualmente haver comprovação da impossibilidade de locomoção, com 
certidões de órgãos públicos (como boletins de ocorrência) ou, até mesmo, testemunhas.
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Apresento, abaixo, mapa mental sobre as diferenças apresentadas (mapa também 
presenta na aula sobre Partes e Procuradores):
Você, ao estudar esse assunto, pode se perguntar:
Por que a regra aplicável ao empregador é mais vantajosa que a regra aplicável ao em-Por que a regra aplicável ao empregador é mais vantajosa que a regra aplicável ao em-
pregado? Não deveria ser o contrário?pregado? Não deveria ser o contrário?
Na realidade, o empregador, na grande maioria das vezes, é pessoa jurídica. O representante 
legal da pessoa jurídica, muitas vezes, é impossibilitado de comparecer às audiências, seja 
em razão da abrangência nacional da empresa, seja em razão do número de reclamações 
trabalhistas existentes.
É por isso que a regra aplicável ao reclamado é mais vantajosa. Nesse contexto, existe 
quase uma “hipossuficiência logística” do empregador, a grosso modo.
“§ 3º O preposto a que se refere o § 1º deste artigo não precisa ser empregado da parte 
reclamada.”
Este § 3º foi incluído pela Reforma Trabalhista (Lei n. 13.467/2017). Como já informado, 
antes da Reforma, a regra era diversa. Alguns empregadores específicos (empregadores 
domésticos, microempresas e empresas de pequeno porte) deveriam escolher como 
prepostos pessoas necessariamente empregadas da reclamada (Súmula 377 do TST).
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Assim dispunha a ultrapassada Súmula 377 do TST: “Exceto quanto à reclamação 
de empregado doméstico, ou contra micro ou pequeno empresário, o preposto deve ser 
necessariamente empregado do reclamado.”.
Em razão da nova regra (§ 3º), todo e qualquer empregador poderá ser representado em 
audiência por qualquer pessoa que tenha conhecimento dos fatos narrados na reclamação.
Art. 844 - O não-comparecimento do reclamante à audiência importa o arquivamento da 
reclamação, e o não-comparecimento do reclamado importa revelia, além de confissão quanto 
à matéria de fato.
A regra deste artigo é multicampeã de cobrança em provas!
Se o reclamante faltar à audiência, sem se fazer representar por pessoa autorizada 
por lei, a reclamação será “arquivada”. Essa consequência, tecnicamente, é extinção do 
processo sem resolução do mérito. A palavra “arquivamento” é envelhecida diante do 
avanço do direito processual.
Quanto ao reclamado, se ele faltar à audiência (não indo ou não designando nenhum 
preposto), ele será revel e confesso quanto à matéria de fato. Dessa forma, o processo 
prosseguirá com grande vantagem para o reclamante.
DICA
REVELIA: consiste no não oferecimento de defesa .
CONFISSÃO: todos os fatos alegados pelo reclamante serão 
presumidos como verdadeiros .
 Obs.: A prova de alguns fatos depende de perícia por determinação legal. É o caso, por 
exemplo, do trabalho em ambiente insalubre ou perigoso. Nessas situações, a revelia 
e a confissão do reclamado não desobrigarão a realização de perícia técnica, que 
deverá ser determinada ainda que o reclamado seja revel e confesso.
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Regra importante
Se o reclamante der causa ao arquivamento por não comparecimento à audiência inicial 
por duas vezes SEGUIDAS, ele será sancionado pela perempção (não poderá ajuizar ações 
na Justiça do Trabalho por seis meses). Explico abaixo.
Esta regra é depreendida dos artigos 731 e 732 da CLT:
Art. 731 - Aquele que, tendo apresentado ao distribuidor reclamação verbal, não se apresentar, 
no prazo estabelecido no parágrafo único do art. 786, à Junta ou Juízo para fazê-lo tomar por 
termo, incorrerá na pena de perda, pelo prazo de 6 (seis) meses, do direito de reclamar perante 
a Justiça do Trabalho.
Art. 732 - Na mesma pena do artigo anterior [PEREMPÇÃO DE 6 MESES] incorrerá o reclamante 
que, por 2 (duas) vezes seguidas, der causa ao arquivamento de que trata o art. 844.
A perempção, neste contexto, só ocorre se ambos os arquivamentos (extinçõessem 
mérito) forem causados pelo mesmo motivo: ausência à audiência inicial. Se um dos 
arquivamentos ocorrer por conta de ausência à audiência inicial e o outro ocorrer por outro 
motivo (como desistência, por exemplo), a perempção não será aplicável.
E se E se ambas as partes forem ausentes na audiência (reclamante e reclamado), o que forem ausentes na audiência (reclamante e reclamado), o que 
deve acontecer?deve acontecer?
É natural que, primeiramente, seja analisada a regra mais prejudicial ao processo, que 
é a regra da ausência do autor (arquivamento). Se o processo fosse arquivado, não teria 
nenhum sentido que o reclamado fosse revel, pois sua revelia não aproveitaria a ninguém.
Logo, se ambas as partes faltarem à audiência inicial, o processo será arquivado (extinto 
sem mérito), como se apenas o reclamante tivesse faltado.
AUSENTE O RECLAMANTE AUSENTE O RECLAMADO AUSENTES AMBAS AS PARTES
ARQUIVAMENTO (extinção) REVELIA (e confissão quanto à 
matéria de fato) ARQUIVAMENTO (extinção)
Já adianto a você que a abrangência da confissão do reclamado revel pode ser muito 
restringida, reduzindo a vantagem do reclamante, se ocorrer a hipótese do § 5º, que 
abordaremos oportunamente.
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DiREito PRoCEssuAl Do tRAbAlho
Audiências, Acordo Extrajudicial, Resposta, Conciliação
Gustavo Deitos
“§ 1º Ocorrendo motivo relevante, poderá o juiz suspender o julgamento, designando 
nova audiência.”
O texto da CLT apresenta a audiência de todos os ritos como una, embora não seja 
assim na prática. Este § 1º servia para que o juiz deixasse para julgar em outro dia, sem ser 
na própria audiência. Era uma carta em branco para poder apresentar sua sentença em 
outro momento.
Hoje em dia, nem mesmo ocorre, na prática, audiência para leitura de sentença. Para 
mais informações, remeto à aula sobre o Dissídio Individual.
§ 2º Na hipótese de ausência do reclamante, este será condenado ao pagamento das custas 
calculadas na forma do art. 789 desta Consolidação, ainda que beneficiário da justiça gratuita, 
salvo se comprovar, no prazo de quinze dias, que a ausência ocorreu por motivo legalmente 
justificável.
§ 3º O pagamento das custas a que se refere o § 2º é condição para a propositura de nova demanda.
Estes parágrafos 2º e 3º são importantíssimos, pois foram incluídos pela Reforma 
Trabalhista. Juntos, eles envolvem muitas informações.
Em 2021, o STF declarou a constitucionalidade do § 2º do art. 844, que havia tido sua 
validade questionada, na ADI n. 5766, sob o aspecto do acesso do trabalhador à justiça.
Portanto, a regra de que o trabalhador ausente à primeira audiência deve pagar as custas 
processuais para ajuizar nova ação continua válida e em vigor.
Se o reclamante faltar à audiência inicial do processo, ele deverá pagar as custas 
processuais decorrentes da extinção sem resolução do mérito. Tais custas são de 2% sobre 
o valor da causa.
DICA
Detalhe: o reclamante deverá pagar essas custas MESMO 
QUE SEJA BENEFICIÁRIO DA JUSTIÇA GRATUITA!
Portanto, o benefício da justiça gratuita não abrange as custas processuais decorrentes 
da extinção do processo em razão de ausência na audiência inicial.
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Audiências, Acordo Extrajudicial, Resposta, Conciliação
Gustavo Deitos
Cuidado para não confundir: o reclamante, se tiver seu processo extinto sem resolução 
do mérito por qualquer outro motivo, não precisará recolher as custas processuais se tiver 
o benefício da justiça gratuita.
O dever de pagar essas custas, mesmo sendo beneficiário da justiça gratuita, só existirá 
se a extinção sem mérito decorrer, especificamente, de ausência na audiência inicial 
(“arquivamento”).
O dever de pagar essas custas processuais só pode ser eliminado em uma hipótese: se 
o reclamante, no prazo de 15 dias, comprovar que faltou à audiência inicial por motivo 
justificado pela lei.
Os motivos justificados por lei são: doença ou outro motivo ponderoso. Como já foi 
dito, o motivo legalmente justificável é o da doença ou aquele que, não sendo doença, cause 
debilidade proporcionalmente semelhante à que a doença causa, como a impossibilidade 
de locomoção.
§ 4º A revelia não produz o efeito mencionado no caput deste artigo se:
I – havendo pluralidade de reclamados, algum deles contestar a ação;
II – o litígio versar sobre direitos indisponíveis;
III – a petição inicial não estiver acompanhada de instrumento que a lei considere indispensável 
à prova do ato;
IV – as alegações de fato formuladas pelo reclamante forem inverossímeis ou estiverem em 
contradição com prova constante dos autos.
O referido efeito é a confissão quanto à matéria de fato, isto é, a presunção de que 
todos os fatos alegados pela parte contrária são verdadeiros.
Nos casos desses quatro incisos, embora de fato ocorra revelia (ausência de defesa), 
não ocorre confissão. A consequência disso é que o reclamante deve, de qualquer modo, 
comprovar os fatos que alegou, sem poder invocar a confissão a seu favor. Isso porque, 
nesses quatro casos, não existirá confissão.
Abaixo, apresentarei um exemplo prático para cada inciso:
EXEMPLO
Inciso I: O reclamante Pedro ajuíza ação trabalhista contra a empresa prestadora de serviços 
a terceiros HGF Terceirizações Ltda e, também, contra a empresa QW, tomadora dos serviços 
terceirizados. Pedro busca cobrar as verbas trabalhistas da sua empregadora (HGF), mas 
pretende o reconhecimento da responsabilidade subsidiária da empresa QW, pelas verbas 
devidas em relação ao período em que prestou serviços em suas dependências.
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Nesse caso, se a empresa HGF oferecer contestação, mesmo que a empresa QW não conteste, 
esta, embora seja revel, não será confessa quanto à matéria de fato.
Inciso II: A empresa Pão Bom ajuíza ação de consignação em pagamento alegando que assinou 
a CTPS do trabalhador, com datas de entrada e saída da empresa, mas o trabalhador, no 
término do contrato, recusou-se a receber suas verbas rescisórias, razão que levou a empresa 
a ajuizar a ação consignatória. Nesse caso, se o trabalhador for revel, a confissão não incidirá 
sobre a alegação de que sua CTPS teria sido assinada. Nada impede que o trabalhador, 
posteriormente, alegue o contrário e prove.
Os direitos trabalhistas são conceitualmente indisponíveis. Contudo, o fato de a revelia 
não produzir confissão quando a causa versa sobre direitos indisponíveis diz respeito à 
indisponibilidade do direito pelo sujeito revel, e não pelo autor.
Os direitos trabalhistas indisponíveis, a ponto de evitar os efeitos de confissão, são aqueles 
absolutamente indisponíveis. Os direitos trabalhistas de natureza pecuniária (patrimonial), 
como salário, férias, 13º salário e aviso prévio, são indisponíveis no sentido de serem 
irrenunciáveis no curso do contrato de trabalho. Não significa que eventual acordo em 
audiência não possa reduzir suas importâncias. Assinatura em CTPS é um exemplo de direitoabsolutamente indisponível do trabalhador. Outros exemplos são as normas de saúde, higiene 
e segurança do trabalho, recolhimento de contribuições previdenciárias, normas de proteção 
ao trabalho da mulher e do menor, dentre outros.
Inciso III: João impetra mandado de segurança contra o órgão local integrante da estrutura do 
Ministério governamental responsável pela pasta trabalhista, por ter negado a expedição de 
certidão requerida em processo administrativo. João alega ter cópia da decisão denegatória, 
mas não junta ao processo tal cópia.
Se essa falta passar despercebida pelo juiz e a União for revel, não serão produzidos efeitos 
da confissão, pois, nesse caso, a lei obriga o sujeito a apresentar, juntamente com a petição 
inicial, o documento comprobatório da violação de direito líquido e certo (art. 6º da Lei n. 
12.016/2009).
Inciso IV: 1) Marcos ajuíza ação trabalhista contra seu empregador, Farias ME, pedindo horas 
extras, pois o empregador teria ordenado que Marcos fosse à Lua e voltasse, e Marcos fez 
o que o empregador pediu, e essa tarefa durou mais que 8 horas no dia (fato inverossímil).
2) Cláudio postula o pagamento de saldo de salário, que não teria sido pago, mas acidentalmente 
junta aos autos comprovante bancário que atesta o pagamento dessa verba.
Nesses dois casos, os efeitos de confissão não serão produzidos, ainda que o reclamado não 
apresente defesa.
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Para lembrar (importante)
A revelia não produz confissão na ação rescisória. Esta regra está na Súmula 398 do TST:
JURISPRUDÊNCIA
Na ação rescisória, o que se ataca é a decisão, ato oficial do Estado, acobertado pelo 
manto da coisa julgada. Assim, e considerando que a coisa julgada envolve questão 
de ordem pública, a revelia não produz confissão na ação rescisória.
A proteção à coisa julgada não se enquadraria em quaisquer dos incisos do artigo 
ora em comento. A coisa julgada não é um mero direito da parte, mas sim uma garantia 
fundamental corporificada no art. 5º da Constituição Federal, que repercute em muitos 
outros interesses além do próprio interesse da parte.
A lógica disso está no seguinte pressuposto lógico: não há como alguém confessar que 
outra pessoa fez algo. Se a decisão judicial é um “ato oficial do Estado”, não pode o réu da 
ação rescisória “confessar” que a decisão judicial é viciada por qualquer razão.
“§ 5º Ainda que ausente o reclamado, presente o advogado na audiência, serão aceitos 
a contestação e os documentos eventualmente apresentados.”
Este artigo surgiu para tornar a vida do reclamado muito mais fácil. Mesmo que ele seja 
ausente na audiência, não comparecendo ou não designando preposto, basta que o seu 
advogado esteja presente nela para que a revelia seja afastada (caso a contestação já 
esteja juntada aos autos eletrônicos).
Ademais, todos os documentos que já tiverem sido apresentados nos autos servirão 
para limitar a abrangência dos efeitos da confissão. Portanto, o reclamado revel, se tiver 
advogado presente na audiência inicial, só será confesso quanto à matéria de fato sobre 
a qual não se posicionou na contestação ou não tenha juntado documentos para refutar.
Final da história: se o advogado estiver presente na audiência, o instituto da revelia e 
da subsequente confissão poderá perder sua aplicabilidade. O único modo de a revelia 
e a confissão serem plenamente aplicáveis em caso de o advogado do reclamado ser o 
único a comparecer é no caso de não terem sido juntadas, até a audiência, contestação e 
documentos.
Se nem o reclamado e nem seu advogado comparecerem à audiência inicial, a revelia e a 
subsequente confissão serão plena e normalmente aplicáveis.
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Audiências, Acordo Extrajudicial, Resposta, Conciliação
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“Art. 845 - O reclamante e o reclamado comparecerão à audiência acompanhados das 
suas testemunhas, apresentando, nessa ocasião, as demais provas.”
O comparecimento das testemunhas em audiência, inicialmente, é de responsabilidade 
da própria parte.
A última disposição normativa desse artigo é envelhecida e inaplicável do modo como 
está: “apresentando, nessa ocasião, as demais provas”.
Eventuais provas documentais são, hoje, costumeiramente apresentadas antes da 
audiência, mediante juntada aos autos eletrônicos. O mesmo ocorre normalmente com 
as perícias.
Para fins de prova, leve em conta a literalidade deste artigo sem apegar-se a 
aspectos práticos.
2 .1 . DistiNÇÕEs ENtRE REVEliA E CoNFissÃo2 .1 . DistiNÇÕEs ENtRE REVEliA E CoNFissÃo
Em alguns casos, a parte pode ser revel sem ser confessa, ou ser confessa sem ser revel.
Já vimos as hipóteses em que a revelia não produzirá confissão (art. 844, § 4º). Agora, 
veremos um caso de confissão, sem que necessariamente haja revelia.
Basicamente, trabalharemos com a regra da Súmula 74 do TST, muito explorada em 
provas. Comentarei cada um dos três itens desta Súmula, separadamente:
JURISPRUDÊNCIA
I – Aplica-se a confissão à parte que, expressamente intimada com aquela cominação, 
não comparecer à audiência em prosseguimento, na qual deveria depor.
Suponha que, em reclamação de rito ordinário, houve audiência inicial, com proposta 
de acordo recusada e oferecimento de defesa. Terminada a defesa, foi designada audiência 
de instrução, para algumas semanas depois.
Na audiência de instrução, para a qual ambas as partes foram intimadas, somente o 
reclamante compareceu. Neste caso, todos os fatos que o reclamante tentar comprovar 
na audiência de instrução (que é a “audiência em prosseguimento”), com depoimentos, 
testemunhas e demais provas, serão considerados, em princípio, verdadeiros. Isso se 
chama CONFISSÃO FICTA.
Exatamente a mesma regra será aplicada se somente o reclamado comparecer. Nesse 
caso, a regra é idêntica, mas é o reclamante quem será confesso. Logo, todos os fatos que 
o reclamado tentar comprovar na audiência de instrução serão considerados, em princípio, 
verdadeiros.
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O reclamante (autor) também pode ser confesso!
Isso acontecerá se o reclamado (réu) comparecer à audiência de instrução e o reclamante 
(autor) faltar sem motivo justificável.
JURISPRUDÊNCIA
II – A prova pré-constituída nos autos pode ser levada em conta para confronto com 
a confissão ficta (arts. 442 e 443, do CPC de 2015 - art. 400, I, do CPC de 1973), não 
implicando cerceamento de defesa o indeferimento de provas posteriores.
A confissão ficta decorrente de falta à audiência de instrução é mais sutil, pois todas as 
provas produzidas anteriormente serão devidamente consideradas, e poderão “combater” 
a confissão.
EXEMPLO
O reclamante alega que a empresa reclamada exigia trabalho em horas extras e nunca pagou 
por isso. Na audiência de instrução, a empresa é ausente (aplicando-se confissão ficta), e o 
reclamante traz duas testemunhasque confirmam sua alegação.
Entretanto, a empresa reclamada, antes da audiência de instrução ( juntamente com a defesa), 
juntou aos autos cartões de ponto que não registram nenhuma hora extra prestada. Como 
a empresa não tinha mais que 10 empregados, era do reclamante o ônus de comprovar que 
o cartão-ponto não corresponde à realidade.
Logo, como havia prova pré-constituída nos autos (cartões de ponto juntados com a defesa), 
o juiz poderá formar seu convencimento com base, também, nessa prova. Logo, tal prova 
será confrontada (comparada) com a confissão, e o juiz poderá considerar ambas as provas 
(cartões de ponto e confissão) para formar seu convencimento.
O segundo item desta súmula somente protege a prova pré-constituída. Após a confissão 
ficta, o juiz poderá indeferir todos os requerimentos de prova formulados pela parte 
confessa, sem que isso configure cerceamento de defesa.
JURISPRUDÊNCIA
III – A vedação à produção de prova posterior pela parte confessa somente a ela se 
aplica, não afetando o exercício, pelo magistrado, do poder/dever de conduzir o processo.
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Vamos aprender a regra do item III a partir de um exemplo prático:
EXEMPLO
João, reclamante, queria ouvir duas testemunhas para comprovar que foi agredido pelo 
empregador, o reclamado. Na audiência de instrução, João faltou, o que o tornou confesso 
(confissão ficta). João, portanto, está proibido de produzir provas posteriormente, em razão 
da confissão ficta.
No entanto, essa proibição somente se aplica a João. O juiz, por força do Princípio Inquisitivo, 
pode determinar a coleta de todas as provas que ele entender necessárias. Desse modo, se 
o juiz quiser ouvir tais testemunhas, ele poderá ouvi-las.
Essa oitiva ocorrerá não porque o reclamante pretendia ouvi-las, mas, sim, porque o juiz 
pretende ouvi-las. Logo, a proibição de produção de provas sobre determinado fato 
controvertido somente se aplica à parte confessa, e nunca ao juiz.
É poder-dever do juiz buscar a verdade real sobre a lide que lhe foi submetida. Para isso, ele 
pode/deve usar todos os meios possíveis.
2 .1 .1 . CoNtuMÁCiA E REVEliA
Há ainda que se dar atenção a outro termo jurídico: contumácia. A contumácia consiste na 
desobediência de ordens judiciais em geral: ausência em audiência, ausência de manifestação 
sobre atos processuais no prazo adequado, falta de esclarecimentos solicitados pelo juiz etc.
De forma mais simples, pode-se afirmar que a contumácia consiste na inércia da parte 
para a prática de quaisquer atos processuais no momento oportuno.
A contumácia é um gênero que abrange a revelia como sua espécie. Afinal de contas, a 
revelia consiste na consequência da ausência de defesa, que é somente uma hipótese do 
abrangente gênero da contumácia. Esta, por sua vez, compreende a inércia para qualquer 
ato processual, inclusive o ato de contestar.
Para ilustrar:
2 .1 .2 . PREPosto E DEFEsA DA uNiÃo
Em essência, as regras aplicáveis ao preposto da União, em ações trabalhistas que a 
envolvam, bem como as regras para sua defesa, são praticamente iguais.
Todavia, faz-se necessária a abertura de um tópico específico para tratar deste tema 
em razão de um dispositivo da Lei n. 9.028/95, que dá um contorno especial à atuação do 
preposto e do advogado da União em audiências trabalhistas.
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A Lei n. 9.028/95 dispõe sobre o exercício das atribuições institucionais da Advocacia-
Geral da União, em caráter emergencial e provisório. Em seu art. 5º, ela dispõe:
Art. 5º Nas audiências de reclamações trabalhistas em que a União seja parte, será obrigatório o 
comparecimento de preposto que tenha completo conhecimento do fato objeto da reclamação, 
o qual, na ausência do representante judicial da União, entregará a contestação subscrita pelo 
mesmo.
Este artigo costuma ser cobrado em provas da AGU, mas nada impede que ele seja 
cobrado em provas de outros órgãos e cargos, ante sua inserção no genérico tema das 
audiências trabalhistas. Confira, abaixo, os detalhes deste dispositivo:
• 1) O preposto deve ter completo conhecimento dos fatos. O adjetivo “completo” não 
é previsto na regra geral do art. 843, § 1º, da CLT, que se limita a exigir “conhecimento 
do fato”, seja ele completo ou não.
• 2) O preposto da União pode comparecer sozinho, sem o Advogado da União, como 
prevê a regra geral da CLT. Todavia, neste caso, o preposto será obrigado a entregar 
a contestação escrita da União.
− A contestação entregue pelo preposto deve ser assinada pelo Advogado da União, 
na qualidade de procurador, obviamente. Logo, não pode o preposto fazer as vezes 
de advogado.
− Se o Advogado da União comparecer à audiência ao lado do preposto, seguir-se-á 
a regra geral.
No mais, as regras aplicáveis ao preposto e ao procurador da União são as mesmas 
regras gerais aplicáveis a todas as partes.
2 .2 . Atos PRoCEssuAis PRAtiCADos EM AuDiÊNCiA2 .2 . Atos PRoCEssuAis PRAtiCADos EM AuDiÊNCiA
O processo do trabalho é marcado com muito destaque pelo Princípio da Oralidade. 
Esse princípio tem por consequência natural a grande concentração de atos processuais 
em audiência. Portanto, as audiências no processo do trabalho têm uma função até maior 
do que no processo civil.
Todos os atos que devam ser praticados em audiência provocarão imediatas consequências 
no processo, em razão de correta ou equivocada manifestação, ou da ausência de manifestação 
no momento oportuno. Desse modo, a audiência trabalhista acabou sendo conhecida como 
a mais dinâmica do direito processual brasileiro.
No processo do trabalho, a audiência terá procedimento distinto conforme se trate de 
reclamação trabalhista de rito ordinário ou de rito sumaríssimo.
Abordaremos, primeiramente, as audiências trabalhistas do rito ordinário. Refiro-me à 
audiência no plural (audiências) porque, no rito ordinário, a audiência trabalhista é dividida 
em três partes. Duas dessas partes realizam-se com a presença das partes, e uma delas 
sem tal presença.
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A seguir, apresentarei as considerações feitas na aula específica do dissídio individual e 
dos ritos ordinário e sumaríssimo, de modo a tornar seus estudos mais dinâmicos, tendo em 
vista, especialmente, o fato de estas duas aulas terem conteúdos diretamente relacionados 
(ritos e audiências).
2 .2 .1 . AuDiÊNCiAs Do Rito oRDiNÁRio
Como dito, no rito ordinário, ocorrem três audiências. Veja:
1ª Audiência: Audiência de Conciliação
Nesta, o juiz ouvirá das partes eventuais propostas de acordo e, em caso de intransigência 
ou injustiça da proposta, o juiz fará sua proposta de conciliação. É o que diz o art. 846 da 
CLT: “Aberta a audiência, o juiz ou presidente proporá a conciliação.”.
Se a conciliação não ocorrer, mesmo após tentativas válidas do juiz, o reclamadodeverá 
apresentar sua defesa de forma oral, em 20 minutos, caso ainda não tenha protocolado 
defesa escrita no PJ-e. É o que dispõe o art. 847 da CLT: “Não havendo acordo, o reclamado 
terá vinte minutos para aduzir sua defesa, após a leitura da reclamação, quando esta não 
for dispensada por ambas as partes.”.
Na prática, a leitura da reclamação nunca ocorre. No texto da lei, por sua vez, o 
procedimento é, sucessivamente, o seguinte:
• 1) Juiz propõe a conciliação.
• 2) Não havendo conciliação, a reclamação é lida na íntegra, salvo se as partes, 
mutuamente, dispensarem essa leitura, caso em que essa etapa não ocorrerá.
• 3) O reclamado apresentará defesa de forma oral, em 20 minutos, se ainda não a 
tiver oferecido de forma escrita no sistema do PJe.
2ª Audiência: Audiência de Instrução
Nesta audiência, o juiz atuará em busca da produção de provas em que possa se basear 
para proferir futura sentença, caso as partes não cheguem a um acordo antes dela.
No momento em que a audiência de instrução se inicia, a defesa do reclamado já foi 
oferecida, seja de forma escrita, seja de forma oral, pois o momento mais tardio para 
apresentar defesa é na primeira audiência, de forma oral. Portanto, a audiência de instrução 
iniciar-se-á já com a busca da prova. É o que dispõe o art. 848 da CLT: “Terminada a defesa, 
seguir-se-á a instrução do processo, podendo o presidente, ex officio ou a requerimento 
de qualquer juiz temporário, interrogar os litigantes.”.
 Obs.: Esse “interrogatório”, atualmente, é o depoimento pessoal do reclamante e do 
reclamado. Àquilo que a CLT chama de “interrogatório” aplicam-se as regras do CPC 
relativas ao depoimento pessoal. Estudaremos esse meio de prova na aula sobre 
provas, mas desde já adianto que o depoimento pessoal tem por principal objetivo 
obter-se a confissão da parte, por meio de afirmações que vão contra alegações 
dela em suas peças juntadas aos autos.
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É necessário que ambas as partes estejam presentes na audiência de instrução, sob pena 
de confissão ficta. Estudaremos melhor esse fenômeno na aula sobre as audiências, mas 
já adianto, também, que a confissão ficta consiste na presunção de veracidade de todas as 
fundamentações da parte contrária na audiência de instrução. Nesse caso, a consequência 
é idêntica para o reclamante e para o reclamado (ao contrário da ausência na audiência 
inicial, que causa revelia para um e arquivamento para outro).
Após o depoimento pessoal (interrogatório) das partes, qualquer delas poderá retirar-
se da audiência, desde que seu advogado nela permaneça. Imagine uma hipótese em que 
a parte está com tempo curtíssimo, por ter um voo marcado para as 15:00, e a audiência 
inicia-se às 14:00. Nesse caso, ela deve comparecer sob pena de confissão ficta, mas 
poderá retirar-se após seu depoimento pessoal, ou após a dispensa de seu depoimento 
(interrogatório). É a regra do art. 848, § 1º, da CLT: “Findo o interrogatório, poderá qualquer 
dos litigantes retirar-se, prosseguindo a instrução com o seu representante”.
Conforme o art. 848, § 2º, da CLT, “Serão, a seguir, ouvidas as testemunhas, os peritos 
e os técnicos, se houver.”. Este rol de produção probatória em audiência é aberto. Caso 
devam ser analisados outros elementos probatórios em audiência, eles serão analisados. 
Às vezes, alguma parte pretende que, em audiência, seja visto um vídeo, ou ouvido um 
áudio, por exemplo.
A oitiva das testemunhas ocorre da seguinte forma: a parte faz a pergunta ao juiz, 
e este, se entender que a pergunta é pertinente, formula a pergunta à testemunha. 
O juiz pode deferir ou indeferir a pergunta, conforme a relevância dela ao processo. Este 
sistema é conhecido como Sistema Presidencial ou Sistema Indireto de coleta da prova 
testemunhal.
É muito rara a oitiva de peritos e assistentes técnicos em audiência. Geralmente, a 
atuação destes sujeitos encerra-se em laudos e esclarecimentos escritos. A lei, contudo, 
prevê a possibilidade de eles serem ouvidos na audiência de instrução.
No procedimento ordinário (ora em estudo), o número máximo de testemunhas é 
de TRÊS para cada parte (art. 821 da CLT). Este número é diferente no sumaríssimo e no 
inquérito judicial para apuração de falta grave. No inquérito, o limite é de seis para cada.
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De modo geral, a produção de toda e qualquer prova deve ocorrer na audiência de instrução. 
Caso alguma, por sua natureza, não possa ser produzida em audiência (como expedição 
de ofícios a outras entidades para fornecimento de informações, requisição de imagens 
de câmeras de segurança, dentre outras), pelo menos o requerimento dessa prova deve 
ser feito, no mais tardar, na audiência de instrução.
Após a audiência de instrução, as partes não mais poderão produzir quaisquer provas.
Veja o que dispõe o art. 850 da CLT:
Terminada a instrução, poderão as partes aduzir razões finais, em prazo não excedente de 10 
(dez) minutos para cada uma. Em seguida, o juiz ou presidente renovará a proposta de conciliação, 
e não se realizando esta, será proferida a decisão.
Após a produção de todas as provas necessárias (testemunhas, peritos etc.), as partes 
poderão sustentar suas razões finais, por no máximo 10 minutos cada uma. As razões finais 
servem para esclarecer pontos abordados por diferentes provas, de modo que a parte que 
está arrazoando possa mostrar ao juiz a melhor forma de interpretar uma prova ou um 
conjunto de provas produzidas.
Na prática, muitas vezes, os juízes permitem que as razões finais sejam oferecidas de 
forma escrita, por meio de petições nos autos, após a audiência. Pela lei, as razões finais 
devem ser orais em audiência, o que dá expressão ao princípio da oralidade.
Após as razões finais orais (ou após a dispensa delas), o juiz deve propor, novamente, a 
conciliação, com vista a todas as dificuldades do processo, que, a partir da produção das 
provas, tornam-se mais evidentes e admissíveis pelas partes.
Há doutrinadores que defendem que as razões finais consistem no momento processual 
adequado para a renovação de protestos realizados em audiência. É o chamado “protesto 
antipreclusivo”. Explico.
Os chamados “protestos” são insurgências levantadas pelas partes no curso de uma 
audiência, com o fim de evitar a convalidação de uma nulidade relativa. Trata-se de uma 
forma de impugnar, imediatamente, alguma medida adotada pelo juiz, ou o indeferimento 
de alguma medida solicitada pela parte. Dessa forma, em grau recursal, poderá a parte 
seguramente apoiar-se na nulidade de algum ato do juiz para reverter uma situação 
processual desfavorável.
Os protestos antipreclusivos possuem um fundamento remoto na CLT, em seu art. 765: 
“As nulidades não serão declaradas senão mediante provocação das partes, as quais deverão 
argui-las à primeira vez em que tiverem de falar em audiência ou nos autos.”. Embora a 
CLT não preveja a figura do protesto nos autos, ela exige que as nulidades relativas sejam 
arguidas no primeiro momento em que a parte prejudicada tiver a palavra em audiência 
ou nos autos.
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Audiências, Acordo Extrajudicial, Resposta, Conciliação
Gustavo Deitos
Muitos Tribunais Regionais, em seus acórdãos, manifestam o entendimento de que as 
nulidades arguidas em protestos devem ser renovadas em razões finais, para que sejam 
conhecidas em grau de recurso ordinário. Todavia, o TST não respalda esse entendimento.
Para o TST, não há previsão legal de que os protestos devam ser renovados em razões finais, 
de modo que a parte, ao protestar em face de nulidade em audiência, já cumpre o dever do 
art. 795 da CLT: alegar a nulidade no primeiro momento em que lhe couber falar nos autos.
Confira, a título de exemplo, o seguinte precedente:
JURISPRUDÊNCIA
RECURSO DE REVISTA. LEIS Nos 13.015/2014 E 13.467/2017. DISPENSA DO 
DEPOIMENTO PESSOAL DA RECLAMANTE. PROTESTO EM AUDIÊNCIA. DESNECESSIDADE 
DE RENOVAÇÃO EM RAZÕES FINAIS. AUSÊNCIA DE PRECLUSÃO. TRANSCENDÊNCIA 
POLÍTICA RECONHECIDA. O art. 795 da CLT determina que a parte deve arguir a 
nulidade na primeira oportunidade de falar, em audiência ou nos autos. Tendo a parte 
protestado contra o indeferimento do depoimento da parte adversa em audiência logo 
depois da decisão judicial, despicienda a renovação da insurgência em razões finais, 
ante a inexistência de exigência legal nesse sentido. Não há que se falar em preclusão. 
Reconhecida transcendência política da causa por violação ao art. 5º, LV, da Constituição 
Federal e à jurisprudência reiterada deste Tribunal Superior acerca da validade do 
protesto antipreclusivo feito exclusivamente em audiência. Precedentes. Recurso de 
revista de que se conhece e a que se dá provimento (RR-11135-53.2020.5.15.0070, 
3ª Turma, Relator Ministro Alberto Bastos Balazeiro, DEJT 09/06/2023).
As nulidades relativas, que se sujeitam à preclusão (convalidação), podem (podem, 
não devem) ser renovadas em razões finais pelo fato de as razões finais serem uma etapa 
processual expressamente prevista em lei.
 Obs.: As nulidades absolutas (como incompetência material do órgão) não precluem, razão 
pela qual, mesmo que a parte deixe de protestá-las, poderá alegá-las em qualquer 
tempo e grau de jurisdição.
EXEMPLO
A parte autora requer a oitiva de uma testemunha. O juiz indefere o requerimento, com 
fundamento na desnecessidade de novas provas para o fato. A parte autora, neste momento, 
poderá registrar em ata de audiência o seu protesto, de modo que, no futuro, poderá 
fundamentar eventual recurso em “cerceamento de defesa” ou outra razão pertinente.
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Gustavo Deitos
Os protestos antipreclusivos, para muitos doutrinadores, devem ser renovados nas 
razões finais, quer orais, quer escritas. Mas, como visto, o TST não chancela essa tese.
DICA
A banca jamais chegaria ao ponto de cobrar a matéria 
de “protesto antipreclusivo em razões finais” se ela não 
conhecesse esse posicionamento (de que os protestos 
deveriam ser renovados em razões finais) . Portanto, 
se a banca abordar diretamente esse entendimento, 
considere-o como inválido. Afinal de contas, o TST tem 
farta jurisprudência no sentido de que não é necessária a 
renovação de protestos em razões finais.
Resumidamente, a Audiência de Instrução tem a seguinte sucessão cronológica:
• 1) Depoimento pessoal (interrogatório) do reclamante e do reclamado
 Obs.: Após o depoimento, as partes podem, se quiserem, retirar-se, desde que o advogado 
da parte retirante fique na audiência até o fim
• 2) Produção das demais provas (testemunhas, peritos, técnicos etc.).
 Obs.: Até 3 testemunhas para cada parte.
• 3) Razões finais, pelo tempo de 10 minutos para cada parte.
• 4) Renovação da proposta de conciliação pelo juiz.
3ª Audiência: Audiência de Julgamento (ou de Encerramento)
Esta audiência, na realidade, não acontece com a presença das partes. Ela é apenas 
lançada no processo para efeitos de publicação da sentença definitiva.
Cabe citar novamente o art. 850 da CLT:
Terminada a instrução, poderão as partes aduzir razões finais, em prazo não excedente de 10 
(dez) minutos para cada uma. Em seguida, o juiz ou presidente renovará a proposta de conciliação, 
e não se realizando esta, será proferida a decisão.
Quando for designada a audiência de encerramento/julgamento, não haverá nenhuma 
oitiva das partes, mas somente publicação da decisão judicial. Logo, trata-se de uma 
audiência “fictícia”, a grosso modo.
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Gustavo Deitos
2 .2 .2 . AuDiÊNCiA ÚNiCA Do Rito suMARÍssiMo
Por sua vez, o rito sumaríssimo é seguido a partir da concentração de atos processuais 
numa única audiência, sem subdivisões. Veja:
Todas aquelas etapas de conciliação, instrução (testemunhas, peritos, técnicos etc.) 
e julgamento são programadas para ocorrerem num único evento. Trata-se de uma 
concentração de todas aquelas fases que elencamos anteriormente. Veja como ficará a 
sequência dessa audiência:
• 1) Juiz propõe a conciliação.
• 2) Não havendo conciliação, a reclamação é lida na íntegra, salvo se as partes, 
mutuamente, dispensarem essa leitura, caso em que essa etapa não ocorrerá.
• 3) O reclamado apresentará defesa de forma oral, em 20 minutos, se ainda não a 
tiver oferecido de forma escrita no sistema do PJ-e.
• 4) Depoimento pessoal (interrogatório) do reclamante e do reclamado
 Obs.: Após o depoimento, as partes podem, se quiserem, retirar-se, desde que o advogado 
da parte retirante fique na audiência até o fim.
• 5) Produção das demais provas (testemunhas, peritos, técnicos etc.).
 Obs.: No procedimento sumaríssimo, existe regra especial permitindo somente até DUAS 
testemunhas para cada parte (número diferente do rito ordinário).
• 6) Razões finais, pelo tempo de 10 minutos para cada parte.
• 7) Renovação da proposta de conciliação pelo juiz.
• 8) Julgamento.
Na prática, a prolação da sentença ( julgamento) também ocorre a distância, e não na 
própria audiência. Pelo texto da lei, o julgamento deveria ocorrer na audiência, e é isso o 
que pode ser cobrado em provas.
3 . JuRisDiÇÃo VoluNtÁRiA E hoMoloGAÇÃo DE ACoRDo 3 . JuRisDiÇÃo VoluNtÁRiA E hoMoloGAÇÃo DE ACoRDo 
EXtRAJuDiCiAlEXtRAJuDiCiAl
A Lei n. 13.467/2017 (Reforma Trabalhista) instituiu um procedimento especial de 
jurisdição voluntária próprio do processo do trabalho, com capítulo próprio na CLT: o 
procedimento de homologação de acordo extrajudicial.
Doravante, a CLT passa a contemplar normas de caráter puramente contencioso e 
algumas normas personalizadas à natureza da jurisdição voluntária, com foco no acordo 
extrajudicial.
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