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DIREITO PROCESSUAL DO 
TRABALHO
Provas no Processo do Trabalho
Livro Eletrônico
Presidente: Gabriel Granjeiro
Vice-Presidente: Rodrigo Calado
Diretor Pedagógico: Erico Teixeira
Diretora de Produção Educacional: Vivian Higashi
Gerente de Produção Digital: Bárbara Guerra
Coordenadora Pedagógica: Élica Lopes
Todo o material desta apostila (incluídos textos e imagens) está protegido por direitos autorais 
do Gran. Será proibida toda forma de plágio, cópia, reprodução ou qualquer outra forma de 
uso, não autorizada expressamente, seja ela onerosa ou não, sujeitando-se o transgressor às 
penalidades previstas civil e criminalmente.
CÓDIGO:
250523139236
GUSTAVO DEITOS
Professor de cursos preparatórios para concursos públicos. Analista Judiciário do 
Tribunal Superior do Trabalho (Gabinete de Ministro). 
Outras convocações: Técnico Judiciário do TRT-SC (7° lugar) e Analista Judiciário do 
TRF da 3ª Região. Aprovado em 8° lugar para Analista Judiciário do TRT-MS.
 
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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DireiTo Processual Do Trabalho 
Provas no Processo do Trabalho 
Gustavo Deitos
SUMÁRIO
Apresentação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
Provas no Processo do Trabalho . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
1. Princípios do Direito Probatório (Direito da Prova) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
2. Disposições sobre Provas na CLT . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
2.1. Multa à Testemunha . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17
3. Principais Espécies de Provas Cabíveis no Processo do Trabalho . . . . . . . . . . . . . 19
3.1. Depoimento Pessoal (Interrogatório) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19
3.2. Confissão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20
3.3. Prova Documental . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23
3.4. Provas Testemunhal e Pericial . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25
3.5. Inspeção Judicial . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25
3.6. Acareação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26
3.7. Ata notarial . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26
4. Incidente de Falsidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27
5. Honorários Periciais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 30
5.1. Honorários do Perito X Honorários do Intérprete . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 34
6. Súmulas e OJs do TST sobre o Conteúdo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 35
Questões de concurso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 45
Gabarito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 69
Gabarito comentado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 70
 
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Provas no Processo do Trabalho 
Gustavo Deitos
aPreseNTaÇÃoaPreseNTaÇÃo
Olá, querido(a) aluno(a) do Gran! Espero encontrá-lo muito bem! Neste curso, apresento-
lhe várias aulas autossuficientes de direito processual do trabalho, com o objetivo de lhe 
disponibilizar, de forma prática e completa, o substrato de conteúdo necessário para ter 
o melhor desempenho possível na prova.
Esta aula, assim como as demais aulas em PDF, foi elaborada de modo que você possa 
tê-la como fonte autossuficiente de estudo, isto é, como um material de estudo completo 
e capaz de possibilitar um aprendizado tão integral quanto outros meios de estudo.
A preferência por aulas em PDF e/ou vídeos pertence a cada aluno, que, individualmente, 
avalia suas facilidades e necessidades, a fim de encontrar seus meios de estudo ideais. 
Dessa forma, o aluno pode optar pelo estudo com aulas em PDF e vídeos, ou somente com 
um ou outro meio.
Aqueles que preferem estudar somente com materiais em PDF terão o privilégio de 
contar com as aulas em PDF autossuficientes do nosso curso, a exemplo desta aula. De 
qualquer forma, nada impede que as aulas em PDF sejam utilizadas como fonte de estudos 
de forma aliada com as aulas em vídeo do Gran. Tudo depende, unicamente, da preferência 
de cada aluno.
Nesta aula, estudaremos especialmente os seguintes tópicos de Direito Processual 
do Trabalho:
• Princípios, ônus e espécies de provas;
• Prova documental;
• Incidente de falsidade;
• Perícia: regras técnicas e honorários periciais;
• Testemunhas: regras técnicas, quantidade, contradita, compromisso, acareação e multa;
• Informante.
A aula é acompanhada de exercícios selecionados e reunidos de modo a abranger todos 
os pontos importantes da aula, a fim de que seu conhecimento seja ainda mais solidificado. 
O número de exercícios é determinado de acordo com dois parâmetros: complexidade 
do conteúdo e número de questões de concursos existentes. Por resultado, o número de 
exercícios disponibilizados é determinado de modo que seu conhecimento sobre os temas 
seja efetivamente testado e fixado, mas sem que haja uma repetição obsoleta.
Nosso curso possibilita a avaliação de cada aula em PDF de forma fácil e rápida. Considero 
o resultado das avaliações extremamente importante para a continuidade da produção e 
edição de aulas, como fonte fidedigna e transparente de informações quanto à qualidade 
do material.
 
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Gustavo Deitos
Peço-lhe que fique à vontade para avaliar as aulas do curso, demonstrando seu grau de 
satisfação relativamente aos materiais. Seu feedback é importantíssimo para nós. Caso 
você tenha ficado com dúvidas sobre pontos deste material, ou tenha constatado algum 
problema, por favor, entre em contato comigo pelo Fórum de Dúvidas antes de realizar 
sua avaliação. Procuro sempre fazer todo o possível para sanar eventuais dúvidas ou corrigir 
quaisquer problemas nas aulas.
Cordialmente, torço para que a presente aula que seja de profunda valia para você e sua 
prova, uma vez que foi elaborada com muita atenção, zelo e consideração ao seu esforço, 
que, para nós, é sagrado.
Caso fique comEste seria, 
segundo ele, o modo de adaptar o procedimento do CPC ao processo do trabalho.
Quanto ao parágrafo único do art. 430, podemos concluir o seguinte: em primeiro 
lugar, o juiz decidirá a legitimidade/falsidade do documento em questão incidental. Uma 
questão incidental é aquela que, embora não seja um dos pedidos principais do processo, 
interfere diretamente na viabilidade de algum(ns) pedido(s).
EXEMPLO
Falsidade documental como questão incidental:
O reclamante pediu horas extras, alegando que trabalhava além de sua jornada normal. A 
reclamada junta ao processo cartões de ponto, para provar que o reclamante não trabalhou em 
horas extras. Duvidando da fidedignidade dos cartões de ponto (documentos), o reclamante 
suscita o incidente de falsidade.
Nesse caso, a decisão pela legitimidade/falsidade dos documentos (cartões de ponto) será 
interpretada como questão incidental do processo, pois, embora a parte não tenha pedido na 
petição inicial a falsidade dos cartões, esse incidente repercute diretamente na procedência, 
ou não, do pedido principal, que é de horas extras. Se o documento for declarado legítimo, o 
reclamante terá de provar o trabalho em horas extras por outro modo; se for declarado falso, 
a reclamada terá sérios problemas para evitar a condenação ao pagamento de horas extras.
Ainda de acordo com o parágrafo único, a legitimidade/falsidade do documento pode ser 
resolvida como questão principal. O incidente será assim resolvido quando o reclamante 
pedir, na petição inicial, a declaração de falsidade de determinados documentos que a 
reclamada supostamente possa apresentar.
Neste caso, a falsidade documental será resolvida na decisão final do juiz, que poderá 
ocorrer juntamente com a sentença definitiva ou, ainda, em forma de julgamento 
antecipado parcial do mérito (art. 356 do CPC), forma esta que pouquíssimos juízes do 
trabalho usam.
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Art. 431. A parte arguirá a falsidade expondo os motivos em que funda a sua pretensão e os 
meios com que provará o alegado.
No exato momento em que a parte suscitar a falsidade de determinado documento, 
ela deverá, também, mencionar quais são os motivos (razões) que o levam a pensar que 
o documento é falso, além de indicar, precisamente, as maneiras de que se utilizará para 
provar a falsidade do documento (vídeos, áudios, fotografias, depoimentos etc.).
Se a parte suscitar o incidente de falsidade sem expor tais motivos e sem indicar os meios 
com que provará a alegação, ela correrá o risco de ser condenada por ato de litigância de má-
fé (provocar incidente manifestamente infundado), previsto no art. 793-B, inciso VI, da CLT.
Portanto, não se esqueça dos pressupostos básicos de procedibilidade do incidente 
de falsidade:
• 1) Exposição dos motivos que levam a parte a pensar que o documento apresentado 
pela parte contrária seja falso;
• 2) Indicação de meios com os quais a parte pretende provar que o referido documento 
é, de fato, falso.
Art. 432. Depois de ouvida a outra parte no prazo de 15 (quinze) dias, será realizado o exame pericial.
Parágrafo único. Não se procederá ao exame pericial se a parte que produziu o documento 
concordar em retirá-lo.
O texto da lei é imperativo ao determinar que, após a manifestação da parte que 
juntou o documento, será realizada perícia técnica para avaliar a legitimidade/falsidade 
do documento.
Todavia, provavelmente com a finalidade de evitar morosidade processual e de “dar uma 
chance” à parte de não ser condenada por litigância de má-fé, o legislador possibilita que a 
parte que juntou o documento retire-o do processo. Isso deve ocorrer antes da realização 
da perícia.
Art. 433. A declaração sobre a falsidade do documento, quando suscitada como questão principal, 
constará da parte dispositiva da sentença e sobre ela incidirá também a autoridade da coisa julgada.
É o que foi dito acima: se o reclamante pedir na petição inicial a declaração de falsidade 
de algum documento em posse da reclamada, a falsidade será resolvida no dispositivo da 
sentença (parte que determina a procedência/improcedência dos pedidos).
Nesse caso, por estar decidindo matéria posta à sua apreciação pelas partes, a 
legitimidade/falsidade do documento será acobertada pela coisa julgada material. Logo, 
eventual desconstituição dessa decisão judicial deve ser pretendida em grau de recurso ou 
em ação rescisória, no prazo legal.
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Abaixo, apresento mapa mental do incidente de falsidade:
5 . hoNorÁrios Periciais5 . hoNorÁrios Periciais
A regra referente ao ônus de pagamento dos honorários periciais é muitíssimo cobrada 
em provas. Este tópico torna-se ainda mais interessante pelo fato de a Reforma Trabalhista 
ter alterado, significativamente, a sistemática desse ônus.
Esta regra é estruturada no art. 790-B da CLT:
Art. 790-B. A responsabilidade pelo pagamento dos honorários periciais é da parte sucumbente 
na pretensão objeto da perícia, ainda que beneficiária da justiça gratuita.
§ 1º Ao fixar o valor dos honorários periciais, o juízo deverá respeitar o limite máximo estabelecido 
pelo Conselho Superior da Justiça do Trabalho.
§ 2º O juízo poderá deferir parcelamento dos honorários periciais.
§ 3º O juízo não poderá exigir adiantamento de valores para realização de perícias.
§ 4º Somente no caso em que o beneficiário da justiça gratuita não tenha obtido em juízo 
créditos capazes de suportar a despesa referida no caput, ainda que em outro processo, a União 
responderá pelo encargo.
O caput do art. 790-B da CLT foi objeto da Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 5766, 
julgada pelo STF em sessão realizada no dia 20/10/2021.
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O primeiro elemento da regra continua o mesmo de antes da Reforma: quem paga os 
honorários do perito é a parte que sucumbir (for vencida) no objeto da perícia, especificamente.
EXEMPLO
João ajuíza reclamação trabalhista postulandi horas extras, férias, 13º salário e adicional de 
insalubridade. João ganhou os pedidos de horas extras, férias e 13º salário, mas perdeu o 
pedido relativo ao adicional de insalubridade.
Como havia sido designada perícia para avaliar se o ambiente de trabalho do reclamante era 
ou não insalubre, João, mesmo tendo ganhado a maior parte dos pedidos, é sucumbente no 
objeto da perícia, e deverá pagar os honorários do perito responsável pelo laudo.
Mesmo que o laudo fosse favorável a João (reclamante), o fato de o juiz rejeitar o pedido 
de adicional de insalubridade, por qualquer fundamento, já o torna sucumbente na 
pretensão objeto da perícia. Afinal, o juiz não é vinculado à conclusão do perito, e pode 
julgar a pretensão que ensejou a prova pericial em sentido diverso, desde que, sempre, de 
forma fundamentada (princípio do livre convencimento motivado).Portanto, não importa o resultado do laudo. Se a parte perdeu o pedido referente à perícia 
(sucumbente no objeto da perícia), ela deverá pagar os honorários do perito.
O caput do art. 790-B, incluído pela Lei n. 13.467/2017, dispunha que a parte sucumbente 
no objeto da perícia deveria pagar os honorários periciais MESMO QUE fosse beneficiária 
da justiça gratuita! Muito já se discutia sobre a (in)constitucionalidade desse dispositivo, 
até que o STF, em julgamento da ADI n. 5766, declarou-o inconstitucional.
A teor desse dispositivo, antes que ele fosse declarado inconstitucional pelo STF, 
existia uma hipótese – única – em que a União responderia pelos honorários periciais em 
vez da parte. Para que a União respondesse pelos honorários, deviam ser preenchidos, 
cumulativamente, três requisitos:
• 1) Sucumbente ser beneficiário da justiça gratuita;
• 2) Sucumbente não ter ganhado nenhum valor no processo em que ocorreu a perícia;
• 3) Sucumbente não ganhar nenhum valor em outros processos pendentes.
Se qualquer dos três requisitos acima não fosse preenchido, a parte sucumbente no 
objeto da perícia pagaria os honorários periciais.
A lei não falava se esse “outro processo” do qual se retirarão os valores para pagar os 
honorários periciais deve ser já sentenciado, em fase de execução, ou ainda em andamento 
na fase de conhecimento.
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Os exemplos abaixo tratam da regra do art. 790-B, caput, da CLT, em seu sentido natural, 
desconsiderando-se, por ora, a sua declaração de inconstitucionalidade. Logo adiante 
trataremos mais a fundo sobre tal questão.
EXEMPLO
1) Ricardo ajuíza reclamação trabalhista postulando adicional de periculosidade, férias, 
participação nos lucros e adicional noturno. Ricardo consegue receber, em razão da condenação, 
o valor de R$ 5.000,00 por ter ganhado os pedidos de férias, participação nos lucros e adicional 
noturno. Contudo, Ricardo perdeu o pedido de adicional de periculosidade. O juiz arbitrou 
aos honorários periciais o valor de R$ 1.000,00. Ricardo possui o benefício da justiça gratuita, 
que foi pedido e deferido pelo juiz.
Neste caso, Ricardo receberá somente R$ 4.000,00, pois os R$ 1.000,00 referentes aos 
honorários periciais serão deduzidos do que ele tiver para receber.
2) Júlia ajuíza reclamação trabalhista postulando indenização por danos extrapatrimoniais, 
horas extras e adicional de insalubridade. Júlia perdeu todos os pedidos de sua reclamação, 
que foi julgada totalmente improcedente. Júlia possui o benefício da justiça gratuita, e não 
tem nenhuma outra reclamação trabalhista passada ou pendente (esta, na verdade, foi a 
primeira ação de sua vida).
Neste caso, a União responderá pelo pagamento dos honorários periciais. Júlia não pagará nada.
O caput do art. 790-B da CLT foi objeto da Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 
5766, julgada pelo Supremo Tribunal Federal em sessão realizada no dia 20/10/2021. A parte 
dispositiva da decisão, publicada no Diário de Justiça Eletrônico em 5/11/2021, apresenta:
JURISPRUDÊNCIA
Decisão: O Tribunal, por maioria, julgou parcialmente procedente o pedido formulado 
na ação direta, para declarar inconstitucionais os arts. 790-B, caput e § 4º, e 791-A, 
§ 4º, da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), vencidos, em parte, os Ministros 
Roberto Barroso (Relator), Luiz Fux (Presidente), Nunes Marques e Gilmar Mendes. Por 
maioria, julgou improcedente a ação no tocante ao art. 844, § 2º, da CLT, declarando-o 
constitucional, vencidos os Ministros Edson Fachin, Ricardo Lewandowski e Rosa Weber. 
Redigirá o acórdão o Ministro Alexandre de Moraes. Plenário, 20.10.2021 (Sessão 
realizada por videoconferência – Resolução 672/2020/STF).
Muito embora seja importante o conhecimento sistemático da controvérsia, a começar 
pelo sentido do dispositivo declarado inconstitucional, as provas objetivas deverão levar em 
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consideração o entendimento do STF, que tem efeito vinculante para toda a Administração 
Pública e para o Poder Judiciário (art. 102, § 2º, Constituição Federal).
A CLT é omissa quanto aos critérios para fixação do valor dos honorários do perito 
técnico ou médico. Contudo, ela esclarece que o limite máximo do valor deve respeitar a 
determinação do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT).
 Obs.: A CLT apenas é expressa com relação aos critérios de fixação dos honorários dos 
peritos contábeis. Confira o art. 879, § 6º, da CLT: “Tratando-se de cálculos de 
liquidação complexos, o juiz poderá nomear perito para a elaboração e fixará, depois 
da conclusão do trabalho, o valor dos respectivos honorários com observância, entre 
outros, dos critérios de razoabilidade e proporcionalidade”.
Os critérios de fixação, que não estão na CLT, são fornecidos pelo CSJT na Resolução 
66 de 2010, que também fixa o referido “limite máximo”. Veja o que diz seu art. 3º:
Art. 3º Em caso de concessão do benefício da justiça gratuita, o valor dos honorários periciais, 
observado o limite de R$ 1.000,00 (um mil reais), será fixado pelo juiz, atendidos:
I – a complexidade da matéria;
II – o grau de zelo profissional;
III – o lugar e o tempo exigidos para a prestação do serviço;
IV – as peculiaridades regionais.
O limite máximo só é estabelecido para casos de justiça gratuita, pois é neles que, 
possivelmente, a União responderá pelos honorários do perito.
Nos demais casos (se o sucumbente não tiver justiça gratuita), não haverá limite para 
fixação do valor dos honorários, que poderão, então, ser superiores a R$ 1.000,00.
Outras duas mudanças importantíssimas vindas da Reforma Trabalhista referem-se ao 
parcelamento e ao adiantamento do valor dos honorários periciais pelas partes.
O CPC permite o adiantamento de parte dos honorários em favor do perito, antes de ele 
efetuar o exame, a vistoria ou a avaliação que serão sintetizados no seu laudo. Até a entrada 
em vigor da Reforma, o adiantamento era acolhido na Justiça do Trabalho. Normalmente, 
era o empregador-reclamado quem adiantava parte dos honorários, em razão de sua maior 
condição financeira. Se o reclamante perdesse no objeto da perícia, o valor adiantado pelo 
reclamado era a ele restituído.
Contudo, com a inclusão do § 3º ao art. 790-B, é proibido exigir de qualquer das partes 
o adiantamento de parte dos honorários periciais. Dessa forma, desde a entrada em vigor 
da Reforma, o perito só receberá honorários após terminado o processo.
Por outro lado, com a inclusão do § 2º, a Reforma permite expressamente que o pagamento 
dos honorários periciais seja feito de forma parcelada, tendo-se em vista as condições 
econômicas da parte sucumbente no objeto da perícia.
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EXEMPLO
Kléber, reclamante, foi sucumbente na pretensão objeto da perícia. Embora tivesse o benefícioda justiça gratuita, Kléber foi condenado a pagar os honorários, pois recebeu algumas verbas 
no processo.
Para que o desconto não ocorresse todo de uma vez, Kléber pediu para pagar o valor dos 
honorários (fixados em R$ 1.000,00, neste exemplo) de forma parcelada, em quatro vezes, pois 
precisava com urgência do valor que recebeu na reclamação para pagar cirurgia de sua filha.
Nesse caso, pode o juiz deferir o pagamento de forma parcelada, em quatro vezes (ou menos, 
ou mais vezes).
Para gravar a diferença entre parcelamento e adiantamento, apresento a ilustração abaixo:
5 .1 . hoNorÁrios Do PeriTo X hoNorÁrios Do iNTÉrPreTe5 .1 . hoNorÁrios Do PeriTo X hoNorÁrios Do iNTÉrPreTe
Outro ponto de grande relevância para seu aprendizado envolve um tema já comentado 
anteriormente nesta aula. Você precisa ter cuidado para não confundir os critérios para 
pagamento dos honorários periciais comuns (de insalubridade, periculosidade, doença 
ocupacional, acidente de trabalho etc.) com os critérios para pagamento dos honorários 
do intérprete (assistência a quem não fala português, ou seja surdo-mudo, ou mudo que 
não saiba escrever).
Já vimos que, no caso dos honorários periciais comuns, a parte que pagará pelos 
honorários é a sucumbente no objeto da perícia, mesmo que seja beneficiária da justiça gratuita.
Quanto aos honorários do intérprete (que em essência é quase um perito), quem 
responde é a parte sucumbente no processo como um todo.
Outra diferença é a seguinte: no caso dos honorários periciais, a parte sucumbente no 
objeto da perícia pagará os honorários ainda que seja beneficiária da justiça gratuita.
Por sua vez, os honorários do intérprete não serão devidas se o sucumbente for beneficiário 
da justiça gratuita.
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Abaixo, apresento uma ilustração destinada a te ajudar a memorizar essas diferenças:
6 . sÚMulas e oJs Do TsT sobre o coNTeÚDo6 . sÚMulas e oJs Do TsT sobre o coNTeÚDo
Para ter boa atuação em provas no tocante ao tema desta aula, é fundamental e 
importantíssimo conhecer as Súmulas e OJs do TST pertinentes a ele. A seguir, citarei esses 
enunciados jurisprudenciais e, sempre que necessário, farei considerações individualizadas 
a cada um deles.
JURISPRUDÊNCIA
Súmula 212 do TST
O ônus de provar o término do contrato de trabalho, quando negados a prestação 
de serviço e o despedimento, é do empregador, pois o princípio da continuidade da 
relação de emprego constitui presunção favorável ao empregado.
Esta súmula é muito aplicável na prática. Vamos entendê-la com um exemplo:
EXEMPLO
Liédson ajuizou reclamação trabalhista contra a sua ex-empregadora, a empresa Gira Gira 
Ltda., alegando que trabalhou para tal empresa por dois anos, e foi dispensado sem justa causa 
e sem receber nada. A empresa, em sua defesa, alega que Liédson abandonou o emprego, 
ficando ausente por meses sem dar qualquer notícia, razão que a levou a dispensá-lo por 
justa causa, por abandono de emprego.
Neste caso, como é incontroverso que existiu um contrato de trabalho entre as partes, caberá 
à empresa Gira Gira o ônus de comprovar o abandono de emprego. Isso porque ela negou 
que Liédson lhe prestou serviços por determinado espaço de tempo, bem como negou ter 
despedido Liédson sem justa causa.
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Conclusão: se a modalidade de término do contrato estiver em discussão (se houve 
justa causa ou não), o ônus de comprovar a justa causa será do empregador, por força do 
Princípio da Continuidade da Relação de Emprego.
Tal princípio é de direito material do trabalho, mas tem repercussão no direito processual 
no que tange ao ônus da prova. O do Princípio da Continuidade da Relação de Emprego 
informa que o empregado sempre tem a intenção de continuar no emprego em que está, 
a fim de garantir o sustento próprio e de sua família.
Logo, aquele que alegar que o empregado, por vontade própria, deixou de trabalhar deve 
comprovar essa alegação, sob pena de ser presumido que o empregado foi dispensado 
sem justa causa.
JURISPRUDÊNCIA
Súmula 16 do TST
Presume-se recebida a notificação 48 (quarenta e oito) horas depois de sua postagem. 
O seu não recebimento ou a entrega após o decurso desse prazo constitui ônus de 
prova do destinatário.
Esta súmula cria uma regra de ônus de prova de cunho processual, e é muito cobrada 
em provas.
Os atos processuais podem ser comunicados às partes por várias formas, como a via 
postal com aviso de recebimento (Correios), geralmente utilizada quando a respectiva parta 
não tem advogado constituído.
Nestes casos, se o carteiro atestar que a notificação foi entregue ao destinatário mediante 
depósito em sua caixa postal, haverá uma presunção relativa de que o destinatário ficou 
ciente do inteiro teor da notificação no prazo de 48 horas.
É possível, sim, que o destinatário não tenha recebido a postagem na data atestada 
pelo carteiro. Nesta situação, caberá ao próprio destinatário a prova de que não recebeu 
a correspondência na data atestada.
JURISPRUDÊNCIA
Súmula 338 do TST
I – É ônus do empregador que conta com mais de 10 (dez) empregados o registro 
da jornada de trabalho na forma do art. 74, § 2º, da CLT [cartões de ponto]. A 
não apresentação injustificada dos controles de frequência gera presunção relativa 
de veracidade da jornada de trabalho, a qual pode ser elidida por prova em contrário.
II – A presunção de veracidade da jornada de trabalho, ainda que prevista em instrumento 
normativo, pode ser elidida por prova em contrário.
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III – Os cartões de ponto que demonstram horários de entrada e saída uniformes 
são inválidos como meio de prova, invertendo-se o ônus da prova, relativo às horas 
extras, que passa a ser do empregador, prevalecendo a jornada da inicial se dele não 
se desincumbir.
Simplificarei estas regras com três exemplos práticos:
EXEMPLO
1) O empregado alega que trabalhou em horas extras. A empresa, por ter mais que 10 
empregados, junta com sua defesa cartões de ponto que atestam a ausência de trabalho em 
horas extras. Nesse caso, o ônus de provar o trabalho em horas extras será do reclamante, 
que deverá se utilizar de outros meios de prova a fim de desconstituir a indicação dos 
documentos do reclamado (cartões de ponto).
2) O empregado alega que trabalhou em horas extras. A empresa, que tem menos de 10 
empregados em seu estabelecimento, deixa de juntar cartões de ponto e nega a existência 
de trabalho em horas extras. Nesse caso, o ônus de provar o trabalho em horas extras 
será do reclamante, pois a empresa não tinha a obrigação legal de manter cartões de ponto 
para controlar a frequência dos empregados, já que tinha menos de 10 empregados no 
estabelecimento.
3) O empregado alega que trabalhou em horas extras. A empresa, que é grande e tem bem mais 
de 10empregador por estabelecimento, deixa de juntar cartões de ponto e nega a existência 
de trabalho em horas extras. Nesse caso, o ônus de provar a ausência de trabalho em horas 
extras será da empresa reclamada, pois ela tinha o dever legal de manter cartões de ponto 
para controlar a frequência dos empregados. Logo, a empresa deverá buscar outros meios 
de prova a fim de provar que o reclamante não trabalhou em horas extras.
Nesse caso, haverá presunção relativa de veracidade do fato de o reclamante ter trabalhado 
em horas extras. Por ser presunção relativa, pode haver prova em sentido contrário, para 
desconstituir a presunção.
4) O empregado alega que trabalhou em horas extras. A empresa, que é grande e tem bem mais 
de 10 empregador por estabelecimento, junta cartões de ponto assinados pelos empregados 
durante o período em que o reclamante trabalhou para ela. Todavia, os cartões mostram 
horários sempre exatos e invariáveis, com entrada às 13:00 (todos os dias) e saída às 22:00 
(todos os dias), com parada para intervalo às 17:00 (todos os dias).
Logo, estes cartões são inválidos como meio de prova, e será aplicada a mesma regra de 
quando a empresa não possui cartões de ponto.
Portanto, o ônus de provar a ausência de trabalho em horas extras será da empresa reclamada, 
que deverá buscar outros meios de prova a fim de provar que o reclamante não trabalhou 
em horas extras.
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JURISPRUDÊNCIA
Súmula 6, item VIII, do TST
É do empregador o ônus da prova do fato impeditivo, modificativo ou extintivo da 
equiparação salarial.
Quando o reclamante alega que recebia salário inferior ao de determinado colega 
de trabalho que desempenhava as mesmas funções que ele, com iguais produtividade e 
perfeição técnica (equiparação salarial), será do empregador-reclamado o ônus de provar 
que os requisitos da equiparação salarial não foram preenchidos (fato impeditivo).
Se os requisitos foram preenchidos, será dele o ônus de provar que o direito à equiparação 
foi extinto por algum motivo (fato extintivo) ou que tal direito deve ser concedido de forma 
diferente (fato modificativo), com valor menor, por exemplo.
JURISPRUDÊNCIA
Súmula 460 do TST
É do empregador o ônus de comprovar que o empregado não satisfaz os requisitos 
indispensáveis para a concessão do vale-transporte ou não pretenda fazer uso do 
benefício.
JURISPRUDÊNCIA
Súmula 461 do TST
É do empregador o ônus da prova em relação à regularidade dos depósitos do FGTS, 
pois o pagamento é fato extintivo do direito do autor (art. 373, II, do CPC de 2015).
Se o empregado postular o pagamento dos depósitos mensais do FGTS, deverá o 
empregador-reclamado juntar os comprovantes de pagamento desses depósitos, pois 
é o empregador o sujeito que retém esses comprovantes. Logo, não há forma melhor de 
distribuir o ônus da prova nesse ponto.
JURISPRUDÊNCIA
Súmula 12 do TST
As anotações apostas pelo empregador na carteira profissional do empregado não 
geram presunção “juris et de jure”, mas apenas “juris tantum”.
Não entendeu as expressões desta súmula? Eu as explico:
DICA
“Juris et de jure” significa presunção absoluta de veracidade .
“Juris tantum” significa presunção relativa de veracidade .
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Portanto, agora você pode entender o que a súmula diz: as anotações feitas pelo 
empregador na CTPS do empregado geram presunção relativa de veracidade.
Logo, se na CTPS constar como data de admissão o dia 10/10/2016 (por exemplo), 
poderá o empregado, na Justiça do Trabalho, comprovar por outros meios de prova que 
o contrato de trabalho teve início em data anterior a esta.
Como a presunção de veracidade das anotações é relativa, ela admite prova em contrário. 
Se fosse absoluta, não admitiria.
JURISPRUDÊNCIA
Súmula 8 do TST
A juntada de documentos na fase recursal só se justifica quando provado o justo 
impedimento para sua oportuna apresentação ou se referir a fato posterior à sentença.
Como regra, as provas documentais devem ser apresentadas até o término da instrução. 
Todavia, às vezes, as partes são impedidas de apresentar essas provas no momento oportuno 
por circunstâncias alheias à sua vontade.
O TST admite duas hipóteses de juntada de documentos após o término da fase de 
instrução (como na fase recursal). São elas:
• 1) Na época da instrução, havia justo impedimento para a juntada;
• 2) Os fatos provados pelos documentos ocorreram após a sentença de primeiro grau.
JURISPRUDÊNCIA
Súmula 357 do TST
Não torna suspeita a testemunha o simples fato de estar litigando ou de ter litigado 
contra o mesmo empregador.
Se a única razão invocada para sustentar a suspeição da testemunha – e por consequência 
sua desqualificação para depor como testemunha – for o fato de ela ter ação pendente 
contra o mesmo empregador ou de já ter ajuizado ação contra ele, a testemunha não será 
suspeita, e poderá depor como testemunha.
É claro que poderá haver outros fatos que, coligados, conduzam o juiz à conclusão de 
que determinado depoente é suspeito por amizade íntima ou inimizade, por exemplo.
O que a súmula se limita a dizer é que o litígio contra o mesmo empregador envolvido na 
ação em que a testemunha vá depor não é razão que, sozinha, possa alicerçar a acusação 
de suspeição da testemunha.
A Súmula 74 do TST foi trabalhada na aula sobre as Audiências. Portanto, transcreverei, 
aqui, o conteúdo abordado para elucidar os termos desta súmula. Assim como na referia 
aula, comentarei os itens da súmula (I, II e III) separadamente:
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JURISPRUDÊNCIA
I – Aplica-se a confissão à parte que, expressamente intimada com aquela cominação, 
não comparecer à audiência em prosseguimento, na qual deveria depor.
Suponha que, em reclamação de rito ordinário, houve audiência inicial, com proposta 
de acordo recusada e oferecimento de defesa. Terminada a defesa, foi designada audiência 
de instrução, para algumas semanas depois.
Na audiência de instrução, para a qual ambas as partes foram intimadas, somente o 
reclamante compareceu. Neste caso, todos os fatos que o reclamante tentar comprovar 
na audiência de instrução (que é a “audiência em prosseguimento”), com depoimentos, 
testemunhas e demais provas, serão considerados, em princípio, verdadeiros. Isso se 
chama CONFISSÃO FICTA.
Exatamente a mesma regra será aplicada se somente o reclamado comparecer. Nesse caso, a 
regra é idêntica, mas é o reclamante quem será confesso. Logo, todos os fatos que o reclamado 
tentar comprovar na audiência de instrução serão considerados, em princípio, verdadeiros.
O reclamante (autor) também pode ser confesso!
Isso acontecerá se o reclamado (réu) comparecer à audiência de instrução e o reclamante 
(autor) faltar sem motivo justificável.
JURISPRUDÊNCIA
II – A prova pré-constituída nos autospode ser levada em conta para confronto com 
a confissão ficta (arts. 442 e 443, do CPC de 2015 – art. 400, I, do CPC de 1973), não 
implicando cerceamento de defesa o indeferimento de provas posteriores.
A confissão ficta decorrente de falta à audiência de instrução é mais sutil, pois todas as provas 
produzidas anteriormente serão devidamente consideradas, e poderão “combater” a confissão.
EXEMPLO
O reclamante alega que a empresa reclamada exigia trabalho em horas extras e nunca pagou 
por isso. Na audiência de instrução, a empresa é ausente (aplicando-se confissão ficta), e o 
reclamante traz duas testemunhas que confirmam sua alegação.
Entretanto, a empresa reclamada, antes da audiência de instrução ( juntamente com a defesa), 
juntou aos autos cartões de ponto que não registram nenhuma hora extra prestada. Como 
a empresa não tinha mais que 10 empregados, era do reclamante o ônus de comprovar que 
o cartão-ponto não corresponde à realidade.
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Logo, como havia prova pré-constituída nos autos (cartões de ponto juntados com a defesa), 
o juiz poderá formar seu convencimento com base, também, nessa prova. Logo, tal prova 
será confrontada (comparada) com a confissão, e o juiz poderá considerar ambas as provas 
(cartões de ponto e confissão) para formar seu convencimento.
O segundo item desta súmula somente protege a prova pré-constituída. Após a confissão 
ficta, o juiz poderá indeferir todos os requerimentos de prova formulados pela parte 
confessa, sem que isso configure cerceamento de defesa.
JURISPRUDÊNCIA
III – A vedação à produção de prova posterior pela parte confessa somente a ela se 
aplica, não afetando o exercício, pelo magistrado, do poder/dever de conduzir o processo.
Vamos aprender essa regra com um exemplo prático:
EXEMPLO
João, reclamante, queria ouvir duas testemunhas para comprovar que foi agredido pelo 
empregador, o reclamado. Na audiência de instrução, João faltou, o que o tornou confesso 
(confissão ficta). João, portanto, está proibido de produzir provas posteriormente, em razão 
da confissão ficta.
No entanto, essa proibição somente se aplica a João. O juiz, por força do Princípio Inquisitivo, 
pode determinar a coleta de todas as provas que ele entender necessárias. Desse modo, se 
o juiz quiser ouvir tais testemunhas, ele poderá ouvi-las.
Essa oitiva ocorrerá não porque o reclamante pretendia ouvi-las, mas, sim, porque o juiz 
pretende ouvi-las. Logo, a proibição de produção de provas sobre determinado fato 
controvertido somente se aplica à parte confessa, e nunca ao juiz.
É poder-dever do juiz buscar a verdade real sobre a lide que lhe foi submetida. Para isso, ele 
pode/deve usar todos os meios possíveis.
JURISPRUDÊNCIA
Súmula 453 do TST:
O pagamento de adicional de periculosidade efetuado por mera liberalidade da empresa, 
ainda que de forma proporcional ao tempo de exposição ao risco ou em percentual inferior 
ao máximo legalmente previsto, dispensa a realização da prova técnica exigida pelo art. 
195 da CLT, pois torna incontroversa a existência do trabalho em condições perigosas.
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Já mencionamos em outros momentos que a CLT obriga o juiz a designar perícia para 
avaliar a existência, ou não, de condições insalubres ou perigosas (art. 195, § 2º), quando 
invocadas na reclamação trabalhista.
Entretanto, o TST abre uma exceção para esse caso. A perícia serve para comprovar que o 
ambiente é perigoso, certo? Se o empregador já pagava a verba “adicional de periculosidade” 
ao trabalhador, mesmo que em valor errado, o empregador está admitindo que o ambiente 
de trabalho é perigoso.
Portanto, a perícia, de acordo com esta súmula, é inútil nesse contexto.
JURISPRUDÊNCIA
Súmula 341 do TST
A indicação do perito assistente é faculdade da parte, a qual deve responder pelos 
respectivos honorários, ainda que vencedora no objeto da perícia.
Quando estudamos as regras dos honorários periciais, vimos que a parte sucumbente 
na pretensão objeto da perícia responde pelos respectivos honorários, certo?
Faço um destaque com certa redundância: estávamos falando especificamente dos 
honorários do perito. Cabe ressaltar que, em alguns casos, é inevitável a realização de 
perícia, por exigência legal ou necessidade técnica.
O assistente técnico é escolhido e nomeado pela própria parte, que pode fazer isso ou 
não. Ninguém é obrigado a ter assistente técnico no processo do trabalho. Logo, quem 
tiver assistente técnico está “dando-se um luxo”.
Portanto, mesmo que a parte seja vencedora no objeto da perícia, ela deve quitar os 
honorários do seu próprio assistente técnico. Algumas grandes empresas nomeiam como 
assistentes empregados seus, com formação na área objeto da perícia.
JURISPRUDÊNCIA
OJ 36 da SDI-I do TST
O instrumento normativo em cópia não autenticada possui valor probante, desde que 
não haja impugnação ao seu conteúdo, eis que se trata de documento comum às partes.
Instrumentos normativos são os textos dos acordos e convenções coletivas de trabalho 
(ACT/CCT). Ambas as partes têm acesso a esses instrumentos, pois são naturalmente 
firmados e estipulados por seus representantes, ou por elas próprias.
Logo, o valor probatório da cópia simples (não autenticada) desses documentos só será 
posto à prova se houver impugnação ao conteúdo do documento, como, por exemplo, com 
inserção indevida de uma cláusula que não existe, para enganar o juiz.
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JURISPRUDÊNCIA
OJ 134 da SDI-I do TST:
São válidos os documentos apresentados, por pessoa jurídica de direito público, em 
fotocópia não autenticada, posteriormente à edição da Medida Provisória n. 1.360/96 
e suas reedições.
OJ 233 da SDI-I do TST:
A decisão que defere horas extras com base em prova oral ou documental não ficará 
limitada ao tempo por ela abrangido, desde que o julgador fique convencido de que 
o procedimento questionado superou aquele período.
OJ 165 da SDI-I do TST:
O art. 195 da CLT não faz qualquer distinção entre o médico e o engenheiro para efeito 
de caracterização e classificação da insalubridade e periculosidade, bastando para a 
elaboração do laudo seja o profissional devidamente qualificado.
É suficiente a qualificação técnica do profissional para analisar fatores insalubres ou 
perigosos no ambiente de trabalho. Seja médico do trabalho ou engenheiro do trabalho.
O que importa é o conhecimento e a formação. Simples assim.
JURISPRUDÊNCIA
OJ 278 da SDI-I do TST
A realização de perícia é obrigatória para a verificação de insalubridade. Quando não 
for possível sua realização, como em caso de fechamento da empresa, poderá o 
julgador utilizar-se de outros meios de prova.
Enquanto possível, a perícia é indispensável para a verificação de agentes insalubres no 
ambiente de trabalho. Todavia,às vezes a perícia é absolutamente impossível. O principal 
fatos causador dessa impossibilidade foi até mesmo exemplificado na súmula: fechamento 
da empresa.
Como o perito avaliaria tais agentes se as atividades foram encerradas? Não há maneira 
para isso.
Nesse caso específico (impossibilidade de perícia), o juiz pode decidir se os agentes 
eram insalubres ou não com base em outras provas.
Provas geralmente invocadas no caso de fechamento da empresa são laudos periciais 
produzidos em outros processos (prova emprestada). É possível o uso de outras provas, 
como testemunhal e documental. Se o pedido será acolhido na sentença, é outra história.
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JURISPRUDÊNCIA
OJ 98 da SDI-I do TST
É ilegal a exigência de depósito prévio para custeio dos honorários periciais, dada a 
incompatibilidade com o processo do trabalho, sendo cabível o mandado de segurança 
visando à realização da perícia, independentemente do depósito.
A OJ 98 proíbe, em tese, a exigência de antecipação de honorários periciais para realização 
de perícias. Antes da Reforma Trabalhista, muitos juízos exigiam tal antecipação, embora 
esta OJ a considere incabível no processo do trabalho.
A partir da entrada em vigor da Reforma, a antecipação passou a ser legalmente 
proibida. Confira a redação do art. 790-B, § 3º: “O juízo não poderá exigir adiantamento 
de valores para realização de perícias.”.
Doravante, a OJ 98, que muitas vezes não foi observada, ganhou força: se o juiz exigir 
antecipação/adiantamento de honorários periciais para realização de perícia de qualquer 
natureza, a parte prejudicada poderá impetrar mandado de segurança, postulando a 
realização da perícia sem o custeio imposto.
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QUESTÕES DE CONCURSOQUESTÕES DE CONCURSO
001. 001. (FEPESE/PREFEITURA DE FLORIANÓPOLIS-SC/PROCURADOR MUNICIPAL/2022) Assinale 
a alternativa correta de acordo com o processo do trabalho.
a) Todas as provas serão produzidas na audiência de instrução e julgamento, ainda que não 
requeridas previamente.
b) As testemunhas arroladas pelas partes deverão ser intimadas para comparecer à audiência 
de instrução e julgamento, com cinco dias de antecedência da realização do ato.
c) As partes e testemunhas serão inquiridas diretamente por seus representantes ou 
advogados, podendo ser reinquiridas, a critério do juiz.
d) Cada parte poderá ouvir até três testemunhas por fatos articulados ou pedidos formulados 
pelas partes.
e) Apresentado documento pela parte durante a audiência de instrução e julgamento, o 
juiz abrirá prazo de cinco dias para que a parte adversa possa se manifestar sobre a prova.
002. 002. (CEBRASPE/PGE-AL/PROCURADOR DO ESTADO/2021) Em uma reclamação trabalhista, 
o reclamante formulou pedido de pagamento de horas extras. Na contestação, a empresa 
negou que o empregado tivesse trabalhado em jornada extraordinária, e juntou cartões 
de ponto assinados pelo empregado em que tinham sido registrados horários uniformes 
da jornada de trabalho desse empregado. Na audiência de instrução, não foram ouvidas 
testemunhas, nem da empresa, nem do empregado.
Nessa situação hipotética, os cartões de ponto
a) são considerados como prova, podendo ser usados pelo empregado para comprovar a 
jornada trabalhada.
b) comprovam a jornada de trabalho efetivamente cumprida, pois a assinatura expressa a 
concordância do empregado com os registros.
c) não servem como prova da jornada de trabalho, pois contêm registros uniformes, cabendo 
à empresa comprovar a jornada por outros meios de prova.
d) somente não servirão como prova se o reclamante contestar a autenticidade de sua assinatura.
e) não servem como prova da jornada de trabalho, porque, em qualquer tipo de demanda 
que pleiteie horas extras, cabe à empresa apresentar outros tipos de provas para negar a 
existência de jornada extraordinária.
003. 003. (QUADRIX/CRECI – 14ª REGIÃO (MS)/ADVOGADO/2021) A instrução é a fase do processo 
de conhecimento em que são colhidas as provas que formarão o convencimento do juiz 
acerca dos fatos narrados pelo autor, pelo réu ou por terceiro. No que se refere aos meios 
de prova admitidos no direito processual trabalhista, julgue o item.
Nas causas submetidas ao procedimento sumaríssimo, a intimação de testemunhas só será 
feita se a testemunha comprovadamente convidada não comparecer.
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004. 004. (FCC/TRT – 2ª REGIÃO (SP)/TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA/2018) Na 
reclamação trabalhista “X”, Ronaldo alega que prestou serviços na qualidade de empregado 
para a empresa “L” requerendo, dentre diversos pedidos, o reconhecimento do vínculo de 
emprego. Já na reclamação “Y”, Frederica alega que teve o seu contrato de trabalho celebrado 
com a empresa “B” rescindido sem justa causa, não tendo recebido as verbas rescisórias a 
que tinha direito. Em sede de contestação, a empresa “L” negou a prestação de serviços e a 
empresa “B” negou o despedimento. Nesses casos, o ônus de provar o término do contrato 
de trabalho nas reclamações trabalhistas “X” e “Y”, de acordo com o entendimento Sumulado 
do Tribunal Superior do Trabalho
a) é, respectivamente, de Ronaldo e da empresa “B”.
b) é, respectivamente, da empresa “L” e de Frederica.
c) é, respectivamente, da empresa “L” e da empresa “B”.
d) é, respectivamente, de Ronaldo e de Frederica.
e) dependerá do rito processual a ser seguido.
005. 005. (FCC/ENAMAT/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2017) O art. 818 da CLT estabelece 
que a prova das alegações incumbe à parte que as fizer. Em se tratando da prova e do 
ônus da prova no processo do trabalho, com base na CLT e no entendimento das Súmulas 
e Orientações Jurisprudenciais do TST, extrai-se:
a) Em se tratando de reclamação trabalhista com pedido de adicional de insalubridade, 
a realização de perícia será obrigatória diante da determinação legal do art. 195 da CLT, 
podendo, contudo, o julgador utilizar-se de outros meios de prova quando desativado o 
local de trabalho do reclamante ou encerrada a atividade da empresa.
b) Tendo em vista o princípio da autodeterminação coletiva, previsto no art. 7, XXVI da 
CF, a presunção de veracidade da jornada de trabalho, quando prevista em instrumento 
normativo, não pode ser elidida por prova em contrário.
c) Cabe ao empregado, em reclamação trabalhista, o ônus da prova de demonstrar que 
satisfaz os requisitos indispensáveis para a concessão do vale-transporte.
d) Uma vez negados a prestação de serviço e o despedimento, é do empregado o ônus de 
provar o término do contrato de trabalho por iniciativa do empregador, na medida em que 
a CLT estabelece que a prova das alegações incumbe à parte que as fizer.
e) Em matéria de horas extras, na hipótese de aplicada a confissão ao reclamado que, 
expressamente intimado com aquela cominação, não compareceu à audiência,na qual 
deveria depor, o indeferimento da oitiva de testemunha convidada pelo demandado 
caracterizará cerceamento ao seu direito de defesa, pois a presunção de veracidade da 
jornada de trabalho pode ser elidida por prova em contrário.
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006. 006. (FCC/TRT – 24ª REGIÃO (MS)/ANALISTA JUDICIÁRIO – OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR 
FEDERAL/2017) No final da audiência em que foram ouvidas duas testemunhas de cada 
parte em uma reclamatória trabalhista com pedido de indenização por danos morais, o 
magistrado resolveu convocar uma pessoa referida em todos os depoimentos para ser 
ouvida como testemunha do Juízo. Ocorre que a pessoa referida, de nome Ceres, ocupa a 
função de técnica administrativa do Tribunal Eleitoral e terá que depor em hora de serviço. 
No caso, segundo norma contida na Consolidação das Leis do Trabalho, Ceres
a) será requisitada ao chefe da repartição para comparecer à audiência marcada.
b) prestará seu depoimento por escrito, respondendo aos quesitos formulados pelo Juiz, 
para posterior juntada aos autos.
c) comparecerá espontaneamente à audiência designada e justificará a ausência no serviço 
mediante atestado.
d) somente está obrigada a comparecer se for conduzida por Oficial de Justiça à audiência designada.
e) será ouvida na sua própria repartição, através de Carta de Ordem, respondendo aos 
quesitos formulados pelo Juiz.
007. 007. (FCC/TRT – 24ª REGIÃO (MS)/TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA/2017) O 
ônus da prova pode ser assim problematizado: quem deve provar? Em princípio, as partes 
tem o ônus de provar os fatos jurídicos narrados na petição inicial ou na peça de resistência, 
bem como os que se sucederem no envolver da relação processual. Quanto às provas no 
Processo do Trabalho, a Consolidação das Leis do Trabalho estabelece:
a) Qualquer que seja o procedimento, não é permitida a arguição dos peritos compromissados 
ou dos técnicos, uma vez que o laudo que apresentam já é suficiente como prova.
b) As testemunhas devem, necessariamente, ser previamente intimadas para depor.
c) Toda testemunha, antes de prestar o compromisso legal, será qualificada, indicando o 
nome, nacionalidade, profissão, idade, residência, e, quando empregada, o tempo de serviço 
prestado ao empregador, ficando sujeita, em caso de falsidade, às leis penais.
d) Cada uma das partes, no procedimento ordinário e também quando se tratar de inquérito 
para apuração de falta grave, não poderá indicar mais de 3 testemunhas.
e) A testemunha que for parente até o segundo grau civil, amigo íntimo ou inimigo de 
qualquer das partes, prestará compromisso, mas o seu depoimento valerá como simples 
informação.
008. 008. (FCC/TRT – 1ª REGIÃO (RJ)/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2016) Considerado o art. 
829, da CLT, NÃO prestará compromisso como testemunha no processo do trabalho:
a) aquele que atuou como juiz, ou perito em processo anterior da mesma matéria.
b) parentesco até o quarto grau civil.
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Gustavo Deitos
c) o juiz que funcionou no mesmo processo em primeiro grau de jurisdição.
d) o juiz devedor de uma das partes.
e) o amigo íntimo de uma das partes.
009. 009. (FCC/TRT – 1ª REGIÃO (RJ)/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2016) Ao ser ouvida 
em juízo, depois de prestar o compromisso legal e responder a várias perguntas que lhe 
foram formuladas pelo juiz e pelos advogados das partes, uma testemunha, ao final de 
seu depoimento, alegou que mantivera um relacionamento amoroso com o autor da 
reclamação trabalhista, mas que o romance, encerrado há muito tempo, não trouxera 
qualquer consequência para ambos, e que, após o rompimento, restringiram suas conversas 
a assuntos exclusivamente de trabalho.
Ciente desse fato, sabendo que as partes em seguida declararam não ter mais provas e 
reportaram-se aos elementos dos autos, sem conciliação, o juiz deve
a) julgar normalmente, emprestando ao depoimento o valor que entendesse, de acordo 
com os demais elementos dos autos.
b) converter em diligência o julgamento, para apurar a verdade das afirmações da testemunha, 
com vistas a certificar a validade de seu depoimento.
c) desprezar o depoimento de testemunha e julgar de acordo com as provas que houvesse 
nos autos.
d) julgar normalmente, emprestando valor ao depoimento da testemunha, uma vez que nada se 
provara contra esse depoimento e houve afirmativa de rompimento anterior do relacionamento.
e) determinar a acareação da testemunha com o autor, para verificar a correção das afirmações.
010. 010. (FCC/TRT – 14ª REGIÃO (RO E AC)/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA/2016) 
A Consolidação das Leis do Trabalho prevê algumas regras que diferenciam os tipos 
procedimentais das ações que tramitam na Justiça do Trabalho, notadamente quanto ao 
número de testemunhas que cada parte pode indicar para oitiva em audiência. Assim, para 
os ritos sumaríssimo, ordinário e inquérito judicial para apuração de falta grave, o número 
de testemunhas será, respectivamente,
a) três − quatro − cinco.
b) duas − três − três.
c) três − cinco − seis.
d) duas − cinco − cinco.
e) duas − três − seis.
011. 011. (FGV/OAB/2017) Rodolfo Alencar ajuizou reclamação trabalhista em desfavor da 
sociedade empresária Sabonete Silvestre Ltda. Em síntese, ele afirma que cumpria longa 
jornada de trabalho, mas que não recebia as horas extras integralmente. A defesa nega o 
fato e advoga que toda a sobrejornada foi escorreitamente paga, nada mais sendo devido 
ao reclamante no particular.
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Gustavo Deitos
Na audiência designada, cada parte conduziu duas testemunhas, que começaram a ser ouvidas 
pelo juiz, começando pelas do autor. Após o magistrado fazer as perguntas que desejava, abriu 
oportunidade para que os advogados fizessem indagações, e o patrono do autor passou a 
fazer suas perguntas diretamente à testemunha, contra o que se opôs o juiz, afirmando que as 
perguntas deveriam ser feitas a ele, que, em seguida, perguntaria à testemunha.
Diante do incidente instalado e de acordo com o regramento da CLT, assinale a afirmativa correta.
a) Correto o advogado, pois, de acordo com o CPC, o advogado fará perguntas diretamente 
à testemunha.
b) A CLT não tem dispositivo próprio, daí porque poderia ser admitido tanto o sistema 
direto quanto o indireto.
c) A CLT determina que o sistema seja híbrido, intercalando perguntas feitas diretamente 
pelo advogado, com indagações realizadas pelo juiz.
d) Correto o magistrado, pois a CLT determina que o sistema seja indireto ou presidencial.
012. 012. (FGV/OAB/2017) Rômulo ajuizou ação trabalhista em face de sua ex-empregadora, a 
empresa Análise Eletrônica Ltda. Dentre outros pedidos, pretendeu indenização por horas 
extras trabalhadas e não pagas, férias vencidas não gozadas, nem pagas, e adicional de 
periculosidade.
Na audiência, foi requerida e deferida a perícia,a qual foi custeada por Rômulo, que se 
sagrou vitorioso no respectivo pedido. Contudo, os pedidos de horas extras e férias foram 
julgados improcedentes. Rômulo também indicou e custeou assistente técnico, que cobrou 
o mesmo valor de honorários que o perito do juízo.
Observados os dados acima e o disposto na CLT, na qualidade de advogado(a) que irá 
orientar Rômulo acerca do custeio dos honorários periciais e do assistente técnico, assinale 
a afirmativa correta.
a) Tendo Rômulo sido vitorioso no objeto da perícia, não há que se falar em pagamento de 
honorários periciais e do assistente técnico, pois a ré os custeará.
b) Independentemente do resultado no objeto da perícia, como ao final o rol de pedidos foi 
parcialmente procedente, Rômulo custeará os honorários periciais e do assistente técnico.
c) Em virtude da aplicação do princípio da celeridade, descabe a indicação de assistente 
técnico no processo do trabalho, não cabendo a aplicação subsidiária do CPC nesse mister.
d) Tendo Rômulo sido vitorioso no objeto da perícia, os honorários periciais serão custeados 
pela parte sucumbente no seu objeto, porém os honorários do assistente técnico serão de 
responsabilidade da parte que o indicou.
013. 013. (FGV/OAB/2016) Um empregado ajuizou reclamação trabalhista postulando o pagamento 
de vale transporte, jamais concedido durante o contrato de trabalho, bem como o FGTS 
não depositado durante o pacto laboral.
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Em contestação, a sociedade empresária advogou que, em relação ao vale transporte, o 
empregado não satisfazia os requisitos indispensáveis para a concessão; no tocante ao 
FGTS, disse que os depósitos estavam regulares.
Em relação à distribuição do ônus da prova, diante desse panorama processual e do 
entendimento consolidado pelo TST, assinale a afirmativa correta.
a) O ônus da prova, em relação ao vale transporte, caberá ao reclamante e, no tocante ao 
FGTS, à reclamada
b) O ônus da prova para ambos os pedidos, diante das alegações, será do reclamante.
c) O ônus da prova, em relação ao vale transporte, caberá ao reclamado e, no tocante ao 
FGTS, ao reclamante.
d) O ônus da prova para ambos os pedidos, diante das alegações, será da sociedade empresária.
014. 014. (FGV/OAB/2016) Em pedido de reenquadramento formulado em reclamação trabalhista, 
foi designada perícia, com honorários adiantados pelo autor, e ambas as partes indicaram 
assistentes técnicos. Após a análise das provas, o pedido foi julgado procedente.
Diante da situação, da legislação em vigor e do entendimento consolidado do TST, assinale 
a afirmativa correta.
a) O autor, tendo se sagrado vencedor, será ressarcido pelos honorários pagos ao perito e 
ao seu assistente técnico.
b) O autor não terá o ressarcimento dos honorários que pagou ao seu assistente técnico, 
porque sua indicação é faculdade da parte.
c) O autor, segundo previsão da CLT, terá o ressarcimento integral dos honorários pagos ao 
perito e metade daquilo pago ao seu assistente técnico.
d) O juiz, inexistindo previsão legal ou jurisprudencial, deverá decidir se os honorários do 
assistente técnico da parte serão ressarcidos.
015. 015. (FGV/OAB/2016) Em audiência trabalhista sob o rito sumaríssimo, o advogado da ré 
aduziu que suas testemunhas estavam ausentes. Sem apresentar qualquer justificativa 
ou comprovante de comunicação às testemunhas, requereu o adiamento do feito. Diante 
disso, estando presentes as testemunhas do autor, o juiz indagou do advogado do autor 
se ele concordava ou não com o adiamento, requerendo justificativa.
Sobre o caso relatado, na qualidade de advogado do autor, assinale a afirmativa correta.
a) Deve concordar com o adiamento, já que ausentes as testemunhas, essas poderão ser 
intimadas para comparecimento na próxima audiência.
b) Deve se opor ao adiamento, requerendo o prosseguimento do feito, pois, não havendo 
comprovação do convite às testemunhas, a audiência não poderá ser adiada para intimação 
das mesmas.
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Gustavo Deitos
c) Deve se opor ao adiamento imediato, requerendo a oitiva de suas testemunhas e protestar 
por depoimentos pessoais para, na próxima audiência, serem ouvidas as testemunhas da ré.
d) Deve concordar com o adiamento, pois a lei não exige justificativa ou comprovação de 
convite às testemunhas.
016. 016. (FGV/OAB/2013) Paulo ajuizou reclamação trabalhista pelo rito sumaríssimo em face 
da sua empregadora Carregada Ltda.. Arrolou suas testemunhas na petição inicial e pediu 
a notificação das mesmas, solicitação que foi indeferida. Na audiência, o advogado de 
Paulo requereu o adiamento pela ausência das testemunhas, dizendo que protestava pelo 
indeferimento da notificação e por isso não convidou espontaneamente as testemunhas. 
O requerimento foi indeferido pelo juiz, que prosseguiu com a audiência.
Sobre a decisão do juiz, a partir da hipótese apresentada, assinale a opção correta.
a) A decisão foi equivocada, devendo ser deferido o adiamento, pois o prosseguimento do 
feito poderia gerar a nulidade por cerceamento de defesa.
b) A decisão foi correta, já que o procedimento sumaríssimo não contempla a oitiva de testemunhas.
c) A decisão foi correta, pois o procedimento sumaríssimo não admite a intimação de testemunhas.
d) A decisão foi correta, pois no procedimento sumaríssimo as testemunhas deverão 
comparecer à audiência independentemente de intimação. Em caso de ausência e mediante 
comprovação de convite, as testemunhas serão intimadas.
017. 017. (FGV/OAB/2016) José ajuizou reclamação trabalhista em face da sociedade empresária 
ABCD Ltda., requerendo horas extras. A sociedade empresária apresentou contestação negando 
as horas extras e juntou os cartões de ponto, os quais continham horários variados de entrada e 
saída, marcados por meio de relógio de ponto. O advogado do autor impugnou a documentação.
Com base no caso apresentado, assinale a afirmativa correta.
a) Na qualidade de advogado do autor, você não precisará produzir qualquer outra prova, 
pois já impugnou a documentação.
b) Na qualidade de advogado da ré, você deverá produzir prova testemunhal, já que a 
documentação foi impugnada.
c) Na qualidade de advogado do autor, o ônus da prova será do seu cliente, razão pela qual 
você deverá produzir outros meios de prova em razão da sua impugnação à documentação.
d) Dada a variação de horários nos documentos, presumem-se os mesmos inválidos diante 
da impugnação, razão pela qual só caberá o ônus da prova à empresa ré.
018. 018. (FGV/OAB/2015) Em sede de reclamação trabalhista sob o rito sumaríssimo, as 
testemunhas do autor não compareceram à audiência, apesar de convidadas verbalmente 
por ele. Na audiência, nada foi comprovado acerca da alegação do convite às testemunhas.
Diante disso, assinale a afirmativa correta.
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Provas no Processo do TrabalhoGustavo Deitos
a) A audiência deverá prosseguir, pois não cabe a intimação das testemunhas, uma vez que 
não foi comprovado o convite a elas.
b) As testemunhas deverão ser intimadas porque a busca da verdade real é um princípio 
que deve sempre prevalecer.
c) As testemunhas deverão ser conduzidas coercitivamente, porque não se admite que 
descumpram seu dever de cidadania.
d) O feito deverá ser adiado para novo comparecimento espontâneo das testemunhas.
019. 019. (FGV/OAB/2015) Marcos ajuizou reclamação trabalhista em face de sua ex-empregadora, 
a sociedade empresária Cardinal Roupas Ltda., afirmando ter sofrido acidente do trabalho 
(doença profissional). Em razão disso, requereu indenização por danos material e moral. 
Foi determinada a realização de perícia, que concluiu pela ausência de nexo causal entre 
o problema sofrido e as condições ambientais. Na audiência de instrução, foram ouvidas 
cinco testemunhas e colhidos os depoimentos pessoais. Com base na prova oral, o juiz se 
convenceu de que havia o nexo causal e os demais requisitos para a responsabilidade civil, 
pelo que deferiu o pedido.
Diante da situação retratada, e em relação aos honorários periciais, assinale a afirmativa correta.
a) O trabalhador sucumbiu no objeto da perícia feita pelo expert, de modo que pagará os honorários.
b) Uma vez que a perícia não identificou o nexo causal, mas o juiz, sim, os honorários serão 
rateados entre as partes.
c) A empresa pagará os honorários, pois foi sucumbente na pretensão objeto da perícia.
d) Não havendo disposição a respeito, ficará a critério do juiz, com liberdade, determinar 
quem pagará os honorários.
020. 020. (FGV/OAB/2012) No Processo do Trabalho, em relação ao ônus da prova, assinale a 
alternativa correta.
a) É do empregador quanto à alegação de inexistência de vínculo de emprego, se admitida 
a prestação de serviços com outra qualidade.
b) É sempre do empregador nas reclamações versando sobre horas extras.
c) É sempre da parte que fizer a alegação, não importando o comportamento da parte 
contrária a respeito.
d) É sempre do empregador nas reclamações versando sobre equiparação salarial.
021. 021. (FGV/OAB/2015) A papelaria Monte Fino Ltda. foi condenada numa reclamação trabalhista 
movida pelo ex-empregado Sérgio Silva. Uma das parcelas reivindicadas e deferidas foi o 
13º salário, que a sociedade empresária insistia haver pago, mas não tinha o recibo em mãos 
porque houve um assalto na sociedade empresária, quando os bandidos levaram o cofre, as 
matérias-primas e todos os arquivos com a contabilidade e os documentos da sociedade 
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Gustavo Deitos
empresária. Recuperados os arquivos pela polícia, agora, no momento do recurso, a Monte 
Fino Ltda. pretende juntar o recibo provando o pagamento, inclusive porque a sentença 
nada mencionou acerca da possível dedução de valores pagos sob o mesmo título.
De acordo com o caso apresentado e o entendimento jurisprudencial consolidado, assinale 
a afirmativa correta.
a) É possível a juntada do documento no caso concreto, porque provado o justo impedimento 
para sua oportuna apresentação.
b) O momento de apresentação da prova documental já se esgotou, não sendo possível 
fazê-lo em sede de recurso.
c) Pelo princípio da primazia da realidade, qualquer documento pode ser apresentado com 
sucesso em qualquer grau de jurisdição, inclusive na fase de execução, independentemente 
de justificativa.
d) Há preclusão, e o juiz não pode aceitar a produção da prova em razão do princípio da 
proteção, pois isso diminuiria a condenação.
022. 022. (FGV/OAB/2014) Sandro Vieira ajuizou reclamação trabalhista contra a empresa Trianon 
Bebidas e Energéticos Ltda. pleiteando o pagamento de horas extras, pois alegou trabalhar de 
2ª feira a sábado, das 9h às 19h, com intervalo de uma hora para refeição. Em defesa, a ré negou 
a jornada descrita na petição inicial, mas não juntou os controles de ponto. Em audiência, ao ser 
interrogado, o preposto informou que a ré possuía 18 empregados no estabelecimento.
Diante da situação retratada, e considerando o entendimento consolidado do TST, assinale 
a opção correta.
a) Aplica-se a pena de confissão pela ausência de juntada dos controles, sendo então 
considerada verdadeira a jornada da petição inicial, na qual o juiz irá se basear na condenação 
de horas extras.
b) Haverá inversão do ônus da prova, que passará a ser da empresa, prevalecendo a jornada 
da inicial se dele não se desincumbir com sucesso.
c) Diante do impasse, e considerando que, com menos de 20 empregados, a empresa não 
é obrigada a manter controle escrito dos horários de entrada e saída dos empregados, o 
juiz decidirá a quem competirá o ônus da prova.
d) A falta de controle quando a empresa possui mais de 10 empregados é situação 
juridicamente imperdoável, o que autoriza o indeferimento da oitiva das testemunhas da 
empresa porventura presentes à audiência.
023. 023. (FGV/OAB/2013) Carlos Alberto foi caixa numa instituição bancária e ajuizou reclamação 
trabalhista, postulando o pagamento de horas extras, já que em uma das agências, na 
qual trabalhou por dois anos, cumpria jornada superior à legal. Em contestação, foram 
apresentados os controles, que não continham sobrejornada, e por essa razão foram 
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Gustavo Deitos
expressamente impugnados pelo acionante. Na instrução, o banco não produziu prova, mas 
Carlos Alberto conduziu uma testemunha que com ele trabalhou sete meses na agência 
em questão e ratificou a jornada mais extensa declarada na petição inicial. Diante desta 
situação e de acordo com o entendimento consolidado do TST, assinale a afirmativa correta.
a) Uma vez que a testemunha trabalhou com o autor somente sete meses, este é o limite 
de tempo que limitará eventual condenação.
b) Se o juiz se convencer, pela prova testemunhal, que a sobrejornada ocorreu nos dois 
anos, poderá deferir as horas extras em todo o período.
c) Uma vez que a testemunha trabalhou com o autor em período inferior à metade do 
tempo questionado, não poderá ser fator de convencimento acerca da jornada.
d) Considerando que os controles foram juntados, uma única testemunha não poderia 
servir de prova da jornada cumprida.
024. 024. (FGV/OAB/2013) Após trabalhar como empregado durante 6 meses, Paulo ajuizou 
reclamação trabalhista em face de sua ex- empregadora, a empresa Alfa Beta Ltda., 
pretendendo horas extras, nulidade do pedido de demissão por coação, além de adicional 
de insalubridade. Na primeira audiência o feito foi contestado, negando a ré o trabalho 
extraordinário, a coação e a atividade insalubre. Foram juntados controles de ponto e carta 
de próprio punho de Paulo pedindo demissão, documentos estes que foram impugnados 
pelo autor. Não foi produzida a prova técnica (perícia). Para a audiência de prosseguimento, 
as partes estavam intimadas pessoalmente para depoimentos pessoais, sob pena de 
confissão, mas não compareceram, estando presentes apenas os advogados. Declarando as 
partes que não têm outras provas a produzir, o Juiz encerrou a fase de instrução, seguindo 
o processo concluso para sentença.
Com base nestas considerações, analise a distribuição do ônusda prova e assinale a 
afirmativa correta.
a) A ausência das partes gera a confissão ficta recíproca, devendo ser aplicada a regra 
de que para os fatos constitutivos cabe o ônus da prova ao autor, e para os extintivos, 
modificativos e impeditivos, o ônus será do réu. Assim, todos os pedidos deverão ser 
julgados improcedentes.
b) Não há confissão em razão da presença dos advogados. Mas não havendo outras provas, 
os pedidos deverão ser julgados improcedentes.
c) Em razão da confissão, presumem-se verdadeiros os fatos alegados. Tal aliado ao princípio da 
proteção ao hipossuficiente leva à presunção de que Paulo foi coagido a pedir demissão, trabalhava 
extraordinariamente e faz jus ao adicional de insalubridade. Logo, os pedidos procedem.
d) Em razão da confissão, os pedidos de horas extras e nulidade do pedido de demissão 
procedem. Porém, improcede o de adicional de insalubridade, pois necessária a prova pericial 
para configurar o grau de insalubridade. Logo, este pleito improcede.
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025. 025. (FGV/OAB/2012) Josenildo da Silva ajuizou reclamação trabalhista em face da empresa 
Arca de Noé Ltda., postulando o pagamento de verbas resilitórias, em razão de dispensa 
imotivada; de horas extraordinárias com adicional de 50% (cinquenta por cento); das 
repercussões devidas em face da percepção de parcelas salariais não contabilizadas e de 
diferenças decorrentes de equiparação salarial com paradigma por ele apontado. Na defesa, 
a reclamada alega que, após discussão havida com colega de trabalho, o reclamante não mais 
retornou à empresa, tendo sido surpreendida com o ajuizamento da ação; que a empresa 
não submete seus empregados a jornada extraordinária; que jamais pagou qualquer valor 
ao reclamante que não tivesse sido contabilizado e que não havia identidade de funções 
entre o autor e o paradigma indicado. Considerando que a ré possui 10 (dez) empregados 
e que não houve a juntada de controles de ponto, assinale a alternativa correta.
a) Cabe ao reclamante o ônus de provar a dispensa imotivada.
b) Cabe à reclamada o ônus da prova quanto à diferença entre as funções do equiparando 
e do paradigma.
c) Cabe ao reclamante o ônus de provar o trabalho extraordinário.
d) Cabe à reclamada o ônus da prova no tocante à ausência de pagamento de salário não contabilizado.
026. 026. (FGV/OAB/2012) Cíntia Maria ajuíza reclamação trabalhista em face da empresa Tictac 
Ltda., postulando o pagamento de horas extraordinárias, aduzindo que sempre labutou 
no horário das 8h às 19h, de segunda a sexta-feira, sem intervalo intrajornada. A empresa 
ré oferece contestação, impugnando o horário indicado na inicial, afirmando que a autora 
sempre laborou no horário das 8h às 17h, com 1 hora de pausa alimentar, asseverando ainda 
que os controles de ponto que acompanham a defesa não indicam a existência de labor 
extraordinário. À vista da defesa ofertada e dos controles carreados à resposta do réu, a 
parte autora, por intermédio de seu advogado, impugna os registros de frequência porque 
não apresentam qualquer variação no registro de entrada e saída, assim como porque não 
ostentam sequer a pré-assinalação do intervalo intrajornada. Admitindo-se a veracidade 
das argumentações do patrono da parte autora e com base na posição do TST acerca da 
matéria, é correto afirmar que
a) compete ao empregado o ônus de comprovar o horário de trabalho indicado na inicial, 
inclusive a supressão do intervalo intrajornada, a teor do disposto no art. 818 da CLT.
b) diante da impugnação apresentada, inverte-se o ônus probatório, que passa a ser do 
empregador, prevalecendo o horário da inicial, se dele não se desincumbir por outro meio 
probatório, inclusive no que se refere à ausência de intervalo intrajornada.
c) em se tratando de controles de ponto inválidos, ao passo que não demonstram qualquer 
variação no registro de entrada e saída, não poderá a ré produzir qualquer outra prova capaz 
de confirmar suas assertivas, porquanto a prova documental é a única capaz de demonstrar 
a jornada de trabalho cumprida.
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d) probatório, que passa a ser do empregador, prevalecendo o horário da inicial, se dele 
não se desincumbir, exceto quanto ao intervalo intrajornada, cujo ônus probatório ainda 
pertence à parte autora.
027. 027. (FGV/OAB/2011) A respeito da prova testemunhal no processo do trabalho, é correto 
afirmar que
a) em se tratando de ação trabalhista pelo rito ordinário ou sumaríssimo, as partes poderão 
ouvir no máximo três testemunhas cada; sendo inquérito, o número é elevado para seis.
b) apenas as testemunhas arroladas previamente poderão comparecer à audiência a fim 
de serem ouvidas.
c) no processo do trabalho sumaríssimo, a simples ausência da testemunha na audiência 
enseja a sua condução coercitiva.
d) as testemunhas comparecerão à audiência independentemente de intimação e, no caso 
de não comparecimento, serão intimadas ex officio ou a requerimento da parte.
028. 028. (FGV/TRT – 12ª REGIÃO (SC)/ANALISTA JUDICIÁRIO – OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR 
FEDERAL/2017) Cecília postula o pagamento de horas extras, afirmando que excedia a 
jornada de trabalho. Em defesa, a ex-empregadora de Cecilia nega a jornada articulada na 
peça pórtica e apresenta controles de ponto nos quais se verifica que a jornada foi anotada 
e assinada em todos os dias como sendo das 10:00 às 19:00 horas, com intervalo de 1 hora, 
sem variação.
Diante da situação apresentada e do entendimento consolidado pelo TST acerca da 
distribuição do ônus da prova, é correto afirmar que:
a) se os controles estão assinados, isso é suficiente para conferir-lhes credibilidade, de 
modo que o ônus de provar a jornada é da reclamante;
b) a solução para o caso é a aplicação da pena de confissão em desfavor da reclamada, 
considerando-se de plano a jornada dita na inicial como verdadeira, sem necessidade de 
outras provas;
c) os controles serão reputados inválidos, transferindo-se o ônus da prova para o empregador, 
que deverá provar que a anotação neles feita é verdadeira, sob pena de acolher-se a jornada 
da inicial;
d) a presunção de veracidade da jornada anotada nos controles é absoluta, de modo que o 
juiz deve receber aqueles horários como fidedignos e indeferir outras provas;
e) a jurisprudência determina que o juiz deve analisar o caso concreto e, em decisão 
fundamentada, atribuir a quem compete o ônus da prova, dependendo das circunstâncias.
029. 029. (FGV/TRT – 12ª REGIÃO (SC)/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA/2017) Rickson 
ajuizou reclamação trabalhista contra a empresa Pastel de Ouro Ltda., postulando o 
pagamento de vale-transporte, FGTS não depositado em 6 meses do ano de 2016, horas 
extras, diferença em razão de equiparação salarial e verbas resilitórias. Em defesa, a Pastel 
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Gustavoalguma dúvida após a leitura da aula, por favor, envie-a a mim por 
meio do Fórum de Dúvidas, e eu, pessoalmente, a responderei o mais rápido possível. Será 
um grande prazer verificar sua dúvida com atenção, zelo e profundidade, e com o grande 
respeito que você merece.
Bons estudos!
Seja imparável!
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PROVAS NO PROCESSO DO TRABALHOPROVAS NO PROCESSO DO TRABALHO
1. PRINCÍPIOS DO DIREITO PROBATÓRIO (DIREITO DA PROVA)1. PRINCÍPIOS DO DIREITO PROBATÓRIO (DIREITO DA PROVA)
Direito probatório consiste no conjunto de regras e teorias jurídicas aplicáveis à prova. 
No processo do trabalho, é importante a consideração dos princípios gerais que norteiam a 
coleta e o tratamento da prova, que estão por trás do direito positivado na CLT e, inclusive, 
das disposições do CPC aplicáveis subsidiariamente ao processo do trabalho.
Confira, abaixo, a conceituação de cada princípio aplicável às provas no processo do 
trabalho, com pertinentes considerações.
A mais clássica e cobrada classificação principiológica das provas no processo do trabalho, 
ao que me parece, é a de Mauro Schiavi. Além do mais, esta classificação é muito assemelhada 
às classificações dos doutrinadores mais reconhecidos de processo do trabalho.
PRINCÍPIO DA NECESSIDADE DA PROVA: a prova é uma condição necessária para que 
a alegação da parte seja verossímil e confiável. Não basta alegar: é necessário provar. 
Nesse sentido, o juiz não pode se impressionar com meras alegações das partes, por mais 
concisas e persuasivas que sejam suas palavras. Para toda alegação, bem ou mal escrita, 
deve haver prova corroborando-a.
PRINCÍPIO DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA: este princípio acompanha inúmeros 
institutos jurídicos. Quanto às provas, este princípio carrega significado especial: não é 
possível que o juiz forme seu convencimento com base em uma prova sobre a qual não 
tenha dado a oportunidade de a parte contrária se manifestar. A parte contra a qual a 
prova é produzida deve ter todos os meios necessários para expor suas razões e produzir 
contraprovas, de modo a desconstituir indícios levantados por tal prova.
PRINCÍPIO DA LICITUDE E DA PROBIDADE DA PROVA: somente são admitidas provas 
lícitas, previstas em lei (licitude), e também aquelas que, mesmo não previstas expressamente 
na lei, sejam moralmente legítimas (probidade).
PRINCÍPIO DA ORALIDADE: este princípio é outro que interfere em diversos institutos 
jurídicos. Particularmente quanto às provas, este princípio tem significado especial, com 
três dimensões:
1) O juiz mantém contato direto e pessoal com as partes que produziram a prova, além de 
participar ativamente da coleta da prova oral (testemunhas e depoimentos pessoais das partes).
2) Em regra, a produção das provas concentra-se num único ato (audiência de instrução). É 
claro que existem exceções, mas esta é uma dimensão a ser considerada do princípio da oralidade.
3) O juiz, em razão do contato direto com a produção da prova, tem maior conhecimento 
das razões que justificam a prova, da forma como ela foi produzida e da finalidade que a 
parte vislumbra com a produção dessa prova.
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PRINCÍPIO DA AQUISIÇÃO PROCESSUAL DA PROVA: uma vez produzida a prova, ela passa 
a pertencer ao processo como um todo. A prova não pertence à parte que a produziu, 
mas, sim, ao processo (o processo “adquire” a prova para si). Logo, o juiz pode usar tal 
prova em favor ou contra qualquer das partes, pouco importando quem a produziu e a 
apresentou ao processo. Dessa forma, a prova pode ser usada inclusive contra a própria 
parte que a juntou.
PRINCÍPIO DO CONVENCIMENTO MOTIVADO DO JUIZ: corolário da clássica regra do 
livre convencimento motivado, este princípio permite ao juiz formar sua fundamentação 
com base em qualquer das provas juntadas ao processo, ponderando o peso de cada 
uma de acordo com o seu arbítrio, desde que faça isso sempre de forma motivada 
(fundamentada). Se o juiz deixar de utilizar uma prova, deverá expor as razões que o levaram 
a pensar que aquela prova não é apta a formar seu convencimento em determinado sentido. 
Não existe hierarquia entre provas: prevalece aquela que melhor convencer o juiz.
PRINCÍPIO DA APTIDÃO PARA A PROVA: quem deve produzir a prova não é, necessariamente, 
a parte que detém o ônus da prova como regra geral (art. 818 da CLT), mas sim aquela que 
tiver melhores condições materiais ou técnicas para produzir a prova em juízo. Este 
princípio informa a nova regra inserida na CLT, que diz respeito à distribuição dinâmica do ônus 
da prova (art. 818, § 1º). Em outras palavras, a prova deve ser produzida, prioritariamente, 
pela parte que for mais apta a produzi-la.
PRINCÍPIO DA BOA-FÉ: o princípio da boa-fé, no sentido processual, diz respeito ao 
comportamento das partes no curso do processo: todos devem buscar suas pretensões 
com as ferramentas objetivamente disponíveis, sem tutelá-las com artifícios lesivos aos 
direitos de qualquer sujeito, seja por ação ou omissão. Todas as provas, por consequência, 
devem ser apresentadas e produzidas sempre com o propósito da própria produção da 
prova: descobrir a verdade.
PRINCÍPIO DA BUSCA DA VERDADE REAL: os juízes do trabalho devem ter ampla liberdade 
na condução do processo, a fim de encontrar a verdadeira versão dos fatos narrados pelo 
reclamante. Para tanto, pode determinar qualquer medida que implique deveres às partes, 
bem como determinar, de ofício, a produção de provas. É, em outras palavras, a versão 
processual do princípio do direito do trabalho denominado primazia da realidade. Uma 
clara expressão desse princípio está no art. 765 da CLT: “Os Juízos e Tribunais do Trabalho 
terão ampla liberdade na direção do processo e velarão pelo andamento rápido das causas, 
podendo determinar qualquer diligência necessária ao esclarecimento delas.”.
2. DISPOSIÇÕES SOBRE PROVAS NA CLT2. DISPOSIÇÕES SOBRE PROVAS NA CLT
Neste título, apresentarei comentários individualizados aos artigos da CLT que tratam 
sobre as Provas. Tais artigos absorvem parte dos itens do edital relativos às Provas, 
especialmente quanto aos ônus probatórios, à dinâmica e à responsabilidade pelo pagamento 
de honorários. Entendo que seu estudo ficará mais sistematizado desta forma.
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Art. 818. O ônus da prova incumbe:
I – ao reclamante, quanto ao fato constitutivo de seu direito;
II – ao reclamado, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito 
do reclamante.
Os incisos do caput do art. 818 estabelecem as regras primárias (gerais) de distribuição 
do ônus da prova. Tais regras são “primárias” porque se aplicam quando não houver 
determinação diversa do juiz da causa.
A distribuição expressa nos incisos acima foi criada pela Lei n. 13.467/2017 (Reforma 
Trabalhista). AntesDeitos
de Ouro Ltda. advoga que Rickson é vizinho da empresa, portanto não utiliza transporte 
público; que depositou regularmente o FGTS na conta vinculada do empregado; que a 
quantidade e qualidade da produção do modelo era superior à do autor; que a convenção 
coletiva da categoria afirma que a jornada lançada nos controles é correta, pois o sistema 
foi auditado pelo sindicato de classe dos empregados; que a empresa não dispensou o 
reclamante, e sim que esse deixou de comparecer ao serviço.
Em relação ao ônus da prova no caso apresentado, à luz da jurisprudência do TST, é correto 
afirmar que:
a) o ônus de provar o término do contrato de trabalho, quando negados a prestação de 
serviço e o despedimento, é do empregado, por se tratar de fato constitutivo de seu direito;
b) é do empregado o ônus da prova em relação à regularidade dos depósitos do FGTS, pois 
o não pagamento é fato constitutivo do direito do autor;
c) a presunção de veracidade da jornada de trabalho pode ser elidida por prova em contrário, 
salvo se prevista em instrumento normativo;
d) em processo que verse sobre pedido de equiparação salarial, é ônus do equiparando 
provar que desempenhava o seu trabalho com a mesma produtividade e a mesma perfeição 
técnica que o paradigma;
e) é do empregador o ônus de comprovar que o empregado não satisfaz os requisitos 
indispensáveis para a concessão do vale-transporte ou não pretenda fazer uso do benefício.
030. 030. (FGV/TRT – 12ª REGIÃO (SC)/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA/2017) Em 
determinado processo trabalhista, o juiz determinou o fracionamento da audiência. Na 
primeira delas, tentou sem êxito o acordo e, após receber a defesa, definiu as provas que 
seriam produzidas: depoimentos pessoais recíprocos, sob confissão, e testemunhal. Na 
segunda audiência designada, a reclamada não se fez presente à audiência, embora tenha 
comparecido o advogado da empresa. O juiz manifestou-se no sentido de que não desejava 
espontaneamente produzir provas.
À luz da legislação trabalhista e da jurisprudência uniforme do TST, é correto afirmar que:
a) o juiz deverá aplicar a confissão contra a empresa e julgar de acordo com as provas já 
produzidas nos autos.
b) deverá ser aplicada a revelia em desfavor da acionada em virtude da sua ausência.
c) estando o advogado da ré presente, a demanda deve prosseguir normalmente, com 
colheita do depoimento pessoal do autor e das testemunhas, se houver.
d) não há previsão legal ou jurisprudencial a respeito, assim o juiz deverá apreciar a situação 
com equidade e definir o destino do feito como entender justo.
e) o juiz adiará a audiência e concederá prazo para a juntada de justificativa da ausência 
do preposto da reclamada.
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031. 031. (FGV/TRT – 12ª REGIÃO (SC)/TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA/2017) 
Margarida compareceu a uma audiência para ser ouvida como testemunha da reclamante, 
mas foi contraditada pela empresa ao argumento de que possuía ação em curso contra a 
reclamada, o que foi confirmado por Margarida.
À luz da jurisprudência uniforme do TST, é correto afirmar que:
a) Margarida não tem a necessária isenção neste caso porque está em litígio contra a 
empresa, pelo que a contradita deverá ser aceita;
b) qualquer pessoa pode ser ouvida como testemunha, pois não há óbice legal nem condições 
especiais a serem cumpridas;
c) somente se Margarida estiver postulando no seu processo os mesmos pedidos que a 
reclamante é que não poderá ser ouvida como testemunha;
d) o fato de estar litigando contra a empresa não torna Margarida impedida nem suspeita 
de depor como testemunha;
e) o juiz deve acolher a contradita se Margarida estiver sendo assistida na sua ação pelo 
mesmo advogado que dá assessoria à autora do caso em que irá depor.
032. 032. (FGV/CONDER/ADVOGADO/2013) Na audiência de uma reclamação trabalhista, o 
autor conduz, como sua testemunha, um mudo que é alfabetizado, enquanto a empresa, 
um surdo-mudo analfabeto.
Em relação à forma de colheita do depoimento dessas pessoas, de acordo com a CLT, 
assinale a afirmativa correta.
a) Ambos os depoimentos deverão ser obrigatoriamente traduzidos por intérprete, sob 
pena de nulidade.
b) Se algum profissional tiver de ser convocado para participar de qualquer dos depoimentos, 
a empresa arcará com o gasto.
c) O mudo e o surdo-mudo não podem ser ouvidos como testemunhas por falta de previsão legal.
d) Não podendo as pessoas em questão verbalizar o seu conhecimento sobre os fatos, o juiz 
não poderá basear o julgamento nas suas manifestações nem realizar acareação entre elas.
e) A testemunha do autor, por ser alfabetizada, deverá escrever as respostas às perguntas, 
e a testemunha da ré, por ser analfabeta, deporá por meio de um intérprete.
033. 033. (FCC/TRT – 6ª REGIÃO (PE)/TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA/2018) 
Conforme normas aplicáveis à produção das provas nas reclamatórias trabalhistas que 
tramitam pelo rito ordinário, NÃO é correto afirmar que
a) cada uma das partes não poderá indicar mais de cinco testemunhas, salvo quando se 
tratar de inquérito para apuração de falta grave, caso em que esse número poderá ser 
elevado a seis.
b) como regra, o ônus da prova incumbe ao reclamado, quanto à existência de fato impeditivo, 
modificativo ou extintivo do direito do reclamante.
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c) o depoimento das partes e testemunhas que não souberem falar a língua nacional será 
feito por meio de intérprete nomeado pelo juiz.
d) se a testemunha for funcionário civil ou militar, e tiver de depor em hora de serviço, será 
requisitado ao chefe da repartição seu comparecimento à audiência marcada.
e) o documento em cópia oferecido para prova poderá ser declarado autêntico pelo próprio 
advogado, sob sua responsabilidade pessoal.
034. 034. (FCC/TRT – 21ª REGIÃO (RN)/TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA/2017) No 
tocante ao ônus da prova, de acordo com a Lei n. 13.467/2017, considere:
I – Nos casos previstos em lei ou sendo impossível ou excessivamente difícil para a parte 
cumprir seu ônus probatório, poderá o juiz atribuir o ônus da prova de modo diverso, 
fundamentando sua decisão desde logo ou deixando para fazê-lo na sentença, uma vez 
que se trata de decisão interlocutória.
II – A decisão do juiz de atribuir o ônus da prova de modo diverso deverá ser proferida antes 
da abertura da instrução e, a requerimento da parte, implicará o adiamento da audiência, 
possibilitando provar fatos por qualquer meio em direito admitido.
III – A decisão do juiz de atribuir o ônus da prova de modo diverso não pode gerar situação 
em que a desincumbência do encargo pela parte seja impossível ou excessivamente difícil.
IV – A decisão do juiz de atribuir o ônus da prova de modo diverso deverá ser proferida após a 
abertura da instrução e sempre implicará no adiamento da audiência, independentemente do 
requerimento da parte, possibilitando provar fatos por qualquer meio em direito admitido.
Está correto o que consta APENAS em
a) I e IV.
b) I e II.
c) II, III e IV.
d) II e III.
e) I e III.
035. 035. (FCC/TRT – 21ª REGIÃO (RN)/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA/2017) Acerca do ônus 
da provae da revelia e confissão no Processo do Trabalho, conforme Lei n. 13.467/2017, considere:
I – Cabe ao reclamante o ônus de provar os fatos constitutivos de seu direito e ao reclamado 
a prova dos fatos modificativos, extintivos e impeditivos, podendo o juiz inverter essa 
disposição se verificar que uma parte tenha maior facilidade de produzir a prova.
II – É dever do juiz, na aferição do ônus probatório, atribuir a cada parte seu encargo no 
tocante à produção de provas, levando em conta critérios de facilidade e dificuldade de a 
parte se desincumbir de seu ônus.
III – A ausência do reclamado em audiência implicará na decretação de sua revelia e confissão 
quanto à matéria de fato, salvo, por exemplo, se a petição inicial estiver desacompanhada 
de instrumento que a lei considere indispensável à prova do ato.
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IV – É facultado ao juízo, ainda que ausente o reclamado em audiência, mas presente o seu 
advogado ao ato, a aceitação da contestação e os documentos eventualmente apresentados, 
com o fim de evitar os efeitos da confissão.
Está correto o que consta APENAS em
a) I e III.
b) II e III.
c) II e IV.
d) I e IV.
e) III e IV.
036. 036. (CESPE/PGM – MANAUS-AM/PROCURADOR DO MUNICÍPIO/2018) Em relação à 
competência da justiça do trabalho, à revelia e às provas no processo do trabalho, julgue 
o item que se segue.
Caso servidor público civil tenha de depor como testemunha em hora de serviço, o juiz deverá 
oficiar ao chefe da repartição, requisitando o servidor para comparecer à audiência designada.
037. 037. (CESPE/DPU/DEFENSOR PÚBLICO FEDERAL/2017) A respeito da resposta do reclamado 
e do ônus da prova no processo do trabalho, julgue o item a seguir.
Situação hipotética: Ao prestar assistência jurídica a um necessitado, a DP ajuizou reclamação 
trabalhista fundamentada na irregularidade dos depósitos do FGTS e alegou que o ônus 
da prova era do empregador. Assertiva: Nessa situação, foi correta a atuação da DP: o 
empregador tem o ônus da prova em relação à regularidade dos depósitos do FGTS, pois o 
pagamento é fato extintivo do direito do autor.
038. 038. (QUADRIX/SEDF/PROFESSOR – DIREITO/2017) A respeito do Direito Processual do 
Trabalho, julgue o item que se segue.
Tomando‐se por base o sistema de produção das provas no direito processual trabalhista, 
é correto dizer que a confissão pode ser real ou ficta, sendo a primeira uma presunção 
absoluta e a segunda uma presunção relativa que pode ser elidida por outras provas 
existentes nos autos.
039. 039. (CESP/PGE-BA/PROCURADOR DO ESTADO/2014) No processo trabalhista, a contradita 
consiste na denúncia, pela parte interessada, dos motivos que impedem ou tornam suspeito o 
depoimento da testemunha, e o momento processual oportuno de a parte oferecer a contradita 
da testemunha ocorre logo após a qualificação desta, antes de o depoente ser compromissado.
040. 040. (CESPE/IEMA (ES)/ADVOGADO/2007) Em face da presunção juris tantum decorrente 
das anotações apostas pelo empregador na carteira profissional do empregado, é possível a 
produção de provas pelo empregado em processo judicial com a finalidade de desconstituir 
anotação de data de admissão que não corresponda à realidade.
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041. 041. (CESPE/PGM – CAMPO GRANDE-MS/PROCURADOR MUNICIPAL/2019) À luz da 
jurisprudência consolidada do Tribunal Superior do Trabalho, julgue o próximo item, a 
respeito de mandado de segurança e dissídio coletivo.
Situação hipotética: Pedro ajuizou reclamação trabalhista pedindo que a empresa da 
qual fora empregado fosse condenada a pagar-lhe adicional de insalubridade. Diante da 
necessidade de perícia para caracterizar e classificar a insalubridade, o juiz determinou 
que a empresa fizesse um depósito prévio para garantir o pagamento dos honorários 
periciais. Assertiva: Nessa situação, admite-se mandado de segurança contra o ato judicial 
de exigência do depósito.
042. 042. (QUADRIX/CRM-PR/ADVOGADO/2018) Com base no entendimento jurisprudencial do 
TST, julgue o próximo item.
A testemunha não pode ser considerada como suspeita pelo simples fato de estar litigando 
contra o mesmo empregador no processo em que arrolada.
043. 043. (CESPE/EMAP/ANALISTA PORTUÁRIO – ÁREA JURÍDICA/2018) Carla Lopes ajuizou 
reclamação trabalhista contra sua ex-empregadora, Supermercados Onofre, que, há seis 
meses, demitiu três de seus dezoito empregados, entre eles, Carla. Em sua petição inicial, 
ela requereu valores devidos em razão de verbas rescisórias pagas a menor, adicional de 
insalubridade nunca pago ao longo do contrato de trabalho e danos morais decorrentes 
de assédio moral. Nessa reclamatória, foi atribuído como valor da causa o importe de 
cinquenta mil reais.
Acerca dessa situação hipotética, julgue o item que segue.
Carla poderá indicar como testemunhas ex-empregados da empresa. No entanto, a testemunha 
que tiver ajuizado ação contra a mesma reclamada poderá ser contraditada pela parte contrária 
e seu depoimento poderá ser tomado apenas na condição de informante do juízo.
044. 044. (CESPE/FUNPRESP-JUD/ANALISTA – DIREITO/2016) À luz da legislação vigente em 
processo do trabalho e das súmulas do TST, julgue o próximo item.
Prova já constituída nos autos pode ser utilizada para confrontar confissão ficta, e o 
indeferimento de provas posteriores não implicará cerceamento de defesa.
045. 045. (CESPE/PGE-BA/PROCURADOR DO ESTADO/2014) Em relação ao direito processual do 
trabalho, julgue os itens a seguir.
Dada a celeridade, que fundamenta o procedimento sumaríssimo, a CLT não admite o 
deferimento e a realização de prova técnica pericial.
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046. 046. (CESPE/PREFEITURA DE FORTALEZA-CE/PROCURADOR DO MUNICÍPIO/2017) A respeito 
da competência, das provas e do procedimento sumaríssimo na justiça do trabalho, julgue 
o item que se segue.
Em lides que possuem objetos e procuradores distintos, torna-se suspeita a testemunha 
que estiver litigando ou que tenha litigado contra esse mesmo empregador.
047. 047. (CESPE/SERPRO/ANALISTA – ADVOCACIA/2010) Quanto ao procedimento sumaríssimo, 
julgue os itens a seguir.
Quando deferida a prova técnica, as partes são intimadas a manifestar-se acerca do laudo 
pericial no prazo comum de dez dias.
048. 048. (CESPE/BRB/ADVOGADO/2010) Com relação ao direito processual do trabalho, julgue 
os itens seguintes.
Na hipótese de justo impedimento para sua oportuna apresentação, o TST admite, 
excepcionalmente, a juntada de documentos por qualquer das partes na fase recursal.
049. 049. (CESPE/PGM/CAMPO GRANDE-MS/PROCURADOR MUNICIPAL/2019) De acordo com 
a legislação processual trabalhista, julgue o seguinte item, relativos ao jus postulandi, à 
reclamação e às provas no processo do trabalho.
No processo trabalhista, para comparecerà audiência, as testemunhas serão previamente intimadas.
050. 050. (CESPE/PGE-ES/PROCURADOR DO ESTADO/2008) De acordo com a jurisprudência do 
TST, julgue os itens a seguir, referentes ao ônus da prova no processo trabalhista.
O ônus de provar o término do contrato de trabalho, quando negados a prestação de serviço 
e o despedimento, é do empregador, pois o princípio da continuidade da relação de emprego 
constitui presunção favorável ao empregado.
051. 051. (CESPE/FUNPRESP-JUD/ANALISTA – DIREITO/2016) À luz da legislação vigente em 
processo do trabalho e das súmulas do TST, julgue o próximo item.
Os honorários do perito assistente devem ser pagos pela parte que tiver utilizado seus 
serviços. O perito judicial, por outro lado, será remunerado pela parte sucumbente na 
pretensão do objeto da perícia, salvo se beneficiária da justiça gratuita.
052. 052. (CESPE/FUNPRESP-EXE/ESPECIALISTA – ÁREA JURÍDICA/2016) A respeito das provas 
no processo do trabalho, julgue o item a seguir.
Quarenta e oito horas após a postagem, presume-se recebida a notificação, cabendo à 
parte destinatária comprovar o não recebimento.
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053. 053. (FGV/OAB/2018) Em sede de reclamação trabalhista, o autor forneceu o endereço da ré 
na inicial, para o qual foi expedida notificação citatória. Decorridos cinco dias da expedição 
da citação, não tendo havido qualquer comunicado ao juízo, houve a realização da audiência, 
à qual apenas compareceu o autor e seu advogado, o qual requereu a aplicação da revelia e 
confissão da sociedade empresária-ré. O juiz indagou ao advogado do autor o fundamento 
para o requerimento, já que não havia nenhuma referência à citação no processo, além da 
expedição da notificação.
Diante disso, na qualidade de advogado do autor, à luz do texto legal da CLT, assinale a 
opção correta.
a) Presume-se recebida a notificação 48h após ser postada, sendo o não recebimento ônus 
de prova do destinatário.
b) A mera ausência do réu, independentemente de citado ou não, enseja revelia e confissão.
c) Descabe o requerimento de revelia e confissão se não há confirmação no processo do 
recebimento da notificação citatória.
d) O recebimento da notificação é presunção absoluta; logo, são cabíveis de plano a revelia 
e a confissão.
054. 054. (CESPE/SEAD-SE (FPH)/PROCURADOR/2009) Uma testemunha que também esteja 
litigando contra a mesma empresa deve ser considerada como suspeita pelo juiz, em razão 
do interesse direto no resultado do feito.
055. 055. (CESPE/TRT – 17ª REGIÃO (ES)/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA – EXECUÇÃO DE 
MANDADOS/2009) A respeito dos atos, termos e prazos processuais, julgue os itens a seguir.
Presume-se recebida a notificação 72 horas depois de sua postagem. O não recebimento 
ou a entrega após o decurso desse prazo constitui ônus de prova do destinatário.
056. 056. (VUNESP/PREFEITURA DE PIRACICABA-SP/PROCURADOR JURÍDICO/2023) Das provas 
no processo do trabalho, assinale a alternativa em consonância com entendimento de 
sumula do TST.
a) O ônus de provar o término do contrato de trabalho, quando negados a prestação de 
serviço e o despedimento, é do empregado.
b) O pagamento de adicional de periculosidade efetuado por mera liberalidade da empresa, 
ainda que de forma proporcional ao tempo de exposição ao risco ou em percentual inferior 
ao máximo legalmente previsto, não dispensa a realização da prova técnica exigida pelo 
artigo 195 da CLT.
c) É do empregado o ônus da prova em relação à regularidade dos depósitos do FGTS, pois 
o pagamento não é fato extintivo do direito do autor.
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d) É do empregador o ônus de comprovar que o empregado não satisfaz os requisitos 
indispensáveis para a concessão do vale-transporte ou não pretenda fazer uso do benefício.
e) É do empregado o ônus da prova do fato impeditivo, modificativo ou extintivo da 
equiparação salarial.
057. 057. (FGV/TST/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2023) Em determinada audiência; comparece 
para depor uma testemunha que não falava o idioma nacional, tratando-se de idioma 
com pouquíssimos falantes no país. Por coincidência, dominando-o o juiz fluentemente, 
resolve então dispensar intérprete e prosseguir com a oitiva da testemunha. O advogado 
da empresa insurgiu-se imediatamente contra essa decisão do juiz, dizendo que ela seria 
arbitrária e que as partes ficariam a depender das traduções e interpretações do juiz, sem 
saber se eram ou não fidedignas. Disse ainda que não participaria da audiência, se assim 
prosseguisse o juiz, sem nomear intérprete, e retirou-se da sala em seguida.
Quanto à conduta do advogado, é correto afirmar que foi:
a) errada quanto ao intérprete;
b) certa quanto ao intérprete;
c) errada quanto ao intérprete e abusiva quanto à saída da sala;
d) certa quanto ao intérprete e também quanto à saída, para obrigar o juiz a adiar a audiência;
e) errada quanto ao intérprete e prejudicial à parte que assistia.
058. 058. (VUNESP/CAMPREV-SP/PROCURADOR/2023) De acordo com as súmulas do TST, quanto 
a prova do direito processual trabalhista, assinale a alternativa correta.
a) A prova pré-constituída nos autos pode ser levada em conta para confronto com a confissão 
ficta, não implicando cerceamento de defesa o indeferimento de provas posteriores.
b) A vedação à produção de prova posterior pela parte confessa não se aplica somente a 
ela, afetando, ainda que indiretamente, o exercício, pelo magistrado, do poder/dever de 
conduzir o processo.
c) É do empregado o ônus da prova do fato impeditivo, modificativo ou extintivo da 
equiparação salarial.
d) É do empregado o ônus da prova em relação à regularidade dos depósitos do FGTS, pois 
o pagamento é fato extintivo de direito.
e) A presunção de veracidade da jornada de trabalho, salvo se prevista em instrumento 
normativo, pode ser elidida por prova em contrário.
059. 059. (CEBRASPE/PGE-ES/PROCURADOR DO ESTADO/2023) No rito ordinário de uma ação 
trabalhista normal, cada uma das partes
a) só poderá indicar duas testemunhas, que comparecerão à audiência de instrução e 
julgamento independentemente de intimação.
b) não poderá indicar mais de três testemunhas, que comparecerão à audiência de instrução 
e julgamento independentemente de intimação.
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c) poderá indicar até cinco testemunhas, que comparecerão à audiência de instrução e 
julgamento após a devida intimação.
d) poderá indicar até dez testemunhas, que comparecerão à audiência de instrução e 
julgamento após a devida intimação.
e) não poderá indicar mais de seis testemunhas, que comparecerão à audiência de instrução 
e julgamento após a devida intimação.
060. 060. (VUNESP/PRUDENCO/ADVOGADO PLENO/2022) Nos casos previstos em lei ou diante 
de peculiaridades da causa relacionadas à impossibilidade ou à excessiva dificuldade de 
cumpriro encargo, ou ainda à maior facilidade de obtenção da prova do fato contrário, 
poderá o juízo atribuir o ônus da prova de modo diverso à regra geral, caso em que deverá 
dar à parte a oportunidade de se desincumbir do ônus que lhe foi atribuído. Essa decisão:
a) deverá ser fundamentada, proferida antes da abertura da instrução e a requerimento da parte.
b) independentemente de ser fundamentada, deverá ser proferida durante a fase de 
instrução e a requerimento da parte.
c) dispensa fundamentação, mas deverá ser proferida durante a fase de instrução, 
independentemente de requerimento das partes.
d) não poderá implicar adiamento de audiência.
e) deverá ser fundamentada, proferida até a data do julgamento, independentemente de 
requerimento das partes.
061. 061. (FCC/TRT – 22ª REGIÃO (PI)/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA/2022) Na 
reclamação trabalhista movida por Júlia em face de Agência de Turismo Águas Azuis Ltda., foi 
alegada a prestação de serviços por três meses, sem o devido registro em CTPS, pleiteando 
Júlia o reconhecimento de vínculo de emprego. Ainda, disse que chegou para trabalhar em 
uma 2ª-feira e foi informada que não mais precisavam de sua prestação de serviços no 
local, razão pela qual também requer a condenação da empresa no pagamento das verbas 
rescisórias devidas, pois nada recebeu. Na contestação apresentada, a reclamada negou 
que Júlia lhe tivesse prestado quaisquer serviços, não tendo direito, nesse caso, a verba 
rescisória, pois não houve dispensa. De acordo com a CLT e a jurisprudência sumulada do TST,
a) cabe à Agência de Turismo Águas Azuis Ltda. provar que não houve prestação de serviços 
e que não houve a dispensa de Júlia, por vigorar, no processo do trabalho, o princípio do 
in dubio pro misero.
b) Júlia terá que comprovar com testemunhas, documentos ou outros meios de prova a 
prestação de serviços para ter direito ao vínculo empregatício e registro em CTPS; outrossim, 
é da reclamada o ônus da prova de que não houve dispensa de Júlia e, sim, no caso de 
reconhecimento de vínculo empregatício, que a mesma pediu sua demissão, tendo em vista 
o princípio da realidade dos fatos.
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c) cabe a Júlia provar tanto a prestação de serviços com os requisitos para o reconhecimento 
de vínculo de emprego, por todos os meios de provas em direito admitidos, quanto a 
dispensa sem justa causa, pois são considerados fatos constitutivos do direito do autor, 
uma vez por ele alegados.
d) o ônus de provar o término do contrato de trabalho passa a ser da reclamada, uma vez 
negada a prestação de serviços e o despedimento, tendo em vista o princípio da continuidade 
da relação de emprego, que constitui presunção favorável à empregada.
e) o ônus da prova de que não houve relação de emprego passa a ser da reclamada, pois, por 
terem sido prestados serviços por três meses, caracteriza-se como contrato de experiência 
que não pode ser verbal, exigindo a lei que seja por escrito, acarretando, portanto, presunção 
relativa de veracidade dos fatos alegados na inicial.
062. 062. (FCC/TRT – 23ª REGIÃO (MT)/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA/2022) O 
reclamante em determinada reclamação trabalhista arrolou como testemunha um ex-
colega de trabalho que é mudo. Nessa hipótese, conforme prevê a Consolidação das Leis 
do Trabalho, o juiz deverá nomear intérprete
a) desde que a testemunha não saiba escrever, sendo as despesas decorrentes a cargo do 
autor, que é quem arrolou a testemunha.
b) desde que a testemunha não saiba escrever, sendo as despesas decorrentes a cargo da 
parte sucumbente, salvo se beneficiária da Justiça Gratuita.
c) independente de a testemunha saber escrever, por força do princípio da oralidade do 
Processo do Trabalho, sendo as despesas decorrentes a cargo do autor, que é quem arrolou 
a testemunha.
d) independente de a testemunha saber escrever, por força do princípio da oralidade do 
Processo do Trabalho, sendo as despesas decorrentes a cargo da parte sucumbente, salvo 
se beneficiária da Justiça Gratuita.
e) desde que a testemunha não saiba escrever, sendo as despesas decorrentes a cargo da 
reclamada, eis que, por princípio, teria dado causa à propositura da ação.
063. 063. (FCC/TRT – 9ª REGIÃO (PR)/TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA/2022) Antes 
de ingressar na sala de audiência, o preposto da Empresa reclamada avisa seu advogado 
que a testemunha trazida pelo autor trabalhou na empresa por 4 anos; frequentava a casa 
do autor; tendo sido, inclusive, padrinho de batismo do filho do reclamante. Diante de tais 
fatos, o advogado da empresa reclamada poderá
a) requerer, após sua qualificação e compromisso, que a testemunha seja ouvida como informante.
b) requerer o adiamento da audiência para provar o impedimento da testemunha.
c) contraditar a testemunha por ser amigo íntimo do autor, após sua qualificação, mas 
antes de prestar o compromisso legal.
d) requerer a imediata prisão da testemunha pela prática de crime de falso testemunho.
e) aguardar o depoimento da testemunha para, ao final, arguir seu impedimento.
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064. 064. (FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XLIII – PRIMEIRA FASE/2025) Em sede de 
reclamação trabalhista, você é advogado(a) da parte autora, um ex-empregado de uma 
sociedade empresária. No curso da instrução, após ser ouvida uma testemunha da ré, o 
advogado da parte contrária requereu a oitiva da segunda testemunha, que estava sentada 
dentro da sala de audiência, tendo presenciado o curso da instrução até aquele momento.
Apesar da sua manifestação em sentido contrário, o Juiz deferiu a produção da prova, 
prosseguindo com a instrução, sendo certo que permitiu que o advogado da parte ré 
interrogasse diretamente a testemunha, o que causava o risco de indução de respostas.
A fim de assegurar o bom curso da instrução probatória, assinale a afirmativa que apresenta 
a ação que você, corretamente, assumiu na defesa do interesse de seu cliente.
a) Interpor reclamação correicional imediatamente, o que acarretará na suspensão da audiência.
b) Interpor agravo de instrumento contra a decisão de prosseguimento na instrução, 
acarretando a suspensão do processo.
c) Lavrar protesto quanto à presença da testemunha na sala de audiência durante a instrução, 
mas não há irregularidade quanto à forma de inquirição.
d) Consignar protestos pela contaminação do depoimento da segunda testemunha da ré, 
bem como pela inquirição direta da testemunha, na primeira oportunidade de se manifestar 
em audiência.
065. 065. (FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XLIII – PRIMEIRA FASE/2025) Você, na qualidade de 
advogado(a) de Pedro, ajuizou reclamação trabalhista em face da indústria de calçados Guanabara.
Pedro trabalhou para a sociedade empresária ré, entre os anos de 2018 e 2022, e afirma que 
não recebeu o 13º salário de 2021 e que trabalhava cerca de 10 horas por dia. Você ajuizou 
reclamação trabalhista, pretendendo o pagamento do 13º salário de 2021 e as horas extras.
A ex-empregadora apresentou defesa, aduzindo que pagou o 13º salário, que, conforme 
cartões de ponto juntados, Pedro não realizava horas extras e sua jornada estava prevista 
em norma coletiva da categoria. Na qualidade de advogado(a)de Pedro, você impugnou 
os cartões de ponto argumentando que não refletiam o real horário laborado, sendo certo 
que os documentos mostram horários variados de início e fim da jornada.
Acerca do ônus da prova que incumbirá ao seu cliente, de acordo com a CLT, e o entendimento 
jurisprudencial consolidado do TST, assinale a afirmativa correta.
a) O ônus da prova do pagamento do 13º salário caberá à ré e, o das horas extras, ao autor.
b) A ré deverá provar o pagamento do 13º salário, assim como a inexistência das horas 
extras, uma vez que os controles de ponto foram impugnados.
c) Em razão da variação de horários registrada nos cartões de ponto, o ônus da prova recairá 
sobre a ré para as horas extras, bem como para o 13º salário, já que o pagamento é fato 
extintivo da obrigação.
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d) Dada a variação de horários, há presunção absoluta da validade da jornada indicada nos 
cartões de ponto, tendo a ré se desincumbido do ônus. Cabe à ré a prova do pagamento 
do 13º salário, por ser fato extintivo da obrigação.
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GABARITOGABARITO
1. a
2. c
3. C
4. c
5. a
6. a
7. c
8. e
9. a
10. e
11. d
12. d
13. d
14. b
15. b
16. d
17. c
18. a
19. c
20. a
21. a
22. b
23. b
24. a
25. c
26. b
27. d
28. c
29. e
30. a
31. d
32. e
33. a
34. d
35. a
36. C
37. C
38. C
39. C
40. C
41. C
42. C
43. E
44. C
45. E
46. E
47. E
48. C
49. E
50. C
51. E
52. C
53. a
54. E
55. E
56. d
57. b
58. a
59. b
60. a
61. d
62. b
63. c
64. d
65. a
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GABARITO COMENTADOGABARITO COMENTADO
001. 001. (FEPESE/PREFEITURA DE FLORIANÓPOLIS-SC/PROCURADOR MUNICIPAL/2022) Assinale 
a alternativa correta de acordo com o processo do trabalho.
a) Todas as provas serão produzidas na audiência de instrução e julgamento, ainda que não 
requeridas previamente.
b) As testemunhas arroladas pelas partes deverão ser intimadas para comparecer à audiência 
de instrução e julgamento, com cinco dias de antecedência da realização do ato.
c) As partes e testemunhas serão inquiridas diretamente por seus representantes ou 
advogados, podendo ser reinquiridas, a critério do juiz.
d) Cada parte poderá ouvir até três testemunhas por fatos articulados ou pedidos formulados 
pelas partes.
e) Apresentado documento pela parte durante a audiência de instrução e julgamento, o 
juiz abrirá prazo de cinco dias para que a parte adversa possa se manifestar sobre a prova.
a) Certa. É a regra do art. 852-H da CLT, direcionada ao procedimento sumaríssimo. O 
professor entende que a ausência de especificação do procedimento, na alternativa, 
prejudicou seu julgamento.
b) Errada. As testemunhas comparecerão a audiência independentemente de notificação 
ou intimação (art. 825, caput, da CLT).
c) Errada. As partes e testemunhas serão inquiridas pelo juiz ou presidente, podendo ser 
reinquiridas, por seu intermédio, a requerimento dos vogais, das partes, seus representantes 
ou advogados (art. 820 da CLT).
d) Errada. O limite de três testemunhas é global, e não para cada fato.
e) Errada. Sobre os documentos apresentados por uma das partes manifestar-se-á 
imediatamente a parte contrária, sem interrupção da audiência, salvo absoluta impossibilidade, 
a critério do juiz (art. 852-H, § 1º, CLT). Trata-se de outra regra direcionada ao procedimento 
sumaríssimo. O professor entende que a ausência de especificação do procedimento, na 
alternativa, prejudicou seu julgamento.
Letra a.
002. 002. (CEBRASPE/PGE-AL/PROCURADOR DO ESTADO/2021) Em uma reclamação trabalhista, 
o reclamante formulou pedido de pagamento de horas extras. Na contestação, a empresa 
negou que o empregado tivesse trabalhado em jornada extraordinária, e juntou cartões 
de ponto assinados pelo empregado em que tinham sido registrados horários uniformes 
da jornada de trabalho desse empregado. Na audiência de instrução, não foram ouvidas 
testemunhas, nem da empresa, nem do empregado.
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Nessa situação hipotética, os cartões de ponto
a) são considerados como prova, podendo ser usados pelo empregado para comprovar a 
jornada trabalhada.
b) comprovam a jornada de trabalho efetivamente cumprida, pois a assinatura expressa a 
concordância do empregado com os registros.
c) não servem como prova da jornada de trabalho, pois contêm registros uniformes, cabendo 
à empresa comprovar a jornada por outros meios de prova.
d) somente não servirão como prova se o reclamante contestar a autenticidade de sua assinatura.
e) não servem como prova da jornada de trabalho, porque, em qualquer tipo de demanda 
que pleiteie horas extras, cabe à empresa apresentar outros tipos de provas para negar a 
existência de jornada extraordinária.
A Súmula 338, III, do TST enuncia: “Os cartões de ponto que demonstram horários de 
entrada e saída uniformes são inválidos como meio de prova, invertendo-se o ônus da 
prova, relativo às horas extras, que passa a ser do empregador, prevalecendo a jornada da 
inicial se dele não se desincumbir”.
Letra c.
003. 003. (QUADRIX/CRECI – 14ª REGIÃO (MS)/ADVOGADO/2021) A instrução é a fase do processo 
de conhecimento em que são colhidas as provas que formarão o convencimento do juiz 
acerca dos fatos narrados pelo autor, pelo réu ou por terceiro. No que se refere aos meios 
de prova admitidos no direito processual trabalhista, julgue o item.
Nas causas submetidas ao procedimento sumaríssimo, a intimação de testemunhas só será 
feita se a testemunha comprovadamente convidada não comparecer.
É a regra do art. 852-H, § 3º, da CLT.
Certo.
004. 004. (FCC/TRT – 2ª REGIÃO (SP)/TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA/2018) Na 
reclamação trabalhista “X”, Ronaldo alega que prestou serviços na qualidade de empregado 
para a empresa “L” requerendo, dentre diversos pedidos, o reconhecimento do vínculo de 
emprego. Já na reclamação “Y”, Frederica alega que teve o seu contrato de trabalho celebrado 
com a empresa “B” rescindido sem justa causa, não tendo recebido as verbas rescisórias a 
que tinha direito. Em sede de contestação, a empresa “L” negou a prestação de serviços e a 
empresa “B” negou o despedimento. Nesses casos, o ônus de provar o término do contrato 
de trabalho nas reclamações trabalhistas “X” e “Y”, de acordo com o entendimento Sumulado 
do Tribunal Superior do Trabalho
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a) é, respectivamente, de Ronaldo e da empresa “B”.
b) é, respectivamente, da empresa “L” e de Frederica.
c) é, respectivamente, da empresa “L” e da empresa “B”.
d) é, respectivamente, de Ronaldo e de Frederica.
e) dependerá do rito processual a ser seguido.
É o entendimento fixado na Súmula 212 do TST:
JURISPRUDÊNCIA
O ônus de provar o término do contrato de trabalho, quando negados a prestação 
de serviço e o despedimento, é do empregador, pois o princípio da continuidade da 
relação de emprego constitui presunção favorável ao empregado.
Letra c.
005. 005. (FCC/ENAMAT/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2017) O art. 818 da CLT estabelece 
que a prova das alegações incumbe à parte que as fizer. Em se tratando da prova e do 
ônus da prova no processo do trabalho, com base na CLT e no entendimento das Súmulas 
e Orientações Jurisprudenciais do TST, extrai-se:
a) Em se tratando de reclamação trabalhista com pedido de adicional de insalubridade, 
a realização de perícia será obrigatória diante da determinação legal do art. 195 da CLT, 
podendo, contudo, o julgador utilizar-se de outros meios de prova quando desativado o 
local de trabalho do reclamante ou encerrada a atividade da empresa.
b) Tendo em vista o princípio da autodeterminação coletiva, previsto no art. 7, XXVI da 
CF, a presunção de veracidade da jornada de trabalho, quando prevista em instrumento 
normativo, não pode ser elidida por prova em contrário.
c) Cabe ao empregado, em reclamação trabalhista, o ônus da prova de demonstrar que 
satisfaz os requisitos indispensáveis para a concessão do vale-transporte.
d) Uma vez negados a prestação de serviço e o despedimento, é do empregado o ônus de 
provar o término do contrato de trabalho por iniciativa do empregador, na medida em que 
a CLT estabelece que a prova das alegações incumbe à parte que as fizer.
e) Em matéria de horas extras, na hipótese de aplicada a confissão ao reclamado que, 
expressamente intimado com aquela cominação, não compareceu à audiência, na qual 
deveria depor, o indeferimento da oitiva de testemunha convidada pelo demandado 
caracterizará cerceamento ao seu direito de defesa, pois a presunção de veracidade da 
jornada de trabalho pode ser elidida por prova em contrário.
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a) Certa. A OJ 278 da SDI-I do TST esclarece a obrigatoriedade de produção de prova 
pericial para o exame de condições insalubres de trabalho. No entanto, o princípio do livre 
convencimento motivado permite que o juiz não fique vinculado à conclusão do perito, e 
aprecie o pedido à luz de outras provas e fundamentos.
b) Errada. A presunção de veracidade da jornada de trabalho, ainda que prevista em 
instrumento normativo, pode ser elidida por prova em contrário (Súmula 338, II, do TST).
c) Errada. É do empregador o ônus de comprovar que o empregado não satisfaz os requisitos 
indispensáveis para a concessão do vale-transporte ou não pretenda fazer uso do benefício 
(Súmula 460 do TST).
d) Errada. Confira o entendimento fixado na Súmula 212 do TST: O ônus de provar o término 
do contrato de trabalho, quando negados a prestação de serviço e o despedimento, é do 
empregador, pois o princípio da continuidade da relação de emprego constitui presunção 
favorável ao empregado.
e) Errada. A prova pré-constituída nos autos pode ser levada em conta para confronto com a 
confissão ficta (arts. 442 e 443, do CPC de 2015 – art. 400, I, do CPC de 1973), não implicando 
cerceamento de defesa o indeferimento de provas posteriores (Súmula 74, II, do TST).
Letra a.
006. 006. (FCC/TRT – 24ª REGIÃO (MS)/ANALISTA JUDICIÁRIO – OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR 
FEDERAL/2017) No final da audiência em que foram ouvidas duas testemunhas de cada 
parte em uma reclamatória trabalhista com pedido de indenização por danos morais, o 
magistrado resolveu convocar uma pessoa referida em todos os depoimentos para ser 
ouvida como testemunha do Juízo. Ocorre que a pessoa referida, de nome Ceres, ocupa a 
função de técnica administrativa do Tribunal Eleitoral e terá que depor em hora de serviço. 
No caso, segundo norma contida na Consolidação das Leis do Trabalho, Ceres
a) será requisitada ao chefe da repartição para comparecer à audiência marcada.
b) prestará seu depoimento por escrito, respondendo aos quesitos formulados pelo Juiz, 
para posterior juntada aos autos.
c) comparecerá espontaneamente à audiência designada e justificará a ausência no serviço 
mediante atestado.
d) somente está obrigada a comparecer se for conduzida por Oficial de Justiça à audiência designada.
e) será ouvida na sua própria repartição, através de Carta de Ordem, respondendo aos 
quesitos formulados pelo Juiz.
O art. 823 da CLT dispõe:
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Se a testemunha for funcionário civil ou militar, e tiver de depor em hora de serviço, será 
requisitada ao chefe da repartição para comparecer à audiência marcada.
Letra a.
007. 007. (FCC/TRT – 24ª REGIÃO (MS)/TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA/2017) O 
ônus da prova pode ser assim problematizado: quem deve provar? Em princípio, as partes 
tem o ônus de provar os fatos jurídicos narrados na petição inicial ou na peça de resistência, 
bem como os que se sucederem no envolver da relação processual. Quanto às provas no 
Processo do Trabalho, a Consolidação das Leis do Trabalho estabelece:
a) Qualquer que seja o procedimento, não é permitida a arguição dos peritos compromissados 
ou dos técnicos, uma vez que o laudo que apresentam já é suficiente como prova.
b) As testemunhas devem, necessariamente, ser previamente intimadas para depor.
c) Toda testemunha, antes de prestar o compromisso legal, será qualificada, indicando o 
nome, nacionalidade, profissão, idade, residência, e, quando empregada, o tempo de serviço 
prestado ao empregador, ficando sujeita, em caso de falsidade, às leis penais.
d) Cada uma das partes, no procedimento ordinário e também quando se tratar de inquérito 
para apuração de falta grave, não poderá indicar mais de 3 testemunhas.
e) A testemunha que for parente até o segundo grau civil, amigo íntimo ou inimigo de qualquer 
das partes, prestará compromisso, mas o seu depoimento valerá como simples informação.
a) Errada. O juiz ou presidente poderá arguir os peritos compromissados ou os técnicos, e rubricará, 
para ser junto ao processo, o laudo que os primeiros tiverem apresentado (art. 827 da CLT).
b) Errada. As testemunhas comparecerão a audiência independentemente de notificação 
ou intimação (art. 825, caput, da CLT).
c) Certa. É a regra do art. 828 da CLT.
d) Errada. No inquérito, esse limite é elevado a seis testemunhas.
e) Errada. A testemunha que for parente até o terceiro grau civil, amigo íntimo ou inimigo 
de qualquer das partes, não prestará compromisso, e seu depoimento valerá como simples 
informação (art. 829 da CLT).
Letra c.
008. 008. (FCC/TRT – 1ª REGIÃO(RJ)/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2016) Considerado o art. 
829, da CLT, NÃO prestará compromisso como testemunha no processo do trabalho:
a) aquele que atuou como juiz, ou perito em processo anterior da mesma matéria.
b) parentesco até o quarto grau civil.
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c) o juiz que funcionou no mesmo processo em primeiro grau de jurisdição.
d) o juiz devedor de uma das partes.
e) o amigo íntimo de uma das partes.
A testemunha que for parente até o terceiro grau civil, amigo íntimo ou inimigo de qualquer 
das partes, não prestará compromisso, e seu depoimento valerá como simples informação 
(art. 829 da CLT).
Letra e.
009. 009. (FCC/TRT – 1ª REGIÃO (RJ)/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2016) Ao ser ouvida 
em juízo, depois de prestar o compromisso legal e responder a várias perguntas que lhe 
foram formuladas pelo juiz e pelos advogados das partes, uma testemunha, ao final de 
seu depoimento, alegou que mantivera um relacionamento amoroso com o autor da 
reclamação trabalhista, mas que o romance, encerrado há muito tempo, não trouxera 
qualquer consequência para ambos, e que, após o rompimento, restringiram suas conversas 
a assuntos exclusivamente de trabalho.
Ciente desse fato, sabendo que as partes em seguida declararam não ter mais provas e 
reportaram-se aos elementos dos autos, sem conciliação, o juiz deve
a) julgar normalmente, emprestando ao depoimento o valor que entendesse, de acordo 
com os demais elementos dos autos.
b) converter em diligência o julgamento, para apurar a verdade das afirmações da testemunha, 
com vistas a certificar a validade de seu depoimento.
c) desprezar o depoimento de testemunha e julgar de acordo com as provas que houvesse 
nos autos.
d) julgar normalmente, emprestando valor ao depoimento da testemunha, uma vez que nada se 
provara contra esse depoimento e houve afirmativa de rompimento anterior do relacionamento.
e) determinar a acareação da testemunha com o autor, para verificar a correção das afirmações.
O juiz é livre para dar ao depoimento do informante o valor que entenda que possa merecer. 
O art. 829 da CLT dispõe: “A testemunha que for parente até o terceiro grau civil, amigo 
íntimo ou inimigo de qualquer das partes, não prestará compromisso, e seu depoimento 
valerá como simples informação”. Já o art. 447, § 5º, do CPC concede ao juiz a liberdade de 
avaliar o depoimento da testemunha suspeita à luz de todo o contexto processual.
Letra a.
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010. 010. (FCC/TRT – 14ª REGIÃO (RO E AC)/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA/2016) 
A Consolidação das Leis do Trabalho prevê algumas regras que diferenciam os tipos 
procedimentais das ações que tramitam na Justiça do Trabalho, notadamente quanto ao 
número de testemunhas que cada parte pode indicar para oitiva em audiência. Assim, para 
os ritos sumaríssimo, ordinário e inquérito judicial para apuração de falta grave, o número 
de testemunhas será, respectivamente,
a) três − quatro − cinco.
b) duas − três − três.
c) três − cinco − seis.
d) duas − cinco − cinco.
e) duas − três − seis.
São os limites máximos de testemunha, para cada rito, que estudamos em aula.
Letra e.
011. 011. (FGV/OAB/2017) Rodolfo Alencar ajuizou reclamação trabalhista em desfavor da 
sociedade empresária Sabonete Silvestre Ltda. Em síntese, ele afirma que cumpria longa 
jornada de trabalho, mas que não recebia as horas extras integralmente. A defesa nega o 
fato e advoga que toda a sobrejornada foi escorreitamente paga, nada mais sendo devido 
ao reclamante no particular.
Na audiência designada, cada parte conduziu duas testemunhas, que começaram a ser 
ouvidas pelo juiz, começando pelas do autor. Após o magistrado fazer as perguntas que 
desejava, abriu oportunidade para que os advogados fizessem indagações, e o patrono do 
autor passou a fazer suas perguntas diretamente à testemunha, contra o que se opôs o 
juiz, afirmando que as perguntas deveriam ser feitas a ele, que, em seguida, perguntaria 
à testemunha.
Diante do incidente instalado e de acordo com o regramento da CLT, assinale a afirmativa correta.
a) Correto o advogado, pois, de acordo com o CPC, o advogado fará perguntas diretamente 
à testemunha.
b) A CLT não tem dispositivo próprio, daí porque poderia ser admitido tanto o sistema 
direto quanto o indireto.
c) A CLT determina que o sistema seja híbrido, intercalando perguntas feitas diretamente 
pelo advogado, com indagações realizadas pelo juiz.
d) Correto o magistrado, pois a CLT determina que o sistema seja indireto ou presidencial.
Conforme o art. 820 da CLT, “as partes e testemunhas serão inquiridas pelo juiz ou presidente, 
podendo ser reinquiridas, por seu intermédio, a requerimento dos vogais, das partes, seus 
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representantes ou advogados”. Depreendendo a regra deste texto ontológico, chegamos 
à conclusão de que as partes devem perguntar ao juiz e este, às testemunhas. É o que a 
doutrina costuma chamar de Sistema Presidencial ou Direto de coleta da prova testemunhal.
Letra d.
012. 012. (FGV/OAB/2017) Rômulo ajuizou ação trabalhista em face de sua ex-empregadora, a 
empresa Análise Eletrônica Ltda. Dentre outros pedidos, pretendeu indenização por horas extras 
trabalhadas e não pagas, férias vencidas não gozadas, nem pagas, e adicional de periculosidade.
Na audiência, foi requerida e deferida a perícia, a qual foi custeada por Rômulo, que se 
sagrou vitorioso no respectivo pedido. Contudo, os pedidos de horas extras e férias foram 
julgados improcedentes. Rômulo também indicou e custeou assistente técnico, que cobrou 
o mesmo valor de honorários que o perito do juízo.
Observados os dados acima e o disposto na CLT, na qualidade de advogado(a) que irá 
orientar Rômulo acerca do custeio dos honorários periciais e do assistente técnico, assinale 
a afirmativa correta.
a) Tendo Rômulo sido vitorioso no objeto da perícia, não há que se falar em pagamento de 
honorários periciais e do assistente técnico, pois a ré os custeará.
b) Independentemente do resultado no objeto da perícia, como ao final o rol de pedidos foi 
parcialmente procedente, Rômulo custeará os honorários periciais e do assistente técnico.
c) Em virtude da aplicação do princípio da celeridade, descabe a indicação de assistente 
técnico no processo do trabalho, não cabendo a aplicação subsidiária do CPC nesse mister.
d) Tendo Rômulo sido vitorioso no objeto da perícia, os honorários periciais serão custeados 
pela parte sucumbente no seu objeto, porém os honorários do assistente técnico serão de 
responsabilidade da parte que o indicou.
Rômulo foi vencedor no objeto da perícia. Logo, é a empresa reclamada quem deverá pagar 
os honorários do perito (art. 790-B da CLT). Rômulo indicou assistente técnico. Embora 
tenha sido vencedor no objeto da perícia, Rômulodeve arcar com os custos de seu assistente 
técnico, pois esta figura processual é facultativa para a parte (“luxo processual”). É a regra 
da Súmula 341 do TST:
JURISPRUDÊNCIA
A indicação do perito assistente é faculdade da parte, a qual deve responder pelos 
respectivos honorários, ainda que vencedora no objeto da perícia.
Letra d.
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013. 013. (FGV/OAB/2016) Um empregado ajuizou reclamação trabalhista postulando o pagamento 
de vale transporte, jamais concedido durante o contrato de trabalho, bem como o FGTS 
não depositado durante o pacto laboral.
Em contestação, a sociedade empresária advogou que, em relação ao vale transporte, o 
empregado não satisfazia os requisitos indispensáveis para a concessão; no tocante ao 
FGTS, disse que os depósitos estavam regulares.
Em relação à distribuição do ônus da prova, diante desse panorama processual e do 
entendimento consolidado pelo TST, assinale a afirmativa correta.
a) O ônus da prova, em relação ao vale transporte, caberá ao reclamante e, no tocante ao 
FGTS, à reclamada
b) O ônus da prova para ambos os pedidos, diante das alegações, será do reclamante.
c) O ônus da prova, em relação ao vale transporte, caberá ao reclamado e, no tocante ao 
FGTS, ao reclamante.
d) O ônus da prova para ambos os pedidos, diante das alegações, será da sociedade empresária.
Esta questão explorou diretamente as regras de ônus da prova estabelecidas pelo TST nas 
Súmulas 460 e 461 do TST, que curiosamente foram editadas muito pouco tempo antes 
da elaboração desta questão. A FGV ama novidades!
JURISPRUDÊNCIA
Súmula 460 do TST
É do empregador o ônus de comprovar que o empregado não satisfaz os requisitos 
indispensáveis para a concessão do vale-transporte ou não pretenda fazer uso do benefício.
JURISPRUDÊNCIA
Súmula 461 do TST
É do empregador o ônus da prova em relação à regularidade dos depósitos do FGTS, 
pois o pagamento é fato extintivo do direito do autor (art. 373, II, do CPC de 2015).
Letra d.
014. 014. (FGV/OAB/2016) Em pedido de reenquadramento formulado em reclamação trabalhista, 
foi designada perícia, com honorários adiantados pelo autor, e ambas as partes indicaram 
assistentes técnicos. Após a análise das provas, o pedido foi julgado procedente.
Diante da situação, da legislação em vigor e do entendimento consolidado do TST, assinale 
a afirmativa correta.
a) O autor, tendo se sagrado vencedor, será ressarcido pelos honorários pagos ao perito e 
ao seu assistente técnico.
b) O autor não terá o ressarcimento dos honorários que pagou ao seu assistente técnico, 
porque sua indicação é faculdade da parte.
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c) O autor, segundo previsão da CLT, terá o ressarcimento integral dos honorários pagos ao 
perito e metade daquilo pago ao seu assistente técnico.
d) O juiz, inexistindo previsão legal ou jurisprudencial, deverá decidir se os honorários do 
assistente técnico da parte serão ressarcidos.
Mais uma vez, a questão abordou a regra da Súmula 341 do TST:
JURISPRUDÊNCIA
A indicação do perito assistente é faculdade da parte, a qual deve responder pelos 
respectivos honorários, ainda que vencedora no objeto da perícia.
Letra b.
015. 015. (FGV/OAB/2016) Em audiência trabalhista sob o rito sumaríssimo, o advogado da ré 
aduziu que suas testemunhas estavam ausentes. Sem apresentar qualquer justificativa 
ou comprovante de comunicação às testemunhas, requereu o adiamento do feito. Diante 
disso, estando presentes as testemunhas do autor, o juiz indagou do advogado do autor 
se ele concordava ou não com o adiamento, requerendo justificativa.
Sobre o caso relatado, na qualidade de advogado do autor, assinale a afirmativa correta.
a) Deve concordar com o adiamento, já que ausentes as testemunhas, essas poderão ser 
intimadas para comparecimento na próxima audiência.
b) Deve se opor ao adiamento, requerendo o prosseguimento do feito, pois, não havendo 
comprovação do convite às testemunhas, a audiência não poderá ser adiada para intimação 
das mesmas.
c) Deve se opor ao adiamento imediato, requerendo a oitiva de suas testemunhas e protestar 
por depoimentos pessoais para, na próxima audiência, serem ouvidas as testemunhas da ré.
d) Deve concordar com o adiamento, pois a lei não exige justificativa ou comprovação de 
convite às testemunhas.
No rito sumaríssimo, só será deferida a intimação da testemunha cujo convite houver sido 
comprovado pela parte que a convidou (art. 852-H, § 3º). Portanto, o advogado deve estar 
atento a este detalhe, para aproveitar a falha do adversário em prol de melhor resultado 
em seu processo.
Letra b.
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016. 016. (FGV/OAB/2013) Paulo ajuizou reclamação trabalhista pelo rito sumaríssimo em face 
da sua empregadora Carregada Ltda.. Arrolou suas testemunhas na petição inicial e pediu 
a notificação das mesmas, solicitação que foi indeferida. Na audiência, o advogado de 
Paulo requereu o adiamento pela ausência das testemunhas, dizendo que protestava pelo 
indeferimento da notificação e por isso não convidou espontaneamente as testemunhas. 
O requerimento foi indeferido pelo juiz, que prosseguiu com a audiência.
Sobre a decisão do juiz, a partir da hipótese apresentada, assinale a opção correta.
a) A decisão foi equivocada, devendo ser deferido o adiamento, pois o prosseguimento do 
feito poderia gerar a nulidade por cerceamento de defesa.
b) A decisão foi correta, já que o procedimento sumaríssimo não contempla a oitiva de testemunhas.
c) A decisão foi correta, pois o procedimento sumaríssimo não admite a intimação de testemunhas.
d) A decisão foi correta, pois no procedimento sumaríssimo as testemunhas deverão 
comparecer à audiência independentemente de intimação. Em caso de ausência e mediante 
comprovação de convite, as testemunhas serão intimadas.
Em nenhum dos ritos a intimação da testemunha ocorre antes da audiência. No rito ordinário, 
a intimação ocorre se ela faltar à audiência. No sumaríssimo, a intimação é possível quando, 
além de ela faltar em audiência, tiver comprovadamente sido convidada pela parte. Portanto, 
a decisão judicial está correta.
Letra d.
017. 017. (FGV/OAB/2016) José ajuizou reclamação trabalhista em face da sociedade empresária 
ABCD Ltda., requerendo horas extras. A sociedade empresária apresentou contestação 
negando as horas extras e juntou os cartões de ponto, os quais continham horários variados 
de entrada e saída, marcados por meio de relógio de ponto. O advogado do autor impugnou 
a documentação.
Com base no caso apresentado, assinale a afirmativa correta.
a) Na qualidade de advogado do autor, você não precisará produzir qualquer outra prova, 
pois já impugnou a documentação.
b) Na qualidade de advogado da ré, você deverá produzir prova testemunhal, já que a 
documentação foi impugnada.
c) Na qualidade de advogadodo autor, o ônus da prova será do seu cliente, razão pela qual 
você deverá produzir outros meios de prova em razão da sua impugnação à documentação.
d) Dada a variação de horários nos documentos, presumem-se os mesmos inválidos diante 
da impugnação, razão pela qual só caberá o ônus da prova à empresa ré.
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Se os cartões de ponto tivessem horários invariáveis e uniformes (todos redondos), eles 
seriam inválidos. Como os horários eram variados, os cartões são válidos. Logo, caberá à 
parte contrária (reclamante) comprovar, por outros meios de prova, que realmente trabalhou 
em horas extras. É a regra da Súmula 338 do TST, comentada em aula.
Letra c.
018. 018. (FGV/OAB/2015) Em sede de reclamação trabalhista sob o rito sumaríssimo, as 
testemunhas do autor não compareceram à audiência, apesar de convidadas verbalmente 
por ele. Na audiência, nada foi comprovado acerca da alegação do convite às testemunhas.
Diante disso, assinale a afirmativa correta.
a) A audiência deverá prosseguir, pois não cabe a intimação das testemunhas, uma vez que 
não foi comprovado o convite a elas.
b) As testemunhas deverão ser intimadas porque a busca da verdade real é um princípio 
que deve sempre prevalecer.
c) As testemunhas deverão ser conduzidas coercitivamente, porque não se admite que 
descumpram seu dever de cidadania.
d) O feito deverá ser adiado para novo comparecimento espontâneo das testemunhas.
No rito sumaríssimo, só será deferida a intimação da testemunha cujo convite houver sido 
comprovado pela parte que a convidou (art. 852-H, § 3º). Portanto, a audiência deverá 
prosseguir, sem interrupção para intimação de testemunhas.
Letra a.
019. 019. (FGV/OAB/2015) Marcos ajuizou reclamação trabalhista em face de sua ex-empregadora, 
a sociedade empresária Cardinal Roupas Ltda., afirmando ter sofrido acidente do trabalho 
(doença profissional). Em razão disso, requereu indenização por danos material e moral. 
Foi determinada a realização de perícia, que concluiu pela ausência de nexo causal entre 
o problema sofrido e as condições ambientais. Na audiência de instrução, foram ouvidas 
cinco testemunhas e colhidos os depoimentos pessoais. Com base na prova oral, o juiz se 
convenceu de que havia o nexo causal e os demais requisitos para a responsabilidade civil, 
pelo que deferiu o pedido.
Diante da situação retratada, e em relação aos honorários periciais, assinale a afirmativa correta.
a) O trabalhador sucumbiu no objeto da perícia feita pelo expert, de modo que pagará os honorários.
b) Uma vez que a perícia não identificou o nexo causal, mas o juiz, sim, os honorários serão 
rateados entre as partes.
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c) A empresa pagará os honorários, pois foi sucumbente na pretensão objeto da perícia.
d) Não havendo disposição a respeito, ficará a critério do juiz, com liberdade, determinar 
quem pagará os honorários.
O ônus é de quem sucumbir, processualmente, no objeto da perícia. Não importa o resultado 
apontado pelo perito (se há nexo ou não). Importa o resultado constante da sentença 
definitiva, independentemente de o juiz ter-se baseado na perícia ou em outros meios de 
prova. Logo, mesmo que o laudo tenha acusado a ausência de nexo, o fato de o pedido 
de indenização por acidente de trabalho ter sido acolhido faz com que a reclamada tenha 
o ônus de pagar os honorários periciais (sucumbente na pretensão objeto da perícia).
Letra c.
020. 020. (FGV/OAB/2012) No Processo do Trabalho, em relação ao ônus da prova, assinale a 
alternativa correta.
a) É do empregador quanto à alegação de inexistência de vínculo de emprego, se admitida 
a prestação de serviços com outra qualidade.
b) É sempre do empregador nas reclamações versando sobre horas extras.
c) É sempre da parte que fizer a alegação, não importando o comportamento da parte 
contrária a respeito.
d) É sempre do empregador nas reclamações versando sobre equiparação salarial.
a) Certa. É a regra da Súmula 212 do TST:
JURISPRUDÊNCIA
O ônus de provar o término do contrato de trabalho, quando negados a prestação 
de serviço e o despedimento, é do empregador, pois o princípio da continuidade da 
relação de emprego constitui presunção favorável ao empregado.
b) Errada. O ônus de provas trabalho em horas extras obedece a diferentes regras, a 
depender do contexto. Tais regras estão na Súmula 338 do TST, que estudamos em aula.
c) Errada. A partir da Reforma Trabalhista, o art. 818 da CLT determina que, em regra, 
os fatos constitutivos serão comprovados pelo reclamante e os impeditivos, extintivos e 
modificativos do direito do reclamante serão comprovados pela reclamada. Ademais, há 
casos de inversão desse ônus (§ 1º).
d) Errada. Conforme a Súmula 6, item VIII, do TST, o empregador deve provar o fato 
modificativo, extintivo ou impeditivo da equiparação salarial. O empregado, por sua vez, 
deve provar o fato constitutivo.
Letra a.
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Provas no Processo do Trabalho 
Gustavo Deitos
021. 021. (FGV/OAB/2015) A papelaria Monte Fino Ltda. foi condenada numa reclamação trabalhista 
movida pelo ex-empregado Sérgio Silva. Uma das parcelas reivindicadas e deferidas foi o 
13º salário, que a sociedade empresária insistia haver pago, mas não tinha o recibo em mãos 
porque houve um assalto na sociedade empresária, quando os bandidos levaram o cofre, as 
matérias-primas e todos os arquivos com a contabilidade e os documentos da sociedade 
empresária. Recuperados os arquivos pela polícia, agora, no momento do recurso, a Monte 
Fino Ltda. pretende juntar o recibo provando o pagamento, inclusive porque a sentença 
nada mencionou acerca da possível dedução de valores pagos sob o mesmo título.
De acordo com o caso apresentado e o entendimento jurisprudencial consolidado, assinale 
a afirmativa correta.
a) É possível a juntada do documento no caso concreto, porque provado o justo impedimento 
para sua oportuna apresentação.
b) O momento de apresentação da prova documental já se esgotou, não sendo possível 
fazê-lo em sede de recurso.
c) Pelo princípio da primazia da realidade, qualquer documento pode ser apresentado com 
sucesso em qualquer grau de jurisdição, inclusive na fase de execução, independentemente 
de justificativa.
d) Há preclusão, e o juiz não pode aceitar a produção da prova em razão do princípio da 
proteção, pois isso diminuiria a condenação.
Esta questão cobrou diretamente a regra da Súmula 8 do TST:
JURISPRUDÊNCIA
A juntada de documentos na fase recursal só se justifica quando provado o justo 
impedimento para sua oportuna apresentação ou se referir a fato posterior à sentença. 
Somente nessas duas hipóteses poderá haver produção de prova documental após o 
término da instrução.
Letra a.
022. 022. (FGV/OAB/2014) Sandro Vieira ajuizou reclamação trabalhista contra a empresa Trianon 
Bebidas e Energéticos Ltda. pleiteando o pagamentode horas extras, pois alegou trabalhar de 
2ª feira a sábado, das 9h às 19h, com intervalo de uma hora para refeição. Em defesa, a ré negou 
a jornada descrita na petição inicial, mas não juntou os controles de ponto. Em audiência, ao ser 
interrogado, o preposto informou que a ré possuía 18 empregados no estabelecimento.
Diante da situação retratada, e considerando o entendimento consolidado do TST, assinale 
a opção correta.
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Provas no Processo do Trabalho 
Gustavo Deitos
a) Aplica-se a pena de confissão pela ausência de juntada dos controles, sendo então 
considerada verdadeira a jornada da petição inicial, na qual o juiz irá se basear na condenação 
de horas extras.
b) Haverá inversão do ônus da prova, que passará a ser da empresa, prevalecendo a jornada 
da inicial se dele não se desincumbir com sucesso.
c) Diante do impasse, e considerando que, com menos de 20 empregados, a empresa não 
é obrigada a manter controle escrito dos horários de entrada e saída dos empregados, o 
juiz decidirá a quem competirá o ônus da prova.
d) A falta de controle quando a empresa possui mais de 10 empregados é situação 
juridicamente imperdoável, o que autoriza o indeferimento da oitiva das testemunhas da 
empresa porventura presentes à audiência.
Esta é a regra da Súmula 338 do TST, segundo a qual a empresa que tiver mais de 10 
empregados tem o dever de controlar a jornada de seus empregados. Este controle geralmente 
é feito por meio de cartões de ponto. Logo, como a reclamada tinha 18 empregados no 
estabelecimento, ela tinha esse dever. Como não apresentou os cartões, deverá a própria 
empresa provar, por outros meios de prova, que a alegação do reclamante é falsa, sob pena 
de serem presumidos verdadeiros os fatos narrados pelo reclamante, no que se refere à 
jornada de trabalho (e consequentemente ao labor em horas extras).
Letra b.
023. 023. (FGV/OAB/2013) Carlos Alberto foi caixa numa instituição bancária e ajuizou reclamação 
trabalhista, postulando o pagamento de horas extras, já que em uma das agências, na 
qual trabalhou por dois anos, cumpria jornada superior à legal. Em contestação, foram 
apresentados os controles, que não continham sobrejornada, e por essa razão foram 
expressamente impugnados pelo acionante. Na instrução, o banco não produziu prova, mas 
Carlos Alberto conduziu uma testemunha que com ele trabalhou sete meses na agência 
em questão e ratificou a jornada mais extensa declarada na petição inicial. Diante desta 
situação e de acordo com o entendimento consolidado do TST, assinale a afirmativa correta.
a) Uma vez que a testemunha trabalhou com o autor somente sete meses, este é o limite 
de tempo que limitará eventual condenação.
b) Se o juiz se convencer, pela prova testemunhal, que a sobrejornada ocorreu nos dois 
anos, poderá deferir as horas extras em todo o período.
c) Uma vez que a testemunha trabalhou com o autor em período inferior à metade do 
tempo questionado, não poderá ser fator de convencimento acerca da jornada.
d) Considerando que os controles foram juntados, uma única testemunha não poderia 
servir de prova da jornada cumprida.
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Como a empresa apresentou os controles de jornada, era do empregado o ônus de provar, 
por outros meios de prova, que trabalhou em horas extras. De acordo com o Princípio 
do Convencimento Motivado do Juiz, o juiz pode fundar seu entendimento na prova 
testemunhal, mesmo que tenham sido juntados cartões de ponto válidos. Não há hierarquia 
entre provas: vence aquela que melhor convencer o juiz.
Letra b.
024. 024. (FGV/OAB/2013) Após trabalhar como empregado durante 6 meses, Paulo ajuizou 
reclamação trabalhista em face de sua ex- empregadora, a empresa Alfa Beta Ltda., 
pretendendo horas extras, nulidade do pedido de demissão por coação, além de adicional 
de insalubridade. Na primeira audiência o feito foi contestado, negando a ré o trabalho 
extraordinário, a coação e a atividade insalubre. Foram juntados controles de ponto e carta 
de próprio punho de Paulo pedindo demissão, documentos estes que foram impugnados 
pelo autor. Não foi produzida a prova técnica (perícia). Para a audiência de prosseguimento, 
as partes estavam intimadas pessoalmente para depoimentos pessoais, sob pena de 
confissão, mas não compareceram, estando presentes apenas os advogados. Declarando as 
partes que não têm outras provas a produzir, o Juiz encerrou a fase de instrução, seguindo 
o processo concluso para sentença.
Com base nestas considerações, analise a distribuição do ônus da prova e assinale a 
afirmativa correta.
a) A ausência das partes gera a confissão ficta recíproca, devendo ser aplicada a regra 
de que para os fatos constitutivos cabe o ônus da prova ao autor, e para os extintivos, 
modificativos e impeditivos, o ônus será do réu. Assim, todos os pedidos deverão ser 
julgados improcedentes.
b) Não há confissão em razão da presença dos advogados. Mas não havendo outras provas, 
os pedidos deverão ser julgados improcedentes.
c) Em razão da confissão, presumem-se verdadeiros os fatos alegados. Tal aliado ao princípio da 
proteção ao hipossuficiente leva à presunção de que Paulo foi coagido a pedir demissão, trabalhava 
extraordinariamente e faz jus ao adicional de insalubridade. Logo, os pedidos procedem.
d) Em razão da confissão, os pedidos de horas extras e nulidade do pedido de demissão 
procedem. Porém, improcede o de adicional de insalubridade, pois necessária a prova pericial 
para configurar o grau de insalubridade. Logo, este pleito improcede.
a) Certa e d) Errada. Estudamos que a ausência das partes à audiência de instrução implica 
confissão ficta. Se ambas forem ausentes, ambas serão confessas. Nesse caso, a procedência 
ou improcedência dos pedidos observará a distribuição do ônus da prova e a confissão ficta 
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poderá ser confrontada com as demais provas produzidas no processo (Súmula 74, item 
II, TST). No processo, a reclamada juntou provas documentas de ausência de trabalho em 
horas extras (cartões de ponto) e de pedido de demissão pelo empregado (carta). Embora 
os tenha impugnado, o reclamante não produziu outras provas em sentido oposto ao que 
os documentos indicavam. Ademais, a procedência do pedido de adicional de insalubridade 
depende necessariamente de perícia (art. 195, § 2º, CLT). É por esta razão que todos os 
pedidos, nesse contexto específico, deverão ser julgados improcedentes.
b) Errada. O simples fato de os advogados estarem presentes não elide a confissão ficta. 
A elisão da confissão somente ocorre nas hipóteses legais (art. 844, § 4º, CLT).
c) Não existe princípio de direito material ou processual que autorize a presunção absoluta 
em favor do empregado diante da confissão de ambas as partes. Como dito, o resultado do 
processo em que ambas as partesdessa alteração, a regra geral (primária) era de que a prova do fato 
incumbia à parte que alegá-lo. A partir de agora, a regra é mais complexa e, também, muito 
mais assemelhada à regra do direito processual civil.
Todos os fatos que constituam o direito do reclamante deverão ser comprovados por 
ele, a princípio. Fatos constitutivos são mais fáceis de visualizar: são todos os fatos que, 
se comprovados, dão à parte determinado direito previsto em lei. Podemos imaginar como 
exemplo o fato de alguém trabalhar acima de sua carga horária diária, que dá ao trabalhador 
o direito de ser remunerado pelas horas extras com adicional de 50%.
EXEMPLO
O reclamante alega que trabalhou nas dependências da empesa ABC Ltda. por três meses. Se 
a empresa simplesmente negar que o reclamante lhe tenha prestado serviços, dizendo que 
nunca o viu, caberá ao reclamante comprovar que, de fato, trabalhou para a empresa (fato 
constitutivo de seu direito).
Por outro lado, o reclamado deverá comprovar todos os fatos que extingam, impeçam 
ou modifiquem o direito pretendido pelo autor. Veja, abaixo, os conceitos e exemplos 
clássicos de fatos extintivos, impeditivos ou modificativos:
• FATO EXTINTIVO: é o fato que extingue um direito que já chegou a existir em 
algum momento.
EXEMPLO
Prescrição, decadência, renúncia, transação.
• FATO IMPEDITIVO: é o fato que impede o surgimento do direito. Neste caso, o direito 
nunca existiu.
EXEMPLO
Trabalhador laborou, sim, além de 8 horas em um dia, mas houve compensação de jornada.
• FATO MODIFICATIVO: Fato que não extingue nem impede que o sujeito tenha o 
direito, mas modifica o conteúdo e/ou a forma desse direito, que passa a ser devido 
em parâmetros diferentes do postulado.
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EXEMPLOS
Trabalhador laborou, sim, além de sua jornada contratual, mas por tempo inferior ao relatado 
na reclamação.
O reclamante leva à audiência de instrução uma testemunha que o viu trabalhando além de 
sua carga horária diária por vários dias, a fim de atender (desincumbir-se) de seu ônus de 
comprovar o fato constitutivo de seu direito (receber horas extras).
O reclamado leva à mesma audiência outras duas testemunhas, que, por sua vez, viram 
que o reclamante não foi trabalhar por alguns dias da mesma semana, a fim de que fosse 
compensado o trabalho extraordinário daqueles dias trabalhados, em razão de acordo tácito 
firmado com o empregador. Tais testemunhas viram, ainda, o reclamante combinando com 
o empregador reclamado tal formato de acordo (acordo tácito – autorizado pela Reforma 
Trabalhista nesta hipótese).
§ 1º Nos casos previstos em lei ou diante de peculiaridades da causa relacionadas à 
impossibilidade ou à excessiva dificuldade de cumprir o encargo nos termos deste artigo ou 
à maior facilidade de obtenção da prova do fato contrário, poderá o juízo atribuir o ônus da 
prova de modo diverso, desde que o faça por decisão fundamentada, caso em que deverá dar 
à parte a oportunidade de se desincumbir do ônus que lhe foi atribuído.
§ 2º A decisão referida no § 1º [distribuição dinâmica do ônus da prova] deste artigo deverá ser 
proferida antes da abertura da instrução e, a requerimento da parte, implicará o adiamento da 
audiência e possibilitará provar os fatos por qualquer meio em direito admitido.
§ 3º A decisão referida no § 1º deste artigo não pode gerar situação em que a desincumbência 
do encargo pela parte seja impossível ou excessivamente difícil.
Estes três parágrafos disciplinam o instituto da Distribuição Dinâmica (Diferenciada) 
do Ônus da Prova.
Às vezes, no caso concreto, é impossível ou muito difícil para o reclamante comprovar 
o fato constitutivo do seu direito. Dessa forma, o juiz pode determinar que o reclamado 
faça a prova negativa, isto é, prova de que o direito do reclamante nunca foi constituído.
A distribuição dinâmica é uma decorrência do Princípio da Busca da Verdade Real. O juiz 
deve desprender-se das “regras do jogo” e criar um cenário propício à coleta de elementos 
que o conduzam ao que realmente ocorreu na relação jurídica envolvida no processo. Esse 
cenário pode ser alcançado com a distribuição diferenciada do ônus da prova.
EXEMPLO
O reclamante alega ter trabalhado em horas extras, que não foram pagas pelo reclamado. 
O reclamante diz que assinava, diariamente, ponto manual de frequência, sempre com os 
horários exatos de entrada e saída, fato que não é negado pelo reclamado.
Nesse contexto, o juiz, em vez de ordenar que o reclamante comprove o trabalho em horas 
extras com seus meios de prova (quase sempre de ordem testemunhal), pode determinar ao 
reclamado que apresente os cartões de ponto manuais que estão sob seu poder.
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Gustavo Deitos
Se o reclamado entender que os pontos manuais foram adulterados, terá o ônus de comprovar, por 
outros meios, que o reclamante não trabalhou em horas extras (por testemunhas, por exemplo).
Veja: é uma situação em que o reclamante não prova o fato constitutivo de seu direito, pois 
o juiz distribuiu o ônus da prova de modo que o reclamado deve fazer a prova negativa do 
fato alegado pelo reclamante, tendo em vista a maior facilidade de solucionar a controvérsia 
desta maneira.
O § 1º prevê duas hipóteses de cabimento da Distribuição Dinâmica do Ônus da Prova:
• 1) Previsão expressa na lei: exemplo válido é o do art. 165 da CLT:
Art. 165: Os titulares da representação dos empregados nas CIPA (s) não poderão sofrer despedida 
arbitrária, entendendo-se como tal a que não se fundar em motivo disciplinar, técnico, econômico 
ou financeiro.
Parágrafo único. Ocorrendo a despedida, caberá ao empregador, em caso de reclamação à 
Justiça do Trabalho, comprovar a existência de qualquer dos motivos mencionados neste artigo, 
sob pena de ser condenado a reintegrar o empregado.
Veja que, neste caso, se o empregado alegar dispensa sem justa causa e pedir 
reintegração, será do empregador o ônus de comprovar, desde o início, que a 
despedida ocorreu por motivo disciplinar, técnico, econômico ou financeiro. Não 
caberá ao reclamante comprovar fato constitutivo logo de início.
• 2) Peculiaridades do caso: vide exemplo prático das horas extras e dos cartões de ponto. 
A decisão judicial que determinar essa distribuição diferenciada deve ser proferida 
antes da instrução processual (antes da audiência una, se o rito for sumaríssimo, 
ou antes da audiência de instrução, se o rito for ordinário), porque, no momento da 
instrução, as partes devem ter plena ciência de seus ônus probatórios, a fim de que 
possam reunir documentos, convidar testemunhas etc. Se a parte entender que a 
audiência de instrução está muito próxima e que a distribuição diferenciada do ônus 
da prova causou-lhe pressão para reunir os elementos de prova, ela poderá requerer 
o adiamento da audiência em que deva ocorrer a instrução.
O adiamento da audiência ocorrerá somente se alguma das partes afetadas requerer, 
sentindo-se prejudicada. Isso é uma faculdade (opção), e não um dever.
A distribuição dinâmica/diferenciada do ônus da prova tem um nobre objetivo: facilitar 
o alcance da verdade real. Logo, a distribuição não pode tornar muito difícil ou impossível 
que quaisquersão confessas analisa-se de acordo com a distribuição do 
ônus da prova (reclamante prova fato constitutivo e reclamado fato extintivo, modificativo 
ou impeditivo daquele) e com as provas pré-constituídas.
Letra a.
025. 025. (FGV/OAB/2012) Josenildo da Silva ajuizou reclamação trabalhista em face da empresa 
Arca de Noé Ltda., postulando o pagamento de verbas resilitórias, em razão de dispensa 
imotivada; de horas extraordinárias com adicional de 50% (cinquenta por cento); das 
repercussões devidas em face da percepção de parcelas salariais não contabilizadas e de 
diferenças decorrentes de equiparação salarial com paradigma por ele apontado. Na defesa, 
a reclamada alega que, após discussão havida com colega de trabalho, o reclamante não mais 
retornou à empresa, tendo sido surpreendida com o ajuizamento da ação; que a empresa 
não submete seus empregados a jornada extraordinária; que jamais pagou qualquer valor 
ao reclamante que não tivesse sido contabilizado e que não havia identidade de funções 
entre o autor e o paradigma indicado. Considerando que a ré possui 10 (dez) empregados 
e que não houve a juntada de controles de ponto, assinale a alternativa correta.
a) Cabe ao reclamante o ônus de provar a dispensa imotivada.
b) Cabe à reclamada o ônus da prova quanto à diferença entre as funções do equiparando 
e do paradigma.
c) Cabe ao reclamante o ônus de provar o trabalho extraordinário.
d) Cabe à reclamada o ônus da prova no tocante à ausência de pagamento de salário não contabilizado.
a) Errada. De acordo com a Súmula 212 do TST, tal ônus é da empresa, pois ela admitiu que 
o reclamante trabalhou para ela, mas afirmou que a modalidade de dispensa foi diferente. 
Logo, deve a empresa comprovar a razão que justificou a dispensa em modalidade diferente 
de dispensa sem justa causa.
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b) Errada. Primeiramente, deve o empregado provar o fato constitutivo do direito à 
equiparação salarial. Se esse fato tivesse sido comprovado, aí sim é que a empresa deveria 
necessariamente apresentar prova de fato modificativo, extintivo ou impeditivo do direito 
do reclamante (Súmula 6, item VIII, TST).
c) Certa. A empresa que possui MAIS de 10 empregados no estabelecimento tem a obrigação 
de manter o controle de jornada (cartões de ponto). Como o estabelecimento possui 
exatamente 10 empregados, tal dever não existia. Logo, cabe ao empregado provar o 
trabalho em horas extras por outros meios de prova.
d) Errada. Esta questão, sob a ótica da Reforma Trabalhista, encontraria um óbice. Em regra, 
o fato constitutivo deve ser provado pelo reclamante. Todavia, nesse caso, é muito comum 
a inversão do ônus da prova para que a reclamada comprove que pagou corretamente o 
empregado (art. 818, § 1º, CLT – redação posterior à Reforma). Portanto, por mais que a regra 
geral sustenta o equívoco desta assertiva, a realidade prática põe em xeque a veracidade 
da afirmação da alternativa.
Letra c.
026. 026. (FGV/OAB/2012) Cíntia Maria ajuíza reclamação trabalhista em face da empresa Tictac 
Ltda., postulando o pagamento de horas extraordinárias, aduzindo que sempre labutou 
no horário das 8h às 19h, de segunda a sexta-feira, sem intervalo intrajornada. A empresa 
ré oferece contestação, impugnando o horário indicado na inicial, afirmando que a autora 
sempre laborou no horário das 8h às 17h, com 1 hora de pausa alimentar, asseverando ainda 
que os controles de ponto que acompanham a defesa não indicam a existência de labor 
extraordinário. À vista da defesa ofertada e dos controles carreados à resposta do réu, a 
parte autora, por intermédio de seu advogado, impugna os registros de frequência porque 
não apresentam qualquer variação no registro de entrada e saída, assim como porque não 
ostentam sequer a pré-assinalação do intervalo intrajornada. Admitindo-se a veracidade 
das argumentações do patrono da parte autora e com base na posição do TST acerca da 
matéria, é correto afirmar que
a) compete ao empregado o ônus de comprovar o horário de trabalho indicado na inicial, 
inclusive a supressão do intervalo intrajornada, a teor do disposto no art. 818 da CLT.
b) diante da impugnação apresentada, inverte-se o ônus probatório, que passa a ser do 
empregador, prevalecendo o horário da inicial, se dele não se desincumbir por outro meio 
probatório, inclusive no que se refere à ausência de intervalo intrajornada.
c) em se tratando de controles de ponto inválidos, ao passo que não demonstram qualquer 
variação no registro de entrada e saída, não poderá a ré produzir qualquer outra prova capaz 
de confirmar suas assertivas, porquanto a prova documental é a única capaz de demonstrar 
a jornada de trabalho cumprida.
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d) probatório, que passa a ser do empregador, prevalecendo o horário da inicial, se dele 
não se desincumbir, exceto quanto ao intervalo intrajornada, cujo ônus probatório ainda 
pertence à parte autora.
De acordo com a Súmula 338 do TST, “os cartões de ponto que demonstram horários de 
entrada e saída uniformes são inválidos como meio de prova, invertendo-se o ônus da 
prova, relativo às horas extras, que passa a ser do empregador, prevalecendo a jornada da 
inicial se dele não se desincumbir”. Ademais, conforme o art. 74, § 2º, da CLT, deve haver 
pré-assinalação do período de intervalo intrajornada (repouso). Não havendo o atendimento 
dessa obrigação, naturalmente caberá à empregadora o ônus de provar a concessão do 
intervalo, por outros meios de prova.
Letra b.
027. 027. (FGV/OAB/2011) A respeito da prova testemunhal no processo do trabalho, é correto 
afirmar que
a) em se tratando de ação trabalhista pelo rito ordinário ou sumaríssimo, as partes poderão 
ouvir no máximo três testemunhas cada; sendo inquérito, o número é elevado para seis.
b) apenas as testemunhas arroladas previamente poderão comparecer à audiência a fim 
de serem ouvidas.
c) no processo do trabalho sumaríssimo, a simples ausência da testemunha na audiência 
enseja a sua condução coercitiva.
d) as testemunhas comparecerão à audiência independentemente de intimação e, no caso 
de não comparecimento, serão intimadas ex officio ou a requerimento da parte.
a) Errada. No rito sumaríssimo, são duas testemunhas. No ordinário são três. No inquérito, 
de fato, são seis.
b) Errada. As testemunhas no processo do trabalho não precisam ser arroladas, nem mesmo 
intimadas. Elas devem comparecer mediante convite da própria parte, formal ou informal.
c) Errada. Se, no rito sumaríssimo, a testemunha faltar à audiência em que deveria depor, 
poderá ser deferida a intimação dela se ela houver sido comprovadamente convidada.
d) Certa. É a regra do art. 825, caput e parágrafo único, da CLT.
Letra d.
028. 028. (FGV/TRT – 12ª REGIÃO (SC)/ANALISTA JUDICIÁRIO – OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR 
FEDERAL/2017) Cecília postula o pagamento de horas extras, afirmando que excedia a 
jornada de trabalho. Em defesa, a ex-empregadora de Cecilia nega a jornada articulada na 
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peça pórtica e apresenta controles de ponto nos quais se verifica que a jornada foi anotada 
e assinada em todos os dias como sendo das 10:00 às 19:00 horas, com intervalo de 1 hora, 
sem variação.
Diante da situação apresentada e do entendimento consolidado pelo TST acerca da 
distribuição do ônus da prova, é correto afirmar que:
a) se os controles estão assinados, isso é suficiente para conferir-lhes credibilidade, de 
modo que o ônus de provar a jornada é da reclamante;
b) a solução para o caso é a aplicação da pena de confissão em desfavor da reclamada, 
considerando-se de plano a jornada dita na inicial como verdadeira, sem necessidade de 
outras provas;
c) os controles serão reputados inválidos, transferindo-se o ônus da prova para o empregador, 
que deverá provar que a anotação neles feita é verdadeira, sob pena de acolher-se a jornada 
da inicial;
d) a presunção de veracidade da jornada anotada nos controles é absoluta, de modo que o 
juiz deve receber aqueles horários como fidedignos e indeferir outras provas;
e) a jurisprudência determina que o juiz deve analisar o caso concreto e, em decisão 
fundamentada, atribuir a quem compete o ônus da prova, dependendo das circunstâncias.
De acordo com a Súmula 338 do TST, “os cartões de ponto que demonstram horários de 
entrada e saída uniformes são inválidos como meio de prova, invertendo-se o ônus da 
prova, relativo às horas extras, que passa a ser do empregador, prevalecendo a jornada da 
inicial se dele não se desincumbir”.
Letra c.
029. 029. (FGV/TRT – 12ª REGIÃO (SC)/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA/2017) Rickson 
ajuizou reclamação trabalhista contra a empresa Pastel de Ouro Ltda., postulando o 
pagamento de vale-transporte, FGTS não depositado em 6 meses do ano de 2016, horas 
extras, diferença em razão de equiparação salarial e verbas resilitórias. Em defesa, a Pastel 
de Ouro Ltda. advoga que Rickson é vizinho da empresa, portanto não utiliza transporte 
público; que depositou regularmente o FGTS na conta vinculada do empregado; que a 
quantidade e qualidade da produção do modelo era superior à do autor; que a convenção 
coletiva da categoria afirma que a jornada lançada nos controles é correta, pois o sistema 
foi auditado pelo sindicato de classe dos empregados; que a empresa não dispensou o 
reclamante, e sim que esse deixou de comparecer ao serviço.
Em relação ao ônus da prova no caso apresentado, à luz da jurisprudência do TST, é correto 
afirmar que:
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a) o ônus de provar o término do contrato de trabalho, quando negados a prestação de 
serviço e o despedimento, é do empregado, por se tratar de fato constitutivo de seu direito;
b) é do empregado o ônus da prova em relação à regularidade dos depósitos do FGTS, pois 
o não pagamento é fato constitutivo do direito do autor;
c) a presunção de veracidade da jornada de trabalho pode ser elidida por prova em contrário, 
salvo se prevista em instrumento normativo;
d) em processo que verse sobre pedido de equiparação salarial, é ônus do equiparando 
provar que desempenhava o seu trabalho com a mesma produtividade e a mesma perfeição 
técnica que o paradigma;
e) é do empregador o ônus de comprovar que o empregado não satisfaz os requisitos 
indispensáveis para a concessão do vale-transporte ou não pretenda fazer uso do benefício.
a) Errada. Conforme a Súmula 212 do TST, o ônus de provar o término do contrato de trabalho, 
quando negados a prestação de serviço e o despedimento, é do empregador, pois o princípio da 
continuidade da relação de emprego constitui presunção favorável ao empregado.
b) Errada. Consoante a Súmula 461 do TST, é do empregador o ônus da prova em relação à 
regularidade dos depósitos do FGTS, pois o pagamento é fato extintivo do direito do autor.
c) Errada. De acordo com a Súmula 338, item II, do TST, a presunção de veracidade da 
jornada de trabalho, ainda que prevista em instrumento normativo, pode ser elidida por 
prova em contrário.
d) Errada. A diferença de produtividade e/ou perfeição técnica é fato impeditivo do direito 
à equiparação salarial. Logo, cabe ao empregador demonstrá-lo (Súmula 6, item VIII, TST).
e) Certa. Conforme a Súmula 460 do TST, é do empregador o ônus de comprovar que o 
empregado não satisfaz os requisitos indispensáveis para a concessão do vale-transporte 
ou não pretenda fazer uso do benefício.
Letra e.
030. 030. (FGV/TRT – 12ª REGIÃO (SC)/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA/2017) Em 
determinado processo trabalhista, o juiz determinou o fracionamento da audiência. Na 
primeira delas, tentou sem êxito o acordo e, após receber a defesa, definiu as provas que 
seriam produzidas: depoimentos pessoais recíprocos, sob confissão, e testemunhal. Na 
segunda audiência designada, a reclamada não se fez presente à audiência, embora tenha 
comparecido o advogado da empresa. O juiz manifestou-se no sentido de que não desejava 
espontaneamente produzir provas.
À luz da legislação trabalhista e da jurisprudência uniforme do TST, é correto afirmar que:
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a) o juiz deverá aplicar a confissão contra a empresa e julgar de acordo com as provas já 
produzidas nos autos.
b) deverá ser aplicada a revelia em desfavor da acionada em virtude da sua ausência.
c) estando o advogado da ré presente, a demanda deve prosseguir normalmente, com 
colheita do depoimento pessoal do autor e das testemunhas, se houver.
d) não há previsão legal ou jurisprudencial a respeito, assim o juiz deverá apreciar a situação 
com equidade e definir o destino do feito como entender justo.
e) o juiz adiará a audiência e concederá prazo para a juntada de justificativa da ausência 
do preposto da reclamada.
De fato, a ausência na audiência de instrução implica confissão ficta, que é muito diferente 
de revelia (esta consiste na ausência de defesa, e a defesa foi apresentada).
Letra a.
031. 031. (FGV/TRT – 12ª REGIÃO (SC)/TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA/2017) 
Margarida compareceu a uma audiência para ser ouvida como testemunha da reclamante, 
mas foi contraditada pela empresa ao argumento de que possuía ação em curso contra a 
reclamada, o que foi confirmado por Margarida.
À luz da jurisprudência uniforme do TST, é correto afirmar que:
a) Margarida não tem a necessária isenção neste caso porque está em litígio contra a 
empresa, pelo que a contradita deverá ser aceita;
b) qualquer pessoa pode ser ouvida como testemunha, pois não há óbice legal nem condições 
especiais a serem cumpridas;
c) somente se Margarida estiver postulando no seu processo os mesmos pedidos que a 
reclamante é que não poderá ser ouvida como testemunha;
d) o fato de estar litigando contra a empresa não torna Margarida impedida nem suspeita 
de depor como testemunha;
e) o juiz deve acolher a contradita se Margarida estiver sendo assistida na sua ação pelo 
mesmo advogado que dá assessoria à autora do caso em que irá depor.
É a regra da Súmula 357 do TST:
JURISPRUDÊNCIA
Não torna suspeita a testemunhao simples fato de estar litigando ou de ter litigado 
contra o mesmo empregador. Outros fatos aliados a este até podem demonstrar causa de 
suspeição, como troca de favores, amizade íntima etc. Todavia, o simples fato de tal litígio 
existir não é suficiente para tirar do depoimento de Margarida o status de testemunho.
Letra d.
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032. 032. (FGV/CONDER/ADVOGADO/2013) Na audiência de uma reclamação trabalhista, o 
autor conduz, como sua testemunha, um mudo que é alfabetizado, enquanto a empresa, 
um surdo-mudo analfabeto.
Em relação à forma de colheita do depoimento dessas pessoas, de acordo com a CLT, 
assinale a afirmativa correta.
a) Ambos os depoimentos deverão ser obrigatoriamente traduzidos por intérprete, sob 
pena de nulidade.
b) Se algum profissional tiver de ser convocado para participar de qualquer dos depoimentos, 
a empresa arcará com o gasto.
c) O mudo e o surdo-mudo não podem ser ouvidos como testemunhas por falta de previsão legal.
d) Não podendo as pessoas em questão verbalizar o seu conhecimento sobre os fatos, o juiz 
não poderá basear o julgamento nas suas manifestações nem realizar acareação entre elas.
e) A testemunha do autor, por ser alfabetizada, deverá escrever as respostas às perguntas, 
e a testemunha da ré, por ser analfabeta, deporá por meio de um intérprete.
Uma das testemunhas, embora muda, é alfabetizada. Logo, ela tem meios de apresentar 
sua versão dos fatos ao juiz e às partes. O mudo que não sabe escrever deve depor por 
intermédio de um intérprete (art. 819, § 1º, CLT).
Letra e.
033. 033. (FCC/TRT – 6ª REGIÃO (PE)/TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA/2018) 
Conforme normas aplicáveis à produção das provas nas reclamatórias trabalhistas que 
tramitam pelo rito ordinário, NÃO é correto afirmar que
a) cada uma das partes não poderá indicar mais de cinco testemunhas, salvo quando se 
tratar de inquérito para apuração de falta grave, caso em que esse número poderá ser 
elevado a seis.
b) como regra, o ônus da prova incumbe ao reclamado, quanto à existência de fato impeditivo, 
modificativo ou extintivo do direito do reclamante.
c) o depoimento das partes e testemunhas que não souberem falar a língua nacional será 
feito por meio de intérprete nomeado pelo juiz.
d) se a testemunha for funcionário civil ou militar, e tiver de depor em hora de serviço, será 
requisitado ao chefe da repartição seu comparecimento à audiência marcada.
e) o documento em cópia oferecido para prova poderá ser declarado autêntico pelo próprio 
advogado, sob sua responsabilidade pessoal.
a) Errada. A questão pede pela alternativa incorreta. Na verdade, o rito ordinário comporta 
até três testemunhas por parte. No inquérito, de fato, pode ser até seis.
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b) Certa. A questão pede pela alternativa incorreta. É a regra do art. 818 da CLT.
c) Certa. A questão pede pela alternativa incorreta. É a regra do art. 819 da CLT.
d) Certa. A questão pede pela alternativa incorreta. É a regra do art. 823 da CLT.
e) Certa. A questão pede pela alternativa incorreta. É a regra do art. 830 da CLT.
Letra a.
034. 034. (FCC/TRT – 21ª REGIÃO (RN)/TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA/2017) No 
tocante ao ônus da prova, de acordo com a Lei n. 13.467/2017, considere:
I – Nos casos previstos em lei ou sendo impossível ou excessivamente difícil para a parte 
cumprir seu ônus probatório, poderá o juiz atribuir o ônus da prova de modo diverso, 
fundamentando sua decisão desde logo ou deixando para fazê-lo na sentença, uma vez 
que se trata de decisão interlocutória.
II – A decisão do juiz de atribuir o ônus da prova de modo diverso deverá ser proferida antes 
da abertura da instrução e, a requerimento da parte, implicará o adiamento da audiência, 
possibilitando provar fatos por qualquer meio em direito admitido.
III – A decisão do juiz de atribuir o ônus da prova de modo diverso não pode gerar situação 
em que a desincumbência do encargo pela parte seja impossível ou excessivamente difícil.
IV – A decisão do juiz de atribuir o ônus da prova de modo diverso deverá ser proferida após a 
abertura da instrução e sempre implicará no adiamento da audiência, independentemente do 
requerimento da parte, possibilitando provar fatos por qualquer meio em direito admitido.
Está correto o que consta APENAS em
a) I e IV.
b) I e II.
c) II, III e IV.
d) II e III.
e) I e III.
I – Errada. A fundamentação da decisão deve ser feita desde logo, para que as partes 
conheçam as razões que levam o juiz a concluir que uma delas terá maior facilidade de 
produzir determinada prova.
II – Certa. É a regra do art. 818, § 2º, da CLT.
III – Certa. É a regra do art. 818, § 3º, da CLT.
IV – Errada. O adiamento da audiência somente ocorrerá se a parte envolvida requerê-lo.
Letra d.
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035. 035. (FCC/TRT – 21ª REGIÃO (RN)/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA/2017) Acerca do ônus 
da prova e da revelia e confissão no Processo do Trabalho, conforme Lei n. 13.467/2017, considere:
I – Cabe ao reclamante o ônus de provar os fatos constitutivos de seu direito e ao reclamado 
a prova dos fatos modificativos, extintivos e impeditivos, podendo o juiz inverter essa 
disposição se verificar que uma parte tenha maior facilidade de produzir a prova.
II – É dever do juiz, na aferição do ônus probatório, atribuir a cada parte seu encargo no 
tocante à produção de provas, levando em conta critérios de facilidade e dificuldade de a 
parte se desincumbir de seu ônus.
III – A ausência do reclamado em audiência implicará na decretação de sua revelia e confissão 
quanto à matéria de fato, salvo, por exemplo, se a petição inicial estiver desacompanhada 
de instrumento que a lei considere indispensável à prova do ato.
IV – É facultado ao juízo, ainda que ausente o reclamado em audiência, mas presente o seu 
advogado ao ato, a aceitação da contestação e os documentos eventualmente apresentados, 
com o fim de evitar os efeitos da confissão.
Está correto o que consta APENAS em
a) I e III.
b) II e III.
c) II e IV.
d) I e IV.
e) III e IV.
I – Certa. Este item consiste na conjugação das regras do art. 818, caput e § 1º, da CLT.
II – Errada. Tal incumbência é apenas uma faculdade do juiz, e não um dever.
III – Certa. Se a petição inicial estiver desacompanhada de instrumento que a lei considere 
indispensável à prova do ato, os efeitos da confissão não serão produzidos (art. 844, § 4º, 
inciso III, da CLT).
IV – Errada. Os erros estão em dois pontos. O primeiro está em dizer que a finalidade dessa 
aceitação é o impedimento da confissão; não é, embora, de fato, reduza os efeitos da 
confissão (estudamos isso na aula sobre as Audiências). O segundo está em dizer que o juiz 
tem a “faculdade” de aceitar a defesa e os documentos; na verdade, ele tem o deverlegal 
de aceitá-los (art. 844, § 5º, CLT).
Letra a.
036. 036. (CESPE/PGM – MANAUS-AM/PROCURADOR DO MUNICÍPIO/2018) Em relação à 
competência da justiça do trabalho, à revelia e às provas no processo do trabalho, julgue 
o item que se segue.
Caso servidor público civil tenha de depor como testemunha em hora de serviço, o juiz deverá 
oficiar ao chefe da repartição, requisitando o servidor para comparecer à audiência designada.
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É a regra literal do art. 823 da CLT.
Certo.
037. 037. (CESPE/DPU/DEFENSOR PÚBLICO FEDERAL/2017) A respeito da resposta do reclamado 
e do ônus da prova no processo do trabalho, julgue o item a seguir.
Situação hipotética: Ao prestar assistência jurídica a um necessitado, a DP ajuizou reclamação 
trabalhista fundamentada na irregularidade dos depósitos do FGTS e alegou que o ônus 
da prova era do empregador. Assertiva: Nessa situação, foi correta a atuação da DP: o 
empregador tem o ônus da prova em relação à regularidade dos depósitos do FGTS, pois o 
pagamento é fato extintivo do direito do autor.
Esta é a regra da Súmula 461 do TST.
Certo.
038. 038. (QUADRIX/SEDF/PROFESSOR – DIREITO/2017) A respeito do Direito Processual do 
Trabalho, julgue o item que se segue.
Tomando‐se por base o sistema de produção das provas no direito processual trabalhista, 
é correto dizer que a confissão pode ser real ou ficta, sendo a primeira uma presunção 
absoluta e a segunda uma presunção relativa que pode ser elidida por outras provas 
existentes nos autos.
Lembra da regra que estudamos em aula?
Confissão real = Presunção Absoluta de Veracidade.
Confissão ficta = Presunção Relativa de Veracidade.
Certo.
039. 039. (CESP/PGE-BA/PROCURADOR DO ESTADO/2014) No processo trabalhista, a contradita 
consiste na denúncia, pela parte interessada, dos motivos que impedem ou tornam suspeito o 
depoimento da testemunha, e o momento processual oportuno de a parte oferecer a contradita 
da testemunha ocorre logo após a qualificação desta, antes de o depoente ser compromissado.
É exatamente no momento da qualificação que a contradita deve ser apresentada (art. 
457, § 1º, CPC).
Certo.
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040. 040. (CESPE/IEMA (ES)/ADVOGADO/2007) Em face da presunção juris tantum decorrente 
das anotações apostas pelo empregador na carteira profissional do empregado, é possível a 
produção de provas pelo empregado em processo judicial com a finalidade de desconstituir 
anotação de data de admissão que não corresponda à realidade.
Como estudamos, as anotações feitas na CTPS do empregado constituem presunção 
relativa de veracidade ( juris tantum), e podem ser confrontadas por outras provas. É a 
regra da Súmula 12 do TST: As anotações apostas pelo empregador na carteira profissional 
do empregado não geram presunção “juris et de jure”, mas apenas “juris tantum”.
Certo.
041. 041. (CESPE/PGM – CAMPO GRANDE-MS/PROCURADOR MUNICIPAL/2019) À luz da 
jurisprudência consolidada do Tribunal Superior do Trabalho, julgue o próximo item, a 
respeito de mandado de segurança e dissídio coletivo.
Situação hipotética: Pedro ajuizou reclamação trabalhista pedindo que a empresa da 
qual fora empregado fosse condenada a pagar-lhe adicional de insalubridade. Diante da 
necessidade de perícia para caracterizar e classificar a insalubridade, o juiz determinou 
que a empresa fizesse um depósito prévio para garantir o pagamento dos honorários 
periciais. Assertiva: Nessa situação, admite-se mandado de segurança contra o ato judicial 
de exigência do depósito.
A exigência do depósito prévio é feita mediante decisão interlocutória ou despacho, que 
não são recorríveis de imediato. Logo, cabe mandado de segurança, conforme a OJ n. 98 
da SDI-II do TST:
JURISPRUDÊNCIA
É ilegal a exigência de depósito prévio para custeio dos honorários periciais, dada a 
incompatibilidade com o processo do trabalho, sendo cabível o mandado de segurança 
visando à realização da perícia, independentemente do depósito.
Certo.
042. 042. (QUADRIX/CRM-PR/ADVOGADO/2018) Com base no entendimento jurisprudencial do 
TST, julgue o próximo item.
A testemunha não pode ser considerada como suspeita pelo simples fato de estar litigando 
contra o mesmo empregador no processo em que arrolada.
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Trata-se da exata regra da Súmula 357 do TST:
JURISPRUDÊNCIA
Não torna suspeita a testemunha o simples fato de estar litigando ou de ter litigado 
contra o mesmo empregador.
Certo.
043. 043. (CESPE/EMAP/ANALISTA PORTUÁRIO – ÁREA JURÍDICA/2018) Carla Lopes ajuizou 
reclamação trabalhista contra sua ex-empregadora, Supermercados Onofre, que, há seis 
meses, demitiu três de seus dezoito empregados, entre eles, Carla. Em sua petição inicial, 
ela requereu valores devidos em razão de verbas rescisórias pagas a menor, adicional de 
insalubridade nunca pago ao longo do contrato de trabalho e danos morais decorrentes 
de assédio moral. Nessa reclamatória, foi atribuído como valor da causa o importe de 
cinquenta mil reais.
Acerca dessa situação hipotética, julgue o item que segue.
Carla poderá indicar como testemunhas ex-empregados da empresa. No entanto, a testemunha 
que tiver ajuizado ação contra a mesma reclamada poderá ser contraditada pela parte contrária 
e seu depoimento poderá ser tomado apenas na condição de informante do juízo.
De acordo com a Súmula 357 do TST,
JURISPRUDÊNCIA
Não torna suspeita a testemunha o simples fato de estar litigando ou de ter litigado 
contra o mesmo empregador.
Errado.
044. 044. (CESPE/FUNPRESP-JUD/ANALISTA – DIREITO/2016) À luz da legislação vigente em 
processo do trabalho e das súmulas do TST, julgue o próximo item.
Prova já constituída nos autos pode ser utilizada para confrontar confissão ficta, e o 
indeferimento de provas posteriores não implicará cerceamento de defesa.
Trata-se da regra consolidada na Súmula 74, item II, do TST:
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JURISPRUDÊNCIA
A prova pré-constituída nos autos pode ser levada em conta para confronto com 
a confissão ficta (art. 443, I, CPC/2015), não implicando cerceamento de defesa o 
indeferimento de provas posteriores.
Certo.
045. 045. (CESPE/PGE-BA/PROCURADOR DO ESTADO/2014) Em relação ao direito processual do 
trabalho, julgue os itens a seguir.
Dada a celeridade, que fundamenta o procedimento sumaríssimo, a CLT não admite o 
deferimento e a realização de prova técnica pericial.
O procedimento sumaríssimoadmite, sim a prova pericial, somente condicionando seu 
deferimento a quando a prova do fato o exigir, ou quando a perícia for legalmente imposta 
(como no caso de insalubridade ou periculosidade). É a regra do art. 852-H, § 4º, da CLT.
Errado.
046. 046. (CESPE/PREFEITURA DE FORTALEZA-CE/PROCURADOR DO MUNICÍPIO/2017) A respeito 
da competência, das provas e do procedimento sumaríssimo na justiça do trabalho, julgue 
o item que se segue.
Em lides que possuem objetos e procuradores distintos, torna-se suspeita a testemunha 
que estiver litigando ou que tenha litigado contra esse mesmo empregador.
De acordo com a Súmula 357 do TST,
JURISPRUDÊNCIA
Não torna suspeita a testemunha o simples fato de estar litigando ou de ter litigado 
contra o mesmo empregador.
Errado.
047. 047. (CESPE/SERPRO/ANALISTA – ADVOCACIA/2010) Quanto ao procedimento sumaríssimo, 
julgue os itens a seguir.
Quando deferida a prova técnica, as partes são intimadas a manifestar-se acerca do laudo 
pericial no prazo comum de dez dias.
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O prazo, na verdade, é comum de 20 dias, conforme o art. 852-H, § 6º, da CLT.
Errado.
048. 048. (CESPE/BRB/ADVOGADO/2010) Com relação ao direito processual do trabalho, julgue 
os itens seguintes.
Na hipótese de justo impedimento para sua oportuna apresentação, o TST admite, 
excepcionalmente, a juntada de documentos por qualquer das partes na fase recursal.
O TST, na Súmula n. 8, possibilita a produção de provas em fase recursal em duas hipóteses. 
Confira a redação literal: “A juntada de documentos na fase recursal só se justifica quando 
provado o justo impedimento para sua oportuna apresentação ou se referir a fato posterior 
à sentença.”.
Certo
049. 049. (CESPE/PGM/CAMPO GRANDE-MS/PROCURADOR MUNICIPAL/2019) De acordo com 
a legislação processual trabalhista, julgue o seguinte item, relativos ao jus postulandi, à 
reclamação e às provas no processo do trabalho.
No processo trabalhista, para comparecer à audiência, as testemunhas serão 
previamente intimadas.
Como regra, as testemunhas não são intimadas. A intimação só ocorre para as que não 
comparecerem. No procedimento sumaríssimo, ademais, a intimação somente será efetuada 
se a parte interessada no depoimento comprovar que convidou a respectiva testemunha.
Errado.
050. 050. (CESPE/PGE-ES/PROCURADOR DO ESTADO/2008) De acordo com a jurisprudência do 
TST, julgue os itens a seguir, referentes ao ônus da prova no processo trabalhista.
O ônus de provar o término do contrato de trabalho, quando negados a prestação de serviço 
e o despedimento, é do empregador, pois o princípio da continuidade da relação de emprego 
constitui presunção favorável ao empregado.
A questão cobrou o entendimento literal da Súmula 212 do TST:
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JURISPRUDÊNCIA
O ônus de provar o término do contrato de trabalho, quando negados a prestação 
de serviço e o despedimento, é do empregador, pois o princípio da continuidade da 
relação de emprego constitui presunção favorável ao empregado.
Certo.
051. 051. (CESPE/FUNPRESP-JUD/ANALISTA – DIREITO/2016) À luz da legislação vigente em 
processo do trabalho e das súmulas do TST, julgue o próximo item.
Os honorários do perito assistente devem ser pagos pela parte que tiver utilizado seus 
serviços. O perito judicial, por outro lado, será remunerado pela parte sucumbente na 
pretensão do objeto da perícia, salvo se beneficiária da justiça gratuita.
Originalmente, a questão era certa. Após a Reforma Trabalhista, ela deve ser considerada 
errada, pois o beneficiário da justiça gratuita também deverá ter seus créditos abatidos 
para a quitação de honorários periciais, quando sucumbente na pretensão objeto da perícia. 
É a regra do art. 790-B, caput, da CLT: “A responsabilidade pelo pagamento dos honorários 
periciais é da parte sucumbente na pretensão objeto da perícia, ainda que beneficiária da 
justiça gratuita.”.
Errado.
052. 052. (CESPE/FUNPRESP-EXE/ESPECIALISTA – ÁREA JURÍDICA/2016) A respeito das provas 
no processo do trabalho, julgue o item a seguir.
Quarenta e oito horas após a postagem, presume-se recebida a notificação, cabendo à 
parte destinatária comprovar o não recebimento.
É a regra de ônus da prova estabelecida na Súmula 16 do TST:
JURISPRUDÊNCIA
Presume-se recebida a notificação 48 (quarenta e oito) horas depois de sua postagem. 
O seu não recebimento ou a entrega após o decurso desse prazo constitui ônus de 
prova do destinatário.
Certo.
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053. 053. (FGV/OAB/2018) Em sede de reclamação trabalhista, o autor forneceu o endereço da ré 
na inicial, para o qual foi expedida notificação citatória. Decorridos cinco dias da expedição 
da citação, não tendo havido qualquer comunicado ao juízo, houve a realização da audiência, 
à qual apenas compareceu o autor e seu advogado, o qual requereu a aplicação da revelia e 
confissão da sociedade empresária-ré. O juiz indagou ao advogado do autor o fundamento 
para o requerimento, já que não havia nenhuma referência à citação no processo, além da 
expedição da notificação.
Diante disso, na qualidade de advogado do autor, à luz do texto legal da CLT, assinale a 
opção correta.
a) Presume-se recebida a notificação 48h após ser postada, sendo o não recebimento ônus 
de prova do destinatário.
b) A mera ausência do réu, independentemente de citado ou não, enseja revelia e confissão.
c) Descabe o requerimento de revelia e confissão se não há confirmação no processo do 
recebimento da notificação citatória.
d) O recebimento da notificação é presunção absoluta; logo, são cabíveis de plano a revelia 
e a confissão.
Conforme a Súmula 16 do TST,
JURISPRUDÊNCIA
Presume-se recebida a notificação 48 (quarenta e oito) horas depois de sua postagem. 
O seu não recebimento ou a entrega após o decurso desse prazo constitui ônus de 
prova do destinatário.
Ademais, a efetiva citação (notificação) do reclamado é condição de validade de todo o processo.
Letra a.
054. 054. (CESPE/SEAD-SE (FPH)/PROCURADOR/2009) Uma testemunha que também esteja 
litigando contra a mesma empresa deve ser considerada como suspeita pelo juiz, em razão 
do interesse direto no resultado do feito.
De acordo com a Súmula 357 do TST,
JURISPRUDÊNCIA
Não torna suspeita a testemunha o simples fato de estar litigando ou de ter litigado 
contra o mesmo empregador.
Errado.
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055. 055. (CESPE/TRT – 17ª REGIÃO(ES)/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA – EXECUÇÃO DE 
MANDADOS/2009) A respeito dos atos, termos e prazos processuais, julgue os itens a seguir.
Presume-se recebida a notificação 72 horas depois de sua postagem. O não recebimento 
ou a entrega após o decurso desse prazo constitui ônus de prova do destinatário.
O prazo após o qual se estabelece a presunção relativa de recebimento é de 48 horas 
(Súmula 16 do TST).
Errado.
056. 056. (VUNESP/PREFEITURA DE PIRACICABA-SP/PROCURADOR JURÍDICO/2023) Das provas 
no processo do trabalho, assinale a alternativa em consonância com entendimento de 
sumula do TST.
a) O ônus de provar o término do contrato de trabalho, quando negados a prestação de 
serviço e o despedimento, é do empregado.
b) O pagamento de adicional de periculosidade efetuado por mera liberalidade da empresa, 
ainda que de forma proporcional ao tempo de exposição ao risco ou em percentual inferior 
ao máximo legalmente previsto, não dispensa a realização da prova técnica exigida pelo 
artigo 195 da CLT.
c) É do empregado o ônus da prova em relação à regularidade dos depósitos do FGTS, pois 
o pagamento não é fato extintivo do direito do autor.
d) É do empregador o ônus de comprovar que o empregado não satisfaz os requisitos 
indispensáveis para a concessão do vale-transporte ou não pretenda fazer uso do benefício.
e) É do empregado o ônus da prova do fato impeditivo, modificativo ou extintivo da 
equiparação salarial.
A questão cobra apenas os entendimentos sumulados do TST sobre ônus da prova.
a) Errada. Tal ônus é do empregador (Súmula 212 do TST).
b) Errada. A Súmula 453 do TST dispensa a perícia em tal hipótese.
c) Errada. Tal ônus é do empregador (Súmula 461 do TST).
d) Certa. É o entendimento fixado na Súmula 460 do TST.
e) Errada. Tal ônus é do empregador (Súmula 6, VIII, do TST).
Letra d.
057. 057. (FGV/TST/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2023) Em determinada audiência; comparece 
para depor uma testemunha que não falava o idioma nacional, tratando-se de idioma 
com pouquíssimos falantes no país. Por coincidência, dominando-o o juiz fluentemente, 
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resolve então dispensar intérprete e prosseguir com a oitiva da testemunha. O advogado 
da empresa insurgiu-se imediatamente contra essa decisão do juiz, dizendo que ela seria 
arbitrária e que as partes ficariam a depender das traduções e interpretações do juiz, sem 
saber se eram ou não fidedignas. Disse ainda que não participaria da audiência, se assim 
prosseguisse o juiz, sem nomear intérprete, e retirou-se da sala em seguida.
Quanto à conduta do advogado, é correto afirmar que foi:
a) errada quanto ao intérprete;
b) certa quanto ao intérprete;
c) errada quanto ao intérprete e abusiva quanto à saída da sala;
d) certa quanto ao intérprete e também quanto à saída, para obrigar o juiz a adiar a audiência;
e) errada quanto ao intérprete e prejudicial à parte que assistia.
O intérprete deve ser nomeado pelo juiz dentre pessoas de sua confiança. No entanto, 
não pode o juiz ficar concentrado na tarefa de traduzir o teor das falas das partes ou das 
testemunhas, porque o acesso aos teores literais das falas e ao processo de tradução pelas 
partes, independentemente de atuação judicial direta, é inerente à garantia do contraditório 
e da ampla defesa, bem como à tutela da imparcialidade do juiz. Logo, não pode o próprio 
juiz realizar a tradução.
Letra b.
058. 058. (VUNESP/CAMPREV-SP/PROCURADOR/2023) De acordo com as súmulas do TST, quanto 
a prova do direito processual trabalhista, assinale a alternativa correta.
a) A prova pré-constituída nos autos pode ser levada em conta para confronto com a confissão 
ficta, não implicando cerceamento de defesa o indeferimento de provas posteriores.
b) A vedação à produção de prova posterior pela parte confessa não se aplica somente a 
ela, afetando, ainda que indiretamente, o exercício, pelo magistrado, do poder/dever de 
conduzir o processo.
c) É do empregado o ônus da prova do fato impeditivo, modificativo ou extintivo da 
equiparação salarial.
d) É do empregado o ônus da prova em relação à regularidade dos depósitos do FGTS, pois 
o pagamento é fato extintivo de direito.
e) A presunção de veracidade da jornada de trabalho, salvo se prevista em instrumento 
normativo, pode ser elidida por prova em contrário.
a) Certa. É o entendimento fixado na Súmula 74, II, do TST.
b) Errada. A vedação à produção de prova posterior pela parte confessa somente a ela se 
aplica, não afetando o exercício, pelo magistrado, do poder/dever de conduzir o processo 
(Súmula 74, III, TST).
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c) Errada. Tal ônus é do empregador (Súmula 6, VIII, do TST).
d) Errada. Tal ônus é do empregador (Súmula 461 do TST).
e) Errada. A presunção de veracidade da jornada de trabalho, ainda que prevista em 
instrumento normativo, pode ser elidida por prova em contrário (Súmula 338, II, TST).
Letra a.
059. 059. (CEBRASPE/PGE-ES/PROCURADOR DO ESTADO/2023) No rito ordinário de uma ação 
trabalhista normal, cada uma das partes
a) só poderá indicar duas testemunhas, que comparecerão à audiência de instrução e 
julgamento independentemente de intimação.
b) não poderá indicar mais de três testemunhas, que comparecerão à audiência de instrução 
e julgamento independentemente de intimação.
c) poderá indicar até cinco testemunhas, que comparecerão à audiência de instrução e 
julgamento após a devida intimação.
d) poderá indicar até dez testemunhas, que comparecerão à audiência de instrução e 
julgamento após a devida intimação.
e) não poderá indicar mais de seis testemunhas, que comparecerão à audiência de instrução 
e julgamento após a devida intimação.
A questão limitou-se a cobrar o número máximo de testemunhas do rito ordinário: três 
(art. 821 da CLT).
Letra b.
060. 060. (VUNESP/PRUDENCO/ADVOGADO PLENO/2022) Nos casos previstos em lei ou diante 
de peculiaridades da causa relacionadas à impossibilidade ou à excessiva dificuldade de 
cumprir o encargo, ou ainda à maior facilidade de obtenção da prova do fato contrário, 
poderá o juízo atribuir o ônus da prova de modo diverso à regra geral, caso em que deverá 
dar à parte a oportunidade de se desincumbir do ônus que lhe foi atribuído. Essa decisão:
a) deverá ser fundamentada, proferida antes da abertura da instrução e a requerimento 
da parte.
b) independentemente de ser fundamentada, deverá ser proferida durante a fase de 
instrução e a requerimento da parte.
c) dispensa fundamentação, mas deverá ser proferida durante a fase de instrução, 
independentemente de requerimento das partes.
d) não poderá implicar adiamento de audiência.
e) deverá ser fundamentada, proferida até a data do julgamento, independentemente de 
requerimento das partes.
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Gustavo Deitos
A questão é limitada à cobrança do art. 818, § 2º, da CLT.Letra a.
061. 061. (FCC/TRT – 22ª REGIÃO (PI)/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA/2022) Na 
reclamação trabalhista movida por Júlia em face de Agência de Turismo Águas Azuis Ltda., foi 
alegada a prestação de serviços por três meses, sem o devido registro em CTPS, pleiteando 
Júlia o reconhecimento de vínculo de emprego. Ainda, disse que chegou para trabalhar em 
uma 2ª-feira e foi informada que não mais precisavam de sua prestação de serviços no 
local, razão pela qual também requer a condenação da empresa no pagamento das verbas 
rescisórias devidas, pois nada recebeu. Na contestação apresentada, a reclamada negou 
que Júlia lhe tivesse prestado quaisquer serviços, não tendo direito, nesse caso, a verba 
rescisória, pois não houve dispensa. De acordo com a CLT e a jurisprudência sumulada do TST,
a) cabe à Agência de Turismo Águas Azuis Ltda. provar que não houve prestação de serviços 
e que não houve a dispensa de Júlia, por vigorar, no processo do trabalho, o princípio do 
in dubio pro misero.
b) Júlia terá que comprovar com testemunhas, documentos ou outros meios de prova a 
prestação de serviços para ter direito ao vínculo empregatício e registro em CTPS; outrossim, 
é da reclamada o ônus da prova de que não houve dispensa de Júlia e, sim, no caso de 
reconhecimento de vínculo empregatício, que a mesma pediu sua demissão, tendo em vista 
o princípio da realidade dos fatos.
c) cabe a Júlia provar tanto a prestação de serviços com os requisitos para o reconhecimento 
de vínculo de emprego, por todos os meios de provas em direito admitidos, quanto a 
dispensa sem justa causa, pois são considerados fatos constitutivos do direito do autor, 
uma vez por ele alegados.
d) o ônus de provar o término do contrato de trabalho passa a ser da reclamada, uma vez 
negada a prestação de serviços e o despedimento, tendo em vista o princípio da continuidade 
da relação de emprego, que constitui presunção favorável à empregada.
e) o ônus da prova de que não houve relação de emprego passa a ser da reclamada, pois, por 
terem sido prestados serviços por três meses, caracteriza-se como contrato de experiência 
que não pode ser verbal, exigindo a lei que seja por escrito, acarretando, portanto, presunção 
relativa de veracidade dos fatos alegados na inicial.
A resposta à questão é totalmente centralizada na Súmula 212 do TST, em iguais termos: negativa 
de prestação de serviços e despedimento, e princípio da continuidade da relação de emprego.
Letra d.
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062. 062. (FCC/TRT – 23ª REGIÃO (MT)/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA/2022) O 
reclamante em determinada reclamação trabalhista arrolou como testemunha um ex-
colega de trabalho que é mudo. Nessa hipótese, conforme prevê a Consolidação das Leis 
do Trabalho, o juiz deverá nomear intérprete
a) desde que a testemunha não saiba escrever, sendo as despesas decorrentes a cargo do 
autor, que é quem arrolou a testemunha.
b) desde que a testemunha não saiba escrever, sendo as despesas decorrentes a cargo da 
parte sucumbente, salvo se beneficiária da Justiça Gratuita.
c) independente de a testemunha saber escrever, por força do princípio da oralidade do 
Processo do Trabalho, sendo as despesas decorrentes a cargo do autor, que é quem arrolou 
a testemunha.
d) independente de a testemunha saber escrever, por força do princípio da oralidade do 
Processo do Trabalho, sendo as despesas decorrentes a cargo da parte sucumbente, salvo 
se beneficiária da Justiça Gratuita.
e) desde que a testemunha não saiba escrever, sendo as despesas decorrentes a cargo da 
reclamada, eis que, por princípio, teria dado causa à propositura da ação.
A nomeação de intérprete pode ocorrer inclusive quando se tratar de surdo-mudo, ou de 
mudo que não saiba escrever (art. 819, § 1º, CLT). Conforme o § 2º do mesmo artigo, “as 
despesas decorrentes do disposto neste artigo correrão por conta da parte sucumbente, 
salvo se beneficiária de justiça gratuita”.
Letra b.
063. 063. (FCC/TRT – 9ª REGIÃO (PR)/TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA/2022) Antes 
de ingressar na sala de audiência, o preposto da Empresa reclamada avisa seu advogado 
que a testemunha trazida pelo autor trabalhou na empresa por 4 anos; frequentava a casa 
do autor; tendo sido, inclusive, padrinho de batismo do filho do reclamante. Diante de tais 
fatos, o advogado da empresa reclamada poderá
a) requerer, após sua qualificação e compromisso, que a testemunha seja ouvida como informante.
b) requerer o adiamento da audiência para provar o impedimento da testemunha.
c) contraditar a testemunha por ser amigo íntimo do autor, após sua qualificação, mas 
antes de prestar o compromisso legal.
d) requerer a imediata prisão da testemunha pela prática de crime de falso testemunho.
e) aguardar o depoimento da testemunha para, ao final, arguir seu impedimento.
O art. 829 da CLT esclarece que a testemunha com contradita acolhida, inclusive por amizade 
íntima, não presta compromisso.
Letra c.
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064. 064. (FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XLIII – PRIMEIRA FASE/2025) Em sede de 
reclamação trabalhista, você é advogado(a) da parte autora, um ex-empregado de uma 
sociedade empresária. No curso da instrução, após ser ouvida uma testemunha da ré, o 
advogado da parte contrária requereu a oitiva da segunda testemunha, que estava sentada 
dentro da sala de audiência, tendo presenciado o curso da instrução até aquele momento.
Apesar da sua manifestação em sentido contrário, o Juiz deferiu a produção da prova, 
prosseguindo com a instrução, sendo certo que permitiu que o advogado da parte ré 
interrogasse diretamente a testemunha, o que causava o risco de indução de respostas.
A fim de assegurar o bom curso da instrução probatória, assinale a afirmativa que apresenta 
a ação que você, corretamente, assumiu na defesa do interesse de seu cliente.
a) Interpor reclamação correicional imediatamente, o que acarretará na suspensão da audiência.
b) Interpor agravo de instrumento contra a decisão de prosseguimento na instrução, 
acarretando a suspensão do processo.
c) Lavrar protesto quanto à presença da testemunha na sala de audiência durante a instrução, 
mas não há irregularidade quanto à forma de inquirição.
d) Consignar protestos pela contaminação do depoimento da segunda testemunha da ré, 
bem como pela inquirição direta da testemunha, na primeira oportunidade de se manifestar 
em audiência.
Consignar protestos significa manifestar-se contra possível nulidade, a fim de evitar sua 
preclusão. A inquirição direta da testemunha, se não impugnada, convalesce, uma vez 
que a nulidade dependerá de que se demonstre a decorrência de prejuízos processuais a 
partir dessa forma alternativa de inquirição. O advogado, portanto, deve ficar atento e 
manifestar-se a respeito desse ponto imediatamente.
Letra d.
065. 065. (FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XLIII – PRIMEIRA FASE/2025) Você, na qualidade de 
advogado(a) de Pedro, ajuizou reclamação trabalhista em face da indústria de calçados Guanabara.
Pedro trabalhou para a sociedade empresária ré, entre os anos de 2018 e 2022, e afirma que 
não recebeu o 13º salário de 2021 e que trabalhava cerca de 10 horas por dia. Você ajuizou 
reclamaçãotrabalhista, pretendendo o pagamento do 13º salário de 2021 e as horas extras.
A ex-empregadora apresentou defesa, aduzindo que pagou o 13º salário, que, conforme 
cartões de ponto juntados, Pedro não realizava horas extras e sua jornada estava prevista 
em norma coletiva da categoria. Na qualidade de advogado(a) de Pedro, você impugnou 
os cartões de ponto argumentando que não refletiam o real horário laborado, sendo certo 
que os documentos mostram horários variados de início e fim da jornada.
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Acerca do ônus da prova que incumbirá ao seu cliente, de acordo com a CLT, e o entendimento 
jurisprudencial consolidado do TST, assinale a afirmativa correta.
a) O ônus da prova do pagamento do 13º salário caberá à ré e, o das horas extras, ao autor.
b) A ré deverá provar o pagamento do 13º salário, assim como a inexistência das horas 
extras, uma vez que os controles de ponto foram impugnados.
c) Em razão da variação de horários registrada nos cartões de ponto, o ônus da prova recairá 
sobre a ré para as horas extras, bem como para o 13º salário, já que o pagamento é fato 
extintivo da obrigação.
d) Dada a variação de horários, há presunção absoluta da validade da jornada indicada nos 
cartões de ponto, tendo a ré se desincumbido do ônus. Cabe à ré a prova do pagamento 
do 13º salário, por ser fato extintivo da obrigação.
O art. 818 da CLT é o ponto central da questão. Como a reclamada afirmou ter feito o 
pagamento do 13º salário, atraiu o ônus de provar o fato extintivo (pagamento) do direito 
do reclamante. Por outro lado, como a reclamada juntou os cartões de ponto, cabe ao 
reclamante demonstrar que os horários neles consignados não refletem a verdade dos fatos.
Letra a.
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	Sumário
	Apresentação
	Provas no Processo do Trabalho
	1. Princípios do Direito Probatório (Direito da Prova)
	2. Disposições sobre Provas na CLT
	2.1. Multa à Testemunha
	3. Principais Espécies de Provas Cabíveis no Processo do Trabalho
	3.1. Depoimento Pessoal (Interrogatório)
	3.2. Confissão
	3.3. Prova Documental
	3.4. Provas Testemunhal e Pericial
	3.5. Inspeção Judicial
	3.6. Acareação
	3.7. Ata notarial
	4. Incidente de Falsidade
	5. Honorários Periciais
	5.1. Honorários do Perito X Honorários do Intérprete
	6. Súmulas e OJs do TST sobre o Conteúdo
	Questões de Concurso
	Gabarito
	Gabarito Comentadodas partes prove o fato. A grosso modo, não é possível curar uma doença e 
gerar outra.
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Gustavo Deitos
 Obs.: desincumbir-se do ônus significa nada mais que atender ao dever decorrente do 
ônus. Se o reclamante deve desincumbir-se do ônus de provar que foi agredido, 
ele estará se desincumbindo ao levar uma testemunha que presenciou a agressão. 
Está atendendo ao dever de prova decorrente do ônus probatório.
Art. 819. O depoimento das partes e testemunhas que não souberem falar a língua nacional 
será feito por meio de intérprete nomeado pelo juiz ou presidente.
§ 1º Proceder-se-á da forma indicada neste artigo, quando se tratar de surdo-mudo, ou de 
mudo que não saiba escrever.
§ 2º As despesas decorrentes do disposto neste artigo correrão por conta da parte sucumbente, 
salvo se beneficiária de justiça gratuita.
O intérprete é, em essência, um perito. O conhecimento técnico deste perito-intérprete, 
ao contrário dos outros, será destinado não à prova, mas, sim, à alegação.
O intérprete será nomeado somente se não for possível à parte expor suas alegações 
por outro modo. Se ela for muda mas souber escrever, não será nomeado intérprete.
Geralmente, os intérpretes traduzem as falas de reclamantes estrangeiros, pessoas com 
deficiência que se comuniquem pela Língua Brasileira de Sinais (Libras), surdos-mudos e 
quaisquer outras pessoas impossibilitadas de falar a língua portuguesa e/ou de escrevê-la.
O ônus de pagar os honorários do perito-intérprete sofreu importantíssima modificação 
pela Lei n. 13.660/2018, a mais recente a alterar a CLT. Agora, tais honorários são pagos 
pela parte que for vencida no processo (sucumbente).
Você sabe: tudo o que é muito novo, muito recente, é de altíssima probabilidade de 
cobrança na prova!
A identificação da parte vencida obedecerá à mesma lógica empregada na determinação 
de pagamento das custas processuais: o reclamante é vencido se perder tudo, enquanto 
o reclamado é vencido de perder algum pedido.
Esse ônus não existirá se a parte vencida (sucumbente) for beneficiária da justiça 
gratuita. Neste ponto, o legislador foi mais sutil que nos outros, relativos a custas e 
honorários periciais.
Art. 820. As partes e testemunhas serão inquiridas pelo juiz ou presidente, podendo ser 
reinquiridas, por seu intermédio, a requerimento dos vogais, das partes, seus representantes 
ou advogados.
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A sistemática adotada no processo do trabalho para coleta de prova testemunhal 
chama-se Sistema Presidencial ou Sistema Indireto de coleta. É bem diferente do que se 
vê no processo civil, onde as partes questionam as testemunhas diretamente.
No processo do trabalho, a regra é de que somente o juiz pode fazer perguntas à 
testemunha. O juiz faz as suas perguntas, e as partes e advogados formulam suas perguntas 
ao juiz, que poderá direcioná-las à testemunha com um conjunto de palavras mais acessível, 
sem desvirtuar o conteúdo e a finalidade da pergunta.
DICA
as respostas da testemunha serão transcritas na ata de 
audiência . logo, devem os advogados ficar muito atentos 
às palavras e frases inseridas na ata, para evitar futuras 
interpretações incorretas por parte do juiz, do assessor ou 
dos desembargadores e ministros em grau recursal .
Art. 821. Cada uma das partes não poderá indicar mais de 3 (três) testemunhas, salvo quando 
se tratar de inquérito, caso em que esse número poderá ser elevado a 6 (seis).
O limite de três testemunhas por parte aplica-se às reclamações trabalhistas que 
tramitam sob o rito ordinário. O rito sumaríssimo, criado somente no ano de 2000, comporta 
o máximo de duas testemunhas por parte.
No inquérito judicial para apuração de falta grave – procedimento que será objeto 
de aula específica do nosso curso – comporta um limite máximo de seis testemunhas para 
cada parte.
Para te ajudar a memorizar o número de testemunhas por procedimento, apresento a 
ilustração abaixo:
Art. 822. As testemunhas não poderão sofrer qualquer desconto pelas faltas ao serviço, 
ocasionadas pelo seu comparecimento para depor, quando devidamente arroladas ou convocadas.
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A testemunha que for empregada de alguém, ou servidora pública, não poderá sofrer 
desconto em sua remuneração em razão da ausência ao trabalho para comparecimento 
em audiência, para depor.
Na prática, as testemunhas solicitam à Secretaria da Vara certidões atestando o 
comparecimento à audiência, com horário e data, para entregar ao empregador.
Art. 823. Se a testemunha for funcionário civil ou militar, e tiver de depor em hora de serviço, 
será requisitada ao chefe da repartição para comparecer à audiência marcada.
Servidores públicos dependem de requisito especial para poderem depor. Deve haver 
requisição ao superior hierárquico do servidor: aquele ao qual a testemunha estiver 
diretamente subordinada.
Art. 824. O juiz ou presidente providenciará para que o depoimento de uma testemunha não 
seja ouvido pelas demais que tenham de depor no processo.
As testemunhas que ainda não depuseram (ainda não falaram) não poderão ouvir o 
depoimento das testemunhas que prestarem o depoimento antes delas.
É possível que as testemunhas que já falaram ouçam as testemunhas seguintes. O que 
é proibido, sob pena de nulidade, é que as testemunhas ouçam depoimentos prestados 
antes do seu. Isso pode fazer com que a testemunha “amolde” suas palavras para depor, e 
a finalidade do processo do trabalho é buscar a verdade real.
Art. 825. As testemunhas comparecerão a audiência independentemente de notificação ou intimação.
Parágrafo único. As que não comparecerem serão intimadas, ex officio ou a requerimento da 
parte, ficando sujeitas a condução coercitiva, além das penalidades do art. 730, caso, sem motivo 
justificado, não atendam à intimação.
Estudamos a regra de intimação e condução coercitiva das testemunhas na aula sobre os 
Dissídios Individuais, onde tratamos a diferença entre procedimentos. Abaixo, apresentarei 
a ilustração dada em tal aula:
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Art. 826. É facultado a cada uma das partes apresentar um perito ou técnico.
Art. 827. O juiz ou presidente poderá arguir os peritos compromissados ou os técnicos, e rubricará, 
para ser junto ao processo, o laudo que os primeiros tiverem apresentado.
Cuidado: os artigos 826 e 827 estão eivados de lacunas ontológicas e axiológicas diante 
da nova sistemática do direitoprocessual. Explicarei o sentido que você deve extrair deles 
para sua prova.
Na verdade, as partes não indicam “peritos” propriamente ditos. Os peritos são nomeados 
só e exclusivamente pelo juiz.
O que as partes podem fazer é indicar Assistentes Técnicos. O assistente técnico é uma 
pessoa com conhecimento técnico na área relativa à matéria objeto da perícia.
EXEMPLO
Em caso de perícia médica para avaliar a (in)existência de doença ocupacional, o perito será 
um médico especialista na área da doença. Logo, o assistente técnico também deverá ser 
um médico especialista na área da doença.
O perito do juízo deve ser imparcial. O assistente técnico, no entanto, tem a função de 
auxiliar a parte que o contratou, acompanhando a realização da perícia, questionando os 
métodos do perito e seus resultados, de modo a poder elaborar parecer técnico que possa, 
também, influenciar o convencimento do magistrado.
Art. 828. Toda testemunha, antes de prestar o compromisso legal, será qualificada, indicando 
o nome, nacionalidade, profissão, idade, residência, e, quando empregada, o tempo de serviço 
prestado ao empregador, ficando sujeita, em caso de falsidade, às leis penais.
Parágrafo único. Os depoimentos das testemunhas serão resumidos, por ocasião da audiência, 
pelo secretário da Junta ou funcionário para esse fim designado, devendo a súmula ser assinada 
pelo Presidente do Tribunal e pelos depoentes.
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Art. 829. A testemunha que for parente até o terceiro grau civil, amigo íntimo ou inimigo de 
qualquer das partes, não prestará compromisso, e seu depoimento valerá como simples informação.
A prova testemunhal, para ter este status, deve consistir em depoimento de pessoa 
qualificada e compromissada.
A qualificação consiste na indicação de:
• Nome;
• Nacionalidade;
• Profissão;
• Idade;
• Residência;
• Tempo de serviço prestado ao empregador, se for empregado(a).
O compromisso prestado pela testemunha é a concordância com o dever de dizer 
somente a verdade, sob pena de responsabilidade criminal (art. 458 do CPC). Concordando 
com esta condição, a pessoa poderá depor como testemunha, e seu depoimento terá status 
de prova testemunhal.
Aplicam-se subsidiariamente ao processo do trabalho as normas do CPC que classificam 
as testemunhas impedidas, incapazes e suspeitas. Veja o que dispõem os §§ 1º a 3º do art. 
447 do CPC:
§ 1º São incapazes:
I – o interdito por enfermidade ou deficiência mental;
II – o que, acometido por enfermidade ou retardamento mental, ao tempo em que ocorreram os 
fatos, não podia discerni-los, ou, ao tempo em que deve depor, não está habilitado a transmitir 
as percepções;
III – o que tiver menos de 16 (dezesseis) anos;
IV – o cego e o surdo, quando a ciência do fato depender dos sentidos que lhes faltam.
§ 2º São impedidos:
I – o cônjuge, o companheiro, o ascendente e o descendente em qualquer grau e o colateral, 
até o terceiro grau, de alguma das partes, por consanguinidade ou afinidade, salvo se o exigir o 
interesse público ou, tratando-se de causa relativa ao estado da pessoa, não se puder obter de 
outro modo a prova que o juiz repute necessária ao julgamento do mérito;
II – o que é parte na causa;
III – o que intervém em nome de uma parte, como o tutor, o representante legal da pessoa jurídica, 
o juiz, o advogado e outros que assistam ou tenham assistido as partes.
§ 3º São suspeitos:
I – o inimigo da parte ou o seu amigo íntimo;
II – o que tiver interesse no litígio.
Conhecendo a listagem acima (impedidos, suspeitos e incapazes de atuar como 
testemunha), já podemos estudar a figura do INFORMANTE.
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O art. 829 da CLT cita alguns sujeitos que, presumidamente, não são destinatários da 
confiança do juiz, em razão de não haver garantia de imparcialidade por parte deles. Tais 
sujeitos são:
• Amigo íntimo de alguma das partes;
• Inimigo de alguma das partes;
• Parente de até 3º grau civil de alguma das partes (pai, mãe, irmão, tio, sobrinho, 
avô/avó, bisavô/bisavó).
O depoimento prestado pelos sujeitos da lista acima não tem status de prova testemunhal: 
tem natureza de “simples informação”, que nada mais é que um conjunto de notícias dadas 
ao juiz, sem compromisso de que o depoente diga a verdade. Logo, se o depoente mentir, 
ele não cometerá crime de falso testemunho. Esta é a figura do informante.
Sempre que a testemunha trazida por uma parte for vista pela parte contrária como 
impedida, suspeita ou incapaz, a parte contrária poderá CONTRADITAR essa testemunha.
A contradita consiste na acusação de que a pessoa trazida para depor não detém os 
requisitos legais para ser testemunha. Ao contraditar, a parte que contradita deve demonstrar 
a causa de impedimento, suspeição ou incapacidade para depor como testemunha (amizade, 
parentesco, troca de favores, debilidade mental etc.).
O momento processual oportuno para a realização da contradita é no momento da 
qualificação da testemunha, de acordo com interpretação sistemática do art. 457, § 1º, 
do CPC, que trata da contradita no artigo referente à qualificação.
O juiz pode, livremente, formar seu convencimento. A informação também é um elemento 
probatório. A diferença é que a simples informação não tem status de prova testemunhal, 
que em tese é colhida com maior rigidez e com advertência de responsabilização penal, o 
que torna o depoimento presumidamente mais fidedigno.
De qualquer modo, o juiz pode dar o valor que pareça merecer a informação prestada pelo 
informante (art. 447, § 5º, CPC – citado abaixo).
Além dos sujeitos listados no art. 829 da CLT, também poderão depor como meros 
informantes os sujeitos impedidos, suspeitos e os menores assim classificados pelo art. 
447 do CPC. Veja o que dizem os §§ 4º e 5º do art. 447 do CPC:
§ 4º Sendo necessário, pode o juiz admitir o depoimento das testemunhas menores, impedidas 
ou suspeitas.
§ 5º Os depoimentos referidos no § 4º serão prestados independentemente de compromisso, 
e o juiz lhes atribuirá o valor que possam merecer.
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Não caia numa pegadinha da banca: o informante, de acordo com o CPC, é o sujeito impedido 
ou suspeito para depor como testemunha, além dos menores. Os menores são uma parte 
dos sujeitos incapazes de depor como testemunha.
Logo, estaria errada eventual afirmação de que o juiz pode ouvir os “incapazes” (genericamente”) 
como informantes, pois os demais incapazes têm essa condição justamente por não ser 
possível que eles falem com clareza (surdo-mudo, doente mental, pessoa sem discernimento, 
pessoa sem sentido corporal do qual dependa a narração do fato).
Art. 830. O documento em cópia oferecido para prova poderá ser declarado autêntico pelo 
próprio advogado, sob sua responsabilidade pessoal.
Parágrafo único. Impugnada a autenticidadeda cópia, a parte que a produziu será intimada para 
apresentar cópias devidamente autenticadas ou o original, cabendo ao serventuário competente 
proceder à conferência e certificar a conformidade entre esses documentos.
A princípio, a autenticação de cópias de documentos pode ser feita pelo próprio advogado, 
sem necessidade de mais formalidades. O advogado, dessa forma, responderá pessoalmente 
em caso de falsidade, fraude e/ou má-fé.
Se a parte contrária levantar a hipótese de a cópia não reproduzir fielmente o conteúdo 
do documento original, a parte que produziu a cópia será intimada para apresentar o 
documento original ou, ainda, outra cópia devidamente autenticada.
Nesse caso, o servidor que verificar a juntada do segundo documento (original ou 
autenticado) conferirá se, de fato, a cópia representa fielmente o conteúdo do documento 
original, comparando-os.
Em seguida, estudaremos o incidente de falsidade documental, regrado pelo CPC, cujo 
procedimento aplica-se subsidiariamente ao processo do trabalho.
2 .1 . MulTa À TesTeMuNha2 .1 . MulTa À TesTeMuNha
A Reforma Trabalhista teve outra novidade: a mesma multa estabelecida aos litigantes 
de má-fé pode ser aplicada às testemunhas, em determinadas situações. Tal multa é de 
1% a 10% sobre o valor corrigido da causa.
Abaixo, apresentarei as considerações feitas na aula sobre Nulidades a respeito desse 
novo instituto.
Art. 793-D. Aplica-se a multa prevista no art. 793-C desta Consolidação à testemunha que 
intencionalmente alterar a verdade dos fatos ou omitir fatos essenciais ao julgamento da causa.
Este artigo não trata, propriamente, de litigância de má-fé, pois a testemunha não é 
litigante, embora o ato por ela praticado seja de má-fé.
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Conforme Nery Junior, alteração da verdade dos fatos pode ser implementada de 
três modos:
• 1) afirmação de fato que não existe
• 2) negação de fato que existiu
• 3) atribuição de versão falsa a um fato verdadeiro.
As condutas da testemunha que possam legitimar a imposição de multa a ela só serão 
verificadas se o juiz, inequivocamente, provocá-la a falar sobre o ponto e, no exato 
ponto, ela omitir a verdade ou alterá-la, de qualquer das formas listadas acima. Exemplos: 
Paula bateu em Joana, e a testemunha diz que Paula não bateu em Joana (2); Jorge nunca 
dialogou com Sandro, e a testemunha diz que Jorge ameaçou a vida de Sandro com palavras 
ofensivas (1); Keila agride Maria sem motivos, e a testemunha diz que Keila defendeu-se 
de iminente agressão de Maria (3).
Portanto, a multa de valor superior a 1% e inferior a 10% do valor corrigido da causa 
pode ser aplicada à testemunha nas hipóteses do artigo comentado, como indenização à 
parte prejudicada.
Sobre a multa aplicada à testemunha, o TST estabeleceu uma norma específica no art. 
10, parágrafo único, da Instrução Normativa n. 41 de 2018:
Após a colheita da prova oral, a aplicação de multa à testemunha dar-se-á na sentença e será 
precedida de instauração de incidente mediante o qual o juiz indicará o ponto ou os pontos 
controvertidos no depoimento, assegurados o contraditório, a defesa, com os meios a ela 
inerentes, além de possibilitar a retratação.
O juiz não poderá aplicar a multa à testemunha de forma arbitrária e indiscriminada. Ele 
deverá instaurar um incidente intraprocessual, destinado a esclarecer se a testemunha 
de fato alterou a verdade ou a omitiu-se sobre pontos essenciais.
Nesse incidente, o juiz deve ser claro quanto aos pontos do depoimento que causam 
dúvida, a fim de que a testemunha possa esclarecer o ponto (exercendo contraditório e 
ampla defesa), podendo, se for o caso, retratar-se e desse modo evitar a aplicação da multa.
O juiz não pode aplicar a multa na audiência, nem em decisão interlocutória posterior. 
Deverá aplicá-la, se for o caso, na sentença definitiva.
Parágrafo único. A execução da multa prevista neste artigo dar-se-á nos mesmos autos.
Não haverá cobrança da multa em autos apartados. Nos autos do mesmo processo 
em que foi colhido o depoimento desonesto, será feita a execução da multa contra a 
testemunha responsável por ele.
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3. PRINCIPAIS ESPÉCIES DE PROVAS CABÍVEIS NO 3. PRINCIPAIS ESPÉCIES DE PROVAS CABÍVEIS NO 
Processo Do TrabalhoProcesso Do Trabalho
Neste título, apresentarei conceituações e considerações importantes sobre cada 
espécie de prova admitida no processo do trabalho.
Como já vimos ao abordar o Princípio da Licitude e da Probidade da Prova, pode ser 
utilizado qualquer meio de prova para provar os fatos alegados, desde que seja, no mínimo, 
moralmente legítimo. Portanto, os meios de prova de possível utilização não se esgotam 
no texto legal (meios legais de prova não são taxativos).
Neste título da aula, abordarei os meios de prova previstos em lei, quer na CLT, quer 
no CPC (apenas disposições aplicáveis ao processo do trabalho), mediante comentários a 
cada um deles.
No título anterior da aula (n. 2), foram abordadas as disposições da CLT sobre as provas 
no processo do trabalho. Neste título, tratarei algumas peculiaridades de relevância para 
as questões de processo do trabalho que não se encontram no texto da CLT a respeito 
de cada espécie de prova.
3.1. DEPOIMENTO PESSOAL (INTERROGATÓRIO)3.1. DEPOIMENTO PESSOAL (INTERROGATÓRIO)
A figura propriamente chamada de “interrogatório” não é prevista no CPC, mas é 
mencionada na CLT, como vimos anteriormente. Essa palavra aproxima-se muito do sentido 
penalista. Hoje, o “interrogatório” é regrado pela sistemática do depoimento pessoal, em 
conformidade com o CPC.
O depoimento pessoal é uma prova que tem por principal finalidade a obtenção de 
confissão da pessoa que depõe. Esta pessoa, em qualquer caso, será uma das partes do 
processo (reclamante ou reclamado). Se o depoente for pessoa estranha ao processo, ela 
será informante ou testemunha, a depender do caso.
Por esse motivo, quem pode requerer o depoimento pessoal de alguém é a parte contrária 
ou o juiz (art. 385 do CPC).
 Obs.: Não faz nenhum sentido a parte requerer o próprio depoimento pessoal, pois a 
única consequência possível do seu depoimento é a ocorrência de confissão, que é 
algo negativo ao próprio depoente.
Já estudamos que, no processo do trabalho, o momento processual próprio para produção 
de todas as provas, em regra, é a audiência de instrução, mesmo que as provas não tenham 
sido requeridas previamente. Portanto, o requerimento de depoimento pessoal da parte 
contrária (ou de qualquer das partes pelo juiz) geralmente ocorre na própria audiência.
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Conforme o art. 385, § 1º, do CPC, a parte que se recusar a depor sobre os fatos por ela narrados 
na petição inicial incidirá na pena de confissão. No momento de falarmos especificamente da 
confissãocomo espécie de prova, diferenciaremos as subespécies de confissão.
Há alguns fatos sobre os quais a parte não tem a obrigação de depor. Logo, nesses casos, 
a pena de confissão não será aplicável. Veja o que diz o art. 388 do CPC:
Art. 388. A parte não é obrigada a depor sobre fatos:
I – criminosos ou torpes que lhe forem imputados;
II – a cujo respeito, por estado ou profissão, deva guardar sigilo;
III – acerca dos quais não possa responder sem desonra própria, de seu cônjuge, de seu companheiro 
ou de parente em grau sucessível;
IV – que coloquem em perigo a vida do depoente ou das pessoas referidas no inciso III.
3 .2 . coNFissÃo3 .2 . coNFissÃo
De acordo com o art. 389 do CPC, ocorre confissão quando a parte admite a verdade 
de fato contrário ao seu interesse e favorável ao do adversário.
Quanto à essência, a confissão pode ser real ou ficta.
A confissão ficta é a que já estudamos em outras aulas: a parte deixa de comparecer à 
audiência de instrução, ou perde o momento processual oportuno para se manifestar sobre 
algo, ciente da pena de confissão. Logo, a ausência de manifestação, nesses casos, pode 
implicar confissão ficta. Essa espécie de confissão é aquela que não ocorre materialmente, 
mas é presumida.
A confissão real, por sua vez, é aquela que ocorre materialmente. Exemplo: reclamante 
alega que trabalhou em horas extras, mas, ao ser interrogado pelo juiz, afirma que sua 
jornada era de oito horas diárias e, no final do depoimento, afirma que nunca trabalhou 
mais que oito horas por dia.
Há uma grande diferença em relação à presunção de veracidade dos fatos decorrente 
da confissão real e da confissão ficta.
Na confissão real, a pessoa que confessa está afirmando, sem coações ou vícios, que um 
fato contrário ao seu interesse é verdadeiro. Logo, há presunção absoluta de veracidade 
do fato confessado.
Já na confissão ficta, a pessoa nada diz e nada demonstra. Logo, essa confissão constitui 
uma presunção relativa de veracidade, que admite prova em contrário (inclusive provas 
pré-constituídas, conforme diz a Súmula 74 do TST).
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Jamais confunda revelia com confissão. Revelia é a falta de defesa (não apresentação de 
contestação). Confissão é a afirmação, de forma real ou presumida (ficta), de fato favorável 
à parte contrária e desfavorável à pessoa que confessa.
A confissão é irrevogável. Isso significa que a parte que confessou não pode simplesmente 
pedir para que o juiz desconsidere esta prova. Todavia, a confissão pode ser anulada, se 
decorreu de erro de fato ou de coação.
A confissão, também, é indivisível. Isso quer dizer que os termos da confissão não 
podem ser divididos de modo que se possa utilizar parte da confissão para beneficiar uma 
das partes, desconsiderando-se a parte restante. A confissão deve ser considerada no seu 
todo (art. 395 do CPC).
Apesar de ser indivisível, a confissão é relativamente cindível. A cisão da confissão 
ocorre quanto a parte, embora confesse algo que lhe é desfavorável, acrescenta ao fato 
confessado algum fato novo que possa ser usado como argumento de defesa. Exemplo: 
empregado confessa que bateu em um colega, mas narra fatos que, se confirmados, podem 
configurar o exercício de legítima defesa.
Essa “cisão” significa que a parte, mesmo tendo confessado certo fato, não será impedida 
de produzir novas provas relativamente a tal fato. Isso é importante de ser destacado 
porque, em regra, a confissão impediria a parte confessa de produzir novas provas sobre 
o fato confessado, visto que a confissão por si só já é uma prova.
A confissão é um efeito que pode decorrer da revelia, esta que consiste na ausência de 
defesa. Todavia, em alguns casos específicos, a revelia não produzirá confissão. Veja, abaixo, as 
considerações feitas na aula sobre as Audiências, onde o tema foi tratado com profundidade:
Art. 844, § 4º A revelia não produz o efeito mencionado no caput deste artigo se:
I – havendo pluralidade de reclamados, algum deles contestar a ação;
II – o litígio versar sobre direitos indisponíveis;
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III – a petição inicial não estiver acompanhada de instrumento que a lei considere indispensável 
à prova do ato;
IV – as alegações de fato formuladas pelo reclamante forem inverossímeis ou estiverem em 
contradição com prova constante dos autos.
O referido efeito é a confissão quanto à matéria de fato, isto é, a presunção de que 
todos os fatos alegados pela parte contrária são verdadeiros.
Nos casos desses quatro incisos, embora de fato ocorra revelia (ausência de defesa), 
não ocorre confissão. A consequência disso é que o reclamante deve, de qualquer modo, 
comprovar os fatos que alegou, sem poder invocar a confissão a seu favor. Isso porque, 
nesses quatro casos, não existirá confissão.
Abaixo, apresentarei um exemplo prático para cada inciso:
EXEMPLO
Inciso I: O reclamante Pedro ajuíza ação trabalhista contra a empresa prestadora de serviços 
a terceiros HGF Terceirizações Ltda e, também, contra a empresa QW, tomadora dos serviços 
terceirizados. Pedro busca cobrar as verbas trabalhistas da sua empregadora (HGF), mas 
pretende o reconhecimento da responsabilidade subsidiária da empresa QW, pelas verbas 
devidas em relação ao período em que prestou serviços em suas dependências.
Nesse caso, se a empresa HGF oferecer contestação, mesmo que a empresa QW não conteste, 
esta, embora seja revel, não será confessa quanto à matéria de fato.
Inciso II: A empresa Pão Bom ajuíza ação de consignação em pagamento alegando que assinou 
a CTPS do trabalhador, com datas de entrada e saída da empresa, mas o trabalhador, no 
término do contrato, recusou-se a receber suas verbas rescisórias, razão que levou a empresa 
a ajuizar a ação consignatória. Nesse caso, se o trabalhador for revel, a confissão não incidirá 
sobre a alegação de que sua CTPS teria sido assinada. Nada impede que o trabalhador, 
posteriormente, alegue o contrário e prove.
Os direitos trabalhistas são conceitualmente indisponíveis. Contudo, o fato de a revelia 
não produzir confissão quando a causa versa sobre direitos indisponíveis diz respeito à 
indisponibilidade do direito pelo sujeito revel, e não pelo autor.
Os direitos trabalhistas indisponíveis, a ponto de evitar os efeitos de confissão, são aqueles 
absolutamente indisponíveis. Os direitos trabalhistas de natureza pecuniária (patrimonial), 
como salário, férias, 13º salário e aviso prévio, são indisponíveis no sentido de serem 
irrenunciáveis no curso do contrato de trabalho. Não significa que eventual acordo em 
audiência não possa reduzir suas importâncias. Assinatura em CTPS é um exemplo de direito 
absolutamente indisponível do trabalhador. Outros exemplos são as normas de saúde, higiene 
e segurança do trabalho, recolhimento de contribuições previdenciárias, normas de proteção 
ao trabalho da mulher e do menor, dentre outros.
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Inciso III: João impetra mandado de segurança contra o órgão local integrante da estrutura do 
Ministério governamental responsável pela pasta trabalhista, por ter negado a expedição de 
certidão requerida em processo administrativo. João alega ter cópia da decisão denegatória, 
mas não junta ao processo tal cópia.
Se essa falta passar despercebida pelo juiz e a União for revel, não serão produzidos efeitos da 
confissão, pois, nesse caso, a lei obriga o sujeito a apresentar, juntamente com a petição inicial, o 
documento comprobatório da violação de direito líquido e certo (art. 6º da Lei n. 12.016/2009).
Inciso IV: 1) Marcos ajuíza ação trabalhista contra seu empregador, Farias ME, pedindo horas 
extras, pois o empregador teria ordenado que Marcos fosse à Lua e voltasse, e Marcos fez 
o que o empregador pediu, e essa tarefa durou mais que 8 horas no dia (fato inverossímil).
2) Cláudio postula o pagamento de saldo de salário, que não teria sido pago, mas acidentalmente 
junta aos autos comprovante bancário que atesta o pagamento dessa verba.
Nesses dois casos, os efeitos de confissão não serão produzidos, ainda que o reclamado não 
apresente defesa.
Para lembrar (importante):
Na aula sobre a ação rescisória no processo do trabalho, cito que a revelia não produz 
confissão na ação rescisória. Esta regra está na Súmula 398 do TST: “Na ação rescisória, 
o que se ataca é a decisão, ato oficial do Estado, acobertado pelo manto da coisa julgada. 
Assim, e considerando que a coisa julgada envolve questão de ordem pública, a revelia não 
produz confissão na ação rescisória.”
A proteção à coisa julgada não se enquadraria em quaisquer dos incisos do artigo ora em 
comento. A coisa julgada não é um direito, mas sim uma garantia fundamental corporificada 
no art. 5º da Constituição Federal.
A lógica disso está no seguinte pressuposto lógico: não há como alguém confessar que 
outra pessoa fez algo. Se a decisão judicial é um “ato oficial do Estado”, não pode o réu da 
ação rescisória “confessar” que a decisão judicial é viciada por qualquer razão.
No último título desta aula, apresentarei comentários à Súmula 74 do TST, de extrema 
importância para entender o tema da confissão no processo do trabalho.
3.3. PROVA DOCUMENTAL3.3. PROVA DOCUMENTAL
O documento é uma prova de abrangência mais ampla do que parece. Ao lermos “prova 
documental” imaginamos, normalmente, o papel, o documento escrito. Todavia, no processo, 
a prova documental pode ser desde o documento escrito propriamente dito até vídeos, 
áudios, fotografias, desenhos, livros, anotações informais etc.
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De acordo com Amauri Mascaro do Nascimento, a prova documental é apta a provar a 
existência de um fato. Todavia, essa prova deve ser sempre tratada com cuidado, pois o 
empregado, na maioria das vezes, não possui documentos comprobatórios de suas alegações 
e o empregador, ao longo do contrato, tem condições de obter assinaturas de empregados 
de maneira discreta e sem dificuldades, ante a hipossuficiência do empregado.
Nesse contexto, costuma-se lembrar do princípio de direito do trabalho chamado “Primazia 
da Realidade”: fatos devidamente comprovados prevalecem sobre registros de documentos.
Consoante o art. 422 do CPC, qualquer reprodução mecânica, como a fotográfica, a 
cinematográfica, a fonográfica ou de outra espécie, tem aptidão para fazer prova dos fatos 
ou das coisas representadas.
Conforme Mauro Schiavi, os documentos trabalhistas mais típicos são a CTPS, os cartões 
de ponto e os recibos de quitação de salários e verbas rescisórias (holerites e TRCT – Termo 
de Rescisão de Contrato de Trabalho).
3 .3 .1 . oPorTuNiDaDe De JuNTaDa Dos DocuMeNTos
De acordo com o texto do art. 787 da CLT, os documentos que o reclamante tiver 
consigo devem ser apresentados juntamente com a reclamação trabalhista, quando de 
seu ajuizamento.
Quando aos documentos do reclamado, segundo o art. 845 da CLT, a apresentação deve 
ocorrer até o momento da audiência, juntamente com a defesa.
Esses momentos processuais parecem muito isolados, não é mesmo? Em razão disso, há 
divergência jurisprudencial no sentido de os documentos poderem ser apresentados até o 
término da instrução processual. Atualmente, prevalece o entendimento de que todos os 
documentos relevantes para a prova dos fatos podem ser juntados até o fim da instrução 
processual. Referência de entendimento: TST – Recurso de Revista 51500-48.2008.5.03.0089.
Esse entendimento funda-se na premissa de que os atos processuais se concentram 
em audiência (em regra) e que as provas devem ser nela apresentadas mesmo que não 
requeridas previamente.
Para sua prova, leve as seguintes informações, escolhendo sua resposta de acordo com 
o que o enunciado da questão pedir:
• Conforme a CLT: o reclamante deve apresentar seus documentos juntamente com 
a petição inicial, e o reclamado deve apresentar os seus até a primeira audiência, 
com a defesa.
• Conforme o TST: documentos podem ser apresentados pelas partes até o fim da 
instrução processual, desde que não exista fato que impeça essa apresentação 
(confissão, renúncia etc.).
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Os documentos juntados ao processo nem sempre precisam ser originais. O art. 425 
do CPC diz:
Art. 425. Fazem a mesma prova que os originais:
I – as certidões textuais de qualquer peça dos autos, do protocolo das audiências ou de outro 
livro a cargo do escrivão ou do chefe de secretaria, se extraídas por ele ou sob sua vigilância e 
por ele subscritas;
II – os traslados e as certidões extraídas por oficial público de instrumentos ou documentos 
lançados em suas notas;
III – as reproduções dos documentos públicos, desde que autenticadas por oficial público ou 
conferidas em cartório com os respectivos originais;
IV – as cópias reprográficas de peças do próprio processo judicial declaradas autênticas pelo 
advogado, sob sua responsabilidade pessoal, se não lhes for impugnada a autenticidade;
V – os extratos digitais de bancos de dados públicos e privados, desde que atestado pelo seu 
emitente, sob as penas da lei, que as informações conferem com o que consta na origem;
VI – as reproduções digitalizadas de qualquer documento público ou particular, quando juntadas 
aos autos pelos órgãos da justiça e seus auxiliares, pelo Ministério Público e seus auxiliares, pela 
Defensoria Pública e seus auxiliares, pelas procuradorias, pelas repartições públicas em geral e 
por advogados, ressalvada a alegação motivada e fundamentada de adulteração.
Se a parte contrária duvidar da autenticidade da cópia, ela deverá alegar, e a parte que 
produziu a cópia deverá comprovar a autenticidade, apresentando cópia autenticada ou o 
documento original. Sobre isso, tratamos no título anterior da aula.
3.4. PROVAS TESTEMUNHAL E PERICIAL3.4. PROVAS TESTEMUNHAL E PERICIAL
Os pontos de relevância para as questões de direito processual do trabalho no que se 
refere às provas testemunhal e pericial já foram abordados no título n. 2 desta aula, para 
o qual remeto.
Quanto ao tema dos honorários periciais, remeto aotítulo n. 5.
3 .5 . iNsPeÇÃo JuDicial3 .5 . iNsPeÇÃo JuDicial
A inspeção judicial é estruturada nos seguintes artigos do CPC:
Art. 481. O juiz, de ofício ou a requerimento da parte, pode, em qualquer fase do processo, 
inspecionar pessoas ou coisas, a fim de se esclarecer sobre fato que interesse à decisão da causa.
Art. 482. Ao realizar a inspeção, o juiz poderá ser assistido por um ou mais peritos.
Art. 483. O juiz irá ao local onde se encontre a pessoa ou a coisa quando:
I – julgar necessário para a melhor verificação ou interpretação dos fatos que deva observar;
II – a coisa não puder ser apresentada em juízo sem consideráveis despesas ou graves dificuldades;
III – determinar a reconstituição dos fatos.
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Parágrafo único. As partes têm sempre direito a assistir à inspeção, prestando esclarecimentos 
e fazendo observações que considerem de interesse para a causa.
Art. 484. Concluída a diligência, o juiz mandará lavrar auto circunstanciado, mencionando nele 
tudo quanto for útil ao julgamento da causa.
Parágrafo único. O auto poderá ser instruído com desenho, gráfico ou fotografia.
Basicamente, a inspeção judicial consiste na visita do juiz a alguém ou a algum lugar 
específico, para certificar-se de condições ou circunstâncias relevantes para a decisão da causa.
Na Justiça do Trabalho, a inspeção judicial é mais comum em ações civis públicas e 
ações coletivas, quando normalmente o direito pleiteado tem relação com ambientes de 
trabalho. Em reclamações individuais, é muito rara a inspeção judicial e, quando ocorre, é 
em reclamações plúrimas, na maior parte das vezes.
3 .6 . acareaÇÃo3 .6 . acareaÇÃo
A acareação não é propriamente uma espécie de prova, mas tratarei dela em tópico 
específico da aula em busca de maior organização.
Você sabe que as testemunhas não devem ouvir o depoimento daquelas que depuserem antes 
delas, correto? Veja: é possível que testemunhas diferentes contem histórias totalmente distintas.
Nesse caso, o juiz pode promover a acareação entre as testemunhas: colocá-las frente 
a frente, para esclarecer o ponto que ficou contraditório e/ou confuso, na visão do juiz.
A acareação também pode ser usada para pôr frente a frente testemunha e parte que 
depôs (depoimento pessoal). Todas as pessoas que prestarem depoimento no processo e 
disserem coisas contraditórias e ilógicas entre si poderão ser sujeitas a acareação.
Veja o que dispõe o art. 461, inciso II, do CPC:
Art. 461. O juiz pode ordenar, de ofício ou a requerimento da parte:
(...)
II – a acareação de 2 (duas) ou mais testemunhas ou de alguma delas com a parte, quando, sobre 
fato determinado que possa influir na decisão da causa, divergirem as suas declarações.
§ 1º Os acareados serão reperguntados para que expliquem os pontos de divergência, reduzindo-
se a termo o ato de acareação.
3 .7 . aTa NoTarial3 .7 . aTa NoTarial
A ata notarial é uma espécie de prova que, no CPC, é estruturada por um único artigo:
Art. 384: A existência e o modo de existir de algum fato podem ser atestados ou documentados, 
a requerimento do interessado, mediante ata lavrada por tabelião.
Parágrafo único. Dados representados por imagem ou som gravados em arquivos eletrônicos 
poderão constar da ata notarial.
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A ata notarial nada mais é que um documento público que enuncia fatos alegados 
pelo interessado. No processo do trabalho, é pouco comum o uso de atas notariais como 
provas, em razão do princípio da Primazia da Realidade e da Busca da Verdade Real (fatos 
preponderam sobre documentos, desde que comprovados).
Portanto, o custo da produção de uma ata notarial para a parte não é vantajoso, tendo 
em vista a possibilidade de a testemunha influenciar muito mais no convencimento do 
juiz do que uma ata escrita por tabelião, que pouco contribui para a prova de que o fato 
alegado é verídico.
4 . iNciDeNTe De FalsiDaDe4 . iNciDeNTe De FalsiDaDe
O incidente de falsidade, tratado no CPC como Procedimento de Arguição de Falsidade 
(artigos 430 a 433), é o procedimento a ser seguido quando alguma das partes alega que o 
documento oferecido pela outra foi adulterado, ou, ainda, que o documento é integralmente 
inventado ou falsificado.
No processo do trabalho, as partes devem se manifestar sobre os documentos 
apresentados pela parte contrária até o momento da instrução processual, ou durante ela, 
que ocorre na audiência de instrução (rito ordinário) ou na audiência una (rito sumaríssimo).
No entanto, às vezes, a aferição da legitimidade do documento pode depender de 
análises mais complexas, inclusive envolvendo perícia, como a grafotécnica (comparação 
de assinaturas). Para esses casos de maior complexidade, aplica-se o procedimento de 
arguição de falsidade previsto no CPC.
De acordo com Sérgio Pinto Martins, o incidente de falsidade provoca a suspensão do 
processo. Quanto ao momento processual para a instauração do incidente, o referido autor 
faz a seguinte diferenciação:
• 1) Se for instaurado antes do término da instrução, o incidente tramitará nos mesmos 
autos da reclamação trabalhista
• 2) Se for instaurado DEPOIS de encerrada a instrução processual, o incidente deverá 
tramitar em autos apartados/separados.
Como dito, em regra, as manifestações sobre os documentos devem ocorrer até o 
término da instrução. Todavia, o incidente de falsidade envolve justamente casos mais 
complexos, que requerem atenção mais prolongada.
Abaixo, farei considerações individualizadas a cada artigo desse procedimento:
Art. 430. A falsidade deve ser suscitada na contestação, na réplica ou no prazo de 15 (quinze) 
dias, contado a partir da intimação da juntada do documento aos autos.
Parágrafo único. Uma vez arguida, a falsidade será resolvida como questão incidental, salvo se 
a parte requerer que o juiz a decida como questão principal, nos termos do inciso II do art. 19.
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O momento oportuno para suscitar a falsidade de um documento, de acordo com 
este artigo, pode parecer de difícil encaixe no processo do trabalho. A fim de encontrar 
equilíbrio, para que o incidente seja proveitoso no processo do trabalho, é válido considerar 
os argumentos de Wagner Giglio, que diz o seguinte:
(...) a reclamada não toma necessariamente ciência dos documentos que informam a petição 
inicial da ação principal, senão em audiência quando deve apresentar a resposta, porque não 
há obrigatoriedade de fornecê-los em duplicata, nem mesmo de mencioná-los, na peça vestibular 
[petição inicial – acréscimo do professor].
Partindo do raciocínio acima, Giglio sugere que, em qualquer caso, após a alegação de 
falsidade documental, a parte contrária (responsável pela apresentação do documento) 
deve ter o prazo legal (15 dias) para se manifestar sobre o incidente de falsidade.

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