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1ª SEMANA EMBRIONÁRIA -Clivagem e implantação acontecem durante a 1 semana embrionária -Fecundação : união dos gametas femininos e masculinos Consequências da fecundação: -fim da meiose 2 no oócito -restaura número diplóide de cromossomos -variação genética -determinação sexual -ativação metabólica do zigoto-Clivagem CLIVAGEM: · Definição: são divisões mitóticas repetidas do zigoto, resultando em um aumento rápido do número de células (blastômeros). Essas divisões mitóticas sao atípicas · Divisões Mitóticas atípicas do Zigoto: as primeiras células não entram em interfase, não possuem recuperação citoplasmática, ou seja, não ficam do tamanho da célula mae. Nesse tipo de divisão, ha o aumento do número de células mas a redução do tamanho delas ,assim, as células embrionárias tornam-se menores a cada divisão.O que limita o crescimento é a zona pelúcida, estrutura fixa · A: Mitose normal: · Intérfase: ocorre o processo de crescimento e funcionalidade da célula. · B: Clivagem: · A célula aumenta em número e diminui em tamanho. · A célula não entra em intérfase. · Local: A clivagem ocorre conforme o zigoto passa pela tuba uterina em direção ao útero. · Características: · O zigoto se mantém dentro da Zona Pelúcida até a nidação · A divisão do Zigoto inicia 30 horas após a fecundação; · As divisões seguem uma após a outra, formando blastômeros menores. Compactação: após o estágio de 8 células, os blastômeros mudam sua forma e se agrupam firmemente uns com os outros, formando uma ‘bola compacta de células”. esse processo é mediado por Glicoproteínas de adesão de superfície celular, possibilita uma maior interação célula-célula;Esse mediador é um pré-requisito para a separação das células Internas que formarão o embrioblasto( massa celular interna) do blastocisto. · A Clivagem durante seu desenvolvimento divide-se em 2 fases: 1. Mórula: · 12 a 32 Blastômeros; · Formação: · aproximadamente 3 dias após a fecundação, quando chega ao útero. · Características: · As células internas da Mórula são circundadas pelas células trofoblásticas. · Funcionalidades estruturais: · Células internas originam os tecidos do embrião; · Células Trofoblásticas contribuem para a formação da placenta. 2. Blástula ou Blastocisto · Cavidade blastocística (Blastocele)- depois que a Mórula adentra o útero, um fluido produzido por ele atravessa a zona pelúcida e penetra nos espaços intercelulares, formando a cavidade. · as células passam a ser reorganizadas no polos do blastocisto · Células da massa celular INterna — EMBRIOBLASTO; · Células da massa celular EXterna — TROFOBLASTO, formam a parede epitelial do blastocisto. · TROFOBLASTO: · Camada celular EXTERNA; · Dá origem à parte embrionária da PLACENTA. · EMBRIOBLASTO: · Grupo de blastômeros de localização central; · Dá origem ao embrião e às Membranas fetais. Daqui sao retiradas as células- tronco embrionárias pluripotentes (coleta por meio da fertilização in vitro) Degeneração da zona Pelúcida Para que haja a fixação do zigoto no endométrio é necessário que haja a degeneração da zona pelúcida. Assim, permite-se que : 1. Haja um rápido crescimento do blastocisto; 2. Que o Blastocisto encoste no endométrio e inicie a implantação. · As secreções das glândulas uterinas passam a nutrir as células do blastocisto. IMPLANTAÇÃO: · É o resultado da ação mútua entre o Trofoblasto e o Endométrio. · Local: Endométrio Uterino. · Tempo: 6 dias após a fecundação o blastocisto adere ao epitélio endometrial -Corresponde ao dia 20 de um ciclo menstrual de 28 dias. Orientação da Implantação: O blastocisto adere ao endométrio de forma adjacente ao pólo embrionário. No momento da fixação pode ser que haja sangramento devido a corrosão das células do endométrio pelo trofoblasto e acabar sendo confundido com a menstruação, fazendo com que haja uma demora na percepção da gravidez -Após a adesão do blastocisto ao epitélio endometrial, o trofoblasto se prolifera rapidamente e inicia sua diferenciação em duas camadas( quem regula é o transformador beta): 1. CITOTROFOBLASTO : · camada celular interna; · MITOTICAMENTE ATIVA (células se diferenciam); · Forma novas células que migram para o sinciciotrofoblasto . 2. SINCICIOTROFOBLASTO: · As células que migram do citotrofoblasto perdem as suas membranas celulares e SE FUNDEM formando uma massa multinucleada que se expande rapidamente, não sendo visualizado nenhum limite celular; · O sinciciotrofoblasto produz: · ENZIMAS: que corroem o tecido conjuntivo endometrial enquanto o blastocisto é incorporado no endométrio ( fixado) · HORMÔNIO GLICOPROTEICO (hCG): mantém a atividade hormonal do corpo lúteo ovariano( produção de progesterona). · Diferenciação do Trofoblasto: · É modulada por fatores intrínsecos e extrínsecos. · O fator de crescimento transformador (TGF-β) regula a proliferação e a diferenciação do trofoblasto. CORRELAÇÕES CLÍNICAS: · Células-Tronco Embrionárias (CTEs): -São derivadas da massa celular interna(MCI) do embrião; -São células pluripotentes, ou seja, conseguem formar praticamente qualquer tipo celular ou tecidual -Têm o potencial de curar inúmeras doenças, -Podem ser obtidas de embriões após a FIV -processo chamado de CLONAGEM REPRODUTIVA- células são derivadas de embriões viáveis- esbarra na ética médica · CLONAGEM TERAPÊUTICA ou TRANSFERÊNCIA NUCLEAR SOMÁTICA: técnica que retira o núcleo de células adultas( ex. da pele) e o introduz em oócitos enucleados que são estimulados a diferenciar-se em blastocistos e as CTEs são coletadas. -Como as células são derivadas do hospedeiro, são geneticamente compatíveis, menor risco de rejeição -Técnica menos controversa pois não há fertilização. · Diagnóstico Genético Pré-Implantação: · O diagnóstico de distúrbios genéticos antes da implantação pode ser feito entre o 3 a 5 dias após a Fertilização In Vitro: · Remove-se 1 ou 2 Blastômeros do zigoto em divisão de o seu DNA é analisado antes da transferência para o útero da mãe. · Técnicas utilizadas para análise: · PCR (Reação em Cadeia de Polimerase); · FISH (Hibridação in situ por Fluorescência). · Através dessa técnica pode-se: · SELECIONAR O SEXO DO BEBÊ; · IDENTIFICAR DOENÇAS CROMOSSÔMICAS OU GENÉTICAS; · SELECIONAR CARATERÍSTICAS FÍSICAS. · Pílulas anticoncepcionais Pós-coito ou “Pílula do dia seguinte”: -Hormônios ovarianos (estrogênio), são administrados em doses elevadas em até 72 horas após a relação sexual. NÃO IMPEDE A FECUNDAÇÃO E SIM A IMPLANTAÇÃO! · O termo correto seria "PÍLULA CONTRAIMPLANTAÇÃO”. Ação: -Altera a motilidade tubária ( funcionamento dos cílios e dos flagelos) -Interfere na função do corpo lúteo; -Causa alterações no endométrio. · Implantações anômalas e ectópicas: Implantações Anômalas: -Implantação em locais anormais do útero: · Próximo ao óstio interno do útero; · No colo uterino. Esse tipo de implantação resulta em uma PLACENTA PRÉVIA: · Uma placenta que se liga ao canal cervical, cobrindo parcialmente ou totalmente o óstio. · Pode causar: -Sangramento intenso (por causa da sua separação prematura durante a gravidez ou no momento do parto); - Risco de morte da mulher; - Em muitos casos requer intervenção cirúrgica como a histerectomia (excisão do útero). Implantação Ectópica: -Implantação fora do útero: · Cavidade abdominal; · Ovário; · Tuba Uterina. · Contribui para 9% das mortes maternas relacionadas com a gravidez · Na maioria, o embrião morre por volta do segundo mês e pode resultar em hemorragia intensa para a mãe; · Implantação na cavidade abdominal: -Mais frequentemente o blastocisto se liga ao revestimento peritoneal da escavação retouterina (fundo de saco de Douglas); -Raramente o embrião chega a termo. Caso ocorra, o feto pode ser removido com vida por meio de uma Laparotomia; -A placenta se adere aos órgãos abdominais,causando uma hemorragia considerável; -Risco de morte com aumento de 90 vezes quando comparada a uma gestação intrauterina e em 7 vezes quando comparada a uma gestação tubária; -Feto de pedra ou Litopédio: quando um concepto abdominal morre, não é detectado e se calcifica. · Implantação no ovário: -Gravidez Ovariana Primária; -Extremamente rara; -Quando o blastocisto se desenvolve no próprio ovário; -muitas vezes há necessidade de retirar um pedaço da tuba e o ovário Tratamento cirúrgico: -videolaparoscópico; · Implantação na Tuba Uterina: -95% dos casos de gravidez ectópica ocorre na tuba uterina e 80% delas está na Ampola; -Este tipo de gestação produz β-HCG mais lentamente que uma gestação normal, podendo dar um resultado falso-negativo nos testes de grvidez iniciais; -A dor pode ser confundida com apendicite caso a gestação aconteça na tuba uterina direita; Causas mais frequentes relacionam-se a: · Fatores que a atrasam ou impedem o transporte do zigoto em clivagem para o útero (ex: Doença Inflamatória Pélvica que causa aderência na mucosa da Tuba Uterina pois como há cicatrização na tuba o zigoto não passa e se instala no local) -Ultrassonografia Transvaginal é muito útil na detecção precoce desse tipo de gestação; -Geralmente leva à ruptura da tuba e à hemorragia durante as primeiras oito semanas de gestação, seguida de morte do embrião. Ameaça a vida da mãe. · Resumo da 1ª Semana Embrionária: image11.png image1.png image10.png image13.png image5.png image8.png image2.png image12.png image7.png image14.png image4.png image15.png image9.png image3.png